agosto 2014 – Widoctor

Archive agosto 2014

CTI – Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) – Parte 2

 

MUITO IMPORTANTE!!! Hoje daremos continuidade à RCP.  Os 5 pontos essenciais serão um pouco mais destrinchados, auxiliando para o seu sucesso no atendimento!

1.Como checar a responsividade e a respiração da vítima?
 Para avaliar a responsividade deve-se:

  • Chamar e tocar o atendido pelos ombros. Caso haja resposta, apresente-se e pergunte se precisa de ajuda. Contudo, se não houver resposta, observe se há elevação do tórax em menos de 10 segundos. Assim, você estará avaliando a respiração.
  • A vítima apresentou respiração? Se sim, posicione-se ao lado dela e esteja atento em sua evolução.
  • Notou piora? Chame ajuda!

 

  • Não apresentou respiração ou ainda a apresentou em “gasping”? Chame ajuda imediatamente!

     

 

2.Chamar ajuda?

     Ora, caso isso seja necessário, é melhor que você não faça tudo sozinho. Escolha alguém do local e encarregue essa pessoa de chamar a ajuda (por exemplo, o SME – Serviço Médico de Emergência) enquanto você continua assistindo ao atendido. Esse “assistente” deve estar pronto a responder a algumas perguntas, tais como: local do ocorrido, situação da vítima, quais procedimentos já foram e quais estão sendo realizados, entre outras.

 

     Mas ATENÇÃO, em caso de parada cardiorrespiratória por hipóxia e para todas as crianças, o atendente que estiver sozinho, deve realizar 5 ciclos de RCP antes de chamar ajuda.

 

3.Cheque o pulso

     Cheque o pulso carotídeo da vítima em menos de 10 segundos. Caso a vítima apresente pulso, aplique uma ventilação a cada 5 a 6 segundos, mantendo uma frequência de 10 a 12 ventilações por minuto, e cheque o pulso a cada dois minutos. Se não detectar pulso na vítima ou estiver em dúvida, inicie os ciclos de compressões e ventilações.

 

4.Compressões e ventilações

     As compressões torácicas são muito importantes em pacientes em parada cardíaca, uma vez que promove o fluxo de sangue. Deve-se realizar ciclos de 30 compressões e 2 ventilações, levando-se em consideração  que há um dispositivo de barreira, como por exemplo uma máscara de bolso.

 

 

     Para que as compressões sejam realizadas com sucesso, deve-se aplicar uma boa técnica, que envolve posicionamento e ritmo adequados. As ventilações também obedecem a critérios essenciais para se alcançar o êxito durante o socorro.

 

5.Desfibrilação

     A desfibrilação pode ser feita tanto por um profissional de saúde (médico) quanto por uma pessoa leiga. No entanto, nesse último caso, ela apenas pode ser feita quando utilizado um DEA (Desfibilador Automático Externo), pois esse aparelho indicará se o procedimento pode ou não ser realizado, bastando ser acionado pelo atendente. E porque isso? Isso se dá, pois nem sempre a vítima pode ser submetida ao desfibrilador, dependendo do ritmo cardíaco. A desfibrilação não está indicada em caso de assistolia e de atividade elétrica sem pulso (AESP). Além disso, esse aparelho portátil carrega, automaticamente, a quantidade de energia a ser utilizada.

     Diante da grande importância das compressões e das ventilações falaremos, no próximo artigo, um pouco mais detalhado de cada uma delas. Fique conosco e até a próxima!
 

Celso Neto

Bibliografia
1. Eisenberg MS, Baskett P, Chamberlain D. A history of cardiopulmonary resuscitation. In: Paradis NA, Halperin HR, Kern KB, Wenzel V, Chamberlain DA. Cardiac arrest: the science and practice of resuscitation medicine. West Nyack (NY): Cambridge University Press; 2007. p. 3-25.
2. Travers AH, Rea TD, Bobrow BJ, Edelson DP, Berg RA, Sayre MR, et al. Part 4: CPR overview: 2010 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Circulation. 2010;122(18 Suppl 3):S676-84.
3. Nolan JP, Soar J, Zideman DA, Biarent D, Bossaert LL, Deakin C, et al. European Resuscitation Council Guidelines for Resuscitation 2010 Section 1. Executive summary. Resuscitation. 2010;81(10):1219-76.
4. Mather C, O’Kelly S. The palpation of pulses. Anaesthesia. 1996;51(2):189-91.
5. Ochoa FJ, Ramalle-Gomara E, Carpintero JM, Garcia A, Saralegui I. Competence of health professionals to check the carotid pulse. Resuscitation. 1998;37(3):173-5.  
6. I Guideline for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care – Brazilian Society of Cardiology: Executive Summary

Patologia e Medicina Legal

Pergunta : Camila (Universidade Estadual de Montes Claros)

Gostaria de saber detalhes da especialização em Patologia mas, primeiramente, gostaria de tirar uma dúvida: quem faz Patologia sai da residência apto a exercer a Medicina Legal também? Como é a rotina dessas duas áreas? E como está o mercado de trabalho/retorno financeiro para ambas? Agradeço sua atenção desde já.

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Residência Médica em Grandes Centros

Residência Médica em Grandes Centros

Pergunta : Ricardo (Hospital Universitário São José – MG)

Professor Mário. Li seu livro e gostei muito de todas as dicas. Parabéns! Gostaria de saber o que o senhor acha ser o mais viável para se estabelecer no futuro: sou de Recife, faço clínica médica em Belo Horizonte e desejo prosseguir com a cardiologia. O que o senhor pensa ser melhor: realizar a residência em minha cidade e já ir fazendo os contatos para o futuro ou continuar em BH (por ser um centro mais avançado) e retornar após terminar a cardiologia?

Resposta :

Com toda certeza, é melhor fazer a residência num grande centro como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte ou Porto Alegre.

Não apenas pela qualidade técnica (até porque o nível da Medicina de Recife é muito bom), mas acima de tudo pelo maior círculo de relacionamentos que vc vai conseguir e acima de tudo pelo “status”, uma das grandes ferramentas para se conseguir uma grande carreira.

Analisando-se o aspecto marketing, em qualquer situação, ter um diferencial ajuda muito no desenvolvimento e a medicina representa um ótimo mercado, mas ao mesmo tempo é um mercado altamente competitivo e nesse caso, um diferencial é muito importante.

Fazendo a residência em Recife, vc vai ser mais um dos que terminaram a residência lá, sem nenhum diferencial, apenas talvez o de ter sido um bom residente.

Sucesso

Mário Novais

 

 

Ebola

     O vírus Ebola é o agente responsável por uma febre hemorrágica de extrema letalidade. Neste ano, a África Ocidental (principalmente Serra Leoa, Guiné e Libéria) sofre com a pior epidemia de Ebola já identificada no mundo. No Brasil, foi confirmado o primeiro caso da doença em São Luís, Maranhão. Um nigeriano foi internado no hospital universitário HUUFMA dia 12 de agosto, indo a óbito alguns dias mais tarde.

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Doença Renal Policística Autossômica Dominante (DRPAD)

      A Doença Renal Policística Autossômica Dominante (DRPAD) consiste em um distúrbio genético com repercussões sistêmicas, caracterizada pela formação de cistos nos rins e também em outros órgãos. Apesar da formação de cistos ocorrer em menos de 5 a 10% dos néfrons, o tamanho dos rins aumenta mais de 5 vezes o normal ao longo dos anos, devido ao contínuo crescimento dos cistos. O volume renal é o mais importante preditor para o desenvolvimento de insuficiência renal crônica (IRC).

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CTI – Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) – Parte 1

                                                            

CTI – Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP)

     “Tudo o que se precisa são duas mãos”. Assim, na década de 1960, inicia-se o conceito moderno da RCP. Momento em que Koewenhoven, Jude e Knickerbocker discorrem sobre a utilização da compressão torácica no processo de ressuscitação. Ainda no mesmo ano, sob a luz de outras práticas, utilizando-se ventilação boca a boca e a desfibrilação externa (por Safar), notou-se a grande importância de se unir essas técnicas a fim de se obter uma abordagem mais rica. Desde então, as diretrizes são atualizadas, visando sempre alcançar um atendimento mais apurado, garantindo, dessa forma, um melhor prognóstico ao paciente. As diretrizes brasileiras de 2012 se baseiam no Consenso Científico da ILCOR (Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitação), de 2010.

     O conhecimento das manobras é essencial na rotina do profissional de saúde. Atuar de maneira rápida e precisa em cada elo faz grande diferença para um bom atendimento, é um importante fator para a corrente de sobrevivência.

     Os 5 elos são:

  • Reconhecimento imediato da PCR e acionamento do serviço de emergência/urgência.
  • RCP precoce, com ênfase nas compressões torácicas.
  • Rápida desfibrilação.
  • Suporte avançado da vida eficaz.
  • Cuidados pós-PCR integrados.

              

O Suporte Básico de Vida no Adulto (SBV)

     Essa fase do atendimento pode ser realizada por pessoas que não são profissionais de saúde, devendo ter, contudo, a preparação para fazê-lo. É claro que em uma situação de estresse, em que o atendente deve ser perspicaz, uma ajuda para lembrar os passos a serem seguidos são extremamente bem vindos. Usando um mnemônico isso fica bem mais simples: o “CABD primário”.

  • “C”, corresponde a Checar responsividade e respiração da vítima, Chamar por ajuda, Checar o pulso da vítima, Compressões (30 compressões).
  • “A”, Abertura das vias aéreas,
  • “B”, Boa ventilação (2 ventilações),
  • “D”, Desfibrilação.

     Então a primeira coisa a se fazer é me lembrar da “regrinha” e agir seguindo a ordem em que aparece?

     NÃO. A primeira coisa a se fazer é Checar a segurança do local. Esse “C” é por nossa conta, e não custa nada acrescentar na sua lista e memorizá-lo. Afinal, o atendente (VOCÊ) deve garantir a segurança para o paciente e para si. Feito isso, prossiga o atendimento!

     Iniciamos aqui uma série de artigos em que abordaremos temas voltados para o atendimento de urgência. No próximo artigo daremos continuação à RCP, detalhando o Suporte Básico da Vida.

 

Celso Neto

 

 

Bibliografia

1.Eisenberg MS, Baskett P, Chamberlain D. A history of cardiopulmonary resuscitation. In: Paradis NA, Halperin HR, Kern KB, Wenzel V, Chamberlain DA. Cardiac arrest: the science and practice of resuscitation medicine. West Nyack (NY): Cambridge University Press; 2007. p. 3-25.

2.Travers AH, Rea TD, Bobrow BJ, Edelson DP, Berg RA, Sayre MR, et al. Part 4: CPR overview: 2010 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Circulation. 2010;122(18 Suppl 3):S676-84.

3.Nolan JP, Soar J, Zideman DA, Biarent D, Bossaert LL, Deakin C, et al. European Resuscitation Council Guidelines for Resuscitation 2010 Section 1. Executive summary. Resuscitation. 2010;81(10):1219-76.

4.Mather C, O’Kelly S. The palpation of pulses. Anaesthesia. 1996;51(2):189-91.

5.Ochoa FJ, Ramalle-Gomara E, Carpintero JM, Garcia A, Saralegui I. Competence of health professionals to check the carotid pulse. Resuscitation. 1998;37(3):173-5.

6.Arq. Bras. Cardiol. vol.101 no.2 supl.3 São Paulo Aug. 2013     http://dx.doi.org/10.5935/abc.2013S006 

 

 

 

Desilusão com a Medicina

Pergunta : Paulo otavio ( Universidade Federal de Minas gerais )

Primeiramente gostaria de falar que estou desiludido com a medicina. Me formei no meio do ano e não encontro vagas de trabalho em PSF, olhei em mais de 14 prefeituras perto de Belo Horizonte e tudo está na mão de cubanos do mais médicos.

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