SEPSE – Parte 1 – Conceitos gerais

SEPSE – Parte 1 – Conceitos gerais

 

     Iniciaremos hoje esse tema de importância ímpar no CTI. Conversaremos de maneira mais detalhada possível sobre esse processo, a fim de proporcionar um auxílio mais aprofundado para construção do seu conhecimento. Seja bem vindo!

 

    A identificação e adequado tratamento precoce da SEPSE demonstram ser fatores eficazes para redução de mortalidade em pacientes por ela acometidos. Para isso, é necessário saber não só o tratamento medicamentoso, mas também todo o processo etiológico e fisiopatológico da enfermidade.

Conceitos EXTREMAMENTE essenciais:

SIRS, SEPSE, SEPSE GRAVE e CHOQUE SÉPTICO.

 


 
 

     A SIRS (SRIS) é a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica, sendo uma resposta generalizada a diversos agressores. Para que o diagnóstico seja fechado, deve-se obedecer a no mínimo dois dos critérios abaixo:

1.  Temperatura: < 36 OU >  38º C;

2.  Taquicardia: FC > que 90 bpm;

3. Taquipneia: FR > que 20 irpm OU PCO2 < 32 mmHg OU necessidade de ventilação mecânica desencadeada por processo agudo.

4. Contagem leucocitária: > 12.000 OU < 4.000 leucócitos OU mais que 10% de formas imaturas (bastonetes).

 

SEPSE: inclui o conceito de SIRS, adicionando-se a necessidade de se ter ou se presumir uma infecção associada. Logo, SEPSE = SIRS + Infecção.

     

SEPSE GRAVE: inclui o conceito de SEPSE, adicionando-se uma disfunção orgânica, hipotensão ou hipoperfusão tecidual. Logo, SEPSE GRAVE = SEPSE + Disfunção orgânica

 

CHOQUE SÉPTICO: inclui o conceito de SEPSE, adicionando-se uma hipotensão que persiste apesar do adequado manejo de ressuscitação volêmica e que não se pode recuperar sem o tratamento medicamentoso vasopressor. Logo, CHOQUE SÉPTICO= SEPSE + Hipovolemia não responsivo à ressuscitação volêmica + tratamento vasopressor (ou presença de hiperlactemia).

 


 

      E INFECÇÃO, o que é?

    É um fenômeno microbiano que desencadeia uma resposta inflamatória pela PRESENÇA de dado microrganismo ou, ainda, pela INVASÃO pelo mesmo de tecidos estéreis .

 

    No segundo módulo o tema será aprofundado, no qual destacaremos a fisiopatologia da SEPSE. Continue conosco!

 

Celso Neto

 

 

Bibliografia

1. Sociedade Brasileira de Infectologia

2. Revista Brasileira de Terapia Intensiva

3. International Guidelines for Management of Severe Sepsis and Septic Shock

4. MARTINS, Herlon Saraiva et al. Emergências clínicas: abordagem prática. 9. ed. São Paulo: Manole, 2014.

Celso Alves Neto

Você deve estar logado para postar um comentário