julho 2015 – Widoctor

Archive julho 2015

Saúde lança protocolo para uso de medicamentos em situações de exposição de risco ao HIV

Saúde lança protocolo para uso de medicamentos em situações de exposição de risco ao HIV

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Documento simplifica prescrição para tratamento de PEP nos serviços de saúde e reduz tempo de acompanhamento de seis para três meses

A profilaxia pós-exposição (PEP) do HIV unificada no Sistema Único de Saúde (SUS) passa a valer na rede pública ainda este mês. O novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Profilaxia Antirretroviral Pós-Exposição de Risco para Infecção pelo HIV – publicado nesta quinta-feira (23) no Diário Oficial da União – integra os três tipos de PEP existentes: acidente ocupacional, violência sexual e relação sexual consentida. O documento recomenda também a redução do tempo de acompanhamento do tratamento de seis para três meses.

O protocolo recomenda que os medicamentos utilizados para o tratamento sejam ministrados até 72 horas após a exposição ao vírus. O ideal é que seu uso seja feito nas primeiras duas horas após a exposição ao risco. Ao todo, são 28 dias consecutivos de uso dos quatro medicamentos antirretrovirais previstos no novo protocolo (tenofovir + lamivudina + atazanavir + ritonavir). Em 2014, foram ofertados 22 mil tratamentos em todo o país. A rede de assistência conta atualmente com 517 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), 712 Serviços de Assistência Especializada (SAE) e 777 Unidades de Distribuição de Medicamentos (UDM).

“A grande vantagem desse protocolo é a simplificação e unificação da PEP em um esquema único de medicamentos. Com isso, não será preciso um especialista em aids para dispensar a PEP. Isso não só irá ampliar o acesso à população de forma geral, mas também facilitar o procedimentos para os profissionais de saúde como um todo”, explicou o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.

Para 2014, a PEP contou com investimento de R$ 3,6 milhões, ou seja, 0,4% do total de R$ 864 milhões investidos com antirretrovirais no ano passado. Disponível desde a década de 1990 no SUS, o procedimento foi implantado, inicialmente, para os profissionais de saúde, como prevenção, em casos de acidentes de trabalho, com materiais contaminados ou possivelmente contaminados. Ainda em 1998, a PEP foi estendida para vítimas de violência sexual. Em 2011, o tratamento passou a incluir qualquer exposição sexual de risco, como o não uso ou o rompimento do preservativo.

Sendo assim, desde 2010 foram dispensados 87.891 tratamentos e a oferta da terapia quase dobrou de 2010 para 2014 – passando de 12 mil tratamentos para 22 mil. Antes da aprovação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec), o novo protocolo ficou à disposição de profissionais de saúde e público em geral para consulta pública durante um mês.

O total de brasileiros com acesso ao tratamento com antirretrovirais no país mais do que dobrou entre 2005 e 2014, passando de 165 mil pacientes (2005) para 400 mil (2014). Atualmente, o SUS oferece, gratuitamente, 22 medicamentos para os pacientes soropositivos. Desse total, 12 são produzidos no Brasil.

CENÁRIO DA EPIDEMIA – Desde os anos 1980, foram notificados 757 mil casos de aids no Brasil. A epidemia no país está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 39 mil novos casos de aids ao ano. O coeficiente de mortalidade por aids caiu 13% nos últimos 10 anos, passando de 6,4 casos de mortes por 100 mil habitantes (2003) para 5,7 casos (2013).  De acordo com o Boletim Epidemiológico de HIV/Aids de 2014,  o público jovem é o que apresentou maior taxa de detecção da doença – passando de 9,6 por 100 mil habitantes (2004) para 12,7 por 100 mil pessoas (2013).

fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/18785-saude-lanca-protocolo-para-uso-de-medicamentos-em-situacoes-de-exposicao-de-risco-ao-hiv
 

Novos medicamentos para hepatite C chegam ao SUS este ano

Novos medicamentos para hepatite C chegam ao SUS este ano

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No primeiro ano de incorporação ao SUS, 30 mil pessoas serão beneficiadas. O novo tratamento garante mais qualidade de vida e conforto ao paciente

Uma nova terapia que aumenta as chances de cura e diminui o tempo de tratamento aos pacientes com hepatite C estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) até dezembro deste ano. Composto pelos medicamentos daclatasvir, simeprevir e sofosbuvir, o novo tratamento vai beneficiar cerca de 30 mil pessoas nos próximos 12 meses. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (27) pelo ministro da Saúde.

INDICAÇÃO DO TRATAMENTO – As novas medicações vão beneficiar pacientes que não podiam receber os tratamentos ofertados anteriormente, entre eles os portadores de coinfecção com o HIV, cirrose descompensada, pré e pós-transplante e pacientes com má resposta à terapia com Interferon, ou que não se curaram com tratamento anterior. A meta é ampliar a assistência às hepatites virais, minimizando as restrições impostas pelo tratamento anterior. A nova terapia garante ao paciente mais conforto e qualidade.

Pacientes que venham a solicitar, ou que já estejam em tratamento com Boceprevir e Telaprevir, não serão prejudicados, uma vez que o fornecimento desta medicação será assegurado até o final do tratamento. O documento também padroniza uma rotina de exames e de consultas médicas, permitindo maior conhecimento por parte dos profissionais de saúde, do agravo e da assistência necessária aos pacientes.

O diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, destacou que a grande vantagem do novo protocolo é a ampliação do acesso do ao tratamento de hepatite C crônica. “O protocolo prevê que os novos medicamentos sejam disponibilizados aos pacientes com co-infecção HIV/Hepatite C, aos pós-transplantados de fígados e outros órgãos e outras indicações específicas. Isso irá possibilitar que possamos dobrar o número de pacientes atualmente em tratamento”, ressaltou o diretor.

Para a compra dos medicamentos, apenas neste ano, a previsão é de que sejam investidos até R$ 500 milhões. O Ministério da Saúde conseguiu negociar os preços dos medicamentos com as indústrias farmacêuticas, com descontos de mais de 90% em relação aos preços de mercado. Além do novo tratamento, o Protocolo apresenta também as novas diretrizes para o monitoramento da hepatite C. O Brasil é um dos primeiros países em desenvolvimento a incorporar esse novo tratamento.

CAMPANHA – Focada no incentivo ao diagnóstico e ao tratamento, a campanha traz mensagens  com alertas a população. Uma delas, direcionada à população a partir dos 40 anos, incentiva a testagem: “Se você fez cirurgia antes de 1993, precisa fazer o teste para hepatite C. O teste é o primeiro passo para a cura”.

Nesse público entram pessoas que sofreram acidentes nessa época (antes de 1993) e precisaram de transplantes, transfusão de sangue ou que se expuseram a algum tipo de contato com sangue (por meio de compartilhamento de seringas, objetos cortantes). Os personagens do filme para TV são pessoas reais que passaram por cirurgias, transfusões ou transplantes antes de 1993. A campanha conta ainda com material jingle rádio, cartazes, folhetos, mobiliário urbano e ação de internet.

Outro foco da campanha é a hepatite tipo B, com jovens adultos como público-alvo.  O slogan “Vacina de três doses Hepatites B. Eu me amo, eu me previno, eu tomo a vacina”, acompanha as seguintes peças: filme para internet, estratégia rede social, outdoor nas cidades de Recife, Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ceilândia (DF) e Mauá (SP), além de exibição de filme em TV internas de  universidades.

Hepatite C – O SUS garante o acesso aos medicamentos de combate à doença para todos os pacientes diagnosticados e com indicação de tratamento medicamentoso. Vale ressaltar, que nem todas as pessoas que contraíram o vírus precisam ser medicadas, sendo uma recomendação estabelecida por protocolo e avaliação médica.

Em 13 anos de assistência à doença no SUS, foram notificados e confirmados 120 mil casos, e realizados mais de 100 mil tratamentos. Atualmente são 10 mil casos notificados ao ano. Estima-se que a tipo C seja a responsável por 350 e 700 mil mortes por ano no mundo. No Brasil, são registrados cerca de três mil mortes por associadas à hepatite C. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registra 8.040 novos casos de câncer de fígado ao ano. A doença é responsável de 31% a 50% dos transplantes em adultos.

Desde 2011, o país também distribui testes rápidos para a hepatite C. Naquele ano, foram distribuídos 15 mil testes, já em 2014 o número saltou para 1,4 milhão de testes. Este ano, está prevista uma compra de 8,6 milhões de testes a serem distribuídos nos próximos anos.

Sem diagnóstico até 1993, a hepatite C, como a hepatite B, também é uma doença de poucos sintomas. Outras formas de transmissão são o compartilhamento de objetos de uso pessoal e para uso de drogas. A transmissão sexual ainda é um tema muito debatido por pesquisadores de todo o mundo, estando presente nas populações de jovens; homens que fazem sexo com outros homens, trans e travestis.

Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/18850-novos-medicamentos-para-hepatite-c-chegam-ao-sus-este-ano

 

Insatisfação com a Anestesiologia

Insatisfação com a Anestesiologia

Pergunta : Felipe Morais ( universidade de Fortaleza )

Anestesiologia, endócrino ou neuro?

Sou residente de anestesio no momento e pretendo largar a residência, pois não estou satisfeito com a área. Sempre tive interesse entre endócrino ou neuro. Sei que o mercado pra anestesio é excelente do ponto de vista financeiro, mas a qualidade de vida e autonomia são bastante prejudicadas. Queria um comparativo entre as três áreas. Gostaria de saber o mercado de endócrino e neuro, se os ganhos são similares ao anestesista, e se realmente vale a pena largar anestesio para ingressar numa dessas áreas.

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Resposta :

É relativamente comum a insatisfação com a especialidade, talvez porque no momento da escolha não se tenha uma informação completa sobre o dia a dia de cada especialidade (as faculdades de medicina deveriam prover isso).

A escolha da especialidade médica é de extrema importância para o futuro do profissional, já que serão mais 30 ou 40 anos de atividade laboral, sendo importante que vc se sinta feliz e confortável com o seu dia a dia.

Correr atrás dos próprios sonhos muitas vezes significa “chutar o pau da barraca” e abrir mão de conquistas difíceis.

Quando a barraca é boa (a anestesio é uma boa barraca e difícil de se conseguir entrar nela ) deve-se pensar duas vezes antes de desarmá-la.

Se considerar também que é uma tendência do ser humano a de gostar daquilo que se sabe fazer, a prudência recomenda analisar bem a situação para ter certeza de que não gosta da anestesio ( se estiver ainda no R1 talvez ainda não possa ter essa certeza)

Apesar de todas as dificuldades de se buscar uma nova especialização ( tipo prova para residência…), nunca é tarde para se trocar e buscar mais conforto, mais satisfação e mesmo mais felicidade porque afinal vc ainda terá muitos anos de atividade profissional.

Algumas informações sobre as especialidades citadas por vc podem te ajudar na decisão :

A anestesiologia está incluída entre as especialidades “Muito Boas” e somente não é melhor porque a qualidade de vida fica um pouco prejudicada em relação a horários e tempo livre.

É a especialidade onde o ganho financeiro é maior e mais rápido. Mesmo durante a residência, aparecem muitas oportunidades de serviços extras ( na maioria das vezes oferecidos pelo próprio staff da residência médica )

Além das atividades regulares, o anestesista ainda tem oportunidade de enveredar por um mercado pouco explorado e em ascensão , que é o das chamadas “Clínicas da Dor”.

A anestesiologia possibilita ganhos financeiros muito maiores do que a maioria das especialidades e também maior independência de patrões e de convênios. Por outro lado a qualidade de vida é prejudicada, principalmente no início de carreira, pela irregularidade de horários e pelas urgências.
Com o passar do tempo, se o anestesista não for “desesperado por dinheiro “, ele pode organizar sua vida e seus horários e desempenhar a maior parte da sua jornada de trabalho com anestesias eletivas e ficar de sobreaviso para urgências apenas uma ou duas vezes por semana.
Importante na sua avaliação deve ser também como você se sente em relação ao tipo de paciente com os quais irá trabalhar, porque são perfis de pacientes bastante diferentes para cada uma das especialidades apontadas por vc. Isso é fundamental na sua escolha.

A endocrinologia é uma excelente especialidade(uma das seis melhores especialidades do momento), principalmente pelo aumento absurdo dos níveis de obesidade em todo o mundo e pela importância que se tem dado ao culto ao corpo. Além disso, são muito freqüentes  as doenças da tireóide e os distúrbios hormonais ( menopausa e andropausa )em uma população que está nitidamente envelhecendo.

A endócrino também é uma boa especialidade porque além de permitir uma boa qualidade de vida e possibilitar uma boa remuneração, apesar de não permitir procedimentos e cirurgias que agreguem valor à consulta, é uma especialidade de boca-a-boca rápido na clientela e uma das poucas que permite ao profissional ser independente de convênios já que a clientela cresce rapidamente, principalmente em função da preocupação atual e futura com a obesidade e do aumento da expectativa de vida da população com consequente maior aparecimento de distúrbios da tireóide e alterações hormonais (menopausa e andropausa )

Cobrando, inicialmente, R$ 300,00 a consulta e realizando apenas 5 consultas por dia , o endocrinologista  pode ter no final do mês honorários acima de R$ 30.000,00.

Neurologia : mercado carente de profissionais, o envelhecimento da população é um fator facilitador no aumento da clientela, os pacientes criam grande dependência com seu neurologista o que gera fidelidade da clientela, a qualidade de vida do profissional é razoável , mas é uma especialidade um pouco triste. Os ganhos financeiros podem ser bons se vc somente atender pacientes particulares. Se for trabalhar com convênios, vale a pena se especializar em alguns exames complementares como polissonografia, EEG, potencial evocado…

Na neurologia, muitas vezes, os diagnósticos sao de patologias graves, como tumores, doenças degenerativas como ELA e esclerose múltipla , o que exige uma estrutura pessoal forte por parte do profissional , o que não significa que não poderá ter uma boa qualidade de vida. Desde que vc trabalhe em equipe com um bom clínico geral, vc poderá ter boa qualidade de vida.

Um Mercado promissor para o neurologista e que tende a se expandir rapidamente é o de casas de repouso ou centros de convivência para idosos.

Outra possível área de atuação e ainda pouco explorada é o tratamento da dor, área essa que também pode ser explorada pelos ortopedistas e pelos anestesistas.

A remuneração do neuro pode variar muito de acordo com o tipo de atividade que ele exerça. Por exemplo, se ele tiver um consultório próprio, onde ele trabalhe 4 tardes por semana e atenda a somente 5 pacientes particulares por tarde, mesmo não realizando nenhum exame complementar no consultório, e cobrando uma consulta a R$ 400,00, no final do mês terá um ganho de R$ 34.000,00. Fora isso, ele geralmente terá um emprego em um hospital, onde ganhará mais R$ 6.000,00 a 10.000,00 mensais e ainda poderá ter alguma consultas em residência, onde ele cobrará cerca de R$ 700,00 por cada consulta.

Sucesso

Mário Novais

Otorrino ou Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Otorrino ou Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Pergunta : Edcleverton Dantas ( Universidade Federal de Sergipe)

Caro Dr. Mário, tenho 38 anos, sou dentista esp. em cirurgia bucomaxilofacial e resolvi cursar medicina. Hj estou no 7p. do curso e tenho dúvidas de que especialidade. Gosto de cirurgia mas a esp. em cabeça e pescoço exige cir. geral antes e eu não gosto de abrir abdome. Pensei em otorrino e expandir para cervicofacial ( fissuras, gland salivares, plastica facial, tireoide) mas aqui no estado os colegas orl e ccp recriminam e acho q ficaria mal visto. Entre as minhas aptidoes, destaco: habilidade manual, objetividade e fluencia verbal. Gosto de radiologia e procedimentos e acho a clinica geral maçante! Fiz o teste duas vezes. Na primeira deu orl, dermato e rádio. Na segunda, rádio, orl e uro. O que busco? Uma vida tranqüila, com cirurgias menos estressantes e inserção rápida no mercado. Ajude-me!

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Resposta :

A escolha da especialidade deve ser a mais racional possível, sendo de grande importância, já que implica em cerca de 30 a 40 anos de atividade profissional.

Devemos, acima de tudo, levar em consideração 3 aspectos :

  1. A qualidade de vida que a especialidade proporciona.
  2. A remuneração que esta especialidade permite.
  3. O prazer e conforto de lidar com o tipo de paciente dessa especialidade.

Numa fase inicial, a escolha precisa apenas recair em :

1.Uma especialidade cirúrgica – aí vai ter que passar primeiro na cirurgia geral.

2.Uma especialidade clínica – aí vai precisar, primeiramente, passar pela residência de clínica médica.

3.Uma especialidade de acesso direto- aí precisa conhecer bem essas possibilidades, ou seja quais são as características de : otorrino, oftalmo, ortopedia, radiologia, dermatologia, pediatria, neurocirurgia…

A otorrino continua sendo uma das melhores especialidades.

Apesar dos procedimentos cirúrgicos serem mal remunerados pelos convênios (exceção feita às cirurgias de ouvido interno),  é grande a relação de possíveis procedimentos diagnósticos  ou terapêuticos na otorrino, o que pode agregar bastante valor ao preço das consultas.

A área de atuação da otorrino abrange cerca de 20 procedimentos diagnósticos e mais de 60 procedimentos cirúrgicos (ver tabela AMB).

É importante para qualquer especialista o encaminhamento feito por outros colegas, mas uma grande parte da clientela do otorrino vem diretamente em função do boca-a-boca de um cliente para outro.

O envelhecimento da população facilita consideravelmente a incidência de deficiências auditivas (o Brasil tem cerca de 4 milhões de deficientes auditivos). Mais de 60 % da população apresenta desvio de septo nasal. É muito grande a frequência de rinites alérgicas. Consequentemente esses fatos permitem um aumento rápido  da clientela do otorrino

Além disso, a qualidade de vida desse profissional é boa porque a maior parte das cirurgias é eletiva.

De um modo geral, a especialidade cirurgia de cabeça e e pescoço está ligada aos departamentos de otorrinolaringologia.

A residência médica nessa área tem a duração de 2 anos com pré requisito de 2 anos de cirurgia geral.

A cirurgia de cabeça e pescoço é uma especialidade ímpar que exige dos cirurgiões que a praticam, sólidos conhecimentos em cirurgia geral, plástica reparadora, cirurgia oncológica e ortopédica. Além disso, o fato do câncer do trato aero-digestório superior representar um percentual significativo das doenças da cabeça e pescoço exige, do especialista nesta área, conhecimentos em oncologia clínica e radioterapia. O intercâmbio com os diferentes especialistas da área médica (em especial, neurocirurgia, otorrinolaringologia, cirurgia plástica, cirurgia do aparelho digestório, bucomaxilofacial, anestesiologia e terapia intensiva) é fundamental para a consecução de bons resultados. Também é de fundamental importância à inter-relação com outros profissionais, em especial a enfermagem, fonoaudiologia, psicologia, nutrição, fisioterapia, odontologia e prótese bucomaxilofacial.

Os programas de residência nessa especialidade consitem de participação nos ambulatórios específicos, onde além de aprenderem noções básicas sobre o exame otorrinolaringológico completo, principais afecções de cabeça e pescoço, propedêutica, diagnósticos, diagnósticos diferenciais e tratamentos propostos, discutem casos com os preceptores do dia, fazem procedimentos como biópsia, punção, drenagem de abscessos, troca de cânulas de traqueostomia, além de exames complementares como nasofibrolaringoscopia e laringoscopia direta.

Mais frequentemente nessa especialidade vc vai lidar com:

Oncologia cirúrgica de Cabeça e Pescoço. Tratamento de tumores benignos e malignos da glândula tireóide e das glândulas salivares. Sialoendoscopia. Tratamento de tumores congênitos de Cabeça e Pescoço. Tratamento de tumores de pele. Tratamento dos tumores de base de crânio. Cirurgia robótica de tumores de orofaringe

O Mercado é carente de bons profissionais, que precisam ter uma boa habilidade manual e como alguma cirurgias de cabeça e pescoço são também realizadas por neurocirurgiões, cirurgiões bucp-maxilo e otorrinos, o profissional dessa área leva um tempo maior para se estabelecer na especialidade.

O questionamento entre fazer cirurgia plástica ou otorrino já deve “ser passado para você. A escolha pela otorrino sempre é uma boa escolha porque é uma das melhores especialidades. Tecnicamente, com uma boa residência, vc estará habilitado a realizar as cirurgias básicas de otorrino e também essas citadas por vc, desde que faça uma especialização posterior em cirurgia facial.

Reproduzindo matéria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial:

“A formação em Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial é uma possibilidade do médico ORL se diferenciar no competitivo mercado de trabalho atual e ampliar significantemente suas atuações como cirurgião. Atualmente, é a única área dentro da ORL que possibilita ter um título de especialista reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira.

Com a resolução de 2002 do Conselho Federal de Medicina, oficializou-se que no Brasil a Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial é uma área de atuação de três especialidades médicas: Otorrinolaringologia, Cirurgia Plástica e Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

Antes de qualquer coisa, é importante lembrar que atuar em Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial é atuar em Otorrinolaringologia. “Não se trata de uma área diferente do resto da ORL, é como trabalhar em Otologia, Rinologia ou Cirurgia de Cabeça e Pescoço”, explica o Dr. Anderson Castelo Branco, coordenador da Comissão de Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial da ABORL-CCF. Ele diz que nem todos os centros de formação em Otorrinolaringologia são capazes de oferecer uma adequada formação básica durante o período de residência médica. “Felizmente, dispomos de diversos centros de formação em Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial em todo o Brasil, e o melhor, a meu ver, é que o Otorrinolaringologista pode optar por fazer sua capacitação em um centro de Otorrinolaringologia ou de Cirurgia Plástica ou de Cirurgia de Cabeça e Pescoço”, diz Branco. No site da Associação Brasileira de Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial (www.abccmf.org.br) estão disponibilizados os atuais Centros de Treinamento oficiais.”

O outro aspecto a considerar (e essa deve ser sua maior dúvida) é como o mercado aceita um especialista em ORL realizar cirurgias faciais.

Ainda vai levar um tempo para o mercado absorver essa área de atuação relativamente nova e a pressão dos cirurgiões plásticos já é, e continuará grande contra isso.

A rinoplastia (reparadora ou estética) já é bem aceita pelo mercado quando feita por ORL. Otoplastia estética ( orelhas de abano), ritidoplastia, blefaroplastia e frontoplastia ainda são mais consideradas como pertencentes à área do cirurgião plástico.

Mas, da mesma maneira que já existem vários oftalmologistas realizando blefaroplastias, acreditamos que o mercado vai aceitar que os ORL também realizem esses procedimentos cirúrgicos. Essa aceitação vai depender muito do marketing que a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cranio-Facial desenvolver para divulgar isso junto à população.

Alguns procedimentos em Medicina já deixaram de pertencer a somente uma área especifica, como, por exemplo, a colonoscopia que pode ser feita por um gastro ou por um procto. Ou a colocação de stent para acidente vascular encefálico que pode ser feito por um neurologista, por um neurocirurgião ou por um radiologista intervencionista.

Se você realmente gosta dessa área, procure se especializar nela e vá desbravando o mercado. Existe espaço para isso.

Concluindo : no seu caso específico a opção pela otorrinolaringologia parece ser a melhor escolha

Sucesso

Mário Novais

Vacina contra a malária é aprovada na Europa

Vacina contra a malária é aprovada na Europa

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A vacina para combater a malária foi aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos (ELA) e será analisada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A aprovação do Mosquirix (também chamada de RTS,S) é um primeiro passo para combater o problema e é indicada para crianças de seis semanas a 17 meses. O medicamento demorou mais de 30 anos para ser elaborado e foi criado em uma parceria entre a GlaxoSmithKline (GSK) com o instituto Bill e Melinda Gates.
Apesar do grande passo, os benefícios do princípio ativo ainda não são considerados fantásticos. Nos exames realizados neste ano, a vacina reduziu os casos em apenas 30%.
Segundo a nota da EMA, “com base nos resultados dos testes, os benefícios do Mosquirix superaram os riscos e podem ser particularmente importantes nas crianças de áreas em que a transmissão e a mortalidade são muito elevadas”.
Mesmo com a aprovação, o medicamento ainda não está disponível para a distribuição porque precisa de uma recomendação da OMS para ser entregue em larga escala. A análise da entidade mundial será realizada em outubro deste ano.
A ideia é que a vacina seja amplamente utilizada em países africanos, onde ocorrem a maior parte dos casos. Segundo dados da OMS, a doença causada pelo parasita Plasmodium matou mais de 584 mil pessoas em 2013 e as crianças com menos de cinco anos representam dois terços dos falecimentos.
“A vacina evita 50% dos casos em crianças muito pequenas, que são as que mais correm riscos. Se pensarmos que morrem 400 mil pessoas por ano, mesmo com uma eficácia de 30%, isso significa que serão salvas 120 mil pessoas – e isso não é pouco”, destacou.
Lembrando que serão necessárias quatro doses para ter uma eficácia razoável, Ippolito destaca que o medicamento utilizado em conjunto com outras medidas, como o uso de mosquiteiros e inseticidas, ajudará a diminuir os casos.
A opinião positiva é dividida também com o diretor da Amref Health Africa, Githinji Gitaji, que trabalha com as comunidades mais vulneráveis ao problema no continente. “A cada minuto na África, uma criança morre de malária. A vacina ajudará a desenvolver uma solução de amplo respiro na luta contra a doença”, ressaltou Gitaji.
A GSK não revelou o valor que o remédio será vendido, mas confirmou que irá fornecê-lo a preço de custo onde 5% serão reinvestidos para o desenvolvimento de uma segunda geração do produto. (ANSA)
Fonte: http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/brasil/natureza/2015/07/24/Vacina-contra-malaria-recebe-aval-historico-na-Europa_8620381.html

Sicko

Sicko

Já assistiu ao filme Sicko? Não? Então aproveite o final das férias de meio do ano para assistir este documentário cômico de Michael Moore.
Moore é um diretor americano conhecido por suas produções ácidas e politizadas. Neste filme documentário, Moore faz uma forte crítica ao sistema de saúde americano, através de relatos de pessoas, dados e informações, comparando constantemente seu país de origem com outros que apresentam sistemas de saúde supostamente melhores. Mesmo sendo apenas um filme certamente curto e superficial para analisar as infinitas nas estratégias de saúde para as populações, sejam elas predominantemente públicas ou privadas, o filme ainda tem seu mérito em introduzir de forma bem humorada a questão “Por que alguns países tem sucesso na saúde, enquanto outros não?
Para se ter uma idéia de como é o filme, assista o trailer legendado aqui.
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Insatisfeito Com a Especialidade

Insatisfeito Com a Especialidade

Pergunta : Felipe Morais ( UNIFOR – Universidade de Fortaleza )

Anestesiologia ou Endocrinologia?

Sou R1 de anestesiologia e não estou satisfeito, pois sinto falta de contato com o paciente e a rotina de plantão. Antes de fazer o concurso, tinha muitas dúvidas entre anestesio e clínica médica, para posteriormente fazer endócrino. Vale a pena largar anesteiologia? Obrigado

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Resposta :

A escolha da especialidade médica é de extrema importância para o futuro do profissional, já que serão mais 30 ou 40 anos de atividade laboral, sendo importante que vc se sinta feliz e confortável com o seu dia a dia.

Correr atrás dos próprios sonhos muitas vezes significa “chutar o pau da barraca” e abrir mão de conquistas difíceis.

Quando a barraca é boa (a anestesio é uma boa barraca e difícil de se conseguir entrar nela ) deve-se pensar duas vezes antes de desarmá-la.

Se considerar também que é uma tendência do ser humano de gostar daquilo que se sabe fazer ( por exemplo se vc não sabe andar de bicicleta ou nadar, vai dizer que não gosta desses esportes), talvez a prudência mande vc aguardar até o final do R1, quando estará mais habilitado com as anestesias e paralelamente vá se preparando para um novo concurso para residência em clinica médica.

Ao final do ano, se ainda estiver descrente da anestesio e achar que interessa mesmo ir para uma área clínica, então não pense duas vezes, chute o pau da barraca e ingresse na residência de clinica médica.

Sucesso

Mário Novais

Eficácia do Teste Vocacional Widoctor

Eficácia do Teste Vocacional Widoctor

Pergunta : Gustavo de Oliveira ( Universidade Federal de Pernambuco)

Meu nome é Gustavo e estou muito indeciso em relação à qual especialidade médica seguir. Fiz o teste vocacional do site e eu não soube relacionar as minhas escolhas com o resultado obtido. Não sei, por exemplo, que características pessoais se encaixariam no ramo da cirurgia geral, que é interesse meu, mas não a obtive como resultado. O top 3 foi: dermatologia, oftalmo e otorrino. O que isso pode dizer sobre mim?

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Resposta :

O teste vocacional de nosso site, procura casar características das diferentes especialidades com características do candidato através das respostas às perguntas do teste.

Suas respostas, por um tratamento matemático, são comparadas com as respostas de um grupo grande de cada especialidade e quanto maior a semelhança das suas respostas com as respostas do grupo de cada especialidade significa que vc apresenta características compatíveis com as características daquele grupo.

Para que o teste seja o mais eficiente possível é necessário que vc tente ser também bastante coerente com suas respostas (existe uma fase de coerência na execução dos testes).

Como nem sempre os candidatos conseguem ser coerentes com as respostas, sugerimos que sejam analisadas com carinho as 5 primeiras opções de especialidades apontadas no teste.

De um modo geral, pelas especialidades apontadas no seu teste, vc deve ser um estudante que valoriza a qualidade de vida, que tem ambição para conseguir uma boa remuneração, que gosta de ver resultados do seu trabalho e que gosta de realizar procedimentos médicos.

Sucesso

Mário Novais

Bee Gees e o Suporte Básico de Vida

Bee Gees e o Suporte Básico de Vida

Diante de uma parada cardiorrespiratória, é importante que profissionais e leigos treinados realizem as técnicas de ressuscitação de forma adequada afim de garantir o melhor prognóstico.

A técnica correta das compressões cardíacas envolve postura e força adequadas, posicionamento correto das mãos e frequência correta. Segundo as diretrizes da American Heart Association (AHA) de 2010, as compressões devem ser realizadas a uma frequência mínima de 100 por minuto. Mas como saber quanto é 100 por minuto?

O ritmo da música Stayin’ Alive dos Bee Gees é de 100 batidas por minuto, ou seja, você precisa comprimir pelo menos seguindo o ritmo da música, que chegou a ser usada pela AHA em um vídeo para conscientizar os leigos sobre como proceder diante de uma parada cardiorrespiratória. Veja o vídeo aqui.

Curiosidade: O vídeo é estrelado por um dos atores de “Se Beber Não Case”, que por acaso também é médico!

Fonte: http://www.heart.org/idc/groups/heart-public/@wcm/@ecc/documents/downloadable/ucm_317350.pdf

https://en.wikipedia.org/wiki/Ken_Jeong

 

Dificuldade na Escolha da Especialidade

Dificuldade na Escolha da Especialidade

Pergunta : Ialz ( Hospital – PUC )

Estou graduada em medicina há 1 ano e atualmente trabalhando como médica examinadora em uma empresa de saúde ocupacional. Pretendo prestar novamente concurso para residência médica e tenho dúvida entre algumas áreas de acesso direto. Gostaria de saber quais as perspectivas para medicina do trabalho e também sobre psiquiatria, oftalmologia, pediatria e radiologia quanto a oportunidades no mercado de trabalho e qualidade de vida. Considerando que prefiro especialidades clínicas que não envolvam nenhum tipo de procedimento, e que possibilitem resolver os casos com tranquilidade, longe das emergências, quais seriam mais adequadas?

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Resposta :

Embora a facilidade de poder começar a trabalhar como médico e ganhar algum dinheiro possa afastar o recém formado dos caminhos da residência médica, o profissional não deve ir por esse caminho. A residência é fundamental na formação profissional, uma vez que as faculdades de medicina são muito teóricas.

Na escolha da especialidade a avaliação do mercado de trabalho é muito importante mas não se pode deixar de analisar também outros aspectos :

Qual a qualidade de vida que a especialidade vai te permitir ter?

Como será o seu dia a dia no exercício profissional? Que tipos de pacientes vai atender? Com que tipos de patologias vc vai lidar diariamente? Vai se sentir confortável e feliz com esse dia a dia?

Resumindo as especialidades que vc citou :

A Psiquiatria é uma especialidade que depende muito pouco de convênios médicos, o que facilita uma boa remuneração . No entanto a clientela não aumenta tão rapidamente porque ainda existe muito preconceito em relação à especialidade.

Apesar de ser uma especialidade de acesso direto com a residência médica durando 3 anos, é sempre importante a formação analítica que leva mais 5 anos.

Uma das áreas interessantes para o psiquiatra, do ponto de vista mercado de trabalho , é o segmento que lida com usuários de drogas, problema nacional que está sendo muito debatido atualmente pelos órgãos governamentais.

A Psiquiatria Forense também permite boa remuneração aos especialistas.

Para driblar o preconceito, uma das estratégias de divulgação do psiquiatra pode ser a de promover palestras comunitárias com o titulo de “Saúde Global “, abordando aspectos físicos e mentais.

Um outro tema para essas palestras pode ser “ Depressão : Uma doença da modernidade “

A depressão  é uma das doenças de maior prevalência no mundo todo e agora tem sido diagnosticada com freqüência, o que facilita um aumento  da clientela para o psiquiatra.

A Psiquiatria é uma especialidade que permite boa qualidade de vida para o profissional, mas está na lista das especialidades tristes, pelo tipo de paciente que atende.

A oftalmologia está no primeiro time das especialidades. Além de permitir uma excelente qualidade de vida, abrange vários exames complementares que agregam valor na consulta e cirurgias eletivas de grande freqüência e boa remuneração.

Os equipamentos necessários em oftalmo não são o maior problema porque eles vão sendo adquiridos gradativamente e existem muitos financiamentos dos próprios fabricantes.

Os convênios são difíceis tanto na oftalmologia quanto em outras especialidades, mas aos poucos você irá conseguindo, principalmente se escolher um local onde não exista muita concorrência.

O chamado mercado popular, em locais mais pobres, visando clientela que não disponha de plano de saúde e com preços baixos, pode ser um bom inicio.

Com algum tempo de formado, se vc trabalhar como empregado em uma clínica de oftalmologia que disponha de todos os exames e atender em um turno de trabalho cerca de 20 pacientes por dia , 4 dias da semana, vai receber aproximadamente R$ 24.000,00 por mês.

Se essa clínica for sua e produzir essa mesma quantidade de consultas mensais ( cerca de 344 consultas/mês ), o faturamento da sua clínica será de aproximadamente R$ 68.000,00.

O Mercado de trabalho para pediatras está com grande carência de profissionais em todo o país, provavelmente porque é uma das especialidades mais desgastantes e com remuneração ruim. Na pediatria, como não existem procedimentos que agreguem valor ao preço das consultas e com os convênios pagando somente cerca de R$ 70,00 por uma consulta no consultório, os pediatras trabalham muito, são muito requisitados em termos de telefonemas feitos pelas mães dos clientes e com isso estão sempre estressados. A qualidade de vida do pediatra é, portanto, ruim e a remuneração é injusta, por isso a maioria dos estudantes tem optado por outras especialidades( isso ocorre no mundo todo ) de melhor qualidade de vida e de melhor remuneração.

Em função da escassez de pediatras, os plantões em emergências de pediatra estão, no momento, remunerando melhor do que os plantões de outras especialidades, mas isso será transitório enquanto houver essa escassez. Além disso a tendência de qualquer especialista é, depois de algum tempo de formado, evitar plantões e dedicar-se ao seu consultório.

Atualmente o salário de um pediatra oscila entre R$ 7.000,00 e 9.000,00 mensais por um plantão de 24 h semanais ( esse valor pode variar de acordo com a cidade ).

Em relação a como melhorar a qualidade de vida do pediatra, por mais que vc oriente seus pacientes a procurarem um serviço de emergência sempre que necessário e não perturbem sua qualidade de vida, isso é quase impossível.

As sub especialidades da pediatria também não são muito boas como escolha, uma vez que o número de crianças que necessita destes especialistas não é muito grande, já que a maioria das doenças infantis são de manuseio do próprio pediatra.

Alergia e Homeopatia são relativamente exceções porque a freqüência de patologias destas sub especialidades é grande e a clientela aumenta com facilidade.

A homeopatia leva vantagem porque independe de convênios e portanto permite um rendimento maior por conta de clientela particular.

A Alergia permite a realização de testes e vacinas no consultório, agregando valor à consulta.

Mas tanto a alergia quanto a homeopatia e mesmo a própria pediatria  em geral não permitem uma boa qualidade de vida para o especialista e isso deve sempre ser levado em consideração na escolha da especialidade.

A Gastroenterologia pediátrica permite alguns procedimentos como biópsias, testes de sobrecarga e Phmetria, mas não são muito freqüentes. A maior parte das patologias desta especialidade é resolvida pelos próprios pediatras.

A Hematologia, a Genética, a Endocrinologia, a cardiologia e a Oncologia pediátrica estão carentes de profissionais no mercado, mas também são especialidades tristes e exigem uma estrutura emocional forte desses especialistas.

Além disso, muitos cardiologistas, neurologistas e endocrinologistas atendem também crianças, o que torna o mercado ainda mais restrito.

A Medicina do Trabalho é uma especialidade restrita ( são pouquissimos locais de residência e poucas vagas) e o mercado ficou ainda mais restrito porque apareceram várias empresas de prestação de serviços médicos que terceirizam serviços para industrias ou outras empresas ( que deveriam ter um médico do trabalho contratado).

Com isso diminui o mercado para profissionais dessa área, que poderiam ser contratados diretamente pelas empresas com melhores salários.

A residência em Medicina do Trabalho tem duração de 2 anos.

O perfil do profissional dessa área abrange : profissionais interessados em organizar, administrar e participar de serviços de medicina do trabalho, planejar e executar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), além das medidas de saúde preventiva ocupacional e de proteção ambiental em áreas industriais. São aptos também para planejar e participar do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e conhecem a legislação pertinente à medicina do trabalho

Se vc for contratado diretamente por uma empresa ou indústria , poderá ter bons salarios (conforme a cidade, cêrca de R$ 10.000,00 por 20 h de trabalho).

Mas se vc, como médico do trabalho, simplesmente prestar serviços para empresas que são contratadas como terceirização de Medicina de trabalho, receberá valores pequenos como R$ 10,00 por exame admissional ou demissional que realizar.

Alguns médicos dessa especialidade conseguem auferir bons rendimentos realizando perícias médicas em relação a acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

Na radiologia vc terá uma vida bem tranquila, lidará menos com pacientes e basicamente trabalhará para os outros.

Na radiologia vc também pode enveredar pela área da radiologia intervencionista que estará em franco desenvolvimento em breve ( atendimento de urgência em AVEs, biópsias guiadas pelo US…)
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Como a radiologia tem sido muito escolhida pelos médicos recém formados, os “patrões “tem se valido disso para diminuir os honorários destes especialistas.

O valor dos honorários do radiologista varia de cidade para cidade.

Como laudista de raios-x o mercado paga, em média, R$3,00 a R$ 5,00 por laudo.

No caso da tomografia os honorários são na base de plantão. No Rio de Janeiro, p.ex., por um plantão de 24 h semanais, a remuneração mensal do radiologista é de R$ 8.000,00.

Sucesso

Mário Novais