novembro 2015 – Widoctor

Archive novembro 2015

Estágio CTI Unimed – 2016

Estágio CTI Unimed – 2016

Abriram hoje as inscrições para o curso e prova de acadêmico bolsista em CTI para o hospital da Unimed na Barra da Tijuca. A inscrição custa 250 reais e inclui curso terapia intensiva com certificado nos dias 9 e 16 de fevereiro seguido pela prova para o estágio também no dia 16. São 98 vagas para o curso e 14 para o estágio. As inscrições estão abertas para os alunos de medicina a partir do nono período. Para ler o edital e se inscrever clique aqui. Bons estudos e boa sorte!

Catarata Adquirida

Catarata Adquirida

catarata
 

Definição: opacidade progressiva do cristalino, provocando perda parcial ou total da visão;

– É a causa mais comum de cegueira no mundo;

– Via de regra é bilateral, embora assimétrica;

– Mecanismo causador relaciona-se ao envelhecimento (estresse oxidativo);

Fatores de risco: idade avançada (principal), tabagismo, exposição solar, diabetes, corticoides (sistêmicos, colírio e inalatórios em altas doses);

– Tipos:

  • Nuclear e Cortical: mais comuns, progressão lenta;
  • Subcapsular posterior: mais associado ao DM e aos corticoides, progressão rápida.

– Na fase inicial, especialmente no tipo nuclear, o cristalino aumento seu conteúdo aquoso (aumenta seu poder de refração), justificando muitos pacientes iniciarem a doença pelo surgimento de miopia, corrigindo parcialmente a presbiopia relacionada à idade (“segunda visão”);

Diagnóstico: exame da lâmpada de fenda (biomicroscopia do segmento anterior);

– Tratamento: facoemulsificação;

– A catarata deve ser operada quando o paciente julgar que a doença está limitando as atividades que ele precisa ou deseja realizar diariamente (é uma cirurgia eletiva);

– Principal complicação da cirurgia é a opacificação da cápsula posterior do cristalino (catarata secundária) / tratamento com YAG-laser;

– Outras complicações: astigmatismo iatrogênico, endoftalmite bacteriana (mais temida).

 

Anemia ferropriva na gravidez

Anemia ferropriva na gravidez

Durante a gestação, a necessidade de ferro é maior do que na mulher não grávida (entre 700 e 1.000mg de Fe a mais), devido à formação do feto e dos anexos embrionários. A anemia ferropriva é a principal causa de anemia na gravidez, uma vez que a alimentação por si só não é capaz de suprir ferro suficiente.
Caso haja um desequilíbrio entre oferta e demanda de ferro de ferro, o organismo passará então a usar a reserva de ferro. Se o desbalanço é mantido, desenvolve-se então deficiência de ferro. Caso a deficiência permaneça, teremos então anemia. É importante notar que estes 3 estados (“normal” com uso da reserva de ferro, deficiência de ferro e anemia) fazem parte de um contínuo de tempo e gravidade. Abordaremos neste artigo a prevenção, diagóstico e tratamento da anemia ferropriva. Vale notar que em ambos os casos a formulação de ferro usada é o sulfato ferroso, pela sua eficácia superior. Lembre-se que o sulfato ferroso contém 20% de ferro elementar (Exemplo: 100mg de sulfato ferroso contém 20mg de ferro).
Prevenção
Como a ingestão de ferro é geralmente insuficiente durante a gravidez, indica-se suplementação com ferro elementar na dose de 30-60mg por dia ou 120mg por semana durante 6 meses . Outra maneira de se fazer a reposição usa os valores de ferritina como referência. Entretanto, mesmo que a ferritina sérica permita detectar a deficiência de ferro, seu custo é alto e não é usada rotineiramente. Mais ainda, está indicada a prorrogação da prescrição por mais 6 meses após o parto nas áreas endêmicas para anemia gestacional ou quando há possibilidade da gestante não ser acompanhada para a anemia no pós-parto. Esta suplementação previne de forma eficiente a anemia ferropriva, mas seus benefícios na redução das complicações obstétricas ou neonatais ainda não são claras.
Diagnóstico
A clínica da anemia ferropriva não difere daquela encontrada em outros pacientes. Os sintomas típicos são fadiga, cefaléia, tolerância reduzida aos esforços físicos e pica. Esta geralmente está associada ao desejo de comer substâncias incomuns e bizarras, como gelo, sabão, terra, entre outros. Já no exame físico encontramos mucosas hipocorados, escleras azuladas, unhas frágeis e em vidro de relógio, queilite angular e glossite. Em relação ao laboratório,  o hemograma revela, em regra, anemia microcítica (VCM < 80 fL). Às vezes a anemia pode ser normocítica, mas são a minoria dos casos. Os reticulócitos estão inalterados, umas vez que não há hemólise na fisiopatogenia desta forma de anemia. A contagem de leucócitos é normal e as plaquetas podem estar elevadas.
O exame mais fidedigno no diagnóstico de anemia ferropriva é a avaliação da ferritina sérica, pois esta é proporcional às reservas de ferro do organismo. Concentrações de ferritina menores que 10mg/dL confirmam que há deficiência de ferro.
Tratamento
A terapia é feita através da reposição de ferro na dose de 60-180mg de ferro elementar por dia. O sulfato ferroso deve ser tomado fora das refeições, afim de ser melhor absorvido. Medidas como usar doses pequenas que aumentam progressivamente e tomadas durante as refeições reduzem a incidência de efeitos adversos.
Fonte: Filho JdR, Montenegro CAB. Rezende – Obstetrícia. 12 ed: Guanabara Koogan; 2013.

Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ)

Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ)

– Definição: instabilidade da articulação do quadril, por frouxidão ligamentar, predispondo à luxação subsequente;
– Fatores de Risco:

  • SEXO FEMININO (9:1);
  • História familiar;
  • Apresentação pélvica;
  • Gemelaridade;
  • Oligodrâmnio;
  • Primogênito.

 
 
– É mais comum do lado esquerdo (60% dos casos), sendo bilateral em 20% dos pacientes;
– O diagnóstico deve ser o mais precoce possível;
– Exame Físico:

  • Manobra de Barlow: adução da coxa enquanto força-a para baixo… para saber se o quadril é luxável;
  • Manobra de Ortolani: abdução do quadril… verifica se o quadril já está luxado.

 
De 3 a 18 meses: limitação da abdução, encurtamento do membro inferior, sinal de Galeazzi (altura inferior do joelho do lado afetado)… as manobras de Barlow e Ortolani não têm mais efeito;
Após os 12 meses: alteração da marcha, sinal de Trendelenburg (ao ficar de pé no membro afetado, o quadril cai para o lado oposto e o tronco desvia-se);
– Confirma-se o diagnóstico com a USG (pacientes < 3 meses de idade).
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– Tratamento: objetivo é manter a cabeça femoral centrada no acetábulo (SUSPENSÓRIO DE PAVLIK);
– De 6 a 18 meses: redução incruenta (tração abdutora e tenotomia dos adutores);
– De 18 meses a 8 anos: redução cruenta, associada a tenotomia e osteotomia redutiva;
Após os 8 anos de idade, a correção da DDQ não tem mais benefício;
– A displasia acetabular irreversível é a sequela natural da doença não tratada, que certamente acarretará em osteoartrose grave do quadril no adulto jovem.
 
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Ortopedia , Radiologia ou Reumatologia

Ortopedia , Radiologia ou Reumatologia

Pergunta : Wander Huan (Faculdade de Medicina da USP)

Saudaçoes!!! Estou terminando o curso e,de certa forma,deparei-me com uma duvida comum,alias:Qual especialidade seguir.Devido à aptidão com as disciplinas estou pensando em ortopedia ou reumatologia.Da primeira até tenho mais conhecimentos.Sei,por exemplo,que na média,dependendo do lugar,a qualidade de vida não é das melhores.Da segunda ouço pouca coisa,sendo assim,minha pergunta é:Radiologia é uma boa especialidade?A qualidade de vida é melhor que na ortopedia?Dá para ter bons ganhos financeiros?E o mercado?É promissor?(tendo em vista o envelhecimento da população).Agradeço a atenção.

artro

Resposta:

A escolha da especialidade deve ser a mais racional possível, sendo de grande importância, já que implica em cerca de 40 anos de atividade profissional.

Devemos, acima de tudo, levar em consideração 3 aspectos :

  1. a qualidade de vida que a especialidade proporciona.
  2. a remuneração que esta especialidade permite.
  3. O prazer e conforto de lidar com o tipo de paciente dessa especialidade.

Esse último aspecto é fundamental e deve ser de grande importância na sua decisão.

Numa fase inicial, a escolha precisa apenas recair em :

  1. Uma especialidade cirúrgica – aí vai ter que passar primeiro na cirurgia geral.
  2. Uma especialidade clínica – aí vai precisar, primeiramente, passar pela residência de clínica médica.
  3. Uma especialidade de acesso direto- aí precisa conhecer bem essas possibilidades, ou seja quais são as características de : otorrino, oftalmo, ortopedia, radiologia, dermatologia, pediatria, neurocirurgia…

Mais algumas informações podem te ajudar na escolha, mas sugiro que vc faça o teste vocacional de nosso site e avalie com carinho as 5 primeiras especialidades apontadas no seu teste. :
A ortopedia está na relação das melhores especialidades do momento. População envelhecendo com conseqüente mais problemas ortopédicos. Maior valorização do culto ao corpo, maior crescimento das academias de ginástica e ainda a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas  apontam para um incremento da atividade física pela população com conseqüente aumento das lesões de esforço repetitivo.

A ortopedia também é uma das especialidades com maior número de procedimentos pequenos e médios  em ambulatório, além de cirurgias de médio e grande porte.  Tudo isso contribui para agregar valor à consulta do especialista.

A qualidade de vida do ortopedista não é tão boa quanto a do radiologista, mas como a maioria dos procedimentos é eletiva, não é difícil de organizar a agenda particular do especialista.

Com 5 anos de formado, por exemplo, vc terá terminado a residência dois anos antes e provavelmente estará dando plantão como ortopedista, recebendo um salário de cerca de R$ 8.000,00/mês/24 h de plantão semanal (esse valor vai variar dependendo da cidade onde estiver trabalhando).

Se já tiver iniciado atividade em consultório particular próprio (sugiro que alugue um horário em um consultório de ortopedia a partir do segundo semestre do R2), poderá estar atendendo no consultório 3 tardes por semana e se atender apenas 3 pacientes particulares por dia, cobrando uma faixa de 300,00 a consulta, estará faturando mais uns 12.000,00 por mês.

Somando o valor do plantão mais o valor do consultório e mais alguns procedimentos e cirurgias como cirurgião ou como auxiliar, poderá tranquilamente estar recebendo mais de R$ 20.000,00 por mês.

Daí pra frente e com possibilidade de conseguir alguns convênios com planos de saúde, sua remuneração tende a aumentar.

Na radiologia vc terá uma vida bem tranquila, lidará menos com pacientes e basicamente trabalhará para os outros.

Na radiologia vc também pode enveredar pela área da radiologia intervencionista que estará em franco desenvolvimento em breve ( atendimento de urgência em AVEs, biópsias guiadas pelo US…)
.

Como a radiologia tem sido muito escolhida pelos médicos recém formados, os “patrões “tem se valido disso para diminuir os honorários destes especialistas.

O valor dos honorários do radiologista varia de cidade para cidade.

Como laudista de raios-x o mercado paga, em média, R$3,00 a R$ 5,00 por laudo.

No caso da tomografia os honorários são na base de plantão. No Rio de Janeiro, p.ex., por um plantão de 24 h semanais, a remuneração mensal do radiologista é de R$ 8.000,00.

A reumatologia, apesar de contar com um aumento da expectativa de vida da população e consequentemente maior clientela em potencial, é uma especialidade um pouco triste porque muitas doenças são crônicas e sem cura.

Além disso permite apenas poucos procedimentos, tipo infiltrações de corticosteróides , o que gera poucos acréscimos de valor ao preço das consultas.

O boca-a-boca é mais lento do que em outras especialidades, como por exemplo a endocrinologia e por isso é também mais lento o aumento da clientela particular.

Algumas patologias reumatológicas são tratadas pelos ortopedistas e pelos clínicos, o que também dificulta o aumento da clientela.

A qualidade de vida do reumatologista é boa.

A remuneração vai depender de que cidade vc vai trabalhar e depender de fazer um bom marketing para conseguir ter uma clientela basicamente  de pacientes particulares.

Se vc atender apenas 4 pacientes particulares por dia, a um valor de R$ 300,00 a consulta, trabalhando apenas 4 dias por semana, poderá atingir uma remuneração de R$ 20.000,00 mensais, fora algum contrato que tiver com um hospital.

Sucesso

Mário Novais

 
 

Neurocirurgia Intervencionista

Neurocirurgia Intervencionista

Pergunta : Yuri Barcelos ( Universidade Federal do Amapá )

Bom dia, gostaria de saber de há no Brasil o R6 de neurocirurgia intervencionista (endovascular)? Penso em fazer neurocirurgia, porém queria a sub de endovascular e não consegui achar nas principais instituições como o aluno após os 5 anos de residência de neurocirurgia deve proceder pra fazer a sub. E como é o retorno financeiro, atualmente, da neurocirurgia intervencionista?

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Resposta :

A neuroradiologia intervencionista pode ser sub especialidade do radiologista, do neurologista ou do neurocirurgião.

É uma área bastante promissora do ponto de vista Mercado de trabalho pois no Brasil existem poucos centros especializados. Nos EUA os Serviços de “stroke” que intervem precocemente em pacientes com acidentes vasculares encefálicos já são uma realidade e os profissionais são muito bem remunerados.

Além da formação básica em uma dessas áreas haverá necessidade de um aperfeiçoamento de 2 anos.

Abaixo a relação dos centros formadores  :

CENTROS FORMADORES EM NRD E NRT

Terapêuticas  NRT
Instituto Neurovascular
 
Local: Belo Horizonte – Minas Gerais
Responsáveis:
Dr. Alexandre Cordeiro Ulhoa
Dr. Felipe Padovani Trivelato
Dr. Marco Tulio Salles Rezende
Fone de contato: (31) 32951844 – (31) 32951942
Tempo de formação: 02 anos
Site: www.institutoneurovascular.com
Email: marcotuliorezende@gmail.com
 
 
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo
 
Local: Ribeirão Preto – São Paulo
Responsáveis:
Dr. Daniel Giansante Abud
Dr. Guilherme Seizem Nakiri
Tempo de formação: 2 anos
Contato: (16) 36022640 – (16) 36022371
Email: dgabud@gmail.com
 
 
Serviço de Neurorradiologia Intervencionista do Hospital Universitário Cajuru
 
Local: Hospital Universitário Cajuru (Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
Responsáveis:
Dr. Gelson Luis Koppe (koppe@bighost.com.br)
Dr. Zeferino Demartini Jr. (demartiniz@gmail.com)
Contatos: (41) 3271-2801 – (41) 3030-6730 – (41) 8417-7921 (dr. Gelson) – (41) 9218-4706 (dr. Zeferino)
Duração: 2 (dois) anos
E-mail: hemodinamica.cajuru@hotmail.com
 
 
Escola Paulista de Medicina
 
Estagio oficial de extensão universitária do DDI – EPM – UNIFESP
Local: Napoleão de Barros, 877 – Térreo
Coordenadores:
Dr. Dárcio Roberto Nalli. (11) 99978-4262
Dr. José Roberto de Falco Fonseca
Estagio oficial pela universidade
Contatos: 11- 5576-4290 (o melhor contato é no cel dos cordenadores)
Duração: 2 anos
Um estagiário por ano
 
 
Centro de treinamento em Neuroradiologia Intervecnionista: CNA – Centro de Neuro Angiografia diagnóstica e Terapêutica
 
Local: Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo | Rua Maestro Cardim, 769 – 1º subsolo, bloco III | 01323-001 São Paulo, SP
Responsáveis:
Prof.Dr. Ronie Leo Pìske
Dr Carlos Eduardo Baccin
Contato: 11 31710878 ramal 101 – secretárias Thânia e Elisângela
Tempo de treinamento: 3 anos – dedicação em tempo integral, sobre-aviso nos fins de semana. Não fornece bolsa de estudo.
 
Hospital das Clínicas – Faculdade de Medicina da USP
 
Local: São Paulo
Responsável:
Prof. Dr. José Guilherme M P Caldas
Contato: 1126617065 Sra Lia Melo
Site: http://www.inrad.hcnet.usp.br/inrad/ (estágio complementacao especializada)
 
Diagnóstico NRD
Radiologia Anchieta – Hospital Anchieta
 
Local: Setor C Norte, AE 8/10, Térreo, Centro de Excelência Anchieta, Taguatinga – DF, CEP 72.115-700
Estágio em Neurorradiologia (R4 de 1 ano)
Responsáveis:
Dr. Flávio José Soares
Dra. Rita de Cássia Pessoa
Dr. Jorge Fernandes Vieira
Contato: (61) 3966-7000
Site: http://radiologiaanchieta.com.br/
 
 
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
 
Local: R. Dr. Cesário Mota Júnior, 112, Vila Buarque, São Paulo, 01221-020
Responsável:
Antônio José da Rocha
Contato: (11) 21767321 / (11) 2176 7323
Período de Formação: 2 anos
Sites:
Santa Casa: http://www.santacasasp.org.br/portal/site/especialidades/diagnostico
Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP: http://www.fcmscsp.edu.br/
 
 

IMIP

Local: Rua dos Coelhos, 300, Boa Vista- Recife-PE-Brasil. CEP: 50070550

Responsáveis:

Dr. Carlos Abath

Dr. José Laércio

Contato: (81) 34161160 – ANGIORAD

Período de Formação: 2 anos

Site: www.angiorad.com.br

Sucesso

Mário Novais

 

Residência ou Pós Graduação

Residência ou Pós Graduação

Pergunta : Leonardo Silva Campos ( EMESCAM – ES )

Minha dúvida é sobre ” tipos” de se fazer uma especialidade médica. No momento temos ofertas de pós graduação, mas onde isso é interessante? Limitações? Posso fazer a prova de titulo? Mercado de trabalho se fecha?

Fato de uma residencia ser reconhecida pelo MEC mas não pela sociedade especifica acarreta em alguma limitação?

Em resumo. Quais as diferença, limitações e vantagens dentre Residencia, Especialização, Pós Graduação.

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Resposta :

A formação básica do médico é extremamente importante e como a maioria das faculdades de Medicina é muito teórica, ao final do curso o profissional agora já formado precisa de um treinamento mais prático e a residência médica é o melhor caminho.

Por mais que existam bons cursos de pós graduação em diversas áreas da medicina, a residência ainda é , com toda certeza, o melhor caminho para esse aprimoramento do profissional.

A residência médica é fundamental na formação do profissional e para quem já teve que aguardar 6 anos na faculdade, vale a pena investir mais alguns anos para ficar com uma formação melhor.

Acho que os cursos de pós graduação deveriam ser pensados somente quando não se consegue de nenhuma maneira entrar para uma residência.

Quando se termina a residência, o médico pode registrar seu diploma de residente no Conselho Regional de Medicina e se intitular especialista naquela área. Os cursos de pós graduação não dão esse direito. Os cursos de pós( se forem reconhecidos pelo MEC) apenas permitem que ao final deles vc preste o concurso para conseguir o título fornecido pela sociedade da especialidade em conjunto com a AMB.

Outra desvantagem dos cursos de pós é que vc não receberá a bolsa que os residentes recebem ( faixa de R$ 2.900,00) e ainda vai ter que pagar uma mensalidade para fazer a pós.

Mesmo com a carga horária puxada da residência você sempre poderá ganhar algum dinheiro dando de 12 a 24 horas de plantão semanal fora da residência .

Concluindo : a primeira opção sempre deve ser a residência. Seus clientes precisarão de um médico competente e você poderá ter uma carreira mais brilhante se tiver uma excelente formação na especialidade.

Sucesso

Mário Novais

Fraturas da Placa Epifisária

Fraturas da Placa Epifisária

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– Placa epifisária ou fise é um espaço cartilaginoso entre a metáfise e o centro de ossificação epifisário;
– A última epífise a se ossificar é a medial da clavícula, aos 17 anos;
– Tipo mais comum é a fratura-descolamento da epífise distal do rádio, seguida pela epífise distal do fêmur.
 
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Especialidades Cirúrgicas com Atendimento Clínico

Especialidades Cirúrgicas com Atendimento Clínico

Pergunta : Robsson Coutinho ( Universidade Federal do Ceará )

Já acompanhei algumas especialidades cirúrgicas e percebi que algumas também atendem um grande público sem que a intervenção cirúrgica seja realmente necessária, pedindo do médico um raciocínio muito mais clínico.

Dentre as seguintes, quais o sr. acha que aliam melhor Cirurgia e Clínica?

Ortopedia, Cirurgia Cardiovascular, Otorrinolaringologia ou Cirurgia Plástica?

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Resposta :

Todas as especialidades clínicas exigem do profissional um atendimento clinico também; algumas mais e outras menos.

Na ortopedia muitos casos são somente clínicos tais como pequenos traumas, dores musculares, lesões de esforço repetitivo, contusões…

Na cirurgia vascular a maioria dos atendimentos gera procedimentos como esclerose de varizes…

Na otorrino uma grande parte dos atendimentos também gera cirurgias, mas muitos casos são somente clínicos como as deficiências auditivas, as otites, sinusites e alergias.

Na cirurgia plástica praticamente todos os casos geram procedimentos cirúrgicos.

Uma especialidade que envolve muito atendimento clinico, muitos exames complementares e apenas algumas cirurgias , é a oftalmologia.

Mas é muito importante, na escolha da especialidade, que você leve em conta o tipo de paciente e tipos de patologias com as quais vai lidar no seu dia a dia.

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Mário Novais

Radiologia ou Anestesiologia

Radiologia ou Anestesiologia

Pergunta: Tiago ( Universidade Federal do Ceará )

Dr. Mario, estou em dúvida quanto a especialidade que devo escolher. Fico dividido entre a Anestesio e a Radiologia. Minhas prioridades quanto a carreira são(em ordem) : 1. Qualidade de vida 2. Ganhos financeiros 3 . status 4. Ter de conviver com menos situações de estresse 5. Quero morar no interior. Dessa forma, qual das duas escolhas estaria mais próxima dos meu ideais ?

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Resposta :

Além da qualidade de vida e da remuneração que se pode obter em uma determinada especialidade, é muito importante se analisar como será seu dia a dia e se estará confortável e feliz com sua escolha, já que vai trabalhar nessa especialidade por mais 30 ou 40 anos.

De acordo com suas prioridades na carreira e considerando as duas opções apontadas por você, sem dúvida a radiologia vem mais de encontro ao que você espera da profissão.

Na radiologia vc terá uma vida mais tranquila, lidará menos com pacientes e basicamente trabalhará para os outros, exceto no que se refere à ultrassonografia , que é a parte da radiologia que ainda permite ao especialista ser independente. Pode enveredar pela área da radiologia intervencionista que estará em franco desenvolvimento em breve ( atendimento de urgência em AVEs, biópsias guiadas pelo US…)
Como a radiologia tem sido muito escolhida pelos médicos recém formados, os “patrões “tem se valido disso para diminuir os honorários destes especialistas.

A anestesiologia possibilita ganhos financeiros muito maiores e também maior independência de patrões e de convênios. Por outro lado a qualidade de vida é prejudicada, principalmente no início de carreira, pela irregularidade de horários e pelas urgências.
Com o passar do tempo, se o anestesista não for “desesperado por dinheiro “, ele pode organizar sua vida e seus horários e desempenhar a maior parte da sua jornada de trabalho com anestesias eletivas e ficar de sobreaviso para urgências apenas uma ou duas vezes por semana.

sucesso

mário novais