julho 2016 – Widoctor

Archive julho 2016

Otorrino : Patologias e Remuneração

Otorrino : Patologias e Remuneração

Pergunta : Carlos Eduardo ( Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Grande Mario Novais
Por gentileza, gostaria de saber quanto ganha em média o otorrinolaringologista. Quais são as perspectivas futuras para esse profissional e quais são as principais cirurgias / procedimentos ou exames que costuma realizar.
Grande abraço.
Resposta :
Os rendimentos de um profissional de qualquer especialidade depende de vários fatores, como tempo de formado, especialidade, sua formação técnica, seu currículo, resultados dos seus tratamentos, cidade onde está trabalhando, concorrência local e mais que tudo do marketing que vc utilizar para alavancar a carreira.
A otorrino continua sendo uma das melhores especialidades.
Apesar dos procedimentos cirúrgicos serem mal remunerados pelos convênios (exceção feita às cirurgias de ouvido interno),  é grande a relação de possíveis procedimentos diagnósticos  ou terapêuticos na otorrino, o que pode agregar bastante valor ao preço das consultas.
A área de atuação da otorrino abrange cerca de 20 procedimentos diagnósticos e mais de 60 procedimentos cirúrgicos (ver tabela AMB).
É importante para qualquer especialista o encaminhamento feito por outros colegas, mas uma grande parte da clientela do otorrino vem diretamente em função do boca-a-boca de um cliente para outro.
O envelhecimento da população facilita consideravelmente a incidência de deficiências auditivas (o Brasil tem cerca de 4 milhões de deficientes auditivos). Mais de 60 % da população apresenta desvio de septo nasal. É muito grande a frequência de rinites alérgicas. Consequentemente esses fatos permitem um aumento rápido  da clientela do otorrino
Além disso, a qualidade de vida desse profissional é boa porque a maior parte das cirurgias é eletiva.
Em relação às patologias mais frequentes na especialidade, veja o quadro abaixo, com o percentual de casos numa população em geral :
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Sucesso
Mário Novais

Neurologia e Neurocirurgia

Neurologia e Neurocirurgia

Pergunta : Pietro ( Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais )
Caro Mario Novais, hoje eu estou no meu quinto ano de medicina e decidi fazer neuro clínica, so que muitos colegas estao desaconselhando, e dizem que a neurocirurgia veio com tudo nos ultimos anos e esta tirando o espaco do neurologista, e uma grande fatia do mercado ja esta preferindo esse profissional. Queria saber se realmente uma area atrapalha a outra, na minha visao elas estao interligadas e nao havera competiçao, mas fica a duvida. Queria também saber mais do neurologista, ele atua mais em hospital ou consultorio? Tem que dar muito plantao? Tem uma qualidade
de vida boa? Em média, quanto ganha um profissional nessa area? Ele pode fazer exame e procedimento pra ganhar mais? Esses exames/procedimentos tem que ter um investimento muito grande?? As consultas por convenio, vale a pena? Existe a possibilidade de ganhar uns 30-40 mil por mês nessa área?
Resposta :
Neurologia e Neurocirurgia são duas especialidades diferentes e com formação profissional diferente.
Embora alguns neurocirurgiões também atuem na área de neurologia, isso não é o mais recomendado, a não ser quando na região não existir neurologista.
A tendência do mercado de trabalho para o neurologista é o de aumento da clientela pelo envelhecimento da população.
Algumas informções sobre essas duas especialidades :
A neurocirurgia é uma das especialidades que confere maior status ao profissional, mas tem características especiais que devem ser analisadas antes da escolha.
É uma especialidade de acesso direto na residência com uma duração longa de 5 anos.
Além disso, leva-se um bom tempo para adquirir um posicionamento de renome, principalmente na medicina privada.
Em função da necessidade de grande habilidade manual, a vida útil do profissional é mais curta do que em outras especialidades, como clinica médica, pediatria, geriatria…
Somente existem plantões para neurocirurgiões em hospitais públicos, no restante apenas sistema de sobreaviso.
Os ganhos financeiros do neurocirurgião são bons ou ótimos, dependendo da cidade onde estiver.
A qualidade de vida é média, pois embora existam casos de urgência como os acidentes vasculares encefálicos, na maioria das vezes os procedimentos são eletivos.
Uma área em franco desenvolvimento fora do Brasil e começando a se desenvolver agora em nosso meio, são os serviços de emergência para acidentes vasculares , onde o neurocirurgião ou em alguns casos o radiologista intervencionista podem desempenhar um papel importante na colocação de stents.
Ao todo, no Brasil são 69 serviços onde vc pode fazer a residência em neurocirurgia, sendo 19 em São Paulo, num total de 130 residentes entre R1 e R5.
No Rio de Janeiro, são 10 serviços, onde trabalham 42 residentes.
Maiores informações sobre esses serviços vc pode encontrar no site da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia ( www.sbn-neurocirurgia.com.br
Os Programas de Residência em Neurologia credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica e pela Academia Brasileira de Neurologia consistem em 3 anos na especialidade de Neurologia e um 4o ano, opcional, na área de atuação em Neurofisiologia Clínica
Tem como objetivo a formação de médicos especialistas em Neurologia, preparando-os para inserção imediata na prática clínica, com sólida formação nas várias áreas de atuação da especialidade, tanto nos aspectos técnicos como éticos.
De um modo geral, os programas envolvem a formação prática não apenas em Neurologia como também o treinamento multidisciplinar e multiprofissional em Clínica Médica (Imunologia, Cardiologia, Hematologia, Oncologia, Geriatria, Moléstias Infecciosas, Terapia Intensiva, Transplante de Medula Óssea, etc.), Neuroradiologia (tomografia computadorizada, ressonância magnética, neuroradiologia intervencionista), Neurocirurgia, Oftalmologia, Otologia, Ortopedia e Traumatologia, Pediatria, Patologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psiquiatria, Psicologia, entre outras áreas.
Na neurologia o mercado é carente de profissionais. O envelhecimento da população é um fator facilitador no aumento da clientela. Os pacientes criam grande dependência com seu neurologista o que gera fidelidade da clientela. A qualidade de vida do profissional é razoável , mas é uma especialidade um pouco triste. Os ganhos financeiros podem ser bons se vc somente atender pacientes particulares. Se for trabalhar com convênios, vale a pena se especializar em alguns exames complementares como polissonografia, EEG, potencial evocado…
Um Mercado promisssor para o neurologista e que tende a se expandir rapidamente é o de casas de repouso ou centros de convivência para idosos.
Outra possível área de atuação e ainda pouco explorada é o tratamento da dor, área essa que também pode ser explorada pelos ortopedistas e pelos anestesistas.
Os ganhos financeiros, como em qualquer especialidade, irão depender de uma série de fatores, tais como tempo de formado, sua titulação, cidade onde se está praticando, concorrência local, resultados que vc obtiver nos tratamentos, círculo de relacionamentos e acima de tudo do marketing que vc utilizar para alavancar sua carreira.
Um neurologista clínico atendendo 5 pacientes particulares por dia, 5 dias da semana, cobrando R$ 300,00 por consulta, vai ter rendimentos de cerca de R$30.000,00 por mês, fora exames complementares que realize e fora algum emprego que ele tenha em hospitais.
Outra fonte de renda para o neurologista são os pareceres para os quais ele possa ser solicitado em unidades de terapia intensiva.
Sucesso
Mário Novais

Especialização aos 43 anos

Especialização aos 43 anos

Pergunta : Maria Albuquerque ( Faculdade Evangélica do Paraná )
Tenho 43 anos e nunca me especializei e surgiu essa idéia repentina rsrs…
Estou entre a Gastroenterologia (Endoscopia) e a Otorrinolaringologia..
Tenho medo no entanto de que, pela minha idade, a otorrino não seja viável, pois tem um número grande de cirurgias e
tenho medo, com o tempo, de perder minhas habilidades manuais… em um estágio em que ficarei apenas clinicando
Qual seria então mais viável no meu caso? Gastro ganha melhor que a otorrino se pensar apenas na clínica?
Alguma delas tem a possibilidade de ganhar uns 30-40 mil em cidades de médio porte?
Resposta :
Por mais que a atividade como clínica seja tranquila e relativamente fácil depois que se tem um pouco de prática, sempre é interessante ao médico se especializar em alguma área da clínica médica, mesmo não deixando de atender os pacientes de clínica ( não especializada).
Considerando que, conforme a especialidade, o médico pode exercer sua atividade profissional até uns 70-75 anos, vc ainda está jovem com 43 a de idade.
No seu caso acho que gastro seria uma especialidade de carreira mais rápida e mais duradoura ( atividades mais clínicas e menos cirúrgicas permitem ao médico um tempo maior de atuação ).
A remuneração maior da gastro é conseguida com exames complementares como endoscopias altas e baixas.
Enquanto o chamado “ticket médio” de uma consulta de clínica geral ( tratando-se de convênios ) está na faixa de R$ 80,00; uma consulta de gastro ( incluindo endoscopias em muitos dos pacientes ) fica na faixa de R$ 230,00.
Se vc atender 10 consultas de convênio por dia, 5 dias da semana, terá uma remuneração mensal de cerca de R$ 46.000,00.
Evidente que vai levar um tempo para ter 10 consultas de convênio por dia, mas isso também vai depender do marketing que vc utilizar e da sua rede de relacionamentos.
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Mário Novais

Decidindo a Especialidade Médica

Decidindo a Especialidade Médica

Pergunta : Juliana Araujo ( Universidade Federal de Minas Gerais )
Olá Dr. Mario,
Estou no meu último ano de medicina e chegou o momento de decidir a especialidade.
Segui alguns passos recomendados pelo Dr. nos posts anteriores, fiz também o teste vocacional, e percebi que tenho interesse por 2 áreas de acesso direto (Radiologia x Neurologia) e 2 áreas clínicas (Gastro e Endócrino).
As 2 últimas não são problema, pois posso fazer clínica médica e tenho mais dois anos para me decidir. Além do mais, endócrino está entre as suas TOP 6 especialidades do momento, e gastro pelo que parece tem também uma boa qualidade de vida e remuneração. Mas as de acesso direto me colocaram aquela dúvida cruel na cabeça!
Gosto muito de estudar neurologia, me identifico com os pacientes e os casos “tristes”, e é um tema que sou apaixonada e acho super interessante. Mas tenho muito medo de ganhar pouco (os convênios pagam mal e talvez a clientela particular demore a se firmar) e viver de regime de plantão de sobreaviso, perdendo também em qualidade de vida. Radiologia também me atrai, mas o fato de não ter nenhum conhecido na área pode me dificultar as coisas. Será que o mercado é bom pra quem começa assim, sem nada? Vou virar uma funcionária eterna á mercê dos honorários dos meus empregadores?
Grata pela atenção,
Resposta :
Apesar de ser muito importante na escolha da especialidade se levar em conta a remuneração e a qualidade de vida, é fundamental que o estudante analise como será seu dia a dia dentro da especialidade escolhida, ou seja com que tipo de paciente e tipos de patologias vc vai lidar diariamente. Talvez essa seja o aspecto mais importante a ser avaliado porque serão muitos anos de atividade profissional e vc precisará estar feliz e confortável com seu cotidiano.
Endócrino e gastro seriam ótimas escolhas.
Radiologia também vai te permitir uma ótima qualidade de vida e boa remuneração, embora o “domínio “dos grandes grupos de diagnóstico por imagem tenham feito diminuir essa remuneração, o que tornará vc menos independente, exceto pela área de ultrassonografia e radiologia intervencionista , que poderão te dar mais autonomia.
Na radiologia vc terá menos contato com pacientes e vai perder um pouco do “encantamento” que todo médico gosta do relacionamento com pacientes.
A neurologia perde um pouco na quaiidade de vida, precisa ter bom equilíbrio emocional para lidar com pacientes com algumas doenças crônicas e degenerativas. A tendência na neurologia é aumento da clientela com o aumento da expectativa de vida da população, o que representa aspecto positivo em relação ao mercado de trabalho. O mercado é carente de neurologistas, talvez até por ser uma especialidade mais triste.
Concluindo : talvez o mais importante na sua escolha seja imaginar em que dia a dia vc se sentirá melhor.
Lembre que vc poderá ser feliz em mais de uma especialidade. Escolha uma e não olhe mais para trás.
Sucesso
Mário Novais

Estratificação de risco da pneumonia comunitária

Estratificação de risco da pneumonia comunitária

A  pneumonia é uma condição clínica muito comum na prática médica em todos os ambientes, podendo ser encontrada desde em pacientes ambulatoriais aos pacientes internados em unidades fechadas.
Neste texto trataremos das pneumonias comunitárias, ou seja, aquelas em que o o agente infeccioso é proveniente do ambiente fora das unidades de saúde. Embora seja uma doença relativamente pouco complexa, uma das dúvidas mais importantes no manejo desta condição é se o paciente deve ou não ser internado para o tratamento da pneumonia.
Existem duas ferramentas validadas para este fim, o Pneumonia Severity Index e o CURB-65. Embora o primeiro seja uma ferramenta superior, é de difícil utilização, pois envolve 20 diferentes variáveis. Por este motivo, o CURB-65 é muito mais usado, e ainda assim apresenta uma ótima precisão em separar os pacientes graves dos não graves.
O nome CURB-65 é um acrônimo para as 5 variáveis usadas neste escore. São elas:

  • Confusão mental presente
  • Urea (Blood Urea Nitrogen) – ureia sérica maior que 43mg/dL
  • Respiratory rate (frequência respiratória) – ≥30irpm
  • Blood pressure (pressão arterial) – sistólica ≤90 mmHg ou diastólica ≤60 mmHg
  • 65 anos de idade ou mais

Pacientes com pontuação de 0 apresentam baixa mortalidade em 30 dias, logo são tratadas ambulatorialmente. Já aqueles com 2 pontos o risco aumenta consideravelmente, logo recomenda-se internar. Pacientes com 3 ou mais pontos possuem alto risco de vida, portanto requerem internação em CTI.
Vale lembrar que tanto o PSI quanto o CURB-65 apenas auxiliam a tomada de decisão, mas não são mais importantes que o julgamento clínico.
Fonte: Mandell LA, Wunderink RG. Pneumonia. In: Kasper D, Fauci A, Hauser S, Longo D, Jameson J, Loscalzo J. eds. Harrison’s Principles of Internal Medicine, 19e. New York, NY: McGraw-Hill; 2015.
 

Dúvida na Escolha da Especialidade

Dúvida na Escolha da Especialidade

Pergunta : Otávio Ananias ( Faculdade de Medicina de Barbacena )
Boa noite Dr. Mario.
Comecei a acompanhar o site no início deste ano e estou surpreso com a qualidade das respostas e do carinho com todos os estudantes e médicos jovens que procuram uma orientação. Está de parabéns pelo trabalho! Assumo que me encontro bastante perdido, e por isso resolvi deixar aqui a minha pergunta, para que analise o meu perfil e também para buscar um conselho. Então lá vai…
Ao longo de toda a minha faculdade sempre tive grande fascínio pelas áreas clínicas. Fui presidente e membro das ligas de clínica médica e pneumologia, apresentei e publiquei trabalhos sobre neurologia, oncologia e cardiologia. Inclusive, esta última, foi a especialidade que até há pouco tempo eu pretendia fazer. Cheguei até mesmo a procurar estágios no exterior para conhece-la melhor. Durante meu internato, com o contato com pacientes mais graves, ganhei grande interesse por oncologia e neurologia. Após formado, trabalhei em pronto atendimento e programa saúde da família, onde pude encontrar uma grande diversidade de pacientes e patologias. Porém, para minha surpresa, a dúvida apenas aumentou, e comecei a valorizar mais a questão de qualidade de vida, mercado e remuneração. Hoje, tenho a mesma afinidade por diversas áreas clínicas e considero (talvez na ordem listada) Neurologia, Oncologia, Gastroenterologia… e, em um grau menor, Cardiologia e até mesmo Radiologia.
Realizei o teste vocacional do WiDoctor, da University of Virginia e o Pathway Evaluation Program. Todos muito bons, por sinal, porém com resultados um pouco conflitantes, o que me fez recorrer á sua opinião. Atualmente, estou residindo na cidade de Barbacena – MG (180 mil habitantes) e pretendo morar aqui mesmo ou, melhor ainda, em Belo Horizonte -MG (1,4 milhões de habitantes), onde moram meus irmãos. Gosto muito do contato com o paciente (embora não descarte Radiologia), e da arte do diagnóstico e do raciocínio fisiopatológico, mas valorizo muito a qualidade de vida… e uma boa remuneração, que está correlacionada, obviamente. Tenho uma prima oftalmologista e uma namorada, a qual pretendo me casar, que já se decidiu por dermatologia (mas já refleti sobre essas especialidades e as descartei… e também seria bom diversificar.. ahah ). Gostaria muito de ter um consultório particular, com a maior parte da minha rotina ambulatorial, trabalhar também em hospital, com alguns pacientes internados… mas penso em escolher uma especialidade que fuja da rotina de cirurgias, plantões e com raras emergências. Não descarto e até penso em realizar alguns procedimentos ou exames. Diferentemente de muitos, gosto de rotina e valorizo principalmente horários regulares. Me considero calmo, com uma boa relação médico paciente.
Gostaria que me orientasse, tendo em base meu perfil, qual especialidade se aproxima mais dos meus interesses. Se possível, gostaria saber também mais detalhes a respeito de neurologia, oncologia e radiologia, no que diz respeito ao mercado/perspectivas futuras para as regiões que pretendo morar,, rotina/qualidade de vida, remuneração e exames/procedimentos ou terapias específicas que poderia realizar ou investir.
Desde já, meu muitíssimo obrigado!!
Resposta :
A dúvida nesse momento da carreira é muito comum e ao mesmo tempo saudável. É uma escolha para cerca de 30 a 40 anos de atividade profissional.
Do ponto de vista mercado, oncologia e neurologia são boas especialidades com crescimento cada vez maior à medida que a população vai envelhecendo, porém tem que levar em consideração que são especialidades “tristes “ no seu dia a dia e precisa ter boa estrutura psicológica para lidar diariamente com pacientes relativamente próximos do final de vida.
Talvez você pudesse considerar ( de acordo com seu perfil ) a possibilidade de escolher endocrinologia ou gastroenterologia.
Gastro tem boa qualidade de vida , boa remuneração e procedimentos que agregam valor ao preço da consulta, mesmo trabalhando para convênios.
Endocrinologia também permite boa qualidade de vida, boa remuneração, clientela crescendo muito rapidamente pela alta incidência de obesidade e distúrbios hormonais dependentes de idade, frequência alta de diabetes e hipo e hipertireoidismo.
Apesar da endócrino não apresentar procedimentos que aumentem o valor da consulta, a clientela particular aumenta muito rapidamente pelo fácil boca a boca entre as pessoas.
Concluindo: tanto gastro quanto endócrino estariam de acordo com seu perfil e seriam bem viáveis para uma cidade como Barbacena ou mesmo Belo Horizonte.
Sucesso
Mário Novais

Diagnóstico do DM

Diagnóstico do DM

O diabetes mellitus (DM) é certamente uma das doenças mais importantes da clínica médica, junto da hipertensão arterial sistêmica. A incidência da doença cresceu de forma assustadora nos últimos 30 anos, especialmente para o DM II, por conta da epidemia de obesidade que ocorre no mundo hoje. No entanto, muitos pacientes são diagnosticados tardiamente no curso da doença, quando já encontramos lesão de órgão alvo. Por ser uma doença crônica e prevalente, o potencial prejuízo que pode causar nas populações é enorme.
O DM é uma doença silenciosa, e seu diagnóstico e tratamento precoces (antes de ocorrer lesão de órgão alvo) reduzem de forma considerável a morbidade e a mortalidade. Considerando isto, as sociedades competentes estabeleceram que:

  • O diagnóstico de DM é essencialmente laboratorial, através das diversas modalidades de aferição da glicemia
  • Os valores de referência consideram níveis de glicemia a partir dos quais o risco de lesão de órgão alvo aumenta de forma importante

Os pacientes devem ser rastreados para o DM a partir dos 45 anos de idade (a cada 3 anos) ou mais precocemente, caso o paciente apresente IMC maior que 25Kg/m² e pelo menos um fator de risco.
Obviamente que pacientes que se apresentam com quadro hiperglicêmico franco também devem ter suas glicemias solicitadas.
Os critérios diagnósticos de DM são listados abaixo. Os marcados em negrito são aqueles mais usados na prática clínica.

  1. Quadro clínico de cetoacidose diabética + glicemia aleatória ≥ 200mg/dL
  2. Glicemia de jejum ≥ 7.0126 mg/dL
  3. Hemoglobina glicada ≥ 6.5%
  4. Teste oral de tolerância à glicose (75g) ≥ 200mg/dL

 
Fonte: Powers AC. Diabetes Mellitus: Diagnosis, Classification, and Pathophysiology. In: Kasper D, Fauci A, Hauser S, Longo D, Jameson J, Loscalzo J. eds. Harrison’s Principles of Internal Medicine, 19e. New York, NY: McGraw-Hill; 2015.

Nova Especialidade : Emergência

Nova Especialidade : Emergência

Pergunta : Ricardo Moreno ( Universidade Federal da Bahia )
Dr. Mário, boa tarde.
Com o reconhecimento da medicina de emergência como especialidade médica, é possível que ainda nos próximos 10 anos os plantões em emergência deixem de ser uma possibilidade de trabalho para os recém formados em medicina?
Resposta :
Realmente a tendência é que os postos de trabalho dos serviços de emergência passem a ser ocupados, na maioria, por médicos com essa formação, o que sem dúvida melhorará o atendimento da população.
Porém a quantidade de vagas para médicos nos serviços particulares continuará muito grande e assim ainda haverá muito espaço para os médicos recém formados e com uma vantagem que eles serão melhor supervisionados, já que sempre haverá algum especialista formado em emergência no serviço.
Atualmente os recém formados que trabalham em emergência normalmente ficam sem muita supervisão, o que não é bom para quem ainda não tem muita experiência.
Sucesso
Mário Novais

Tratamento do diabetes e risco de hipoglicemia

Tratamento do diabetes e risco de hipoglicemia

Existem diversos hipoglicemiantes orais disponíveis para o tratamento do DM II. No entanto, uma meta-análise demonstrou que embora todas elas sejam eficazes, algumas drogas apresentam um risco menor de provocar hipoglicemia.
Sem entrarmos em detalhes, o estudo apenas reforçou as recomendações atuais, ou seja: idealmente usa-se a metformina como droga de primeira linha e adiciona-se outros agentes caso haja necessidade de um controle glicêmico mais intenso.
Isto porque:

  • A mortalidade tanto geral quanto por condições cardiovasculares é aproximadamente igual independente do fármaco usado.
  • Em monoterapia, algumas drogas se sobressaem como hipoglicemiantes mais potentes. Dentre elas, a metformina é a que apresenta o menor risco de falência do tratamento.

Fonte: Palmer SC, Mavridis D, Nicolucci A, et al. Comparison of Clinical Outcomes and Adverse Events Associated With Glucose-Lowering Drugs in Patients With Type 2 Diabetes: A Meta-analysis. JAMA. 2016;316(3):313-324. doi:10.1001/jama.2016.9400.

Hepatologia

Hepatologia

Pergunta : Paulo ( Universidade Federal de Santa Catarina )
Ola Dr. Mario. Estou fazendo clinica medica e pretendo fazer gastro. Porem na minha cidade natal, pra onde pretendo voltar, não existe nenhum médico hepatologista. O senhor acha uma boa idéia abrir mão de gastro para fazer hepatologia, considerando a escassez de profissionais especialistas nessa área, ou acha que é uma especialidade fadada ao fracasso, frente a redução dos casos de hepatite, por exemplo. Existe um futuro para a especialidade? Ha possibilidades de ser bem remunerado? Obrigado
Resposta :
A Hepatologia não é considerada uma especialidade pelo Conselho Federal de Medicina. É enquadrada como área de atuação e geralmente é exercida por gastroenterologistas.
Existe uma residência médica de hepatologia em alguns hospitais, principalmente universitários , com duração de 2 anos e com pré requisito de residência em clínica médica, infectologia ou gastro.
Fora do Brasil, os hepatologistas atuam muito na área de transplantes hepáticos; área ainda pouco difundida no Brasil e que deve crescer em poucos ano, mas que exige um trabalho multiprofissional com UTI, cirurgiões, nutricionistas, psicólogos, imunologistas…
Sugiro que vc faça a sua formação em Gastro ( residência médica ) e comece atuar na área de gastro e também de hepatologia e se sentir que tem mercado na sua cidade, então faça depois uma formação específica em hepatologia.
A sociedade Brasileira de Hepatologia fornece o título de especialista na área de atuação em hepatologia, segundo critérios abaixo :
EDITAL DO EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE ATUAÇÃO NA ÁREA DE HEPATOLOGIA 2016
Local: Seara Praia Hotel
Data da prova: 08/10/2016
Horário: 08h00 às 12h00
Período de Inscrição: 10/05/16 a 30/08/16
Pelo presente edital, a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) comunica a realização de exame de suficiência para obtenção do Certificado de Atuação na Área de Hepatologia.

  1. DAS INSCRIÇÕES:

1.1. A inscrição do candidato automaticamente subentende que o mesmo tenha conhecimento das normas e condições estabelecidas neste Edital, e na tácita aceitação das mesmas, não podendo, portanto, alegar desconhecimento.
1.2. A Inscrição deve ser feita pessoalmente na sede SBH ou endereçada à mesma, por meio de SEDEX ou similar, no prazo de 10 de maio a 30 de agosto de 2016 (data de postagem) juntamente com o pagamento de taxas e emolumentos no valor de R$ 700,00 (setecentos reais), com desconto de R$ 200,00 (duzentos reais), para associados quites com a anuidade da SBH e/ou da AMB, por meio de cheque cruzado nominal à Sociedade Brasileira de Hepatologia.
1.3. Caso o candidato não comprove os pré-requisitos, o valor da taxa de inscrição será devolvido em 50% do valor pago, sem correção.
1.5. Pré requisitos para a inscrição:
1.4.1 Estar inscrito no Conselho Regional de Medicina (CRM definitivo);
1.4.2.1 Ser portador do Título de Especialista em Gastroenterologia (FBG/AMB) ou Título de Especialista em Infectologia (SBI/AMB) ou Título de Especialista em Clínica Médica (SBCM/AMB) ou;
1.4.2.2. Residência médica em Gastroenterologia, Clínica Médica ou Infectologia desde que registrado na Comissão Nacional de Residência Médica ou;
1.4.2.3. Título de Especialista em Gastroenterologia, Clínica Médica ou Infectologia emitido pelo Conselho Federal de Medicina ou;
e uma das situações abaixo:
1.4.3.1. Tese de Mestrado ou doutorado em Tema Relacionado à Hepatologia Clínica (não experimental) já defendida ou;
1.4.3.2. Estar em pratica comprovada em Hepatologia há pelo menos seis anos, em instituição publica ou privada, que tenha formalizado serviço de hepatologia ou atendimento supervisionado por pelo menos um membro titular do estado ou, se atendimento em consultório particular, declaração endossada por dois membros titulares do estado ou;
1.4.3.3. Residência médica em Hepatologia como área de atuação.
Endereço para correspondência: Sociedade Brasileira de Hepatologia – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2391, 10o Andar, CEP 01452-000, São Paulo – SP.

  1. DOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA INSCRIÇÃO:

2.1 Enviar currículo impresso e por e-mail (obrigatório) para diretoria@sbhepatologia.org.br, anexando as cópias xerográficas dos documentos e seguindo as instruções do MODELO E NORMAS DE PREEENCHIMENTO DO CURRÍCULO. Apresentar documentos específicos da área de Hepatologia (cursos, estágios; congressos e trabalhos científicos); 2.2 Cópia xerográfica do Diploma de Médico
2.3 Cópia xerográfica do Título de Especialista em Gastroenterologia / Infectologia / Clínica Médica (autenticada) ou
2.4 Cópia xerográfica do Certificado da Residência Médica em Gastroenterologia / Infectologia / Clínica Médica (autenticada) ou
2.5 Cópia xerográfica do Título de Especialista da CFM em Gastroenterologia / Infectologia / Clínica Médica (autenticada) ou
2.6 Cópia xerográfica da Carteira de Inscrição no CRM de seu estado (autenticada)
2.7 Cópia de documento que comprove regularidade com o Conselho Regional de Medicina (comprovante de pagamento da anuidade do CRM)
2.8 Uma foto recente 3×4
2.9 Cópia de documento que comprove regularidade com a Sociedade Brasileira de Hepatologia para os que solicitarem o desconto oferecido a sócios quites.
2.10 Comprovante de Tese de Mestrado ou doutorado em Tema Relacionado à Hepatologia Clínica (não experimental) já defendidas ou
2.11 Comprovante de prática em instituição pública ou privada em hepatologia há pelo menos seis anos ou
2.12 Declaração endossada por dois membros titulares do estado em caso de atendimento em hepatologia há pelo menos seis anos em consultório particular ou
2.13 Cópia xerográfica do Certificado de Área de atuação em Hepatologia da Residência Médica (autenticada).

  1. DA CONFIRMAÇÃO DA INSCRIÇÃO:

3.1. Os inscritos receberão confirmação da inscrição através de correspondência oficial da SBH e lista apresentada no site da sociedade.
3.2. Caso não obtenham a confirmação, deverão entrar em contato com a SBH através de do telefone 11 3812-3253 ou e-mail diretoria@sbhepatologia.org.br

  1. DAS PROVAS :
    4.1. Análise de currículo:
    4.1.2 MODELO E NORMAS DE PREEENCHIMENTO DO CURRÍCULO Folha de rosto:
  2. Título: Currículo para o Exame de Suficiência para Obtenção do Certificado de Atuação na Área de Hepatologia – 2016 – Fortaleza – CE
    2. Nome do candidato:
    3. Data:
  3. Data e local do exame: Bloco 1 – Dados Pessoais
  4. Identificação: Nome, Data, e Naturalidade, Cadastro de Pessoa Física (CPF) 2. Data e local da formatura (cópia do diploma)
    3. Inscrição no C.R.M.
  5. Endereço para correspondência, telefone / fax / e-mail. Anexar cópia dos documentos numerados nesta ordem:

Bloco 2 – Títulos Universitários: Mestrado, Doutorado e Livre Docência (no mínimo com 1 ano de duração).
Obs: Os Títulos de Mestre e Doutor só serão pontuados quando o tema for comprovadamente relacionado à Hepatologia.
Bloco 3 – Atividade de Docência em Hepatologia: Professor Titular, Associado, Adjunto Assistente, colaborador ou substituto.
Anexar comprovantes referendados pela Instituição de Ensino
Conclusão de Residência em Gastroenterologia reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).
Anexar certificado de conclusão da atividade
Conclusão de Residência em Hepatologia reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).
Anexar certificado de conclusão da atividade
Bloco 4 – Estágios ou Cursos de Pós-Graduação com duração mínima de um ano em Hepatologia, reconhecidos por entidades governamentais ou a critério da CJTEH. NÃO SERÁ RECONHECIDO COMO ESTAGIO PERIODO DE TREINAMENTO EM HEPATOLOGIA DURANTE RESIDENCIA MEDICA. A Residência Médica em Hepatologia (como área de atuação) reconhecida pelo MEC é analisada de modo individual conforme pontuação constante no Anexo I.
Anexar cópia dos certificados dando ênfase à duração da atividade
Bloco 5 – Frequência a Congressos, Jornadas, Simpósios e Cursos na área de Hepatologia, sujeitos à validação feita pela CJTEH.
Anexar os necessários para atingir a pontuação máxima, dividindo por blocos aqueles que foram promovidos pela SBH e os que foram aprovados pela Comissão Nacional de Acreditação – CNA, para pontuação diferenciada.
Participação como Palestrante ou Conferencista em Mesas Redondas, Simpósios, Colóquios e Debates, assim como aulas ministradas em cursos na área de Hepatologia.
Anexar os necessários para atingir a pontuação máxima
Temas Livres, apresentações de trabalhos como temas livres ou pôsteres relacionados à hepatologia. Relacionar o conjunto de Temas Livres (apresentações orais) em separado dos Temas Livres (pôsteres).
Anexar os necessários para atingir a pontuação máxima
BLOCO 6 Publicações em revistas indexadas e capítulos de livros de Hepatologia Anexar separatas ou cópias para atingir a pontuação máxima.
Para detalhe da pontuação ver tabela de pontuação do currículo no anexo.
4.2. Prova escrita: A prova de conhecimentos constará de 50 perguntas do tipo “múltipla escolha”, valendo cada uma delas 1,0 ponto.

  1. DA PRESTAÇÃO DAS PROVAS:

5.1. Será realizado por ocasião do Congresso Brasileiro de Hepatologia em data definida pela Comissão Julgadora do Título de Especialista em Hepatologia (CJTEH).
5.2. A CJTEH somente realizará as provas do concurso com a presença mínima de dois de seus membros
5.3. Na prova de títulos, os critérios de valorização de cada item constam do anexo 1, com pontuação máximo de 30 pontos.
5.4.
Os casos omissos serão resolvidos pela CJTEH
DO JULGAMENTO DAS PROVAS:
6.1.
de aprovação da comissão e não serão divulgadas. O exame escrito terá peso 7 e os títulos peso 3. Para aprovação na primeira fase (prova escrita), será exigido 70% de acerto (35 questões). Os candidatos aprovados serão submetidos à segunda fase (análise de currículo). A média ponderada deverá ser igual ou superior a 7 para aprovação.

  1. DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS:

7.1. Os aprovados receberão notificação através de correspondência oficial da SBH e lista apresentada no site da sociedade em até 72 horas após término da prova.
7.2. O gabarito da prova será divulgado no site da SBH, em até 48 horas após término da prova.

  1. PROGRAMA DA PROVA :
  •  Metabolismo da bilirrubina e seus distúrbios hereditários
  •  Testes de função hepática
  •  Métodos diagnósticos por imagem
  •  Alterações hematológicas e da hemostasia na doença hepática
  •  Doenças vasculares do fígado
  •  O fígado na falência circulatória
  •  Diagnóstico diferencial das icterícias no adulto
  •  Icterícia na infância
  •  Icterícia pós-operatória
  •  Colestase
  •  Fígado e gravidez

. Doença hepática gordurosa não alcoólica

  •  Insuficiência hepática fulminante
  •  O fígado e as infecções
  •  O fígado nas parasitoses
  •  Esquistossomose mansônica
  •  O Figado e a Síndrome da imunodeficiência adquirida
  •  Fígado e drogas

. Doença hepática alcoólica

  •  Hepatite pelo vírus A, B, C, D, E
  •  Hepatite por outros vírus
  •  Hepatite auto-imune
  •  Doença de Wilson
  •  Hemocromatose
  •  Deficiência de alfa-1-antitripsina

. Doenças metabólicas na Infância

  •  Colangite esclerosante primária
  •  Cirrose biliar primária
  •  Cirrose hepática
  •  Hipertensão portal
  •  Ascite
  •  Síndrome hepatorrenal

As notas do exame para certificado de atuação da área de Hepatologia servirão para critério

  • Sindrome hépato-pulmonar
    · Peritonite bacteriana espontânea · Encefalopatia hepática

Nódulos benignos hepáticos e lesões cisticas · Tumores primitivos do fígado
· Tumores secundários do fígado
· Litíase biliar
· Transplante hepático
O CERTIFICADO DE TÍTULO DE ÁREA DE ATUAÇÃO EM HEPATOLOGIA SERÁ EMITIDO PELA ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA (AMB). OS CANDIDATOS APROVADOS NO CONCURSO DEVERÃO ENCAMINHAR SOLICITAÇÃO DE EMISSÃO À SBH, MAIORES INFORMAÇÕES ATRAVÉS DA SECRETARIA DA SBH QUANDO DA DIVULGAÇÃO DO RESULTADO.
TENDO EM VISTA QUE OS CURRÍCULOS NÃO SERÃO DEVOLVIDOS, SOLICITAMOS AOS CANDIDATOS QUE SEJAM ENVIADAS CÓPIAS XEROGRÁFICAS PARA COMPROVAÇÃO CURRICULAR.

  1. BIBLIOGRAFIA :

Feldman M, Fridman L, Brandt L – Sleisenger e Fordtran”s Gastrointestinal and Liver Diseases Mattos AA, Correa ED – Tratado de Hepatologia
Schiff ER, Sorrell MF & Maddrey CW – Diseases of the Liver
Scherlock S, Dooley J – Diseases of the liver and Biliary System
Sleisenger and Fordtran’s Gastrointestinal and Liver Disease-10th edition
Zakim and Boyer’s Hepatology: A Textbook of Liver Disease – 6e (Hepatology (Zakim)) Harrison’s Gastroenterology and Hepatology, 2e
Além das publicações oficiais das
Sociedade Brasileira de Hepatologia – Revista GED e Arquivos de Gastroenterologia American Association for the Study of Liver Disease (AASLD) – Hepatology European Association for the Study of the Liver (EASL) – Journal of Hepatology International Association for the Study fo the Liver (IASL) – Liver International.
_____________________________ Edmundo Pessoa de A Lopes Neto Presidente da SBH
A hepatologia não é especialidade fadada ao fracasso como vc diz. o envelhecimento da população, o uso cada vez maior de drogas, diminuição da mortalidade com o aparecimento de novos tratamentos ( caso da hepatite C, por exemplo), incremento dos transplantes hepáticos… fornecem um pequeno porém bom mercado de trabalho e remuneração.
Sucesso
Mário Novais