agosto 2017 – Widoctor

Archive agosto 2017

Fadiga Crônica: uma doença inflamatória

Fadiga Crônica: uma doença inflamatória

A síndrome da fadiga crônica – ou encefalomielite miálgica – apesar de ainda permanecer com muitas informações não elucidadas, é caracterizada por astenia inexplicável persistente ou recorrente de pelo menos um semestre de duração. O descanso não alivia seus sintomas e a doença é a causa de uma redução substancial dos níveis de atividades ocupacionais, educacionais, sociais e pessoais.
Os sintomas da doença não se restringem apenas à fadiga extrema, mas englobam – em diferentes níveis de intensidade e qualidade dependendo do indivíduo – comprometimento cognitivo, mal-estar, sono irreparável, cefaleia, mialgia, artralgia, dor de garganta, linfadenopatia, hipersensibilidade ao ruído, luz ou determinados alimentos, e distúrbios autonômicos.
Um estudo da Stanford University School of Medicine avaliou o perfil imunológico de pacientes doentes e hígidos avaliando as citocinas dos envolvidos na pesquisa de modo a buscar uma correlação entre as moléculas e a patologia.
Foi constatado um aumento de dezessete citocinas nos pacientes com alto nível de gravidade da doenças, de maneira que, das dezessete, trezes são pró-inflamatórias – fato que muito provavelmente contribui para o desenvolvimento dos sintomas dos doente.
Nesse contexto, o estudo confirma que síndrome da fadiga crônica ou encefalomielite miálgica é uma doença inflamatória. As citocinas identificadas na pesquisa, também, podem ser capazes de auxiliar no diagnóstico da doença e no estabelecimento de novas medidas terapêuticas.
Fonte: https://pebmed.com.br/estudo-comprova-que-fadiga-cronica-e-uma-doenca-inflamatoria/
Autor: Rafael Kader.

Cirurgia do Aparelho Digestivo, Proctologia ou Endoscopia

Cirurgia do Aparelho Digestivo, Proctologia ou Endoscopia

Pergunta : Arthur Queiroz ( HCL )
Boa tarde. Sou R2 de Cirurgia Geral e estou muito em dúvida sobre qual especialidade escolher para o R3. Gosto de tubo digestivo como um todo. Penso em Coloprocto, Cirurgia do Aparelho Digestivo e Endoscopia. As 3 especialidades são 2 anos de residência. Mas fico com medo a respeito da Coloprocto, de muitas outras especialidades, como onco ou a propria cirurgia geral, tomar procedimentos do proctologista. Ja sobre a endoscopia, delonga mais tempo para conseguir mercado sendo apenas endoscopista. E aparelho digestivo penso estar saturado. O que o senhor acha a reseito destas especialidades? Obrigado desde já
Resposta :
Algumas áreas e procedimentos atualmente podem ser efetuados por mais de um especialista. Por exemplo uma biópsia hepática pode ser feita por um gastroenterologista, por um hepatologista ou por um radiologista intervencionista. Uma colonoscopia pode ser realizada por um gastro, por um coloproctologista ou por um cirurgião gastroenterologista. O tratamento de um acidente vascular encefálico pode ser feito por um neurologista, um neurocirurgião ou um radiologista intervencionista.
O importante é você fazer uma boa formação técnica e estar habilitado para os procedimentos da sua especialidade. Não tem que ter medo de concorrência.
A proctologia é uma boa especialidade pois permite uma boa qualidade de vida, bons ganhos financeiros e apresenta vários procedimentos diagnósticos e terapêuticos que agregam valor ao preço das consultas.
O envelhecimento da população e a atual importância que se tem dado à prevenção do Ca do tubo digestivo baixo, além do aumento dos casos de doenças hemorroidárias ( resultado de dietas extravagantes, constipação intestinal crônica e abuso de álcool ) fazem com que a clientela do proctologista aumente com rapidez, embora o boca-a-boca seja menor do que o de outras especialidades ( pacientes não gostam de dizer que foram ao procto ).
A caracterização da Cirurgia Gastroenterológica como sub especialidade da cirurgia geral é relativamente recente e ainda não muito bem aceita por todos os cirurgiões.
A rigor todas as cirurgias que envolvem o aparelho digestivo podem se encaixar dentro dessa especialidade, desde cirurgias de esôfago até cirurgias de reto, mas a expressão maior, principalmente no momento, fica com a cirurgia bariátrica para pacientes portadores de obesidade.
Como a obesidade é hoje considerada uma das doenças de maior crescimento no mundo todo, a indicação da cirurgia bariátrica, nas suas diferentes modalidades, tem sido cada vez maior e consequentemente tornando esse mercado promissor.
No entanto, sabemos que as indicações dessas cirurgias ainda são um pouco discutidas e não sabemos exatamente como vai ficar isso daqui a alguns anos.
Essa cirurgias, na verdade, representam mais do que o simples ato cirúrgico, porque envolvem toda uma equipe multiprofissional e o paciente obeso mórbido necessita de um preparo, principalmente psicológico, grande antes da cirurgia.
Além disso, nem todos os hospitais estão preparados para esse tipo de cirurgia, já que envolve peculiaridades como leitos especiais…
Resumindo: tratando-se da cirurgia bariátrica, podemos dizer que no momento é um bom mercado, mas não podemos prever daqui a 10 anos.
Em relação às outras cirurgias do aparelho digestivo, o problema é a competição com outros tipos de cirurgiões. Por exemplo: quem deve operar um Câncer de colo? Um cirurgião geral? Um Proctologista? Um cirurgião oncológico ou um cirurgião gastroenterológico
Os cursos de aperfeiçoamento ou a residência médica em endoscopia exigem como pré requisito a residência em cirurgia geral ou cirurgia gastroenterológica ou gastroenterologia e tem uma duração de 2 anos.
Se o caminho é pela cirurgia ou pela gastro para chegar à endoscopia isso deve ser motivo de reflexão para o profissional porque são caminhos diferentes.
Pela via cirurgia geral e depois endoscopia, o tempo para formação é menor ou seja dois anos de cirurgia geral e depois 2 anos de endoscopia.
Quando se opta pelo caminho da gastro, são 2 anos de clinica médica, mais 2 anos de gastro e depois 2 anos de endoscopia.
Porém do ponto de vista mercado de trabalho, o caminho pela gastro é mais interessante, pois permite uma maior área de atuação e lida com numero m aior de patologias.
Os clientes que procuram uma endoscopia digestiva e mesmo os que vem encaminhados por outros especialistas, geralmente vão para o gastro.
Sucesso
Mário Novais

Estudo verifica que TDAH tem bases neurobiológicas

Estudo verifica que TDAH tem bases neurobiológicas

Em estudo realizado por pesquisadores identificou que pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH – apresentam modificações na estrutura cerebral em áreas específicas ligadas às emoções.
TDAH  é uma doença que afeta cerca de 5% das crianças, acompanhando em muitos casos o indivíduo até a vida adulta. Se manifesta como desatenção, agitação e impulsividade. Muitos duvidam que a condição seja real, mas o maior estudo já conduzido sobre o tema, por médicos e cientistas de 23 centros de pesquisa ao redor do mundo, revelou que o transtorno tem bases neurobiológicas e pode ser tratado.
Avaliou-se 3 mil pessoas separadas entre pacientes saudáveis e com TDAH, entre 4 e 63 anos, que foram submetidos a exames de neuroimagem estrutural por Ressonância Magnética – técnica a qual possibilita o estudo detalhado do cérebro. Foram avaliadas informações específicas de cada região cerebral, como tamanho e volume, padronizadas através do mesmo protocolo. Nesse contexto, os pesquisadores puderam comparar cada uma das estruturas cerebrais de indivíduos com e sem o transtorno.
Os resultados revelaram que estruturas como a amígdala cerebral, acúmbens e hipocampo, responsáveis pela regulação das emoções, motivação e o chamado sistema de recompensa (que modifica nosso comportamento através de recompensas) são menores nos pacientes com TDAH. Quando se levou em conta a idade dos pacientes, observou-se que estas alterações são mais leves em pacientes adultos, o que sugere que existe uma compensação, ao menos parcial, com o passar dos anos. Esses resultados são a sustentação mais sólida até o momento que o TDAH é um transtorno relacionado ao atraso na maturação de regiões cerebrais reguladoras das emoções.
Os resultados, então, foram de extrema importância para demonstrar a real gravidade da doença, que não é apenas algo inventado por médicos nem resultado de uma má criação dos pais.
Foi o primeiro estudo de relevância no assunto pelo número de indivíduos participantes, pois, até então, estudos anteriores também haviam identificado algumas alterações cerebrais do TDAH, mas devido ao pequeno número de pacientes estudados, era difícil generalizar os resultados. 
Foi descartado pela pesquisa, também, a possibilidade de que tais modificações ocorressem devido ao uso de medicamentos para tratamento do TDAH ou à presença de outros distúrbios de saúde associados ao transtorno, como ansiedade e depressão.
Assim, pode-se verificar a necessidade de tratamento adequado para o TDAH, que é um transtorno do desenvolvimento associado a alterações no nossa arquitetura do cérebro.
Fonte: The Lancet Psychiatry
Autor: Rafael Kader

Cirurgia Cardiovascular : Futuro da Especialidade

Cirurgia Cardiovascular : Futuro da Especialidade

Pergunta : Vinicius ( Hospital da PUC – Goias )
Olá, Dr.º! Meu sonho sempre foi cirurgia, embora eu não tenha certeza da subespecialidade. Recentemente, notei uma tendência em mim para a área da cirurgia cardiovascular, porém tem muitas dúvidas:
1) Como anda o mercado de trabalho e remuneração? Corro o risco de não ter emprego, ainda mais com o avanço da hemodinâmica?
2) Quais poderão ser minhas áreas de atuação? Estarei restrito à revascularização do miocárdio e implante de marca passo, caso eu não more em grandes centros?
3) Agora que a Cirurgia Cardiovascular tornou-se acesso direto, terei alguma falta de conhecimento/oportunidade de emprego ao não fazer a cirurgia geral?
4) Poderei atuar como cardiologista clínico conjuntamente?
Obrigado!
Resposta :
A mudança dessa residência para acesso direto foi um avanço conseguido pela sociedade científica da especialidade, pois diminui o tempo de formação do profissional sem prejudicar a qualidade técnica, e os cirurgiões cardiovasculares já não realizavam mesmo cirurgias gerais depois da formação especifica.
O Mercado de trabalho do cirurgião cardiovascular, realmente, vem diminuindo, já que vários procedimentos vem sendo disputados por outros especialistas como os hemodinamicistas, radiologistas intervencionistas, cirurgiões vasculares.
A área de atuação deve caminhar para procedimentos menos invasivos e patologias congênitas ou cirurgias vasculares periféricas.
Por outro lado a fuga dos estudantes dessa especialidade, pela lei da oferta e da procura, deve diminuir o número desses profissionais com consequente melhoria do mercado a médio e longo prazo.
Não seria uma boa opção para o cirurgião cardiovascular trabalhar como cardiologista clínico, já que essa é uma outra especialidade e que exige outros conhecimentos técnicos.
Concluindo a tendência do mercado não parece muito favorável paras esses especialistas.
Abaixo transcrevo artigo publicado na folha de são Paulo alguns anos atrás :
“Tradicionalmente considerada especialidade nobre e responsável por salvar muitas vidas, a cirurgia cardiovascular já não é a menina dos olhos dos estudantes de medicina. Dados nacionais de 2008 mostram que, das 321 vagas de residência na especialidade oferecidas pelo governo no país, apenas 53 estavam preenchidas.
O levantamento feito pela Associação Brasileira dos Residentes de Cirurgia Cardiovascular mostra que a procura não atinge seu total nem sequer em importantes centros hospitalares. No Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto havia apenas um residente para 12 vagas oferecidas.
Responsável por cirurgias, colocação de marcapasso e outros exames, o cirurgião cardiovascular perde espaço hoje para especialidades mais “atrativas” como dermatologia, em que há 32 candidatos por vaga de residência.
“A baixa procura está relacionada a uma formação longa e deficiente, contribuindo também para este problema um mercado de trabalho repleto de oportunidades ruins”, diz Anderson Dietrich, presidente da Associação dos Residentes em Cirurgia Cardiovascular.
Entre essas “oportunidades ruins” estão os baixos salários. Um cirurgião cardiovascular pode começar ganhando até R$ 2.500, segundo Gilberto Barbosa, presidente da SBCCV (Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular).
Ele afirma que a queda da procura pela profissão é um fenômeno mundial, ligado em parte à diminuição das operações. “As cirurgias de coronária, por exemplo, diminuíram 70% em razão dos avanços que possibilitaram dilatar as coronárias e colocar stents [espécie de tubo inserido na artéria para impedir o seu entupimento].”
A baixa remuneração acontece também em razão de as operações requererem a presença de equipes grandes.
Há ainda a formação longa: são seis anos de residência, sendo dois em cirurgia geral e quatro em cirurgia cardiovascular. Muitos acabam escolhendo carreiras em que possam começar a receber antes.
Outros acabam optando pela obtenção de título da SBCCV, o que pode ocorrer após quatro anos de treinamento e o cumprimento de uma série de requisitos, como número mínimo de cirurgias realizadas.
A sociedade estima que 20% a mais de cirurgiões se formam hoje por essa via em detrimento da residência.
Falta
A preocupação que surge com os dados da associação é a possível falta de cirurgião cardiovascular no país. Para Gilberto Barbosa, o certo é incentivar a escolha pela especialidade, principalmente das estudantes de medicina, que costumam não escolhê-la. “Em 15 anos haverá falta de cirurgião cardiovascular, já que vivemos em um país com uma população cada vez mais idosa.”
Já Anderson Dietrich diz que as vagas ociosas oferecidas pelo MEC hoje poderiam ser redirecionadas, pois incentivar mais profissionais na área seria criar uma reserva de mercado, contribuindo ainda mais para os baixos salários da carreira.
Segundo o diretor de Hospitais Universitários e Residências em Saúde da SESu (Secretaria de Educação Superior), do MEC, José Rubens Rebelatto, “estão em estudo na secretaria, em conjunto com a Comissão Nacional de Residência Médica, algumas ações para a reformulação das residências médicas com o objetivo de garantir um melhor aproveitamento dos recursos e a otimização da ocupação das bolsas”
Sucesso
Mário Novais

Radiologia – Mercado de Trabalho

Radiologia – Mercado de Trabalho

Pergunta : Larissa Almeida ( Universidade Estadual Paulista )
Gostaria de saber como está o mercado de trabalho para Radiologia, se vale a pena em termos financeiro, e em termos iniciar residência nesta especialidade. Grata!
Resposta :
A escolha da especialidade deve ser a mais racional possível, sendo de grande importância, já que implica em cerca de 40 anos de atividade profissional.
Devemos, acima de tudo, levar em consideração 3 aspectos :
1.a qualidade de vida que a especialidade proporciona.
2.a remuneração que esta especialidade permite.
3.O prazer e conforto de lidar com o tipo de paciente dessa especialidade.
Na radiologia vc terá uma vida bem tranquila, lidará menos com pacientes e basicamente trabalhará para os outros, exceto no que se refere à ultrassonografia , que é a parte da radiologia que ainda permite ao especialista ser independente.
Também tem opção de enveredar pela área da radiologia intervencionista que estará em franco desenvolvimento em breve ( atendimento de urgência em AVEs, biópsias guiadas pelo US…)
Como a radiologia tem sido muito escolhida pelos médicos recém formados, os “patrões “tem se valido disso para diminuir os honorários destes especialistas.
O valor dos honorários do radiologista varia de cidade para cidade.
Como laudista de raios-x o mercado paga, em média, R$3,00 a R$ 5,00 por laudo. No caso da tomografia os honorários são na base de plantão. No Rio de Janeiro, p.ex., por um plantão de 24 h semanais, a remuneração mensal do radiologista é de R$ 8.000,00.
Se você trabnalhar por conta própria como laudista de tomografia à distancia, receberá cerca de R$ 45,00 a 50,00 por laudo.
Considerando todos os aspectos ( qualidade de vida, remuneração e dia a dia confortável ) a radiologia ainda é uma das melhores especialidades e considere também que a área de imagem como diagnóstico e terapia é uma das áreas de maior desenvolvimento com novos equipamentos e portanto novas oportunidades no mercado.
Sucesso
Mário Novais

Uso exacerbado de aparelhos eletrônicos pode gerar problemas posturais

Uso exacerbado de aparelhos eletrônicos pode gerar problemas posturais

A pressão exercida pela inclinação da cabeça em diversas situações, como durante a utilização de celular ou de tablet, pode ocasionar em problemas de coluna – fato demonstrado por estudos recentes da revista científica Surgical Technology Internacional. Tendo em vista que o uso desses aparelhos tem sido cada vez mais comum desde a infância, torna-se necessário a atenção para evitar maiores danos à saúde.
O dr. Roberto Feres, coordenador do Núcleo de Ortopedia do Hospital Samaritano (Barra da Tijuca), explica como prevenir e tratar esses problemas. Na posição adequada, a cabeça pesa cerca de 5 kg no caso do adulto. Com a sua inclinação para baixo, o pescoço fica sobrecarregado por ter de sustentar sozinho a cabeça, de modo a comprometer a estrutura vertebral. Ao longo do tempo, caso o indivíduo repita esse posicionamento corporal errado, problemas de dores e de tensão poderão surgir na região do pescoço. Uma sugestão, de acordo com o especialista, seria usar os aparelhos na altura dos olhos; tanto quanto as telas de computadores de mesa e de notebooks deveriam estar na altura do campo de visão. Nos idosos, que apresentam tendência a ter esses lesões degenerativas da coluna cervical, como artrose e hérnias de disco, o uso exacerbado poderá desencadear ou agravar esses problemas.
Além de medicamentos, são aconselhados pelo médico como tratamento alguns exercícios para alongamento e fortalecimento da musculatura cervical – desde que com auxílio de fisioterapeuta – bem como atividades de readaptação postural. “Nas situações mais críticas, em que há agravamento dos sintomas e a presença de dor, poderão ser recomendados a total imobilização e o repouso”, alerta.

Outro ponto seria o uso excessivo de comunicadores estantâneos, como o WhatsApp e as redes sociais, que promovem digitação em tempo integral. Caso não haja uma pausa, podem ocorrer lesões por esforço repetitivo – tendinopatias nas mãos e nos punhos, além de alterações degenerativas, como a artrose. O médico diz, ainda, que apesar de ser inevitável estar conectado nessa era extremamente tecnológica, essencial seria 
usar os dispositivos de forma controlada, de maneira a conter movimentos repetitivos. Se surgirem os primeiros sintomas, nesse contexto, a procura por auxílio especializado deve ser imediata.
Fonte: http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2017/08/19/uso-excessivo-de-celular-e-tablet-pode-gerar-problemas-posturais/

Autor: Rafael Kader

Ministério oferece vacina do HPV a pessoas de até 26 anos

Ministério oferece vacina do HPV a pessoas de até 26 anos

No intuito de evitar o desperdício de vacinas, as cidades que tenham vacina de HPV com prazo de validade até setembro iniciaram, desde a sexta-feira – dia 18.08.17 – a aplicá-la em homens e mulheres com até 26 anos. A partir do término do estoque em questão que está prestes a vencer, as vacinas deverão voltar a ser administradas apenas para as pessoas de 9 a 15 anos, o público-alvo.
No dia 17 de agosto de 2017 o Ministério da Saúde aprovou tais alterações durante reunião com representantes dos governos federal, estaduais e municipais envolvidos na campanha de vacinação. 
A orientação para os indivíduos pertencentes ao grupo de faixa etária de 15 a 26 anos é manter o padrão de vacinação com duas doses, sendo o intervalo entre elas de seis meses. O Ministério da Saúde garante que as pessoas que tomarem a primeira neste período, excepcionalmente, terão a segunda dose garantida no próximo semestre no Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: https://saude.abril.com.br/medicina/ministerio-oferece-vacina-do-hpv-a-pessoas-de-ate-26-anos/
Autor: Rafael Kader

AVC: Novidades no tratamento

AVC: Novidades no tratamento

Segunda causa de morte no Brasil e no mundo e a principal casa de incapacidade funcional, o Acidente Vascular Cerebral (AVC), apesar de ser uma doença que possui tratamento, é uma emergência médica. É isquêmico em 80% dos casos: isso quer dizer que é causado por obstrução do fluxo sanguíneo de uma artéria que leva o sangue a alguma região do cérebro. Quando isso acontece, os neurônios e demais células da área nervosa afetada tornam-se privados de nutrientes e de oxigênio. Assim, por minuto 1,9 milhão de neurônios morrem.
Nesse contexto, é essencial o tratamento rápido diante de um paciente com quadro de AVC. Pode ser realizado com administração intravenosa de fármacos trombolíticos no intuito de dissolver coágulos que entopem as artérias cerebrais. Pelo risco de sangramento, esse tratamento só pode ser dado até quatro horas e meia do início dos sintomas. Os remédios, contudo, não são tão eficazes quando utilizados de maneira solitária se a obstrução acontece em uma artéria de maior calibre.
A novidade é que, recentemente, uma nova modalidade de tratamento para o AVC está disponível e tem se mostrado bastante eficaz na recanalização das artérias cerebrais e na redução de sequelas do AVC. O cateterismo cerebral, nomeado também como tratamento Endovascular ou Trombectomia Mecânica, consiste na introdução de um microcateter nas artérias de membros inferiores (pernas) e seu avanço por dentro desses vasos até alcançar a área obstruída do cérebro.
Foi constatado por estudos de 2015 que esse tratamento tem capacidade de abrir até 80% dos vasos ocluídos. Reflete ótimos resultados muito por conseguir desentupir grandes artérias cerebrais, sendo, portanto, uma alternativa terapêutica quando o trombolítico endovenoso não resolve o problema.
No final do mês de maio de 2017, entretanto, o médico brasileiro Raul Nogueira, professor da Emory University, em Atlanta, nos Estados Unidos, apresentou resultados de ensaio clínico denominado Dawn, no Congresso Europeu de AVC, em que dividiu em dois grupos 206 pacientes com AVC. O tratamento foi iniciado para os envolvidos no estudo entre seis e 24 horas do início dos sintomas. Os doentes apresentavam uma obstrução de uma artéria cerebral de grande calibre e um AVC relativamente pequeno nos exames de neuroimagem. Após três meses do AVC, 48,6% das pessoas submetidas a Trombectomia Mecânica estavam funcionalmente independentes, enquanto apenas 13,1% do grupo tratado com tratamento clínico padrão encontrava-se nessa situação. Corresponde, desse modo, a um aumento relativo de 73% na chance de bom prognóstico com o procedimento endovascular, se comparado à terapia padrão clínica tradicional no contexto global da medicina.
Vale ressaltar, ainda, que o professor alertou sobre a Trombectomia Mecânica não poder ser realizada em qualquer paciente com AVC. É indicado apenas para pacientes com obstrução de artérias de grande calibre e com boa circulação colateral sanguínea. No Brasil, mesmo com a aprovação de seu uso pela Anvisa, ainda não é reembolsado adequadamente pelo Sistema Único de Saúde, já que o Ministério da Saúde afirma que o procedimento ainda está em fase de avaliação nacional.
Fonte: Jornal da USP
Autor: Rafael Kader

Radioterapia

Radioterapia

Pergunta : Gustavo ( Hospital Anhembi Morumbi )
Oi!
Tenho dúvidas em relação a qual área seguir na oncologia: onco clínica (após 2 anos de clínica) ou radioterapia. Ouvi prós e contras de cada, mas gostaria de saber qual seria uma boa escolha para o futuro profissional, já que existem muitos clínicos no mercado e a radioterapia como residência me parece ser uma escolha um tanto quanto arriscada quanto à remuneração e outros aspectos.
Muito obrigado!
Resposta:
A radioterapia é uma especialidade pouco conhecida até pelos próprios médicos.
Como depende de equipamentos muito sofisticados, existem poucos serviços onde vc possa fazer a residência médica. São cerca de 15 serviços no Brasil, sendo 9 deles em São Paulo , 1 no Rio, 1 em Porto Alegre e outros espalhados.
Ao todo são aproximadamente 70 vagas por ano para residentes e os serviços mais conceituados são o Hospital do Câncer A.C.Camargo (SP- 3 vagas para residência) e INCA (RJ- 6 vagas por ano). A duração da residência é de 3 anos.
O envelhecimento da população, a incidência maior de Câncer, o diagnóstico mais precoce e o bom resultado obtido com a radioterapia, são fatores positivos para o futuro da especialidade.
Apesar de haver alguma escassez de radioterapeutas, a lei da oferta e da procura não é tão fidedigna nessa especialidade, porque como são relativamente poucos serviços existentes, os empregos públicos são mal remunerados ( como também em outras especialidades ) e os serviços particulares se aproveitam de serem poucos para também remunerar mal.
Se algum dia houver um movimento conduzido pela Sociedade de Radioterapia e semelhante ao realizado pelos anestesistas, de união da classe, com certeza a remuneração dos radioterapeutas vai melhorar.
Na radioterapia. a qualidade de vida do profissional é boa, mas é uma especialidade triste pelo tipo de paciente, além do médico perder o status de profissional liberal, sendo sempre um médico contratado.
A relação completa dos serviços de radioterapia no Brasil, estão listados abaixo e maiores informações vc pode obter no site www.sbradioterapia.com.br e até fazer, por telefone, um levantamento de salários na sua região

INSTITUIÇÃO UF Quantas vagas disponibiliza por ano?
Fundação Hospital do Acre AC 1
Hospital São Rafael BA 1
ICC – Instituto do Câncer do Ceará CE 2
Hospital Universitário de Brasília – HUB DF 1
Hospital Santa Rita de Cássia ES 2
ACCG – Assoc. Combate ao Câncer de Goiás – Hospital Araújo Jorge GO 1
Hospital da Baleia MG 1
Hospital Mater Dei MG 1
Hospital Marcio Cunha – Fundação Francisco Xavier MG 2
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia MG 1
Fundação de Saúde Dilson de Quadros Godinho MG 2
Fundação Cristiano Varella MG 2
Instituto Materno Infantil Prof. Fernando Figueira – IMIP PE 1
Hospital Erasto Gaertner – LPCC PR 2
INCA – Instituto Nacional do Câncer RJ 6
Liga Norte Rio Grandense de Combate ao Câncer – CECAN RN 1
HCPA – Hospital das Clínicas de Porto Alegre RS 1
Universidade Federal de Ciências da Saúde – Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre – Hospital Santa Rita RS 2
Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo RS 1
Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Maria RS 1
Casa de Saúde Santa Marcelina SP 2
Hospital das Clínicas da FMUSP – Inst. Radiologia SP 9
Hospital do Câncer A. C. Camargo SP 5
Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo – IAMSPE SP 2
Hospital São Paulo – Escola Paulista de Medicina SP 2
Hospital Sírio Libanês SP 2
IAVC – Instituto Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho SP 1
Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo SP 2
Hospital do Câncer de Barretos – Fundação PIO XII Barretos – SP 3
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP Botucatu – SP 2
Hospital das Clínicas da Unicamp Campinas – SP 1
Hospital Amaral Carvalho Jaú – SP 2
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeiro Preto – HCFMRP- USP Ribeirão Preto – SP 2
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de S. José do Rio Preto S.J.do Rio Preto – SP 1
TOTAL DE VAGAS POR ANO 68

Formação do Radiologista Intervencionista

Formação do Radiologista Intervencionista

Pergunta: Jasson Giovanni ( Universidade Federal de Pernambuco )
Boa tarde Dr Mário !
O que o senhor acha da Sequência Cirurgia Geral > Medicina Intensiva > Radiologia Intervencionista ? Como é a rotina do radiologista intervencionista ? Também funciona à base de plantões ? Esse profissional trabalha nas emergências, ambulatório, ou é contratado pelos hospitais necessitando estar disponível todos os dias ? Como poderia conciliar o trabalho sendo especialista nestas 2 áreas já que a cirurgia geral permite o acesso à ambas ?
Resposta :
Esse caminho é meio longo e meio confuso.
O melhor caminho seria radiologia e depois radiologia intervencionista.
Ou cirurgia geral de 2 anos e depois radiologia intervencionista. A exigência para residência de radiologia intervencionista, em geral, é de 3 anos de radiologia ou 2 anos de cirurgia vascular ou 2 anos de cirurgia geral.
A Radiologia Intervencionista é uma especialidade médica pouco conhecida do público em geral pois tem uma atuação muito especializada. Apesar disso vem se expandindo muito nos últimos anos ocupando áreas de destaque cada vez maior no meio médico a na mídia. Seu objetivo primordial é de realizar procedimentos e cirurgias minimamente invasivas com intuito diagnóstico (ex.: Biópsia percutânea guiado por Tomografia) ou terapêutico (ex.: Angioplastia, Quimioembolização e Ablação por Radiofrequência). Esta especialidade nasceu através da Radiologia Diagnóstica no momento em que os Radiologistas identificaram o potencial de se realizar uma intervenção cirúrgica com o auxílio da imagem (procedimentos guiados por imagem).
Hoje a Radiologia Intervencionista abrange um número muito grande de exames diagnósticos e terapêuticos, e está em franca ascendência em todo o mundo. Tem seu grande crescimento e reconhecimento como especialidade médica principalmente devido ao caráter pouco invasivo, curto tempo de internação, rápido retorno do paciente a suas atividades, alta taxa de sucesso e resolutividade e atuação em diversas especialidades médicas. Suas principais áreas de desenvolvimento hoje são a Oncologia, Doenças Cardio-Vasculares, Doenças do Fígado, Doenças da Coluna Vertebral, Ginecologia, entre outras.
De um modo geral esse especialista não fica de plantão e sim será chamado para procedimentos especiais que podem ser de urgência ou eletivos.
Sucesso
Mário Novais