2018 – Widoctor

Archive 2018

Transtorno de Personalidade Borderline: o que é e como controlar

Transtorno de Personalidade Borderline: o que é e como controlar

Estima-se que 6% da população mundial sofra do transtorno de personalidade borderline (TPB), uma doença caracterizada pela intensa instabilidade emocional. Se por um lado não há estatísticas sobre sua prevalência no Brasil, por outro aproximadamente 10% dos pacientes diagnosticados no nosso país cometem suicídio, segundo estimativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

A fim de evitar consequências tão graves, é importante conhecer o problema. Para saber quais são os sintomas, as causas e o tratamento, SAÚDE conversou com o psiquiatra da Clínica Nutrindo Ideais, Higor Caldato, do Rio de Janeiro.

Quais são os sintomas do transtorno de personalidade borderline?

Além da oscilação de emoções, o TPB é marcado por impulsividade, irritação diante de respostas negativas, dificuldade no controle da raiva e idealização extrema.

“Geralmente, os pacientes fazem um esforço desesperado para evitar o abandono, que pode ou não ser real. Eles sentem dificuldade em se relacionar por não saberem lidar com essas emoções”, afirma Caldato, associado da ABP.

A impulsividade, aliás, afeta diversas áreas da vida. “Eles passam a gastar muito dinheiro, usam drogas ou álcool ou desenvolvem compulsão alimentar como uma forma de aliviar o sofrimento”, exemplifica.

Em casos mais graves, a integridade física é colocada em risco. Pode-se chegar ao ponto automutilação e até suicídio.

Quais são as causas?

O fator genético é o principal motivo. “Quem tem parentes de primeiro grau com o distúrbio é cinco vezes mais propenso a desenvolvê-lo”, informa Caldato.

Entretanto, o contexto em que esse indivíduo vive também faz a diferença. A falta de suporte social pode desencadear o transtorno de personalidade borderline.

“É comum que a depressão ou ansiedade estejam associadas. Cerca de 10% dos pacientes que procuram o consultório por essas razões são diagnosticados com o borderline”, acrescenta o psiquiatra.

Veja também

Quais as pessoas mais afetadas?

O problema atinge mais as mulheres e a população jovem.

Como é o diagnóstico e o tratamento?

O quadro sempre deve ser fechado pelo psiquiatra. “A suspeita mais comum do transtorno de personalidade borderline é a presença de compulsão alimentar, depressão ou ansiedade”, explica Caldato.

Já no tratamento, o acompanhamento de um psicólogo é primordial. “Por meio da psicoterapia, cria-se maturidade emocional. Trabalhamos para que o paciente consiga lidar com os sentimentos e as frustrações”, aponta o especialista.

Aliado a isso, remédios entram frequentemente em cena. O médico os prescreve para controlar a raiva e a agressividade, além de conter doenças associadas – como a já mencionada depressão.

O que fazer durante uma crise?

Nesse momento, a raiva e a impulsividade se sobressaem. Aí, é necessário ter apoio dos amigos e familiares.

Eles precisam acolher, ser compreensivos e incentivar a procura de ajuda profissional quanto antes. Dessa maneira, o paciente aprenderá a lidar com as crises e evitar que novas aconteçam.

“Numa emergência, a pessoa se sente desamparada. Ao conversar sobre o que está sentindo, a ansiedade é controlada”, afirma o psiquiatra.

A diferença entre o borderline e o transtorno bipolar

Não, essas doenças não são a mesma coisa. “A bipolaridade não é um transtorno de personalidade, e sim de humor”, esclarece o Caldato.

O paciente bipolar passa por episódios de 20 a 30 dias em depressão significativa. Após um tempo, ele melhora e tem um período de euforia. Esses comportamentos vão se intercalando, podendo cada um durar meses.

Já no caso do sujeito borderline, a oscilação de personalidade às vezes ocorre várias vezes durante o mesmo dia.

 

TEXTO RETIRADO DO SITE: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/transtorno-de-personalidade-borderline-o-que-e-e-como-controlar/

Apenas Timidez? Ou Fobia Social? – Ter conhecimento para entender

Apenas Timidez? Ou Fobia Social? – Ter conhecimento para entender

A Timidez deriva do medo da exposição perante as outras pessoas e de falar em público. Este medo pode variar de intensidade, originando pessoas simplesmente mais reservadas, ou no outro extremo, originando pessoas que chegam ao estado fóbico – Fobia Social.

A Fobia Social caracteriza-se por um medo acentuado e persistente de situações sociais ou de desempenho (avaliação). Exemplos: manter uma conversa, encontrar pessoas que não são familiares, ser observado a comer ou a beber e situações de desempenho diante de outros, tal como apresentar um trabalho. O confronto ou a antecipação de uma dessas situações provoca uma resposta imediata de ansiedade. Esta resposta pode assumir a forma de um Ataque de Pânico, existindo um reconhecimento pela pessoa de que o seu medo é excessivo ou irracional. Nas situações sociais ou de desempenho temidas, as pessoas com fobia social têm preocupações relativas ao seu embaraço e temem que os outros as avaliem de forma negativa, bem como medo em demonstrar sintomas de ansiedade. Existe uma grande tendência da pessoa evitar os sintomas que lhe causam sofrimento e assim, evitar essas situações, criando um condicionamento na rotina diária, no funcionamento ocupacional ou na sua vida social. Os casos de fobia social podem originar o aparecimento de estados depressivos ainda mais limitantes, tal como a depressão, afastando a pessoa do contacto social.

Assim, podemos dizer que o “Núcleo” da Ansiedade Social é o medo de ser incompetente, de falhar ou de se comportar de forma ridícula (Insegurança acerca das suas capacidades) e o desejo intenso de transmitir aos outros uma impressão favorável de si mesmo, havendo uma grande preocupação de uma possível avaliação negativa.

Desta forma, quando sofremos de ansiedade social, as situações sociais tornam-se ameaçadoras, originando uma hipersensibilidade à possibilidade de sermos avaliados, e assim é desenvolvida uma hipervigilância cognitiva à rejeição, que se traduz numa alteração no processamento de informação, mais especificamente, enviesamento nos processos de atenção, avaliação e interpretações das situações sociais. A interpretação das situações sociais como ameaçadoras está relacionada com uma vivência de vulnerabilidade à avaliação pelos outros, que por sua vez resulta da existência de auto-esquemas de ineficácia e incompetência para lidar com situações sociais. A existência de regras rígidas acerca do comportamento social e o engrandecimento das consequências do fracasso são aspectos que também se encontram presentes.

O medo de não causar uma impressão positiva ou de ser avaliado negativamente pelos outros em situações sociais é um dos aspectos centrais. Uma hipersensibilidade às críticas (ou possíveis críticas) dos outros contribui para que nos sintamos permanentemente observados e avaliados. Assim, está presente uma vigilância e avaliação sobre nós próprios e sobre os nossos comportamentos e acções, como também uma comparação com os outros, na tentativa de nos protegermos dessas avaliações negativas.

Quando somos confrontados com uma possível situação desencadeadora de ansiedade, desenvolvemos uma série de expectativas negativas acerca das possibilidades de ficarmos ansiosos, e da percepção dessa ansiedade pelos outros, que nos leva a avaliar a situação como ameaçadora e a conduzir até a uma atenção auto-focada.

A atenção auto-focada faz-nos aumentar a consciência de nós próprios, ampliando a percepção de ansiedade e desconforto (intensificando os sintomas somáticos e cognitivos), fazendo assim diminuir a atenção disponível para os estímulos exteriores relacionados com a situação. Para além disso, cria um efeito de interferência no processamento dos estímulos: interpretamos sinais de forma enviesada, como também construímos uma imagem de nós mesmos que assume automaticamente ser a impressão que os outros têm de nós. Esta imagem é construída a partir de uma perspectiva de observador, como se nos observássemos de um ponto de vista exterior a nós.

Pelo apresentado neste texto, é fácil perceber a importância de enfrentarmos este problema o mais cedo possível. Desse modo, podemos reduzir o desgaste emocional associado à ansiedade social e prevenir os outros problemas que dela derivam. Uma abordagem terapêutica adequada permitir-nos-à ter uma vida mais tranquila e satisfatória, e isso passará naturalmente por nos confrontarmos com as situações, e pensar, sentir e agir nesses momentos, de forma diferente da habitual, para quebrar o nosso ciclo vicioso de ansiedade social.

Por decisão pessoal, a autora do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.

Fontes:

– American Psychiatric Association (APA) (2013). DSM – V: Diagnostic and Satistical Manual of Mental Disorders (5th ed.). Washington: New School Library.

– Gouveia, J. P. (2000) Ansiedade Social: da timidez à fobia social. Coimbra: Quarteto Editora.

 

TEXTO RETIRADO DO SITE: http://www.psicologia.pt/artigos/ver_carreira.php?apenas-timidez-ou-fobia-social-ter-conhecimento-para-entender&id=308

Residência Médica aos 34 anos

Pergunta : Jorge ( Universidade Federal Fluminense )
Boa noite, Mário. Já sou formado há mais de 5 anos, tenho 33 anos, mas por alguns motivos em minha vida, não cheguei a fazer residência médica ou especialização. Durante a graduação, sempre me interessei por áreas mais cirúrgicas, de estar fazendo procedimentos. Nunca me interessei muito por ficar apenas realizando consultas ambulatoriais e, todo esse tempo trabalhando apenas com isso, me fez desgostar mais ainda. Estou em dúvida em algumas áreas pra me dedicar pra residência no próximo ano. Fico pensando em Oftalmologia, Anestesiologia e algumas áreas cirúrgicas, a própria Cirurgia Cardiovascular ou a Neurocirurgia. Tenho muito receio em relação ao tempo de formação e da questão financeira. Pode me dar uma luz em relação a isso? Agradeço desde já!

Resposta :

Em algumas situações, dar um passo atrás para buscar a satisfação pessoal e profissional vale muito a pena.
Conforme a especialidade escolhida, vc terá um tempo de atividade profissional maior ou menor.
Por exemplo, se escolher uma especialidade clínica, poderá estar clinicando bem depois dos 70 anos de idade.
Se optar por uma especialidade cirúrgica, além de levar mais tempo na formação e na solidificação dentro do mercado de trabalho, dificilmente estará operando a todo vapor depois dos 70 anos . Além disso muitos clientes não gostariam de serem operados por um cirurgião de mais idade.
Uma das maneiras de encurtar o tempo de formação profissional seria optar por uma especialidade de acesso direto.
E querendo ter algum tipo de procedimento cirúrgico durante o exercício profissional, talvez pudesse pensar em oftalmologia, gineco-obstetrícia, dermatologia e mesmo otorrino. Essas são especialidades de acesso direto, que incluem cirurgias, porém depois de uma certa idade poderia continuar fazendo apenas a parte clínica da especialidade.

A formação profissional é fundamental para o sucesso,. Assim acho que vc deveria( independente da idade ) ir por esse caminho. Se preparar ( estudando muito ) para passar na prova de residência (oftalmo que é uma ótima e promissora especialidade poderia ser uma boa opção ) e mesmo que durante a residência tenha que baixar seu nível de vida e gastar um pouco das suas economias.
O tempo que passou exercendo uma medicina bem prática não foi tempo perdido; vai te dar uma visão geral melhor da medicina e até mesmo te ajudar no dia a dia da futura especialidade.
É claro que o inicio na oftalmo (se for essa a escolha)_não vai ser tão simples ( como em qualquer especialidade ), vai começar trabalhando em clínicas de outros oftalmologistas até poder montar uma clínica básica de oftalmo ( talvez comprando alguns aparelhos usados em bom estado- o que não é difícil ) e aos poucos incrementando sua própria clínica.
Terminando sua formação com cerca de 37 anos ainda terá uma vida útil profissional bem longa, de pelo menos mais 30 a 40 anos.
Conclusão : Vale a pena começar do zero novamente e a oftalmologia será um bom caminho

E os cursos de Pós Graduação seriam boa opção pra vc ?

A formação básica do médico é extremamente importante e como a maioria das faculdades de Medicina é muito teórica, ao final do curso o profissional, agora já formado, precisa de um treinamento mais prático e a residência médica é o melhor caminho.
Por mais que existam bons cursos de pós graduação em diversas áreas da medicina, a residência ainda é , com toda certeza, o melhor caminho para esse aprimoramento do profissional.
A residência médica é fundamental na formação do profissional.
Acho que os cursos de pós graduação deveriam ser pensados somente quando não se consegue de nenhuma maneira entrar para uma residência.
Quando se termina a residência, o médico pode registrar seu diploma de residente no Conselho Regional de Medicina e se intitular especialista naquela área. Os cursos de pós graduação não dão esse direito. Os cursos de pós( se forem reconhecidos pelo MEC) apenas permitem que ao final deles vc preste o concurso para conseguir o título fornecido pela sociedade da especialidade em conjunto com a AMB.
Outra desvantagem dos cursos de pós é que vc não receberá a bolsa que os residentes recebem ( faixa de R$ 3.000,00) e ainda vai ter que pagar uma mensalidade para fazer a pós.
Mesmo com a carga horária puxada da residência você sempre poderá ganhar algum dinheiro dando de 12 a 24 horas de plantão semanal fora da residência .
Concluindo : a primeira opção sempre deve ser a residência. Seus clientes precisarão de um médico competente e você poderá ter uma carreira mais brilhante se tiver uma excelente formação na especialidade.

Sucesso

Mário Novais

Escolha Precoce da Especialidade Médica

Pergunta : Luis ( Universidade Federal de Pelotas )
Olá! Ingressei no curso de medicina após ter realizado outra graduação e, por isso, aos 29 anos. Concluo a faculdade aos 35 e tenho me interessado bastante pela psiquiatria. Gostaria de saber como está o mercado de trabalho e se a remuneração é atrativa. Além disso, em virtude da idade achas que terminar a residência aos 38 anos influencia em algo? Obrigado!

Resposta :
A escolha da especialidade somente deve ser feita quando o estudante estiver no último ano da faculdade. Antes disso, uma escolha precipitada pode atrapalhar seus estudos durante o curso e acabar numa escolha errada ou pode até te direcionar mais para essa escolha e no final da faculdade vc poderá querer troca-la e terá perdido tempo com essa escolha prematura.
Durante o curso médico vc vai ter oportunidade de fazer contato com diferentes tipos de pacientes e diferentes tipos de especialidades e terá condição de fazer uma escolha mais racional.
A escolha da especialidade adequada, casando características da especialidade com características pessoais suas, deve ser uma decisão muito importante; afinal vc vai trabalhar nessa especialidade por pelo menos 40 anos de vida.
Além disso, uma grande parte dos estudantes de medicina pensam em fazer neurocirurgia, talvez porque achem que é a especialidade mais importante e de maior status e quando começam a frequentar o centro cirúrgico nos rotatórios da faculdade, se desencantam com a cirurgia.
Assim, não tem porque fazer essa escolha agora.
Independente da especialidade que for escolher no futuro, vc pode ir engrossando seu currículo com monitorias e cursos extra curriculares.
Também pode preparar alguns trabalhos simples para serem apresentados em semanas científicas ou congressos, tipo “perfil nosológico de um ambulatório” ou descrição de casos interessantes que vc tenha visto nas enfermarias.
O teste vocacional de nosso site pode dar uma ideia de quais especialidades combinam com características próprias suas.

De qualquer modo, no site vc encontra n seção carreira médica vc encontrará várias observações a respeito da psiquiatria.

Complementando : muitos médicos se formam mais tarde do que vc se formará e  formando com 35 anos, terá ainda pelo menos mais 30 anos de atividade laboral. Seu grau de maturidade pessoal vai te ajudar no exercício da Medicina

Sucesso

Mário Novais

Otorrino ou Gastroenterologia

Pergunta : Thais (Universidade de Gurupi )
Olá, quero parabenizar o site, é incrível. Estou em dúvida entre Otorrino e Gastro quanto a qualidade de vida, renumeração, e além do início da carreira (convênio, montar consultório em cidade de diferentes portes – pequeno,médio e grande). Obrigada.

Resposta :

São duas especialidades bem diferentes e com caminhos na carreira bem distintos. Otorrino é uma especialidade cirúrgica com pré-requisito de residência em cirurgia geral e Gastro uma especialidade clínica com pré-requisito de residência em clínica médica.

O cotidiano das duas especialidades também é bem diferente e vc precisa ver com que tipo de paciente e tipos de patologias vai se identificar mais.

Otorrinolaringologia :

A otorrino é uma das melhores especialidades.

Otorrinolaringologia é uma especialidade médica originalmente predisposta ao estudo das doenças do ouvido do nariz e da garganta.
A importância dessas três áreas e suas interligações com as mais diversas regiões da cabeça e do pescoço vêm determinando que a abrangência de atuação desse profissional seja cada vez maior.
Isso significa também o envolvimento com os distúrbios respiratórios do sono, roncos e apneias, com  a prevenção de alterações crânio maxilo-faciais, com o manejo das fraturas faciais, com os tumores da base do crânio junto com a neurocirurgia, com  os distúrbios da deglutição, das glândulas salivares e estética facial.
Do ponto de vista prático, trata-se de uma profissão muito dinâmica com atuação clinica e cirúrgica pra doenças muito prevalentes e com elevado impacto na qualidade de vida dos indivíduos nas diferentes populações.
Esse impacto é facilmente compreendido na medida que estamos falando de áreas cujas patologias comprometem funções que nos diferenciam como seres humanos:

  • a comunicação: tanto pela aquisição e desenvolvimento da linguagem através da audição;
  • a incapacidade de verbalizar tal linguagem através da voz ;
  • e ainda pelo olfato e respiração apropriados.

Vejamos de forma sucinta as regiões de interesse à otorrinolaringologia :
Em um corte sagital da cabeça e do pescoço é possível visualizar o perfil da face, as fossas nasais e seios paranasais com seus limites com o sistema nervoso central,
a boca, língua e dentes. Também a rinofaringe, orofaringe, hipofaringe, com alguns componentes linfáticos do anel de waldeyer e a laringe e os seios piriformes.
No outro modelo, somente o aparelho auditivo, incluindo seus seguimentos externo, médio e interno além da comunicação com a rinofaringe através da tuba auditiva até o forus tubário.
Sempre permeado pela função de promover melhor qualidade de vida aos pacientes, o estudo do ouvido, nariz e garganta, é um desafio e uma fonte ininterrupta de pesquisa e aprendizado para as quais esperamos ter despertado a sua atenção com o vídeo.

Apesar dos procedimentos cirúrgicos serem mal remunerados pelos convênios (exceção feita às cirurgias de ouvido interno), é grande a relação de possíveis procedimentos diagnósticos ou terapêuticos na otorrino, o que pode agregar bastante valor ao preço das consultas.
A área de atuação da otorrino abrange cerca de 20 procedimentos diagnósticos e mais de 60 procedimentos cirúrgicos (ver tabela AMB).
É importante para qualquer especialista o encaminhamento feito por outros colegas, mas uma grande parte da clientela do otorrino vem diretamente em função do boca-a-boca de um cliente para outro.
O envelhecimento da população facilita consideravelmente a incidência de deficiências auditivas (o Brasil tem cerca de 4 milhões de deficientes auditivos). Mais de 60 % da população apresenta desvio de septo nasal. É muito grande a frequência de rinites alérgicas. Consequentemente esses fatos permitem um aumento rápido da clientela do otorrino
Além disso, a qualidade de vida desse profissional é boa porque a maior parte das cirurgias é eletiva.
A qualidade de vida nessas duas especialidades é boa  e a remuneração de ambas também é muito boa.
É difícil comparar a remuneração das duas pois existem vários fatores que interferem, como tempo de formado, formação médica, círculo de relacionamentos do profissional, cidade onde se está praticando, resultados dos tratamentos, concorrência local e acima de tudo do marketing que utilizar para alavancar a especialidade.
Procedimentos da especialidade ( otorrino ) :

Gastro é uma boa especialidade porque além de permitir boa qualidade de vida, é bastante rentável pela grande incidência de exames complementares como endoscopias altas e baixas, CPRE, gastrostomias endoscópicas e grande frequência na população de patologias dessa especialidade, como gastrites, úlceras, esofagites, diarréias, colites…
A Gastro permite aos seus especialistas boa qualidade de vida, bom tempo livre e ótima remuneração
Na gastro, mesmo atendendo somente convênios, se o profissional fizer 5 consultas ( juntamente com seus procedimentos) por dia e atender 5 dias da semana, terá um faturamento mensal de cerca de R$ 20.000,00

Na gastro, além de ter uma clientela em expansão com o aumento da idade da população, existem vários exames que aumentam muito o ticket-médio de cada paciente que for ao seu consultório.

A facilidade de conseguir trabalhar em uma clínica já estabelecida fazendo endoscopias altas ou colonoscopias é muito grande.

A Gastro é uma boa especialidade, porque além de permitir boa qualidade de vida, é bastante rentável pela grande incidência de exames complementares, como endoscopias altas e baixas e grande freqüência na população de patologias dessa especialidade, como gastrites, úlceras, esofagites, diarréias, colites…

Enquanto uma consulta pelo convênio paga somente cerca de R$ 80,00, uma endoscopia digestiva alta paga cerca de R$ 380,00 e se considerar que a maioria dos pacientes que procura um consultório de gastro vai precisar fazer uma endoscopia digestiva alta, vc já pode ter uma idéia de quanto isso aumenta o faturamento do especialista.

Evidente que vc, optando pela residência de gastro, vai ter que aprender a fazer esses procedimentos  e depois vai precisar adquirir a aparelhagem necessária para isso. Um aparelho de endoscopia digestiva alta novo custa em média de R$ 70.000,00 a R$ 100.000,00, conforme o modelo e marca, mas vc pode começar comprando um aparelho recondicionado na faixa de R$ 30.000,00.

Concluindo : as duas são ótimas especialidades com características bem diferentes. Na gastro a sua inserção no mercado de trabalho, do ponto de vista clientela própria, será mais rápida do que na otorrino.

Do ponto de vista remuneração, a médio e longo prazo, as duas estarão equiparadas.

Sucesso

Mário Novais

Dieta Mediterrânea na Gravidez X Desenvolvimento Infantil Saudável

Dieta Mediterrânea na Gravidez X Desenvolvimento Infantil Saudável

Mulheres grávidas que seguem uma dieta mediterrânea têm menor risco de ter filhos com padrão de crescimento acelerado (alto peso ao nascer e ganho de peso acelerado na infância), o que poderia levar a um maior risco de obesidade mais tarde, de acordo com estudo publicado no Journal of Pediatrics.

A dieta mediterrânea é caracterizada por alto teor de frutas, legumes, azeite e nozes. Este padrão de dieta saudável tem sido associado a menores taxa de obesidade e riscos cardiometabólicos em adultos, mas em poucos estudos o foco eram as crianças.

O estudo em questão foi realizado na Espanha, com dados de mais de 2700 mulheres grávidas de Astúrias, Guipúzcoa, Sabadell e Valência, que fazem parte da coorte INMA-Infância e Meio Ambiente. As mulheres preencheram um questionário sobre a ingestão alimentar nos primeiro e terceiro semestres de gravidez. Além disso, a dieta, peso e altura de seus filhos foram acompanhados desde o nascimento até os 4 anos de idade. Outros exames, como análise sanguínea e pressão arterial, também foram realizados aos 4 anos de idade.

Silvia Fernández, RD, PhD, do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), assinala que “as mães com menor adesão à dieta mediterrânea eram mais jovens, consumiam mais calorias, tinham maior probabilidade de fumar e menor escolaridade em comparação com mulheres que seguiram a dieta”.

“Os embasam a hipótese de que uma dieta saudável durante a gravidez pode ter um efeito benéfico para o desenvolvimento infantil”, conclui o coordenador do estudo, Dora Romaguera, PhD, ISGlobal. Em relação aos mecanismos subjacentes a essa associação, o pesquisador menciona “possíveis modificações epigenéticas que regulam o cardiometabolismo fetal, ou padrões alimentares compartilhados entre mães e filhos, embora isso mereça uma investigação mais aprofundada”.

O estudo não encontrou uma correlação entre a dieta mediterrânea na gravidez e uma redução no risco cardiometabólico na primeira infância, mas os efeitos sobre o risco cardiometabólico se mostram na infância mais tardia, explica o Dr. Fernández.

Fonte:

Barcelona Institute for Global Health

Transtornos mentais podem alterar comportamento sexual

Transtornos mentais podem alterar comportamento sexual

Vivemos em um mundo em que o sexo é bastante enfatizado, e a prática da sexualidade para alguns indivíduos é tão vital para a saúde quanto comer, dormir e fazer exercícios.

Alguns componentes envolvidos na sexualidade normal também estão implicados na causa e tratamento dos transtornos mentais, o que torna os indivíduos em acompanhamento psiquiátrico mais propensos a terem dificuldades ou alterações no comportamento sexual.

Até 80% dos pacientes com transtornos mentais têm dificuldades sexuais em consequência da própria doença ou dos medicamentos utilizados para tratá-las, o que pode levar a problemas no relacionamento com o parceiro e uso de substâncias sem prescrição médica. Estas consequências podem provocar um desfecho ainda mais arriscado, que é o abandono do tratamento psiquiátrico.

Sintomas como redução da auto-estima, dificuldades de relacionamento, redução do interesse, cansaço, entre outros, costumam estar presentes em diversos transtornos mentais e podem causar redução da frequência e da qualidade das relações sexuais. Os antidepressivos, antipsicóticos e ansiolíticos utilizados no tratamento estão associados a aumento de risco de sonolência, diminuição do desejo sexual, disfunção erétil e redução do orgasmo.

Entretanto, a interrupção do tratamento medicamentoso sem orientação médica, na maioria dos casos, pode levar a piora dos sintomas, prejuízo social, redução do rendimento e da qualidade de vida.A entrevista focada no contexto sócio-sexual e a avaliação médica, portanto, são essenciais para esclarecer a importância da sexualidade na vida do indivíduo e as mudanças que ocorreram após o seu adoecimento.

O acompanhamento médico e psicológico permitem ampliar o entendimento da sexualidade e identificar outras formas de satisfação sexual, analisando as necessidades de cada indivíduo sem prejudicar o tratamento de base. A avaliação ginecológica/urológica, junto ao atendimento em saúde mental, é importante para excluir causas clínicas passíveis de intervenções específicas. Em alguns casos pode ser considerado o ajuste dos remédios que o paciente está usando ou a introdução de novas medicações que ajudem a atenuar os sintomas.

A saúde sexual envolve não somente a ausência de doença, mas também a capacidade de se envolver em relações sexuais consensuais, seguras, respeitosas e prazerosas. Tocar no assunto é o primeiro passo para o alívio do desconforto. Quebrar a barreira da vergonha e discutir o tema com os profissionais envolvidos no tratamento permitem a individualização da terapêutica e a melhora da qualidade de vida.

 

TEXTO RETIRADO DO SITE: https://www.holiste.com.br/transtornos-mentais-comportamento-sexual/

Geriatria ou Cirurgia Geral

Pergunta : Karina (Centro Universitário do Norte/Nordeste )
Geriatria ou Cirurgia Geral  ?

Resposta :

Na escolha da especialidade deve-se levar em consideração basicamente 3 aspectos :

1.    Qual a qualidade de vida que essa especialidade me permitirá. Está de acordo com meus anseios ?

2.    Qual a remuneração que ela me permitirá. Está de acordo com minhas ambições financeiras ?

3.    Como vai ser meu cotidiano nessa especialidade. Vai se sentir confortável com os tipos de patologias ?

Baseado em vários critérios e acima de tudo nos aspectos citados, as seis melhores especialidades do momento são :

(em ordem alfabética ) :

Dermatologia/Endocrinologia/Oftalmologia/Otorrinolaringologia/Ortopedia

Radiologia

A geriatria ainda é considerada uma especialidade ruim, principalmente porque a população não sabe exatamente qual o papel do geriatra e a importância dele dentro de um contexto de aumento da expectativa de vida da população.
As pessoas estao ficando mais velhas, mas tb querem envelhecer com qualidade de vida e assim que descobrirem que o geriatra pode influenciar nisso, estarão procurando mais os geriatras.
Por outro lado, os clínicos e outros especialistas, além de não saberem exatamente qual a função do geriatra, tb não encaminham com receio de perder o cliente…
Muitos idosos não tem plano de saúde porque é muito caro para essa faixa etária , o que abre uma possibilidade grande para se conseguir uma clientela particular , o que é difícil  na maioria das especialidades. Esse é o ponto mais positivo da especialidade.
Pontos negativos são o fato de não haver procedimentos que agreguem valor na consulta e o fato de ser uma especialidade relativamente triste, já que lida com pessoas muitas vezes na última década de vida.
Considerando apenas uma clientela particular, um geriatra que atenda somente 5 pacientes por dia e trabalhe 20 dias no mês pode receber honorários entre R$ 20.000,00 e 30.000,00 mensalmente, com uma relativamente boa qualidade de vida.

No entanto, aos poucos a Geriatria está ficando mais conhecida e já existe um crescente no que diz respeito =às Casas de Repouso ou Lar de Idosos;; com consequente melhora do mercado de trabalho para o Geriatra.

Cirurgia Geral :

Vantagens

·       Menor tempo de formação

·       Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração

·       Alta remuneração a curto prazo

·       Alto número de vagas para acesso a especialidade

·       Maior diversidade de patologias

·       Área valorizada por grande parcela da população

Desvantagens

·       Maior necessidade de obtenção de convênios

·       Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc

·       Menor fidelidade do paciente no consultório – patologias agudas, retornos apenas após longos períodos, etc

·       Outras especialidades tratam este tipo de patologia/população

·       Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc

·       Pouco reconhecimento perante outras especialidades

·       Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades

·       Necessidade de estar associado a algum serviço

·       Necessidade de realizar plantões por períodos mais longos

Sucesso

Mário Novais

 

 

Empreendedorismo na Medicina II

Empreendedorismo na Medicina II

O campo do empreendedorismo se estende muito mais que simplesmente abrir uma empresa, clínica ou hospital. Ela é a força geradora de novas ideias, inovações, superar obstáculos e desafios. Também a sensibilidade em captar e entender as necessidades e a resiliência na execução.

Os médicos já estão treinados para identificar padrões, captar as informações através da anamnese e história clínica, levantar diagnósticos possível, buscar mecanismos para confirmá-la e pensar no melhor tratamento para o paciente. Além disso, os médicos foram treinados para trabalhar sob grande pressão e com incerteza, mas sempre persistindo para oferecer o melhor para o paciente.

Por fim, os médicos também conseguem entender e absorver uma informação rapidamente, transpondo-a em uma situação clínica e pensar como ela pode impactar o paciente.

Estas características de pesquisa e investigação clínica, capacidade de trabalhar sob pressão e a facilidade para adquirir novos conhecimentos, proporcionam ao médico uma ótima característica para se tornar um empreendedor.

Você não precisa necessariamente desistir da sua vida clínica e do atendimento para aprender e se tornar um empreendedor. Pode-se, por exemplo, aplicando o conhecimento altamente especializado e na identificação do problema em uma área, transformá-la em uma startup. Também podemos usar o conhecimento de empreendedorismo e negócios para tornar o processo de atendimento mais humanizado, transparente e eficiente, reduzindo o stress e a desinformação tanto para o paciente quando para o médico. Por fim, podemos usar o empreendedorismo para projetos sociais, para torná-lo sustentável e escalonável, impactando mais pessoas.

Infelizmente muitas pessoas pensam que a associação entre “negócios” e “medicina” é algo prejudicial para a saúde. De fato, nos deparamos no Brasil com situações como corrupção, nepotismo e estelionato que torna o termo “negócios” visto de olhos tortos por muitas pessoas. Mas ao mesmo tempo, a compreensão do processo de operação, sistemas, tecnologia e finanças é de valor fundamental tanto para a esfera pública quando privada. Podemos extrair informações valiosas para o médico, paciente, funcionários e associados do sistemas de saúde e tornar a qualidade de vida melhor para todos.

Fonte:

SaúdeBusiness

Ortopedia : Remuneração

Pergunta: João Pedro (Universidade Estácio de Sá – RJ)
Boa tarde! Gostaria de parabenizar o senhor pelo excelente site. Minha pergunta é sobre remuneração. Gostaria de saber qual é a especialidade médica que melhor tem retorno financeiro. Penso em ortopedia pois acompanho com um Tio mas nunca entrei nesse assunto com ele, gostaria de saber se a ortopedia está entre as 5 áreas que mais ganham, pois já olhei em alguns sites e vi essa informação . Muito obrigado!

Resposta :

A remuneração das diferentes especialidades depende de vários fatores, tipo tempo de formado, formação especializada, cidade onde se está, concorrência local, círculo de relacionamento do profissional e acima de tudo do marketing que utilizar para alavancar a carreira.

De um modo geral, especialidades que contemplem procedimentos e/ou cirurgias proporcionam melhor remuneração.

Considerando a remuneração, mas também se levando em conta a qualidade de vida, as top seis especialidades são : (ordem alfabética):

Dermatologia, Endocrinologia, Oftalmologia, Ortopedia, Otorrino, Radiologia

Portanto se vc se identifica com a ortopedia e ainda por cima tem algum parente na área, vc estará fazendo uma boa escolha e terá uma ótima remuneração a médio e longo prazo.

Lembre que na escolha precisa considerar 3 fatores básicos: remuneração, qualidade de vida e dia a dia na especialidade.

Sucesso

Mário Novais