março 2018 – Widoctor

Archive março 2018

Connectom: Tecnologia e Inovação em Neurociência

Connectom: Tecnologia e Inovação em Neurociência

Em uma das edições de aniversário da revista EXAME, que comemora seus 50 anos com uma série de reportagens sobre tecnologia e inovação em diversas esferas do conhecimento, a matéria “Cérebro, A Fronteira Final” traz como recorte temático o novo fôlego das pesquisas na área da neurociência. Com a finalidade de explicitar os impactos que esse tipo de pesquisa tem sobre a sociedade atual, o tema aborda a perspectiva de que compreender o funcionamento do cérebro será a chave para tratar doenças e criar hábitos saudáveis.
Apesar da importância do cérebro para o desenvolvimento das atividades humanas como conhecemos hoje, é espantoso o quão pouco se conhece sobre os mecanismos de ação desse órgão. Para tentar se obter um esclarecimento maior sobre seu funcionamento, em dezembro de 2016 foi instalado, no Instituto Max Planck para a Cognição Humana e Ciências do Cérebro, na cidade alemã de Leipzig, o poderoso aparelho de ressonância magnética chamado de CONNECTOM, produzido sob encomenda pelo conglomerado alemão Siemens. O equipamento é até quatro vezes mais poderoso que um aparelho moderno disponível num hospital, afirma o pesquisador Harald Möller, o que é importante por duas razões: obter imagens mais nítidas da massa encefálica e realizar pesquisas no nível celular em tempo real, ou seja, com o cérebro humano vivo. Esse fato permite que os cientistas consigam acompanhar a evolução das regiões cerebrais ao longo do tempo na tentativa de desvendar os mecanismos da aprendizagem, do raciocínio e das desordens mentais.
Para Nikolaus Weiskopf, um dos diretores do Instituto, a possibilidade de se ter toda essa visibilidade do cérebro é importante porque cada mudança sutil nas microestruturas cerebrais pode causar doenças. “Nós olhamos para a microestrutura ao mesmo tempo em que investigamos as funções cerebrais de determinadas áreas. Se eu encontrar diferenças nas estruturas, preciso saber como isso afeta a função”, diz.
Esse não é um grande potencial apenas para a neurociência, mas também para a psiquiatria. Problemas psiquiátricos estão associados a alguma alteração na estrutura cerebral. Por essa razão, compreender a plasticidade do cérebro através das técnicas de imagem, pode fornecer base para descobrir novos tratamentos para alcoolismo, desordens alimentares e estresse pós traumático, por exemplo. Além disso, os pesquisadores esperam que seja possível treinar o cérebro para driblar áreas lesionadas após um AVC ou atacar doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.
Por todos esses motivos, o Connectom apresenta para a sociedade científica uma nova possibilidade de compreensão eficiente do funcionamento do cérebro. A partir daí, transferir os conhecimentos adquiridos pelas pesquisas realizadas através do equipamento para tratar doenças, promover mudança de hábito e bem estar é apenas uma questão de tempo.
Fonte: Revista EXAME

Vantagens e Desvantagens da Pediatria

Vantagens e Desvantagens da Pediatria

Pediatria

Vantagens:
– Especialidade de acesso direto de duração de 3 anos;
– Especialidade caracterizada como “feliz” pelos pacientes os quais atende;
– Alta demanda para pouca mão de obra;
– Maior fidelidade dos pacientes;
– Alto número de vagas para residência;
– Pouca concorrência com outras especialidades para tratar das patologias;
– Maior remuneração por plantão do que outras especialidades.
Desvantagens:
– Baixa qualidade de vida pela grande quantidade de emergências;
– Dependência de plantões muitas vezes ao longo de toda a vida profissional;
– Poucos procedimentos que agreguem valor à consulta;
– Diminuição geral da natalidade mundial deve fazer com que a clientela diminua;
– Remuneração à longo prazo;
– Dificuldade de conseguir convênios;
– Sucesso terapêutico depende mais dos parentes do que dos pacientes.

Osteoartrose: pontos importantes para revisão

Osteoartrose: pontos importantes para revisão

Osteoatrose é a doença mais comum que acomete as articulações do organismo humano. Pode ser de origem primária ou secundária. Como fatores de mais incidência da doença, temos: sexo feminino; idade avançada; obesidade; profissão; prática de exercícios que lesionem articulações; traumas; genética e doenças ósseas ou musculares.
Degeneração da Cartilagem
+
Remodelação Óssea                   = OSTEOARTROSE
+
Inflamação Articular
Sabe-se que a cartilagem é idolor. Seu envelhecimento, entretanto, causa doença. A dor, então, surge dos ligamentos, dos músculos próximos, dos ossos, das periarticulações e da sinóvia.
Além disso, a cartilagem é avascular possuindo baixo metabolismo e nutrição por difusão.
Condrócitos: células do tecido cartilaginoso produtoras de colágeno II, proteoglicanos (dentre os quais ácido hialurônico) e metaloproteinases. Desse modo, de acordo com o balanço de produção de substâncias anabólicas e catabólicas temos maior síntese ou remodelação dos ossos (note que, nos idosos, há ineficiência de síntese de moléculas anabólicas – aumentando o risco de osteoartrose).
Anabolismo: Colágeno II, proteoglicanos entre outras substâncias.
X
Catabolismo: Metaloproteinases, IL-1, TNF-a, Óxido Nítrico, IL-6, IL-8 e PGE2.
O estresse mecânico que ocorre nas articulações libera óxido nítrico pelos sinoviócitos, que desencadeia apoptose dos condrócitos e degeneração da matriz óssea.
OBS: “Joint Faillure” – envelhecimento precoce da articulação.
Óxido Nítrico
+                                 = OSTEOARTROSE
Metaloproteinases
IL-1, TNF-a…
* A chamada Condromalácia acontece quando há envelhecimento da cartilagem associado à esclerose subcondral e surgimento de osteófitos, propiciando deformação da estrutura óssea e possível limitação de movimentos.
Como sinais da doença, destacam-se:
Crepitação palpável ou audível, espasmos e atrofia muscular, desalinhamento articular e sinovite discreta.
Como sintomas da doença, destacam-se:

  1. Gerais: Dor, enrijecimento pós-repouso, parestesias ou disestesias;
  2. Mãos: Nódulos de Heberden (interfalangeanas distais), nódulos de Bouchard (interfalangeanas proximais), rizartrose;
  3. Joelhos: Condromalácia de patela, desalinhamento articular, dor;
  4. Coluna Cervical: Nucalgia, cefaleia, disfagia;
  5. Coluna Torácica – raro e pouco sintomático;
  6. Coluna Lombar: Lombalgia mecânica, ciatalgia, enrijecimento pós-repouso.

Como locais atípicos para acometimento de articulações, podemos citar as articulações metacarpofalangeanas, os punhos, os cotovelos e a articulação glenoumeral dos ombros (a articulação acromioclavicular é acometida com maior frequência).
Os exames laboratoriais para investigação são: Provas inflamatórias, biomarcadores, biópsia de líquido sinovial.
Os exames radiológicos mostram – como consequência  da doença – esclerose subcondral, osteofitose, pseudo-cistos, desalinhamento articular, diminuição da interlinha articular e anquilose.
Os tratamentos, ainda, incluem uma série de opções:

  1. Tratamentos não-medicamentosos: Gelo e calor; fortalecimento muscular; órteses; redução da carga corporal e de citocinas do tecido adiposo e terapias complementares (acumpuntura etc).
  2. Tratamentos medicamentosos: Paracetamol e Opioides – Tramadol ou codeína – como analgésicos, AINEs (diclofenaco, ibuprofeno e naproxeno – não seletivos podendo geral distúrbios gastrointestinais – e celecoxib – seletivos da COX-2 (atenção para sangramentos)), corticoides intra-articulares, ácido hialurônico, sulfatos de condroitina ou glicosamina, colchicina, hidroxicloroquina, metatrexate ou diacereína.
  3. Tratamento Cirúrgico.

Especialidades e Remuneração

Especialidades e Remuneração

Pergunta : Raquel ( Hospital Cristo Redentor )
Qual a especialidade médica mais rentável na sua opinião, atualmente? Medicina intensiva em Santa Catarina vale a pena financeiramente? Parabéns pelo site! Esplêndido! Fonte riquíssima de informações!
Resposta :
Apesar de muitos médicos reclamarem de suas remunerações, se analisarmos dentro de um contexto geral de País relativamente pobre que é o Brasil, as remunerações dos médicos de qq especialidade é muito maior do que a remuneração média da população.
E dentre as especialidades, aquelas que possibilitam procedimentos, exames complementares e cirurgias, de um modo geral aumentam a remuneração, já que esses procedimentos agregam valor ao valor da consulta.
Por exemplo, o valor médio de um atendimento de convênio em pediatria ou clinica médica é na faixa de R$ 80 a 100,00 ( conforme o plano de saúde ), enquanto uma consulta de oftalmologia ( incluindo os exame complementares que gera ) fica na faixa de R$ 150 a 200,00.
As tabelas de anestesiologia também são boas e como os pacientes pagam diretamente ao anestesista, essa é uma das especialidades bem remuneradas.
Otorrino, oftalmo, ortopedia, dermatologia ( pela parte estética ) também são bem remuneradas.
Porém vários fatores interferem na remuneração dos médicos, tipo tempo de formado, cidade onde se trabalha, rede de relacionamentos, concorrência local, marketing que utilizar…
Medicina intensiva em Santa Catarina pode ser uma boa opção. O estado é ótimo, o povo é bem educado e sério e de acordo com a cidade, a rede hospitalar é boa. Antes de se decidir por uma cidade dessas, deve ir lá e estudar as possibilidades de emprego e o mercado de trabalho local.
Sucesso
Mário  Novais

Câncer colorretal: negligência aos exames

Câncer colorretal: negligência aos exames

O câncer colorretal – responsável pela segunda maior incidência entre as mulheres e terceira entre os homens – por ano, mata mais de 15 mil indivíduos em nosso país. É possível, contudo, mesmo diante desse fato, detectar a neoplasia em seus estágios iniciais, quando a possibilidade de cura chega a 95%.
O que deveria ser feito?
Para verificar a presença ou não de câncer colorretal o paciente deve realizar um exame de rotina o qual avalia a presença de sangue oculto nas fezes. É um exame barato, simples e, infelizmente, negligenciado em muitas situações. Está indicado para todas as pessoas entre 50 e 75 anos e deve ser feito uma vez ao ano.
Se o resultado der negativo, não há necessidade de se preocupar com a patologia. Porém, caso o teste seja positivo, deve ser indicado a colonoscopia, que envolve introduzir uma pequena câmera pelo ânus para analisar as paredes do reto e do intestino grosso. Por meio da transmissão de imagem para um televisor, o especialista consegue visualizar e diagnosticar inflamações, verrugas (pólipos) e até a presença de massas cancerosas.
Um estudo realizado pelo A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo, realizou um estudo com 1 200 pacientes que tinham indicação de realizar o exame de sangue oculto no intuito de verificar maiores detalhes sobre o comportamento das pessoas em relação a esse checkup de rotina. O primeiro dado da pesquisa, contudo, espantou os pesquisadores: 540 participantes (45% do total) simplesmente não retornaram ao hospital sequer para entregar a amostra de fezes que seria analisada no laboratório.
De acordo com o oncologista envolvido na pesquisa, a falta de tempo para voltar ao médico é um dos fatores que mais contribuem para essa baixa adesão. Entre os 660 restantes (55% da amostra) que levaram o potinho com as fezes de volta ao A.C. Camargo, 33 (5%) tiveram um resultado positivo, ou seja, possuíam gotas de sangue coagulado. Como essa informação não é suficiente para fechar o diagnóstico de câncer colorretal, eles foram orientados a realizar o exame de colonoscopia.
Na etapa do exame de imagem, contudo, 10% dos indivíduos não voltaram para fazer o exame e estão sob risco de descobrir a doença numa fase mais avançada e até com metástase, quando a taxa de cura cai para apenas menos de 20%.
Dos 30 pacientes que foram submetidos à segunda etapa, 18 encontraram algum problema na porção final do intestino. Na grande maioria dos casos (90%), eram apenas pólipos, lesões iniciais que são retiradas na hora mesmo e não apresentam grandes ameaças. Somente dois foram diagnosticados de fato com câncer colorretal.
Para reverter a doença, geralmente é preciso recorrer às cirurgias. Em situações mais com elevado nível de risco ao paciente, ainda, são indicados o uso de quimioterapia ou de radioterapia.
Fonte: saude.abril.com.br

Especialidade Cirúrgica

Especialidade Cirúrgica

Pergunta : Marina ( FE Souza Marques )
CIRURGIA GERAL X NEUROCIRURGIA X MEDICINA INTENSIVA
Tenho dúvidas na escolha dessas especialidades. Primeiramente, a área cirúrgica me chamou a atenção por ser uma área muito resolutiva, em que você na maioria das vezes resolve/melhora a condição do paciente com aquele ato.
Gosto muito de cirurgia geral, mas a Neurocirurgia ainda me chama. A neurocirurgia me chama porque neuro me encanta, mas tenho receio de ser pouco delicada para a especialidade. Cirurgia geral me dá receio, porque no meu dia a dia, está me parecendo uma especialidade desvalorizada, com muita oferta, o que acaba diminuindo a remuneração.
Sei que Medicina Intensiva tem como uma das possibilidades o acesso pela cirurgia geral, mas me tenho medo de conforme o tempo for passando, não querer mais a carreira no esquema de plantão.
Considero muito importante uma boa remuneração e uma boa qualidade de vida a longo prazo, sem me preocupar com estresse e desgaste a curto prazo.
Não sei se estou limitada na minha visão das especialidades, o que o senhor acha?
-Resposta :
No seu caso parece que está mais inclinada pela área cirúrgica e tem receio da neurocirurgia por achar que não tem a habilidade necessária para um neurocirurgião.
Realmente a neurocirurgia exige uma habilidade grande principalmente em termos micro, além de que a especialidade permite ao profissional uma vida útil menor do que em outras especialidades e nem sempre uma boa qualidade de vida.
A medicina intensiva vai te proporcionar trabalhos em plantões em UTIs e talvez possa exercer um cargo de chefia numa dessas Unidades de Terapia Intensiva. Também pode partir para empreender criando uma pessoa jurídica própria e assumir a uti de algum hospital como serviço terceirizado ( atividade que dará trabalho administrativo mas poderá ser bastante rentável ).
A cirurgia geral como especialidade não é muito valorizada no Brasil e quem faz residência de cirurgia geral acaba fazendo alguma sub especialidade cirúrgica.
Pelo seu relato, talvez seu melhor caminho fosse fazer a residência de cirurgia geral e depois partir para uma especialidade cirúrgica, tipo urologia, proctologia , cirurgia plástica ou cirurgia gastroenterológica, que te permitirão uma boa qualidade de vida e boa remuneração.
Sucesso
Mário Novais

Jalecos e transmissão de patógenos: Novidades

Jalecos e transmissão de patógenos: Novidades

 
No cotidiano dos médicos brasileiros é comum verificar os profissionais utilizando na maioria do casos jalecos de mangas longas – existindo, inclusive, certo desprezo pelos modelos com as magas curtas. Os jalecos são fonte de contaminação por patógenos, porém, nenhuma evidência mostra que o uso mangas curtas reduz o risco de transmissão de patógenos.
Diante dessa perspectiva, a SHEA (Society for Healthcare of American) elaborou a seguinte hipótese testada em ensaio randomizado: a transmissão de agentes patogênicos ocorre com menor frequência quando os profissionais usam jaleco de manga curta quando comparado ao de manga comprida.
 
O estudo ocorreu com 34 profissionais da saúde, sendo eles submetidos ao VPI com mangas curtas ou longas enquanto realizavam exames em manequim contaminado com determinado vírus. O exame incluiu palpação e percussão do  tórax e abdômen e depois dorso e duraram aproximadamente 2 minutos. Foi divido em duas etapas de exame e, além disso, observações anônimas de grupos de médicos foram também realizadas durante rondas de trabalho.
 
Durante exames simulados, os punhos de manga comprida de jalecos brancos entraram em contato mais vezes com os manequins envolvidos. Contaminação com o marcador de DNA foi detectada significativamente mais frequentemente nas mangas e / ou punhos dos profissionais e em superfícies do ambiente adjacentes ao segundo manequim quando jalecos de manga longa foram usados. Embora as mãos sejam consideradas as principais fontes de transmissão de patógenos, formas de compartilhar os equipamentos portáteis também estão frequentemente direta ou indiretamente em contato com pacientes e podem contribuir para a transmissão de patógenos.
No estudo publicado, foram fornecidas evidências de que os punhos de jalecos brancos de mangas longas podem servir de vetor para a transmissão de patógenos. A transferência do marcador de DNA viral ocorreu significativamente mais frequentemente quando os jalecos de manga longa eram usados em relação aos de manga curta. Além disso, eles entraram em contato  com os pacientes e as superfícies mais frequentemente.
Mesmo frente aos dados colhidos ao longo do estudo, há necessidade de complementação de pesquisas nessa área, sem, contudo, dispensar a importância do suporte o qual tais informações fornecem para recomendação de que os profissionais usem jalecos de mangas curtas.
Fonte: Pebmed

Transmissão oral de Doença de Chagas em área endêmica brasileira

Transmissão oral de Doença de Chagas em área endêmica brasileira

Diante da confirmação de sete casos transmitidos por via oral de doença de Chagas no Amazonas, o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS) reiterou a importância dos cuidados com a higiene dos alimentos na hora da compra, preparação, conservação e consumo. Essa é a principal forma de prevenir contra a Doença de Chagas.
 
A transmissão da doença acontece por meio do contato direto com as fezes do barbeiro infectado ou pela ingestão de alimentos contaminados com as fezes infectadas.
 
Em todos os casos descritos ocorreu transmissão da doença pelo suco de açaí contaminado. Todas eram da mesma família e consumiram o alimento, enquanto outros parentes próximos não tomaram o suco e não apresentaram sintomas.
 
No estado da região Norte brasileira, contudo, há pouquíssimos casos registrados em 2016 – justamente pelos tipos de construções evitam proliferação do barbeiro aqui.
 
Neste contexto, o representante da FVS diz que a transmissão da doença na região acaba sendo mais por meio do consumo de alimentos da floresta, preparados sem a higiene necessária.
 
Diante dessa situação, a Secretaria de Estado de Saúde (SUSAM) reforça o pedido para que a população tome os cuidados necessários na hora de preparar e consumir estes produtos.
 
Valeria, nesse contexto, a educação da população – nesse caso – para evitar o surgimento de novos casos semelhantes a esses no estado brasileiro e em todas as regiões endêmicas da doença do país – papel esse que deveria ser executado também pelos médicos e demais agentes de saúde. Os bons hábitos de higiene no manuseio do alimento e a verificação de sua origem pela população, porfim, são essenciais para profilaxia da transmissão por via oral da doença.
 
Fonte: Band.com

Tremor Essencial e a Escolha da Especialidade

Tremor Essencial e a Escolha da Especialidade

Pergunta : José Augusto ( Universidade de Brasília )
Boa Noite, tenho 21 anos e desde sempre tive Tremor Essencial, gostaria de estudar medicina na Universidade de Brasília, mas não quero trabalhar em consultório, somente clinicando, gostaria de trabalhar como Médico de Emergência, em pronto-socorro ou no SAMU. Acredito que o tremor me limitaria muita nessa área que eu penso em seguir e por esse motivo não conseguiria dar o máximo de mim e ajudar as pessoas com eficiência. Gostaria de uma opinião a respeito do assunto.
Resposta :
Embora o tremor essencial já tenha novas formas de tratamento e a evolução possa ser lenta e mesmo pouco limitante, não acho que valha a pena arriscar optar por alguma especialidade que dependa de habilidades manuais como anestesista ou medicina intensive ou mesmo emergência pois vc vai precisar, em alguns momentos de realizar procedimentos que necessitem uma boa habilidade , assim sugiro que vc opte por uma especialidade clínica.
A anestesio, sem dúvida, deveria ser afastada da sua escolha, mas a medicina intensiva e a emergência ainda poderiam ser possíveis, embora com algumas limitações.
Sugiro que vc analise a possibilidade de alguma especialidade de acesso direto como Radiologia ( uma das melhores especialidades do momento ), infectologia, medicina do trabalho, medicina do tráfego ou psiquiatria.
Caso não tenha interesse em nenhuma dessas, seria melhor optar pela residência em clínica médica e depois escolher alguma sub especialidade clinica ( a endócrino é uma das melhores, por exemplo ) ou mesmo partir para a medicina intensive ou emregência ( conforme estiver seu tratamento para o tremor essencial ).
Sucesso
Mario Novais

Febre amarela no Brasil: apenas em ambientes rurais

Febre amarela no Brasil: apenas em ambientes rurais

Ainda não há registro de caso de febre amarela urbana no país confirmado pelo Ministério da Saúde. O caso de febre amarela em São Bernardo do Campo (SP) está sendo averiguado por agentes da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Foi relatado que o paciente mora na região urbana, e possivelmente trabalha na área rural. Qualquer afirmação antes da conclusão do trabalho é precipitada.  É importante informar que São Bernardo do Campo (SP) é uma das 77 cidades dos três estados do país (São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia) incluídas na campanha de fracionamento da vacina de febre amarela.
Até o presente momento, todos os casos de febre amarela registrados no Brasil desde 1942 são silvestres  de acordo com o Ministério da Saúde, inclusive os atuais. Isso que dizer que a doença foi transmitida por vetores que existem em ambientes de mata (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes). Além disso, o que caracteriza a transmissão silvestre, além da espécie do mosquito envolvida, é que os mosquitos transmitem o vírus e também se infectam a partir de um hospedeiro silvestre, no caso o macaco.
A transmissão urbana de febre amarela no Brasil é baixíssima por uma série de fatores, dentre os quais: todas as investigações dos casos conduzidas até o momento indicam exposição a áreas de matas; em todos os locais onde ocorreram casos humanos, também ocorreram casos em macacos; todas as ações de vigilância entomológica, com capturas de vetores urbanos e silvestres, não encontraram presença do vírus em mosquitos do gênero Aedes; já há um programa nacionalmente estabelecido de controle do Aedes aegypti em função de outras arboviroses (dengue, zika, chikungunya), que consegue manter níveis de infestação abaixo daquilo que os estudos consideram necessário para sustentar uma transmissão urbana de febre amarela. Além disso, há boas coberturas vacinais nas áreas de recomendação de vacina e uma vigilância muito sensível para detectar precocemente a circulação do vírus em novas áreas para adotar a vacinação oportunamente.
Fonte: Cremerj