abril 2018 – Widoctor

Archive abril 2018

Medicina Intensiva

Medicina Intensiva

Pergunta : Igor ( Centro Universitário de Belo Horizonte )
Olá, bom dia!
Primeiramente gostaria de agradecer pelo excelente site! Estou no 9º período de medicina, e em uma grande dúvida. Entre fazer anestesio e clínica médica. Penso num futuro fazer medicina intensiva, gosto muito do clima de CTI, plantões e tal.. gostaria de saber, pensando na medicina intensiva qual a melhor área para se iniciar, clinica ou anestesio?
Desde já agradeço a atenção!
Resposta :
Se o objetivo é a terapia intensiva, existem os dois caminhos; clínica médica e depois medicina intensiva ou anestesio e depois medicina intensiva.
Se tem certeza pela Medicina Intensiva, o caminho mais fácil para se introduzir no mercado de trabalho e começar a ganhar dinheiro será pela anestesio.
Os programas de residência médica em Medicina Intensiva tem duração de 2 anos e tem como pré requisito 2 anos de residência em Clínica Médica, anestesiologia ou cirurgia geral.
Embora a especialidade aparentemente seja estressante, na prática, depois que vc passa a dominar as técnicas básicas como punção de veia profunda, entubação endotraqueal, manuseio de respiradores…a dia-a-dia fica bem mais tranquilo, até mais tranquilo que um plantão em emergência.
É uma especialidade de extremos em relação aos sentimentos, porque em alguns casos a felicidade é total quando se tira um paciente de um quadro grave com recuperação total sem sequelas, mas em outros casos se tem um paciente com morte cerebral e uma situação muito triste no relacionamento com os familiares.
A qualidade de vida pode ser boa se vc não ficar na ansiedade de ganhar muito dinheiro dando vários plantões por semana. Com apenas dois plantões de 24 h por semana, um intensivista vai receber entre R$15.000,00 e R$ 20.000,00 por mês (em algumas cidades pode receber até mais do que isso).
Um chefe de UTI pode receber cerca de R14.000,00 mensais pela chefia e se der mais um plantão de 24 h por semana receberá mais 7.000,00 por mês pelo plantão e ainda poderá receber mais por pacientes que internem na UTI e vc seja designado como médico assistente.
Nesses casos, um chefe de UTI pode ultrapassar os R$ 30.000,00 mensais de rendimentos.
Sucesso
Mário Novais

PCSK9 e Dislipidemia

A pró-proteína – enzima convertase – PCSK9 é responsável por degradar o receptor de LDL nos hepatócitos. Portanto, sua atividade pode induzir hipercolesterolemia pelo menor metabolismo das lipoproteínas de baixa densidade (note que o LDL é mais danoso à homeostase do organismo quando em excesso na circulação sanguínea). Sabe-se que determinados tipos de hipercolesterolemia familiar são decorrentes da hiperexpressão do gene responsável pela síntese da enzima.
A inibição da convertase por meio de anticorpos, então, vem sendo alvo de estudos no intuito de se tornar uma possibilidade no manejo clínico de determinados pacientes. Tal atividade gera aumento da expressão dos receptores para LDL. A associação desse efeito ao das estatinas de inibição da HMG-CoA redutase e de estímulo aos receptores de LDL pode trazer benefícios no tratamento de doentes com hipercolesterolemia.
Entre as suas vantagens, encontram-se a possibilidade de uso em pacientes com alergia às estatinas e também o uso injetável quinzenalmente, além dos baixos efeitos colaterais registrados até o momento.
Há subtipos dos anticorpos anti-PCSK9 envolvidos em estudos nas fases 2 e 3, de acordo com New England Journal of Medicine.
Outra forma ainda em estudo seria o uso de anticorpos específicos para inibir a ação da PCSK9 por meio do RNA de interferência.
Promissoras investidas nos ensaios clínicos envolvendo a inibição da convertase estão em desenvolvimento ao redor de todo o planeta, e, em breve, provavelmente novidades no tratamento de dislipidemias serão divulgados.
 
Fonte: http://www.scielo.br/pdf/eins/v10n4/pt_v10n4a24.pdf

Sobrecarga de Trabalho na Residência Médica

Pergunta : Rafael ( Universidade Federal de Minas Gerais )
Olá Mario, inicialmente o parabenizo pelo site. Excelente!
Estou cursando cirurgia geral num grande Hospital de São Paulo, que tem a residência de cirurgia reconhecida como uma das melhores do Brasil, pela parte prática muito boa que os residentes têm. Embora isso seja uma coisa excelente, existe o lado negativo também, visto que a residência médica neste hospital é uma das mais pesadas do Brasil. O R1 é muito sobrecarregado, sendo responsável no pronto-socorro por todos os atendimentos e intercorrências no PS e no hospital, sem nenhuma ajuda. Carga horária absurda, tendo que chegar bem cedo ao hospital e sair bem tarde da noite. Enfim, estou insatisfeito, principalmente pelo serviço ser bem diferente do que o que eu estava acostumado no Hospital onde fiz meu internato. Gosto muito de cirurgia, porém estou na dúvida se todos os serviços de cirurgia geral são assim. Nesse meio tempo também pensei em fazer anestesiologia por ser uma área mais tranquila e ter um retorno financeiro mais rapido após o término da residência médica. Gostaria de saber sua opinião a respeito das duas especialidades.
Atenciosamente,
Resposta :
A Residência médica, extremamente importante na formação do profissional, se caracteriza por “treinamento em serviço “ e portanto quanto mais vc trabalhar durante a residência, melhor será para sua formação técnica.
São anos difíceis porque é uma mudança grande do tempo de faculdade, onde por mais que houvessem provas e estresses, o ritmo era bem menor.
No futuro vc vai dar valor a esses anos apertados da residência.
Além disso, entenda que o seu dia a dia como profissional vai ser bem diferente do esquema atual ( quase de escravidão ) e você vai poder construir sua carreira e buscar a qualidade de vida que desejar.
Algumas sub especialidades cirúrgicas ( e a maioria dos cirurgiões acabam optando por uma sub especialidade ) são bem tranquilas como cirurgia plástica, urologia, vascular..
Portanto não se desespere e não pense em abandonar a residência de cirurgia somente porque o ritmo está intenso.
E mais, o ritmo da residência de anestesiologia também será intenso.
Relaxe e veja o lado bom de estar podendo praticar bastante e adquirir habilidades cirúrgicas que serão fundamentais para o seu futuro.
Sucesso
Mário Novais

Cardiologia, Oncologia ou Nefrologia

Cardiologia, Oncologia ou Nefrologia

Pergunta : Davidson ( Faculdade de Medicina Ipatinga )
Olá professor! Parabenizo pelo site e pelas explicações que tem compartilhado.
Eu completei a residência de clínica médica ha 1 ano e pretendo realizar novamente as provas agora no fim de 2018 e na minha cidade e oferecido 3 áreas com pré requisito em clinica: Cardiologia, Nefrologia e Oncologia. E sempre me vejo na dúvida na qual escolher. Gostaria de uma ajuda a cerca de qual área irá me apresentar oportunidade de trabalho e qual a mais difícil de se colocar no mercado.
Resposta :
Durante a residência de clínica médica vc deve ter se identificado mais ou menos com os pacientes de cada uma dessas especialidades. Isso deve fazer diferença na sua escolha, pois além do mercado de trabalho vc deve também estar satisfeito com o seu cotidiano profissional.
Se vc se sente confortável com o dia a dia de qualquer uma dessas 3 especialidades, então o mercado de trabalho passará a ter uma importância grande na sua escolha.
Numa cidade com cerca de 200.000 habitantes como a sua, provavelmente o mercado estará mais favorável para cardiologistas, depois para oncologistas e em último para nefrologistas.
Mais algumas informações sobre essas especialidades podem ser útil nessa sua decisão :
Cardiologia :
Embora existam procedimentos diagnósticos que possam melhorar o rendimento do cardiologista, os planos de saúde não permitem que esse profissional realize esses exames no próprio consultório (apenas permitem o ECG, pagando cerca de R$15,00), assim é interessante para o cardiologista aprender a realizar esses exames ( tipo ecografia ), mas terá que fazê-los em alguma outra clínica especializada nesses tipos de procedimentos diagnósticos.
Uma área interessante de trabalho para o Cardiologista é a terapia intensiva (é necessário se especializar nisso após a residência de cárdio), onde um plantonista ganha de 8.000,00 a 10.000,00 por mês trabalhando um plantão de 24 h semanal-estes valores variam conforme o Estado.
Posteriormente, o plantonista de UTI pode passar a exercer a chefia do serviço, com um salário entre 12.000,00 e 20.000,00.
Embora a clientela particular de consultório demore a aumentar, se o cardiologista atender apenas 4 pacientes particulares por dia, cobrando 300,00 a consulta e trabalhando no consultório apenas 4 dias da semana, somente de pacientes particulares ele vai gerar um faturamento mensal de R$ 19.200,00, fora os ecg que fizer.
Oncologia :
A oncologia é uma das especialidades que mais tem evoluído nos últimos tempos, já que muitos tipos de câncer passaram a ser tratados com bastante sucesso.
A clientela do oncologista (cancerologista clínico) vem aumentando bastante com a valorização  da importância que se tem dado ao diagnóstico precoce dos vários tipos de câncer, através de exames preventivos de rotina, como colonoscopia, mamografia, preventivo de câncer de colo uterino e de próstata, além da preocupação atual com o câncer de pele. A detecção destas patologias em estágio inicial faz com que a oncologia seja uma boa opção do ponto de vista mercadológico.
Como aspecto negativo para a oncologia, vale a pena ressaltar que é considerada uma especialidade “triste”, pelo tipo de paciente com que lida e com muitas patologias de mal prognóstico. Conviver com a morte de pacientes e com cuidados com pacientes terminais exige do profissional uma estrutura pessoal forte e nem todos conseguem lidar bem com isso.
A qualidade de vida do profissional é razoável, os ganhos financeiros são bons e o mercado é carente de bons profissionais.
O programa de residência médica em cancerologia clinica tem a duração de 3 anos, sendo exigido como pré requisito a residência em clinica médica.
No site da sociedade brasileira de oncologia clinica (www.sboc.org.br) vc pode encontrar mais informações sobre os serviços credenciados e sobre as competências exigidas para o profissional dessa área.
Nefrologia :
A nefrologia tem seu campo de atuação diminuído pelo fato da população não saber exatamente o papel do nefrologista ( na maioria das vezes, o paciente prefere procurar um urologista do que um nefrologista, quando tem um cálculo renal, por exemplo).
Assim, o nefrologista tem seu mercado de trabalho mais restrito aos serviços de diálise e talvez no futuro ao acompanhamento clinico de transplantes (área ainda pouco desenvolvida no Brasil).
Sucesso
Mário Novais
 

Diuréticos, Diabetes e Hipertensão Arterial Sistêmica

De acordo com estudo PATHWAY3 a combinação de amilorida e hidroclorotiazida pode ser eficaz para o controle da pressão arterial.
O uso de inicial do tiazídico para controle da PA não tem sido utilizado com frequência na prática clínica, diante do risco do paciente desenvolver hiperglicemia e, então, Diabetes. De acordo com pesquisas com os fármacos, o desenvolvimento de Diabetes em pacientes chega a 30% dos casos. Pesquisadores acreditam que seu efeito hipoglicemiante está relacionado a hipocalemia ocasionada pelo seu uso. Então, houve a sugestão pela Sociedade Europeia de Cardiologia de associação de hidroclorotiazida com amilorida – um diurético poupador de potássio – no intuito de contrabalancear a perda do íon.
Envolveram em um estudo 440 pacientes com PA sistólica > 140mmHg, dividindo os participantes em três grupos:
I) Uso de apenas Hidroclorotiazida para controle da PA;
II) Uso de apenas Amilorida para controle de PA;
III) Uso de ambos os medicamentos.
Durante determinado períodos de tempo – 12 e 24 semanas – foram aferidas as pressões arteriais, a glicose e a concentração de potássio sanguínea dos pacientes.
O uso dos medicamentos isolados gerou uma queda semelhante da PA, sendo que a Amilorida provocou aumento dos níveis de potássio sem hiperglicemia. O oposto, contudo, ocorreu com o uso isolado de Hidroclorotiazida, que resultou em hipocalemia e hiperglicemia.
O uso associado dos diuréticos reduziu a PA a níveis menores e, ainda, preservou os níveis de potássio e glicose. Nesse contexto, houve confirmação da hipótese de relação entre os níveis de potássio e de glicose. Assim, a administração dos fármacos concomitantemente surgiu como uma maneira de controlar o risco de desenvolvimento de Diabetes em portadores de Hipertensão Arterial Sistêmica.
Fonte: European Society of Cardiology

Insatisfação com a Radioterapia

Insatisfação com a Radioterapia

Pergunta : Roberto (Faculdade de Medicina do ABC )
Olá, Mário.
Atualmente estou cursando residência de radioterapia em um excelente serviço. Apesar disso, não estou gostando das peculiaridades técnicas da especialidade e sim da área da oncologia si. Gostaria de saber sua opinião sobre desistir da residência e realizar mais 5 anos de residência de oncologia clínica, sendo esse ano restante dedicado à estudar para o R1 de clínica médica.
Além disso, tenho outras dúvidas: o mercado de oncologia clínica tem espaço futuro no cenário brasileiro? Consigo me estabelecer em uma cidade de médio porte e ainda assim clinicar de forma satisfatória? A remuneração de um oncologista clínico é boa?
Qual sua opinião pessoal sobre a situação?
Muito obrigado,
Roberto
Resposta :
Nunca é tarde para mudarmos e correr atrás de melhores caminhos. Tem que ter coragem para, depois do sacrifício de uma ano inteiro de estudos, muitas provas e ser aprovado em um bom serviço, desistir da especialidade.
Em primeiro lugar tem que ter certeza de que não quer mesmo a radioterapia, lembrando que as atividades durante a residência de qualquer especialidade nem sempre representam o tipo de atividade que vc terá depois de terminado a residência nessa especialidade.
Parar, refletir, analisar como será a vida profissional no futuro depois da residência e se aí ainda tiver certeza de que não é isso que quer, então decida com coragem e corra atrás de novos caminhos.
A oncologia clínica representa um longo percurso, mas se for o que realmente quer, vá em frente. Alguns anos a mais podem parecer um caminho penoso, mas lembre que ainda terá muitos anos de atividade profissional e precisa estar feliz com sua escolha.
A oncologia é uma das especialidades que mais tem evoluído nos últimos tempos, já que muitos tipos de câncer passaram a ser tratados com bastante sucesso.
A clientela do oncologista (cancerologista clínico) vem aumentando bastante com a valorização  da importância que se tem dado ao diagnóstico precoce dos vários tipos de câncer, através de exames preventivos de rotina, como colonoscopia, mamografia, preventivo de câncer de colo uterino e de próstata, além da preocupação atual com o câncer de pele. A detecção destas patologias em estágio inicial faz com que a oncologia seja uma boa opção do ponto de vista mercadológico.
Como aspecto negativo para a oncologia, vale a pena ressaltar que é considerada uma especialidade “triste”, pelo tipo de paciente com que lida e com muitas patologias de mal prognóstico. Conviver com a morte de pacientes e com cuidados com pacientes terminais exige do profissional uma estrutura pessoal forte e nem todos conseguem lidar bem com isso.
A qualidade de vida do profissional é razoável, os ganhos financeiros são bons e o mercado é carente de bons profissionais.
O programa de residência médica em cancerologia clinica tem a duração de 3 anos, sendo exigido como pré requisito a residência em clinica médica.
No site da sociedade brasileira de oncologia clinica (www.sboc.org.br) vc pode encontrar mais informações sobre os serviços credenciados e sobre as competências exigidas para o profissional dessa área.
Seu sucesso no mercado de trabalho vai depender de muitos fatores, tipo sua formação técnica, resultados dos seus tratamentos, tamanho da cidade onde está, círculo de relacionamentos profissionais locais, concorrência local e o marketing que fizer.
O mercado da oncologia clínica é carente de bons profissionais em várias cidades e tende a ser um mercado em expansão pelo envelhecimento da população e maior sobrevida dos pacientes com qualquer tipo de câncer.
Uma vez bem estabelecido ( esse tempo vai variar de acordo com os fatores citados anteriormente ) e atendendo apenas pacientes particulares, se tiver em média 5 pacientes por dia, cobrando R$ 300,00 a consulta, vai ter uma remuneração mensal de aproximadamente R$ 30.000,00, fora algum emprego que tenha nos hospitais da cidade.
Sucesso
Mário Novais

Remuneração : Anestesio ou Dermatologia

Remuneração : Anestesio ou Dermatologia

Pergunta :  Guilherme ( Faculdade de Medicina do ABC )
Bom dia, dr.! Parabéns pelo trabalho de ajudar os estudantes.
Gostaria de saber, por favor, qual oferece melhor remuneração: dermatologia ou anestesiologia? Vi que você respondeu outra pergunta quanto à qualidade de vida nessas áreas, então gostaria de saber especificamente quanto à remuneração (a curto e a longo prazo).
Muito obrigado!
Resposta :
A remuneração do especialista depende de vários fatores, como tempo de formado, titulação, cidade onde está morando, concorrência local, círculo de relacionamentos na cidade, resultados com seus pacientes e acima de tudo do marketing que utilizar.
A curto prazo o anestesista tem remuneração melhor do que o dermatologista, mas a longo prazo as remunerações se equivalem.
Ambas apresentam ótima remuneração.
Do ponto de vista empresarial, a dermatologia apresenta mais facilidades para se empreender, por exemplo criar uma clínica de dermato/estética empregando além de outros dermatologistas, também profissionais de apoio como técnicos e esteticistas.
Na anestesiologia vc até pode criar um grupo de anestesio e auferir rendimentos com parte do trabalho dos outros integrantes do grupo, porém isso é mais difícil do que na dermatologia.
Porém, na escolha da especialidade, vc deve considerar também a qualidade de vida que terá e como será seu cotidiano na especialidade, pois serão muitos anos de atividade na profissão e vc deve se sentir feliz com seu dia a dia.
Sucesso
Mário Novais

Captopril Sublingual

Captopril Sublingual

Existe uma confusão sobre a via de administração de alguns fármacos, principalmente em caso de emergência. Esse é o caso do Captopril.
Primeiro, vamos dar uma olhada na bula do medicamento:
http://www.iquego.com.br/pdf/bula_captopril.pdfhttp://www.bulas.med.br/bula/6048/captopril+generico.htm
Gostaria de destacar:
1.Via de administração oral
2. O CAPTOPRIL é rapidamente absorvido por via oral; os níveis sangüíneos máximos ocorrem por volta de 1 hora.
3. Início da ação 15 a 60 minutos. Tempo para atingir a concentração sérica de pico 30 a 90 minutos.
Vejamos o que fala o Goodman sobre a via de administração sublingual:
A utilização de medicamentos via sublingual depende da ionização e lipossolubilidade do fármaco(¹)
Então, para que uma medicação seja usada por via sublingual, ela, obrigatoriamente, deve ter: caráter iônico, lipossolubilidade, importante mecanismo de primeira passagem (metabolismo hepático). Essas não são características de: Nifedipina, Clonidina, Atenolol, Captopril, e outros frequentementes usados por via sublingual, na crise hipertensiva.
Fonte: http://www.fmrp.usp.br/revista/2003/36n2e4/18urgencias_emergencias_hipertensivas.pdf
Para o Captopril, tanto a rota sublingual quanto a oral tem efeitos similares sobre a PA e atividade da renina plasmática, não havendo estudos que demonstrem a superioridade do captopril sublingual sobre a via oral, devendo ser utilizada se a via oral não for factível.
Já com o nifedipino, foram descritos efeitos colaterais graves com o uso sublingual. A dificuldade de controlar o ritmo ou o grau de redução da PA, e a existência de alternativas eficazes e mais bem toleradas, torna o uso desse agente não recomendável nessa situação.
Alguns trabalhos demonstram que é muito pouco absorvido por via sub-lingual.
Fonte:http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/arquivos/assistenciafarmaceutica/clin-alert0101.pdf
Apesar de a prática de se ministrar Captopril, Nifedipina e semelhantes, pela via sublingual ser muito difundida (inclusive em outros países ), esse uso não tem comprovação científica. Portanto, reservemos o uso do Captopril sublingual para quando a administração oral não for possível.Captopril sub lingual

Especialidades : Valor de Plantões

Especialidades : Valor de Plantões

Pergunta : Walisson ( Universidade de Brasília )
Boa tarde, dr.! Tudo bem?
Gostaria de saber quanto à remuneração dos plantões de especialidade: qual deles remunera melhor? Os plantões de anestesio, por exemplo, são mais bem recompensados do que os de outras áreas (clínica, cirurgia geral, etc)? E qual seria o valor dos médio dos plantões em cada área?
Muito obrigado!
Resposta :
Mesmo durante a residência os médicos recém formados começam a dar plantão como clínicos, geralmente em hospitais particulares, em serviços de emergência , que são mais pronto atendimento do que propriamente emergência.
Os valores para esses plantões variam de cidade para cidade; por exemplo no Rio de Janeiro, por cada plantão de 12 horas o médico recebe em torno de R$ 800,00 ou R$ 1.600,00 por cada 24 h. Se ele der um plantão de 24 h toda semana, estará recebendo mensalmente R$ 6.400,00 a R$ 8.000,00 ( dependendo se o mês tiver 4 ou 5 semanas ).
Apenas hospitais públicos ou hospitais de grande porte contam com especialistas de plantão. Nos demais hospitais os especialistas trabalham como “ alcançáveis “, o chamado sobreaviso e aí ele ganha por cada atendimento que fizer.
Alguns especialistas como neurocirurgiões ou cirurgiões gerais, muitas vezes tem negociado com esses hospitais em receber um valor fixo além dos procedimentos que realizar.
Quando um especialista é contratado através de concurso como por exemplo no corpo de médicos da marinha, do exército ou aeronáutica, ele vai receber de acordo com sua “patente militar “, independente de sua especialidade e o salário inicial fica em torno de R$ 7.000,00 a R$ 8.000,00 mensais.
Existe um projeto ( tramitando há anos e ainda não aprovado ) instituindo a chamada “carreira médica”, onde o médico em inicio de carreira trabalharia 20 horas semanais com um salário de R$ 10.000,00 , que aumentaria de acordo com o tempo de trabalho e também com as titulações conseguidas, tipo mestrado, doutorado…
Sucesso
Mário Novais