Os 10 melhores métodos de estudo

Os 10 melhores métodos de estudo

Os 10 melhores métodos de estudo

Association for Psychological Science publicou recentemente um trabalho realizado por um grupo de psicólogos, no qual foram analisadas 10 técnicas de estudo, sendo estas classificadas de acordo com sua eficiência: utilidade baixa, moderada e alta. Durante a preparação para concursos, dicas como estas podem ser uma “mão na roda”! Então vamos lá!

 

As técnicas consideradas de utilidade alta foram:

Realização de testes práticos: grandes exemplos são os simulados. Além disso, a pesquisa aponta duas variáveis que aumentam ainda mais a eficiência da técnica: quantidade (quanto mais testes, melhor) e repetição do teste quando não acertamos a questão.

Prática distribuída de estudos: consiste na programação de um cronograma de estudos. Principalmente nos concursos que exigem grande quantidade de matérias, a prática do “estudar tudo de uma vez” tem efeitos péssimos a longo prazo. Portanto, planeje-se a longo prazo, estabelecendo metas diárias de estudo.

Agora passaremos para as técnicas descritas como de utilidade moderada:

Elaboração de perguntas: consiste em criar perguntas que expliquem um fato, gerando explicações mais complexas sobre a veracidade do assunto. Sempre pergunte-se: “Por que isso é verdade?” ou “Por que isso faz sentido?”.

Explicar o conteúdo para si mesmo: trata-se de explicar como os conteúdos se relacionam entre si ou simplesmente explicar o passo a passo da lição. Quando terminamos de estudar determinado conteúdo, podemos ter certeza que estamos dominando-o completamente quando somos capazes de ensiná-lo para alguém (desse modo, atue simultaneamente nos papéis de aluno e professor).

Estudo intercalado de diferentes conteúdos: misturar diferentes matérias em uma mesma sessão de estudos ajuda a fixar o conteúdo, uma vez que o cérebro é obrigado a retomar um tema visto anteriormente, acessando a memória de longo prazo.

Por fim, as técnicas de baixa utilidade:

Resumo: o grande problema desta técnica é que nem sempre o estudante consegue saber quais são as ideias principais de um texto, correndo o risco de simplesmente reescrever o texto todo com outras palavras.

Grifar textos: compartilha o problema descrito anteriormente. Além disso, muitos estudantes grifam grandes blocos. Esse excesso de conteúdo prejudica a capacidade de relembrar o que era de fato importante.

Associação mnemônica: são as famosas associações, sejam com frases ou imagens. Entretanto, nem todos os conceitos podem ser associados a algo… Também não parece ser muito eficiente para a memorização a longo prazo.

Associação de imagens com textos: consiste, resumidamente, na elaboração dos mapas mentais. A técnica ajuda a organizar o assunto de uma maneira mais clara. Na realidade, foi classificada como de baixa utilidade porque os pesquisadores não conseguiram identificar com clareza em quais situações o método dá certo.       

Releitura: consiste na releitura de um texto, logo após uma leitura inicial, com o objetivo de relembrar os detalhes. Apesar da fácil execução, a técnica foi considerada muito ineficaz, quando comparada às demais. Na verdade, recomenda-se que a pausa entre a leitura e a revisão seja um pouco maior (alguns dias).

De posse destas informações, devemos utilizar nosso senso crítico: uma técnica pode ser muito boa para um, e um desastre para outro. Confesso que sou adepto de todas as técnicas descritas como de baixa utilidade, mas sempre foram muito úteis para mim. Procure técnicas que se adequem à sua realidade, tentando aproveitar ao máximo de todas as dicas possíveis! E vocês, quais são as técnicas de estudo que costumam usar? Deixe seu comentário, sua participação é muito importante! Até a próxima!

Fontes: Guia do Estudante – Editora Abril; www.psychologicalscience.org

Autor: Igor Torturella

Rafael Kader

Aluno da Faculdade Nacional de Medicina - UFRJ; Presidente da Liga Acadêmica de Anestesiologia - LANES UFRJ; Presidente da Associação Interligas Acadêmicas de Anestesiologia do Estado do Rio de Janeiro - AILADERJ.

Os comentários estão fechados.