Arquivar dezembro 2018

Promoção da saúde mental no local de trabalho – Parte I

O que é a promoção da saúde mental no local de trabalho?

A promoção da saúde mental inclui todas as ações que contribuem para uma boa saúde mental. Impõe-se perguntar: O que é a saúde mental? Segundo a Organização Mundial de Saúde, saúde mental é o «estado de bem-estar» no qual o indivíduo:
„ realiza as suas capacidades;
„ pode fazer face ao estresse normal da sua vida;
„ pode trabalhar de forma produtiva e frutífera; e
„ pode contribuir para a comunidade em que se insere(1).

A promoção da saúde mental tem como principal objetivo aquilo que mantém e melhora o nosso bem-estar mental. Importa sublinhar que, para ser tão eficaz quanto possível, a promoção da saúde mental deve incluir uma combinação da gestão dos riscos e promoção da saúde.

Os fatores que, no trabalho, garantem uma boa saúde mental são os seguintes:
„ apoio social;
„ sentimento de inclusão e de realização de um trabalho com significado;
„ encontrar sentido no trabalho realizado;
„ ter condições para tomar decisões no trabalho;
„ ter condições para organizar o trabalho de acordo com o seu próprio ritmo.

Porquê investir na promoção da saúde mental?

Em vários Estado-Membros da União Europeia, o absentismo, o desemprego e a incapacidade prolongada devidos ao estresse relacionado com o trabalho e a problemas de saúde mental têm vindo a agravar-se. Aliás, estima-se que, dentro em breve, a depressão será a principal causa de ausência por doença na Europa. Para além do absentismo, as consequências de uma má saúde mental estão ligadas a inúmeros outros efeitos negativos para as empresas, como níveis de desempenho e produtividade reduzidos, pouca motivação e elevada rotatividade dos trabalhadores.

Os empregadores europeus são legalmente obrigados a gerir todos os tipos de riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores, incluindo os riscos para a sua saúde mental. Importa, contudo, sublinhar que uma boa promoção da saúde mental deve comportar ambos os aspetos (gestão dos riscos e promoção da saúde). O investimento na saúde mental e no bem-estar dos trabalhadores tem inúmeros benefícios para as empresas (como, por exemplo, um melhor desempenho e uma maior produtividade dos trabalhadores). Pode igualmente melhorar a imagem das empresas. Existem na Europa inúmeros prêmios relacionados com o local de trabalho que são atribuídos a empresas com um desempenho excecional em matéria de segurança e saúde no trabalho e que podem melhorar a reputação e o perfil das empresas, tanto a nível nacional como internacional.

TEXTO RETIRADO DO SITE: https://osha.europa.eu/pt/tools-and-publications/publications/factsheets/102

Alimentos podem ajudar na saúde mental

A ingestão de alimentos corretos pode melhorar a saúde mental, afirma um estudo realizado na Grã-Bretanha.

A pesquisa contou com a participação de 200 pessoas e mostrou que, em 88% dos casos, uma mudança na dieta ameniza sintomas de doenças mentais.

Vinte e seis por cento apresentaram mudanças significativas na alteração de humor; 26% nos ataques de pânico e ansiedade e 24% em depressão.

Os pesquisadores do Projeto de Alimentos e Humor – de uma organização britânica chamada Mind (Mente) – classificam os alimentos como “promotores do estresse” e “promotores do humor” que, respectivamente, levariam a uma piora e a uma melhora do sistema de funcionamento da mente.

Sensações

Apesar de provocarem uma boa sensação assim que são ingeridos, açúcar (num índice de 80%), cafeína (79%), álcool (55%) e chocolate (53%) são os principais promotores do estresse.

Os promotores do humor incluem água (80%), verduras (78%), frutas (72%) e peixes oleosos (52%).

Comer com regularidade e fazer um café da manhã reforçado também são formas de fortalecer a saúde mental.

Pelo menos um terço das pessoas avaliadas descreveram que melhorias em seu humor estavam associadas à ingestão de certos tipos de alimentos.

“Quando se descobre o tipo de alimento que desencadeia o processo, ele todo fica mais fácil”, disse um dos entrevistados.

Amanda Geary, uma das que reuniram as opiniões dos pesquisados, disse que as mudanças no estilo de vida – para que as pessoas se alimentem melhor para ter melhor humor – são simples.

Richard Brook, executivo-chefe da Mind, afirma que mais pesquisas científicas sobre o tema serão bem-vindas.

“Cada pessoa deve consultar médicos e observar que tipo de alimento lhe convém”, acredita.

Wendy Doyle, da Associação Britânica de Nutrição, ressalta a importância de verduras e peixes oleosos, como o salmão, fazerem parte da dieta.

“Eles têm bons nutrientes e ajudam o organismo a ter um bom fluido de líquidos, para não desidratar”, explica a cientista.

A prática de exercícios físicos também auxilia o processo.

 

TEXTO RETIRADO DO SITE: https://www.bbc.com/portuguese/ciencia/020918_comidamtc.shtml

O papel da família na prevenção e no controle do diabetes

Em todo o globo, mais de 425 milhões de pessoas têm diabetes – no Brasil, esse número é de 13 milhões. Os dados são da International Diabetes Federation (IDF), responsável pela campanha mundial que, para este ano, chama atenção ao papel do núcleo familiar para prevenção e controle da doença. Por meio do Novembro Diabetes Azul, a iniciativa mobiliza pessoas envolvidas no cuidado ao paciente que, em todo o mundo, atuam para difundir informação de qualidade e promover educação acerca da patologia.
Nacionalmente, o Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, contará com atividades de Norte a Sul, que podem ser conferidas no site oficial da campanha. No país, a ação é promovida pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), instituição responsável pela reinserção do Novembro Diabetes Azul no Calendário de Eventos do Ministério da Saúde. “Foi um avanço importante da Advocacy da Sociedade com a ADJ Brasil e a FENAD, além de mais um grande passo para a integração com o staff técnico-político do Ministério da Saúde”, comenta Hermelinda Pedrosa, médica endocrinologista e presidente da SBD.

Apoio familiar impacta diretamente o manejo do diabetes

De acordo com a especialista, o tema da campanha chama atenção para influências comportamentais e clínicas da família, que representa o grupo primário de relacionamentos e é capaz de impactar a saúde de seus integrantes. “O diabetes é uma doença crônica e exige mudanças efetivas nos hábitos cotidianos do paciente e da família, inclusive na relação com alimentos e exercícios físicos. É um processo educacional contínuo”, afirma.
Tal questão é ainda mais presente quando o diabetes acomete crianças e adolescentes. Isso porque as atitudes familiares repercutem na aceitação ou não dos mecanismos de enfrentamento da doença. Assim, Pedrosa destaca que todo o núcleo familiar deve estar envolvido, já que no diabetes tipo 1 é dos pais a responsabilidade dos cuidados.
“O manejo da doença é complexo e demanda integração com todas as atividades diárias. O ambiente no qual a pessoa está inserida tem papel fundamental na forma como ela lida com o diabetes, e isso impacta o sucesso ou a falha do tratamento”, avalia a presidente da SBD.

Cuidado específico para cada tipo de diabetes

O diagnóstico do diabetes tipo 1 acontece geralmente na infância e adolescência, o que aumenta a responsabilidade familiar. Aqui, englobam-se alimentação saudável, controle da glicemia, condução da insulinoterapia, identificação e ação perante episódios de hipoglicemia. “A atenção especial da família ao processo de transição, conforme a criança cresce e chega à adolescência, é fundamental para que a conscientização e o autocuidado se ampliem naturalmente”, reforça Pedrosa.
Já o diabetes tipo 2 surge, em geral, na fase adulta e está ligado à resistência à ação e diminuição da produção de insulina no pâncreas, ação deficiente de hormônios intestinais, dentre outros. A obesidade, dislipidemia (elevação do colesterol e triglicerídeos), hipertensão arterial, histórico familiar da doença ou de diabetes gestacional, e o processo de envelhecimento são os principais fatores de risco. O tratamento demanda mudanças no estilo de vida – ao receber o diagnóstico do diabetes, as adaptações da rotina devem ser intensificadas, sobretudo na eliminação de alimentos inadequados e do sedentarismo.  Principalmente nesse caso, a família também pode ter impacto tanto positivo quando negativo na qualidade de vida.
“O envolvimento proativo da família aumenta o comprometimento de quem recebeu o diagnóstico, seja criança, adolescente, adulto ou uma pessoa idosa, e motiva um seguimento com mais chance de êxito resultando em melhor controle, mais qualidade de vida e menor frequência de complicações. Além disso, favorece o engajamento a associações de pessoas com diabetes, para buscar melhorias para o tratamento nas esferas governamentais e, claro, em campanhas de alerta para prevenção”, afirma a presidente da SBD.

Fonte:

Snif Doctor