Arquivar 2019

A pior hora do dia para ficar doente

Dê uma boa olhada na pele do seu antebraço. Aperte se quiser. Pode não parecer diferente de 12 horas atrás, mas se você se cortasse ou se queimasse, ela cicatrizaria em mais do que o dobro da velocidade se você a machucasse durante o dia, em comparação com a noite.

Essa variação em nossa resposta a lesões se estende muito além da pele. Se você for tomar vacina contra a gripe, marque uma consulta matinal: você produzirá mais de quatro vezes mais anticorpos protetores se for vacinado entre as 9h e as 11h, em comparação com seis horas depois. No entanto, se você precisar de cirurgia cardíaca, o inverso é verdadeiro: suas perspectivas de sobrevivência a longo prazo são significativamente melhores se você for submetido à faca à tarde.

De fato, onde quer que você olhe no corpo, do cérebro ao sistema imunológico, os ritmos de 24 horas que governam a atividade das células e tecidos – geralmente chamados de “ritmos circadianos” – parecem ditar nossa recuperação física de infecções e lesões. “Quem somos fisiologicamente durante o dia é diferente do que somos à noite”, diz Tami Martino, diretor do Centro de Investigações Cardiovasculares da Universidade de Guelph, no Canadá, que procura aplicar esse conhecimento emergente sobre o tempo biológico à medicina humana e animal.

Do câncer à cardiologia, da artrite às alergias, uma melhor compreensão desses ritmos pode permitir que medicamentos e intervenções sejam administrados aos pacientes nos momentos em que eles são mais propensos a serem eficazes e menos propensos a causar danos.

O fortalecimento desses ritmos também pode permitir que os pacientes se recuperem mais rapidamente e reduzam alguns sintomas físicos da doença. “Acredito que a medicina circadiana pode mudar para sempre a maneira como administramos a saúde humana”, diz Martino. “Está no topo da escala com coisas como terapia genética, células-tronco e inteligência artificial como uma das novas tecnologias mais promissoras para lidar com as doenças”

 

Fisiologia de hora em hora

A ideia de que nossa fisiologia varia de hora à hora é, na verdade, antiga. O médico grego Hipócrates observou um fluxo e refluxo de 24 horas na gravidade da febre. A medicina tradicional chinesa também descreve a vitalidade de diferentes órgãos atingindo o pico em vários momentos – os pulmões entre as 3h e as 5h, o coração entre as 11h e 13h, os rins entre as 17h e as 19h e assim por diante. No entanto, há um interesse renovado no efeito de nossos relógios corporais internos sobre doenças e tratamentos da medicina moderna, graças a um número crescente de estudos recentes.

Ajustando nossos impulsos, comportamento e bioquímica, esses ritmos nos preparam para eventos regulares em nosso ambiente, os quais são ditados pelo ciclo diário de luz e escuridão. Quando se trata de cura, há uma boa razão pela qual ela pode ser aumentada durante o dia em comparação à noite.

 

“Nossas células evoluíram para poder curar feridas de maneira mais eficaz no momento biológico em que elas são mais prováveis de ocorrer”, diz John O’Neill, biólogo circadiano do Laboratório de Biologia Molecular do Conselho de Pesquisa Médica em Cambridge, Reino Unido. “Se você é humano, é extremamente improvável que ocorra uma grande ferida quando estiver dormindo no meio da noite, enquanto durante o dia é muito mais provável que se machuque.”

Sua própria pesquisa revelou que as células chamadas fibroblastos, que ajudam a reparar os danos nos tecidos ao estabelecer um novo colágeno para as células da pele, migram para as áreas lesadas mais rapidamente durante o dia.

“Encontramos consistentemente quase uma diferença de duas vezes na cicatrização de feridas simplesmente em função do tempo biológico”, diz O’Neil. E quando analisaram dados do Banco Internacional de Lesões por Queimaduras, descobriram que as pessoas que sofrem queimaduras durante a noite demoram aproximadamente 11 dias a mais para cicatrizar do que as feridas durante o dia.

Nosso sistema imunológico também está sujeito a ritmos biológicos que afetam a forma como responde a infecções. Pode parecer estranho, a princípio, variar nossa capacidade de responder a patógenos de acordo com a hora do dia, diz Rachel Edgar, virologista do Imperial College de Londres. Mas esse recurso pode ter evoluído como um meio de nos proteger contra a ativação excessiva do sistema imunológico.

“Se você receber uma resposta inflamatória muito grande, precisará controlar isso, caso contrário, pode causar muitos danos”, diz Edgar.

Ela tem explorado a interação entre ritmos circadianos e infecções virais, como o herpes. Em um estudo, ela descobriu que o vírus do herpes se replicava 10 vezes mais em camundongos infectados no início do período de descanso – que, sendo eles animais noturnos, caem durante o início da manhã – em comparação com se estavam infectados no início do seu período ativo. Suas descobertas sugerem que o efeito pode ser devido a mais do que alterações na atividade no sistema imunológico. Os ritmos diários das próprias células infectadas também afetam a extensão de uma infecção viral.

 

Horas diferentes para doenças diferentes

Essa evidência se encaixa em um estudo recente em humanos, que encontrou respostas aprimoradas à vacina contra a gripe sazonal quando foi administrada pela manhã em comparação à tarde. Mesmo assim, sugerir que há uma hora ideal do dia para adoecer é muito simplista, adverte Edgar.

“Será diferente para diferentes agentes infecciosos”, diz ela.

Por exemplo, a sepse, que causa risco de vida e é uma resposta a uma infecção, pode ser desencadeada pela injeção de moléculas encontradas na superfície das bactérias no sangue. Se você fizer isso com ratos durante a “noite”, apenas 20% sobreviverão, em comparação com mais de 90% se forem injetados durante o período ativo.

As descobertas estão abrindo novas e empolgantes perspectivas para o tratamento de doenças infecciosas.

“Se soubermos que um vírus se espalha para células vizinhas em um determinado momento, poderíamos potencialmente dar terapias antivirais no momento em que elas serão mais eficazes”, diz Edgar. “Fazer isso pode reduzir a quantidade de antivirais que você precisa fornecer, o que também tem implicações para o paciente”.

Não é apenas a nossa resposta a infecções que poderia se beneficiar dessa abordagem. Mais da metade dos medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde – 250 medicamentos encontrados em todos os hospitais do mundo – parecem atingir vias moleculares reguladas por relógios celulares internos, o que pode torná-los mais ou menos eficazes, dependendo de quando são tomados. Estes incluem os analgésicos comuns, como aspirina e ibuprofeno, bem como medicamentos para pressão arterial, úlceras pépticas, asma e câncer.

Em muitos casos, os medicamentos em questão têm uma meia-vida inferior a seis horas, o que significa que eles não permanecem no sistema por tempo suficiente para funcionar de forma ideal se forem tomados em um momento que não é ideal. Por exemplo, o medicamento para pressão arterial valsartan é 60% mais eficaz quando tomado à noite, em comparação com a primeira coisa de manhã. Verificou-se que a aspirina é mais eficaz quando tomada à noite, assim como alguns comprimidos anti-histamínicos para alergias como a rinite alérgica.

Um estudo recente em humanos sugere que a radioterapia pode ser mais eficaz se administrada à tarde e não pela manhã.

Barreiras logísticas

Cronometrar medicamentos e tratamentos para quando eles provavelmente serão mais eficazes não é tão fácil quanto parece. O custo dos ensaios clínicos aumenta se você precisar iniciar sistematicamente os testes na hora certa do dia para fazer o tratamento. Também não é fácil fazer os pacientes cumprirem o que lhes é pedido. Conseguir que eles sigam um curso de terapia já é complicado, e garantir que eles tomem esses medicamentos em um horário específico é ainda mais difícil.

 

O’Neill e outros suspeitam que essa seja uma das principais razões pelas quais, apesar de manifestarem interesse na chamada cronoterapia, as empresas farmacêuticas ainda não fizeram muito a respeito.

Nem os ritmos circadianos de todos também são os mesmos. Alguns de nós somos diurnos e outros noturnos. Uma proporção significativa da população também trabalha no turno da noite, o que pode ter seu próprio impacto no ritmo circadiano e na saúde. No momento, não há um teste rápido e simples para confirmar com precisão onde estão os ponteiros do relógio interno de um indivíduo.

Além disso, há o próprio ambiente hospitalar – muitos edifícios hospitalares modernos têm janelas pequenas e pouca iluminação interna que permanece ligada dia e noite. Isso é problemático, porque pouca luz do dia e muita luz artificial à noite prejudicam nossos ritmos biológicos e o sono.

Ritmos desalinhados ou restritos são uma característica comum dos pacientes hospitalares. Para agravar o problema, certos medicamentos, incluindo a morfina, também podem alterar o tempo dos relógios circadianos, enquanto o sono dos pacientes – também crítico para sua capacidade de se curar – pode ser ainda mais interrompido por dor, preocupação ou ruído. Isso leva a perguntas sobre quão seriamente isso está impedindo sua recuperação e sobrevivência.

Algumas das evidências mais fortes vêm de pacientes com doenças cardíacas. Como outros tecidos, o sistema cardiovascular tem um ritmo circadiano forte – nossa frequência cardíaca e pressão arterial são mais baixas quando dormimos, mas aumentam acentuadamente ao acordar; nossas plaquetas, pequenos fragmentos de sangue que ajudam o sangue a formar coágulos, são mais pegajosas durante o dia; enquanto os níveis de hormônios como a adrenalina, que contraem nossos vasos sanguíneos e fazem o coração bater mais rápido, também são mais altos durante o dia. Essas variações circadianas afetam eventos cardíacos graves, como ataques cardíacos.

“Se você monitora as pessoas que entram nas enfermarias de emergência, descobre que é mais provável que ocorram ataques cardíacos entre as 6h e o meio-dia em comparação com qualquer outra hora do dia ou da noite”, diz Martino. No entanto, o tempo também pode afetar nossa capacidade de nos recuperarmos de uma lesão cardíaca.

Impacto do horário da cirurgia

Um estudo recente sugeriu que, para as pessoas submetidas à cirurgia de substituição da válvula cardíaca, aquelas que realizaram cirurgia à tarde tiveram metade do risco de sofrer um evento cardíaco importante durante os 500 dias seguintes, em comparação com as que foram submetidas à cirurgia matinal. Se todos os pacientes foram submetidos à cirurgia à tarde, isso pode resultar em um grande problema sendo evitado para cada 11 pacientes, calcularam os pesquisadores. Outros estudos indicaram que, para pacientes em recuperação de um ataque cardíaco ou cirurgia cardíaca, aqueles com maior exposição à luz do dia têm maiores taxas de sobrevida e saem mais cedo do hospital.uma cirurgia cardíaca à tarde pode ser melhor para a recuperação do paciente, mas também pode deixar uma cicatriz mais desagradável

Estudos em animais estão fornecendo informações sobre o porquê disso. Quando Martino e seus colegas expuseram grupos de ratos a ciclos claro-escuro normais ou interrompidos após ataques cardíacos simulados, eles encontraram diferenças significativas no número e tipo de células imunes que se uniram ao coração, na quantidade de tecido cicatricial – e, também, taxas de sobrevivência. Os ratos cujos ritmos circadianos foram interrompidos, como poderia ocorrer durante uma internação hospitalar, eram mais propensos a morrer de lesão cardíaca. Estudos posteriores revelaram diferenças no tipo e número de células imunes que se infiltram no tecido cardíaco lesionado, dependendo da hora do dia em que a lesão ocorre.

“Algumas unidades de terapia intensiva ou unidades de tratamento cardíaco diminuem as luzes um pouco à noite, o que é um pouco útil, mas outras nem diminuem”, diz Martino. “Por exemplo, se as pessoas entram em enfermarias de emergência e não há camas disponíveis, elas podem ficar sob luz intensa a noite toda – ou podem estar em um corredor a noite toda, depois de um ataque cardíaco ou derrame. E, portanto, obviamente, o sono e os ritmos circadianos serão profundamente perturbados durante os primeiros dois dias, essenciais para a cura.”

Então o que fazer sobre isso? Agendar cirurgia para quando o corpo está em melhor posição para lidar com ele é uma solução. Para cirurgia cardíaca, pode ser à tarde, mas pode ser diferente para outras intervenções. Por exemplo, o estudo de O’Neill sobre a cicatrização de feridas sugeriu que mais colágeno seja aplicado quando as lesões são sustentadas durante o dia, o que pode estar associado a uma maior cicatrização.

“Para a cirurgia estética, pode-se dizer que é melhor realizar a cirurgia muito mais tarde – possivelmente à noite – porque levaria mais tempo para curar, mas pode resultar em menos cicatrizes”, especula ele, enfatizando que ninguém ainda testou isso.

Outra solução pode ser a instalação dos chamados sistemas de iluminação circadiana ou centrada no ser humano, que variam em intensidade e cor ao longo de 24 horas, tentando imitar as condições naturais de iluminação ao ar livre. No hospital Glostrup, em Copenhague, na Dinamarca, os médicos têm medido o impacto desse sistema na enfermaria de reabilitação de AVC. Os dados até o momento sugerem que os pacientes exibem ritmos circadianos mais robustos em resposta ao sistema de iluminação circadiano e mostram depressão e ansiedade reduzidas, em comparação com os de uma seção da enfermaria com iluminação hospitalar convencional.

Pode até ser possível criar medicamentos que possam estabilizar ritmos circadianos em pacientes hospitalizados – ou paralisá-los por tempo suficiente para realizar a cirurgia no momento ideal de recuperação. Tais moléculas já estão sendo testadas em animais, com resultados promissores.

“No futuro, posso imaginar um mundo em que estamos usando uma pílula circadiana ou a presença ou ausência de luz para curar doenças cardíacas”, diz Martino.

Luz, sono e tempo; muitas vezes não nos damos conta, mas essas três coisas muito básicas têm o potencial de transformar os cuidados de saúde.

* Linda Geddes é autora de Chasing The Sun: The New Science of Sunlight and How it Shapes Our Bodies and Minds (Perseguindo o sol: a nova ciência da luz solar e como ela molda nossos corpos e mentes, sem tradução no Brasil)

Fonte:

http://www.bbc.com/future/story/20190904-is-there-a-worst-time-of-day-to-get-sick

Doenças cardíacas coronarianas estão relacionadas ao declínio cognitivo acelerado?

Estudos sugeriram que a doença cardíaca coronariana (DCC) pode estar associada ao declínio cognitivo acelerado. No entanto, o padrão temporal de declínio cognitivo antes e depois da DCC incidente permanece amplamente desconhecido.

O objetivo deste estudo, publicado no periódico Journal of the American College of Cardiology, foi determinar a trajetória cognitiva antes e após o diagnóstico de DCC incidente em uma coorte representativa nacional inglesa de pessoas com 50 anos ou mais.

Este estudo incluiu 7.888 participantes (idade média de 62,1 ± 10,2 anos) sem histórico de acidente vascular cerebral ou acidente vascular cerebral incidente durante o acompanhamento no English Longitudinal Study of Ageing. Os participantes foram submetidos a uma avaliação cognitiva na linha de base (onda 1, 2002 a 2003) e pelo menos em um outro momento (da onda 2 [2004 a 2005] à onda 8 [2016 a 2017]). A doença coronariana incidente foi identificada como um diagnóstico de infarto do miocárdio e/ou angina durante o acompanhamento.

DCC incidente foi associada ao declínio cognitivo acelerado durante um seguimento médio de 12 anos. A taxa anual de declínio cognitivo antes do diagnóstico de DCC entre os indivíduos que sofreram DCC incidente foi semelhante à dos participantes que permaneceram livres de DCC durante o acompanhamento. Não foi observado declínio cognitivo de curto prazo nos participantes com diagnóstico de DCC após o evento. Nos anos seguintes ao diagnóstico de DCC, os escores de cognição global, memória verbal e orientação temporal diminuíram significativamente mais rapidamente do que antes do evento, após ajuste multivariável. As análises de sensibilidade produziram resultados semelhantes.

Concluiu-se que a DCC incidente está associada ao declínio cognitivo acelerado após, mas não antes, do evento. Deve-se chamar atenção para a deterioração cognitiva a longo prazo relacionada à DCC. O monitoramento cuidadoso da função cognitiva é justificado em pacientes com doença coronariana nos anos seguintes ao evento.

 

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1346163/jacc+as+doencas+cardiacas+coronarianas+estao+relacionadas+ao+declinio+cognitivo+acelerado.htm

Fonte: http://www.onlinejacc.org/

 

Vantagens e Desvantagens : Cirurgia Plástica e Neurocirurgia

 

 

  1. Cirurgia Plástica

. Vantagens

  1. Maior remuneração em relação a outras especialidades
  2. Realização de procedimentos cirúrgicos em sua maioria não cobertos por planos
  3. Pacientes em geral com menor gravidade
  4. Baixo custo para abrir próprio consultório

. Desvantagens

  1. Maior tempo de formação
  2. Maior número de processos legais devido a problemas operatórios
  3. Menor flexibilização de horários por ser uma especialidade cirúrgica e estar vinculado a um serviço
  4. Poucas vagas na residência
  5. Outras áreas cirúrgicas realizam cirurgias plásticas (otorrinolaringologia, cirurgião de cabeça e pescoço, oftalmologista)
  6. Maior ganho financeiro a longo prazo

 

  1. Neurocirurgia

. Vantagens

  1. Alta remuneração a longo prazo
  2. Alta demanda para pouca mão-de-obra
  3. Baixo custo com o próprio consultório
  4. Realização de procedimentos cirúrgicos que agregam valor a consulta
  5. Outras áreas não atuam em pacientes neurocirúrgicos

. Desvantagens

  1. Maior tempo de formação
  2. Alto ganho apenas a longo prazo
  3. Menor flexibilidade de horários por ser uma especialidade cirúrgica e estar atrelado a algum serviço para realização de procedimentos
  4. Pacientes com doenças graves, muitas vezes incapacitantes e terminais, podendo gerar maior sofrimento para o profissional
  5. Poucas vagas para realização de residência médica
  6. Carga de trabalho durante a formação é maior do que outras residências

Dúvida na Escolha da Especialidade

Pergunta : Gabriel Davini (Bom Jesus do Itabapoana)
Boa tarde Dr Mario. Primeiramente, gostaria de agradecer pelo site, que tem me ajudado e muito para escolher a minha especialidade. Ao fazer o teste vocacional, o top 5 ficou o seguinte: Fisiatria, Dermatologia, Endocrinologia, Alergia e Medicina do Adolescente. Gostaria que o senhor falasse sobre os aspectos de cada uma, como qualidade de vida, ganhos financeiros, estresse, entre outros. Gostaria de uma especialidade onde eu pudesse fazer a diferença na vida do paciente, porém não gostaria de dar plantões futuramente. Também gostaria de uma especialidade com qualidade de vida. Forte abraço.

Resposta :

Na escolha da especialidade devemos sempre priorizar 3 fatores :

  1. Qualidade de vida
  2. Remuneração
  3. Dia a dia confortável

De acordo com seu teste vocacional e comparando as especialidades apontada no teste, podemos sugerir:

  1. Afastaria fisiatria e medicina do adolescente; não são boas especialidades considerando os 3 fatores acima.
  2. Dermatologia seria a melhor opção, seguida da endocrinologia e depois a alergia.

Na seção carreira médica desse site vc encontrará mais informações sobre todas as especialidades apontadas no seu teste.

Sucesso

Mário Novais

Estudo mostra que sobrepeso pode estar ligado a atrofia cerebral

Ter uma cintura maior e um alto índice de massa corporal (IMC) na sétima década de vida pode estar associado a maiores sinais de envelhecimento cerebral anos depois, de acordo com um estudo publicado por um dos principais pesquisadores de neurologia da Universidade de Miami na edição on-line do Neurology em 24 de julho , a revista médica da Academia Americana de Neurologia. O estudo sugere que esses fatores podem acelerar o envelhecimento cerebral em pelo menos uma década.

“Pessoas com maiores circunferências abdominais e maior IMC eram mais propensas a ter afinamento da área do córtex cerebral, o que implica que a obesidade está associada à redução da massa cinzenta do cérebro”, disse a autora do estudo Tatjana Rundek, MD, Ph.D., professor de neurologia, epidemiologia e saúde pública e diretor científico do Evelyn F. McKnight Brain Research Institute na Miller School of Medicine.

“Essas associações foram especialmente fortes naqueles com menos de 65 anos, o que acrescenta peso à teoria de que ter indicadores de saúde ruins na meia-idade pode aumentar o risco de envelhecimento cerebral e problemas de memória e habilidades de raciocínio no futuro” disse a Dra. Rundek.

O estudo envolveu 1.289 pessoas com idade média de 64 anos. Dois terços dos participantes eram latinos. O IMC dos participantes e a circunferência abdominal foram medidos no início do estudo. Em média, seis anos depois, os participantes fizeram exames cerebrais de ressonância magnética para medir a espessura da área do córtex cerebral, o volume global do cérebro e outros fatores.

Um total de 346 participantes tiveram um IMC menor que 25, o que é considerado peso normal; 571 pessoas tinham um IMC de 25 a 30, considerado excesso de peso; e 372 pessoas tinham um IMC igual ou superior a 30, considerado obeso.

Para a circunferência da cintura, que pode ser diferente para homens e mulheres, o grupo de peso normal, que era de 54% de mulheres, tinha uma média de 33 polegadas; o grupo com sobrepeso, que era 56% das mulheres, tinha uma média de 36 polegadas; e o grupo obeso, que era de 73% das mulheres, tinha uma média de 41 polegadas.

Ter um IMC mais alto foi associado a um córtex mais fino, mesmo depois que os pesquisadores ajustaram outros fatores que poderiam afetar o córtex, como pressão alta, uso de álcool e tabagismo. Em pessoas com sobrepeso, cada aumento de unidade no IMC foi associado a um córtex mais fino de 0,098 milímetros e em pessoas obesas com um córtex mais fino de 0,207 mm. Ter um córtex mais fino foi associado a um risco aumentado de doença de Alzheimer.

Ter uma cintura maior também foi associada a um córtex mais fino após o ajuste para outros fatores.

“Em adultos com idade normal, a taxa de afinamento geral do manto cortical é entre 0,01 e 0,10 mm por década, e nossos resultados indicam que estar acima do peso ou obeso pode acelerar o envelhecimento do cérebro em pelo menos uma década”, disse Rundek.

“Esses resultados são emocionantes porque aumentam a possibilidade de que, com a perda de peso, as pessoas possam evitar o envelhecimento de seus cérebros e potencialmente os problemas de memória e pensamento que podem vir junto com o envelhecimento do cérebro”, acrescentou. “No entanto, com o número crescente de pessoas em todo o mundo com sobrepeso ou obesidade e a dificuldade que muitos experimentam com a perda de peso, obviamente essa é uma preocupação para a saúde pública no futuro à medida que essas pessoas envelhecem.”

Dr. Rundek observou que o estudo não prova que o peso extra faz com que o córtex fique mais fino; mostra apenas uma associação.

Uma limitação do estudo foi que, como muitos estudos com idosos, é possível que as pessoas mais saudáveis ​​vivam mais e participem de estudos, o que pode afetar os resultados.

Fonte: http://med.miami.edu/news/study-shows-extra-weight-in-60s-may-be-linked-to-brain-thinning

Ortopedia ou Psiquiatria

Pergunta : Tacianne ( UNIG – Itaperuna)
Prazer, estou formada há 3 anos. Comecei nutrologia via online, no qual não gostei da plataforma ,-além de uma apendicite evoluindo para pneumoperitonite quase me matar. Larguei a pós. Trabalhei mais um ano. Comecei esse ano pós de dermatologia. Porém não curti, achei chato ,porém mega difícil . Então agora estou na luta do que fazer entre ortopedia e psiquiatria. Quero qualidade de vida e ganhar bem. Comecei pensar em ortopedia devido 3 em 1 : procedimentos / clínica/ Cirurgia. psiquiatria devido ser uma profissão que ajuda o próximo. Enfim, estou perdida e confusa.

Resposta :

Reconhecer que se está perdido já é um bom começo, e vc ainda é jovem suficiente para dar uma parada, uma refletida sobre a especialidade e seguir em frente procurando um bom futuro.

Na escolha da especialidade devemos sempre levar em conta:

1.    Que remuneração vou conseguir na especialidade escolhida e se essa remuneração combina com minhas ambições financeiras.?

2.    Qual a qualidade de vida que vou conseguir com essa especialidade escolhida. ? é isso que quero em termos de tranquilidade ?

3.    Como será o meu dia a dia de acordo com minha escolha. Vou me sentir confortável com esse dia a dia por mais 40 anos de atividade laboral.?

Mais algumas informações sobre essas especialidades, poderão te ajudar na escolha : ( o teste vocacional do nosso site também pode te ajudar )

A ortopedia é uma das melhores especialidades do  momento: população envelhecendo ( o que aumenta o número de possíveis clientes ), população preocupada em aumentar atividades físicas ( boom das academias de ginástica com consequente maior frequência de lesões de esforço repetitivo ), grande frequência de pequenos procedimentos a nível ambulatorial assim como cirurgias pequenas, médias e grandes ( o que agrega valor ao preço da consulta ), indústria de órteses e próteses forte facilitando o trabalho do ortopedista e impulsionando a especialidade além de aumentar os ganhos financeiros, possibilidade de expandir os serviços com utilização da Medicina Desportiva ( Copa do Mundo e Olimpíada estimularam isso ) e da fisioterapia ( Pilates e RPG estão em franco crescimento ), incremento no País das atividades industriais e comerciais que levam a maiores vícios de postura ( as chamadas dores de coluna, que vão acabar no consultório do ortopedista ). Tudo isso faz com que a especialidade seja uma das mais bem remuneradas, perdendo um pouco apenas na qualidade de vida, o que pode ser minimizado se o médico conseguir se organizar bem e administrar adequadamente o tempo

A Psiquiatria é uma especialidade que depende muito pouco de convênios médicos, o que facilita uma boa remuneração . No entanto a clientela não aumenta tão rapidamente porque ainda existe muito preconceito em relação à especialidade.

Apesar de ser uma especialidade de acesso direto com a residência médica durando 3 anos, é sempre importante a formação analítica que leva mais 5 anos.

Uma das áreas interessantes para o psiquiatra, do ponto de vista mercado de trabalho, é o segmento que lida com usuários de drogas, problema nacional que está sendo muito debatido atualmente pelos órgãos governamentais.

A Psiquiatria Forense também permite boa remuneração aos especialistas.

Para driblar o preconceito, uma das estratégias de divulgação do psiquiatra pode ser a de promover palestras comunitárias com o titulo de “Saúde Global “, abordando aspectos físicos e mentais.

Um outro tema para essas palestras pode ser “Depressão,: Uma doença da modernidade “

A depressão é uma das doenças de maior prevalência no mundo todo e agora tem sido diagnosticada com frequência, o que facilita um aumento da clientela para o psiquiatra.

A Psiquiatria é uma especialidade que permite boa qualidade de vida para o profissional, mas está na lista das especialidades tristes, pelo tipo de paciente que atende.

A psiquiatria pode se tornar um pouco mais tranquila se você selecionar a clientela que vai atender (de um modo geral só vai poder fazer isso depois de algum tempo de formado) já que uma grande parte dos pacientes são pacientes com depressão e com bom prognóstico. Se vc também atuar numa área como a terapia analítica freudiana também lidará com patologias tranquilas para o profissional e terá uma boa qualidade de vida.

Então, o Mercado de trabalho da psiquiatria é muito bom, principalmente se levarmos em consideração a grande incidência de depressão na população e a diminuição lenta porem real da aceitação das pessoas em procurar um psiquiatra nesses casos de depressão.
Embora o psiquiatra possa trabalhar com convênios médicos, existe um bom mercado para clientela de pacientes particulares.
Os avanços da neurociência vem afetar positivamente a especialidade; alguns acreditam que todos os transtornos psicóticos e neuróticos em breve poderão ser tratados com medicamentos; o que aumentará ainda mais a clientela dos psiquiatras.
A qualidade de vida pode ser boa se o especialista “filtrar” sua clientela evitando algumas patologias mais trabalhosas como adição de drogas, esquizofrenias…
A remuneração também é boa, principalmente considerando a grande possibilidade de adquirir clientela particular.

A renda do psiquiatra pode ser boa dependendo do tempo de formado e da cidade onde estiver trabalhando, assim não haverá necessidade de vc dar plantões de clinica médica.

Com um bom tempo de formado, atendendo no consultório apenas pacientes particulares, se tiver uma média de 10 pacientes por dia , 4 dias da semana, cobrando um valor médio de R$ 300,00 por consulta, vc terá um faturamento mensal de R$ 51.600,00.

O empreendedorismo seria iniciar atividade de consultório o mais cedo possível, fazer um bom marketing para alavancar a clientela e depois partir para montar uma clinica maior onde poderia colocar outros médicos para trabalhar. E ainda, talvez, partir para uma clinica com internações de curta permanência.
Outro caminho especial seria criar um serviço de controle de obesidade com tratamento iniciando pela psiquiatria ao invés de ser iniciado pela endocrinologia, já que na obesidade existe um fator “compulsivo “ de difícil controle pelos endocrinologistas

Sucesso

Mário Novais

 

 

Nova diretriz de prevenção de trombose venosa profunda no câncer

O câncer é um fator de risco importante para o desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), seja a trombose venosa profunda ou o temido tromboembolismo pulmonar. Identificar os pacientes com maior probabilidade de se beneficiar da profilaxia farmacológica e realizar tratamento eficaz são etapas importantes para reduzir o risco de recorrência e mortalidade do TEV. Na publicação de hoje, iremos falar sobre as orientações da diretriz mais atual publicada pela American Society of Clinical Oncology. O documento responde a questões importantes, que talvez você já tenha se perguntado ao se deparar com um paciente com câncer. Vale a pena conferir!

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Risco de câncer de mama pelo uso da terapia de reposição hormonal

Os resultados publicados, até o momento, sobre o risco de câncer de mama associado a diferentes tipos de terapia hormonal da menopausa são inconsistentes e com informações limitadas em relação aos efeitos a longo prazo.

Por isso, as evidências epidemiológicas foram reunidas e revisadas, avaliando o tipo e o tempo de uso da terapia de reposição hormonal (TRH) na menopausa e risco de câncer de mama, em uma meta análise individual de dados de participantes da evidência epidemiológica mundial, com estudos prospectivos elegíveis que buscaram informações completas sobre o assunto.

Os estudos foram identificados pesquisando muitas fontes formais e informais regularmente de 1º de janeiro de 1992 a 1º de janeiro de 2018. As usuárias atuais foram incluídas até 5 anos (média de 1,4 anos) após o último uso relatado da TRH. A regressão logística produziu taxas de risco ajustadas (RRs) comparando grupos específicos de usuárias de TRH versus nunca usuárias.

Durante o acompanhamento prospectivo, 108.647 mulheres na pós menopausa desenvolveram câncer de mama com idade média de 65 anos (DP 7); 55.575 (51%) usaram TRH. Entre as mulheres com informações completas, a duração média da TRH foi de 10 anos (DP 6) em usuárias atuais e 7 anos (DP 6) em usuárias anteriores, e a idade média foi de 50 anos (DP 5) na menopausa e 50 anos (DP 6) no início do uso da TRH.

Todos os tipos de TRH, exceto os estrogênios vaginais, foram associados a riscos excessivos de câncer de mama, que aumentaram constantemente com a duração do tratamento e foram maiores para preparações com estrogênio-progesterona do que para preparações que continham apenas estrogênio. Entre as usuárias atuais, esses riscos excessivos foram definidos mesmo durante os anos 1–4 (estrogênio-progesterona RR 1,60; IC 95% 1,52–1,69; apenas estrogênio RR 1,17; 1,10–1,26) e foram duas vezes maiores nos anos 5–14 (estrogênio-progesterona RR 2,08; 2,02–2,15; apenas estrogênio RR 1,33; 1,28–1,37).

Os riscos de estrogênio-progesterona durante os anos 5–14 foram maiores com o uso diário do que com menos frequência de uso de progesterona(RR 2,30; 2,21–2,40 vs 1,93; 1,84–2,01; heterogeneidade p<0 0001).

Para uma dada preparação, as RRs durante os anos 5–14 do uso atual foram muito maiores para tumores positivos para receptores de estrogênio do que para tumores negativos para receptores de estrogênio; foram semelhantes para mulheres que iniciaram TRH nas idades de 40 a 44, 45 a 49, 50 a 54 e 55 a 59 anos; e foram atenuados quando a TRH era iniciada após os 60 anos ou por adiposidade (com pouco risco da TRH somente com estrogênio em mulheres obesas).

Após cessar a TRH, algum risco em excesso persistiu por mais de 10 anos; sua magnitude dependia da duração do uso prévio, com pouco excesso após menos de 1 ano de uso da TRH.

Se essas associações são amplamente causais, então para mulheres com peso médio e de países desenvolvidos, 5 anos de TRH, a partir dos 50 anos, aumentariam a incidência de câncer de mama entre 50 e 69 anos em cerca de uma em cada 50 usuárias de preparações de estrogênio-progesterona de uso diário; uma em cada 70 usuárias de estrogênio mais preparações intermitentes de progesterona; e uma em cada 200 usuárias de preparações contendo somente estrogênio. Os excessos correspondentes de 10 anos de TRH seriam cerca de duas vezes maiores.

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1345493/risco+de+cancer+de+mama+pelo+uso+da+terapia+de+reposicao+hormonal+pode+ser+o+dobro+do+que+se+pensava+anteriormente+como+confirma+pesquisa+publicada+pelo+the+lancet.htm

Fonte: https://www.thelancet.com/

Quatro estratégias para um estilo de vida saudável ​​em sua prática clínica

Promover estilos de vida saudáveis ​​é um desafio para muitas práticas de atenção primária. Embora a maioria dos pacientes entenda a importância da atividade física e da alimentação saudável, muitos parecem incapazes de mudar seus comportamentos prejudiciais para reduzir o peso e melhorar as condições crônicas. Os medicamentos costumam ter um papel predominante no tratamento desses pacientes, embora os medicamentos isoladamente raramente sejam completamente eficazes para condições crônicas, e as mudanças no estilo de vida demonstram reduzir significativamente as taxas de morbimortalidade para a maioria das doenças crônicas.

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Anestesiologia : Vantagens e Desvantagens da Especialidade

  1. Anestesiologia

. Vantagens

  1. Menor tempo de formação
  2. Maior remuneração a curto prazo
  3. Menor necessidade de aceitar convênios
  4. Trabalho exclusivo com procedimentos – maior remuneração
  5. Outras especialidades não realizam seu trabalho
  6. Baixo custo para iniciar próprio negocio – sem local fixo

. Desvantagens

  1. Necessidade de estar atrelado com equipe cirúrgica levando a menor flexibilização de horários
  2. Necessidade de inicialmente dar mais plantões
  3. Ganho a longo prazo semelhante ao de curto prazo, com tendência a redução devido a menor força de trabalho
  4. Necessita estar empregado em algum local ou estar inserido em uma equipe cirúrgica, estando “à mercê” do cirurgião – emprego instável
  5. Necessidade de deslocamentos maiores entre diversos hospitais por onde irá anestesiar
  6. Poucas vagas para realização de residência