Archive janeiro 2019

Como Ser Aprovado na Residência Médica

Passos para conseguir ser aprovado nas provas de residência médica.:
1. Matricule-se num curso preparatório, tipo medcurso, medcel ou semelhante. Descubra qual o total de  páginas das apostilas de todo o ano ( em média são 1.600 páginas ).

  1. Organize um método de estudo, distribuindo a quantidade de matéria pelo número de semanas do início dos estudos até o início das provas ( geralmente outubro ou novembro ), o que dá um total de cerca de 10 meses ou 40 semanas.
  2. dividindo 1.600 páginas por 40 semanas, significa que vc terá que estudar cerca de 40 páginas por semana.
  3. Use 3 dias da semana para estudar essas apostilas, ou seja 13 páginas por cada um desses 3 dias e faça os exercícios dessas páginas.( não obrigatoriamente esse estudo vai coincidir com as aulas do cursinho ).
  4. Separe 2 dias da semana par fazer revisão da matéria. Para a revisão ser eficiente vc deve ou fazer resumo das apostilas ou “marcar” com caneta colorida palavras-chaves em cada parágrafo da apostila. A revisão da matéria é a chave do sucesso para aprovação.
  5. Use o sétimo dia da semana para fazer uma prova de concursos anteriores ( é fácil conseguir isso na internet ). Acompanhe sua pontuação e preste atenção nas respostas erradas conferindo no gabarito.
  6. Faça um planilha com a pontuação obtida nas provas de anos anteriores e veja como está indo seu desenvolvimento. No inicio do ano, geralmente vc estará pontuando faixa de 50 % pois muita matéria ainda não vai estar estudada. Com o passar do tempo vc irá melhorando sua pontuação. Para conseguir aprovação em oftalmo, por exemplo, seu objetivo é pontuar por volta de 80 %.
  7. treine fazer as provas de anos anteriores com bastante tranquilidade, prestando bastante atenção nos enunciados das questões e gastando as 4 horas que normalmente é o tempo das provas dos concursos. Se tiver terminado antes de completar as 4 horas, use o restante do tempo para rever suas respostas.
  8. Sucesso . Mário Novais

Tratamento Para Rinite Alérgica

Tratamento Para Rinite Alérgica

A rinite alérgica é muito comum nos Estados Unidos, com estudos populacionais relatando uma prevalência de ~ 20% (variação: 14 a 40%). A rinite alérgica afeta adversamente o desempenho escolar e profissional, custando cerca de US $ 6 bilhões por ano nos Estados Unidos. A rinite alérgica sazonal é mais comumente causada por pólens e esporos. Arbustos floridos e pólens de árvores são mais comuns na primavera, plantas com flores e gramíneas no verão e ambrósias e mofo no outono. Poeira, ácaros domésticos, poluição do ar e pêlos de animais podem produzir sintomas durante todo o ano, denominados “rinite perene”.

 

Tratamento

A) Corticosteróides intranasais

Os sprays intranasais de corticosteróides são a base do tratamento da rinite alérgica. Eles são mais eficazes – e frequentemente menos dispendiosos – do que os anti-histamínicos não-sedativos, embora os pacientes devam ser lembrados de que pode haver um atraso no início do alívio de duas ou mais semanas. Os sprays de corticosteróides também podem encolher a mucosa nasal hipertrófica e os pólipos nasais, proporcionando assim uma melhora na drenagem nasal das vias aéreas e do complexo ostiomeatal. Devido a este efeito, os corticosteróides intranasais são críticos no tratamento da alergia em pacientes propensos a rinossinusite bacteriana aguda recorrente ou a rinossinusite crônica. As preparações disponíveis incluem beclometasona (42 mcg / spray duas vezes ao dia por narina), flunisolida (25 mcg / spray duas vezes ao dia por narina), furoato de mometasona (200 mcg uma vez ao dia por narina), budesonida (100 mcg duas vezes ao dia por narina) e fluticasona propionato (200 mcg uma vez por dia por narina). Todos são considerados igualmente eficazes. Provavelmente, os fatores mais críticos são a conformidade com o uso regular e a introdução adequada na cavidade nasal. Para administrar a medicação na região do meato médio, a aplicação apropriada envolve segurar o recipiente para cima, com a cabeça inclinada para a frente e apontando o recipiente para o ouvido ipsilateral ao ativar o spray. Os efeitos colaterais são limitados, sendo a mais irritante a epistaxe (talvez relacionada à entrega incorreta da droga em direção ao septo nasal).

B) Anti-histamínicos

Os anti-histamínicos oferecem controle temporário, mas imediato, de muitos dos sintomas mais preocupantes da rinite alérgica. Anti-histamínicos eficazes incluem loratadina não sedativa (10 mg por via oral uma vez ao dia), desloratadina (5 mg uma vez ao dia) e fexofenadina (60 mg duas vezes ao dia ou 120 mg uma vez ao dia) e cetirizina minimamente sedante (10 mg por via oral uma vez ao dia). Bromfeniramina ou clorfeniramina (4 mg por via oral a cada 6–8 horas, ou 8–12 mg por via oral a cada 8–12 horas como comprimido de liberação prolongada) e clemastina (1,34–2,68 mg por via oral duas vezes ao dia) podem ser menos dispendiosas, mas são geralmente associados com alguma sonolência. O azelastine, spray nasal antagonista do receptor H1 (1–2 pulverizações por a narina diária) é também eficaz, mas muitos pacientes objetam a seu gosto amargo. Outros efeitos colaterais dos anti-histamínicos orais, além da sedação, incluem xerostomia e tolerância a anti-histamínicos (com eventual retorno dos sintomas de alergia, apesar do benefício inicial após vários meses de uso). Em tais pacientes, tipicamente aqueles com alergia perene, alternar anti-histamínicos eficazes periodicamente pode controlar os sintomas a longo prazo.

 

 

C) Medidas adjuvantes do tratamento

Medicamentos antileucotrienos, como o montelucaste (10 mg / dia por via oral), sozinho ou com cetirizina (10 mg / dia por via oral) ou loratadina (10 mg / dia por via oral), pode melhorar a rinorréia nasal, espirros e congestão. O cromoglicato de sódio e o nedocromil de sódio também são agentes adjuvantes úteis para a rinite alérgica. Eles trabalham estabilizando os mastócitos e prevenindo a liberação de mediadores pró-inflamatórios. Agentes tópicos, eles têm muito poucos efeitos colaterais. A forma mais útil de cromolina é provavelmente a preparação oftalmológica. O cromoglicato intranasal é eliminado rapidamente e deve ser administrado quatro vezes ao dia para alívio contínuo dos sintomas, e não é tão eficaz quanto o corticosteróide inalado. Os agentes anticolinérgicos intranasais, como o brometo de ipratrópio 0,03% ou 0,06% de sprays (42-84 mcg por narina três vezes ao dia), podem ser úteis quando a rinorréia é um sintoma importante. Eles não são tão eficazes para o tratamento da rinite alérgica, mas são mais úteis no tratamento da rinite vasomotora. Evitar ou reduzir a exposição a alérgenos transportados pelo ar é o meio mais eficaz de aliviar os sintomas da rinite alérgica. Dependendo do alérgeno, isso pode ser extremamente difícil. Manter um ambiente livre de alérgenos cobrindo travesseiros e colchões com capas plásticas, substituindo materiais sintéticos (colchão de espuma, acrílicos) por produtos de origem animal (lã, crina de cavalo) e removendo acessórios domésticos que podem armazenar poeira (carpetes, cortinas, colchas, vime). vale a tentativa de ajudar pacientes mais problemáticos. Purificadores de ar e filtros de poeira também podem ajudar a manter um ambiente livre de alérgenos. As irrigações salinas nasais são um complemento útil no tratamento da rinite alérgica para drenar mecanicamente os alérgenos da cavidade nasal. Não há nenhum benefício claro para a solução salina hipertônica sobre as preparações salinas normais comercialmente disponíveis (por exemplo, Ayr ou Ocean Spray). Quando os sintomas são extremamente incômodos, uma busca por alérgenos ofensivos pode ser útil. Isso pode ser feito por teste de radioalergossorvente sérico (RAST) ou teste cutâneo por um alergologista. Em alguns casos, os sintomas de rinite alérgica são inadequadamente aliviados por medicação e medidas de prevenção. Muitas vezes, esses pacientes têm uma forte história familiar de atopia e também podem ter manifestações respiratórias mais baixas, como a asma alérgica. Encaminhamento para um alergista pode ser apropriado para a consideração da imunoterapia. Este curso de tratamento está bastante envolvido com identificação adequada de alérgenos agressores, aumento progressivo das doses de alérgeno (s) e eventual administração da dose de manutenção por um período de 3–5 anos. Demonstrou-se que a imunoterapia reduz os níveis de IgE circulante em pacientes com rinite alérgica e reduz a necessidade de medicamentos para alergia. Tanto a imunoterapia subcutânea quanto a sublingual têm se mostrado eficazes no tratamento em longo prazo da rinite alérgica refratária. Os tratamentos são iniciados em uma instalação médica adequada, com monitoramento após o tratamento, devido ao risco de anafilaxia durante o aumento da dose; mais tarde, a imunoterapia sublingual pode ser administrada em casa. Reações locais de injeções subcutâneas são comuns e geralmente autolimitadas.

Fonte:

Current Medical Diagnosis & Treatment – 2019, Lange

Medicina Nuclear ou Radioterapia

Pergunta : Mayra ( Universidade Estadual de Londrina )
Olá, estou em dúvida entre residência de Radioterapia ou de Medicina Nuclear. Como está o mercado de trabalho atual? Grata
Resposta :

As duas especialidades citadas não são muito procuradas pelos estudantes em fase de formação e de escolha da especialidade por três razões : Primeiro porque os acadêmicos não conhecem bem a especialidade e o que ela faz na verdade. Segundo porque como lida com equipamentos caros o profissional acaba tendo que trabalhar sempre para grandes grupos, perdendo a característica de profissional liberal. Terceiro porque como lida com radiações, muitos médicos ficam com receio de se contaminarem, embora isso não seja um risco real pelas proteções existentes atualmente nessas áreas.

Mais algumas informações sobre essas especialidades lhe poderão ser úteis :

A Medicina Nuclear é uma especialidade pouco conhecida dos médicos e muitos estudantes nem tem noção do que faz um especialista nessa área. Talvez, por isso, poucos estudantes façam essa escolha. No Brasil temos apenas 438 especialistas em Medicina Nuclear
A Medicina Nuclear é uma especialidade que usa compostos radioativos para obter informações diagnósticas e para o tratamento de doenças. Seus procedimentos permitem a determinação de informações diagnósticas sem que seja necessário, intervenções cirúrgicas, ou de outros testes diagnósticos invasivos. Os procedimentos identificam frequentemente muito cedo anormalidades na progressão de uma doença ao longo do tempo, ou até mesmo antes da apresentação de sintomas.
Em sua forma mais básica, um estudo em medicina nuclear envolve a administração de pequenas quantidades de compostos, que são marcados com radionuclídeos gama emissores ou pósitron emissores, no organismo. O composto radiomarcado é chamado de radiofármaco, ou geralmente chamado de traçador ou radiotraçador. Existem diversos tipos de radiofármacos disponíveis que são úteis para estudar diferentes partes do corpo.
O conteúdo do programa de residência em Medicina Nuclear, geralmente abrange: Física e Biologia das radiações. Normas de proteção radiológica. Radiofarmácia. Recursos tecnológicos. Anatomia, fisiologia, fisiopatologia, indicações terapêuticas e realização e avaliação dos exames nos diversos sistemas orgânicos.
O concurso para residência médica em Medicina nuclear é classificado como de “acesso direto” e tem a duração de 3 anos, mas se o médico  já tiver feito  residência em clinica médica ou radiologia, esse tempo pode ser encurtado ( a critério do serviço). O inverso não é verdadeiro, ou seja, se vc fez a residência de medicina nuclear não pode simplesmente complementar e ser radiologista.
A procura não é muito grande. A relação candidato-vaga é de 1:1 ou 2:1
Os melhores locais para se fazer essa residência são os grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro
O Mercado de trabalho é bom pelo pequeno número de profissionais e além disso permite uma boa qualidade de vida e flexibilidade de horários. Na maioria das vezes vc vai ser sempre “empregado” e não “patrão”.
No Rio de Janeiro, onde existem poucos serviços, e todos exigem exclusividade, o salário mensal para uma carga horária de 30 – 40 h semanais, está entre 10 e 15.000,00.
Em Sao Paulo, o salário é mais do dobro desse.
Fora do eixo Rio-São Paulo aparecem ofertas entre 30 a 40.000,00 mensais.

Embora alguns estudantes achem isso, a radioterapia não tende a se tornar obsoleta porque novas técnicas tem sido desenvolvidas nessa área ( como radioterapia estereotáxica fracionada, braquiterapia, radioterapia 3D…) e o tratamento com irradiação ainda é um elemento muito importante no tratamento do cancer.

Aliás, com o aumento da faixa etária da população e consequentemente mais casos de câncer, a radioterapia será ainda mais útil como coadjuvante no tratamento.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 70% dos pacientes com diagnóstico de câncer serão submetidos à radioterapia em alguma fase de seu tratamento

O mercado é realmente restrito porque depende de serviços já organizados, em número não muito grande, mas durante sua formação na residência, vc será introduzido automaticamente nesse mercado através do próprio staff da residência.

Mais algumas informações sobre a radioterapia .:

A radioterapia também é uma especialidade pouco conhecida até pelos próprios médicos.

Como depende de equipamentos muito sofisticados, existem poucos serviços onde vc possa fazer a residência médica. São cerca de 15 serviços no Brasil, sendo 9 deles em São Paulo , 1 no Rio, 1 em Porto Alegre e outros espalhados.

Ao todo são aproximadamente 30 vagas por ano para novos residentes e os serviços mais conceituados são o Hospital do Câncer A.C.Camargo (SP- 3 vagas para residência) e INCA (RJ- 6 vagas por ano). A duração da residência é de 3 anos. ( acesso direto )

O envelhecimento da população, a incidência maior de Câncer, o diagnóstico mais precoce e o bom resultado obtido com a radioterapia, são fatores positivos para o futuro da especialidade.

Apesar de haver alguma escassez de radioterapeutas, a lei da oferta e da procura não é tão fidedigna nessa especialidade, porque como são relativamente poucos serviços existentes, os empregos públicos são mal remunerados ( como também em outras especialidades ) e os serviços particulares se aproveitam de serem poucos para também remunerar mal.

Se algum dia houver um movimento conduzido pela Sociedade de Radioterapia e semelhante ao realizado pelos anestesistas, de união da classe, com certeza a remuneração dos radioterapeutas vai melhorar.

Na radioterapia. a qualidade de vida do profissional é boa, mas é uma especialidade triste pelo tipo de paciente, além do médico perder o status de profissional liberal, sendo sempre um médico contratado.

A relação completa dos serviços de radioterapia no Brasil, vc pode obter no site www.sbradioterapia.com.bre até fazer, por telefone, um levantamento de salários na sua região.

Sucesso

Mário Novais

Nomofobia: a dependência do telefone celular. Este é o seu caso?

Nomofobia: a dependência do telefone celular. Este é o seu caso?

Desde a metade dos anos 1990, o uso de aparelhos eletrônicos tem aumentado cada vez mais rapidamente. Segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT) já são mais de 7 bilhões de aparelhos celulares em uso no mundo, sendo esta  a maneira mais usada para acessar a internet. Com o advento dos smartphones, o aparelho já traz diversas facilidades muito além da câmera fotográfica e filmadora de alta resolução, como ampla acessibilidade a e-mails e redes sociais, pesquisas on-line, visualização de filmes e programas de TV, músicas, realização de transações financeiras e diversas outras possibilidades. Apesar de todas estas vantagens, algumas pessoas podem apresentar um padrão de uso problemático.

Antes da popularização do celular, outras dependências comportamentais haviam sido descritas: alimentar, exercícios, compra, trabalho (workaholics), jogo, internet e sexo. Mais recentemente, o termo nomofobia (uma abreviação, do inglês, para no-mobile-phone phobia) foi criado no Reino Unido para descrever o pavor de estar sem o telefone celular disponível. Na realidade, este neologismo atualmente tem sido muito utilizado para descrever a dependência (também conhecida como uso problemático ou compulsão) do telefone móvel.

As prevalências descritas do uso abusivo do celular variam amplamente, muito em decorrência da diversidade dos critérios diagnósticos utilizados e da variabilidade dos indivíduos estudados. As taxas estimadas de dependência de celular podem chegar até a 60% nos seus usuários. Um estudo brasileiro realizado pela pesquisadora Anna Lúcia King, da UFRJ, verificou que 34% dos entrevistados afirmaram ter alto grau de ansiedade sem o telefone por perto. Assim, com a enorme quantidade de pessoas com pleno acesso ao aparelho, estes índices são extremamente preocupantes.

Dependência precoce

Neste sentido, o ponto que mais chama a atenção aqui é que cada vez mais cedo inicia-se o uso do celular, com milhões de crianças (várias com cerca de dois ou três anos de idade!) e adolescentes com acesso livre, total e irrestrito. Sabe-se que o quanto antes ocorre uma dependência, piores são suas consequências físicas e psicológicas em longo prazo. Em termos comportamentais mais amplos, têm sido observado nestes jovens uma falta de habilidade nos relacionamentos interpessoais, com dificuldades no estabelecimento de vínculos de amizade e/ou afetivos plenos e duradouros.

Em nível neurobiológico, sabemos que existe um “sistema de recompensa cerebral” (SRC) que tem como função estimular comportamentos que colaboram com a manutenção da vida (como sexo, alimentação e proteção). Quando o SRC é ativado, com a liberação do neurotransmissor dopamina, isto proporciona imediatas sensações de prazer e satisfação. Tal qual para as drogas de abuso, as dependências comportamentais (incluindo a nomofobia), são capazes de levar a uma hiperatividade do constante SRC, podendo causar alteração no funcionamento cerebral. Entretanto, as consequências de longo prazo do funcionamento alterado pelo excesso do uso do celular ainda são incertas.

Além disso, as pessoas que apresentam uso abusivo do celular têm maior chance de desenvolver transtornos psiquiátricos como ansiedade, depressão e sintomas de impulsividade, embora a relação de causa-efeito nem sempre seja fácil de ser estabelecida. Problemas físicos frequentemente ocorrem, incluindo fadiga, patologia ocular, dores musculares, tendinites, cefaleia, distúrbios do sono e sedentarismo. Além disso, é evidente a maior propensão em se envolver em um acidente automobilístico e de sofrerem quedas ao andar.

Sintomas da nomofobia

Portanto, as pessoas com uso problemático do celular apresentam diversos sinais e sintomas muito parecidos com a dependência de drogas:

  1. Fissura: a) usa o telefone celular para se sentir melhor, quando está pra baixo.
  2. Abstinência: a) quando não está com o aparelho fica preocupado e ansioso em perder chamadas ou mensagens; b) acha difícil desligar o aparelho em situações obrigatórias, como no avião ao decolar;
  3. Consequências negativas para a vida: a) atrasa em compromissos por ficar muito tempo no celular; b) gasta valores elevados na compra do aparelho e nas contas; c) ocupa-se demasiadamente com o celular quando deveria estar fazendo outras coisas; d) a produtividade no estudo e/ou trabalho reduz como resultado direto deste padrão de uso do celular; e) recebem mais multas de trânsito.
  4. Perda de controle: a) os amigos ou familiares reclamam do padrão de uso do celular, podendo atrapalhar os relacionamentos; b) permanece conectado ao celular por períodos muito maiores do que gostaria;
  5. Tolerância: a) aumento progressivo no tempo que fica usando o celular; b) incapacidade de gastar menos tempo usando o aparelho.

Dicas

Então, se a primeira coisa que você faz quando acorda é olhar o seu celular; se checa o seu telefone de cada 5 a 30 minutos; se dorme com o celular no seu quarto (pior ainda se for do lado da cama); se sempre arranja uma desculpa para levar o celular para o banheiro (para o chuveiro, é mais grave!) e, se anda com ele na mão a maior parte do tempo, você pode ter dependência do celular. Assim, aqui vão algumas sugestões que poderão te ajudar:

  1. Não perca o seu sono
    Jamais leve o celular para a cama. Desligue-o e deixe ele fora do seu quarto. Se a sua desculpa é que você usa ele para despertar, compre um despertador.
  2. Acordou? Use a regra dos primeiros 45 minutos*
    Ao acordar, você deve se preparar para o dia que terá pela frente, ir no banheiro, preparar o seu café da manhã, se alongar, se vestir e arrumar. Se for casado (a), beije seu parceiro (a). Os primeiros 45 minutos são seus. Não cheque o celular antes disso.
    * Se você for mulher, amplie para 60 minutos.
  3. Carro ligado, celular desligado
    Você vai economizar em multas e reduzir drasticamente a chance de ter um acidente sério. Proteja você e os outros, motoristas e pedestres.
  4. Desligue o celular no seu período mais produtivo
    Ao longo de algumas horas, desligue o seu celular e coloque longe do seu alcance (numa bolsa ou gaveta). Só ligue quando completar o seu trabalho.
  5. Fique atento à criança com celular
    Fique atento ao padrão de uso e conteúdo que a criança acessa no celular e imponha limites com disciplina. Estabeleça os momentos e o tempo de uso que seu filho pode se dedicar esta atividade.
  6. Saia da Matrix
    Não deixe aquela máxima ser verdadeira para você: “O celular aproxima quem está longe, mas afasta quem está perto! ”. Em qualquer reunião; nas refeições; brincando com seus filhos; confraternizando com os amigos, tudo isso é mais importante que o seu celular. Viva no mundo real e dê atenção ao que há a sua volta e a quem te ama e se importa contigo.

Agora, se nada disso ajudar, talvez você precise de uma avaliação de um profissional de saúde mental. Mas neste caso, não se esqueça! Desligue o celular antes de entrar no consultório…

TEXTO RETIRADO DO SITE: https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/nomofobia-a-dependencia-do-telefone-celular-este-e-o-seu-caso/

Cirurgia do Trauma

Pergunta : Pedro ( Universidade Federal do Rio de Janeiro – UNIRIO )

Sobre a Cirurgia do Trauma, gostaria de saber se é uma área valorizada da medicina onde o profissional pode obter bons rendimentos. Faço a pergunta porque já li em respostas de outras perguntas que a cirurgia geral é uma área um pouco desvalorizada, na qual os salários são baixos devido as tabelas dos convênios. A Cirurgia do Trauma, sendo uma subespecialidade da cirurgia geral, recai nesta mesma realidade? É possível obter bons salários dando plantão como cirurgião do trauma? Agradeço desde já, e parabenizo o Doutor pelo ótimo site.

Resposta :

Reconhecida pela resolução 1.973/2011 do Conselho Federal de Medicina (CFM), a Cirurgia do Trauma é uma área de atuação médica e subespecialidade da Cirurgia Geral que visa ao cuidado cirúrgico em situações de urgência e emergência. Nestas situações há a necessidade de procedimentos rápidos, intervenções agressivas e outras ações objetivando minimizar os danos causados em pacientes vítimas de trauma. A formação em cirurgia do trauma é opcional em programas de residência médica em Cirurgia geral tendo duração de 1 ano. É necessário como pré requisito dois anos de residência de cirurgia geral.

Em função do atendimento de acidentes ser realizado pelos Bombeiros e esses pacientes serem removidos exclusivamente para hospitais públicos, os hospitais privados nas suas emergências trabalham com cirurgiões de sobreaviso e não de plantão.

Assim, os empregos de plantonistas para cirurgiões  de um modo geral são em hospitais públicos, cujos salários não são muito bons.

Portanto a remuneração dos cirurgiões de trauma ainda é a mesma dos cirurgiões gerais.

Sucesso

Mário Novais

Tratamento Para Náusea e Vômito

Tratamento Para Náusea e Vômito

Medidas gerais: A maioria das causas de vômitos agudos é leve, autolimitada e não requer tratamento específico. Os pacientes devem ingerir líquidos claros (caldos, chá, sopas, bebidas carbonatadas) e pequenas quantidades de alimentos secos. O gengibre pode ser um tratamento não farmacológico eficaz. Para vômitos agudos mais graves, a hospitalização pode ser necessária. Pacientes incapazes de comer e que estão perdendo fluidos gástricos podem ficar desidratados, resultando em hipocalemia com alcalose metabólica. Solução salina a 0,45% com 20 mEq / L de cloreto de potássio é administrada na maioria dos casos para manter a hidratação. Um tubo de sucção nasogástrico melhora o conforto do paciente e permite o monitoramento da perda de líquidos.

 

Medicamentos Antieméticos: Os medicamentos podem ser administrados para prevenir ou controlar o vômito. Combinações de drogas de diferentes classes podem fornecer melhor controle dos sintomas com menos toxicidade em alguns pacientes.

 

1-      Antagonistas dos receptores 5-HT3 da serotonina: Ondansetron, granisetron, dolasetron e palonosetron são eficazes na prevenção da êmese induzida por quimioterapia e radiação, quando iniciadas antes do tratamento. Devido ao seu prolongado tempo de meia-vida e internalização do receptor 5-HT3, o palonosetron é superior a outros antagonistas dos receptores 5-HT3 para a prevenção de êmese induzida por quimioterapia aguda e tardia de regimes quimioterápicos moderadamente ou altamente emetogênicos. Embora os antagonistas dos receptores 5-HT3 sejam eficazes como agentes únicos para a prevenção de náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia, a sua eficácia é aumentada pela terapia de combinação com um corticosteróide (dexametasona) e um antagonista do receptor NK1. Os antagonistas da serotonina são cada vez mais utilizados para a prevenção de náuseas e vômitos no pós-operatório, devido ao aumento das restrições ao uso de outros agentes antieméticos (como o droperidol). 2-       Corticosteróides: Os corticosteróides (por exemplo, dexametasona) têm propriedades antieméticas, mas a base para esses efeitos é desconhecida. Esses agentes aumentam a eficácia dos antagonistas dos receptores de serotonina na prevenção de náuseas e vômitos agudos e tardios em pacientes que recebem esquemas de quimioterapia moderadamente a altamente emetogênicos.

 

3-      Antagonistas dos receptores da neurocinina: Aprepitant, fosaprepitant e rolapitant são antagonistas altamente seletivos para os receptores NK1 na área postrema. Eles são usados ​​em combinação com corticosteróides e antagonistas da serotonina para a prevenção de náuseas e vômitos agudos e tardios com regimes quimioterápicos altamente emetogênicos. O netupitant é outro antagonista oral do receptor NK1 que é administrado em uma combinação de dose fixa com palonosetrona. A terapia combinada com um antagonista do receptor da neuroquinina-1 previne a êmese aguda em 80 a 90% e retarda a emese em mais de 70% dos pacientes tratados com regimes altamente emetogênicos. 4-      Antagonistas da dopamina: As fenotiazinas, butirofenonas e benzamidas substituídas (por exemplo, proclorperazina, prometazina) têm propriedades antieméticas devidas ao bloqueio dopaminérgico, bem como aos seus efeitos sedativos. Altas doses desses agentes estão associadas a efeitos colaterais antidopaminérgicos, incluindo reações extrapiramidais e depressão. Com o advento de antieméticos mais eficazes e seguros, esses agentes são pouco usados, principalmente em pacientes ambulatoriais com sintomas menores e autolimitados. O agente antipsicótico atípico olanzapina tem potentes propriedades antieméticas que podem ser mediadas pelo bloqueio dos neurotransmissores de dopamina e serotonina. Em um estudo randomizado controlado de fase 3 em que pacientes que receberam quimioterapia altamente emetogênica já estavam recebendo dexametasona, um antagonista do receptor NK1 e um antagonista de 5-HT3, a olanzapina foi superior ao placebo na prevenção de náuseas agudas e tardias.

 

5-      Anti-histamínicos e anticolinérgicos: Essas drogas (por exemplo, meclizina, dimenidrinato, escopolamina transdérmica) podem ser valiosas na prevenção de vômitos decorrentes da estimulação do labirinto, ou seja, enjôo, vertigem e enxaquecas. Eles podem induzir sonolência. Uma combinação oral de vitamina B6 e doxilamina é recomendada pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas como terapia de primeira linha para náuseas e vômitos durante a gravidez. 6-      Canabinóides : A maconha tem sido usada amplamente como estimulante do apetite e antiemético. O Delta9-tetrahidrocanabinol (THC) puro é o principal ingrediente ativo na maconha e o mais psicoativo e está disponível por prescrição como dronabinol. Em doses de 5-15 mg / m2, o dronabinol oral é eficaz no tratamento de náusea associada à quimioterapia, mas está associado a efeitos colaterais do sistema nervoso central na maioria dos pacientes. Alguns estados permitem o uso de maconha medicinal com a certificação de um clínico. Cepas de maconha medicinal com diferentes proporções de vários canabinóides naturais (principalmente THC e Cannabidiol [CBD]) podem ser escolhidas para minimizar seus efeitos psicoativos.

6- Canabonóides: A maconha tem sido usada amplamente como estimulante do apetite e antiemético. O Delta9-tetrahidrocanabinol (THC) puro é o principal ingrediente ativo na maconha e o mais psicoativo, estando disponível para prescrição como dronabinol. Em doses de 5-15mg/m2, o dronabinol oral é eficaz no tratamento de náusea associada à quimioterapia, mas está associado a efeitos colaterais no SNC na maioria dos pacientes. Alguns estados americanos permitem o uso da maconha medicinal com a certificação de um clínico. Cepas de maconha medicinal com diferentes proporções de vários canabinóides naturais, principalmente THC e Cannabidiol, podem ser escolhidas para minimizar seus efeitos psicoativos.

Fonte:

Current Medical Diagnosis & Treatment – 2019, Lange

Especialidades Médicas : Vantagens e Desvantagens

Cirurgia Pediátrica

Cirurgia Pediátrica

Vantagens

  • Menor número de profissionais no mercado
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Área valorizada por grande parcela da população
  • Baixo custo para abertura de consultório
  • Especialidade caracterizada como “feliz” pelos pacientes os quais atende
  • Pouca concorrência com outras especialidades para tratar das patologias

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Menor fidelidade do paciente no consultório – patologias agudas etc
  • Maior tempo de formação
  • Baixo número de vagas para a especialidade
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Necessidade de estar associado a algum serviço
  • Necessidade de realizar plantões por períodos mais longos
  • Diminuição geral da natalidade mundial deve fazer com que a clientela diminua
  • Remuneração à longo prazo
  • Baixa qualidade de vida pela quantidade de emergências e parentes preocupados que procuram o médico 24 horas por dia ao longo de toda a semana

Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Vantagens

  • Menor número de profissionais no mercado
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Especialidade considerada “triste” pelas patologias e pelo perfil dos pacientes os quais atende
  • Área valorizada por grande parcela da população
  • Aumento do número de patologias pelo aumento da expectativa de vida da população
  • Baixo custo para abertura de consultório

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Menor fidelidade do paciente no consultório – patologias agudas, retornos apenas após longos períodos, etc
  • Maior tempo de formação
  • Baixo número de vagas para a especialidade
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Necessidade de estar associado a algum serviço
  • Necessidade de realizar plantões por períodos mais longos
  • Alta remuneração a longo prazo

Cirurgia Geral

Cirurgia Geral

Vantagens

  • Menor tempo de formação
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Alta remuneração a curto prazo
  • Alto número de vagas para acesso a especialidade
  • Maior diversidade de patologias
  • Área valorizada por grande parcela da população

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Menor fidelidade do paciente no consultório – patologias agudas, retornos apenas após longos períodos, etc
  • Outras especialidades tratam este tipo de patologia/população
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Pouco reconhecimento perante outras especialidades
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Necessidade de estar associado a algum serviço
  • Necessidade de realizar plantões por períodos mais longos

Ginecologia e Obstetrícia

Ginecologia e Obstetrícia

Vantagens

  • Menor tempo de formação na especialidade;
  • Alta demanda para pouca mão-de-obra;
  • Menor dependência de outras especialidades;
  • Menores custos para começar consultório próprio;
  • Maior fidelidade do paciente no consultório – patologias crônicas, acompanhamento mesmo na ausência de doença;
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Nenhuma ou poucas especialidades tratam este tipo de patologia/população
  • Alto número de vagas para acesso a especialidade

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Alta remuneração apenas a longo prazo
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Menor diversidade de patologias – mais monótono
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Maior custo para começar consultório próprio caso realização de exames diagnósticos
  • Necessidade de estar associado a algum serviço

Clínica Médica

Clínica Médica

Clínica Médica

 Vantagens
a) Menor tempo de formação na especialidade;
b) Muita oferta de vaga na residência médica;
c) Alta demanda para pouca mão-de-obra;
d) Baixo custo para iniciar o próprio negócio;
e) Visão geral da medicina;
f) Valorização atual do médico generalista.

Desvantagens
a) Maior remuneração apenas a longo prazo;
b) Necessidade de realizar plantões de clínica por período mais longo;
c) Maior dependência de outras especialidades para tratamento de determinados pacientes;
d) Maior necessidade de estar empregado em algum serviço (rotina de enfermaria), dificultando administração dos próprios horários;
e) Pouco reconhecimento perante outras especialidades médicas;
f) Baixa procura pelos pacientes às consultas, indo diretamente a especialistas.

Otorrinolaringologia

Otorrinolaringologia

Otorrinolaringologia

Vantagens:

a) Menor tempo de formação;
b) Muitos procedimentos que agregam valor à consulta;
c) Bom prognóstico dos pacientes;
d) Boa qualidade de vida pela menor ocorrência de emergências e pela facilidade de administrar os próprios horários;
e) Maior diversidade de patologias – menos monótono;
f) Área com potencial crescimento no mercado nos próximos anos;
Alta demanda para pouca mão-de-obra;
g) Menor custo para começar consultório próprio;
h) Diversos procedimentos cirúrgicos;

Desvantagens:
a) Poucas vagas de residência médica;
b) Boa remuneração apenas a longo prazo;
c) Pouco reconhecimento perante outras especialidades;
d) Dependência de plantões no início da carreira para se sustentar;
e) Maior dependência de planos de saúde;
f) Plantões da especialidade pagam pouco.

Pediatria

Pediatria

Pediatria

Vantagens:

a) Especialidade de acesso direto de duração de 3 anos;
b) Especialidade caracterizada como “feliz” pelos pacientes os quais atende;
c) Alta demanda para pouca mão de obra;
d) Maior fidelidade dos pacientes;
e) Alto número de vagas para residência;
f) Pouca concorrência com outras especialidades para tratar das patologias;
g) Maior remuneração por plantão do que outras especialidades.

Desvantagens:

a) Baixa qualidade de vida pela quantidade de emergências e parentes preocupados que procuram o médico 24 horas por dia ao longo de toda a semana;
b) Dependência de plantões muitas vezes ao longo de toda a vida profissional;
c) Poucos procedimentos que agreguem valor à consulta;
d) Diminuição geral da natalidade mundial deve fazer com que a clientela diminua;
e) Remuneração à longo prazo;
f) Dificuldade de conseguir convênios;
g) Sucesso terapêutico depende mais dos parentes do que dos pacientes.

Radiologia

Radiologia

. Vantagens

a)Menor tempo de formação;

b)Alto rendimento financeiro a curto prazo;

c)Maior importância devido à necessidade de exames de imagem na atualidade;

d)Aumento de procedimentos de radiologia intervencionista, com alto rendimento;

e)Possibilidade de trabalho a distância;

f)Menor estresse pós-trabalho – sem pacientes ligando fora do horário comercial, sem responsabilidade de tratamento de pacientes.

. Desvantagens

a)Poucas vagas para realização de residência e especialização;

b)Alto custo para iniciar o próprio negócio;

c)Necessidade de estar empregado em algum serviço, dificultando administração dos próprios horários;

d)Setor de radiologia intervencionista ainda fechado para maioria dos radiologistas;

e)Maior parte da vida terá que dar plantão, dificultando, novamente, administração dos próprios horários;

f)Profissão mais solitária, com menor interação com outras pessoas.

Oftalmologia

Oftalmologia

. Vantagens

a)Presença de procedimentos que agregam valor à consulta;

b)Procedimentos cirúrgicos;

c)Outras especialidades não tratam doenças oftalmológicas;

d)Alta demanda para pouca mão-de-obra;

e)Facilidade de administrar próprios horários;

f)Menor tempo de formação;

. Desvantagens

a)Necessidade de trabalhar com convênios;

b)Alto custo inicial para implantação de consultório;

c)Acompanhamento irregular da maioria dos pacientes – ida ao oftalmologista 1x ao ano;

d)Plantões da especialidade pagam pouco;

e)Necessidade de estar associado inicialmente a algum local para realizar procedimentos cirúrgicos;

f)Poucas vagas para realização de residência e especialização.

Psiquiatria

Psiquiatria

. Vantagens

a)Menor tempo de formação;

b)Menor necessidade de obtenção de convênios;

c)Alta demanda para pouca mão-de-obra;

d)Menor dependência de outras especialidades;

e)Maior facilidade de administrar os próprios horários;

f)Patologias crônicas que muitas vezes necessitam de acompanhamento pelo resto da vida com receituário controlado;

g)Menor custo para começar o próprio negócio.

. Desvantagens

a)Remuneração maior apenas a longo prazo;

b)Ausência de procedimentos que agreguem valor a consulta;

c)Trabalho com sofrimento emocional importante;

d)Patologias tratadas por outros especialistas (neurologistas, cardiologistas e geriatras);

e)Patologias crônicas com respostas muitas vezes parciais ao tratamento;

f)Plantões da especialidade pagam pouco.

Especialidades Simultâneas

Pergunta : Rodrigo (Universidade Federal da Bahia )
Olá, gostaria de saber se é possível ter essa rotina. Quero trabalhar como médico rotineiro de segunda a sexta das 07:00 as 12:00 em um hospital exercendo a função de clinica médica nas emergências e UTI. A tarde gostaria de me dedicar aos pacientes de consultório na área de endocrinologia. É possível conciliar a clinica médica e a endocrinologia ?

Resposta :

Na formação como endocrinologista será necessário como pré requisito ter feito a residência de clínica médica, portanto atuar como endocrinologista e como clínico geral, ao mesmo tempo, é perfeitamente factível.

De um modo geral, na prática, o que acontece é que o endócrino termina preferindo ficar somente nessa especialidade, deixando de atender pacientes de clínica geral ( o que sem dúvida diminui seu mercado em potencial ).

Para atuar na área de Medicina Intensiva, o ideal seria fazer uma residência dessa área ou mesmo uma pós graduação de terapia intensiva, embora seja muito comum termos médicos atuando em UTIs sem terem feito essa formação completa.

Apesar de muitos médicos terem vontade de atuar em diferentes áreas da medicina, o principio básico é que é muito difícil acompanhar os avanços tecnológicos de mais de uma especialidade ao mesmo tempo e se corre o risco de não estar praticando a melhor Medicina com seus pacientes.

Sucesso

Mário Novais

Especialidades Confluentes

Pergunta : Eduardo ( UNISINOS – RS )
Boa tarde, achei ótimo seu site. Gostaria de perguntar a você a respeito das especialidades que se cruzam, que tem rotinas em comum, que são parecidas, o objetivo da pergunta é para um trabalho da faculdade na Unisinos. Podem me ajudar?

Resposta :

Os avanços recentes e céleres da Medicina tem derrubado os limites entre as especialidades. Assim algumas áreas deixaram de ser exclusivas de determinadas especialidades.

Por exemplo : Um paciente com acidente vascular encefálico que necessite de um cateterismo desobstrutivo pode ser atendido por um neurologista, por um neurocirurgião ou ainda por um radiologista intervencionista.

Uma colonoscopia pode ser realizada por um gastroenterologista , por um proctologista ou ainda por um cirurgião gastroenterológico.

Uma biopsia hepática pode ser realizada por um gastroenterologista, por um hepatologista ou ainda por um radiologista intervencionista.

Uma cirurgia estética de pálpebra pode ser feita por um oftalmologista ou por um cirurgião plástico.

Conclusão : O registro profissional como  médico nos Conselhos de Classe ( Conselhos Regionais de Medicina ) permitem ao profissional realizar legalmente qualquer tipo de procedimento médico, porém cabe ao profissional se preparar tecnicamente para isso e atuar apenas em casos onde tenha a habilidade necessária .

Sucesso

Mário Novais

Transtorno de ansiedade: sem tempo para o agora

Transtorno de ansiedade: sem tempo para o agora

Imagine que, em algumas horas, você fará a entrevista de emprego para a vaga dos seus sonhos. Enquanto se arruma na frente do espelho, o coração fica acelerado, o estômago se remexe todo, a pele se enche de suor e as pernas bambeiam. Ao mesmo tempo, a cabeça é inundada por um turbilhão de pensamentos e incertezas. “E se a moça do RH não gostar de mim? E se eu falar uma bobagem? E se a conversa for em inglês?” Estamos diante de um clássico episódio de ansiedade, sentimento natural e comum às mais variadas espécies de animais, entre elas os seres humanos. Veja: na dose certa, ela é proveitosa e garante até hoje a nossa sobrevivência.

“Quando nos preocupamos com algo que pode vir a acontecer, tomamos uma série de medidas para resolver previamente aquela situação”, diz o psiquiatra Antonio Egidio Nardi, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Do mesmo modo que nossos antepassados estocavam comida para não sofrer com a fome nos períodos de estiagem e um macaco evita certos lugares da floresta por saber que lá ficam os predadores que adorariam devorá-lo, hoje elaboramos eventuais respostas às perguntas da entrevista de emprego ou estudamos com afinco antes de uma prova difícil. Ao contrário do medo, que é uma reação a ameaças concretas, a ansiedade está mais para um mecanismo de antecipação dos aborrecimentos futuros.

O transtorno começa quando essa emoção passa do ponto. Em vez de mover para frente, o nervosismo exagerado deixa o indivíduo travado, impede que ele faça suas tarefas e atrapalha os seus compromissos. “Isso lesa a autonomia e prejudica a realização de atividades simples e corriqueiras”, caracteriza o médico Antônio Geraldo da Silva, diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Aí, sair de casa torna-se um martírio. Entregar o trabalho no prazo é praticamente missão impossível. Convites para festas e encontros viram alvo de desculpas. A concentração some, os lápis são mordidos, as unhas, roídas… e a qualidade de vida cai ladeira abaixo.

Em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um documento com estatísticas dos distúrbios psiquiátricos ao redor do globo. Os transtornos de ansiedade atingem um total de 264 milhões de indivíduos – desses, 18 milhões são brasileiros. Nosso país, aliás, é campeão nos números dessa desordem, com 9,3% da população afetada. A porcentagem fica bem à frente de outras nações: nas Américas, quem chega mais perto da gente é o Paraguai, com uma taxa de 7,6%. Na Europa, a dianteira fica com Noruega (7,4%) e Holanda (6,4%).

Afinal, o que explicaria dados tão inflados em terras brasileiras? “Fatores como índice elevado de desemprego, economia em baixa e falta de segurança pública representam uma ameaça constante”, responde o psiquiatra Pedro Eugênio Ferreira, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Preocupações com a saúde, notícias políticas e relações sociais também parecem influenciar por aqui.

Apesar de os achados da OMS assustarem, é um erro considerar que estamos na era mais ansiosa da história – muitos estudos sugerem justamente o contrário. Em primeiro lugar, a ansiedade só passou a ser encarada com mais coerência a partir dos escritos de Sigmund Freud (1856-1939) e foi aceita nos manuais médicos como um problema de saúde digno de nota a partir da década de 1980. Portanto, é impossível comparar presente e passado sem uma base de dados confiável.

Além disso, com raras exceções, vivemos um dos momentos mais tranquilos de toda humanidade. Há quantas décadas não temos batalhas ou epidemias de grandes proporções? O que acontece hoje é uma mudança nos gatilhos: se atualmente nos preocupamos com a iminência de um assalto ou de uma demissão, nossos pais se afligiam pela proximidade de uma guerra nuclear entre Estados Unidos e União Soviética e nossos avós perdiam noites de sono com o avanço nazista sobre França e Polônia durante a Segunda Guerra Mundial.

Existem, porém, alguns fatores que são patrocinadores em potencial de ansiedade independentemente do intervalo histórico. A infância, por exemplo, é fundamental. “Crianças que passaram por abuso ou negligência têm um risco duas a três vezes maior de sofrer com transtornos mentais na adolescência ou na fase adulta”, descreve o psiquiatra Giovanni Abrahão Salum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A genética e a própria convivência próxima a um familiar com os nervos à flor da pele já elevam a probabilidade de desenvolver a condição posteriormente.

Como saber se eu tenho ansiedade?

A despeito de existirem tantos ansiosos por aí, ainda penamos com a demora no diagnóstico. De acordo com um estudo da americana Universidade Harvard, sujeitos com os quadros graves e agudos levam em média sete anos para buscar o auxílio de um profissional de saúde.

Nos casos em que os sintomas são mais leves e perenes, essa delonga se arrasta por 16 anos. Esse desperdício de tempo valioso faz o quadro evoluir para enfermidades ainda mais sérias, como o alcoolismo e a depressão. Para ter ideia, estima-se que, de cada cinco pacientes depressivos, quatro deles tiveram ansiedade lá no início.

“Infelizmente, persiste um preconceito com os transtornos mentais na nossa sociedade. Para muitos, o psiquiatra segue como o ‘médico de loucos’”, lamenta Nardi. Já passou da hora de virar a chavinha, né?

As doenças que abalam a mente devem ser abordadas com o mesmo respeito e seriedade de diabetes, câncer ou qualquer outra moléstia do corpo. Se você sentir alterações de humor ou se estiver de alguma maneira incomodado com pensamentos que não saem da sua cabeça, procure um profissional. A avaliação com base em um questionário respondido no consultório já ajuda a flagrar a ansiedade e nortear a abordagem terapêutica.

Como a ansiedade surge e de que forma afeta o organismo

1. A todo momento, nosso cérebro analisa o ambiente e identifica possíveis ameaças. Áreas como o hipocampo e a amígdala são responsáveis por fazer essa varredura.

2. Diante de um provável risco, o sistema nervoso dispara uma série de reações. As glândulas suprarrenais, que ficam acima dos rins, liberam doses extras dos hormônios adrenalina e cortisol.

3. Essa dupla de substâncias dilata os vasos sanguíneos, faz o coração bater mais rápido e prepara os músculos para a ação. É daí que vêm taquicardia, suor, tremedeira, falta de ar…

4. Adrenalina e cortisol alcançam o cérebro, onde estimulam a produção de neurotransmissores que deixam certas regiões da massa cinzenta em estado de alerta.

5. No transtorno de ansiedade, uma ou mais etapas desse processo funcionam de modo exagerado. Qualquer estímulo é considerado um perigo e gera respostas de forma desnecessária.

Os seis principais tipos de ansiedade

Fobia social: Medo exacerbado e irracional de participar de festas, aulas, reuniões e eventos com pessoas desconhecidas. O grande receio é ser avaliado, julgado, ridicularizado ou criticado por esses estranhos. Falar em público é motivo para travar, suar em bicas, ter taquicardia e até sentir a memória falhar.

Fobia: Temor crônico e paralisante de objetos, animais ou situações específicas, como medo de buracos, de aranhas ou de lugares altos. Esse sentimento pode surgir a partir de uma experiência real ou se principiar por meio de um pensamento particular e até uma notícia marcante. Já foram descritas mais de 500 versões.

Ataque de pânico: Sem nenhuma razão, o indivíduo sente que vai morrer: o coração dispara, o corpo estremece, surgem náuseas e vômitos. Muitas vezes, ele corre para o pronto-socorro por acreditar que está sofrendo um infarto e sai do hospital sem diagnóstico. Depois de alguns minutos aflitivos, tudo volta ao normal.

TAG: Sigla para transtorno de ansiedade generalizada. Há uma sensação incômoda e persistente de que algo vai dar errado a qualquer minuto e a vida vai fugir de sua direção quando menos se espera. Nesse ciclo de preocupações sucessivas, os problemas são muito valorizados, enquanto a própria capacidade de resolvê-los é subestimada.

TOC: O transtorno obsessivo-compulsivo é marcado por pensamentos invasivos que somente são aliviados quando se repete um comportamento padronizado sem sentido lógico. É o exemplo do sujeito que precisa acender e apagar o interruptor três vezes senão um parente vai morrer ou aquele que lava as mãos várias vezes seguidas.

Estresse pós-traumático: Muito corriqueiro em soldados que retornam da guerra e em vítimas de atentados ou desastres naturais, o transtorno de estresse pós-traumático faz com que a experiência ruim não saia da mente e volte a atormentar por meio de flashbacks. Junto com as lembranças, manifestam-se insônia, irritabilidade e pânico.

Como é feito o tratamento

A primeira coisa que você deve saber é que as opções disponíveis são seguras e ajudam a melhorar e controlar a situação. Existem dois grandes pilares nessa área: a psicoterapia e os medicamentos. “Nós avaliamos cada caso e lançamos mão de um método ou outro, ou até mesmo eles em conjunto, a depender do tipo de ansiedade e do seu grau”, explica a psicóloga Michelle Levitan, do Instituto de Psiquiatria da UFRJ.

O ataque de pânico grave, por exemplo, exige a prescrição de alguns fármacos logo de cara. Já uma TAG moderada responde bem a sessões de terapia. Quem vai bater o martelo sobre o caminho ideal é o médico.

Entre as abordagens psicológicas, aquela que mais se destaca em eficácia pelo número de evidências científicas é a terapia cognitivo-comportamental. “Nosso objetivo é identificar a crença que está atrapalhando o indivíduo e, a partir daí, transformá-la em um pensamento novo, que mude suas atitudes e a forma como ele enxerga a vida”, descreve o terapeuta Juan Carlos Picasso, diretor da Rituaali, clínica e spa no Rio de Janeiro.

É um processo de dentro para fora: por meio da conversa, o profissional de saúde faz o paciente refletir sobre alguns de seus temores para, assim, conseguir modificá-los com o passar do tempo.

Entre os medicamentos, os mais prescritos são os inibidores seletivos de recaptação de serotonina/noradrenalina. Receitados também contra a depressão, esses comprimidos reequilibram a química cerebral e afastam o risco de crises ou recaídas. Seu ponto fraco é a demora para aparecerem os resultados. Isso pode levar semanas, até meses.

É aí que entra outro grupo medicamentoso: os benzodiazepínicos, calmantes por natureza que já mostram serviço após um ou dois dias. Mas eles são utilizados com bastante critério e somente em algumas situações, pois estão relacionados a efeitos colaterais e dependência se tomados em longo prazo. Não custa reforçar: é vital obedecer direitinho as recomendações de tempo e dosagem definidas pelo especialista.

Por fim, há medicações de apoio que atuam sobre sintomas específicos. Os betabloqueadores diminuem os episódios de taquicardia. Fármacos para a tireoide corrigem desvios do metabolismo – se essa glândula está bagunçada, pintam cansaço, prostração e até queixas de ansiedade. Mulheres que entram na menopausa precisam fazer um checkup dos hormônios para ver se eles não estão impactando o bem-estar…

Reforma do estilo de vida

De nada adianta sentar no divã ou tomar comprimidos se alguns hábitos e pensamentos não forem modificados. Aposte numa alimentação equilibrada e variada. Invista em noites de sono tranquilas e reparadoras. E, principalmente, comece já uma rotina de exercícios.

“Além de elevar o ânimo, a atividade física atua na capacidade cerebral, aprimorando a comunicação entre os neurônios”, justifica Nardi. Meditação, relaxamento e atenção plena – o popular mindfulness – também são uma mão na roda: pesquisas demonstram o seu papel de peso contra a ansiedade.

No final das contas, às vezes vale se perguntar sobre a necessidade de entrar num tratamento. Ora, se eu tenho medo de bichos e moro em São Paulo, qual o real dano que essa fobia me traz? “O segredo está em fazer um bom exame da pessoa, de seu contexto e do prejuízo envolvido”, afirma o psiquiatra José Alexandre Crippa, da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto.

Desse modo, dá pra evitar que sentimentos absolutamente normais sejam encarados como doenças e tratados com remédios. Contudo, a medicalização da vida, tema que suscita debates na Europa e na América do Norte, está longe de ser realidade no Brasil, onde se estima que só 30% dos pacientes com transtornos mentais recebam uma terapia adequada.

Em uma palestra inspiradora para o TEDx, conjunto de seminários que ocorre em várias cidades do mundo, a psiquiatra Olivia Remes, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, expôs sua experiência na área da ansiedade. Segundo seu relato, mulheres que moram em áreas pobres apresentam maior risco de desenvolver o transtorno do que aquelas que vivem nos bairros ricos. Até aí, nenhuma novidade. Mas em seu trabalho de observação, a cientista descobriu que existem três atitudes certeiras para lidar melhor com a agonia excessiva.

A primeira delas envolve colocar a mão na massa. “Você se pega adiando o início de algo simplesmente por não sentir que está preparado o suficiente para aquela tarefa? Você tende a gastar muito tempo decidindo o que fazer e, na prática, não acontece nada?”, pergunta Olivia, no vídeo de sua palestra, disponível no YouTube. Para quebrar esse ciclo, a recomendação é criar coragem e fazer aquilo que você precisa, mesmo que da primeira vez o resultado não seja lá um primor. O aprendizado com os erros e com os acertos nas diversas tentativas é que faz a gente ser bom em algo. “Essa estratégia apressa nossa tomada de decisões e nos empurra para a ação, o que nos coloca de volta no controle de nossas vidas”, declara.

O segundo passo é se perdoar por qualquer erro que tenha cometido no passado. Pessoas ansiosas ficam remoendo suas próprias gafes e mancadas, de modo que não conseguem focar em outras coisas realmente relevantes que estão à sua frente.

Não coloque tanta ênfase nos seus defeitos e incapacidades. No lugar disso, pense naquilo em que você é craque – e, assim, reverta esse seu ponto forte em algo de bom para a comunidade. “Você faz pelo menos uma coisa pensando no próximo? Pode ser um trabalho voluntário, ou compartilhar um conhecimento adquirido. Dividir com os outros vai melhorar pra valer a sua saúde mental”, finaliza a psiquiatra britânica.

Outro passo fundamental é nunca fugir daquilo que o aflige. “A ansiedade faz com que vejamos um mundo extremamente ameaçador e isso leva a uma inibição comportamental”, destaca a psicobióloga Milena de Barros Viana, da Universidade Federal de São Paulo.

Se medos e temores são evitados, alimentamos esse fantasma até o ponto em que ele se torna um obstáculo intransponível, que impede a promoção no trabalho ou o primeiro encontro com o amor das nossas vidas. “Para sair desse estado de hesitação, enfrente esses incômodos”, orienta Milena.

O copo meio cheio

Domar a ansiedade pode até aumentar nossa produtividade no serviço ou garantir uma rotina mais organizada – que tal adotar uma agenda para anotar todos os compromissos, projetos, aflições e questões existenciais? Lembra que no começo da reportagem dissemos que essa sensação é natural e nos livra de enrascadas?

“Ao prever as possibilidades, podemos usar e abusar de nosso lado criativo na busca por soluções inovadoras e eficazes para os problemas que se apresentam”, sugere a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, autora do livro Mentes Ansiosas (Editora Principium/Globo). Quem sabe a próxima ideia que vai revolucionar o mundo não saia de uma inquietação de sua cabeça?

Por fim, acabe de vez com a noção de que um dia você vai se livrar desse sentimento. Encare-o mais como uma ferramenta essencial para sua sobrevivência. “Temos que aceitá-lo como um preço que pagamos para conseguirmos passar no vestibular, paquerar, enfim, vivermos de acordo com nossos valores”, raciocina o médico Márcio Bernik, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Chega de arrancar cabelos, roer unhas ou comer o lápis: os traumas passados e as preocupações futuras fazem parte da biografia de qualquer um. Aceitá-los é o primeiro passo para ter uma vida completa, feliz… E com a ansiedade sob controle.

TEXTO RETIRADO DO SITE: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/ansiedade-afeta-o-organismo-e-pode-paralisar-sua-vida/