Arquivar janeiro 2019

Competências Essenciais Para o Bom Trabalho em Equipe

O trabalho em equipe pode ser formado por pessoas com personalidades, formas de pensar e agir opostas. Saber respeitar e lidar com essas diferenças é fundamental para construir relações saudáveis e para o crescimento profissional. É uma poderosa ferramenta de gestão, pois é papel do líder formar equipes com conhecimentos e experiências complementares, que possam juntos colaborar para o crescimento um do outro, construir projetos importantes e ser bem-sucedidos em suas ações.

Um grupo de profissionais eficientes é aquele que consegue somar diferentes talentos e habilidades, de modo a alcançar os resultados esperados pela organização. Este processo é muito mais complexo do que parece, uma vez que a maioria dos colaboradores se preocupam apenas em desenvolver suas competências técnicas, sem dar importância para o desenvolvimento de suas habilidades comportamentais.

O profissional convive diariamente com pessoas de opiniões variadas, objetivos distintos e com outras maneiras de enxergar o mundo. É necessário aprender e acolher essas diferenças e integrar essas habilidades dos diversos elementos do grupo.  E quais são as competências essenciais para o trabalho em equipe?

Saber lidar com as emoções
As pessoas podem apresentar diferentes reações em momentos de pressão: nervosismo, agressividade, paralisia, ataques explosivos, entre muitos outros comportamentos. Saber lidar com as emoções faz toda a diferença nessas situações.

Conhecer a equipe
Você passa a maior parte do seu dia ao lado dos colegas de trabalho. Para tornar a convivência mais produtiva e positiva, o ideal é se aproximar delas: converse, conheça seus sonhos, entenda suas motivações, compreenda suas limitações e identifique o que eles têm de positivo.

Respeitar as particularidades
Algumas equipes vivem em conflito simplesmente porque as tarefas estão direcionadas de forma equivocada. Saiba explorar o que os colegas de trabalho têm de melhor e aprenda a lidar com as limitações. Todas as pessoas são boas em algumas coisas e ruins em outras e, se souber usar o melhor de cada um, haverá uma relação positiva com todos.

 

Tomar cuidado com as críticas
Sempre prefira conversar em particular com o profissional que está sendo criticado. Além disso, tenha o cuidado de sempre fazer comentários que sejam realmente produtivos e possam acrescentar algo.

O entrosamento entre profissionais também pode ser feito em momentos de descontração, criando empatia e desconstruindo desentendimentos rotineiros. Que tal fazer um almoço uma sexta feira por mês, promover happy hours após a entrega de cada fase de um projeto, celebrar aniversários ou outras datas importantes? Essa cultura incentiva as manifestações e o “fazer parte” de uma empresa.

O trabalho em equipe é fundamental e todos precisam ter o mesmo propósito. Caso contrário, é como se houvesse várias culturas diferentes dentro de uma mesma cultura organizacional, o que é impensável quando se fala em alinhamento da missão, visão e dos valores de um negócio. Portanto, cada um deve buscar e expandir seu mindset neste sentido e procurar desenvolver as habilidades necessárias à execução conjunta das ações, tarefas e projetos. Corra atrás do prejuízo e potencialize seus resultados!

Matéria originalmente publicada em:

Exame.com

https://exame.abril.com.br/carreira/estas-sao-as-competencias-essenciais-para-o-trabalho-em-equipe/?_ga=2.118604812.482111050.1548374513-877105634.1548272466

Janeiro Roxo: Campanha de combate à Hanseníase

Considerada a enfermidade mais antiga da humanidade, antes conhecida como “Lepra”, a Hanseníase tem cura, mas ainda hoje representa um problema de saúde pública no Brasil. Doença tropical negligenciada, infectocontagiosa de evolução crônica, se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos como dormências e diminuição de força nas mãos e nos pés. É transmitida por um bacilo por meio do contato próximo e prolongado entre as pessoas. Seu diagnóstico, tratamento e cura dependem de exames clínicos minuciosos e, principalmente, da capacitação do médico. No entanto, fica o alerta: quando descoberta e tratada tardiamente, a hanseníase pode trazer deformidades e incapacidades físicas. No Brasil, o tratamento é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes podem se tratar em casa, com supervisão periódica nas unidades básicas de saúde.

Anualmente, em janeiro, são promovidas ações de conscientização sobre a hanseníase para marcar o Dia Nacional de Combate e Prevenção, lembrado no último domingo do mês. Conhecido como Janeiro Roxo, a iniciativa é apoiada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), por intermédio do Departamento de Hanseníase. A iniciativa busca melhorar o controle da doença por meio da disseminação de informações especializadas e conscientização da população sobre sua gravidade, bem como a necessidade de diagnóstico e tratamento precoces, contribuindo para a redução do preconceito acerca da doença.

Os sinais da hanseníase são manchas claras, róseas ou avermelhadas no corpo, geralmente com diminuição ou ausência de sensibilidade ao calor, frio ou ao tato. Também podem ocorrer caroços na pele, dormências, diminuição de força e inchaços nas mãos e nos pés, formigamentos ou sensação de choque nos braços e nas pernas, entupimento nasal e problemas nos olhos.

A doença acometeu a humanidade por centenas de anos sem que houvesse tratamento, o que provocou muita discriminação e isolamento dos pacientes. No entanto, atualmente existem antibióticos bastante eficazes contra a hanseníase, que pode ser tratada e curada, sem que o paciente precise se afastar da sua rotina. Quanto mais rápido o paciente iniciar o tratamento adequado, mais rapidamente a doença deixa de ser transmissível e menor as chances de surgirem incapacidades físicas. Por isso, é muito importante a conscientização da população e dos profissionais de saúde visando ao reconhecimento rápido e do maior número de casos precoces da doença. A terapia atual é feita entre seis a doze meses a base de medicamentos antibióticos.

“O atendimento é feito por equipes multiprofissionais e o dermatologista tem um importante papel no diagnóstico e tratamento. É responsável pela avaliação clínica do paciente, com aplicação de testes de sensibilidade, avaliação e monitoramento da função dos nervos periféricos. É um médico que está apto a fazer uma biópsia ou pedir exames laboratoriais, caso evidencie alguma lesão suspeita no paciente”, explica a médica dermatologista Sandra Durães, coordenadora da Campanha Nacional de Hanseníase da SBD.

 

Fonte: http://www.sbd.org.br//dermatologia/acoes-campanhas/campanha-contra-hanseniase/

Técnica de Pomodoro e a Eficiência nos Estudos

Você já ouviu falar da Técnica Pomodoro? Provavelmente sim, porque ela é bem conhecida. Mas se não, fique tranquilo, a gente explica. “Pomodoro”, em italiano, significa “tomate”. Mas, não, você não vai precisar de um tomate de verdade para colocar em prática essa técnica de estudo. Esse nome foi escolhido depois que o criador, o italiano Francesco Cirillo, usou um daqueles cronômetros de cozinha com o formato de um tomate para gerenciar o seu tempo.

Elaborada no fim da década de 1980, a técnica se baseia na ideia de que fluxos de trabalho divididos em blocos podem melhorar a agilidade do cérebro e estimular o foco. Depois de muita pesquisa, Cirillo chegou ao período de 25 minutos como sendo o tempo ideal para esses blocos, também conhecidos como “pomodoros”.

A técnica funciona assim:

1) Faça uma lista com as tarefas que estão pendentes

2) Programe um cronômetro para 25 minutos (vale usar o despertador do celular, não precisa ser esse timer em formato de tomate)

3) Escolha uma das tarefas e trabalhe nela sem interrupções (por exemplo, não vale entrar no Facebook e nem no WhatsApp)

4) Quando o despertador tocar, faça uma pausa de 5 minutos (a sugestão mais indicada é que você se levante e faça algum exercício, como caminhada ou alongamento, mas vale qualquer outra coisa que ajude a relaxar).

5) Risque a tarefa da sua lista depois que terminá-la

6) Retome o trabalho depois da pausa por mais um “pomodoro” (25 minutos)

7) A cada quatro “pomodoros”, faça uma pausa mais longa: 30 minutos até voltar ao trabalho

Repita isso todos os dias que precisar estudar. Comece fazendo a lista diária (isso ajuda a estabelecer o seu foco) e anote quantos “pomodoros” usou, ao lado de cada tarefa da sua lista.A ideia é que, com o passar do tempo, você descubra quantos “pomodoros” usa para fazer suas atividades (isso vai ajudar a estimar prazos).

Como nem tudo é perfeito, temos algumas observações quanto ao método:

– Quando o criador do método diz que é pra fazer “sem interrupções”, é sem interrupções mesmo. Você só vai parar se for extremamente urgente. Se lembrar de algo que precisa fazer ou tiver uma ideia enquanto executa um “pomodoro”, anote em um papel como “atividades não planejadas” e volte a trabalhar até terminar os 25 minutos. Se a interrupção for externa (sua mãe chamando, o chefe ligando) e não der para adiar, você deve cancelar o “pomodoro” e começar outro quando retomar. É um método bem rígido, justamente para evitar distrações e forçar a sua concentração.

– O descanso de até 5 minutos pode ser pouco, se a atividade mental tiver sido muito exigente e cansativa. A nossa recomendação é que você descanse mais, se precisar, para não correr o risco de retomar a próxima etapa de estudos exausto (só não vale uma pausa de dois dias, né?).

– Muitas vezes você já está animado com um trabalho, mas o tempo do cronômetro está acabando e você acaba fazendo a pausa. A parada pode fazer com que você demore mais pra “pegar no tranco” de novo e se concentrar outra vez. Essa é outra desvantagem… Que tal tentar encontrar o melhor tempo para você? Faça testes e adapte o tempo à atividade que estiver fazendo.

– Para atividades que exijam um esforço criativo maior, como fazer uma redação, esse método pode não funcionar. A “inspiração” nem sempre aparece na hora que a gente quer, muito menos quando o tempo é limitado a 25 minutos. Estender esse prazo pode dar mais certo, uma vez que as próprias bancas dos vestibulares recomendam reservar no mínimo 1 hora para a produção do texto.

A Técnica Pomodoro é bem interessante para evitar a procrastinação (afinal, um “pomodoro” só dura 25 minutos, é relativamente fácil controlar a ansiedade pra não mexer no celular por esse tempo, né?) e é boa para quem precisa de uma ajudinha pra se concentrar. Só que fica a dica: se for preciso, encontre a melhor maneira de adaptar a técnica a sua necessidade.

Fonte:

https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/dicas-estudo/veja-como-aumentar-a-sua-produtividade-nos-estudos-com-a-tecnica-pomodoro/

Sintomas depressivos em crianças e adolescentes de minorias sexuais, a partir dos 10 anos de idade

Os jovens de minorias sexuais têm sintomas depressivos maiores aos 10 anos de idade e uma maior probabilidade de lesões autoprovocadas na adolescência e na idade adulta jovem, de acordo com um estudo publicado na revista The Lancet Child & Adolescent Health.

Pesquisadores britânicos compararam trajetórias de sintomas depressivos em 4.828 adolescentes de minorias sexuais e heterossexuais que relataram sua orientação sexual aos 16 anos de idade. Quando os adolescentes tinham entre 10 e 21 anos de idade, os autores avaliaram os sintomas depressivos em sete momentos usando o Short Mood and Feelings Questionnaire (sMFQ).

Os pesquisadores descobriram que os sintomas depressivos eram mais altos nas minorias sexuais do que nos heterossexuais aos 10 anos de idade (sMFQ médio, 4,58 versus 3,79), e esses sintomas aumentaram com a idade. Em cada momento, os sintomas depressivos aumentaram em 0,31 e 0,49 pontos no sMFQ em heterossexuais e minorias sexuais, respectivamente. Em comparação com adolescentes heterossexuais, os adolescentes de minorias sexuais foram mais propensos a relatar automutilação no ano anterior, aos 16 e 21 anos de idade (odds ratio ajustado, 4,23); não houve evidência de que esta estimativa diminuiu com a idade. As minorias sexuais eram mais propensas a relatar autolesão ao longo da vida com intenção suicida em comparação com os heterossexuais aos 21 anos de idade (odds ratio, 4,53).

Segundo os autores, o fato de termos encontrado disparidades de saúde mental em uma idade tão jovem sugere que as intervenções precoces podem ser úteis para prevenir e tratar tais problemas de saúde mental.

Fonte: The Lancet Child & Adolescent Health. DOI: 10.1016/S2352-4642(18)30343-2.

© Bibliomed, Inc.

Síndrome da Visão Cansada Por Uso de Computadores

Se você costuma utilizar o computador durante muito tempo, já deve ter ouvido que “ficar muito tempo de frente para a tela faz mal para os olhos”. Caso você tenha ignorado esse aviso, é melhor pensar duas vezes: a visão pode ser prejudicada pelo uso excessivo do computador.

Caso você realmente passe tanto tempo encarando o monitor, você pode não ter apenas um, mas uma série de problemas conjuntos ocasionados pelo esforço em visualizar a tela durante horas. Há quem chame tudo isso de síndrome da visão relacionada a computadores (CVS, na sigla original em inglês), um dos males modernos que surgiram juntamente com os avanços da tecnologia.

Já outros especialistas da área simplificam o diagnóstico: seu olho fica cansado com tanto esforço – e o usuário normalmente não gasta o tempo necessário para recuperá-lo decentemente. Abaixo você encontra um guia sobre esse tema.

Conheça o problema

Nossa visão fica cansada exatamente como as pernas, por exemplo, após praticarmos uma atividade física: os olhos também não aguentam a tensão gerada pela repetição de uma atividade por muito tempo.

 

No caso, tal tarefa é a necessidade de focar durante todo o tempo em um pequeno espaço (o monitor), para enxergar de maneira definida todas as imagens e textos que são formados pelos pixels.

E esse cansaço vai muito além da simples falta de vontade de continuar encarando a tela: a pessoa normalmente sente em seus olhos sintomas como ardência, ressecamento, vermelhidão e dificuldades em focalizar a imagem, além de dor de cabeça constante e desconforto em ambientes mais iluminados.

 

Há ainda outro fator que assusta: usar o computador por três horas diárias já pode ser o suficiente para desenvolver esse problema – quantidade de tempo muito pequena e que afeta não só quem trabalha com computadores, mas também passa horas em casa conectado na internet.

Tem cura?

Esse é um problema que traz certo risco, mas é facilmente tratável. Além do acompanhamento médico, que pode incluir o uso de colírios especiais (para evitar o ressecamento dos olhos) ou até lentes para corrigir a visão, você pode ser aconselhado a evitar o computador por certo tempo.

A síndrome da visão cansada pode ainda evoluir para a presbiopia, que normalmente ocorre com o envelhecimento da pessoa, mas que é antecipado em decorrência do uso excessivo e contínuo do computador. Nesse caso, não adianta achar que  o problema vai ser resolvido sozinho: consultas ao oftalmologista são essenciais para prevenção ou tratamento.

Faça você mesmo:

Atitudes e cuidados simples em seu ambiente de lazer ou trabalho podem deixar sua vista mais preparada para um uso controlado do computador. Conheça algumas delas:

  • Reveja sua postura de frente para a tela durante a navegação. Ela é tão importante quanto o tempo de exposição ao monitor e, se você estiver mal posicionado, isso pode acelerar o processo de vista cansada;
  • Cuide da iluminação e até da ventilação do local, pois eles são mais essenciais do que parecem. Procure não ter ar-condicionado ou ventiladores apontados para seu rosto. Já a falta de luz no local faz com que seus olhos cansem mais depressa, portanto procure utilizar o PC em locais mais arejados;
  • Pisque. Essa ação, que pode parecer inútil, é uma das mais importantes na prevenção da vista cansada – e muita gente se esquece de fazê-la enquanto está olhando para a tela. Piscar lubrifica o globo ocular, impedindo alguns dos sintomas da síndrome, como ressecamento dos olhos e dores de cabeça;
  • A pausa é essencial. Ao usar o computador por uma hora, tire 10 minutos para relaxar a vista. Mas ao trocar o PC por outra atividade, trate de selecioná-la bem. Sair do computador e partir para a televisão ou uma leitura, por exemplo, pode ser igualmente prejudicial, pois é necessário focalizar as letras ou outra tela para manter a concentração.Procure tarefas leves e relaxantes, que exijam menos da visão;
  • Prefira telas de LED. Normalmente, elas apresentam melhor resolução e iluminação, proporcionando um cansaço menor para seus olhos. Não é desculpa para passar mais tempo no computador, mas é um fator auxiliar.

 

Apesar de ser possível mostrar as causas e os sintomas da síndrome da visão cansada por uso de computadores, o diagnóstico deve ser feito de forma individual.

Se você se encaixa nas informações contidas no artigo e suspeita que está com esse problema, procure um oftalmologista para saber se você precisa dar umas férias ao seu computador

 

Texto na íntegra:

https://www.tecmundo.com.br/medicina/12619-saude-conheca-a-sindrome-da-visao-cansada-por-uso-de-computadores.htm

Tristeza não é depressão

Depressão é um termo muito comentado nos últimos anos. De uma hora para a outra, esta palavra caiu no agrado popular e passou a ser usada para classificar toda e qualquer pessoa que enfrenta um momento de tristeza.

Há, entretanto, grandes diferenças entre tristeza e depressão, pois enquanto a primeira é sinal de saúde, a segunda é sinônimo de doença.

Com o avanço dos remédios anti-depressivos, a tristeza tornou-se um sentimento evitável e a cada dia cresce o número de pessoas que procuram tomar medicação para superar os momentos difíceis da vida. O ideal, entretanto, não é fazer a tristeza desaparecer com o uso de remédios. Isto porque, a tristeza não é uma doença e, sim, uma reação normal frente a uma situação de perda, decepção ou frustração.

Vivenciar a tristeza permite que o indivíduo elabore suas perdas e se reorganize internamente, podendo superar a fase de dificuldade de maneira saudável.

A depressão, por outro lado, é um distúrbio cujas características vão muito além da tristeza. O indivíduo deprimido sente-se infeliz na maior parte do tempo, mesmo sem causa aparente. A pessoa perde a capacidade de apreciar situações que antes lhe traziam prazer, deixa de conviver com amigos e familiares, apresenta perda de concentração, pode ter ganho excessivo de peso, pode sentir dores pelo corpo e mostrar-se mais ansioso ou irritado do que o normal. Por todas estas características, a depressão é uma doença altamente incapacitante e que requer auxílio profissional para ser controlada.

A análise do funcionamento cerebral revela que a depressão envolve uma alteração do funcionamento neuropsíquico do cérebro, havendo um desequilíbrio dos neurotransmissores que regulam o humor.

As causas deste mal não são bem conhecidas e acredita-se que fatores genéticos e ambientais (perdas e eventos estressantes) influenciem o desencadeamento do problema. Assim, o tratamento da depressão requer uma combinação de terapias medicamentosas e psicológicas, e ao suspeitar do problema, recomenda-se que o indivíduo procure imediatamente um psiquiatra ou psicólogo para diagnosticar o quadro.

Como se nota, tristeza e depressão não são sinônimos. Por mais que o sentimento de tristeza seja penoso, ele é necessário para a superação das dificuldades. O mesmo não se pode dizer da depressão que, caso não seja tratada, pode comprometer toda a saúde física e mental do indivíduo.

TEXTO RETIRADO DO SITE: http://www.maisequilibrio.com.br/bem-estar/tristeza-nao-e-depressao-7-1-6-594.html

Uso nocivo de álcool mata mais de 3 milhões de pessoas a cada ano; homens são a maioria

21 de setembro de 2018 – Mais de 3 milhões de pessoas morreram por uso nocivo de álcool em 2016, segundo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (21). Isso representa uma em cada 20 mortes. Mais de três quartos delas ocorreram entre homens. No geral, o uso nocivo do álcool causa mais de 5% da carga global de doenças.

O relatório Global status report on alcohol and health 2018 apresenta um quadro abrangente do consumo de álcool e da carga de doenças atribuídas ao álcool em todo o mundo. Também descreve o que os países estão fazendo para reduzir esse problema.

“Muitas pessoas, suas famílias e comunidades sofrem as consequências do uso nocivo do álcool por meio de violência, lesões, problemas de saúde mental e doenças como câncer e acidente vascular cerebral”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “É hora de intensificar as ações para evitar essa séria ameaça ao desenvolvimento de sociedades saudáveis”.

De todas as mortes atribuíveis ao álcool, 28% são resultado de lesões, como as causadas por acidentes de trânsito, autolesão e violência interpessoal; 21% se devem a distúrbios digestivos; 19% a doenças cardiovasculares e o restante por doenças infecciosas, câncer, transtornos mentais e outras condições de saúde.

Apesar de algumas tendências globais positivas na prevalência de episódios de uso nocivo do álcool e no número de mortes relacionadas a ele desde 2010, a carga geral de doenças e lesões ainda é inaceitavelmente alta, particularmente nas regiões Europeia e das Américas.

Globalmente, estima-se que 237 milhões de homens e 46 milhões de mulheres sofram com transtornos relacionados ao consumo de álcool, com maior prevalência entre homens e mulheres na região Europeia (14,8% e 3,5%, respectivamente) e na região das Américas (11,5% e 5,1%, respectivamente). Transtornos por uso de álcool são mais comuns em países de alta renda.

Aumento do consumo global de álcool previsto para os próximos 10 anos

Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas consumam álcool atualmente. Ele é consumido por mais da metade da população em três regiões da OMS – Américas, Europa e Pacífico Ocidental.

A Europa registra o maior consumo per capita do mundo, embora esse tenha diminuído em mais de 10% desde 2010. As tendências e projeções atuais apontam para um aumento no consumo global de álcool per capita nos próximos 10 anos, particularmente nas regiões do Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental, além da região das Américas.

Qual a quantidade de álcool que as pessoas estão consumindo?

O consumo médio diário de pessoas que bebem álcool é de 33 gramas de álcool puro por dia, o equivalente a dois copos (cada um de 150 ml) de vinho, uma garrafa grande de cerveja (750 ml) ou duas doses (cada uma de 40 ml) de bebidas destiladas.

Em todo o mundo, mais de um quarto (27%) de todos os jovens com idade entre 15 e 19 anos consomem álcool atualmente. As taxas de consumo são mais altas entre os jovens de 15 a 19 anos na Europa (44%), seguidas das Américas (38%) e do Pacífico Ocidental (38%). Pesquisas escolares indicam que, em muitos países, o consumo de álcool começa antes dos 15 anos, com diferenças muito pequenas entre meninos e meninas.

Em todo o mundo, 45% do total de álcool é consumido na forma de bebidas alcoólicas. A cerveja é a segunda bebida em termos de consumo puro de álcool (34%), seguida do vinho (12%).

Em todo o mundo, desde 2010, houve apenas pequenas alterações nas preferências de bebidas alcoólicas. As maiores mudanças ocorreram na Europa, onde o consumo de bebidas destiladas diminuiu 3%, enquanto o de vinho e cerveja aumentou.

Em contraste, mais da metade (57% ou 3,1 bilhões de pessoas) da população global com 15 anos ou mais se absteve de consumir álcool nos últimos 12 meses.

Mais países precisam agir

“Todos os países podem fazer muito mais para reduzir os custos de saúde e sociais do uso nocivo do álcool”, disse Vladimir Poznyak, coordenador da Unidade de Manejo do Abuso de Substâncias da OMS. “Ações comprovadas e econômicas incluem aumentar os impostos sobre bebidas alcoólicas, proibir ou restringir a publicidade desses produtos e reduzir a disponibilidade física de álcool.”

É mais provável que países de renda mais alta tenham introduzido essas políticas, levantando questões de equidade em saúde global e ressaltando a necessidade de um maior apoio a países de baixa e média renda.

Quase todos os países (95%) têm impostos sobre o consumo de álcool, mas menos da metade deles usa outras estratégias, como a proibição de vendas abaixo do custo ou descontos por volume. A maioria deles tem algum tipo de restrição à publicidade de cerveja, com proibições totais mais comuns para televisão e rádio, mas menos comuns para a internet e mídias sociais.

“Gostaríamos de ver os Estados Membros implementarem soluções criativas que salvariam vidas, como taxar o álcool e restringir a publicidade. Precisamos fazer mais para reduzir a demanda e alcançar a meta estabelecida pelos governos de uma redução relativa de 10% no consumo de álcool globalmente entre 2010 e 2025”, acrescentou Tedros.
A redução do uso nocivo do álcool ajudará a alcançar várias metas relacionadas à saúde dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), incluindo mortes maternas e infantis, por doenças infecciosas e não transmissíveis, saúde mental, lesões e intoxicações.

TEXTO RETIRADO DO SITE: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5763:uso-nocivo-de-alcool-mata-mais-de-3-milhoes-de-pessoas-a-cada-ano-homens-sao-a-maioria&Itemid=839

Como Ser Aprovado na Residência Médica

Passos para conseguir ser aprovado nas provas de residência médica.:
1. Matricule-se num curso preparatório, tipo medcurso, medcel ou semelhante. Descubra qual o total de  páginas das apostilas de todo o ano ( em média são 1.600 páginas ).

  1. Organize um método de estudo, distribuindo a quantidade de matéria pelo número de semanas do início dos estudos até o início das provas ( geralmente outubro ou novembro ), o que dá um total de cerca de 10 meses ou 40 semanas.
  2. dividindo 1.600 páginas por 40 semanas, significa que vc terá que estudar cerca de 40 páginas por semana.
  3. Use 3 dias da semana para estudar essas apostilas, ou seja 13 páginas por cada um desses 3 dias e faça os exercícios dessas páginas.( não obrigatoriamente esse estudo vai coincidir com as aulas do cursinho ).
  4. Separe 2 dias da semana par fazer revisão da matéria. Para a revisão ser eficiente vc deve ou fazer resumo das apostilas ou “marcar” com caneta colorida palavras-chaves em cada parágrafo da apostila. A revisão da matéria é a chave do sucesso para aprovação.
  5. Use o sétimo dia da semana para fazer uma prova de concursos anteriores ( é fácil conseguir isso na internet ). Acompanhe sua pontuação e preste atenção nas respostas erradas conferindo no gabarito.
  6. Faça um planilha com a pontuação obtida nas provas de anos anteriores e veja como está indo seu desenvolvimento. No inicio do ano, geralmente vc estará pontuando faixa de 50 % pois muita matéria ainda não vai estar estudada. Com o passar do tempo vc irá melhorando sua pontuação. Para conseguir aprovação em oftalmo, por exemplo, seu objetivo é pontuar por volta de 80 %.
  7. treine fazer as provas de anos anteriores com bastante tranquilidade, prestando bastante atenção nos enunciados das questões e gastando as 4 horas que normalmente é o tempo das provas dos concursos. Se tiver terminado antes de completar as 4 horas, use o restante do tempo para rever suas respostas.
  8. Sucesso . Mário Novais

Tratamento Para Rinite Alérgica

A rinite alérgica é muito comum nos Estados Unidos, com estudos populacionais relatando uma prevalência de ~ 20% (variação: 14 a 40%). A rinite alérgica afeta adversamente o desempenho escolar e profissional, custando cerca de US $ 6 bilhões por ano nos Estados Unidos. A rinite alérgica sazonal é mais comumente causada por pólens e esporos. Arbustos floridos e pólens de árvores são mais comuns na primavera, plantas com flores e gramíneas no verão e ambrósias e mofo no outono. Poeira, ácaros domésticos, poluição do ar e pêlos de animais podem produzir sintomas durante todo o ano, denominados “rinite perene”.

 

Tratamento

A) Corticosteróides intranasais

Os sprays intranasais de corticosteróides são a base do tratamento da rinite alérgica. Eles são mais eficazes – e frequentemente menos dispendiosos – do que os anti-histamínicos não-sedativos, embora os pacientes devam ser lembrados de que pode haver um atraso no início do alívio de duas ou mais semanas. Os sprays de corticosteróides também podem encolher a mucosa nasal hipertrófica e os pólipos nasais, proporcionando assim uma melhora na drenagem nasal das vias aéreas e do complexo ostiomeatal. Devido a este efeito, os corticosteróides intranasais são críticos no tratamento da alergia em pacientes propensos a rinossinusite bacteriana aguda recorrente ou a rinossinusite crônica. As preparações disponíveis incluem beclometasona (42 mcg / spray duas vezes ao dia por narina), flunisolida (25 mcg / spray duas vezes ao dia por narina), furoato de mometasona (200 mcg uma vez ao dia por narina), budesonida (100 mcg duas vezes ao dia por narina) e fluticasona propionato (200 mcg uma vez por dia por narina). Todos são considerados igualmente eficazes. Provavelmente, os fatores mais críticos são a conformidade com o uso regular e a introdução adequada na cavidade nasal. Para administrar a medicação na região do meato médio, a aplicação apropriada envolve segurar o recipiente para cima, com a cabeça inclinada para a frente e apontando o recipiente para o ouvido ipsilateral ao ativar o spray. Os efeitos colaterais são limitados, sendo a mais irritante a epistaxe (talvez relacionada à entrega incorreta da droga em direção ao septo nasal).

B) Anti-histamínicos

Os anti-histamínicos oferecem controle temporário, mas imediato, de muitos dos sintomas mais preocupantes da rinite alérgica. Anti-histamínicos eficazes incluem loratadina não sedativa (10 mg por via oral uma vez ao dia), desloratadina (5 mg uma vez ao dia) e fexofenadina (60 mg duas vezes ao dia ou 120 mg uma vez ao dia) e cetirizina minimamente sedante (10 mg por via oral uma vez ao dia). Bromfeniramina ou clorfeniramina (4 mg por via oral a cada 6–8 horas, ou 8–12 mg por via oral a cada 8–12 horas como comprimido de liberação prolongada) e clemastina (1,34–2,68 mg por via oral duas vezes ao dia) podem ser menos dispendiosas, mas são geralmente associados com alguma sonolência. O azelastine, spray nasal antagonista do receptor H1 (1–2 pulverizações por a narina diária) é também eficaz, mas muitos pacientes objetam a seu gosto amargo. Outros efeitos colaterais dos anti-histamínicos orais, além da sedação, incluem xerostomia e tolerância a anti-histamínicos (com eventual retorno dos sintomas de alergia, apesar do benefício inicial após vários meses de uso). Em tais pacientes, tipicamente aqueles com alergia perene, alternar anti-histamínicos eficazes periodicamente pode controlar os sintomas a longo prazo.

 

 

C) Medidas adjuvantes do tratamento

Medicamentos antileucotrienos, como o montelucaste (10 mg / dia por via oral), sozinho ou com cetirizina (10 mg / dia por via oral) ou loratadina (10 mg / dia por via oral), pode melhorar a rinorréia nasal, espirros e congestão. O cromoglicato de sódio e o nedocromil de sódio também são agentes adjuvantes úteis para a rinite alérgica. Eles trabalham estabilizando os mastócitos e prevenindo a liberação de mediadores pró-inflamatórios. Agentes tópicos, eles têm muito poucos efeitos colaterais. A forma mais útil de cromolina é provavelmente a preparação oftalmológica. O cromoglicato intranasal é eliminado rapidamente e deve ser administrado quatro vezes ao dia para alívio contínuo dos sintomas, e não é tão eficaz quanto o corticosteróide inalado. Os agentes anticolinérgicos intranasais, como o brometo de ipratrópio 0,03% ou 0,06% de sprays (42-84 mcg por narina três vezes ao dia), podem ser úteis quando a rinorréia é um sintoma importante. Eles não são tão eficazes para o tratamento da rinite alérgica, mas são mais úteis no tratamento da rinite vasomotora. Evitar ou reduzir a exposição a alérgenos transportados pelo ar é o meio mais eficaz de aliviar os sintomas da rinite alérgica. Dependendo do alérgeno, isso pode ser extremamente difícil. Manter um ambiente livre de alérgenos cobrindo travesseiros e colchões com capas plásticas, substituindo materiais sintéticos (colchão de espuma, acrílicos) por produtos de origem animal (lã, crina de cavalo) e removendo acessórios domésticos que podem armazenar poeira (carpetes, cortinas, colchas, vime). vale a tentativa de ajudar pacientes mais problemáticos. Purificadores de ar e filtros de poeira também podem ajudar a manter um ambiente livre de alérgenos. As irrigações salinas nasais são um complemento útil no tratamento da rinite alérgica para drenar mecanicamente os alérgenos da cavidade nasal. Não há nenhum benefício claro para a solução salina hipertônica sobre as preparações salinas normais comercialmente disponíveis (por exemplo, Ayr ou Ocean Spray). Quando os sintomas são extremamente incômodos, uma busca por alérgenos ofensivos pode ser útil. Isso pode ser feito por teste de radioalergossorvente sérico (RAST) ou teste cutâneo por um alergologista. Em alguns casos, os sintomas de rinite alérgica são inadequadamente aliviados por medicação e medidas de prevenção. Muitas vezes, esses pacientes têm uma forte história familiar de atopia e também podem ter manifestações respiratórias mais baixas, como a asma alérgica. Encaminhamento para um alergista pode ser apropriado para a consideração da imunoterapia. Este curso de tratamento está bastante envolvido com identificação adequada de alérgenos agressores, aumento progressivo das doses de alérgeno (s) e eventual administração da dose de manutenção por um período de 3–5 anos. Demonstrou-se que a imunoterapia reduz os níveis de IgE circulante em pacientes com rinite alérgica e reduz a necessidade de medicamentos para alergia. Tanto a imunoterapia subcutânea quanto a sublingual têm se mostrado eficazes no tratamento em longo prazo da rinite alérgica refratária. Os tratamentos são iniciados em uma instalação médica adequada, com monitoramento após o tratamento, devido ao risco de anafilaxia durante o aumento da dose; mais tarde, a imunoterapia sublingual pode ser administrada em casa. Reações locais de injeções subcutâneas são comuns e geralmente autolimitadas.

Fonte:

Current Medical Diagnosis & Treatment – 2019, Lange

Medicina Nuclear ou Radioterapia

Pergunta : Mayra ( Universidade Estadual de Londrina )
Olá, estou em dúvida entre residência de Radioterapia ou de Medicina Nuclear. Como está o mercado de trabalho atual? Grata
Resposta :

As duas especialidades citadas não são muito procuradas pelos estudantes em fase de formação e de escolha da especialidade por três razões : Primeiro porque os acadêmicos não conhecem bem a especialidade e o que ela faz na verdade. Segundo porque como lida com equipamentos caros o profissional acaba tendo que trabalhar sempre para grandes grupos, perdendo a característica de profissional liberal. Terceiro porque como lida com radiações, muitos médicos ficam com receio de se contaminarem, embora isso não seja um risco real pelas proteções existentes atualmente nessas áreas.

Mais algumas informações sobre essas especialidades lhe poderão ser úteis :

A Medicina Nuclear é uma especialidade pouco conhecida dos médicos e muitos estudantes nem tem noção do que faz um especialista nessa área. Talvez, por isso, poucos estudantes façam essa escolha. No Brasil temos apenas 438 especialistas em Medicina Nuclear
A Medicina Nuclear é uma especialidade que usa compostos radioativos para obter informações diagnósticas e para o tratamento de doenças. Seus procedimentos permitem a determinação de informações diagnósticas sem que seja necessário, intervenções cirúrgicas, ou de outros testes diagnósticos invasivos. Os procedimentos identificam frequentemente muito cedo anormalidades na progressão de uma doença ao longo do tempo, ou até mesmo antes da apresentação de sintomas.
Em sua forma mais básica, um estudo em medicina nuclear envolve a administração de pequenas quantidades de compostos, que são marcados com radionuclídeos gama emissores ou pósitron emissores, no organismo. O composto radiomarcado é chamado de radiofármaco, ou geralmente chamado de traçador ou radiotraçador. Existem diversos tipos de radiofármacos disponíveis que são úteis para estudar diferentes partes do corpo.
O conteúdo do programa de residência em Medicina Nuclear, geralmente abrange: Física e Biologia das radiações. Normas de proteção radiológica. Radiofarmácia. Recursos tecnológicos. Anatomia, fisiologia, fisiopatologia, indicações terapêuticas e realização e avaliação dos exames nos diversos sistemas orgânicos.
O concurso para residência médica em Medicina nuclear é classificado como de “acesso direto” e tem a duração de 3 anos, mas se o médico  já tiver feito  residência em clinica médica ou radiologia, esse tempo pode ser encurtado ( a critério do serviço). O inverso não é verdadeiro, ou seja, se vc fez a residência de medicina nuclear não pode simplesmente complementar e ser radiologista.
A procura não é muito grande. A relação candidato-vaga é de 1:1 ou 2:1
Os melhores locais para se fazer essa residência são os grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro
O Mercado de trabalho é bom pelo pequeno número de profissionais e além disso permite uma boa qualidade de vida e flexibilidade de horários. Na maioria das vezes vc vai ser sempre “empregado” e não “patrão”.
No Rio de Janeiro, onde existem poucos serviços, e todos exigem exclusividade, o salário mensal para uma carga horária de 30 – 40 h semanais, está entre 10 e 15.000,00.
Em Sao Paulo, o salário é mais do dobro desse.
Fora do eixo Rio-São Paulo aparecem ofertas entre 30 a 40.000,00 mensais.

Embora alguns estudantes achem isso, a radioterapia não tende a se tornar obsoleta porque novas técnicas tem sido desenvolvidas nessa área ( como radioterapia estereotáxica fracionada, braquiterapia, radioterapia 3D…) e o tratamento com irradiação ainda é um elemento muito importante no tratamento do cancer.

Aliás, com o aumento da faixa etária da população e consequentemente mais casos de câncer, a radioterapia será ainda mais útil como coadjuvante no tratamento.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 70% dos pacientes com diagnóstico de câncer serão submetidos à radioterapia em alguma fase de seu tratamento

O mercado é realmente restrito porque depende de serviços já organizados, em número não muito grande, mas durante sua formação na residência, vc será introduzido automaticamente nesse mercado através do próprio staff da residência.

Mais algumas informações sobre a radioterapia .:

A radioterapia também é uma especialidade pouco conhecida até pelos próprios médicos.

Como depende de equipamentos muito sofisticados, existem poucos serviços onde vc possa fazer a residência médica. São cerca de 15 serviços no Brasil, sendo 9 deles em São Paulo , 1 no Rio, 1 em Porto Alegre e outros espalhados.

Ao todo são aproximadamente 30 vagas por ano para novos residentes e os serviços mais conceituados são o Hospital do Câncer A.C.Camargo (SP- 3 vagas para residência) e INCA (RJ- 6 vagas por ano). A duração da residência é de 3 anos. ( acesso direto )

O envelhecimento da população, a incidência maior de Câncer, o diagnóstico mais precoce e o bom resultado obtido com a radioterapia, são fatores positivos para o futuro da especialidade.

Apesar de haver alguma escassez de radioterapeutas, a lei da oferta e da procura não é tão fidedigna nessa especialidade, porque como são relativamente poucos serviços existentes, os empregos públicos são mal remunerados ( como também em outras especialidades ) e os serviços particulares se aproveitam de serem poucos para também remunerar mal.

Se algum dia houver um movimento conduzido pela Sociedade de Radioterapia e semelhante ao realizado pelos anestesistas, de união da classe, com certeza a remuneração dos radioterapeutas vai melhorar.

Na radioterapia. a qualidade de vida do profissional é boa, mas é uma especialidade triste pelo tipo de paciente, além do médico perder o status de profissional liberal, sendo sempre um médico contratado.

A relação completa dos serviços de radioterapia no Brasil, vc pode obter no site www.sbradioterapia.com.bre até fazer, por telefone, um levantamento de salários na sua região.

Sucesso

Mário Novais