fevereiro 2019 – Widoctor

Archive fevereiro 2019

Limitar o tempo de uso diário de redes sociais resulta em menor sintomas de Depressão

Limitar o tempo de uso diário de redes sociais resulta em menor sintomas de Depressão

Dada a amplitude de pesquisas de correlação que liga as mídias sociais

para um estado pior bem-estar, pesquisadores da Universidade de Pennsylvania realizaram um estudo experimental para investigar uma potencial relação de causa-efeito que as mídias sociais desempenham sobre o estado de bem-estar de seus usuários.

 

Os metodos utilizados foram distribuir aleatoriamente 143 estudantes de graduação em grupos  para limitar o uso do Facebook, Instagram e Snapchat a 10 minutos por aplicativo por dia, comparando a um controle em que se era permitido usar as mídias sociais de modo normal por três semanas.

 

O estudo utilizou 7 escalas diferentes para avaliar o nível de bem-estar dos participantes durante o experimento, que mensuravam os níveis de suporte social, medo de ser esquecido, solidão, ansiedade, depressão, autoestima, autonomia e auto aceitação.

Dentre esses parâmetros, o que teve maior significância no grupo alvo foi o medo de ser esquecido pelos amigos ao não usar frequentemente as redes sociais.

Em compensação, os pesquisadores descobriram que o grupo de uso limitado mostrou reduções significativas na solidão e depressão por três semanas em comparação com o grupo controle. Análises não revelaram diferenças significativas entre os dois grupos no apoio interpessoal, medo de perder, ansiedade, autoestima e bem-estar psicológico. No entanto, os pesquisadores observaram uma diminuição pequena, mas estatisticamente significativa para ambos os grupos, em relação ao medo de perder, bem como uma pequena diminuição na ansiedade em ambos os grupos. Os pesquisadores notaram que esses resultados sugerem um benefício do aumento do auto monitoramento.

Fonte: https://guilfordjournals.com/doi/10.1521/jscp.2018.37.10.751

Remuneração do Médico

Pergunta : Lucas (Universidade Federal do Pará)
Embora existam apontamentos e médias, as remunerações das especialidades ainda são algo que me deixa em dúvida. Se o senhor fosse fazer um ranking, que especialidades são as com melhores remunerações e quanto um profissional de qualquer uma delas deve esperar receber em cidades de médio porte?

Resposta :

A remuneração do profissional, de qualquer especialidade depende de uma série de fatores, tais como:

Especialidade, tempo de formado, cidade onde está trabalhando, círculo de relacionamentos do médico, resultados dos seus tratamentos, tamanho da cidade, concorrência local na especialidade e acima de tudo do marketing que utilizar para alavancar a carreira.

De um modo geral, as especialidades que permitem exames complementares, procedimentos diagnósticos ou terapêuticos e/ou cirurgias, permitem um melhor faturamento.

Por exemplo, enquanto uma consulta de clínica médica por plano de saúde, vai remunerar o profissional com cerca de 100,00, uma consulta de oftalmologia, que pode incluir exames diagnósticos (tonometria, ultrassonografia, microscopia especular, campo visual…) pode render mais ou menos 200,00.

Em linhas gerais, as especialidades mais bem remuneradas são:

Anestesiologia, Oftalmologia, Otorrrinolaringologia, Dermatologia, Cirurgia Plástica, Ortopedia, Neurocirurgia, Urologia, Gastroenterologia.

Por outro lado, se formos falar de serviços públicos, até que seja implantada a famosa “Carreira Médica de Estado”, os rendimentos são muito pequenos, a não ser os rendimentos de especialistas como Neurocirurgiões em cidades muito distantes, onde as secretarias de saúde pagam salários altíssimos para poder ter esses profissionais.

Sucesso

Mário Novais

Aumento mundial da Incidência de Asma pela Poluição do Ar

Aumento mundial da Incidência de Asma pela Poluição do Ar

A asma é a doença respiratória crônica mais prevalente no mundo, afetando cerca de 358 milhões de pessoas em 2015. Ambientes em que são encontrados altos índices de poluição aérea exacerbam crises de asma e também contribuem como fator de risco para desenvolver a mesma.

O estudo realizado pela Environmental Health Perspectives, divulgado em novembro de 2018, buscou estimar a relação entre o número de novos casos de asma que levaram o paciente a procurar emergências hospitalares e a concentração de Matéria Particulada Fina (PM 2.5), Ozônio e Dióxido de Nitrogênio no ar ambiente desses locais.

Foram utilizadas funções de impacto epidemiológico em saúde combinadas com dados descrevendo população, incidência e prevalência de asma basal e concentrações de poluentes.

Tias fatores de concentração-resposta para exacerbação e incidência de asma foram extraídos de metanálises de estudos epidemiológicos que combinaram múltiplos estudos individuais de diferentes países em estimativas de risco agrupadas, constituindo assim padrões de comparação para os novos resultados coletados.

Com isso, foi construido um novo conjunto de dados de taxas de visita a emergências nacionais e regionais entre as pessoas com asma usando dados de pesquisa publicados.

Os resultados estimaram que cerca de 9 a 23 milhões de casos de asma emergenciais podem ser atribuídos aos niveis elevados de Ozonio e PM 2.5, o que representa de 8 a 20% dos casos totais.

Esses achados estimam a magnitude da carga global de asma que poderia ser evitada pela redução da poluição do ar ambiente. Ou seja, a doença respiratória crônica mais prevalente do mundo poderia ter a incidência de casos agudos reduzida em 20% se a poluição aérea fosse controlada.

 

Fonte: https://ehp.niehs.nih.gov/doi/full/10.1289/EHP3766

Relação entre especialidade médica e sobrepeso

Relação entre especialidade médica e sobrepeso

No relatório de 2014 do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA sobre obesidade, foi constatado que cerca de 35% da população dos EUA era obesa, ou seja, apresentavam um índice de massa corporal (IMC) de ≥ 30.

Nesse contexto, a Medscape realizou uma pesquisa em que constatou que 8% dos médicos que respoderam ao questionário eram obesos, e que outros 34% deles estavam no sobrepeso. Ou seja, quase metade dos médicos americanos que participaram da pesquisa não estavam nos padrões de peso considerados saudaveis.

Os cirurgiões gerais relatam ser os médicos com maior incidencia de excesso de peso, com 49% sendo considerados obesos (IMC> 25). Os médicos de família seguem de perto a 48%. Dermatologistas são os menos pesados, com menos de um quarto deles (23%) relatando um IMC> 25, seguido por 29% dos oftalmologistas. De acordo com investigadores de um estudo recente usando dados do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição de 2003-2006, olhar para o IMC sozinho pode perder muitas pessoas em risco de doença cardiovascular. No estudo, cerca de um terço dos homens e quase metade das mulheres classificadas como não obesas tinham uma alta porcentagem de gordura corporal. Alguns especialistas sugerem o uso de um IMC> 27-28 para indicar a obesidade, que se correlaciona melhor com a porcentagem de gordura corporal versus o ponto de corte de 30

 

As diretrizes mais recentes da American Heart Association / American College of Cardiology sobre risco cardiovascular recomendam uma dieta do tipo mediterrânea (rica em frutas, legumes, grãos integrais, peixe, azeite, aves de capoeira, nozes, legumes). Quando os entrevistados da Medscape foram questionados quais dietas escolhiam rotineiramente, 62% dos médicos com peso normal e baixo peso indicaram dietas que recomendam essa quantidade diária saudável de frutas e vegetais, e dentre médicos com sobrepeso esse número cai para apenas 39%. Ainda pior, entre o grupo mais pesado, 44% relataram que rotineiramente escolhem “refeições em movimento” ou uma dieta americana típica (carne na maioria dos dias; carboidratos na maioria dos dias de arroz branco, batatas ou produtos de farinha branca; gordura alta). Além disso, foi constatado na pesquisa da Medscape que 72% dos médicos dentro dos padrões de peso se exercitavam pelo menos 2x na semana, enquanto apenas 32% dos médicos com sobrepeso fazem o mesmo.

 

Fonte: https://www.medscape.com/features/slideshow/lifestyle/2014/public/overview#1

Tratamento para Pericardite Aguda

Tratamento para Pericardite Aguda

Para pericardite aguda, os especialistas sugerem uma restrição nas atividades até a resolução dos sintomas. Para atletas, a duração da restrição ao exercício deve ser até a resolução dos sintomas e a normalização de todos os exames laboratoriais (geralmente 3 meses). As diretrizes 2015 ESC recomendam a aspirina 750-1000 mg a cada 8 horas por 1-2 semanas com redução gradual da dose de 250 a 500 mg a cada 1-2 semanas ou ibuprofeno 600 mg a cada 8 horas por 1 a 2 semanas com redução gradual diminuindo a dose em 200 a 400 mg a cada 1-2 semanas. A gastroproteção deve ser incluída.

 

Os estudos apoiam o tratamento inicial do episódio agudo com colchicina para prevenir recidivas. A colchicina deve ser adicionada à medicação antiinflamatória não-esteróide em 0,5 a 0,6 mg uma vez (para pacientes com menos de 70 kg) ou duas vezes (para pacientes com mais de 70 kg) diariamente e continuada por pelo menos 3 meses. A redução gradual da colchicina não é obrigatória; no entanto, na última semana de tratamento, a dose pode ser reduzida a cada dois dias para pacientes com menos de 70 kg ou uma vez por dia para aqueles com mais de 70 kg. A aspirina e a colchicina devem ser usadas em vez de medicamentos antiinflamatórios não-esteróides na pericardite pós-infarto do miocárdio (síndrome de Dressler), uma vez que medicamentos antiinflamatórios não-esteróides e corticosteróides podem ter um efeito adverso na cicatrização do miocárdio. A aspirina em doses de 750-1000 mg três vezes ao dia por 1-2 semanas mais 3 meses de colchicina é o tratamento recomendado para a síndrome de Dressler.

 

A colchicina deve ser usada por pelo menos 6 meses como terapia em todos os casos refratários e na pericardite recorrente. Às vezes, é necessária uma terapia mais longa. O CRP é utilizado para avaliar a eficácia do tratamento e, uma vez normalizada, a redução gradual é iniciada. A indometacina em doses de 25 a 50 mg a cada 8 horas também pode ser considerada na pericardite recorrente no lugar do ibuprofeno.

 

Os corticosteroides sistêmicos podem ser adicionados em pacientes com sintomas graves, em casos refratários ou em pacientes com etiologias imunomediadas, mas essa terapia pode acarretar um risco maior de recorrência e pode prolongar a doença. A colchicina é recomendada em adição aos corticosteroides, novamente por pelo menos 3 meses, para ajudar a prevenir as recorrências. A prednisona em doses de 0,25 a 0,5 mg / kg / dia por via oral geralmente é sugerida com redução gradual por um período de 4 a 6 semanas. Por via de regra, os sintomas diminuem em vários dias a semanas. A principal complicação precoce é o tamponamento, que ocorre em menos de 5% dos pacientes. Pode haver recorrências nas primeiras semanas ou meses. Raramente, quando a terapia com colchicina falha ou não pode ser tolerada (geralmente ocorre com sintomas gastrointestinais), a pericardite pode exigir imunossupressão mais significativa, como ciclofosfamida, azatioprina, imunoglobulinas humanas intravenosas, antagonistas dos receptores da interleucina-1 (anakinra) ou metotrexato.

 

Se a colchicina associada à imunossupressão mais significativa falhar, a remoção cirúrgica do pericárdio pode ser considerada em casos recorrentes, mesmo sem evidências clínicas de pericardite constritiva.

A terapia com drogas antituberculose padrão geralmente é bem-sucedida para a pericardite tuberculosa, mas pode ocorrer pericardite constritiva. A pericardite urêmica geralmente se resolve com a instituição – ou com diálise mais agressiva. O tamponamento é bastante comum e a pericardiectomia parcial (janela pericárdica) pode ser necessária.

 

O prognóstico com efusão neoplásica é pobre, com apenas uma pequena minoria sobrevivendo 1 ano. Se estiver comprometendo o conforto clínico do paciente, o derrame é inicialmente drenado percutaneamente. Tentativas de pericardiotomia por balão foram abandonadas porque os resultados não foram mais eficazes do que a simples drenagem. Uma janela pericárdica, seja por abordagem subxifoide ou por cirurgia torácica videoassistida, permite pericardectomia parcial. A instilação de agentes quimioterápicos ou tetraciclina pode ser usada para reduzir a taxa de recorrência. A terapia sintomática é a abordagem inicial à pericardite por radiação, mas derrames e constrições recorrentes geralmente requerem cirurgia.

# Pacientes que não respondem inicialmente ao tratamento conservador, que apresentam recidivas ou que parecem estar desenvolvendo pericardite constritiva devem ser encaminhados a um cardiologista para avaliação adicional.

Fonte:

Current Medical Diagnosis & Treatment – 2019, Lange

Dúvida na Escolha da Especialidade

Pergunta : Fabíolla (Centro Universitário do Maranhão)

Boa noite! Estou no 6 ano da faculdade e desde que entrei sempre quis fazer Otorrino (sou cirurgião-dentista) e acreditava que seria uma boa escolha, pois sempre identifiquei com patologias orofaciais/cabeça/pescoço. No entanto, no decorrer do curso tive muito contato com a cirurgia e a GO e as duas me despertaram interesse também, pois sempre tive aptidão por procedimentos. Como escolher entre essas 3? Ainda me questiono sobre qualidade de vida e rotina médica. Preciso muito de uma luz!Obrigada!

Resposta :

É comum ao chegar próximo do final do curso médico, o estudante ficar em dúvida na escolha da especialidade pelo fato de se sentir atraído por mais de uma especialidade.

Isso é bem justificável se considerarmos que são 54 especialidades oficiais de acordo com o Conselho Federal de medicina, sendo comum se gostar de mais de uma delas.

De qq modo, a escolha deve ser o mais racional possível pois serão muitos anos de atividade laboral e o médico deve se sentir feliz e confortável com o seu dia a dia.

Na escolha da especialidade, devemos levar em consideração basicamente 3 aspectos :

  1. Que qualidade de vida essa especialidade me permite ?
  2. Quais são as possibilidades de ser bem remunerado ?
  3. Que tipo de paciente vou atender ?

A terceira pergunta deve ser fundamental na sua escolha, já que vai lidar com esse tipo de paciente por muitos anos, sendo importante que esse contato seja confortável para você.
Numa fase inicial, a escolha precisa apenas recair em :

  1. Uma especialidade cirúrgica – aí vai ter que passar primeiro na cirurgia geral.
  2. Uma especialidade clínica – aí vai precisar, primeiramente, passar pela residência de clínica médica.
  3. Uma especialidade de acesso direto- aí precisa conhecer bem essas possibilidades, ou seja quais são as características de : otorrino, oftalmo, ortopedia, radiologia, dermatologia, pediatria, neurocirurgia…

Sugiro que vc faça o teste vocacional de nosso site e analise com carinho as 5 primeiras especialidades apontada no seu teste.
O teste procura “casar” sua personalidade com as características de cada especialidade
No nosso site, seção carreira médica vc encontra informações sobre praticamente todas as especialidades

No seu caso específico a otorrino seria uma boa escolha.

Formando aos 49 Anos

Pergunta : Leonardo ( Unisinos – RS)
Olá Dr. Tenho 43 anos e já tenho formação superior. Decidi ano passado fazer novo vestibular e fazer medicina. Se tudo der certo vou me formar ao 49 anos e poderei fazer uma residência de acesso direto até os 52 ou 53 anos. Creio que terei 20 anos para trabalhar como médico e espero fazer alguma diferença na vida de meus pacientes. Que especialidades acha que uma pessoa com o meu perfil pode ter maior exito. Pensei em 3 opções (sujeito a mudar com a experiência cotidiana do curso), Psiquiatria, anestesiologia ou geriatria. Atenciosamente, Leonardo

Resposta :

Parabéns pela iniciativa. Nunca é tarde para se correr atrás dos nossos sonhos e somos testemunhas de várias situações semelhantes à sua e todos estão felizes, independente da idade.

Formando aos 49 anos e entrando para residência logo depois (a residência médica é fundamental na formação do profissional e não deve abrir mão dela).

Estará entrando no mercado de trabalho com mais ou menos 52 anos, assim ainda terá um grande período para exercer essa profissão.

A escolha da especialidade somente deve ser feita lá pelo décimo período, quando vc conhecerá melhor as diferentes especialidades e poderá fazer uma escolha mais racional. Mesmo pensando em “ganhar tempo”, é importante que essa escolha seja adequada pois o tempo de atividade laboral precisa ser agradável para vc.

Evidente que uma especialidade de acesso direto será mais útil e se for uma especialidade de mais fácil incursão no mercado, será melhor ainda.

Sugestões :

Anestesiologia ( começa a ser bem remunerado mais rapidamente do que a maioria das especialidades )

Pediatria ( vai poder trabalhar até pelos menos  80 anos de idade )

Dermatologia, Radiologia, PSF, Neurologia

Geriatria não será interessante pois tem pré requisito de 2 anos de clínica médica.

Sucesso

Mário Novais

O que é TDAH?

O que é TDAH?

O que é o TDAH?
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.

Existe mesmo o TDAH?
Ele é reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, portadores de TDAH são protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola.

Não existe controvérsia sobre a existência do TDAH?
Não, nenhuma. Existe inclusive um Consenso Internacional publicado pelos mais renomados médicos e psicólogos de todo o mundo a este respeito. Consenso é uma publicação científica realizada após extensos debates entre pesquisadores de todo o mundo, incluindo aqueles que não pertencem a um mesmo grupo ou instituição e não compartilham necessariamente as mesmas idéias sobre todos os aspectos de um transtorno.

Por que algumas pessoas insistem que o TDAH não existe?
Pelas mais variadas razões, desde inocência e falta de formação científica até mesmo má-fé. Alguns chegam a afirmar que “o TDAH não existe”, é uma “invenção” médica ou da indústria farmacêutica, para terem lucros com o tratamento.

No primeiro caso se incluem todos aqueles profissionais que nunca publicaram qualquer pesquisa demonstrando o que eles afirmam categoricamente e não fazem parte de nenhum grupo científico. Quando questionados, falam em “experiência pessoal” ou então relatam casos que somente eles conhecem porque nunca foram publicados em revistas especializadas. Muitos escrevem livros ou têm sítios na Internet, mas nunca apresentaram seus “resultados” em congressos ou publicaram em revistas científicas, para que os demais possam julgar a veracidade do que dizem.

Os segundos são aqueles que pretendem “vender” alguma forma de tratamento diferente daquilo que é atualmente preconizado, alegando que somente eles podem tratar de modo correto.

Tanto os primeiros quanto os segundos afirmam que o tratamento do TDAH com medicamentos causa conseqüências terríveis. Quando a literatura científica é pesquisada, nada daquilo que eles afirmam é encontrado em qualquer pesquisa em qualquer país do mundo. Esta é a principal característica destes indivíduos: apesar de terem uma “aparência” de cientistas ou pesquisadores, jamais publicaram nada que comprovasse o que dizem.

Veja um texto a este respeito e a resposta dos Professores Luis Rohde e Paulo Mattos:

Why I Believe that Attention Deficit Disorder is a Myth

Porque desinformação, falta de raciocínio científico e ingenuidade constituem uma mistura perigosa

O TDAH é comum?
Ele é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ele ocorre em 3 a 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado. Em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos.

Quais são os sintomas de TDAH?
O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas:

1) Desatenção

2) Hiperatividade-impulsividade
O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como “avoadas”, “vivendo no mundo da lua” e geralmente “estabanadas” e com “bicho carpinteiro” ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites.

Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos (“colocam os carros na frente dos bois”). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente considerados “egoístas”. Eles têm uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão.

Quais são as causas do TDAH?
Já existem inúmeros estudos em todo o mundo – inclusive no Brasil – demonstrando que a prevalência do TDAH é semelhante em diferentes regiões, o que indica que o transtorno não é secundário a fatores culturais (as práticas de determinada sociedade, etc.), o modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos.

Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.

O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios).
Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões.

A) Hereditariedade:
Os genes parecem ser responsáveis não pelo transtorno em si, mas por uma predisposição ao TDAH. A participação de genes foi suspeitada, inicialmente, a partir de observações de que nas famílias de portadores de TDAH a presença de parentes também afetados com TDAH era mais freqüente do que nas famílias que não tinham crianças com TDAH. A prevalência da doença entre os parentes das crianças afetadas é cerca de 2 a 10 vezes mais do que na população em geral (isto é chamado de recorrência familial).

Porém, como em qualquer transtorno do comportamento, a maior ocorrência dentro da família pode ser devido a influências ambientais, como se a criança aprendesse a se comportar de um modo “desatento” ou “hiperativo” simplesmente por ver seus pais se comportando desta maneira, o que excluiria o papel de genes. Foi preciso, então, comprovar que a recorrência familial era de fato devida a uma predisposição genética, e não somente ao ambiente. Outros tipos de estudos genéticos foram fundamentais para se ter certeza da participação de genes: os estudos com gêmeos e com adotados. Nos estudos com adotados comparam-se pais biológicos e pais adotivos de crianças afetadas, verificando se há diferença na presença do TDAH entre os dois grupos de pais. Eles mostraram que os pais biológicos têm 3 vezes mais TDAH que os pais adotivos.

Os estudos com gêmeos comparam gêmeos univitelinos e gêmeos fraternos (bivitelinos), quanto a diferentes aspectos do TDAH (presença ou não, tipo, gravidade etc…). Sabendo-se que os gêmeos univitelinos têm 100% de semelhança genética, ao contrário dos fraternos (50% de semelhança genética), se os univitelinos se parecem mais nos sintomas de TDAH do que os fraternos, a única explicação é a participação de componentes genéticos (os pais são iguais, o ambiente é o mesmo, a dieta, etc.). Quanto mais parecidos, ou seja, quanto mais concordam em relação àquelas características, maior é a influência genética para a doença. Realmente, os estudos de gêmeos com TDAH mostraram que os univitelinos são muito mais parecidos (também se diz “concordantes”) do que os fraternos, chegando a ter 70% de concordância, o que evidencia uma importante participação de genes na origem do TDAH.

A partir dos dados destes estudos, o próximo passo na pesquisa genética do TDAH foi começar a procurar que genes poderiam ser estes. É importante salientar que no TDAH, como na maioria dos transtornos do comportamento, em geral multifatoriais, nunca devemos falar em determinação genética, mas sim em predisposição ou influência genética. O que acontece nestes transtornos é que a predisposição genética envolve vários genes, e não um único gene (como é a regra para várias de nossas características físicas, também). Provavelmente não existe, ou não se acredita que exista, um único “gene do TDAH”. Além disto, genes podem ter diferentes níveis de atividade, alguns podem estar agindo em alguns pacientes de um modo diferente que em outros; eles interagem entre si, somando-se ainda as influências ambientais. Também existe maior incidência de depressão, transtorno bipolar (antigamente denominado Psicose Maníaco-Depressiva) e abuso de álcool e drogas nos familiares de portadores de TDAH.

B) Substâncias ingeridas na gravidez:
Tem-se observado que a nicotina e o álcool quando ingeridos durante a gravidez podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se aí a região frontal orbital. Pesquisas indicam que mães alcoolistas têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção. É importante lembrar que muitos destes estudos somente nos mostram uma associação entre estes fatores, mas não mostram uma relação de causa e efeito.

C) Sofrimento fetal:
Alguns estudos mostram que mulheres que tiveram problemas no parto que acabaram causando sofrimento fetal tinham mais chance de terem filhos com TDAH. A relação de causa não é clara. Talvez mães com TDAH sejam mais descuidadas e assim possam estar mais predispostas a problemas na gravidez e no parto. Ou seja, a carga genética que ela própria tem (e que passa ao filho) é que estaria influenciando a maior presença de problemas no parto.

D) Exposição a chumbo:
Crianças pequenas que sofreram intoxicação por chumbo podem apresentar sintomas semelhantes aos do TDAH. Entretanto, não há nenhuma necessidade de se realizar qualquer exame de sangue para medir o chumbo numa criança com TDAH, já que isto é raro e pode ser facilmente identificado pela história clínica.

E) Problemas Familiares:
Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução da mãe, famílias com apenas um dos pais, funcionamento familiar caótico e famílias com nível socioeconômico mais baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crianças. Estudos recentes têm refutado esta idéia. As dificuldades familiares podem ser mais conseqüência do que causa do TDAH (na criança e mesmo nos pais).

Problemas familiares podem agravar um quadro de TDAH, mas não causá-lo.

F) Outras Causas
Outros fatores já foram aventados e posteriormente abandonados como causa de TDAH:
1. corante amarelo
2. aspartame
3. luz artificial
4. deficiência hormonal (principalmente da tireóide)
5. deficiências vitamínicas na dieta.
Todas estas possíveis causas foram investigadas cientificamente e foram desacreditadas.

 

TEXTO RETIRADO DO SITE: https://tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-tdah/

Incor avança na pesquisa da vacina contra Febre Reumática

Incor avança na pesquisa da vacina contra Febre Reumática

A febre reumática já foi alvo de preocupação latente no Brasil. Era considerada uma das doenças mais importantes no país, cerca de uma década atrás, tanto por causa de sua incidência como por conta do gasto que representava para o sistema público de saúde. Hoje, ela voltou para a agenda dos médicos e da indústria, mas por um bom motivo: uma nova vacina pode mudar o curso da doença no Brasil e no mundo.

Decorrente de reações autoimunes desencadeadas por um tipo específico de faringite, a estreptocócica, a febre reumática atinge, em geral, crianças e adolescentes suscetíveis, por predisposição genética, à bactéria Streptococcus pyogenes. A doença se manifesta, geralmente, de duas a quatro semanas depois de contraída a faringite. Além da febre, que pode ou não ocorrer, ela provoca movimentos involuntários, dores nas articulações e indisposição. E, quando não tratada, acomete o miocárdio, podendo causar danos permanentes às válvulas do coração.

Um dos problemas de desenvolver esse tipo de valvopatia é que ela avança em silêncio. “A pessoa pode levar uma rotina normal, fazer exercícios e viver sem saber que tem a complicação. Mas, quando chega ao hospital, apresenta indícios de doença no músculo, com sintomas de insuficiência cardíaca”, explica Flavio Tarasoutchi – Diretor da Unidade de Valvopatias do Instituto do Coração desde 2014. A incidência da doença preocupa os cardiologistas. A prevalência de novos casos de febre reumática chega a 30.000 por ano no Brasil. E metade, aproximadamente, desenvolve a lesão nas válvulas. A doença é a causa principal de cardiopatias na região sul americana. No mundo, são 16 milhões de indivíduos que convivem com DRCs (Doenças Reumáticas Cardíacas), dos quais, aproximadamente 2 milhões têm doenças invasivas graves causadas por estreptococcias.

É, por isso, muito alentador o desenvolvimento da vacina brasileira contra a bactéria S. pyogenes. Além de ser uma possibilidade para a redução expressiva do número de novos casos de DRCs e melhora na qualidade de vida de milhares de crianças e jovens, representa um potencial tratamento para outras doenças autoimunes. “Somos, hoje, o país que, provavelmente, mais contribuiu para o conhecimento da febre reumática”, diz , pesquisadora do Laboratório de Imunologia do InCor e responsável pelo grupo de estudos em autoimunidade na Febre Reumática, que desenvolve a vacina contra o estreptococo pyogenes, um trabalho iniciado há mais de 20 anos. “A partir desse know-how, fomos buscar formas de prevenir a doença”.

Com uma equipe multiprofissional de médicos, biólogos e veterinários, o grupo de Guilherme conseguiu trabalhar em uma vacina que está pronta do ponto de vista científico. Falta, agora, passar pelos ensaios clínicos com humanos – um processo que está a caminho. “E se conseguirmos fazer da vacina uma medida eficaz, ela poderá se tornar um modelo para o desenvolvimento de vacina para outras doenças autoimunes”, diz a pesquisadora.

Fonte: http://www.incor.usp.br/news/artigos/Sintese-trabalho-Dra-Luiza-Guilherme.pdf

Texto original: https://referenciaincor.com.br/vacina-contra-febre-reumatica-pode-mudar-otratamento-de-doencas-autoimunes/

Matéria veiculada pela Globo: https://globoplay.globo.com/v/7392360/

 

Ferramentas para dominar o gerenciamento de tempo

Ferramentas para dominar o gerenciamento de tempo

Saber administrar suas horas é indispensável para uma rotina realmente produtiva, que, além de alta execução, inclua tempo livre para lazer ou outras atividades. Algumas ferramentas podem ajudar nessa jornada.

Gestão do tempo

Gestão do tempo, ou gerenciamento do tempo, basicamente é a prática de administrar o tempo disponível para cumprimento do que é necessário. Ao invés de, por exemplo, não pensar sobre ele e apenas executar, gestão do tempo é ativamente organizar de forma a otimizá-lo.

Com a velocidade das relações e atividades atual, gerir seu tempo é uma forma de garantir o cumprimento das tarefas e momentos alternativos, como destinados a lazer.

Dica: uma forma simples de começar a se atentar a isso é listar todas as tarefas e atividades previstas em um dia, estipular o tempo que levará para cumpri-las e organizá-las em um caderno ou agenda. Ordenar por prioridade é uma boa aqui também.

Gerenciar tempo no trabalho – desenvolva a concentração

No trabalho, gerenciar seu dia garante que, além do previsto, você consiga fazer análises mais complexas e, possivelmente, se destacar pela proatividade e aumento de responsabilidade.

Abaixo listamos algumas ferramentas que ajudam, mas um dos pontos a se trabalhar, nesse contexto, é a concentração. A falta dela pode fazer com que qualquer técnica seja inefetiva.

Para desenvolver a sua concentração, estipule um tempo para o trabalho sem interrupções e cumpra-o. Se parece difícil, comece determinando intervalos curtos. A técnica Pomodoro é ótima para o início.

Não se esqueça de controlar interferências tecnológicas. Desative notificações, bloqueie redes sociais e agende um tempo livre para checá-las. Literalmente: marque na sua agenda 5 minutos de pausa para olhar o Instagram, por exemplo.

Gerenciar tempo de estudo – “compre” a responsabilidade

A importância de gerir o tempo extrapola o âmbito profissional: se boa parte das suas tarefas são ligadas a estudo, é preciso gerenciar o tempo dedicado a ele também. Aqui, no entanto, apesar da concentração ser também um desafio, as circunstâncias se diferem e uma delas pode ser um desafio extra para alguns.

O fato de que não há uma responsabilização externa direta – como um projeto com prazo estipulado pelo seu chefe – pode significar mais chances de procrastinação para alguns.

Ferramentas de gerenciamento de tempo

Método Getting Things Done

Getting Things Done (GTD) é uma metodologia de gerenciamento de tempo e produtividade bastante conhecida, que dá o nome a um livro de David Allen (em português, a “A arte de fazer acontecer – O método GTD”), que é seu idealizador.

Basicamente, seu objetivo é tirar o que está na cabeça, para deixá-la livre e também incentivar a execução. A GTD prevê cinco passos grandes – que podem possuir subdivisões:

  1. Capturar – coletar o que precisa da sua atenção: utilize qualquer forma de registro, como uma gravação de áudio, nota em um caderno, de tudo que chama ou precisa da sua atenção (tarefas, ideias, projetos, etc.)
  2. Clarificar – explicar o que significa: é algo em que você pode agir? Se não, elimine a “coisa” ou arquive-a como referência. Se levaria menos de dois minutos para ser feita, faça-a imediatamente. E, se for levar mais tempo, delegue-a ou coloque em uma lista para depois.
  3. Organizar – coloque no “lugar certo”: crie listas apropriadas para cada classe de atividade e, nesta etapa, divida as atividades entre elas.
  4. Revise – reflita sobre com frequência: olhe para as suas listas com a frequência necessária para saber o que fazer em seguida, mas também limpe-a e atualize-a, quando precisar.
  5. Execução – “apenas faça”: utilize seu sistema como base para realmente agir

Matriz de gerenciamento de tempo

Acumular atividades pode dispersar e favorecer a procrastinação, além de tornar a rotina mais cansativa. A matriz de gerenciamento de tempo é uma ferramenta visual que ajuda a priorizar e administrar as horas do dia de acordo com o que realmente importa.

A ferramenta, também conhecida como Matriz de Eisenhower (já discutimos sobre ela aqui na página, em técnicas de estudo), envolve uma grade simples, com quadro quadrantes:

  1. Importante e urgente
  2. Importante, mas não urgente
  3. Não importante, mas urgente
  4. Não importante e não urgente

É importante saber diferenciar entre importante e urgente: o que tem um prazo curto é urgente, importante é o que realmente vai ter resultados e te levar para mais perto de algum objetivo.

Assim como a imagem mostra, a ideia é que você deve priorizar o que está no primeiro quadrante (importante e urgente) e programar as tarefas do segundo. No terceiro, em relação ao que não é importante mas é urgente, se puder, delegue. E tente eliminar do seu dia o que está no quarto, já que não é importante para sua rotina e nem urgente.

Técnica 5W2H

A metodologia 5W2H se baseia na resposta de 7 perguntas – representadas pelo 5W e 2H do seu nome. Seu objetivo é avaliar a importância e fomentar o início de qualquer projeto.

5W:

  1. What? (o que será feito?)
  2. Why? (por que será feito?)
  3. Where? (onde será feito?)
  4. When? (quando?)
  5. Who (por quem será feito?)

2H:

  1. How (como será feito?)
  2. How much (quanto vai custar?)

Respondendo as questões, você já tem o passo inicial para começar, de fato, o trabalho. A técnica ajuda no gerenciamento do tempo na medida em que evita a procrastinação e determina uma data para finalizar o trabalho. Daí, basta dividir quebrar a sua responsabilidade em micro-objetivos e dividi-los durante os dias até o prazo final.

Texto na íntegra: https: //www.napratica.org.br/gerenciamento-de-tempo-ferramentas-dicas/