março 2019 – Widoctor

Archive março 2019

Cientistas desenvolvem analgésico que pode ser alternativa aos opioides

Cientistas desenvolvem analgésico que pode ser alternativa aos opioides

Pesquisadores franceses desenvolveram uma “nanodroga” que pode funcionar como uma alternativa aos opioides, conforme estudo publicado na revista Science Advances. Os cientistas, que trabalham com neurociência e neurofarmacologia nas Universidades Paris-Sud e Paris Descartes, apresentaram um analgésico que replica algumas das ações dos remédios baseados em ópio, mas não trazem os riscos de uso abusivo.

Basicamente, o medicamento usa compostos que acionam os mesmos receptores que os opioides. A diferença é que a droga desenvolvida pela equipe mira diretamente na área em que o desconforto está acontecendo, enquanto remédios como morfina são direcionados ao cérebro – por isso, há maiores chances de vício. Até agora, eles testaram o composto em ratos que sofriam com dor nas patas e obtiveram resultados animadores: a nanodroga não apenas se mostrou mais efetiva, como também teve um efeito prolongado quando comparada aos opioides.

Um dos grandes problemas em desenvolver alternativas aos analgésicos opioides se refere à capacidade de uma droga cruzar a barreira entre cérebro e sangue, dentre outras limitações. Como o medicamento criado pelos pesquisadores franceses segue um caminho diferente, direcionando-se ao sistema nervoso periférico, ele age diretamente sobre as áreas em que o paciente está com dor. Isso também elimina o efeito de entorpecimento do corpo inteiro que costuma vir junto aos analgésicos opioides.

Os cientistas ressaltam que ainda são necessárias outras investigações antes de a droga poder ser testada em humanos, mas que os resultados se mostram promissores.

A epidemia de abuso de opioides já é uma realidade em países como os Estados Unidos, criando uma preocupação acerca de sua utilização mesmo com prescrição médica. No caso do Brasil, o problema não chegou à mesma escala, mas os dados de pesquisa publicada na revista AJPH, da Associação Americana de Saúde Pública, indicam um aumento de 465% na venda de opiáceos e opioides no país entre 2009 e 2015. Os pesquisadores brasileiros se basearam em informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para chegar aos resultados.

Fonte:

https://www.tecmundo.com.br/ciencia/139337-cientistas-desenvolvem-analgesico-alternativa-opioides.htm

Remuneração Médica nas Especialidades

Pergunta : Lucas (Universidade Federal da Paraíba)
qual a remuneração nas áreas de cirurgia vascular, plástica e neurocirurgia em cidades com porte médio (cerca de 200 mil habitantes)?

Resposta :

A remuneração médica em qualquer especialidade depende de uma série de fatores, tais como a cidade onde se está trabalhando, situação econômica da população, tempo de formado, formação técnica e cientifica, concorrência local na especialidade, rede de contatos do profissional na cidade, resultados obtidos com os tratamentos e acima de tudo do marketing que utilizar para aumentar a clientela.

Na plástica e na vascular o boca a boca tem um papel muito importante para fazer aumentar a clientela rapidamente e a remuneração vai em muito, depender disso. De um modo geral, depois de ter terminado a residência e estiver instalado numa cidade desse tamanho, levará uns 5 anos para se solidificar no mercado local nas especialidades vascular e plástica.

Se todos os fatores forem positivos, nessas especialidades, com10 anos de pratica na cidade, vai poder ter uma remuneração acima de R$ 50.000,00 mensais.

Na neurocirurgia, se não houver outro especialista na cidade, vai poder negociar com a prefeitura local um bom salário logo ao se instalar na cidade.

Algumas prefeituras de cidades menores negociam salários acima de R$ 70.000,00 para os neurocirurgiões se instalarem na cidade.

Sucesso

Mário Novais

Cigarros eletrônicos auxiliam a parar de fumar, conclui artigo divulgado pela New England Journal of Medicine

Cigarros eletrônicos auxiliam a parar de fumar, conclui artigo divulgado pela New England Journal of Medicine

Um estudo recente sugere que os cigarros eletrônicos são mais eficazes para a cessação do tabagismo do que a terapia de reposição de nicotina.

Os 886 participantes que frequentavam serviços para ajudar a parar de fumar do UK National Health Service, no Reino Unido, foram aleatoriamente designados para receber durante 3 meses ou produtos de reposição de nicotina da sua preferência ou um pacote inicial de cigarros eletrônicos (um e-cigarette recarregável de segunda geração). Ambos os grupos receberam apoio comportamental semanal e individual por pelo menos 4 semanas.

A taxa de abstinência de um ano, que foi validada bioquimicamente, foi de 18,0% no grupo que usou cigarros eletrônicos (e-cigarettes) em comparação com 9,9% no grupo de reposição de nicotina. Entre aqueles que pararam, 80% dos participantes do grupo e-cigarettes versus 9% dos que estavam no grupo de reposição de nicotina continuaram a usar os produtos de nicotina.

No geral, a irritação da garganta ou da boca foi relatada com mais frequência no grupo de cigarro eletrônico (65,3% versus 51,2% no grupo de reposição de nicotina) e náusea com mais frequência no grupo de reposição de nicotina (37,9% versus 31,3% no grupo e-cigarette). O grupo e-cigarette relatou maiores declínios na incidência de tosse e produção de catarro desde o início até 52 semanas do que o grupo de reposição de nicotina. Não houve diferenças significativas entre os grupos quanto à incidência de sibilos ou falta de ar.

Embora o uso prolongado de cigarros eletrônicos possa apresentar danos ao organismo, também pode prevenir a recaída ao tabagismo, escreveram os autores.

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1336073/cigarros+eletronicos+ajudam+a+parar+de+fumar+segundo+artigo+do+nejm.htm

Tratamento para Otite Externa

Tratamento para Otite Externa

A otite externa apresenta otalgia, frequentemente acompanhada de prurido e secreção purulenta. Muitas vezes há uma história de exposição recente à água (por exemplo, ouvido do nadador) ou trauma mecânico (por exemplo, coçar). A otite externa geralmente é causada por bastonetes gram-negativos (por exemplo, Pseudomonas, Proteus) ou fungos (por exemplo, Aspergillus), que crescem na presença de umidade excessiva. Em pacientes diabéticos ou imunocomprometidos, a otite externa persistente pode evoluir para osteomielite da base do crânio (a chamada otite externa maligna). Geralmente causada por Pseudomonas aeruginosa, a osteomielite começa no assoalho do canal auditivo e pode se estender até o assoalho da fossa média, o clivo e até mesmo a base do crânio contralateral.

 

Tratamento

O tratamento da otite externa envolve a proteção da orelha contra umidade adicional e a prevenção de lesões mecânicas adicionais por meio de arranhões. Em casos de umidade no ouvido (por exemplo, ouvido do nadador), a acidificação com um agente de secagem (ou seja, uma mistura 50/50 de álcool isopropílico / vinagre branco) é muitas vezes útil. Quando infectadas, uma solução antibiótica ou suspensão antibiótica de um aminoglicosídeo (por exemplo, neomicina / polimixina B) ou fluoroquinolona (por exemplo, ciprofloxacina), com ou sem um corticosteróide (por exemplo, hidrocortisona), geralmente é eficaz. Os detritos purulentos que preenchem o canal auditivo devem ser gentilmente removidos para permitir a entrada da medicação tópica. As gotas devem ser usadas abundantemente (cinco ou mais gotas três ou quatro vezes por dia) para penetrar nas profundezas do canal. Quando um edema substancial da parede do canal impede a entrada de gotas no canal auditivo, um pavio é colocado para facilitar sua entrada. Em casos recalcitrantes – particularmente quando a celulite do tecido periauricular se desenvolveu – as fluoroquinolonas orais (por exemplo, ciprofloxacina, 500 mg duas vezes ao dia por 1 semana) são usadas devido à sua eficácia contra a Pseudomonas.

 

Qualquer caso de otite externa persistente em um indivíduo imunocomprometido ou diabético deve ser encaminhado para avaliação de especialidade. O tratamento da “otite externa maligna” requer administração prolongada de antibiótico antipsudomonal, geralmente por vários meses. Embora a terapia intravenosa seja frequentemente necessária inicialmente (por exemplo, ciprofloxacina 200–400 mg a cada 12 horas), os pacientes selecionados podem ser graduados para ciprofloxacina oral (500-1000 mg duas vezes ao dia). Para evitar recaída, a antibioticoterapia deve ser continuada, mesmo no paciente assintomático, até que o exame de gálio indique redução acentuada ou resolução da inflamação. O desbridamento cirúrgico do osso infectado é reservado para casos de deterioração apesar da terapia médica.

Fonte:

Papadakis, M; Mcphee, S; Current Medical Diagnosis & Treatment 58 ed. New York: Lange, 2019

Imunoterapia com atezolizumabe é aprovada para Câncer de mama

Imunoterapia com atezolizumabe é aprovada para Câncer de mama

A aprovação da imunoterapia com atezolizumabe (Tecentriq, Genentech/Roche) foi realizada pela US Food and Drug Administration (FDA), para ser usada juntamente com a quimioterapia com paclitaxel ligado à albumina ou nab-paclitaxel (Abraxane, Celgene), no tratamento de primeira linha do câncer de mama triplo negativo de pacientes PD-L1 positivos, com tumores localmente avançados ou metastáticos, irressecáveis.

O atezolizumabe é a primeira imunoterapia a ser aprovada para o câncer de mama. A aprovação é baseada em resultados de segurança e eficácia do estudo IMpassion130, um estudo randomizado, multicêntrico, duplo-cego, controlado por placebo, com dados que foram apresentados no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO) de 2018 e publicado simultaneamente pelo The New England Journal of Medicine (NEJM).

Neste ensaio analisado na população por intenção de tratar, o atezolizumabe significativamente reduziu o risco de progressão da doença ou morte (sobrevivência livre de progressão; PFS) em comparação com o placebo. Também melhorou a sobrevivência global mediana (OS), mas a significância estatística não foi recebida no momento da análise provisória.

Os pesquisadores relataram que os eventos adversos (EAs) foram consistentes com os perfis de segurança dos medicamentos do estudo. Não foram identificados novos sinais de segurança com a associação de atezolizumabe e nab-paclitaxel. Eventos adversos de graus 3 e 4 ocorreram em 49% do grupo atezolizumabe vs 42% do grupo placebo. Os mais comuns foram neutropenia (8%), neuropatia periférica (6%), diminuição da contagem de neutrófilos (5%), fadiga (4%) e anemia (3%).

 

Original: https://www.news.med.br/p/pharma-news/1334988/fda+aprova+o+atezolizumabe+a+primeira+imunoterapia+para+cancer+de+mama.htm

Novo estudo analisa reincidência do câncer de mama

Novo estudo analisa reincidência do câncer de mama

As mulheres que superaram um câncer de mama podem sofrer uma reincidência, às vezes até 20 anos depois do primeiro diagnóstico, mas um estudo publicado há duas semanas tenta ajudar a identificar as que correm maiores riscos.

Alguns fatores de risco de reincidência conhecidos são a idade da paciente, o tamanho e a natureza do tumor e a presença de células cancerosas nos gânglios linfáticos. Mas a taxa e as razões da reincidência seguem sendo “pouco compreendidas”, indica o estudo publicado na revista Nature.

Para tentar compreender melhor a questão, os pesquisadores analisaram os dados de 3.000 pacientes britânicas e canadenses que receberam o diagnóstico de câncer de mama entre 1977 e 2005.

Todos estes dados foram utilizados para desenvolver um modelo informático que identificou quatro subgrupos com “um risco particularmente alto de reincidência tardia” do câncer, segundo a autora principal da pesquisa, Christina Curtis, da Universidade de Stanford (Estados Unidos).

Segundo o estudo, cerca de um quarto das mulheres afetadas pela forma mais comum de câncer de mama tinham entre 42% e 55% de risco de reincidência durante os 20 anos seguintes.

“Até agora, não houve uma boa maneira de identificar este subgrupo de mulheres que poderiam se beneficiar da detecção ou dos tratamentos”, segundo Christina Curtis.

O estudo aborda também novas pistas para tratamentos adicionais do câncer de mama, identificando alterações genéticas em cada um dos quatro subgrupos de risco. Estas alterações estão ligadas ao processo de formação dos tumores.

“Muitas destas alterações podem potencialmente ser abordadas terapeuticamente, o que abre a porta para novos possíveis tratamentos, embora isto ainda necessite ser verificado no âmbito de ensaios clínicos”, indicou Christina Curtis à AFP notícias.

O estudo identificou também pacientes para as que uma reincidência depois de cinco anos era improvável.

“Isto poderia ajudar a melhorar o acompanhamento e a classificação das pacientes, por exemplo determinando as que poderiam se beneficiar de tratamentos mais longos ou diferentes”, segundo Curtis.

Fonte:

https://exame.abril.com.br/ciencia/novo-estudo-analisa-reincidencia-do-cancer-de-mama/

Psiquiatria : Futuro e Mercado de Trabalho

Pergunta : Lucas (Centro Universidade do Planalto Central)
Olá , gostaria de saber a respeito da psiquiatria. Como será o mercado daqui uns anos e a média salarial.

Resposta :

A Psiquiatria é uma especialidade que depende muito pouco de convênios médicos, o que facilita uma boa remuneração . No entanto a clientela não aumenta tão rapidamente porque ainda existe muito preconceito em relação à especialidade.

Apesar de ser uma especialidade de acesso direto com a residência médica durando 3 anos, é sempre importante a formação analítica que leva mais 5 anos.

Uma das áreas interessantes para o psiquiatra, do ponto de vista mercado de trabalho, é o segmento que lida com usuários de drogas, problema nacional que está sendo muito debatido atualmente pelos órgãos governamentais.

A Psiquiatria Forense também permite boa remuneração aos especialistas.

Para driblar o preconceito, uma das estratégias de divulgação do psiquiatra pode ser a de promover palestras comunitárias com o titulo de “Saúde Global “, abordando aspectos físicos e mentais.

Um outro tema para essas palestras pode ser “Depressão,: Uma doença da modernidade “

A depressão é uma das doenças de maior prevalência no mundo todo e agora tem sido diagnosticada com frequência, o que facilita um aumento da clientela para o psiquiatra.

A Psiquiatria é uma especialidade que permite boa qualidade de vida para o profissional, mas está na lista das especialidades tristes, pelo tipo de paciente que atende.

A psiquiatria pode se tornar um pouco mais tranquila se você selecionar a clientela que vai atender (de um modo geral só vai poder fazer isso depois de algum tempo de formado) já que uma grande parte dos pacientes são pacientes com depressão e com bom prognóstico. Se vc também atuar numa área como a terapia analítica freudiana também lidará com patologias tranquilas para o profissional e terá uma boa qualidade de vida.

Então, o Mercado de trabalho da psiquiatria é muito bom, principalmente se levarmos em consideração a grande incidência de depressão na população e a diminuição lenta porem real da aceitação das pessoas em procurar um psiquiatra nesses casos de depressão.
Embora o psiquiatra possa trabalhar com convênios médicos, existe um bom mercado para clientela de pacientes particulares.
Os avanços da neurociência vem afetar positivamente a especialidade; alguns acreditam que todos os transtornos psicóticos e neuróticos em breve poderão ser tratados com medicamentos; o que aumentará ainda mais a clientela dos psiquiatras.
A qualidade de vida pode ser boa se o especialista “filtrar” sua clientela evitando algumas patologias mais trabalhosas como adição de drogas, esquizofrenias…
A remuneração também é boa, principalmente considerando a grande possibilidade de adquirir clientela particular.

A renda do psiquiatra pode ser boa dependendo do tempo de formado e da cidade onde estiver trabalhando, assim não haverá necessidade de vc dar plantões de clinica médica.

Com um bom tempo de formado, atendendo no consultório apenas pacientes particulares, se tiver uma média de 10 pacientes por dia , 4 dias da semana, cobrando um valor médio de R$ 300,00 por consulta, vc terá um faturamento mensal de R$ 51.600,00.

O empreendedorismo seria iniciar atividade de consultório o mais cedo possível, fazer um bom marketing para alavancar a clientela e depois partir para montar uma clinica maior onde poderia colocar outros médicos para trabalhar. E ainda, talvez, partir para uma clinica com internações de curta permanência.
Outro caminho especial seria criar um serviço de controle de obesidade com tratamento iniciando pela psiquiatria ao invés de ser iniciado pela endocrinologia, já que na obesidade existe um fator “compulsivo “ de difícil controle pelos endocrinologistas

Sucesso

Mário Novais

Inovação do tratamento de Retinopatia Diabética vence o prêmio Empreenda Saúde 2018

Inovação do tratamento de Retinopatia Diabética vence o prêmio Empreenda Saúde 2018

A fundação everis, que tem por objetivo apoiar e promover o empreendedorismo por meio de atividades em diferentes esferas da sociedade, anunciou no final de 2018 o vencedor da 4ª edição do Prêmio Empreenda Saúde, iniciativa que, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, visa a estimular profissionais e estudantes de diferentes áreas a criarem soluções que contribuam para a melhoria das práticas, processos, tecnologias e métodos de gestão no setor de saúde.

O vencedor foi o tratamento farmacológico não invasivo para retinopatia diabética, projeto que desenvolveu uma nova formulação de base nanotecnológica para o tratamento não invasivo (colírio) da retinopatia diabética. Esta formulação carrega o princípio ativo para a parte interna do olho, liberando-o gradativamente. Atualmente, as modalidades terapêuticas para o tratamento dessa complicação ocular são fotocoagulação a laser da retina, injeção intraocular de medicações ou mesmo cirurgias intraoculares, todas invasivas, caras, arriscadas e com reservado prognóstico visual.

É importante ressaltar que a retinopatia diabética é a maior causa de cegueira irreversível em pessoas diabéticas em idade produtiva. Dados da Federação Internacional do Diabetes mostram que existem hoje cerca de 380 milhões de pessoas com diabetes no mundo e aproximadamente outras 46 milhões que convivem com o diabetes, sem saber do diagnóstico. Estima-se, ainda, que um a cada dois ou três pacientes diabéticos apresentará alguma forma de retinopatia diabética, com risco de perder a visão.

“A retinopatia diabética (RD) é a principal causa de cegueira em pessoas com idade produtiva em diversos países, contribuindo com 12% – cerca de 5 mil – de todos os novos casos de cegueira por ano no mundo. E me incomoda muito continuar vendo pessoas com perda de visão causada por essa doença no meu dia a dia. Esta foi a principal motivação para desenvolver esse trabalho”, afirma a líder do projeto Jacqueline Mendonça Lopes de Faria, médica pós-doutorada pela Universidade de Harvard, pesquisadora e professora da pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas/UNICAMP.

“Foi o começo de uma história que, tenho certeza, irá evoluir para outra fase e causar grande impacto positivo para muita gente no mundo, graças a essa inesperada premiação da fundação everis. Estou muito satisfeita, feliz e orgulhosa de estar nesse meio, conhecendo pessoas importantes que farão parte dessa história”, finaliza.

A 4ª edição do Prêmio Empreenda Saúde recebeu mais de 200 projetos com foco na melhoria do setor. Todos os trabalhos foram submetidos a uma comissão de avaliação e um corpo de jurados com representantes das áreas de ensino, pesquisa, inovação e empresários dos mais diversos âmbitos da saúde no Brasil. A análise dos projetos levou em conta os critérios de aplicabilidade (relevância do problema), inovação, e nível de contribuição para melhoria do sistema de saúde (tamanho da população beneficiada). Além do prêmio equivalente a R$ 50 mil reais, o vencedor receberá orientação profissional especializada da everis para colocar sua ideia em prática no mercado brasileiro.

Original: https://ipnews.com.br/everis-anuncia-vencedor-do-premio-empreenda-saude-2018/

Telemedicina, aprovada no dia 3 de fevereiro, volta a ser proibida em 26 do mesmo mês

Telemedicina, aprovada no dia 3 de fevereiro, volta a ser proibida em 26 do mesmo mês

A prática da medicina a distância volta a ser limitada no Brasil. No dia  3 de fevereiro, o Conselho Federal de Medicina (CFM), aprovou a resolução número 2.227/2018, que passou a permitir consultas, diagnósticos e até cirurgias a distância, tanto no SUS quanto na rede privada. Era a consolidação de um tema que ao longo dos últimos anos tem gerado polêmica, mas que abre inúmeras possibilidades de redução de custos e aumento de eficiência. A inflação médica no Brasil, não custa lembrar, avança quase 20% ao ano no Brasil.

Ao longo de fevereiro, a telemedicina virou tema até de reportagem de capa da revista Veja. Mas tudo deve voltar a ser como antes. A resolução que regulamenta a telemedicina foi oficialmente revogada, em uma sessão plenária extraordinária do Conselho Federal de Medicina, em Brasília.

Com isso, até aprovação do novo texto — que será elaborado a partir de propostas encaminhadas pelos médicos e pelas entidades médicas —, a telemedicina ficará subordinada aos termos da resolução CFM número 1.643/2002, que não permite teleconsulta, telediagnóstico, telecirurgia, teletriagem, telemonitoramento nem teleconferência de ato cirúrgico. No entanto, em caso de emergência, o médico pode emitir laudo a distância e prestar suporte diagnóstico ou terapêutico.

Esse revés se dá principalmente pela “necessidade de tempo para concluir as etapas de recebimento, compilação, estudo, organização, apresentação e deliberação sobre todo o material já recebido e que ainda será recebido […], com o objetivo de entregar aos médicos e à sociedade em geral um instrumento que seja eficaz em sua função de normatizar a atuação do médico e a oferta de serviços médicos à distância pela tecnologia”, diz informe do CFM.

O revés trava um revolução no mercado brasileiro. Segundo reportagem da revista Veja, 76% dos hospitais nos Estados Unidos usam a telemedicina e 35 estados têm leis próprias em torno do assunto. Mas existe evidente espaço para crescimento. Uma pesquisa americana realizada pela Physicians Foundation com mais de 8 000 especialistas informa que apenas 18,5% dos médicos usam alguma forma de tecnologia para diagnóstico remoto.

Já na Inglaterra, um serviço de cuidados a distância para idosos com doenças crônicas reduziu em 15% as visitas de emergência; em 20% as admissões hospitalares; em 14% a ocupação de leitos hospitalares; e em 45% as taxas de mortalidade. Que o Brasil avance no debate, mas que avance.

Fonte:

https://exame.abril.com.br/brasil/telemedicina-aprovada-ha-23-dias-volta-a-ser-proibida-hoje/

Otorrino ou Oftalmologia

Pergunta: Flávia (Universidade de Alfenas -BH)
Olá, estou finalizando o quinto ano de faculdade, e durante esse tempo decidi por limitar minhas escolhas de especialização em duas especialidades: Otorrinolaringologia e Oftalmologia. Vejo ambas as especialidades muito próximas em alguns quesitos (acesso direto na residência, presença de muitos procedimentos cirúrgicos, mesmo tempo de formação, melhor flexibilidade de horários, entre outros). Há ainda possibilidade de fellow após a residência no caso da oftalmo ou sub especialização em cirurgia de cabeça e pescoço no caso da otorrino. Gostaria de saber, na sua opinião, qual das duas vale mais a pena, pontos positivos e negativos, mercado de trabalho, carga horária e etc?

Resposta :

As duas especialidades são ótimas opções e estariam com certeza na relação das 6 melhores especialidades do momento.

Ótima qualidade de vida, excelente remuneração a médio e longo prazo, dia a dia tranquilo e mercado em crescimento com o envelhecimento da população, além de vários procedimentos e cirurgias que agregam valor ao preço da consulta.

O que deve direcionar na sua escolha é como você vai se sentir no dia a dia de cada uma dessas especialidades, ou seja com o tipo de paciente e tipos de patologias com as quais vai lidar diariamente.

Embora as duas contemplem atividades clinicas e cirúrgicas, a otorrino é uma especialidade mais cirúrgica do que a oftalmo.

A qualidade de vida da oftalmo pode ser ligeiramente melhor pela menor incidência de complicações nas suas cirurgias do que na otorrino, onde alguns sangramentos pós operatórios são relativamente frequentes.

Sucesso

Mário Novais