abril 2019 – Widoctor

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Posicionamento da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA) sobre Espiritualidade e Religiosidade

Posicionamento da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA) sobre Espiritualidade e Religiosidade

A Associação Mundial de Psiquiatria (WPA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalham arduamente para garantir que a promoção e os cuidados em saúde mental sejam baseados cientificamente e, ao mesmo tempo, compassivos e com sensibilidade cultural1,2. Nas últimas décadas, tem havido uma crescente conscientização da academia e da população geral sobre a relevância da religião e da espiritualidade nas questões de saúde. Revisões sistemáticas da literatura científica identificaram mais de 3.000 estudos empíricos investigando as relações entre religião / espiritualidade (R/E) e saúde3,4.

No campo dos transtornos mentais, demonstrou-se que R/E têm implicações significativas para prevalência (especialmente em transtornos depressivos e por uso de substâncias), diagnóstico (ex.: diferenciação entre experiências espirituais e transtornos mentais), tratamento (ex.: comportamento de busca de tratamento, aderência, mindfulness, terapias complementares), desfechos clínicos (ex.: melhora clínica, e suicídio ) e prevenção, bem como para a qualidade de vida e bem-estar3,4. A OMS já inclui R/E como uma dimensão da qualidade de vida5. Embora haja evidências mostrando que R/E estão geralmente associadas a melhores desfechos de saúde, elas podem também causar danos (ex.: recusa de tratamento, intolerância, coping religioso negativo, etc.). Pesquisas mostraram que valores, crenças e práticas relativas a R/E se mantêm relevantes para a maior parte da população mundial e que pacientes gostariam de ter suas questões em R/E abordadas nos cuidados em saúde6-8.

Psiquiatras precisam levar em conta todos os fatores que afetam a saúde mental. Evidências mostram que R/E devem ser incluídas entre estes, independentemente da orientação espiritual, religiosa ou filosófica dos psiquiatras. No entanto, poucas escolas médicas ou currículos de especialidade fornecem qualquer treinamento formal para psiquiatras aprenderem sobre a evidência disponível ou como abordar adequadamente a R/E tanto na pesquisa quanto na prática clínica7,9.

Para preencher esta lacuna, a WPA e várias outras associações nacionais de psiquiatria (ex.: Brasil, Índia, África do Sul, Reino Unido e EUA) criaram seções em R/E. A WPA incluiu “religião e espiritualidade” como parte do “Curriculum Básico de Treinamento em Psiquiatria”10.

Ambos termos, religião e espiritualidade, carecem de uma definição universalmente aceita. Definições de espiritualidade geralmente se referem a uma dimensão da experiência humana relacionada com o transcendente, o sagrado, ou a realidade última. Espiritualidade está intimamente relacionada com os valores, o significado e o propósito de vida. Espiritualidade pode se desenvolver individualmente ou em comunidades e tradições. Religião é frequentemente vista como o aspecto institucional da espiritualidade, geralmente definida mais em termos de sistemas de crenças e práticas relacionadas com o sagrado ou divino, realizada por uma comunidade ou grupo social3,8.

Independentemente de definições precisas, a espiritualidade e a religião lidam com as crenças fundamentais, valores e experiências dos seres humanos. Portanto, a consideração da sua relevância para as origens, a compreensão e o tratamento dos transtornos psiquiátricos bem como para a atitude do paciente frente à doença deveria estar no centro da psiquiatria acadêmica e clínica. Considerações espirituais e religiosas também têm implicações éticas significativas para a prática clínica da psiquiatria11 . Em particular, a WPA propõe que:

  1. Uma consideração cuidadosa das crenças e práticas religiosas dos pacientes, bem como a sua espiritualidade, deveriam ser abordadas rotineiramente sendo, por vezes, um componente essencial da coleta da história psiquiátrica.
  2. A compreensão da religião e da espiritualidade e sua relação com o diagnóstico, etiologia e tratamento de transtornos psiquiátricos devem ser consideradas como componentes essenciais tanto da formação psiquiátrica como do contínuo desenvolvimento profissional.
  3. Há uma necessidade de mais pesquisas sobre religião e espiritualidade em psiquiatria, especialmente sobre suas aplicações clínicas. Estes estudos devem abranger uma ampla diversidade de contextos culturais e geográficos.
  4. A abordagem da religião e da espiritualidade deve ser centrada na pessoa. Psiquiatras não devem usar sua posição profissional para fazer proselitismo de visões de mundo seculares ou espirituais. Psiquiatras devem sempre respeitar e ser sensíveis às crenças e práticas espirituais / religiosas de seus pacientes, das famílias e cuidadores de seus pacientes.
  5. Os psiquiatras, sejam quais forem suas crenças pessoais, devem estar dispostos a trabalhar com líderes / membros de comunidades religiosas, capelães e agentes pastorais, bem como outros membros da comunidade, em suporte ao bem-estar de seus pacientes e devem incentivar seus colegas multidisciplinares a fazerem o mesmo.
  6. Os psiquiatras devem demonstrar consciência, respeito e sensibilidade para o importante papel que a espiritualidade e religiosidade podem desempenhar para muitos funcionários e voluntários na formação de uma vocação para trabalhar no campo dos cuidados em saúde mental.
  7. Os psiquiatras devem estar cientes tanto do potencial benéfico quanto prejudicial das práticas e visões de mundo religiosas, espirituais e seculares e estarem dispostos a compartilhar essas informações de forma crítica e imparcial com a comunidade em geral, em apoio à promoção da saúde e bem-estar.

 

Alexander Moreira-Almeida1,2, Avdesh Sharma1,3, Bernard Janse van Rensburg1,4, Peter J. Verhagen1,5, Christopher C.H. Cook1,6

1 Seção de Religião, Espiritualidade e Psiquiatria da WPA;

2 NUPES, Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde, Universidade Federal de Juiz de Fora, Brasil;

3 ‘Parivartan’ Center for Mental Health, New Delhi, India;

4 Department of Psychiatry, University of the Witwatersrand, Johannesburg, South Africa;

5 GGZ Centraal, Harderwijk, the Netherlands;

6 Department of Theology and Religion, Durham University, Durham, UK.

 

Agradecimentos

Os autores agradecem a todos que contribuíram durante o processo de elaboração deste Posicionamento, em especial, a D. Bhugra, R. Cloninger, J. Cox, V. De Marinis, J.J. Lopez Ibor (in memoriam), D. Moussaoui, N. Nagy, A. Powell, H.M. van Praag e MF Peres. Este posicionamento se utilizou de partes do texto de recomendações já publicadas no Posicionamento do Royal College of Psychiatrists11. Versão em português traduzida por Mario F. Peres e revisada por Alexander Moreira-Almeida,

Referências

  1. Bhugra D. The WPA Action Plan 2014-2017. World Psychiatry 2014; 13:328.
  2. Saxena S, Funk M, Chisholm D. WHO’s Mental Health Action Plan 2013-2020: what can psychiatrists do to facilitate its implementation? World Psychiatry 2014; 13:107-9.
  3. Koenig H, King D, Carson VB. Handbook of religion and health. 2nd edition. New York: Oxford University Press, 2012.
  4. Koenig HG, McCullough ME, Larson DB. Handbook of religion and health. 1st edition. New York: Oxford University Press, 2001.
  5. WHOQOL SRPB Group. A cross-cultural study of spirituality, religion, and personal beliefs as components of quality of life. Social Science and Medicine 62:1486-1497, 2006.
  6. Pargament KI, Lomax JW. Understanding and addressing religion among people with mental illness. World Psychiatry. 2013; 12(1):26-32.
  7. Moreira-Almeida A, Koenig HG, Lucchetti G. Clinical implications of spirituality to mental health: review of evidence and practical guidelines. Rev Bras Psiquiatr. 2014; 36(2):176-82.
  8. Verhagen PJ, Van Praag HM, Lopez-Ibor JJ, Cox J, Moussaoui D. (Eds.) Religion and psychiatry: beyond boundaries. Chichester: John Wiley & Sons, 2010.
  9. Cloninger CR. What makes people healthy, happy, and fulfilled in the face of current world problems? Mens Sana Monographs 2013; 11:16-24.
  10. World Psychiatric Association. Institutional program on the core training curriculum for psychiatry. Yokohama, Japan, August 2002. Available at: www.wpanet.org/uploads/Education/Educational_Programs/Core_Curriculum/corec urriculum-psych-ENG.pdf
  11. Cook CCH. Recommendations for psychiatrists on spirituality and religion. Position Statement PS03/2011, London, Royal College of Psychiatrists, 2011. Available (in a later edition) at http://www.rcpsych.ac.uk/pdf/PS03_2013.pdf

 

TEXTO RETIRADO DO SITE: http://consciencial.org/textos-extras/posicionamento-da-associacao-mundial-de-psiquiatria-wpa-sobre-espiritualidade-e-religiosidade/

Pesquisa da Cancer Research UK revela ganho de 20% de risco de câncer de intestino a cada 50g de carne vermelha consumida no dia.

Pesquisa da Cancer Research UK revela ganho de 20% de risco de câncer de intestino a cada 50g de carne vermelha consumida no dia.

Mesmo o consumo de quantidades pequenas de carne vermelha e processada – como uma fatia de bacon por dia – pode aumentar o risco de câncer de intestino.

É o que mostra uma pesquisa recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, financiada pela Cancer Research UK, organização britânica dedicada a combater a doença.

O estudo reforça as evidências de que a ingestão de carne vermelha e processada pode ser prejudicial à saúde, conforme alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Os pesquisadores analisaram informações de quase meio milhão de pessoas cadastradas no UK Biobank, banco de dados de saúde do Reino Unido.

Em seis anos de estudo, eles descobriram que 2.609 participantes desenvolveram câncer de intestino.

Eles identificaram que:

– Comer três fatias de bacon por dia, em vez de apenas uma, pode aumentar o risco de câncer de intestino em 20%.

– Para cada 10 mil pessoas que consumiram 21g por dia de carne vermelha e processada, 40 foram diagnosticadas com câncer de intestino.

– O valor comparativo para aqueles que ingeriram 76g, foi de 48 casos.

De acordo com o sistema de saúde público do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês), uma fatia de presunto ou bacon tem cerca de 23g de carne processada.

 

A Cancer Research UK afirma que 5,4 mil dos 41.804 casos de câncer de intestino registrados a cada ano no Reino Unido podem ser evitados se as pessoas não comerem carne processada de maneira alguma.

Mas a organização reconhece que fumar representa um risco muito maior – o cigarro é responsável por 54,3 mil casos de câncer por ano.

A Public Health England, agência vinculada ao serviço de saúde britânico, constatou, a partir de seus levantamentos, que muita gente come carne vermelha e processada em excesso.

Os especialistas aconselham quem consome grandes quantidades a encontrar maneiras de reduzir.

De acordo com o Departamento de Saúde, quem come mais de 90g por dia deve diminuir para 70g.

 

O professor Gunter Kuhnle, da Universidade de Reading, no Reino Unido, descreveu o estudo como uma análise bastante minuciosa da relação entre o consumo de carne e câncer de intestino (também conhecido como colorretal).

“Os resultados confirmam descobertas anteriores de que o consumo de ambos, carne vermelha e processada, aumenta o risco de câncer colorretal”, diz ele.

“O aumento de aproximadamente 20% no risco pelo acréscimo de 50g no consumo de carne vermelha e processada está de acordo com o que foi relatado anteriormente e confirma essas descobertas.”

“O estudo também mostra que a fibra alimentar reduz o risco de câncer colorretal. Um aumento no consumo de fibras, como mostrado neste estudo, seria consideravelmente mais benéfico”, destaca.

Já Carrie Ruxton, do Meat Advisory Panel, grupo de estudos sobre o consumo de carne financiado pela indústria, lembra os benefícios do alimento:

“A carne vermelha fornece nutrientes valiosos, como proteínas, ferro, zinco, vitaminas D e vitaminas B.”

“Uma série de fatores de estilo de vida têm um impacto significativo no risco de câncer de intestino, principalmente idade, genética, falta de fibra alimentar, sedentarismo e alto consumo de álcool”, pondera.

 

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-47959729

 

Mastologia ou Ortopedia

Pergunta : Lucas (Universidade Federal da Bahia)
Olá , gostaria de saber sobre as especialidades de Mastologia e ortopedia, com relação ao futuro , inserção no mercado de trabalho , remuneração e como é o início de cada uma delas . Obs : mastologia , após a ginecologia e obstetrícia. Atendendo ginecologia geral e realizando também a mastologia clínica e cirurgica. Queria que frizasse principalmente o mercado de trabalho e a remuneração de cada uma. Com qual delas é possível criar uma carreira mais estável e confortável.

Resposta :

Você está se referindo a duas especialidades bem diferentes, com pacientes e patologias bem distintas. Nessa fase de escolha da especialidade é fundamental que vc analise como será o seu dia a dia no futuro, dependendo da sua escolha. Talvez o teste vocacional de nosso site possa te apontar as especialidades que mais combinam com suas características pessoais.

De qualquer modo, algumas informações sobre essas duas especialidades podem ser uteis na sua escolha :

A residência médica em mastologia tem a duração de 2 anos , tendo como pré requisito 2 anos de residência em gineco-obstetrícia ou em cirurgia geral.

A residência em ortopedia é de acesse direto, não exigindo nenhum pré requisito e portanto encurtando a carreira, quando se compara com a carreira de mastologia.

A Mastologia é uma especialidade em franco crescimento pela importância que se tem dado ultimamente à prevenção do câncer de mama e da relevância da mamografia como exame obrigatório após os 40 anos de idade.
Filiados à Sociedade Brasileira de Mastologia, existem cerca de 2.000 profissionais entre clínicos, cirurgiões, psicólogos, radioterapeutas e qualquer outro especialista que se envolva com patologias mamárias.
Existem dois tipos de mastologistas: o mastologista clinico , que geralmente tem origem na ginecologia ou na endocrinologia e o mastologista cirurgião, de origem na cirurgia geral, plástica ou mesmo na ginecologia.
Apesar da especialidade ser classificada como especialidade relativamente triste, a qualidade de vida do mastologista é boa, o mercado de trabalho é bom, em expansão e permite bons ganhos financeiros ( principalmente para os cirurgiões ), desde que seja dada mais importância à medicina privada.

A Ortopedia é uma das melhores especialidades do  momento: população envelhecendo ( o que aumenta o número de possíveis clientes ), população preocupada em aumentar atividades físicas ( boom das academias de ginástica com consequente maior frequência de lesões de esforço repetitivo ), grande frequência de pequenos procedimentos a nível ambulatorial assim como cirurgias pequenas, médias e grandes ( o que agrega valor ao preço da consulta ), indústria de órteses e próteses forte facilitando o trabalho do ortopedista e impulsionando a especialidade além de aumentar os ganhos financeiros, possibilidade de expandir os serviços com utilização da Medicina Desportiva ( Copa do Mundo e Olimpíada estimularam isso ) e da fisioterapia ( Pilates e RPG estão em franco crescimento ), incremento no País das atividades industriais e comerciais que levam a maiores vícios de postura ( as chamadas dores de coluna, que vão acabar no consultório do ortopedista ). Tudo isso faz com que a especialidade seja uma das mais bem remuneradas, perdendo um pouco apenas na qualidade de vida, o que pode ser minimizado se o médico conseguir se organizar bem e administrar adequadamente o tempo.

Sucesso

Mário Novais

 

 

Medicina Nuclear : Mercado

Pergunta : Matheus (Universidade de Pernambuco)
Estou prestes a me formar, e pretendo fazer residência em medicina nuclear, infelizmente é uma área pouco estudada durante o período acadêmico, e até desconhecida por alguns médicos. Encontrei algumas respostas sobre a medicina nuclear aqui no site, porém gostaria de saber qual o panorama atual e futuro da especialidade, principalmente em relação ao mercado de trabalho para os especialistas recém formados, e a remuneração nos centros fora do eixo rio-sp, levando em consideração a carga horária dos serviços, que geralmente funcionam em horário comercial. Obrigado desde ja!

Resposta :

A Medicina Nuclear é uma especialidade pouco conhecida dos médicos e muitos estudantes nem tem noção do que faz um especialista nessa área. Talvez, por isso, poucos estudantes façam essa escolha. No Brasil temos apenas 438 especialistas em Medicina Nuclear
A Medicina Nuclear é uma especialidade que usa compostos radioativos para obter informações diagnósticas e para o tratamento de doenças. Seus procedimentos permitem a determinação de informações diagnósticas sem que seja necessário, intervenções cirúrgicas, ou de outros testes diagnósticos invasivos. Os procedimentos identificam frequentemente muito cedo anormalidades na progressão de uma doença ao longo do tempo, ou até mesmo antes da apresentação de sintomas.
Em sua forma mais básica, um estudo em medicina nuclear envolve a administração de pequenas quantidades de compostos, que são marcados com radionuclídeos gama emissores ou pósitron emissores, no organismo. O composto radiomarcado é chamado de radiofármaco, ou geralmente chamado de traçador ou radiotraçador. Existem diversos tipos de radiofármacos disponíveis que são úteis para estudar diferentes partes do corpo.
O conteúdo do programa de residência em Medicina Nuclear, geralmente abrange: Física e Biologia das radiações. Normas de proteção radiológica. Radiofarmácia. Recursos tecnológicos. Anatomia, fisiologia, fisiopatologia, indicações terapêuticas e realização e avaliação dos exames nos diversos sistemas orgânicos.
O concurso para residência médica em Medicina nuclear é classificado como de “acesso direto” e tem a duração de 3 anos, mas se o médico  já tiver feito  residência em clinica médica ou radiologia, esse tempo pode ser encurtado ( a critério do serviço). O inverso não é verdadeiro, ou seja, se vc fez a residência de medicina nuclear não pode simplesmente complementar e ser radiologista.
A procura não é muito grande. A relação candidato-vaga é de 1:1 ou 2:1
Os melhores locais para se fazer essa residência são os grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro
O Mercado de trabalho é bom pelo pequeno número de profissionais e além disso permite uma boa qualidade de vida e flexibilidade de horários. Na maioria das vezes vc vai ser sempre “empregado” e não “patrão”.
No Rio de Janeiro, onde existem poucos serviços, e todos exigem exclusividade, o salário mensal para uma carga horária de 30 – 40 h semanais, está entre 10 e 15.000,00.
Em Sao Paulo, o salário é mais do dobro desse.
Fora do eixo Rio-São Paulo aparecem ofertas entre 30 a 40.000,00 mensais.

A sugestão é que antes de se aventurar na escolha dessa especialidade, vc defina qual cidade pretende morar e procure ver se existe esse tipo de serviço na cidade ou na periferia e qual o interesse desse serviço por mais profissionais. Aí terá também uma ideia do salário local.

Sucesso

Mário Novais

Paraguai expulsa 12 estudantes de medicina brasileiros

Paraguai expulsa 12 estudantes de medicina brasileiros

A Polícia Nacional do Paraguai cumpriu determinação do governo e expulsou 12 estudantes brasileiros de medicina. Os jovens foram entregues à Policia Federal no prédio da Imigração, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil. Eles estavam presos desde o dia 6 de abril.

Os estudantes, entre eles, três mulheres, foram colocados em veículos da PF e trazidos para Ponta Porã, cidade vizinha a Pedro Juan Caballero, e estão proibidos de entrar no país nos próximos 2 anos.

O Governo do Paraguai alega que a medida foi tomada porque os brasileiros não possuem documentação de imigração exigida por lei, e que no momento da prisão, o grupo estava em uma casa participando de uma festa regada a álcool e drogas e com o volume do som acima do permitido.

Estima-se que quase 10 mil brasileiros estão Pedro Juan Caballero cursando medicina. A expulsão dos estudantes foi anunciada pelo governo e executada nesta quarta-feira (24).

 

Expulsões

O Governo do Paraguai vem adotando a medida de expulsar brasileiros que se envolvem com crimes no país. Foi assim como o narcotraficante Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, conhecido como Marcelo Piloto, que estava preso em Assunção e expulso do país em novembro de 2018.

Notícia na íntegra:

https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2019/04/25/estudantes-brasileiros-de-medicina-sao-entregues-a-pf-e-expulsos-do-paraguai-12-forcados-a-voltar.ghtml

Aprendizado e Neuroplasticidade como tratamento para doenças cerebrais

Aprendizado e Neuroplasticidade como tratamento para doenças cerebrais

Cientistas brasileiros acabam de apresentar uma técnica de treinamento cerebral capaz de modificar as conexões neuronais em tempo recorde. O trabalho, publicado na Neuroimage, abre o caminho para novos tratamentos para o acidente vascular cerebral (AVC), a doença de Parkinson e até a depressão.

O cérebro se adapta a todo momento – um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. Essas mudanças na forma como funciona e conecta suas diferentes áreas são as bases do aprendizado e da memória.

Entender melhor essas interações permite o avanço na compreensão do comportamento humano, das emoções e das doenças que acometem o cérebro. “Tudo o que a gente é, faz, sente, todo o nosso comportamento é reflexo da maneira como o nosso cérebro funciona”, explica o neurocientista Theo Marins, um dos autores do estudo.

Algumas doenças, segundo o especialista, alteram esse funcionamento. E o cérebro passa a funcionar de maneira doente. “Ensinar” o cérebro a funcionar de maneira correta pode melhorar os sintomas de várias doenças.

Uma das ferramentas que vem sendo utilizadas para compreender melhor essas dinâmicas é o neurofeedback. Assim é chamado o treinamento do cérebro para modificar determinadas conexões. O estudo dos neurocientistas do Instituto D’OR de Ensino e Pesquisa e da UFRJ mostrou que o treinamento é capaz de induzir essas modificações em menos de uma hora.

Para fazer o trabalho, os cientistas contaram com 36 voluntários que se submeteram a exames de ressonância magnética. A atividade neuronal captada no exame é transformada em imagens apresentadas em computadores de acordo com a intensidade. Os voluntários acompanhavam as imagens em tempo real, aprendendo a controlar a própria atividade cerebral.

Enquanto 19 participantes receberam o treinamento real, outros 17 foram instruídos com falsa informação – o que funcionou como uma espécie de placebo. Antes e depois do treino, os pesquisadores registraram as imagens cerebrais que permitiam medir a comunicação (a conectividade funcional) e as conexões (a conectividade estrutural) entre as áreas cerebrais. O objetivo era observar como as redes neurais eram afetadas pelo neurofeedback.

Antes e depois

Ao comparar a arquitetura cerebral antes e depois do treinamento, os cientistas constataram que o corpo caloso (a principal ponte de comunicação entre os hemisférios esquerdo e direito) apresentou maior robustez estrutural. Além disso, a comunicação funcional entre as áreas também aumentou. Para os pesquisadores, é como se o todo o sistema tivesse se fortalecido.

“Sabíamos que o cérebro tem uma capacidade fantástica de modificação. Mas não tínhamos tanta certeza de que era possível observar isso tão rapidamente”, conta Marins.

Desta forma, o treinamento cerebral se revelou uma ferramenta poderosa para induzir a neuroplasticidade. Agora, os pesquisadores esperam utilizá-lo para promover as mudanças necessárias para recuperação da função motora em pacientes que sofreram um AVC, que foram diagnosticados com Parkinson e mesmo com depressão.

“O próximo passo será descobrir se pacientes que sofrem de desordens neurológicas também podem se beneficiar do neurofeedback, se ele é capaz de diminuir os sintomas dessas doenças”, disse a médica radiologista Fernanda Tovar Moll, presidente do Instituto D’OR. “Ainda falta muito para chegarmos a protocolos específicos. Quanto mais entendermos os mecanismos, mais terapias poderemos desenvolver.”

Original: https://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,cerebro-pode-ser-treinado-para-curar-doencas-diz-estudo,70002794391?utm_source=facebook:newsfeed&utm_medium=social-organic&utm_campaign=redes-sociais:042019:e&utm_content=:::&utm_term=

Tratamento para Dermatite Seborréica

Tratamento para Dermatite Seborréica

A. Seborreia do couro cabeludo

Xampus que contêm piritionato de zinco ou selênio são usados ​​diariamente, se possível. Estes podem ser alternados com xampu de cetoconazol (1% ou 2%) usado duas vezes por semana. Uma combinação de xampus é usada em casos refratários. Alcatrão

Os xampus também são eficazes para casos mais leves e para a psoríase do couro cabeludo. As soluções ou loções tópicas de corticosteróides são então adicionadas, se necessário, e são usadas duas vezes ao dia.

B. Dermatite seborréica facial

A base da terapia é um corticosteróide leve (hidrocortisona a 1%, alclometasona, desonida) usado intermitentemente e não próximo aos olhos. Se o distúrbio não puder ser controlado com o uso intermitente de um corticosteróide tópico suave, o cetoconazol (Nizoral) 2% é adicionado duas vezes ao dia. O tacrolimus tópico (Protopic) e o pimecrolimus (Elidel) são alternativas poupadoras de esteróides.

C. Dermatite seborréica em áreas não favorecidas

Os cremes corticosteróides de baixa potência, ou seja, 1% ou 2,5% de hidrocortisona, desonida ou dipropionato de alclometasona, são altamente eficazes.

D. Seborreia das áreas intertriginosas

Aplique loções ou cremes corticosteróides de baixa potência duas vezes ao dia por 5 a 7 dias e, depois, uma ou duas vezes por semana para manutenção, se necessário. Loção de selênio, cetoconazol ou clotrimazol em gel ou creme podem ser um complemento útil. O tacrolimus ou o pimecrolimus topicamente podem evitar a atrofia de corticosteroides em casos crônicos.

E. Envolvimento das margens palpebrais

“A blefarite marginal” geralmente responde à limpeza suave das margens da pálpebra toda noite, conforme necessário, com o Shampoo Johnson & Johnson Baby não diluído, usando um cotonete.

Fonte:

Papadakis, M; Mcphee, S; Current Medical Diagnosis & Treatment 58 ed. New York: Lange, 2019

Cardiologia : Mercado de Trabalho

Pergunta : Gabriel (Universidade Federal da Bahia)
Olá. Penso em fazer cardiologia e gostaria de saber um pouco mais sobre o mercado de trabalho, projeções futuras da profissão e remuneração média dessa especialidade. Ainda vale a pena ser cardiologista? Obrigado

Resposta :

É claro que sempre devemos analisar o mercado de trabalho na hora de escolher a especialidade, mas se realmente estiver interessado na cardiologia deve ir em frente e elaborar uma estratégia de desenvolvimento de carreira, de modo que possa ultrapassar algumas dificuldades do mercado.
O crescimento da clientela em qualquer especialidade depende de uma série de fatores, tais como tempo de formado, qualificação profissional cidade onde se vai trabalhar, relacionamentos pessoais, concorrência local, resultados obtidos no tratamento dos pacientes e acima de tudo do marketing que utilizar para impulsionar a carreira.
Sugiro que faça uma boa formação com residência em grande centro, talvez mestrado ou doutorado, curso de ecocardiograma e se aprimore nos exames complementares da especialidade como Holter, Mapa, teste de esforço e o próprio Eco, para ser um cardiologista completo.
Para ter uma ideia melhor do mercado:
Salvador tem quase  3 milhões de habitantes, sendo, segundo IBGE, cerca de 500.000 habitantes com mais de 50 anos de idade ( possíveis clientes do cardiologista). Considerando 3 consultas de cárdio por ano para esses pacientes, teríamos 1.500.000 consultas anuais ou 125.000 consultas mensais, que divididas pelos 800 cardiologistas de Salvador daria uma média de 156 consultas por mês para cada cardiologista. Considerando um valor médio de consulta ( ticket médio) de R$ 200,00 ( muitas são consultas de convênios e outras são consultas particulares ), daria uma receita mensal de R$ 31.200,00 para cada cardiologista. Além disso teria a receita proveniente de algum emprego fixo que o cardiologista tiver e também de exames complementares que fizer no consultório. Parece um bom mercado,
porém quem usar o melhor marketing vai conseguir uma melhor fatia desse mercado.
Sucesso

Mário Novais

Especialidade Cirúrgica em Cidades Pequenas

Pergunta : Edcleverton (Universidade Federal de Sergipe)
Sou R1 de Área Cirúrgica Básica, gostaria de saber se com estas mudanças da especialidade poderei dar plantão nas emergências como cirurgião. Gostaria de saber também qual a melhor mercado para uma cidade de interior até 20000: endoscopia, cir do ap digestivo ou mastologia? Obrigado

Resposta :

A possibilidade de dar plantão em emergência como cirurgião, muito mais do que a titulação, é importante se sentir habilitado para isso e numa fase inicial de carreira como cirurgião, ter alguém mais experiente a quem possa recorrer em casos mais complicados.

A melhor especialidade cirúrgica em uma cidade muito pequena com 20.000 habitantes é mesmo a cirurgia geral.

Se essa cidade também for responsável por atendimento cirúrgico de cidades próximas, então o cirurgião deve verificar qual a carência maior de especialidades da região para se especializar um pouco mais, porem mantendo  sua atuação como cirurgião geral.

Sucesso

Mário Novais

O peso do Smartphone

O peso do Smartphone

Vivemos na era do Smartphone, ou melhor, não vivemos mais sem ele. De acordo com o último estudo conduzido pelo instituto de pesquisas norte-americano Flurry Analytics, cerca de 300 milhões de pessoas, no mundo inteiro, são viciadas em dispositivos móveis. E  essas pessoas abrem apps no celular mais de 61 vezes em um único dia. Mas atenção, esse vício pode trazer sérios problemas.

Por todos os lados, em todos os lugares, tem alguém teclando, olhando, zapiando numa tela. Mas para isso, adotamos uma postura, que com o tempo, pode virar um problema. Você já parou para pensar quantas horas por dia você passa olhando para baixo, para tela do celular?

Aí que entra a questão, essa postura altera o estado normal do corpo, ele que, por sua vez, na tentativa de se adequar ao movimento, à nova posição, pode exigir compensações musculares que, com o tempo se transformam em dores. Explica o fisioterapeuta Dalton Faria, parceiro do Blog Esporte & Saúde.

O movimento de inclinar a cabeça para frente promove uma sobrecarga na musculatura do pescoço, principalmente de trapézios.

Um estudo recente (Assessment of Stresses in the Cervical Spine Caused by Posture and Position of the Head) avalia a sobrecarga na cervical com diferentes graus de inclinação.

O peso que a cabeça pode fazer na cervical assusta. Veja!

15° graus de inclinação a sobrecarga é de 12kg.

30° sobrecarga de 18kg.

45° sobrecarga de 22kg.

60° sobrecarga de 27kg.

E esse peso, com o tempo, pode provocar dores na região cervical, a que abrange a área do pescoço e ombros, muito conhecida também como Cervicalgia.

E ainda, de acordo com o estudo, o que se espera é um futuro de epidemia de dores cervicais oriundas de alterações posturais. Precisamos mudar isso!

De acordo com o Dr. Liszt Palmeira, Ortopedista e Traumatologista, parceiro do Blog Esporte & Saúde,  “Passar muito tempo nessa posição sobrecarrega músculos, articulações e ligamentos da coluna cervical, especialmente em quem já tem algum grau de degeneração articular. E a dor é o primeiro sintoma de que algo está errado. E ela pode aparecer na região do pescoço, das costas, nos cotovelos ou até nos punhos”.

Dr. Liszt sugere algumas medidas simples que podem evitar essas dores.

1) Praticar regularmente exercícios que mantenham os músculos com força e elasticidade adequadas para realizar as tarefas do dia a dia;

2) Diminuir o tempo de permanência na postura que causa problema;

3) Ao usar o celular, tentar colocá-lo nivelado com o rosto e não abaixo do peito.

“Não somente o smartphone, mas de acordo com a ergonomia, todo e qualquer objeto que tenhamos que visualizar, é interessante trabalhar na altura dos olhos com o pescoço ereto. Como visto acima, quanto maior a inclinação do pescoço, maior a sobrecarga em cima dele”, complementa Dr. Dalton Faria.

Original: http://www.danichristoffer.com/blog/o-peso-do-smartphone/