junho 2019 – Página: 2 – Widoctor

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Novo composto para tratar bactérias resistentes

Novo composto para tratar bactérias resistentes

A resistência antimicrobiana já é responsável por 25.000 mortes na União Europeia todos os anos. Esta pesquisa pode abrir caminho para um novo tratamento de superbactérias que ameaçam a vida.

Um novo composto que mata superbactérias resistentes a antibióticos foi descoberto por cientistas da Universidade de Sheffield e do Science and Technology Facilities Council (STFC).

A equipe, liderada pelo professor Jim Thomas, do Departamento de Química da Universidade de Sheffield, está testando novos compostos desenvolvidos por sua aluna de doutorado Kirsty Smitten sobre as bactérias gram-negativas resistentes a antibióticos, incluindo a E. coli patogênica.

Cepas de bactérias gram-negativas podem causar infecções, incluindo pneumoniainfecções do trato urinário e infecções da corrente sanguínea. Elas são difíceis de tratar, pois a parede celular das bactérias evita que as drogas entrem no microrganismo.

A menos que a ameaça da resistência antimicrobiana emergente rapidamente seja controlada, estima-se que em 2050 mais de 10 milhões de pessoas poderiam morrer todos os anos devido a infecções resistentes aos antibióticos.

Os médicos não tiveram disponível um novo tratamento para as bactérias gram-negativas nos últimos 50 anos, e nenhuma droga potencial entrou em ensaios clínicos desde 2010.

O novo composto de drogas tem uma série de oportunidades interessantes. Como o professor Jim Thomas explica: “Como o composto é luminescente, ele brilha quando exposto à luz. Isso significa que a absorção e o efeito sobre as bactérias podem ser seguidos pelas técnicas avançadas de microscópio disponíveis na Central Laser Facility (CLF) do STFC.

“Este avanço pode levar a novos tratamentos vitais contra superbactérias que ameaçam a vida e pode ser uma nova solução para o crescente risco representado pela resistência antimicrobiana”.

Os estudos em Sheffield e na CLF mostraram que o novo composto possui vários modos de ação, tornando mais difícil a resistência emergir nas bactérias. O próximo passo da pesquisa será testá-lo contra outras bactérias multirresistentes.

Em um relatório recente sobre patógenos resistentes aos antimicrobianos, a Organização Mundial da Saúde colocou várias bactérias gram-negativas no topo da sua lista, afirmando que novos tratamentos para essas bactérias eram “Priority 1 Critical” porque elas causam infecções com altas taxas de mortalidade, tornam-se rapidamente resistentes a todos os tratamentos disponíveis e são frequentemente identificadas em infecções hospitalares.

A pesquisa, publicada na revista ACS Nano, descreve o novo composto que mata E. coli gram-negativa, incluindo um agente patogênico resistente a múltiplos fármacos dito ser responsável por milhões de infecções resistentes a antibióticos em todo o mundo por ano.

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1339378/novo+composto+que+mata+superbacterias+resistentes+a+antibioticos+foi+descoberto+por+pesquisadores+da+universidade+de+sheffield.htm

Gastroenterologia

Pergunta: Brunna (Universidade Federal do Maranhão)
Olá, Dr., Estou entrando no internato no próximo semestre e venho pensando bastante na escolha da especialização. Gostaria então de saber como é o mercado para Gastroenterologista. Quais as expectativas do mercado, remuneração, qualidade de vida…? Obrigada

Resposta :

Considerando que um médico, depois de concluído a residência, vai trabalhar naquela especialidade por mais 40 anos, é extremamente importante que a escolha seja bem feita e acima de tudo bastante racional.
Os aspectos fundamentais na escolha são :
1. Qual a qualidade de vida que essa especialidade vai me permitir ? Essa qualidade está de acordo com meus planos de vida ?
2. Que remuneração essa especialidade vai me permitir ? Essa remuneração combina com minhas ambições financeiras ?
3. Como vai ser meu dia a dia de acordo com a especialidade que escolher ? Vou me sentir confortável com esse cotidiano ?
A chave do sucesso na escolha racional da especialidade é , sem dúvida, o melhor conhecimento de cada especialidade; principalmente em relação aos 3 itens citados.
O teste vocacional do nosso site poderá te ajudar, mas também procure conversar com alguns especialistas das áreas mais prováveis para vc e veja o grau de satisfação deles com a própria escolha.

Gastroenterologia ( incluindo a endoscopia digestiva ) é uma especialidade clínica com residência de 2 anos de duração e com pré requisito de 2 anos de residência em clinica médica.
Gastro é uma boa especialidade porque além de permitir boa qualidade de vida, é bastante rentável pela grande incidência de exames complementares como endoscopias altas e baixas, CPRE, gastrostomias endoscópicas e grande frequência na população de patologias dessa especialidade, como gastrites, úlceras, esofagites, diarréias, colites…
A Gastro permite aos seus especialistas boa qualidade de vida, bom tempo livre e ótima remuneração
Na gastro, mesmo atendendo somente convênios, se o profissional fizer 5 consultas ( juntamente com seus procedimentos) por dia e atender 5 dias da semana, terá um faturamento mensal de cerca de R$ 20.000,00 apenas dos convênios , além do faturamento de pacientes particulares.

Sucesso

Mário Novais

 

Tratamento para Miastenia Gravis

Tratamento para Miastenia Gravis

A miastenia gravis ocorre em todas as idades, algumas vezes associada a um tumor tímico ou tireotoxicose, bem como na artrite reumatoide e no lúpus eritematoso. É mais comum em mulheres jovens com HLA-DR3; se o timoma está associado, os homens mais velhos são mais comumente afetados. O início geralmente é insidioso, mas o distúrbio às vezes é desmascarado por uma infecção coincidente que leva à exacerbação dos sintomas. As exacerbações também podem ocorrer antes do período menstrual e durante ou logo após a gravidez. Os sintomas são devidos a um grau variável de bloqueio da transmissão neuromuscular causada pela ligação de autoanticorpos aos receptores de acetilcolina; estes são encontrados na maioria dos pacientes com a doença e têm um papel principal na redução do número de receptores funcionais de acetilcolina. Além disso, a atividade imunológica celular contra o receptor é encontrada.

Tratamento:

Os medicamentos anticolinesterásicos fornecem benefícios sintomáticos sem influenciar o curso da doença. Neostigmina, piridostigmina ou ambas podem ser usadas, sendo a dose determinada individualmente. A dose habitual de neostigmina é de 7,5 a 30 mg (média de 15 mg) por via oral, tomada quatro vezes ao dia; de piridostigmina, 30-180 mg (média, 60 mg) por via oral quatro vezes ao dia. A supermedicação pode aumentar temporariamente a fraqueza. Uma ampla gama de medicamentos (por exemplo, aminoglicosídeos) pode exacerbar a miastenia gravis e deve ser evitada.

A timectomia deve ser realizada quando um timoma está presente. Um estudo randomizado multicêntrico demonstrou o benefício da timectomia, mesmo na ausência de um timoma radiologicamente identificável, com melhora da força, menor necessidade de imunossupressão e menor número de hospitalizações no grupo tratado cirurgicamente. Assim, a timectomia deve ser considerada em todos os pacientes com menos de 65 anos, a menos que a fraqueza seja restrita aos músculos extra-oculares. Se a doença é de início recente e apenas lentamente progressiva, a operação é às vezes adiada por um ano ou mais, na esperança de que a remissão espontânea ocorra.

O tratamento com corticosteróides é indicado para pacientes que responderam mal aos medicamentos anticolinesterásicos. Alguns pacientes experimentam exacerbação transitória de fraqueza e até desenvolvem insuficiência respiratória nas primeiras 1-2 semanas se os corticosteroides forem iniciados em altas doses (por exemplo, prednisona 1 mg / kg / dia). Portanto, em pacientes estáveis, os corticosteróides são introduzidos gradualmente no cenário ambulatorial. A prednisona pode ser iniciada com 20 mg por via oral diariamente e aumentada em incrementos de 10 mg por semana para um alvo de 1 mg / kg / dia (dose máxima diária de 100 mg). Para pacientes hospitalizados com miastenia gravis e tratados com imunoglobulina intravenosa ou plasmaférese, a dose mais alta pode ser dada inicialmente porque o início mais rápido da ação das duas primeiras terapias atenua a queda inicial na força devido aos corticosteróides. Os corticosteróides podem ser prescritos como tratamento em dias alternados ou diários, com a terapia em dias alternados reduzindo potencialmente os efeitos colaterais. Uma vez que o paciente tenha estabilizado na dose inicial alta, os corticosteroides podem gradativamente ser reduzidos a um nível de manutenção relativamente baixo (por exemplo, 10 mg de prednisona por via oral diariamente) à medida que a melhora ocorre; total retirada é difícil, no entanto.

O tratamento com azatioprina pode ser eficaz em permitir uma dose menor de corticosteróides. A dose habitual é de 2 a 3 mg / kg por via oral diariamente após uma dose inicial mais baixa. Outros agentes imunossupressores que são usados ​​na miastenia gravis para reduzir a dose de corticosteroides incluem micofenolato mofetil, rituximabe, ciclosporina, metotrexato e tacrolimus. Em pacientes com incapacidade maior, a plasmaferese ou a terapia com IVIG podem ser benéficas e ter eficácia semelhante. Também é útil para estabilizar os pacientes antes da timectomia e para gerenciar crises agudas.

 

Fonte:

Papadakis, M; Mcphee, S; Current Medical Diagnosis & Treatment 58 ed. New York: Lange, 2019

Medicina Legal e Perícia Médica

Pergunta : Reinaldo (Universidade CEUMA- Maranhão)

Olá, me interesso muito pela área de perícia médica e medicina legal e estou pensando em fazer residência. A vezes fico indeciso se seria mais interessante fazer residência em outra área e posteriormente fazer um curso de pós-graduação ou se arrisco e entro direto no programa de residência ofertado pela USP. Qual sua opinião sobre isso? A área de perícia seria secundária ou o médico perito tem bons rendimentos apenas exercendo essa área?

Resposta :

Existem dois caminhos para vc escolher e tudo vai depender muito de que maneira vc vai encarar o seu dia a dia no futuro.

Se fizer somente a residência em Perícia e Medicina legal o seu dia a dia será sempre o de assuntos dessa área.

O outro caminho seria vc fazer qualquer outro tipo de especialidade e depois alguns cursos de perícia secundariamente.

O médico perito poderá ter uma boa remuneração depois de algum tempo de formado e dependendo dos contatos que tiver feito em termos de network com a área judicial ( o que vai facilitar sua indicação por magistrados ).

Algumas informações sobre a especialidade poderão ser uteis para vc se imaginar no dia a dia dessa área.

A Medicina Legal é vista como especialidade que “cuida de cadáveres”. Entretanto, seu campo é muito mais amplo: ela auxilia a ciência das normas, o Direito, aplicando conhecimentos médico-biológicos, para que a sociedade consiga atingir um bem maior: a justiça. Na prática cotidiana, o especialista em Medicina Legal utiliza a ciência médica para esclarecer fatos que interessam em um processo judicial ou administrativo. Para tanto, ele lança mão de conhecimentos de toda a Medicina, extrapolando, às vezes, para outras áreas das ciências biológicas. Sua área de atuação são as perícias médicas de qualquer natureza, que se constituem em elementos de prova fundamentais quando as normas (penais, civis, administrativas etc) exigem conhecimentos médicos para serem executadas. A formação de um perito médico exige, além de conhecimentos médicos e de adequadas noções de Direito, o aprendizado e o domínio de critérios específicos, que estabelecem a ligação entre os parâmetros médicos e os jurídicos. No Brasil essa formação é deficiente e deformada. O Programa de Residência Médica em Medicina Legal tem como principal objetivo formar profissionais capazes de atuarem nos diversos segmentos que compõe a Medicina Legal, visando resolver problemas da justiça na esfera pericial, como mostra o presente artigo ( informações fornecidas pelo site da Faculdade de Medicina da USP –artigo do dr Dr.Daniel Munoz- titular de Medicina Legal da USP.)

A especialidade é realmente “pesada “, tanto do ponto de vista técnico porque exige grandes conhecimentos de várias áreas da medicina como clinica, cirurgia, ortopedia, neurologia, anatomia, fisiologia…, como também exige profundos conhecimentos da área jurídica. É uma especialidade onde se lida muito com a burocracia, processos volumosos, trabalhos periciais, processos indenizatórios que podem influir fortemente em futuros de famílias inteiras…

Na variada temática objeto da Medicina Legal, pode-se traduzir sua divisão, da seguinte forma:

Antropologia forense – Procede ao estudo da identidade e identificação, como a datiloscopia, papiloscopia, irologia, exame de DNA, etc., estabelecendo critérios para a determinação indubitável e individualizada da identidade de um esqueleto ;

Traumatologia forense – Estudo das lesões e suas causas;

Asfixiologia forense – analisa as formas acidentais ou criminosas, homicídios e autocídios, das asfixias, sob o prisma médico e jurídico (esganadura, estrangulamento, afogamento, soterramento, etc.);

Sexologia forense – Trata da Erotologia, Himenologia e Obstetrícia forense, analisando a sexualidade em seu tríplice aspecto quanto aos efeitos sociais: normalidade, patológico e criminológico;

Tanatologia – Estudo da morte e do morto;

Toxicologia – Estudo das substâncias cáusticas, venenosas e tóxicas, efeitos das mesmas nos organismos. Constitui especialidade própria da Medicina, dada sua evolução.

Psicologia e Psiquiatria forenses – Estudo da vontade, das doenças mentais. Graças a elas determina-se a vontade, as capacidades civil e penal;

Polícia científica – atua na investigação criminal.

Além disso existem ainda as necrópsias, que nem todos os médicos têm facilidade para lidar com elas ( nem todos especialistas em medicina legal são obrigados a fazê-las ). É uma especialidade triste e complexa e o status desses profissionais deixa a desejar. Existe mesmo um preconceito da população em relação aos legistas ( a maioria das mães não gostaria de ver seus filhos casados com uma médica legista; prefeririam que eles casassem com um clínico, um pediatra ou um cirurgião ).

Por outro lado, o mercado de trabalho é bastante bom, desde que vc tenha um bom relacionamento no meio jurídico para que possa ser indicada com frequência para atuar como perita do juiz ou mesmo perita assistente das partes envolvidas em um processo.

Uma pericia simples como de uma lesão corporal média em um acidente automobilístico ( que o perito não vai gastar mais de 2 horas para confeccionar o laudo ) pode render ao perito cerca de R

$ 5.000,00, mas uma perícia grande, tipo a de um homicídio, pode render honorários acima de R$ 50.000,00.

A residência médica em Medicina Legal e Perícia tem a duração de 3 anos e são oferecidas em poucos serviços e com um número reduzido de vagas.

Sucesso

Mário Novais

Correlação entre tempo de sono e diabetes

Correlação entre tempo de sono e diabetes

Um estudo publicado no periódico Diabetes Care em abril de 2019, por pesquisadores da Universidade de Chicago, analisou os impactos de distúrbios do sono e desajustes no ciclo circadiano nos índices glicêmicos de paciente portadores de Diabetes Tipo 2 (DM2).

O estudo foi realizado com base numa coorte de 962 pacientes com sobrepeso/obesos com pré-diabetes ou recentemente diagnosticados, ainda não tratados para DM2. Foi realizado um teste de tolerância oral a glicose e questionários para avaliar o padrão de sono dos participantes. Foi verificada má qualidade de sono em 54% dos entrevistados, e dentre esse grupo o risco de apneia do sono era mais elevado que o restante. A Hemoglobina Glicada (HbA1c) estava significativamente acima dos padrões para aqueles pacientes que dormiam menos que 5h por noite ou mais que 8h.

O estudo conclui que tanto o sono breve quanto o prolongado foram associados a medidas de glicemia adversas, e o sono de curta duração e trabalho por turnos foram associados a maiores índices de massa corporal (IMC). Por fim, os pesquisadores dizem que são necessárias mais análises profundas, com avaliações de sono mais objetivas e precisas para correlacionar melhor disfunções do sono e o índice glicêmico em diabéticos.

Fonte: http://care.diabetesjournals.org/content/early/2019/05/03/dc19-0298

10 dicas para estudar melhor, segundo a ciência

10 dicas para estudar melhor, segundo a ciência

O segredo para aprender e ir bem nas provas (de qualquer tipo) não é estudar mais, é estudar melhor e a eficiência é chave para não desacelerar o aprendizado. Confira 10 dicas cientificamente comprovadas para melhorar seus estudos.

Estudar é mais uma das atividades em que focar na eficiência é mais benéfico do que na quantidade. Inclusive, segundo a ciência, estudar muito – prática chamada pelos especialistas de “overlearning” – prejudica o aprendizado. Isso porque a capacidade das pessoas de relembrar um conteúdo tem um limite definitivamente menor do que sua capacidade de estudo.

Para aumentar a produtividade na hora de aprender – e diminuir tempo e estresse – o site americano que cataloga universidades Best Colleges compilou diversas dicas para estudar melhor (e menos!), comprovadas pela ciência.

 

10 dicas para estudar eficientemente, segundo especialistas

#1 Impeça a “curva do esquecimento”

Os cientistas começaram a explorar o fenômeno psicológico “curva do esquecimento” em 1885. Ainda hoje, continua sendo um fator importante a ser considerado quando se estuda. Essencialmente, ele diz que a primeira vez que você ouve uma aula ou estuda algo novo, tem a melhor chance de retenção, de até 80%, do que aprendeu apenas revendo o conteúdo novamente dentro de 24 horas.

E – bônus – isso tem um efeito cumulativo. Depois de uma semana, você terá capacidade de reter 100% das mesmas informações após apenas cinco minutos de análise. Geralmente, os psicólogos concordam que este tipo de intervalo estudando – e não estudando – é o melhor. Para otimizar seu tempo de estudo, aproxime-o mais do dia em que você teve contato com o material do que do dia da prova.

#2 Utilize material impresso

Tablets e outros meios eletrônicos são ótimos para conveniência e portabilidade. No entanto, pesquisas sugerem que, quando se trata de estudar na faculdade, os materiais impressos tradicionais ainda têm vantagem.

Mesmo que alguns pesquisadores argumentem que adotar novos hábitos ao usar uma interface digital melhora a experiência acadêmica, mais de 90% de alunos entrevistados em um estudocompreensivo disseram preferir uma cópia impressa a um dispositivo digital quando se trata de estudo e trabalho escolar.

Além disso, um professor de psicologia da Universidade de Leicester, na Inglaterra, descobriu que os alunos precisam de mais repetição para aprender quando leem na tela do computador em comparação a quando consultam apenas material impresso.

#3 Faça conexões

Muitos especialistas consideram que a diferença entre quem aprende rápido e devagar é a maneira como estudam: em vez de memorizar, os alunos mais rápidos fazem conexões entre as ideias.

Conhecido como aprendizagem contextual, o processo é crucial e exige que cada aluno personalize seus próprios métodos de aprendizagem, fazendo conexões que relacionem as informações para começar a se encaixar e fazer sentido.

#4 Estude quando estiver cansado – e descanse em seguida

A quarta das dicas para estudar melhor pode parecer contraintuitiva a princípio, de acordo com a ciência, faz sentido.

Estudar quando você está mais cansado imediatamente antes de dormir pode realmente ajudar seu cérebro a reter concentrações mais altas de habilidades novas, como falar uma língua estrangeira ou tocar um instrumento. Existe até um termo para isso: “sleep-learning” (em português, “aprendizado do sono”).

Isso porque o processo de consolidação da memória está em seu melhor momento durante o sono “de ondas lentas”. O que significa que a revisão do material antes de dormir pode realmente ajudar o cérebro a reter as informações.

#5 Não releia, relembre

Esse método de estudar foi tema em 2009, quando um professor de psicologia da Universidade de Washington em St. Louis publicou um artigo na Psychological Science aconselhando os alunos contra o hábito de leitura e releitura.

Segundo ele, ler e reler os materiais podem levar os estudantes a pensarem que conhecem bem o conteúdo, mesmo quando não é verdade.

Em vez disso, ele sugere que os alunos utilizem “recordação ativa”, fechando o livro e recitando tudo o que podem lembrar para praticar a memorização a longo prazo.

#6 Use o sistema Leitner

O sistema Leitner (na imagem destacada desta publicação) é o mais conhecido para utilizar “cartões de memorização”. Ele serve para que os estudantes aprendam o conteúdo com o qual estão menos familiarizados pela repetição.

Na prática, o aluno coloca todos os cartões com perguntas na caixa 1. Em seguida, pega cada cartão e tenta responder a pergunta. Se acertar a resposta, coloca-o na caixa 2. Se errar, deixa-o na caixa 1. O estudo passa para as caixas seguintes e a premissa permanece. A única diferença é que nas próximas se o estudante errar, deve voltar o cartão para a caixa anterior. Assim, os cartões na primeira caixa são estudados com mais frequência.

#7 Pense sobre o pensar

Especialistas defendem o uso do método testado e comprovado de aprendizagem chamado metacognição, ou “pensar sobre o pensar” – e essa é a sétima do compilado de dicas para estudar vindas da ciência.

Aplicado ao estudo, os alunos precisam avaliar constantemente seu nível de habilidade e progresso. Além disso, monitorar cuidadosamente seu bem-estar emocional quando realizam atividades potencialmente estressantes. A premissa é de que a metacognição ajude em uma retenção mais consciente e efetiva do conteúdo.

#8 Varie o conteúdo

Cientistas comprovaram que é melhor variar o tema ao estudar, em vez de se concentrar apenas em uma área. No entanto, é aceitável e até mesmo preferível unir campos de assuntos relacionadas ou semelhantes.

Por exemplo, em vez de apenas memorizar vocabulário em outro idioma, misture também a leitura. Se estiver estudando matemática, inclua vários conceitos juntos, em vez de apenas um.

#9 Mude de cenário

Embora isso possa ser óbvio para alguns alunos, outros podem esquecer que uma mudança tão simples quanto de cenário pode ter um grande impacto nas habilidades de aprendizado.

Um psicólogo da UCLA, por exemplo, apontou que trocar de local de estudo aumenta pode aumentar os níveis de retenção de informações e concentração.

Mudar de cômodo já é o bastante, mas os especialistas também recomendam ir “um passo além” estudando ao ar livre

#10 Assuma o papel de “professor” 

Pesquisas mostram que os alunos têm melhor chances de recordação ao aprenderem novas informações quando têm a expectativa de ensiná-las a outra pessoa. Além disso, estudos também sugerem que os alunos se engajam mais e instintivamente buscam métodos de recordação e organização para o papel de “professor”.

Por isso, a última das dicas para estudar mais eficientemente é: de tiver oportunidade, experimente ensinar o que aprendeu a um colega ou até a um “colega imaginário”. O importante é ter a expectativa de “ser professor” desde o momento de estudo, porque é ela que proporciona os benefícios.

Texto retirado de:

10 dicas para estudar melhor, segundo a ciência

Nutrição na gravidez

Nutrição na gravidez

A nutrição na gravidez pode afetar a saúde materna e o tamanho e o bem-estar dos bebês. As mulheres grávidas devem ter aconselhamento nutricional no início do pré-natal e acesso a programas alimentares complementares, se necessário. O aconselhamento deve enfatizar a abstenção de álcool, fumo e drogas recreativas. Cafeína e adoçantes artificiais devem ser usados ​​apenas em pequenas quantidades. As recomendações sobre ganho de peso na gravidez devem ser baseadas no índice de massa corporal (IMC) materno pré-concepcional ou na primeira consulta pré-natal. De acordo com as diretrizes da National Academy of Medicine, o ganho de peso total deve ser de 11,3 a 15,9 kg para mulheres com peso normal (IMC de 18,5 a 24,9) e 15 a 25 kg para mulheres com sobrepeso. Para mulheres obesas (IMC de 30 ou mais), o ganho de peso deve ser limitado a 11-20 libras (5,0 a 9,1 kg). O ganho excessivo de peso materno tem sido associado ao aumento do peso ao nascer e à retenção de peso pós-parto. Não ganhar peso na gravidez, pelo contrário, tem sido associado ao baixo peso ao nascer. O aconselhamento nutricional deve ser adaptado ao paciente individual.

O aumento das necessidades de cálcio na gravidez (1.200 mg / dia) pode ser suprido com leite, produtos lácteos, vegetais verdes, produtos de soja, tortilhas de milho e suplementos de carbonato de cálcio. A necessidade aumentada de ferro e ácido fólico deve ser satisfeita com alimentos, bem como suplementos vitamínicos e minerais. As megavitaminas não devem ser tomadas durante a gravidez, uma vez que podem resultar em malformação fetal ou metabolismo perturbado. No entanto, um suplemento pré-natal equilibrado contendo 30-60 mg de ferro elementar, 0,4 mg de folato e as doses diárias recomendadas de várias vitaminas e minerais é amplamente utilizado nos Estados Unidos e é provavelmente benéfico para muitas mulheres com dietas marginais.

Há evidências de que suplementos de ácido fólico periconcepcionais podem diminuir o risco de defeitos do tubo neural no feto. Por essa razão, o Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos recomenda o consumo de 0,4 mg de ácido fólico por dia para todas as mulheres grávidas e em idade reprodutiva. Mulheres com uma gravidez prévia complicada por defeito do tubo neural podem necessitar de doses suplementares mais altas, conforme determinado pelos seus médicos.

Fonte:

Papadakis, M; Mcphee, S; Current Medical Diagnosis & Treatment 58 ed. New York: Lange, 2019

Musicoterapia: O que é, benefícios, como a música pode mudar sua vida

Musicoterapia: O que é, benefícios, como a música pode mudar sua vida

A música está nas ruas, nas festas, em carros, em celulares, escolas, instituições e eventos da nossa vida. Ela está presente nas nossas lembranças mais tristes e mais felizes.

Como já dizia Rubem Alves, escritor, psicanalista e educador: Há músicas que contêm memórias de momentos vividos. Trazem-nos de volta um passado. Lembramo-nos de lugares, objetos, rostos, gestos, sentimentos. (…) Mas há músicas que nos fazem retornar a um passado que nunca aconteceu.”  Trecho do livro “Na Morada das Palavras” (Papirus Editora, 2003).

O que é Musicoterapia

Musicoterapia, como o nome já diz, é uma forma de tratar os pacientes através da música. É uma técnica que trabalha com a saúde ao utilizar formas diversas de aprendizado, expressões e arte. Trazendo prevenção e promoção de saúde para todos.

A música faz com que sintamos emoções positivas ou negativas. Ela evoca emoções que são ativadas em partes e áreas de nosso cérebro, por exemplo: córtex, amígdala, cerebelo, hipocampo e etc. Essas áreas são mais desenvolvidas e ativadas positivamente ao serem trabalhadas com a música. Melhora o humor, a atenção, concentração, a memória e lembranças profundas.

São feitas sessões com o paciente ativo, ao se colocar a tocar e cantar junto com o psicoterapeuta. Pode-se trabalhar sessões individuais ou em grupos, e cada um vai fazendo de acordo com o seu ritmo e/ou juntamente com o terapeuta, porém, ambos trabalhando as técnicas juntos, de forma ativa ou  passiva, quando o paciente apenas vai percebendo o que o terapeuta faz, toca ou canta.

A musicoterapia é feita com a execução de uma música ou trecho musical, por meio do qual o paciente vai acompanhando e participando ativamente.

Os benefícios são comprovados pelos estudos científicos e vistos no processo do terapia, os quais são observados um bom desenvolvimento dos pacientes nas sessões, melhor desempenho em suas sensações corporais e na capacidade que vão desenvolvendo em expressar suas emoções com mais facilidade.

Os benefícios da musicoterapia

O ato de ouvir música e/ou tocar, ajuda a melhorar as frequências cardíacas e respiratórias e pressão de pacientes portadores de doença arterial coronária.

Ajudam em transtornos neurológicos, pois tem se mostrado muito eficaz nos sintomas da ansiedade, depressão e de isolamento.

A musicoterapia tem efeitos surpreendente também no tratamento de pacientes vítimas de AVC. Sabe-se que a música desperta emoções nos pacientes vitimizados e ainda por cima estimulam as interações sociais; o que ajuda muito no processo do tratamento.

Pacientes com Mal de Alzheimer e outros tipos de Doenças Neurodegenerativas também são beneficiados com a Musicoterapia, pois o tratamento faz com que os pacientes tenham certa ativação neural.

Na vida social, a musicoterapia estimula a capacidade interativa e de comunicação, promovendo a socialização e melhora dos aspectos emocionais, físicos, biológicos e culturais. Ela une as pessoas e trata o humor, depressão, ansiedade, estresse e motiva cada vez mais os pacientes a encararem a vida com mais energia, motivação e determinação.

Procure se informar mais sobre a musicoterapia e comece também a ouvir músicas que te agradam. Comece a perceber como a troca de experiências entre pessoas e pacientes podem lhe dar mais força, energia e assim enfrentar melhor as dificuldades e ter uma qualidade de vida melhor.

Procure um profissional de saúde para lhe ajudar em seus medos e ansiedades. Saiba que com o tratamento adequado você pode ter uma vida mais feliz, saudável e com mais harmonia em tudo.

TEXTO RETIRADO DO SITE: https://www.psicologiaviva.com.br/blog/musicoterapia/

Plantões Durante a Residência

Pergunta : Rodrigo ( Universidade Estácio de Sá – RJ)
Bom dia, dr. Minha duvida é sobre a possibilidade de dar plantões ao longo do R1. Estou me formando, pretendo casar e vou fazer residência de cirurgia geral para posterior sub especialização em urologia. Já pesquisei em algumas residências e vejo que a carga horaria semanal gira em torno de 60h semanais, ou seja 12h por dia de segunda a sexta. Você acha que é possível das plantões extra ao longo do R1 para complementar renda e poder bancar uma vida de recém casados?

Resposta :

Consideramos a residência médica de total importância na formação do profissional médico e por isso ela deve ser feita com bastante dedicação.

Existem residências mais puxadas ou menos puxadas, dependendo do serviço e das exigências das chefias, já que a carga horaria oficial é de 60 h semanais.

Algumas residências permitem um dia de folga durante a semana, mas não é a maioria, embora essa seja uma tendência futura, já que o ideal seria que o residente já pudesse ir se inserindo no mercado de trabalho o mais rápido possível.

O ideal seria que o médico somente se casasse quando terminasse a residência, porém como muitos ao terminar a faculdade já estão com namoradas fixas por muitos anos, isso fica difícil.

De qq modo durante o R1, passados os 2 primeiros meses de adaptação na residência, tranquilamente o residente pode assumir 24 horas de plantão extra residência, que pode por exemplo serem dois plantões noturnos de 12 h ou um plantão noturno (12 h) durante a semana e um plantão de 12 final de semana (diurno ou noturno).

Com isso teria uma remuneração de cerca de R$ 3.000,00 na residência e mais R$ 8.000,00 dos plantões extras (esse é o valor do Rj e varia conforme a cidade e estado).

Sucesso
Mário Novais

Médica Generalista

Pergunta : Geovanna (Unic – Universidade de Cuiabá)
Olá! Estou no 6°ano da faculdade e ja pensei em fazer várias especialidades.. porém quanto mais penso, mais em duvida eu fico! Sou muito generalista, entre as minhas opções estão urgência e emergência, clinica médica e pediatria. Sobre a urgência, fica em terceiro lugar, principalmente pelo estilo e qualidade de vida. Porém a clínica médica e a pediatria me encantam por serem especialidades gerais, que abordam o paciente como um todo. Ao mesmo tempo penso que não gostaria de lidar somente com crianças por toda a vida, mas também não me vejo sendo especialista em nenhuma área da clínica médica. O que vc me indica, tendo em vista, mercado de trabalho, qualidade de vida e principalmente, gostar do que faz?

Resposta :

A medicina generalista é a medicina que mais resultados positivos consegue em termos de melhoria das condições de saúde de uma população, já que sabemos que em 80 a 85 % dos casos que procuram assistência médica poderiam ser resolvidos por um médico generalista.

Porém a maioria dos profissionais médicos acaba se encantando com alguma especialidade e não quer seguir pela área da medicina generalista, o que abre um bom mercado para esse profissional.

Com certeza existe espaço no mercado de saúde para profissionais que desejem ser bons generalistas.

A sugestão é que vc faça residência em clínica médica e se durante essa residência não se encantar com nenhuma sub especialidade clínica, então seja uma excelente medica generalista.

Sucesso

Mário Novais