julho 2019 – Widoctor

Archive julho 2019

Avaliação de intervenções dos pais para a saúde sexual do adolescente

Avaliação de intervenções dos pais para a saúde sexual do adolescente

As intervenções de saúde sexual realizadas pelos pais estão associadas a melhores resultados para a saúde sexual dos adolescentes?

Esse tipo de intervenção recebeu considerável atenção como um fator que pode aumentar o comportamento sexual mais seguro entre os jovens; no entanto, até onde sabemos, as evidências que ligam as intervenções realizadas pelos pais aos comportamentos sexuais dos jovens não foram sintetizadas empiricamente.

Neste estudo, publicado pelo JAMA Pediatrics, buscou-se examinar a associação de intervenções de saúde sexual feitas pelos pais com três resultados primários para os jovens — atraso na atividade sexual, uso de preservativos e comunicação sexual entre pais e filhos — bem como vários desfechos secundários. Também foram explorados possíveis moderadores da eficácia da intervenção.

Foi realizada uma pesquisa sistemática de estudos publicados até março de 2018 utilizando as bases de dados MEDLINEPsycINFOCommunication Source e CINAHL, além de artigos de revisão relevantes.

Os estudos foram incluídos se:

(1) A amostra fosse de adolescentes (média de idade, ≤ 18 anos)

(2) Incluíssem pais em um componente chave de intervenção

(3) Avaliassem os efeitos do programa com projetos experimentais / quase-experimentais

(4) Incluíssem um resultado comportamental relatado pelos adolescentes

(5) Consistissem de uma amostra baseada nos EUA

(6) Fossem publicados em inglês

Diferença média padronizada (d) e intervalos de confiança de 95% foram calculados a partir de estudos e meta-analisados ​​usando modelos de efeitos aleatórios. Uma análise secundária avaliou possíveis variáveis ​​moderadoras.

Os desfechos primários foram atraso na atividade sexual, uso de preservativos e comunicação sexual.

Resultados independentes de 31 artigos relatando sobre 12.464 adolescentes (idade média = 12,3 anos) foram sintetizados. Entre os estudos, houve uma associação significativa de intervenções realizadas pelos pais com melhor uso do preservativo (d = 0,32; IC 95%, 0,13-0,51; P = 0,001) e comunicação sexual entre pais e filhos (d = 0,27; IC 95%, 0,19-0,35; P = 0,001).

Não foram encontradas diferenças significativas entre as intervenções realizadas pelos pais e os programas de controle para retardar a atividade sexual (d = -0,06; IC 95%, -0,14 a 0,02; P = 0,16).

As associações para uso de preservativo foram heterogêneas. Análises de moderação revelaram associações maiores para intervenções voltadas para adolescentes mais jovens, em comparação com adolescentes mais velhos; voltadas para jovens negros ou hispânicos, em comparação com amostras de raça/etnia mistas; voltadas para pais e adolescentes igualmente, em comparação com a ênfase apenas nos pais; e que incluíram uma dose de programa de 10 horas ou mais em comparação com uma dose menor.

O estudo concluiu que houve uma associação significativa de intervenções realizadas pelos pais com o melhor uso do preservativo e a comunicação sexual entre pais e filhos em comparação com as condições de controle, mas não houve associação significativa dessas intervenções com o atraso da atividade sexual dos adolescentes.

Programas de saúde sexual baseados nos pais podem promover comportamentos e cognições sexuais mais seguros em adolescentes, embora os resultados desta análise tenham sido geralmente modestos. Análises de moderação indicaram várias áreas nas quais programas futuros poderiam dar atenção adicional para melhorar a eficácia potencial.

No geral, as intervenções realizadas pelos pais podem melhorar vários aspectos da saúde sexual e tomada de decisão dos adolescentes.

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1341923/jama+pediatrics+avaliacao+de+intervencoes+dos+pais+para+a+saude+sexual+do+adolescente.htm

Existem 5 tipos de curiosidade – qual você tem?

Existem 5 tipos de curiosidade – qual você tem?

 Os avanços dos estudos científicos acerca da curiosidade permitiram que especialistas mapeassem cinco tipos existentes – que se manifestam de formas e intensidade diferentes nas pessoas – assim como as vantagens de cada um deles.

A ciência já comprovou diversas vezes que a curiosidade é um traço que traz uma série de vantagens para quem o tem. Por exemplo:

  • Ela fortalece a inteligência: em um estudo, crianças altamente curiosas, com idades entre três e 11 anos, tiveram resultados maiores em 12 pontos nos testes de inteligência.
  • Ela aumenta a energia: descrever um dia em que a pessoa se sentiu curiosa provou aumentar a energia mental e física 20% a mais do que descrever momentos de profunda felicidade.
  • Ela impulsiona melhor engajamento e desempenho: estudantes de psicologia que se sentiram mais curiosos do que os outros durante o primeiro dia gostaram mais das aulas, tiveram notas finais mais altas e, posteriormente, se matricularam em mais cursos, segundo outra pesquisa.

Esses dados foram apontados por quatro especialistas em psicologia e educação, em artigo na revista Harvard Business Review. Com base nas novas descobertas da ciência, o grupo criou um modelo em que descrevem cinco tipos de curiosidade, que se manifestam de forma (e intensidade) diferente em cada pessoa.

Os 5 tipos de curiosidade

O que desperta sua curiosidade?

#1 Sensibilidade à privação

Sensibilidade à privação é, basicamente, reconhecer uma lacuna de conhecimento. Nessa situação, “preencher” a lacuna, ou adquirir tal compreensão, oferece alívio. E isso motiva a curiosidade. “Esse tipo de curiosidade não necessariamente é traz uma boa sensação, mas as pessoas que o experimentam trabalham incansavelmente para resolver problemas”, destacam os pesquisadores.

#2 Alegria em explorar

Aqui a curiosidade se manifesta impulsionada pela admiração aos aspectos “fascinantes” do mundo. Para quem o vivencia, esse é um estado prazeroso.

#3 Curiosidade social

Curiosidade social é falar, ouvir e observar os outros para aprender o que eles estão pensando e fazendo. “Os seres humanos são animais inerentemente sociais, e a maneira mais eficaz e eficiente de determinar se alguém é amigo ou inimigo é obter informações.”

#4 Tolerância a estresse

Pessoas que aceitam facilmente e até aproveitam a ansiedade associada à novidade. As pessoas que não têm essa habilidade vêem as lacunas de informação, experimentam maravilhas e se interessam por complementar o conhecimento, mas dificilmente avançam e exploram mais.

#5 Procurar emoção

A quinta forma de curiosidade se baseia na disposição a assumir riscos físicos, sociais e financeiros para adquirir experiências variadas, complexas e intensas. Pessoas com essa capacidade buscam ampliar a ansiedade associada às novidades, e não reduzir.

Benefícios dos diferentes tipos de curiosidade

Para entender as vantagens de cada um dos tipos de manifestação da curiosidade, o grupo de estudiosos conduziu uma série de pesquisas nos Estados Unidos. O objetivo era descobrir qual dimensão oferece os melhores resultados e gera certos benefícios em particular.

“Alegria em explorar”, por exemplo, mostrou ter o link mais forte com a experiência intensa de emoções positivas. Nos estudos, a “tolerância ao estresse” é a dimensão com mais relação a satisfazer as necessidades de se sentir competente e autônomo. A “curiosidade social”, por sua vez, está conectada à generosidade, gentileza e modéstia.

Em outros estudos, com foco em outras localidades, o grupo descobriu indícios de que os quatro tipos de curiosidade melhoram o resultado do trabalho. “Curiosidade social” e “tolerância ao estresse” se mostraram ser os mais importantes:

“Sem a capacidade de tolerar o estresse, é menos provável que os funcionários busquem desafios e recursos, expressem discordância e tenham tendência a se sentir mais enfraquecidos e a se desvincular. E funcionários socialmente curiosos são melhores que outros na resolução de conflitos com colegas, mais propensos a receber apoio social e mais eficientes na construção de conexões, confiança e comprometimento em suas equipes”, afirmam os especialistas. “Pessoas ou grupos altos em ambas as dimensões são mais inovadores e criativos.”

Texto retirado de:

Existem 5 tipos de curiosidade – qual você tem?

Doença de von Willebrand

Doença de von Willebrand

Considerações gerais

O vWF é uma glicoproteína multimérica atipicamente grande que se liga ao colágeno subendotelial e ao seu receptor de plaquetas, glicoproteína Ib, ligando as plaquetas à matriz subendotelial no local da lesão vascular e contribuindo para as ligar no plugue plaquetário. O vWF também possui um local de ligação para o fator VIII, prolongando sua meia-vida na circulação. Entre 75% e 80% dos pacientes com DvW têm tipo 1, uma anormalidade quantitativa da molécula do FvW que geralmente não apresenta uma mutação causal identificável no gene do FvW. A DvW do tipo 2 é vista em 15 a 20% dos pacientes com DvW. No tipo 2A ou 2B vWD, um defeito qualitativo na molécula do FvW é a causa. Tipo 2N e 2M vWD são devidos a defeitos no vWF que diminuem a ligação ao fator VIII ou às plaquetas, respectivamente. Importante notar, tipo 2N vWD se assemelha clinicamente a hemofilia A, com exceção de um  história familiar que mostra mulheres afetadas. Os níveis de atividade do fator VIII estão diminuídos e a atividade do vWF e o antígeno (Ag) são normais. O tipo 2M vWD apresenta um padrão multimer normal. A vWD do tipo 3 é rara e, como no tipo 1, é um defeito quantitativo, com homozigosidade mutacional ou heterozigosidade dupla produzindo níveis indetectáveis ​​de FvW e hemorragia grave na infância ou infância.

Tratamento

O DDAVP é útil no tratamento de hemorragias ligeiras na maioria dos casos do tipo 1 e alguns casos de vWD do tipo 2. O DDAVP causa a liberação do FvW e do fator VIII dos locais de armazenamento, levando a um aumento do FVW e do fator VIII a sete vezes o dos níveis basais. Um teste terapêutico para documentar níveis suficientes de FVW pós-tratamento é altamente recomendado. Devido à taquifilaxia e ao risco de hiponatremia secundária à retenção de líquidos, mais de duas doses não devem ser administradas em um período de 48 horas. Concentrados de factor VIII contendo vWF ou produtos de VWF recombinantes são usados ​​em todos os outros cenários clínicos, e quando a hemorragia não é controlada com DDAVP.

O crioprecipitado não deve ser administrado devido à falta de inativação viral. Agentes antifibrinolíticos (por exemplo, ácido aminocapróico ou ácido tranexâmico) podem ser usados ​​como adjuvantes para sangramento ou procedimentos nas mucosas. Pacientes grávidas com DvW geralmente não necessitam de tratamento no momento do parto devido ao aumento fisiológico natural dos níveis de FvW (até três vezes o valor basal) observado pelo parto. No entanto, os níveis precisam ser confirmados no final da gravidez e, se estiverem baixos ou se houver sangramento excessivo, os produtos do FvW podem ser administrados. Além disso, os pacientes correm o risco de sangramento significativo de 1 a 2 semanas após o parto, quando os níveis do FvW caem devido à queda nos níveis de estrogênio.

Fonte:

Papadakis, M; Mcphee, S; Current Medical Diagnosis & Treatment 58 ed. New York: Lange, 2019

Neurocirurgia ou Cirurgia Plástica : Remuneração

Pergunta : Cesar (UNIFESP)
Olá,primeiramente gostaria de parabenizar a iniciativa de criar um site tão rico de informações como este. Minha pergunta é a seguinte: Tenho dúvida entre Neurocirurgia X Cirurgia Plástica, então qual a que me dará melhor retorno financeiro (valores)?

Resposta :

A remuneração de um profissional da medicina (independente da especialidade) vai depender de vários fatores, tais como : tempo de formado, formação técnica, mercado da especialidade, cidade onde se está praticando, concorrência local, rede de contatos do profissional da cidade e até mesmo do marketing que o médico utilizar para alavancar a sua carreira.

Tanto a cirurgia plástica quanto a neurocirurgia exigem um tempo de maturidade relativamente longa no mercado de trabalho. Provavelmente o cirurgião plástico leve mais tempo para fazer uma clientela do que o neurocirurgião.

Depois de vários anos de atuação ( pós residência ) ambos terão boas remuneração ( de um modo geral valores acima de R$ 30.000,00 mensais.
Sucesso

Mário Novais

Efeito da pressão arterial sistólica e diastólica nos desfechos cardiovasculares

Efeito da pressão arterial sistólica e diastólica nos desfechos cardiovasculares

A relação entre pressão arterial sistólica e diastólica ambulatorial e desfechos cardiovasculares ainda não está clara e tem sido complicada por diretrizes recentemente revisadas com dois limiares diferentes (≥140/90 mmHg e ≥130/80 mmHg) para o tratamento da hipertensão.

Em estudo publicado pelo The New England Journal of Medicine, usando dados de 1,3 milhões de adultos em uma população geral de pacientes ambulatoriais, pesquisadores realizaram uma análise multivariada de sobrevida de Coxpara determinar o efeito da carga de hipertensão sistólica e diastólica em um desfecho composto de infarto do miocárdioacidente vascular cerebral isquêmico ou acidente vascular cerebral hemorrágico durante um período de 8 anos. A análise controlou as características demográficas e condições coexistentes.

As cargas de hipertensão sistólica e diastólica previram independentemente os resultados adversos. Em modelos de sobrevida, uma carga contínua de hipertensão sistólica (≥140 mmHg; razão de risco por aumento de unidade no escore z, 1,18; intervalo de confiança [IC] de 95%, 1,17 a 1,18) e hipertensão diastólica (≥ 90 mmHg; razão de risco por unidade de aumento no escore z, 1,06; IC 95%, 1,06 a 1,07) predisseram de forma independente o desfecho composto.

Resultados semelhantes foram observados com o menor limiar de hipertensão (≥130/80 mmHg) e com as pressões arteriais sistólica e diastólica utilizadas como preditores sem limiares de hipertensão. Uma relação de curva J entre a pressão arterial diastólica e os desfechos, que foi observada, foi explicada, pelo menos em parte, pela idade e outras covariáveis ​​e por um efeito maior da hipertensão sistólica entre as pessoas no quartil mais baixo da pressão arterial diastólica.

Embora a elevação da pressão arterial sistólica tenha tido um efeito maior sobre os desfechos, tanto a hipertensãosistólica quanto a diastólica influenciaram independentemente o risco de eventos cardiovasculares adversos, independente da definição de hipertensão (≥140/90 mmHg ou ≥130/80 mmHg).

O estudo foi financiado pelo Kaiser Permanente Northern California Community Benefit Program

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1341603/nejm+efeito+da+pressao+arterial+sistolica+e+diastolica+nos+desfechos+cardiovasculares.htm

 

O uso do celular está mudando o formato do crânio humano

O uso do celular está mudando o formato do crânio humano

Elevação óssea na região da cabeça é ligado a uso exagerado de celulares

São Paulo – Você está sempre olhando para baixo quando usa o celular? Esse hábito pode estar mudando você. Um estudo, publicado pelo jornal Scientific Reports, indica que o uso excessivo de smartphones e outros aparelhos que forcem a cabeça a ficar inclinada para frente pode estar modificando o corpo humano. Mais especificamente, a região da cabeça perto da nuca.

De acordo com cientistas da Universidade de Sunshine Coast, na Austrália, essa é a razão pela qual diversas pessoas mais novas possuem uma pequena cauda óssea na parte de trás da cabeça, exatamente na intersecção entre espinha dorsal e crânio. Tipicamente, o tamanho do crescimento é cerca de 2,6 centímetros, podendo chegar a até 3,1 centímetros de comprimento.

Conhecida cientificamente como protuberância occipital externa, de tipo entesófito ou aumentada, essa pequena elevação óssea surge em locais onde um ligamento ou tendão se conecta com um osso. Visto que essa “cauda” geralmente demora um longo período de tempo para se tornarem evidentes, era comum que apenas pessoas mais velhas fossem estudadas.

Porém, o estudo demonstrou o contrário. Ao analisarem 1.200 pessoas com idade entre 18 a 86 anos, foi constatado que a elevação óssea é mais comumente encontrada em homens de 18 a 30 anos de idade. 33% dos participantes apresentaram grande crescimento na deformação do encontro da região da cabeça com a espinha dorsal.

Texto retirado de:

https://exame.abril.com.br/ciencia/o-uso-do-celular-esta-mudando-o-formato-do-cranio-humano/

Um alerta para a resposta ao surto de Ebola

Um alerta para a resposta ao surto de Ebola

Um pastor de 46 anos morreu de infecção pelo vírus Ebola em Goma, República Democrática do Congo, esta semana. Quase um ano após o início do surto de ebola, a OMS convocou uma reunião de alto nível para analisar a resposta e solicitar uma abordagem coordenada mais ampla com os parceiros da ONU antes da publicação do quarto plano estratégico de resposta (SRP4) pelo governo. O tom da reunião foi desafiador e transmitiu uma mudança definitiva na narrativa, em desacordo com aqueles que afirmam que o surto do vírus Ebola está sob controle. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que irá reunir novamente o Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional. Em meio a um imenso déficit de financiamento, a mensagem era clara: o mundo agora deve despertar para a fragilidade da resposta ao surto.

As principais questões foram a necessidade de reconstruir a confiança nas comunidades afetadas e as preocupações sobre a disseminação adicional para os países vizinhos. Foram feitos agradecimentos a algumas nações do G7 e francófonos que ainda não se comprometeram com o financiamento. Mas repetidas solicitações por transparência operacional e financeira e prestação de contas podem explicar em parte porque os doadores não investiram totalmente na resposta até o momento.

Para chegar a zero casos, a escolha foi clara: uma resposta cara e demorada ou uma resposta direcionada mais curta e menos dispendiosa. O Dr. Tedros afirmou que o conflito de longa data é o principal desafio e que o Ebola, o sarampo e a cólera são todos sintomas da causa subjacente. Ele ressaltou que “a liderança do governo [da República Democrática do Congo] é a chave para o sucesso dessa luta”.Mas alguns especialistas argumentam que o conflito, a pobreza e as questões de governança extrapolam a esfera do setor da saúde e não devem prejudicar o tratamento da epidemia agora.

A abordagem proposta parece ser uma ampliação das estratégias existentes lideradas pela República Democrática do Congo, que convida os doadores a aumentar seu financiamento. No entanto, a OMS, reconhecendo a natureza política desta crise, reconhece que a solução exigirá muito mais do que capacidade técnica e investimento financeiro. O esperado SRP4 sob a liderança do governo da RDC será suficiente? Possivelmente. Mas possivelmente não. O que é de suma importância agora é que a comunidade internacional se reúna de forma mais assertiva para conter rapidamente o vírus.

Fonte:

The Lancet

Cientistas criam primeiro ‘líquido magnético’, que pode revolucionar a medicina

Cientistas criam primeiro ‘líquido magnético’, que pode revolucionar a medicina

A ciência nunca tinha criado um material que fosse ao mesmo tempo líquido e com propriedades magnéticas.

Agora, um grupo de cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (mais conhecido como Berkeley Lab), nos EUA, conseguiu combinar as duas coisas em um material – e as possíveis aplicações são inúmeras.

A equipe, liderada pelos cientistas Tom Russell e Xubo Liu, usou uma impressora 3D modificada para criar a substância.

 

A pesquisa “abre a porta para uma nova área na ciência da matéria branda magnética”, disse Russell, que é professor de ciência de polímeros e engenheiro da Universidade de Amherst, em Massachussets, nos EUA.

 

Em termos concretos, a substância pode provocar uma verdadeira revolução em campos como a medicina e a robótica.

As gotas líquidas magnéticas podem ser guiadas por meio de ímãs externos – o que permitiria “guiar”, do lado de fora, medicamentos dentro do corpo humano. Este procedimento permitiria combater melhor doenças específicas – como o câncer, por exemplo.

No campo da robótica, o novo material permitiria a criação de máquinas mais ágeis.

“Esperamos que a partir desta descoberta as pessoas encontrem ainda mais aplicações. Já que, dentro da ciência, nunca se pensou que isto fosse possível”, disse Russell.

 

Precedentes

Na década de 1960, a agência espacial dos EUA, a NASA, começou a empregar substâncias chamadas de “ferrofluidos” – líquidos que reagiam ao estímulo de forças magnéticas.

Hoje, os ferrofluidos são usados para amortecer impactos em alguns tipos de autofalantes e os discos rígidos de computadores.

O problema é que eles são incapazes de manter o seu magnetismo quando os ímãs que os estimulam são removidos.

E esta é a principal vantagem da nova criação dos americanos do Berkeley Lab, ligado ao Departamento de Energia do governo dos EUA.

 

Como a nova substância foi obtida?

Para criar o magnetismo, os cientistas do Berkeley Lab primeiro produziram algumas gotas de uma solução de ferrofluido que também continha nanopartículas de óxido de ferro.

Depois, usaram técnicas atômicas avançadas e uma bobina magnética, fizeram com que as nanopartículas de óxido de ferro assumissem o formato de “pequenas conchas maciças”. Uma vez que o estímulo magnético era retirado, estas “conchinhas” continuavam gravitando umas em torno das outras de forma uníssona. Ou seja, as gotículas de ferrofluido tinham se tornado magnéticas de forma permanente.

Os cientistas também comprovaram que estas “gotas” mantinham suas propriedades atrativas mesmo depois de serem divididas até o tamanho de um “pelo humano”.

Outras propriedades dessas gotas incluem a mutação de suas formas para se adaptar a qualquer ambiente e a possibilidade de “ativar e desativar o modo magnético”.

Uma vez que as fundações foram lançadas, a pesquisa continuará com a impressão 3D de fluidos magnéticos mais complexos, como células ou robôs em miniatura que podem se mover com fluidez para transportar medicamentos para células doentes dentro do corpo humano.

Texto retirado de:

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/07/22/cientistas-criam-primeiro-liquido-magnetico-que-pode-revolucionar-a-medicina.ghtml

Medicina Desportiva e Médicos de Clubes de Futebol

Pergunta : Alexsander (Universidade Federal de Minas Gerais)
Olá, boa noite! Estou no último ano da faculdade e em dúvida quanto a escolha da minha residência médica. Me interesso bastante por Medicina do Esporte e Ortopedia, e principalmente em trabalhar em algum clube de futebol; Como vai o mercado para quem pretende atuar nesta área? É muito difícil para entrar em algum clube? A remuneração é compensável? obrigado.

Resposta :

É comum ao chegar próximo do final do curso médico, o estudante ficar em dúvida na escolha da especialidade pelo fato de se sentir atraído por mais de uma especialidade.

Isso é bem justificável se considerarmos que são 54 especialidades oficiais de acordo com o Conselho Federal de medicina, sendo comum se gostar de mais de uma delas.

De qq modo, a escolha deve ser o mais racional possível pois serão muitos anos de atividade laboral e o médico deve se sentir feliz e confortável com o seu dia a dia.

Na escolha da especialidade, devemos levar em consideração basicamente 3 aspectos :

  1. Que qualidade de vida essa especialidade me permite ?
  2. Quais são as possibilidades de ser bem remunerado ?
  3. Que tipo de paciente vou atender ?

A terceira pergunta deve ser fundamental na sua escolha, já que vai lidar com esse tipo de paciente por muitos anos, sendo importante que esse contato seja confortável para você.
Numa fase inicial, a escolha precisa apenas recair em :

  1. Uma especialidade cirúrgica – aí vai ter que passar primeiro na cirurgia geral.
  2. Uma especialidade clínica – aí vai precisar, primeiramente, passar pela residência de clínica médica.
  3. Uma especialidade de acesso direto- aí precisa conhecer bem essas possibilidades, ou seja quais são as características de : otorrino, oftalmo, ortopedia, radiologia, dermatologia, pediatria, neurocirurgia…

Especificamente no seu caso : Muitas vezes ser médico e ser apaixonado pelo futebol pode levar a uma ideia de se tornar médico de clube de futebol, porém a longo prazo em termos de qualidade de vida, não é assim tão bom; muitas viagens, mal remuneração (exceções para médicos de grandes clubes e de seleções ). Além disso é um mercado de difícil inserção.

Já a ortopedia é uma excelente especialidade e complementada por uma pós graduação na área de medicina desportiva, pode ser ótima escolha, porém se focar em esportes em geral e não apenas no futebol.

Sucesso

Mário Novais

Dúvida na Escolha da Especialidade Médica

Pergunta : Jayse (Universidade de Mogi das Cruzes)
olá Dr! estou concluindo 1 ano de formada e devido duvidas de especialidade acabei trabalhando por esse ano para prestar agora no final do ano. fiquei em duvida em especialidades distintas mas que a maioria seria pre requisito para clinica medica o que me deixa frustrada porque teoricamente o tempo de residência é algo que queria com menos tempo. mais pontuando em ordem decrescente de prioridade onde morar ( sou de campo grande -Ms quero exercer minha especialização lá apos terminar tudo aqui em são Paulo mesmo com medo do mercado de trabalho por não conhecer e não ter contato com hospitais de lá,  remuneração , rotina ( gosto de dinâmico estar em ambulatório , hospital , procedimentos invasivos ) , qualidade de vida queria ter pelo menos final de semana . enfim minha faculdade inteira foi voltada em cardiologia e esse ano pensei em dermatologia principalmente pela qualidade de vida . minha duvida é no mercado de trabalho de ambas e qual eu teria mais satisfação profissional , gosto de dinamismo , pacientes doentes mesmo que possa ter acrescentado em algo para ele . me ajudaaa !

Resposta :

A escolha da especialidade médica deve ser feita com bastante tranquilidade e bem racionalmente porque vc vai trabalhar nela por mais 30 ou 40 anos após a residência.

Assim, não deve se precipitar em escolher uma especialidade apenas, por exemplo, por ser de acesso direto e encurtar seu tempo de formação.

É comum ao chegar próximo do final do curso médico, o estudante ficar em dúvida na escolha da especialidade pelo fato de se sentir atraído por mais de uma especialidade.

Isso é bem justificável se considerarmos que são 54 especialidades oficiais de acordo com o Conselho Federal de medicina, sendo comum se gostar de mais de uma delas.

De qq modo, a escolha deve ser o mais racional possível pois serão muitos anos de atividade laboral e o médico deve se sentir feliz e confortável com o seu dia a dia.

Na escolha da especialidade, devemos levar em consideração basicamente 3 aspectos :

  1. Que qualidade de vida essa especialidade me permite ?
  2. Quais são as possibilidades de ser bem remunerado ?
  3. Que tipo de paciente vou atender ?

A terceira pergunta deve ser fundamental na sua escolha, já que vai lidar com esse tipo de paciente por muitos anos, sendo importante que esse contato seja confortável para você.
Numa fase inicial, a escolha precisa apenas recair em :

  1. Uma especialidade cirúrgica – aí vai ter que passar primeiro na cirurgia geral.
  2. Uma especialidade clínica – aí vai precisar, primeiramente, passar pela residência de clínica médica.
  3. Uma especialidade de acesso direto- aí precisa conhecer bem essas possibilidades, ou seja quais são as características de : otorrino, oftalmo, ortopedia, radiologia, dermatologia, pediatria, neurocirurgia…

Sugiro que vc faça o teste vocacional de nosso site e analise com carinho as 5 primeiras especialidades apontada no seu teste.
O teste procura “casar” sua personalidade com as características de cada especialidade
No nosso site, seção carreira médica vc encontra informações sobre praticamente todas as especialidades

De qq modo, entre Cardio e Dermato, talvez vc vá ser mais feliz com a Dermatologia, principalmente pela melhor qualidade de vida e mais fácil inserção no mercado de trabalho da sua cidade natal.

Sucesso

Mário Novais