Arquivar agosto 2019

A poluição ambiental está associada ao aumento do risco de distúrbios psiquiátricos nos EUA e na Dinamarca

A busca pelos fatores genéticos subjacentes a transtornos neuropsiquiátricos complexos prosseguiu rapidamente na última década.

Apesar de alguns avanços na identificação de variantes genéticas associadas a transtornos psiquiátricos, a maioria das variantes tem pequenas contribuições individuais ao risco. Por outro lado, o aumento do risco de doença parece ser menos sutil para danos ambientais predisponentes à doença.

Neste estudo, publicado pelo periódico PLOS Biology, pesquisadores buscaram identificar associações entre poluição ambiental e risco de transtornos neuropsiquiátricos.

Foram apresentadas análises exploratórias de dois conjuntos de dados independentes e muito grandes: 151 milhões de indivíduos, representados em um conjunto de dados de sinistros de seguros dos Estados Unidos, e 1,4 milhão de indivíduos documentados em registros nacionais de tratamento na Dinamarca.

Os Índices de Qualidade Ambiental (IQAs) no nível de condado da Agência de Proteção Ambiental nos EUA e a exposição individual à poluição do ar na Dinamarca foram usados ​​para avaliar a associação entre a exposição à poluição e o risco de distúrbios neuropsiquiátricos.

Os resultados mostraram que a poluição do ar está significativamente associada ao aumento do risco de transtornos psiquiátricos. A hipótese dos pesquisadores é que os poluentes afetam o cérebro humano por meio de vias neuroinflamatórias, que também demonstraram causar fenótipos semelhantes à depressão em estudos com animais.

 

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1344573/a+poluicao+ambiental+esta+associada+ao+aumento+do+risco+de+disturbios+psiquiatricos+nos+eua+e+na+dinamarca.htm

Fonte: https://journals.plos.org/plosbiology/

Detecção de beta-amiloide plasmático na previsão do risco de demência da doença de Alzheimer

O periódico Neurology publicou um estudo realizado com o objetivo de avaliar se o β-amiloide (Aβ) 42 / Aβ40 plasmático, medido por um ensaio de alta precisão, diagnosticou a amiloidose cerebral usando imagem de PET para amiloide ou p-tau181/Aβ42 de fluido cérebro-espinhal (CSF) como padrões de referência.

Utilizando um ensaio de imunoprecipitação e cromatografia líquida – espectrometria de massa, mediu-se Aβ42/Aβ40 em amostras de plasma e de fluido cérebro-espinhal (CSF) de 158 indivíduos, em sua maioria cognitivamente normais, que foram recolhidos dentro de 18 meses após uma PET com amiloide.

Níveis plasmáticos de Aβ42/Aβ40 tiveram uma alta correspondência com o status de PET amiloide (área característica operacional do receptor sob a curva [AUC] 0,88; intervalo de confiança de 95% [IC] 0,82–0,93) e p-tau181/Aβ42 do CSF (AUC 0,85; IC 95% 0,79-0,92). A combinação de Aβ42/Aβ40 plasmático, idade e estado de APOE ε4 tiveram uma correspondência muito alta com a PET amiloide (AUC 0,94; IC 95% 0,90–0,97). Indivíduos com PET negativo para amiloide no início do estudo e Aβ42/Aβ40 positivo no plasma (<0,1218) tiveram um risco 15 vezes maior de conversão para PET amiloide positivo em comparação com indivíduos com Aβ42/Aβ40 plasmático negativo (p=0,01).

Os autores concluíram que o Aβ42/Aβ40 plasmático, especialmente quando combinado com idade e status APOE ε4, diagnostica com precisão a amiloidose cerebral e pode ser usado para rastrear indivíduos cognitivamente normais quanto à amiloidose cerebral. Indivíduos com uma tomografia negativa de PET amiloide e Aβ42/Aβ40 positiva no plasma estão em risco aumentado para a conversão para PET amiloide positivo. O Aβ42/Aβ40 plasmático pode ser utilizado em ensaios de prevenção para triagem de indivíduos com probabilidade de serem positivos para PET amiloide e em risco de demência da doença de Alzheimer.

Este estudo fornece evidências de Classe II de que os níveis plasmáticos de Aβ42/Aβ40 determinam com precisão o status do PET amiloide em participantes de pesquisa cognitivamente normais.

 

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1342563/neurology+alta+precisao+do+beta+amiloide+42+40+plasmatico+na+previsao+do+risco+de+demencia+da+doenca+de+alzheimer.htm

Residência ou Pós Graduação

Pergunta : Lucas (Faculdade Ciências Médicas Santa Casa São Paulo)
Olá! Gostaria de saber quais são as alternativas de formação além da residência médica para um médico recém formado! Quais exemplos de caminhos serviria de sugestão para o profissional investir enquanto deixa os planos de uma residência mais pra frente? Obrigado!

Resposta :

A residência médica é fundamental na formação do profissional e para quem já teve que aguardar 6 anos na faculdade, vale a pena investir mais alguns anos para ficar com uma formação melhor.

As faculdades de medicina são muito teóricas e a prática real vc vai conseguir é mesmo na residência que é um ”treinamento em serviço” .

Acho que os cursos de pós graduação deveriam ser pensados somente quando não se consegue de nenhuma maneira entrar para uma residência.

Existem dois tipos de Pós Graduação :

  1. Pós Graduação – stricto senso – São Mestrado e Doutorado
  2. Pós Graduação – Lato senso – São Residência e Especialização.

A Especialização é na prática, simplesmente chamada de Pós Graduação.
As residências para ter valor devem ser credenciadas pelo MEC e fornece ao aluno uma bolsa de estudos de aproximadamente R$ 3.000,00 mensais.
Ao término da residência o aluno pode se intitular “especialista “na área e pode se cadastrar no Conselho Regional de Medicina do seu Estado como especialista. Essa titulação serve para concursos públicos da especialidade.
Paralelamente a isso, existem os chamados “ Títulos de Especialistas” fornecidos pelas Sociedades Científicas da Especialidade, em convênio com a Associação Médica Brasileira ( AMB ).
Para esses títulos é exigida um prova, que só pode ser feita depois de terminada a residência médica ou algum curso de Especialização ( aí as regras são ditadas por cada sociedade de especialidade ).
Muitos planos de saúde exigem esse título para credenciar os médicos, por isso é interessante se obter essa titulação, independente do título da residência médica.
Os cursos de Especialização, chamados de Pós, começaram a ser criados para atender a demanda que não era conseguida pelas vagas de residência. São cursos com carga horaria menor ( em alguns casos semelhantes ) do que a residência médica; o aluno não recebe nenhuma bolsa e de um modo geral tem que pagar uma mensalidade.
Quando esses cursos são oficialmente credenciados pelo MEC, ao término do curso, o ano pode prestar prova para conseguir o título de especialista fornecido pelas sociedades científicas da especialidade, quando então ele estará, do ponto de vista de titulação, equiparado ao residente que também prestou essa prova.
Na prática, embora existam exceções de cursos de Pós de alta qualidade, os cursos de Especialização fornecem formação médica inferior à formação oferecida pelos programas de residência médica .
Sucesso
Mário Novais

Setembro dourado

Provavelmente você já ouviu falar em outubro rosa, novembro azul, setembro amarelo, mas e setembro dourado? Assim como todas as outras, a campanha surgiu para alertar sobre um grande desafio enfrentado pela nossa sociedade.

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Aumento expressivo dos casos de arboviroses em 2019 no Brasil

Segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde (Ministério da Saúde), para o ano de 2019, foram registrados 290.889 casos prováveis de dengue, chikungunya (até a SE 12) e Zika (até a SE 11). casos prováveis em 2019, quando comparado ao mesmo período ano anterior.

No caso específico da dengue observa-se um incremento de 282% no número de casos prováveis em 2019, quando comparado ao mesmo período ano anterior. No entanto, ressalta-se que mesmo com aumento no número de casos, a taxa de incidência de 2019 está dentro do canal endêmico2 , ocorrência esperada para o período, obtido a partir da série histórica dos últimos 8 anos. Sendo assim, até o momento, o país não está em situação de epidemia, embora possa haver epidemias localizadas em alguns municípios e estados.

A análise da taxa de incidência de casos prováveis de chikungunya (número de casos/100 mil hab.) em 2019, até a SE 12, segundo regiões geográficas, evidencia que as regiões Norte e Sudeste apresentam as maiores taxas de incidência: 13,4 casos/100 mil hab. e 11,6 casos/100 mil hab., respectivamente. Na análise das UFs, destacamse Rio de Janeiro (47,7 casos/100 mil hab.), Tocantins (22,8 casos/100 mil hab.), Pará (21,8 casos/100 mil hab.) e Acre (9,1 casos/100 mil hab.)

Fonte: http://www.bibliomed.com.br/news/index/11697/browse/aumento-expressivo-dos-casos-de-arboviroses-em-2019-no-brasil.html

http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/abril/30/2019-013-Monitoramento-dos-casos-de-arboviroses-urbanas-transmitidas-pelo-Aedes-publicacao.pdf

10 dicas para médicos não serem enganados por vendedores

Graças a  Internet, os algoritmos de redes sociais e o boom do número de médicos registrados no Brasil, as empresas e prestadores de serviços encontraram uma oportunidade de nicho de mercado e criou-se um ramo muito comum de  “produtos para médicos”. Dentre esse produtos, encontramos desde cursos fora do âmbito médico, academia, clubes de investimentos, viagens, desconto na compra de serviços e até mesmo desconto em casas noturnas.

Porém, nem tudo é perfeito e justo. Partindo-se do princípio do mito “médico ganha bem”, muitos produtos e serviços podem ser oferecidos de forma incorreta, descontos falsos (o famoso “desconto de metade do dobro”) e serviços ruins se aproveitando da ingenuidade do médico na área e até mesmo por ser médico o preço final com desconto fica mais caro que para a população em geral.

Então trouxe dicas de como não cair em ciladas de promoções falsas para médicos e para economizar uns trocados e privilegiar bons serviços.


1ª dica -> Nunca use a ”carteirada” como primeiro recurso – e se possível, use como o último:

O benefício da dúvida e da incerteza sempre coloca o jogo a favor do cliente frente ao vendedor. Tanto que os melhores vendedores tem um olhar clínico para decifrar o cliente tão bom que daria inveja a muito médico. Se apresentar como um cidadão comum e explorar descontos comuns e acumular depois para o fato de ser médico é muito mais inteligente. Lembre que existe o velho preconceito “médico ganha bem” vamos aproveitar dessa situação e ter a discrição de um membro de elite intelectual na sociedade.


2ª dica -> Nunca feche um negócio ou um acordo de primeira ou de forma impulsiva:

Por mais tentador que seja o vendedor, o médico tem a obrigação moral de não cair no mesmo. Se nem muitas vezes confiamos no paciente, colega ou o gestor, iremos cair como pessoas no “papo de vendedor”?
Existem vendedores treinados para convencer um médico a comprar dele. Mas tenha sapiência e explore as alternativas disponíveis. Não é incomum com vendedores de serviços e contratos, tentar apressar o fechamento ou até as vezes apelar para o emocional.
Cirurgias eletivas com preparo e noção de campo cirúrgico e anestésico são mais seguras que aquelas decisões cirúrgicas de última hora sem nenhum conhecimento de campo, na vida cotidiana não é diferente.


3ª dica -> Leia o contrato:

Advogados não decoram as  leis, modelos de contrato e códigos de forma literal, mas sabem como procurar e principalmente como ler as leis, os modelos de contrato e os códigos para aplicação no processo jurídico. Nós médicos não somos muito diferentes com bulas, guias e protocolos de condutaNunca assine algo sem ler tudo antes ou não saber o que está lendo, não é de graça que pedem para você rubricar todas as páginas de um contrato: é a prova que você leu mesmo só passado o olho. Se você tem dúvida, circule e pergunte. É também  uma prova clara de testar a índole do fornecedor de serviço, se ainda tem mais dúvidas peça para ler o contrato em casa com calma e se por acaso persistir dúvidas, procure um contador ou um advogado de confiança. Se forem te apressar, siga a dica número 2 e encare como uma possível cilada. Leve uma cópia do contrato com você, não se sabe se alguém pode “perder o contrato original”.


4ª dica -> Pesquise outros serviços e locais:

Uma das coisas boas do livre mercado é a concorrência, muitas vezes um produto pode ter um “desconto atrativo para médicos”, mas o concorrente sem esse desconto oferece por um preço menor ou uma qualidade melhor. Segunda opinião não é válido somente na relação médico/paciente, no mundo dos negócios isso salva muito dinheiro de negócios ruins.
Existem aplicativos e sites de confiança que fazem essa comparação de forma gratuita, como o BuscapéGoogle, o mercado livre para compras, o Banco originalSofisa e o Warren para renda. Inclusive muitos sites oferecem negociação direta com o cliente. Compensa analisar fatores de lucro, preço, frete e desconto conforme necessidade.


5ª dica -> atente se o “desconto” do seu clube de serviço não foi compensado na filiação do mesmo:

Não é incomum você ver “afiliações para médicos” que dão descontos. Mas se colocar os valores na ponta do lápis com taxas de afiliações, você pode estar pagando o desconto ou pior: pagando mais que o valor original.
A exemplo disso algumas classes de medicações são ofertadas como mais baratas, mas se contarmos os gastos com sintomáticos para efeitos colaterais, ela fica mais cara que outras medicações ditas mais caras com o mesmo resultado terapêutico e que não produzem ou produzem menos  efeitos colaterais.
Compensa muito mais negociar direto com o prestador que colocar sua carteirinha de “associação médica” ou se filiar de primeira.
Um fato importante, se houver a obrigação de afiliação ou até mesmo a necessidade de compra de outro produto pode configurar venda casada que além de proibido do código de defesa do consumidor geralmente não produz bons descontos.


6ª dica -> use sempre a calculadora e anote no papel:

Quando fechar um orçamento com tanta porcentagem, descontos, condicionais é fácil se confundir. Médicos que usam cálculos como pediatras, profissionais de UTI, endocrinologistas e anestesistas usam calculadoras e anotam em rascunhos para não se perder em conduta.
Por que você médico acha que na vida pessoal seria diferente? Até o Smartphone tem a calculadora e o bloco de notas mais básicos do mundo. Compensa também a reflexão de evitar o ímpeto de compra para observar a necessidade do gasto. Faça contas, pontue o que não entendeu, você está colocando seu dinheiro suado e seu tempo de plantão em cima.


7ª dica -> veja se realmente você precisa deste serviço e tem dinheiro para pagar por ele:

Parece bem básico, mas essa é uma das primeiras perguntas de organização financeira que é feita. Eu preciso disso e tenho dinheiro para comprar? Compensa analisar se esse desconto para médicos é útil.

Para exemplificar: Em um dia comum o algoritmo de uma rede social me direcionou para comprar um carro importado novo dando 20% de desconto para médicos. Eu, em início de carreira, mesmo se o desconto fosse bom, nunca pensaria em gastar meu dinheiro com um carro que irá me trazer gastos desnecessários na compra e na manutenção. Se tenho um carro médio que me traz pouco gasto ou até mesmo dependendo do local de destino deixo o carro  em casa e uso um Uber para me deslocar. O gasto de um produto que você não pode comprar vai ao desperdício de dinheiro. Já vi muitos colegas se encherem em dívidas por seguirem esse “desconto”, fazendo plantões infindáveis para sustentar um status que não existe.

Muitas vezes compensa seguir a dica do Julius “Se eu não comprar nada o desconto será ainda maior


8ª dica -> Cuidado com parcelamentos:

O parcelamento é uma excelente ferramenta para comprar produtos e serviços mais caros e necessários, porém deve-se atentar ao número de parcelas, número de compras parceladas e principalmente o “parcelamento para médicos”, famosos em consórcios. Muitas vezes compensa comprar a vista ou com entrada mais gorda, financiar sem essa carteirada ou até mesmo pagar com juros para pessoas normais. 


9ª dica -> Verifique a origem do prestador:

Saber quem está oferecendo, se o serviço é honesto e bom são essenciais. Se uma boa cirurgia exige bons equipamentos e de boa procedência, na vida não é diferente.
Uma dica de inteligência empresarial de serviços para médicos são mais confiáveis se esses são feitos por médicos, primeiro pela inteligência de marketing, segundo pela (pouca mas existente) cooperação entre colegas e terceiro pela adaptação ao meio.
Um exemplo positivo desses serviços e o mais recente são as aulas e o clube de investimento com médico Francinaldo Gomes em parceria do academia médica que adaptou a dinâmica  do mercado financeiro a sua vida de médico e vende a sua fórmula que o levou ao sucesso em finanças para os médicos. Outro exemplo de sucesso vindo com a filosofia  “de médicos para médicos” é o app Whitebook para conduta médica.


10ª Última e mais importante dica -> Você pode e deve se mimar um pouco as vezes.

A vida não é feita somente de boletos e economias infindáveis, você é médico, de fato não ganha rios de dinheiro, mas na estatística ganha um pouco mais que a maioria. Você pode comprar coisas legais, satisfazer suas excentricidades desde que não entre em falência e autodestruição no processo.

Moderação é importante na conduta médica e na vida financeira.

Dinheiro é um dos fatores de risco para o stress se mal administrado, inclusive como mencionei acima, se você tem alguma dúvida ou quer saber mais, além do bom e velho Google, compensa conversar com seu gerente do banco, seu contador e inclusive a Academia Médica oferece a um bom preço um curso confiável sobre finanças para médicos.

Todo cuidado é pouco. Inclusive não é de graça que empresas contratem médicos e treinem pessoas  para divulgar seus produtos seja dentro do ato médico ou fora dele.


O Médico é, para o mercado, ”muito lucrativo” que aliado à falta do mesmo em preparo para lidar com o cotidiano acabam resultando em serviços caros, ruins e muitas vezes desonestos.

Conhecer é essencial para separar o joio do trigo e achar a oportunidade de ouro.

Texto retirado de:

https://academiamedica.com.br/blog/10-dicas-para-medicos-nao-serem-enganados-por-vendedores

O que melhora a relação médico-paciente

Por parte do médico:

–         Prestar um atendimento humanizado, marcado pelo bom relacionamento pessoal e pela dedicação de tempo e atenção necessários.
–         Saber ouvir o paciente, esclarecendo dúvidas e compreendendo suas expectativas, com registro adequado de todas as informações no prontuário.
–         Explicar detalhadamente, de forma simples e objetiva, o diagnóstico e o tratamento para que o paciente entenda claramente a doença, os benefícios do tratamento e também as possíveis complicações e prognósticos.

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Sarampo: Causas, diagnóstico, tratamento e prevenção

Definida como uma moléstia infecciosa altamente contagiosa, o sarampo faz parte do grupo das chamadas doenças comuns da infância, que cursam com manchas vermelhas na pele. Certamente é a mais grave dessas infecções, uma vez que pode afetar vários órgãos, como os pulmões, os ouvidos e o sistema nervoso central.

A infecção, no entanto, acomete também adultos não vacinados ou que não a tiveram quando crianças. Por isso, diante do surgimento de placas avermelhadas na pele, o melhor a fazer é procurar imediatamente um médico, qualquer que seja a idade do portador dessa manifestação.

Causas e sintomas

A doença causa manchas ásperas avermelhadas na pele, que surgem inicialmente no rosto e vão evoluindo por todo o corpo até os pés, assim como febre alta, tosse seca, coriza, conjuntivite, mal-estar, perda do apetite e pontos brancos na parte interna da bochecha, denominados enantema de Koplik. Otitepneumonia e encefalite também podem se desenvolver posteriormente como complicações graves do sarampo.

O sarampo decorre da infecção por um vírus, do gênero Morbillivirus, que é transmitido por via respiratória, precisamente por gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse de pessoas contaminadas. Entre o contágio e o aparecimento dos sinais característicos dessa virose costuma haver um intervalo de 8 a 14 dias – é o chamado período de incubação. Convém ressaltar que um indivíduo pode passar sarampo para outro antes de apresentar sintomas e até quatro dias depois do aparecimento das manchas.

Exames e Diagnósticos

Na maioria dos casos, o diagnóstico pode ser estabelecido apenas com uma avaliação clínica, feita no consultório. Se, contudo, houver dúvidas, existem exames laboratoriais que podem confirmar a suspeita, como a sorologia que detecta a presença de anticorpos contra o Morbillivirus no sangue.

Tratamento e prevenções

O tratamento visa a atenuar os sintomas do sarampo, a exemplo da febre e da tosse, ou mesmo a tratar suas complicações. Quem tem otite decorrente dessa moléstia, por exemplo, precisa tomar antibiótico apropriado. De qualquer forma, a pessoa acometida pela doença deve fazer repouso, ingerir bastante líquido, manter uma alimentação leve e limpar os olhos com água morna, por causa da conjuntivite, até que esteja se sentindo melhor – o que significa que seu sistema imunológico naturalmente venceu o vírus. Em casos especiais, pode ser prescrita uma terapia para reforçar a imunidade do organismo.

O sarampo pode ser evitado com a vacina contra o vírus que causa a infecção, cuja aplicação é efetuada isoladamente ou em associação com as vacinas contra a caxumba e a rubéola, na chamada tríplice viral, neste caso, entre 12 e 15 meses de idade, com uma segunda dose entre 4 e 6 anos. Caso a criança receba a imunização isolada contra o sarampo mais cedo, aos 9 meses, conforme preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS) nos países que ainda têm casos da doença, o reforço deve ser feito aos 15 meses, com a tríplice. Adultos não-imunes também se beneficiam da vacinação, com exceção de gestantes e imunodeprimidos, como é o caso de transplantados e portadores de aids.

Fonte: Assessoria Médica Fleury

Ortopedia : Mercado das Subespecialidades

Pergunta : Geraldo (UNICAMP)
Ola Dr! Gostaria muito da sua ajuda sobre o mercado de trabalho da ortopedia. Seria possível trabalhar somente com sua subespecialidade depois da residência? Especificamente cirurgia de coluna. Seria rentável trabalhar somente com esses pacientes somado a eventuais plantões de porta no inicio? Muito Obrigado!

Resposta:

O mercado de trabalho da ortopedia é um dos melhores, principalmente por duas razões: o envelhecimento da população e a importância que se tem dado recentemente à prática de exercícios e proliferação de academias.

Atualmente existe uma tendência dos ortopedistas de se sub especializarem após a residência de ortopedia geral, o que não é ruim, porém até se firmarem num mercado mais específico (o da sub especialidade), leva um tempo.

Por isso a sugestão é que o ortopedista sub especializado continue atendendo ortopedia geral até se colocar bem no mercado da sub especialidade, o que pode levar alguns anos, dependendo de qual é a sub especialidade ortopédica, além de outros fatores, tais como a cidade onde se está, a concorrência local, marketing utilizado …

Sucesso

Mário Novais

Patologia e Medicina Legal

Pergunta : David (Escola Superior da Saúde – DF)
Doutor, o sr sabe como anda o mercado de trabalho para patologia? Será que é possível um bom crescimento profissional dentro da especialidade?

Resposta :

A patologia clínica realmente não é uma boa especialidade médica. Além do profissional  competir com farmacêuticos e bioquímicos, que normalmente gerenciam esses serviços e ficam enciumados com médicos ocupando o espaço que consideram deles, o mercado de laboratórios está cada vez mais “consolidado”, ou seja está sob o controle dos grandes grupos, que dominando o mercado, colocam os salários dos profissionais bem abaixo do que deveriam.

Não existe mais espaço para laboratórios pequenos e artesanais pois os planos de saúde pagam valores pequenos por exames e os laboratórios pequenos não conseguem ter escala para gerar altos faturamentos e ficam com equipamentos ociosos.

Os fabricantes dos equipamentos laboratoriais mais modernos, que são caros, trabalham em sistema de comodato e exigem compra mínima alta de kits, o que não é possível acompanhar com um laboratório pequeno.

Além disso, o médico especialista nessa área, não tem quase nenhum relacionamento com pacientes, perdendo o encantamento da medicina de se relacionar com pessoas e tratá-las de alguma doença.

A Medicina Legal é vista como especialidade que “cuida de cadáveres”. Entretanto, seu campo é muito mais amplo: ela auxilia a ciência das normas, o Direito, aplicando conhecimentos médico-biológicos, para que a sociedade consiga atingir um bem maior: a justiça. Na prática cotidiana, o especialista em Medicina Legal utiliza a ciência médica para esclarecer fatos que interessam em um processo judicial ou administrativo. Para tanto, ele lança mão de conhecimentos de toda a Medicina, extrapolando, às vezes, para outras áreas das ciências biológicas. Sua área de atuação são as perícias médicas de qualquer natureza, que se constituem em elementos de prova fundamentais quando as normas (penais, civis, administrativas etc) exigem conhecimentos médicos para serem executadas. A formação de um perito médico exige, além de conhecimentos médicos e de adequadas noções de Direito, o aprendizado e o domínio de critérios específicos, que estabelecem a ligação entre os parâmetros médicos e os jurídicos. No Brasil essa formação é deficiente e deformada. O Programa de Residência Médica em Medicina Legal tem como principal objetivo formar profissionais capazes de atuarem nos diversos segmentos que compõe a Medicina Legal, visando resolver problemas da justiça na esfera pericial, como mostra o presente artigo ( informações fornecidas pelo site da Faculdade de Medicina da USP –artigo do dr Dr.Daniel Munoz- titular de Medicina Legal da USP.)

A especialidade é realmente “pesada “, tanto do ponto de vista técnico porque exige grandes conhecimentos de várias áreas da medicina como clinica, cirurgia, ortopedia, neurologia, anatomia, fisiologia…, como também exige profundos conhecimentos da área jurídica. É uma especialidade onde se lida muito com a burocracia, processos volumosos, trabalhos periciais, processos indenizatórios que podem influir fortemente em futuros de famílias inteiras…

Na variada temática objeto da Medicina Legal, pode-se traduzir sua divisão, da seguinte forma:

Antropologia forense – Procede ao estudo da identidade e identificação, como a datiloscopia, papiloscopia, irologia, exame de DNA, etc., estabelecendo critérios para a determinação indubitável e individualizada da identidade de um esqueleto ;

Traumatologia forense – Estudo das lesões e suas causas;

Asfixiologia forense – analisa as formas acidentais ou criminosas, homicídios e autocídios, das asfixias, sob o prisma médico e jurídico (esganadura, estrangulamento, afogamento, soterramento, etc.);

Sexologia forense – Trata da Erotologia, Himenologia e Obstetrícia forense, analisando a sexualidade em seu tríplice aspecto quanto aos efeitos sociais: normalidade, patológico e criminológico;

Tanatologia – Estudo da morte e do morto;

Toxicologia – Estudo das substâncias cáusticas, venenosas e tóxicas, efeitos das mesmas nos organismos. Constitui especialidade própria da Medicina, dada sua evolução.

Psicologia e Psiquiatria forenses – Estudo da vontade, das doenças mentais. Graças a elas determina-se a vontade, as capacidades civil e penal;

Polícia científica – atua na investigação criminal.

Além disso existem ainda as necrópsias, que nem todos os médicos têm facilidade para lidar com elas ( nem todos especialistas em medicina legal são obrigados a fazê-las ). É uma especialidade triste e complexa e o status desses profissionais deixa a desejar. Existe mesmo um preconceito da população em relação aos legistas ( a maioria das mães não gostaria de ver seus filhos casados com uma médica legista; prefeririam que eles casassem com um clínico, um pediatra ou um cirurgião ).

Por outro lado, o mercado de trabalho é bastante bom, desde que vc tenha um bom relacionamento no meio jurídico para que possa ser indicada com frequência para atuar como perita do juiz ou mesmo perita assistente das partes envolvidas em um processo.

Uma pericia simples como de uma lesão corporal média em um acidente automobilístico ( que o perito não vai gastar mais de 2 horas para confeccionar o laudo ) pode render ao perito cerca de R$ 5.000,00, mas uma perícia grande, tipo a de um homicídio, pode render honorários acima de R$ 50.000,00.

A residência médica em Medicina Legal e Perícia tem a duração de 3 anos e são oferecidas em poucos serviços e com um número reduzido de vagas.

Sucesso

Mario Novais