Caio Melo – Widoctor

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Conselho de um paciente

Conselho de um paciente
Este pode ser um dia normal no trabalho para você, mas é um grande dia na minha vida.
O olhar no seu rosto e o tom da sua voz podem mudar toda a minha visão do mundo.
Lembre-se, geralmente não sou tão carente ou assustado.
Eu estou aqui porque confio em você, me ajude a ficar confiante.
Pode parecer que estou distraído, mas posso ouvir suas conversas.
Eu não estou acostumado a ficar nu perto de estranhos, não se esqueça disso.
Eu estou impaciente porque quero sair daqui, nada pessoal.
Eu não falo muito bem a sua língua. Você vai fazer o que para o meu que?
Eu posso ficar aqui só por quatro dias, mas vou lembrar de você o resto da minha vida.

Os seus pacientes precisam da sua paciência.

Qual é o impacto dos genes no índice de massa corporal?

Qual é o impacto dos genes no índice de massa corporal?

O estudo HUNT foi realizado com o objetivo de pesquisar as trajetórias do índice de massa corporal (IMC) na Noruega ao longo de cinco décadas e avaliar a influência diferencial do ambiente obesogênico no IMC de acordo com a predisposição genética. A publicação é do periódico BMJ.

A população geral do Condado de Nord-Trøndelag, Noruega, foi estudada com a participação de 118.959 pessoas, com idades entre 13 e 80 anos, que participaram de um estudo longitudinal de saúde, das quais 67.305 foram incluídas em análises de associação entre predisposição genética e IMC. A principal medida de desfecho foi o IMC.

Os resultados mostraram que a obesidade aumentou na Noruega entre meados da década de 1980 e meados da década de 1990 e, em comparação com os grupos de nascimentos mais velhos, os nascidos após 1970 já tinham um IMC substancialmente mais elevado na idade adulta.

IMC diferiu substancialmente entre os maiores e menores quintos da suscetibilidade genética para todas as idades em cada década, e a diferença aumentou gradualmente entre 1960 e 2000. Para homens de 35 anos, os mais predispostos geneticamente tinham 1,20 kg/m² (intervalo de confiança de 95% de 1,03 a 1,37 kg/m²) de IMC maior do que os menos predispostos geneticamente nos anos da década de 60, em comparação com 2,09 kg/m² (1,90 a 2,27 kg/m²) nos anos 2000. Para mulheres da mesma idade, as diferenças correspondentes no IMC foram de 1,77 kg/m² (1,56 a 1,97 kg/m²) e 2,58 kg/m² (2,36 a 2,80 kg/m²), respectivamente.

Este estudo fornece evidências de que pessoas geneticamente predispostas estão em maior risco de IMC maior e que a predisposição genética interage com o ambiente obesogênico resultando em IMC maior, como observado entre meados da década de 1980 e meados da década de 2000. De qualquer forma, o IMC tem aumentado tanto para pessoas geneticamente predispostas quanto não predispostas, mostrando que o meio ambiente continua sendo o principal contribuinte.

 

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1340478/qual+e+o+impacto+dos+genes+no+indice+de+massa+corporal+estudo+publicado+pelo+bmj+observa+esta+relacao.htm

Uso de cadeirinhas em veículos reduziu em 33% o número de crianças vítimas do trânsito

Uso de cadeirinhas em veículos reduziu em 33% o número de crianças vítimas do trânsito

No dia 26 de Junho de 2019, cerca de 2 semanas após o presidente Bolsonaro declarar apoio a uma proposta que pretende eliminar multa para pais que não transportarem suas crianças em cadeirinhas de carro, o Conselho Federal de Medicina publicou em seu site o seguinte:

 

Dados epidemiológicos confirmam o efeito positivo do uso de cadeirinhas e outros dispositivos específicos para o transporte de crianças. Após o advento dessa exigência, em 2008, menos crianças têm sido levadas à internação ou morrido por conta de acidentes de trânsito. Essas constatações reforçam a posição dos críticos ao Projeto de Lei 3267/2019, enviado pela Presidência da República ao Congresso Nacional, e que prevê, em um de seus artigos, o fim das penalidades aos condutores que deixarem de observar essas regras.

Pelos números oficiais, desde que a cadeirinha passou a ser obrigatória, com previsão de multa e inclusão de pontos na carteira dos infratores, o número de crianças com até nove anos internadas em estado grave após se envolverem em acidentes de automóveis caiu um terço nos últimos oito anos. No mesmo período, também houve queda de quase 20% na quantidade de vítimas fatais, nesta faixa etária.

Os números foram analisados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). As entidades encaminharão os resultados para análise da Comissão Especial criada no âmbito da Câmara dos Deputados para analisar a proposta.

Efeitos positivos – “As informações falam por si só. Os dados oficiais, que saíram das bases do Ministério da Saúde, permitem verificar os efeitos positivos da Resolução nº 277, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Trata-se de uma regra fundamental para aumentar a segurança nas vias e rodovias e, sobretudo, para proteger a vida e a saúde das crianças com menos de dez anos de idade”, ressaltou a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, uma das críticas à proposta.

O tema mereceu o repúdio da SBP que, logo após o anúncio do PL, divulgou nota – juntamente com a Abramet e outras entidades – externando sua preocupação com o fim das punições aos condutores que não transportemos menores em cadeirinhas de segurança. O assunto também deve ser discutido pela Câmara Técnica de Medicina do Tráfego, do CFM, que recentemente elaborou uma cartilha focada nesse tema.

“Estes equipamentos foram projetados para dar mais segurança aos usuários em casos de colisão ou de desaceleração repentina. Conforme mostram os números, eles têm sido fundamentais para salvar milhares de vidas ao longo destes anos”, destacou Mauro Ribeiro, vice-presidente do CFM e membro da Câmara.

Registros – Um dado que chamou atenção é que a queda no volume de registros de morbidade e mortalidade envolvendo crianças tem sido inversa ao tamanho da frota de veículos no País, que cresceu cerca de 50% entre 2010 e 2018 (de 37,25 milhões para 54,7 milhões). Na década anterior à imposição das cadeirinhas (2008), em média 944 crianças ocupantes de veículos eram internadas todos os anos. Nos dez anos seguintes, essa média baixou para 719, o que representa uma redução de 24%.

A mesma tendência tem sido observada entre os óbitos nesta população, mesmo após a internação. Antes da Lei da Cadeirinha, em média 37 crianças morriam por ano em decorrência da gravidade dos acidentes de trânsito, apesar dos cuidados recebidos nos hospitais da rede pública. Ao longo da última década, no entanto, o saldo de óbitos baixou para 25, tendo sido registrado no último ano da série 18 episódios desta natureza.

Quando se avaliam o total de mortes registradas no local do impacto, a queda se mantém. Também no período analisado pelas entidades médicas, de 2010, data de vigência da resolução do Contran, até 2017, a queda foi de 19% (de 346 para 279 óbitos). Só no primeiro ano de validade da Lei da Cadeirinha, de 2010 a 2011, a diferença nas mortes foi de 22%.

De 1996 a 2017, o Brasil registrou no total 6.363 óbitos de crianças menores de dez anos dentro de algum tipo de veículo automotor. Mais da metade desses casos (53%) envolviam crianças entre zero e quatro anos de idade. Segundo Luciana Rodrigues Silva, o uso desses dispositivos, quando usados corretamente, reduzem em até 70% o risco de morte em caso de colisão.

“Os dados revelam quão preocupante e perigosa é a proposta encaminhada ao Congresso Nacional pela Presidência da República, que prevê apenas punição com advertência por escrito aos motoristas que transportarem crianças sem cadeirinhas ou assentos adaptados”, alertou Juarez Molinari, presidente da Abramet.

Para ele, apenas campanhas educativas e ações de orientação por parte de profissionais não são suficientes para mudar comportamentos de forma efetiva e, assim, reduzir o número de mortes no trânsito. “É preciso que a essas campanhas se aliem às leis e à fiscalização, para garantir a obrigatoriedade do uso desses equipamentos”, reiterou Molinari, para quem o texto deve ser revisto no Congresso Nacional.

Retrocesso internacional – Atualmente, o Brasil é um dos países que conta o com reconhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS) no combate aos acidentes de trânsito. Segundo o último Relatório de Situação Global da Segurança no Trânsito da organização, publicado no fim de 2018, o País contabilizou progresso evidente no controle do ato de beber e dirigir, amplamente baseados em aplicação rigorosa da legislação.

O documento recomenda, por exemplo, que um número maior de nações adote legislações mais rígidas e aplique penalidades aos infratores de trânsito, com o objetivo de reduzir a velocidade dos veículos, reprimir o ato de beber e dirigir e aumentar as taxas de uso de cinto de segurança, dispositivos de retenção veicular infantil e capacetes de motociclistas.

No quesito proteção de crianças passageiras de veículos, no entanto, a OMS critica o atraso do País, cenário que pode piorar ainda mais com a flexibilização das normas de trânsito. “Esperamos que os parlamentares se posicionem em detrimento dessa iniciativa, alterando o texto enviado pelo Governo de modo a assegurar a punição dos condutores que não respeitarem as regras necessárias para proteção no trânsito da população infanto juvenil”, destacou Mauro Ribeiro, do CFM.

 

Fonte: https://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=28313:2019-06-25-19-46-22&catid=3

Suplementos dietéticos ligados a eventos graves de saúde em crianças e jovens

Suplementos dietéticos ligados a eventos graves de saúde em crianças e jovens

O consumo de suplementos dietéticos vendidos para perda de peso, construção muscular e energia foi associado ao aumento do risco de eventos médicos graves em crianças e jovens comparado ao consumo de vitaminas, de acordo com nova pesquisa liderada pela Harvard T.H. Chan School of Public Health. O estudo, publicado online em 5 de junho de 2019 no Journal of Adolescent Health, descobriu que, em comparação com as vitaminas, esses tipos de suplementos estavam ligados a quase três vezes mais resultados médicos graves em jovens.

Food and Drug Administration (FDA) emitiu inúmeros avisos sobre os suplementos vendidos para perda de peso, construção muscular ou melhora do desempenho esportivo, função sexual e energia. Sabe-se que esses produtos são amplamente comercializados e usados por jovens. Então, quais são as consequências para a sua saúde? Essa é a pergunta que este trabalho quis responder, disse a autora principal Flora Or, pesquisadora da Harvard Chan School’s Strategic Training Initiative for the Prevention of Eating Disorders.

Os pesquisadores analisaram relatórios de eventos adversos, entre janeiro de 2004 e abril de 2015, no U.S. Food and Drug Administration Adverse Event Reporting System – banco de dados de alimentos e suplementos dietéticos. Eles analisaram o risco relativo de eventos médicos graves, como morte, incapacidade e hospitalização em indivíduos com idades entre 0 e 25 anos que estavam ligados ao uso de suplementos dietéticos vendidos para perda de peso, construção muscular ou energia comparados às vitaminas.

Constataram que havia 977 relatos de eventos adversos relacionados ao suplemento único para a faixa etária alvo. Destes, aproximadamente 40% envolveram desfechos médicos graves, incluindo morte e hospitalização. Suplementos vendidos para perda de peso, construção muscular e energia foram associados a quase três vezes o risco de desfechos médicos graves em comparação com as vitaminas. Suplementos vendidos para função sexual e limpeza do cólon foram associados a aproximadamente duas vezes o risco de desfechos médicos graves comparados às vitaminas.

O autor sênior S. Bryn Austin, professor do Departamento de Ciências Sociais e do Comportamento, observou que médicos respeitáveis não recomendam o uso do tipo de suplementos dietéticos analisados neste estudo. Muitos destes produtos foram encontrados adulterados com medicamentos de prescrição médica, substâncias proibidas, metais pesados, pesticidas e outros produtos químicos perigosos. E outros estudos têm ligado a perda de peso e suplementos de musculação com derrame, câncer de testículo, danos ao fígado e até mesmo morte.

Segundo Austin, “Já é tempo de políticos e varejistas tomarem medidas significativas para proteger crianças e consumidores de todas as idades”, para que os fabricantes destes produtos e os revendedores não prejudiquem a juventude americana.

Este estudo foi financiado pela Ellen Feldberg Gordon Fund for Eating Disorders Prevention Research e pela Strategic Training Initiative for the Prevention of Eating Disorders.

 

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1340303/suplementos+dieteticos+ligados+a+eventos+graves+de+saude+em+criancas+e+jovens.htm

 

A eficácia de diferentes tipos de antidepressivos em idosos

A eficácia de diferentes tipos de antidepressivos em idosos

Apesar de seu uso comum na prática clínica diária, não se sabe a eficácia comparativa e a segurança dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina e dos inibidores da serotonina/norepinefrina em idosos. Para responder a esta questão, uma equipe de cientistas da Universidade de Stanford, na Califórnia, realizou uma revisão sistemática e meta-análise com 15 ensaios clínicos randomizados elegíveis para inclusão, incorporando estudos sobre o uso de citalopram, escitalopram, paroxetina, duloxetina, venlafaxina, fluoxetina e sertralina. Os dados sobre a resposta parcial (definida como pelo menos uma redução de 50% na pontuação da depressão em relação à linha de base) e fatores de segurança – tais como tonturas, vertigens, síncopes, quedas e perda de consciência – foram extraídos, uma meta-análise de rede Bayesiana foi realizada e os riscos relativos (RR) foram produzidos.

Em um estudo, publicado pelo Journal of the American Geriatrics Society, envolvendo indivíduos com 60 anos de idade ou mais, os pesquisadores descobriram que, em relação à resposta parcial, a sertralina (RR=1,28), paroxetina (RR=1,48) e duloxetina (RR=1,62) foram significativamente melhores do que o placebo. Os restantes produziram RRs menores do que 1,20. Em relação à vertigem, a duloxetina (RR=3,18) e a venlafaxina (RR=2,94) foram estatística e significativamente piores do que o placebo. Em comparação ao placebo, a sertralina tinha o menor RR para tontura(1,14) e a fluoxetina tinha o segundo RR mais baixo (1,31). O citalopram, escitalopram, paroxetina e todos os outros tinham RRs entre 1,4 e 1,7.

Os autores concluíram que havia evidência clara da eficácia da sertralina, paroxetina e duloxetina. Parece haver também uma hierarquia de segurança associada aos diferentes antidepressivos e uma escassez de relatórios de resultados de segurança. Em um momento de pesquisas comparativas de eficácia, parece que ainda se faz necessário dar maior foco na eficácia comparativa destes e de outros medicamentos psiquiátricos.

 

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/799919/quais+sao+os+melhores+antidepressivos+para+os+idosos.htm

Novo composto para tratar bactérias resistentes

Novo composto para tratar bactérias resistentes

A resistência antimicrobiana já é responsável por 25.000 mortes na União Europeia todos os anos. Esta pesquisa pode abrir caminho para um novo tratamento de superbactérias que ameaçam a vida.

Um novo composto que mata superbactérias resistentes a antibióticos foi descoberto por cientistas da Universidade de Sheffield e do Science and Technology Facilities Council (STFC).

A equipe, liderada pelo professor Jim Thomas, do Departamento de Química da Universidade de Sheffield, está testando novos compostos desenvolvidos por sua aluna de doutorado Kirsty Smitten sobre as bactérias gram-negativas resistentes a antibióticos, incluindo a E. coli patogênica.

Cepas de bactérias gram-negativas podem causar infecções, incluindo pneumoniainfecções do trato urinário e infecções da corrente sanguínea. Elas são difíceis de tratar, pois a parede celular das bactérias evita que as drogas entrem no microrganismo.

A menos que a ameaça da resistência antimicrobiana emergente rapidamente seja controlada, estima-se que em 2050 mais de 10 milhões de pessoas poderiam morrer todos os anos devido a infecções resistentes aos antibióticos.

Os médicos não tiveram disponível um novo tratamento para as bactérias gram-negativas nos últimos 50 anos, e nenhuma droga potencial entrou em ensaios clínicos desde 2010.

O novo composto de drogas tem uma série de oportunidades interessantes. Como o professor Jim Thomas explica: “Como o composto é luminescente, ele brilha quando exposto à luz. Isso significa que a absorção e o efeito sobre as bactérias podem ser seguidos pelas técnicas avançadas de microscópio disponíveis na Central Laser Facility (CLF) do STFC.

“Este avanço pode levar a novos tratamentos vitais contra superbactérias que ameaçam a vida e pode ser uma nova solução para o crescente risco representado pela resistência antimicrobiana”.

Os estudos em Sheffield e na CLF mostraram que o novo composto possui vários modos de ação, tornando mais difícil a resistência emergir nas bactérias. O próximo passo da pesquisa será testá-lo contra outras bactérias multirresistentes.

Em um relatório recente sobre patógenos resistentes aos antimicrobianos, a Organização Mundial da Saúde colocou várias bactérias gram-negativas no topo da sua lista, afirmando que novos tratamentos para essas bactérias eram “Priority 1 Critical” porque elas causam infecções com altas taxas de mortalidade, tornam-se rapidamente resistentes a todos os tratamentos disponíveis e são frequentemente identificadas em infecções hospitalares.

A pesquisa, publicada na revista ACS Nano, descreve o novo composto que mata E. coli gram-negativa, incluindo um agente patogênico resistente a múltiplos fármacos dito ser responsável por milhões de infecções resistentes a antibióticos em todo o mundo por ano.

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1339378/novo+composto+que+mata+superbacterias+resistentes+a+antibioticos+foi+descoberto+por+pesquisadores+da+universidade+de+sheffield.htm

Correlação entre tempo de sono e diabetes

Correlação entre tempo de sono e diabetes

Um estudo publicado no periódico Diabetes Care em abril de 2019, por pesquisadores da Universidade de Chicago, analisou os impactos de distúrbios do sono e desajustes no ciclo circadiano nos índices glicêmicos de paciente portadores de Diabetes Tipo 2 (DM2).

O estudo foi realizado com base numa coorte de 962 pacientes com sobrepeso/obesos com pré-diabetes ou recentemente diagnosticados, ainda não tratados para DM2. Foi realizado um teste de tolerância oral a glicose e questionários para avaliar o padrão de sono dos participantes. Foi verificada má qualidade de sono em 54% dos entrevistados, e dentre esse grupo o risco de apneia do sono era mais elevado que o restante. A Hemoglobina Glicada (HbA1c) estava significativamente acima dos padrões para aqueles pacientes que dormiam menos que 5h por noite ou mais que 8h.

O estudo conclui que tanto o sono breve quanto o prolongado foram associados a medidas de glicemia adversas, e o sono de curta duração e trabalho por turnos foram associados a maiores índices de massa corporal (IMC). Por fim, os pesquisadores dizem que são necessárias mais análises profundas, com avaliações de sono mais objetivas e precisas para correlacionar melhor disfunções do sono e o índice glicêmico em diabéticos.

Fonte: http://care.diabetesjournals.org/content/early/2019/05/03/dc19-0298

Potencial biomarcador para ideação suicida identificado em pacientes com transtorno de estresse pós-traumático

Potencial biomarcador para ideação suicida identificado em pacientes com transtorno de estresse pós-traumático

transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um importante fator de risco para ideação suicida, tentativas e morte por suicídio. A compreensão da biologia subjacente à tendência suicida no TEPT é limitada. Evidências recentes implicam desregulação do receptor glutamatérgico metabotrópico 5 (mGluR5) na fisiopatologia do TEPT e na probabilidade de suicídio.

Neste estudo, publicado pelo periódico PNAS, pesquisadores da Yale University School of Medicine usaram a tomografia por emissão de pósitrons e o radiofármaco [18F]-FDG (fluorodesoxiglucose) para avaliar o receptor metabotrópico de glutamato tipo 5 (mGluR5) como um alvo potencial de tratamento e um biomarcador de ideação suicida (IS) em indivíduos com TEPT e transtorno depressivo maior (TDM).

Quantificou-se a disponibilidade de mGluR5 in vivo em indivíduos com TEPT (n = 29) e TDM (n = 29) em função da ideação suicida (IS) para comparar com controles saudáveis (CS; n = 29). O volume de distribuição foi calculado usando uma função de entrada venosa nas cinco principais regiões cerebrais frontal e límbica.

Observou-se uma disponibilidade significativamente maior de mGluR5 no TEPT em comparação com indivíduos saudáveis em todas as regiões de interesse (P = 0,001 a 0,01) e comparado a indivíduos com TDM em três regiões (P = 0,007). A disponibilidade de mGluR5 não foi significativamente diferente entre os indivíduos com TDM e CS (P = 0,17). É importante ressaltar que foi observada uma regulação para cima na disponibilidade de mGluR5 no grupo TEPT-IS (P’s = 0,001-0,007) em comparação com indivíduos com TEPT sem IS.

Os resultados apontam para o papel potencial do mGluR5 como um biomarcador para intervenção e, potencialmente, para o gerenciamento do risco de suicídio no TEPT.

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1338453/pnas+potencial+biomarcador+para+ideacao+suicida+identificado+em+pacientes+com+transtorno+de+estresse+pos+traumatico.htm

Machine Learning genético e seu inovador uso para previsão de doenças

Machine Learning genético e seu inovador uso para previsão de doenças

A avaliação direta da patogenicidade de combinações variantes em múltiplos genes era até agora difícil. No entanto, este tipo de avaliação pode fornecer importantes benefícios na identificação das causas genéticas das doenças raras.

O trabalho apresentado em artigo publicado pela PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America), publicado em 24 de maio de 2019, tem como objetivo resolver este problema.

Nesse trabalho é desenvolvido um método de “machine learning”, ou seja, uma inteligência artificial capaz de reconhecer padrões e aprender com eles, afim de prever a patogenicidade de combinações variantes em pares de genes, com base em dados patogênicos.

Foi demonstrada alta precisão desse método e sua capacidade efetiva de identificar novas instâncias, sendo explicado não somente o diagnostico final, mas também o processo de tomada de decisão do programa, sendo assim uma contribuição útil para a interpretação clínica. Este trabalho pioneiro servirá como mecanismo de ajuda para geneticistas e clínicos a aconselhar seus pacientes de forma mais eficaz.

O programa recebeu o nome de Variant Combinations Pathogenicity Predictor (VarCoPP), e seu mecanismo de ação consiste basicamente numa abordagem de aprendizado que identifica combinações de variantes patogênicas em pares de genes (chamados de combinações de variantes digênica ou bilocus). Esse método inovador, segundo o artigo, obteve resultados altamente precisos, atingindo uma eficácia que é endossada ao validar o método em dados independentes que causam doenças publicados recentemente. São identificados rótulos de confiança de 95% e 99%, representando a probabilidade de uma combinação bilocus ser um verdadeiro resultado patogênico, fornecendo aos geneticistas marcadores racionais para avaliar as combinações patogênicas mais relevantes e limitar o espaço e o tempo de busca.

Este trabalho fornece um passo importante para o entendimento genético de doenças raras, abrindo caminho para o conhecimento clínico e melhor atendimento ao paciente.

Fonte: https://www.pnas.org/content/early/2019/05/23/1815601116

Journal of Diabetes: diabetes tipo 2 aumenta risco de câncer em homens e mulheres

Journal of Diabetes: diabetes tipo 2 aumenta risco de câncer em homens e mulheres

O objetivo deste estudo foi investigar o risco de 23 tipos comuns de câncer entre pacientes com diabetes tipo 2 (DM2) em comparação com a população geral chinesa. Os resultados foram publicados no periódico Journal of Diabetes.

Com base no banco de dados do Shanghai Hospital Link, 410.191 pacientes com DM2 (idade 20-99 anos) foram identificados de julho de 2013 a dezembro de 2016, e foram acompanhados em relação à incidência de câncer até dezembro de 2017.

Ao todo, 8.485 casos de câncer recém-diagnosticados foram identificados. As taxas de incidência padronizadas (SIRs) do câncer total foram de 1,34 e 1,62 entre homens e mulheres, respectivamente.

Entre os homens com DM2, o risco de câncer de próstata (maior SIR de 1,86), sangue (leucemialinfoma), pele, tireoide, rim, fígado, pâncreas, pulmão, colorretal e estômago aumentou significativamente. Houve uma diminuição significativa no risco de câncer de esôfago.

Em mulheres com diabetes tipo 2, houve riscos significativamente maiores de câncer de nasofaringe (maior SIR de 2,33), fígado, esôfago, tireoide, pulmão, pâncreas, sangue (linfoma, leucemia), útero, colorretalmamacolo do útero e estômago. Em contraste, houve uma redução significativa do risco de câncer de vesícula biliar em mulheres com DM2.

Este estudo mostra riscos significativamente aumentados de cânceres gerais e alguns tipos específicos entre pacientes com DM2. Os pesquisadores sugerem que sejam estabelecidas estratégias para rastreamento específico de câncer e cuidados de prevenção em pacientes com DM2.

 

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1338198/journal+of+diabetes+diabetes+tipo+2+aumenta+risco+de+cancer+em+homens+e+mulheres+um+estudo+em+xangai+china.htm

Fonte: https://onlinelibrary.wiley.com/journal/17530407#pane-01cbe741-499a-4611-874e-1061f1f4679e01