Caio Melo – Widoctor

Anvisa determina recolhimento de remédios para pressão alta

Anvisa determina recolhimento de remédios para pressão alta

A Anvisa vem adotando uma série de medidas após a detecção de impurezas, chamadas de nitrosaminas, nos princípios ativos conhecidos como “sartanas”, como a losartana e a valsartana, que são dos ingredientes utilizados na fabricação de medicamentos para o tratamento de hipertensão arterial (pressão alta). Uma das medidas já executadas pelo órgão é a determinação do recolhimento de lotes específicos do produto, visando a proteção da saúde da população.

O recolhimento determinado pela Agência atinge apenas lotes específicos de medicamentos, estratégia adotada em diversos países para os mesmos produtos. Desde julho de 2018, a Anvisa tem realizado publicações e ações alinhadas com agências do mundo inteiro, tais como a Agência de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos da América (FDA) e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), visando a segurança da saúde da população e a qualidade dos produtos consumidos.

No Brasil, além do recolhimento de lotes de medicamentos, as ações da Anvisa incluem a suspensão da fabricação, importação, distribuição, comercialização e uso dos insumos farmacêuticos ativos com suspeita de contaminação. No total, foram efetuadas 14 suspensões de três insumos (losartana, valsartana e irbesartana) de dez fabricantes internacionais.

Também foi determinada a fiscalização de todas as empresas fabricantes de medicamentos contendo “sartanas” disponíveis no mercado brasileiro. Até o momento, foram avaliadas 29 empresas e 111 medicamentos comercializados em 2018. Com relação ao recolhimento, ao todo os lotes recolhidos já somam aproximadamente 200.

A Anvisa também determinou a avaliação dos processos de qualificação dos fornecedores para os medicamentos à base de “sartanas” e a realização de testes para os produtos com insumos farmacêuticos ativos com possível formação de nitrosaminas durante a sua síntese química, entre outras medidas.

“É importante notar que essa é uma ação conjunta, que envolve esforços da Anvisa e de todos os fabricantes dos medicamentos, que estão ajudando a detectar quais são os lotes afetados pelo problema e voluntariamente recolhendo os produtos do mercado”, informa o gerente geral da área de Inspeção e Fiscalização Sanitária (GGFIS) da Agência, Ronaldo Gomes.

Para o consumidor, a Anvisa preparou uma lista com os números de lotes dos medicamentos que devem ser recolhidos, que pode ser rapidamente consultada. Basta verificar o número do lote que consta na caixa do medicamento.

Embora o risco seja muito pequeno, estudos apontam que as nitrosaminas têm potencial ou provável risco de causar câncer caso os medicamentos sejam consumidos todos os dias, em sua dose máxima, durante cinco anos seguidos.

Nessas condições, autoridades europeias calcularam que o risco de câncer associado ao consumo contínuo do medicamento é de 0,00017%, ou um caso para cada grupo de 6.000 pessoas. Portanto, o risco é muito baixo e está associado ao consumo diário e contínuo, em altas doses e por um longo período.

Por estes motivos, a Anvisa esclarece que o consumo desses medicamentos não oferece risco imediato para as pessoas que fazem uso deles e que eles são eficazes para o tratamento de pressão alta, mas recomenda que sejam trocados por outro de igual valor terapêutico.

Para quem tem em casa o medicamento com o mesmo número de algum lote recolhido, a Agência orienta que o tratamento de hipertensão não seja interrompido até que se faça a troca por outro medicamento. Isso porque a interrupção pode causar sérios prejuízos imediatos, como risco de morte por derrame, ataques cardíacos e insuficiência renal.

De acordo com a Anvisa, existem diversas alternativas medicamentosas para terapias de pressão alta e, por isso, não há risco de desabastecimento ou falta de medicamentos.  Ou seja, há no mercado brasileiro medicamentos da mesma classe terapêutica e com os mesmos princípios ativos e concentração.

A troca do medicamento deve ser feita mediante orientação de um médico ou de um farmacêutico.  O cidadão também pode entrar em contato com a empresa, por meio do serviço de atendimento ao consumidor, e solicitar a troca do seu medicamento que consta na lista de lote recolhido.

 

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/adocao-de-medidas-para-medicamentos-para-pressao-alta/219201?p_p_auth=YZizDbi6&inheritRedirect=false

Olimpíada Brasileira de Medicina Interna

Olimpíada Brasileira de Medicina Interna

Estão abertas as inscrições para a II Olimpíada Brasileira de Medicina Interna do Conselho Federal de Medicina (CFM). A proposta é incentivar a pesquisa científica e a competição pelo conhecimento entre estudantes do sexto ano de graduação de medicina e residentes em clínica médica.

O candidato será submetido a prova escrita objetiva realizada por meio eletrônico no dia 29 de maio, às 20h. Serão oitenta questões testes, com quatro alternativas cada, nas áreas básicas de Medicina Interna. Para essas questões, apenas uma alternativa será considerada correta.

 

Os prêmios serão atribuídos a cada um dos melhores desempenhos por categoria (sexto anista, R1, R2, R3 de clínica médica). “O objetivo dessa competição é incentivar, valorizar de forma lúdica, o profissional que tem interesse em se capacitar ou que está em treinamento na área de medicina interna”, destaca a coordenadora-adjunta da Câmara Técnica do CFM, Maria do Patrocínio Nunes.

 

As olimpíadas são totalmente gratuitas. Os participantes irão receber certificado e os vencedores receberão ajuda de custo e passagens para receber certificado de vencedor em Brasília durante o IV Fórum de Clínica Médica do CFM, no dia 12 de julho de 2019.

 

Fonte: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=28222:2019-05-14-13-17-56&catid=3

 

Inscrições/Edital: http://www.inscricoes.fmb.unesp.br/principal.asp

Exame de sangue pode ser utilizado para diagnosticar Sd. de Fadiga Crônica

Exame de sangue pode ser utilizado para diagnosticar Sd. de Fadiga Crônica

Dr. Ronald W. Davis, PhD, professor de bioquímica e genética e diretor do Stanford Genome Technology Center é o autor sênior de um artigo que descreve um exame de sangue que pode ser capaz de identificar a síndrome da fadiga crônica. Pessoas que sofrem com esta doença debilitante e muitas vezes desprezada podem em breve ter algo que vêm buscando há décadas, uma prova científica de sua doença.

“Muitas vezes, esta doença é categorizada como imaginária”, disse Ron Davis. Quando os indivíduos com a síndrome da fadiga crônica procuram ajuda de um médico, eles podem passar por uma série de testes laboratoriais que verificam as funções hepática, renal e cardíaca, bem como as contagens de células sanguíneas e imunológicas, tudo muito distante do diagnóstico a ser pensado. Estes pacientes retornam ao médico com resultados de exames normais e não recebem um olhar mais profundo.

Mas agora, Ron Davis, juntamente com Rahim Esfandyarpour, PhD e ex-associado de pesquisa de Stanford, e seus colegas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford criaram um teste que identificou com sucesso os participantes de um estudo com a síndrome da fadiga crônica. O exame, que ainda está em fase de testes, é baseado em como as células do sistema imunológico de uma pessoa respondem ao estresse. Com amostras de sangue de 40 pessoas — 20 com síndrome da fadiga crônica e 20 sem a síndrome — o teste produziu resultados precisos, acenando com precisão todos os pacientes com síndrome da fadiga crônica e nenhum dos indivíduos saudáveis.

A plataforma de diagnóstico poderia até mesmo ajudar a identificar possíveis medicamentos para tratar a síndrome da fadiga crônica. Ao expor as amostras de sangue dos participantes a medicamentos e reexecutar o teste de diagnóstico, os cientistas poderiam ver se a droga melhorou a resposta das células imunológicas. A equipe já está usando a plataforma para rastrear possíveis medicações que eles esperam poder ajudar pessoas com a síndrome.

O diagnóstico da síndrome da fadiga crônica, quando efetivo, baseia-se em sintomas — exaustão, sensibilidade à luz e dor inexplicável, entre outras queixas — e ocorre somente depois que outras possibilidades de doença foram eliminadas. Ela é também conhecida como encefalomielite miálgica e designada pela sigla ME/CFS. Estima-se que 2 milhões de pessoas nos Estados Unidos tenham síndrome da fadiga crônica, mas isso é uma suposição aproximada, disse Davis, e o número de acometidos é provavelmente muito maior.

A abordagem, da qual Esfandyarpour liderou o desenvolvimento, emprega um “ensaio nanoeletrônico”, que é um teste que mede mudanças em quantidades minúsculas de energia como um representante para a saúde das células imunes e do plasma sanguíneo. A tecnologia de diagnóstico contém milhares de eletrodos que criam uma corrente elétrica, bem como câmaras para armazenar amostras de sangue simplificadas compostas de células imunes e plasma. Dentro das câmaras, as células do sistema imunológico e o plasma interferem na corrente, alterando seu fluxo de uma ponta a outra. A mudança na atividade elétrica está diretamente correlacionada com a saúde da amostra.

A ideia é enfatizar as amostras de pacientes saudáveis e doentes usando sal e, em seguida, comparar como cada amostra afeta o fluxo da corrente elétrica. Mudanças na corrente indicam mudanças na célula: quanto maior a mudança na corrente, maior a mudança no nível celular. Uma grande mudança é um sinal de que as células e o plasmaestão se debatendo sob estresse e incapazes de processá-lo adequadamente. Todas as amostras de sangue de pacientes com ME/CFS criaram um claro aumento no teste, enquanto as amostras de controles saudáveis retornaram dados que estavam relativamente equilibrados.

“Não sabemos exatamente porque as células e o plasma estão agindo dessa forma, ou até mesmo o que estão fazendo”, disse Davis. “Mas há evidências científicas de que essa doença não é uma invenção da mente de um paciente. Os pesquisadores veem claramente uma diferença na maneira como as células imunitárias saudáveis e as com síndromeda fadiga crônica processam o estresse. Por isso, Esfandyarpour e Davis estão expandindo seu trabalho para confirmar as descobertas em um estudo mais amplo.

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1337613/pnas+exame+de+sangue+para+diagnostico+da+sindrome+da+fadiga+cronica+esta+sendo+estudado.htm

Pesquisas com anticorpo que atua como Cavalo de Troia mostram novos resultados positivos

Pesquisas com anticorpo que atua como Cavalo de Troia mostram novos resultados positivos

Um anticorpo letal é a mais recente arma anunciada como parte de um amplo espectro de tratamentos contra múltiplas formas de câncer. Apelidado de “cavalo de troia”, a nova droga provou ser digna de seguir adiante na sequência de testes clínicos a fim de ser testada em uma variedade maior de pacientes.

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres, e do Royal Marsden NHS Foundation Trust testaram o novo tratamento em um ensaio clínico envolvendo 147 pacientes para avaliar seus potenciais benefícios e riscos de efeitos colaterais.

Chamado de tisotumab vedotin, ou pela abreviação TV, a substância é composta por um anticorpo monoclonal e um componente citotóxico que pode danificar fatalmente as células.

O anticorpo, se preferir, é um espetacular “cavalo de troia” batendo à porta do inimigo. Ele procura os sinalizadores das células presentes nas membranas, os chamados tubos conectores de entrada e saída de substâncias.

Embora todos os tipos de células saudáveis ​​tenham esse fator, uma ampla variedade de tumores o utiliza como uma maneira de crescer fora de controle, tornando-se um alvo capaz de atrair a arma química citotóxica de busca e destruição.

Neste caso, o componente encarregado deste trabalho assassino é o monometil auristatina E, uma molécula que impede as células de se reproduzirem.

“O que é muito interessante sobre esse tratamento é que seu mecanismo de ação é completamente novo — ele age como um ‘cavalo de troia’ para infiltrar-se nas células cancerosas e matá-las por dentro”diz o oncologista Johann de Bono, do Instituto de Pesquisa do Câncer“Nosso estudo inicial mostra que o procedimento tem potencial para tratar uma grande variedade de cânceres [câncer do colo de útero, câncer de bexiga, câncer de ovários, câncer de endométrio, câncer de esôfago e câncer de pulmão], e, particularmente, alguns com taxas de sobrevivência muito baixas.”

Os pacientes com câncer de bexiga tiveram a mais impressionante resposta ao tratamento. Para esse tipo de câncer, 27 por cento dos voluntários que participaram dos testes viram a doença se estabilizar. No outro extremo estava o câncer de endométrio, com um modesto registro de 7% dos indivíduos apresentando melhora.

“É animador ver o potencial mostrado pela tisotumab vedotin em vários tipos de cânceres difíceis de tratar”diz o diretor executivo do Instituto de Pesquisa do Câncer, Paul Workman“Estou ansioso para ver o progresso nos testes clínicos e espero que possa beneficiar os pacientes que atualmente estão sem opções de tratamento”.

O progresso está acontecendo aos poucos. Os ensaios clínicos de fase I começaram em 2013 com o teste da segurança da tisotumab vedotin em apenas 27 pacientes. Um ano e meio depois, surgiram sérios problemas de saúde nos pacientes, incluindo sinais de diabetes do tipo 2 (grave), inflamação da mucosa e febre. Doses mais baixas do composto diminuíram os efeitos colaterais mais preocupantes, embora o tratamento ainda esteja longe de ser livre de problemas, com hemorragias nasais, náusea e fadiga entre as queixas comuns.

Os testes de fase I deram lugar aos de fase II, que mostrou que a tisotumab vedotin pode fazer uma grande diferença para muitos pacientes com cânceres para os quais poucas opções de tratamento estão disponíveis.

“A tisotumab vedotin tem efeitos colaterais gerenciáveis, e vimos algumas boas respostas nos pacientes em nosso estudo, todos com câncer em estágio avançado que foram tratados com outras drogas e que ficaram sem outras opções”diz de Bono.

O próximo passo é expandir os testes da fase II para incluir cânceres do intestino e de pâncreas.

É importante notar que isso não é uma panacéia ou o fim do câncer como conhecemos. Mas quando tantos tratamentos que pareciam promissores não conseguem ultrapassar a linha de partida, é empolgante ver uma nova droga que oferece boas perspectivas fazer a diferença para uma ampla variedade de cânceres.

Se tudo correr bem, podemos esperar uma terceira fase de testes em vários anos, onde a eficácia e a segurança da droga são comparadas com tratamentos similares.

Isso tudo leva tempo e consome dinheiro, por isso não podemos esperar que até que  o TV fique disponível ainda vai levar algum tempo (se esse for o caso). Mas o sucesso demonstrado até aqui copiada de uma antiga estratégia militar aplicada para um medicamento anticancerígeno é um bom augúrio para tratamentos desse tipo.

“Precisamos desesperadamente de tratamentos inovadores como este, que podem atacar o câncer de novas maneiras e permanecem eficazes mesmo contra tumores que se tornaram resistentes às terapias padrão”, diz Workman.

Original: https://ciencianautas.com/novo-medicamento-advindo-de-antiga-estrategia-militar-trata-com-sucesso-seis-tipos-de-canceres-altamente-letais/?fbclid=IwAR2YPJ39OuWZc9hSVZs_6Jv_IGRx3izg7Sn7IKxpU_6uUanWz_jfFnoVH7I

Referência:

  1. BONO, Johann S. et al. “Tisotumab vedotin in patients with advanced or metastatic solid tumours (InnovaTV 201): a first-in-human, multicentre, phase 1–2 trial”; The Lancet Oncology, 2019.

Pesquisa da Cancer Research UK revela ganho de 20% de risco de câncer de intestino a cada 50g de carne vermelha consumida no dia.

Pesquisa da Cancer Research UK revela ganho de 20% de risco de câncer de intestino a cada 50g de carne vermelha consumida no dia.

Mesmo o consumo de quantidades pequenas de carne vermelha e processada – como uma fatia de bacon por dia – pode aumentar o risco de câncer de intestino.

É o que mostra uma pesquisa recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, financiada pela Cancer Research UK, organização britânica dedicada a combater a doença.

O estudo reforça as evidências de que a ingestão de carne vermelha e processada pode ser prejudicial à saúde, conforme alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Os pesquisadores analisaram informações de quase meio milhão de pessoas cadastradas no UK Biobank, banco de dados de saúde do Reino Unido.

Em seis anos de estudo, eles descobriram que 2.609 participantes desenvolveram câncer de intestino.

Eles identificaram que:

– Comer três fatias de bacon por dia, em vez de apenas uma, pode aumentar o risco de câncer de intestino em 20%.

– Para cada 10 mil pessoas que consumiram 21g por dia de carne vermelha e processada, 40 foram diagnosticadas com câncer de intestino.

– O valor comparativo para aqueles que ingeriram 76g, foi de 48 casos.

De acordo com o sistema de saúde público do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês), uma fatia de presunto ou bacon tem cerca de 23g de carne processada.

 

A Cancer Research UK afirma que 5,4 mil dos 41.804 casos de câncer de intestino registrados a cada ano no Reino Unido podem ser evitados se as pessoas não comerem carne processada de maneira alguma.

Mas a organização reconhece que fumar representa um risco muito maior – o cigarro é responsável por 54,3 mil casos de câncer por ano.

A Public Health England, agência vinculada ao serviço de saúde britânico, constatou, a partir de seus levantamentos, que muita gente come carne vermelha e processada em excesso.

Os especialistas aconselham quem consome grandes quantidades a encontrar maneiras de reduzir.

De acordo com o Departamento de Saúde, quem come mais de 90g por dia deve diminuir para 70g.

 

O professor Gunter Kuhnle, da Universidade de Reading, no Reino Unido, descreveu o estudo como uma análise bastante minuciosa da relação entre o consumo de carne e câncer de intestino (também conhecido como colorretal).

“Os resultados confirmam descobertas anteriores de que o consumo de ambos, carne vermelha e processada, aumenta o risco de câncer colorretal”, diz ele.

“O aumento de aproximadamente 20% no risco pelo acréscimo de 50g no consumo de carne vermelha e processada está de acordo com o que foi relatado anteriormente e confirma essas descobertas.”

“O estudo também mostra que a fibra alimentar reduz o risco de câncer colorretal. Um aumento no consumo de fibras, como mostrado neste estudo, seria consideravelmente mais benéfico”, destaca.

Já Carrie Ruxton, do Meat Advisory Panel, grupo de estudos sobre o consumo de carne financiado pela indústria, lembra os benefícios do alimento:

“A carne vermelha fornece nutrientes valiosos, como proteínas, ferro, zinco, vitaminas D e vitaminas B.”

“Uma série de fatores de estilo de vida têm um impacto significativo no risco de câncer de intestino, principalmente idade, genética, falta de fibra alimentar, sedentarismo e alto consumo de álcool”, pondera.

 

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-47959729

 

Aprendizado e Neuroplasticidade como tratamento para doenças cerebrais

Aprendizado e Neuroplasticidade como tratamento para doenças cerebrais

Cientistas brasileiros acabam de apresentar uma técnica de treinamento cerebral capaz de modificar as conexões neuronais em tempo recorde. O trabalho, publicado na Neuroimage, abre o caminho para novos tratamentos para o acidente vascular cerebral (AVC), a doença de Parkinson e até a depressão.

O cérebro se adapta a todo momento – um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. Essas mudanças na forma como funciona e conecta suas diferentes áreas são as bases do aprendizado e da memória.

Entender melhor essas interações permite o avanço na compreensão do comportamento humano, das emoções e das doenças que acometem o cérebro. “Tudo o que a gente é, faz, sente, todo o nosso comportamento é reflexo da maneira como o nosso cérebro funciona”, explica o neurocientista Theo Marins, um dos autores do estudo.

Algumas doenças, segundo o especialista, alteram esse funcionamento. E o cérebro passa a funcionar de maneira doente. “Ensinar” o cérebro a funcionar de maneira correta pode melhorar os sintomas de várias doenças.

Uma das ferramentas que vem sendo utilizadas para compreender melhor essas dinâmicas é o neurofeedback. Assim é chamado o treinamento do cérebro para modificar determinadas conexões. O estudo dos neurocientistas do Instituto D’OR de Ensino e Pesquisa e da UFRJ mostrou que o treinamento é capaz de induzir essas modificações em menos de uma hora.

Para fazer o trabalho, os cientistas contaram com 36 voluntários que se submeteram a exames de ressonância magnética. A atividade neuronal captada no exame é transformada em imagens apresentadas em computadores de acordo com a intensidade. Os voluntários acompanhavam as imagens em tempo real, aprendendo a controlar a própria atividade cerebral.

Enquanto 19 participantes receberam o treinamento real, outros 17 foram instruídos com falsa informação – o que funcionou como uma espécie de placebo. Antes e depois do treino, os pesquisadores registraram as imagens cerebrais que permitiam medir a comunicação (a conectividade funcional) e as conexões (a conectividade estrutural) entre as áreas cerebrais. O objetivo era observar como as redes neurais eram afetadas pelo neurofeedback.

Antes e depois

Ao comparar a arquitetura cerebral antes e depois do treinamento, os cientistas constataram que o corpo caloso (a principal ponte de comunicação entre os hemisférios esquerdo e direito) apresentou maior robustez estrutural. Além disso, a comunicação funcional entre as áreas também aumentou. Para os pesquisadores, é como se o todo o sistema tivesse se fortalecido.

“Sabíamos que o cérebro tem uma capacidade fantástica de modificação. Mas não tínhamos tanta certeza de que era possível observar isso tão rapidamente”, conta Marins.

Desta forma, o treinamento cerebral se revelou uma ferramenta poderosa para induzir a neuroplasticidade. Agora, os pesquisadores esperam utilizá-lo para promover as mudanças necessárias para recuperação da função motora em pacientes que sofreram um AVC, que foram diagnosticados com Parkinson e mesmo com depressão.

“O próximo passo será descobrir se pacientes que sofrem de desordens neurológicas também podem se beneficiar do neurofeedback, se ele é capaz de diminuir os sintomas dessas doenças”, disse a médica radiologista Fernanda Tovar Moll, presidente do Instituto D’OR. “Ainda falta muito para chegarmos a protocolos específicos. Quanto mais entendermos os mecanismos, mais terapias poderemos desenvolver.”

Original: https://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,cerebro-pode-ser-treinado-para-curar-doencas-diz-estudo,70002794391?utm_source=facebook:newsfeed&utm_medium=social-organic&utm_campaign=redes-sociais:042019:e&utm_content=:::&utm_term=

O peso do Smartphone

O peso do Smartphone

Vivemos na era do Smartphone, ou melhor, não vivemos mais sem ele. De acordo com o último estudo conduzido pelo instituto de pesquisas norte-americano Flurry Analytics, cerca de 300 milhões de pessoas, no mundo inteiro, são viciadas em dispositivos móveis. E  essas pessoas abrem apps no celular mais de 61 vezes em um único dia. Mas atenção, esse vício pode trazer sérios problemas.

Por todos os lados, em todos os lugares, tem alguém teclando, olhando, zapiando numa tela. Mas para isso, adotamos uma postura, que com o tempo, pode virar um problema. Você já parou para pensar quantas horas por dia você passa olhando para baixo, para tela do celular?

Aí que entra a questão, essa postura altera o estado normal do corpo, ele que, por sua vez, na tentativa de se adequar ao movimento, à nova posição, pode exigir compensações musculares que, com o tempo se transformam em dores. Explica o fisioterapeuta Dalton Faria, parceiro do Blog Esporte & Saúde.

O movimento de inclinar a cabeça para frente promove uma sobrecarga na musculatura do pescoço, principalmente de trapézios.

Um estudo recente (Assessment of Stresses in the Cervical Spine Caused by Posture and Position of the Head) avalia a sobrecarga na cervical com diferentes graus de inclinação.

O peso que a cabeça pode fazer na cervical assusta. Veja!

15° graus de inclinação a sobrecarga é de 12kg.

30° sobrecarga de 18kg.

45° sobrecarga de 22kg.

60° sobrecarga de 27kg.

E esse peso, com o tempo, pode provocar dores na região cervical, a que abrange a área do pescoço e ombros, muito conhecida também como Cervicalgia.

E ainda, de acordo com o estudo, o que se espera é um futuro de epidemia de dores cervicais oriundas de alterações posturais. Precisamos mudar isso!

De acordo com o Dr. Liszt Palmeira, Ortopedista e Traumatologista, parceiro do Blog Esporte & Saúde,  “Passar muito tempo nessa posição sobrecarrega músculos, articulações e ligamentos da coluna cervical, especialmente em quem já tem algum grau de degeneração articular. E a dor é o primeiro sintoma de que algo está errado. E ela pode aparecer na região do pescoço, das costas, nos cotovelos ou até nos punhos”.

Dr. Liszt sugere algumas medidas simples que podem evitar essas dores.

1) Praticar regularmente exercícios que mantenham os músculos com força e elasticidade adequadas para realizar as tarefas do dia a dia;

2) Diminuir o tempo de permanência na postura que causa problema;

3) Ao usar o celular, tentar colocá-lo nivelado com o rosto e não abaixo do peito.

“Não somente o smartphone, mas de acordo com a ergonomia, todo e qualquer objeto que tenhamos que visualizar, é interessante trabalhar na altura dos olhos com o pescoço ereto. Como visto acima, quanto maior a inclinação do pescoço, maior a sobrecarga em cima dele”, complementa Dr. Dalton Faria.

Original: http://www.danichristoffer.com/blog/o-peso-do-smartphone/

Estudo indica que colesterol do ovo acarreta em maior risco de doenças cardiovasculares

Estudo indica que colesterol do ovo acarreta em maior risco de doenças cardiovasculares

colesterol é um nutriente comum na dieta humana e os ovos são uma fonte importante de colesterol. A discussão a respeito do colesterol na dieta ou o consumo de ovos estarem associados a doenças cardiovasculares (DCV) e à mortalidade por todas as causas permanece controversa.

Para determinar se de fato há esta associação, foi realizado um estudo publicado pelo periódico The Journal of the American Medical Association (JAMA).

Os dados individuais dos participantes foram agrupados a partir de 6 coortes prospectivas dos EUA usando dados coletados entre 25 de março de 1985 e 31 de agosto de 2016. Os dados da dieta autor referidos foram harmonizados usando um protocolo padronizado.

Foram analisados o colesterol na dieta (mg/dia) e/ou o consumo de ovos (número/dia) para avaliar a razão de riscos (HR) e a diferença de risco absoluto (ARD), durante todo o acompanhamento, para DCV incidente (composto por doença coronariana fatal e não fatal, acidente vascular cerebralinsuficiência cardíaca e outras mortes por DCV) e mortalidade por todas as causas, realizando os ajustes para fatores demográficos, socioeconômicos e comportamentais.

A análise incluiu 29.615 participantes (média [SD] idade, 51,6 [13,5] anos no início do estudo), dos quais 13.299 (44,9%) eram homens e 9.204 (31,1%) eram negros. Durante um acompanhamento médio de 17,5 anos (intervalo interquartílico, 13,0-21,7; máximo, 31,3), houve 5.400 eventos de DCV incidente e 6.132 mortes por todas as causas.

As associações de colesterol na dieta ou consumo de ovos com DCV incidente e mortalidade por todas as causas foram monótonas (todos os valores de P para termos não-lineares, 0,19 a 0,83). Cada 300 mg adicionais de colesterol consumido por dia foi significativamente associado com maior risco de DCV incidente (HR ajustada, 1,17 [IC 95%, 1,09-1,26]; ARD ajustada, 3,24% [IC 95%, 1,39%-5,08%]) e mortalidade por todas as causas (HR ajustada, 1,18 [IC 95%, 1,10-1,26]; ARD ajustada, 4,43% [IC 95%, 2,51%-6,36%]).

Cada metade adicional de ovo consumido por dia foi significativamente associada a maior risco de DCV incidente (HR ajustada, 1,06 [IC 95%, 1,03-1,10]; ARD ajustada, 1,11% [IC 95%, 0,32% -1,89%]) e mortalidade por todas as causas (HR ajustada, 1,08 [IC 95%, 1,04-1,11]; ARD ajustada, 1,93% [IC 95%, 1,10% -2,76%]).

As associações entre consumo de ovos e DCV incidente (HR ajustada, 0,99 [IC 95%, 0,93-1,05]; ARD ajustada, −0,47% [IC 95%, −1,83% a 0,88%]) e mortalidade por todas as causas (HR ajustada, 1,03 [IC 95%, 0,97-1,09]; ARD ajustada, 0,71% [IC 95%, -0,85% a 2,28%] não foram mais significativas após o ajuste para o consumo de colesterol na dieta.

Concluiu-se com esse estudo que, entre os adultos dos EUA, o maior consumo de colesterol ou ovos na dieta foi significativamente associado com maior risco de doença cardiovascular incidente e mortalidade por todas as causas, de maneira dose-resposta. Esses resultados devem ser considerados no desenvolvimento de diretrizes e atualizações dietéticas.

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1335818/maior+consumo+de+colesterol+ou+ovos+na+dieta+associado+com+maior+risco+de+doenca+cardiovascular+incidente+e+mortalidade+estudo+publicado+pelo+jama.htm

CFM define taxas e descontos para anuidade do CRM

CFM define taxas e descontos para anuidade do CRM

Reunidos em Recife (PE) para o I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina de 2019 (I ENCM 2019), os representantes do CFM e dos Conselhos Regionais (CRMs) aprovaram documento no qual esclarecem pontos sobre questões relacionadas à definição de taxas de Pessoa Jurídica e de anuidades dos médicos.

 

Na Carta Aberta aos Médicos Brasileiros, o CFM e os CRMs  reconhecem as dificuldades enfrentadas pelos médicos e informa que as autarquias “têm trabalhado de todas as formas possíveis para que a categoria seja devidamente reconhecida e valorizada por sua competência e dedicação, com remuneração digna e condições de trabalho”.

 

Os Conselhos de Medicina lembram ainda dos limites legais para mudanças na fixação de tributos e taxas, mas que, mesmo assim, conseguiram ampliar benefícios aos médicos em relação às anuidades, como o aumento do desconto sobre a contribuição aos médicos que efetuarem a primeira inscrição. Leia abaixo a íntegra da Carta aos Médicos.

Previamente, já ficara definido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução Nº 2.185/2018, publicada no Diário Oficial da União no dia 30 de agosto de 2018, estabeleceu em R$750,00 o valor da anuidade a ser paga pelos médicos de todo o País até o dia 31 de março de 2019.

 

Fonte: https://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=28146:cfmcrms-conselhos-de-medicina-esclarecem-fatos-sobre-anuidades&catid=3

Incidência da AIDS pode diminuir em 67% até 2030

Incidência da AIDS pode diminuir em 67% até 2030

Foi divulgado em fevereiro de 2019 pela revista AIDS and Behaviour dados prognósticos acerca da epidemia mundial de AIDS. Uma visão otimista leva a crer que há um potencial de redução de mais de 50% de novas infecções até 2030.

O progresso na redução das infecções por HIV tem ficado abaixo do seu potencial, apesar da disponibilidade de intervenções eficazes tanto de prevenção quanto de tratamento, além de estratégias nacionais para ampliá-las em escala. Como parte de um processo impulsionado pela comunidade, a pesquisa expandiu modelos epidemiológicos anteriores usando dados de vigilância atualizados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças para estimar parâmetros quantitativos para metas nacionais ambiciosas, mas atingíveis, de prevenção do HIV. Foi estimado que novas infecções por HIV poderiam ser reduzidas em até 67% e a prevalência poderia começar a diminuir até 2030. Para isso acontecer, devem ser atingidas metas de 95% na efetividade para diagnóstico, a retenção de cuidados e supressão viral devem ser atendidas até 2025 e 20% de transmissões adicionais devem ser evitadas através de intervenções direcionadas como a profilaxia pré-exposição. Notavelmente, isso exigiria que a porcentagem de pessoas diagnosticadas retidas no atendimento ao HIV aumentasse em mais de 35 pontos percentuais, o que exigiria modelos inovadores e uma expansão substancial dos serviços de apoio. Embora a meta de redução da incidência de HIV de 90%, conforme revelada no discurso do Estado da União de 2019, seja provavelmente inatingível com o atual kit de ferramentas de intervenção, é possível começar a reduzir substancialmente a prevalência do HIV na próxima década com investimentos e inovações suficientes.

Os resultados do estudo destacam que, embora a meta de reduzir a incidência de HIV em 90% até 2030 seja provavelmente inatingível com o atual conjunto de ferramentas de intervenções (a menos que sejam implementadas para escala e cobertura essencialmente perfeitas), é possível ver reduções de incidência que dobram a curva de Prevalência do HIV na próxima década. Para isso, esforços extraordinários no cuidado e prevenção do HIV serão necessários.

Fonte: https://link.springer.com/article/10.1007/s10461-019-02442-7