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Vale a Pena Ser Médico em Portugal?

Vale a Pena Ser Médico em Portugal?

A medicina é uma profissão extremamente valorizada na maior parte dos países. Há, atualmente, uma tendência de brasileiros buscando construir uma carreira médica em Portugal. Pensando nisso, a dúvida que paira no ar é: vale a pena trocar a prática médica do Brasil pela de Portugal?

Depende. Alguns aspectos devem ser avaliados para definir essa troca como vantajosa ou não. Por exemplo, se o profissional busca reconhecimento e valorização financeira, a mudança de país provavelmente não será positiva. No Brasil os médicos recebem, de modo geral, mais que em Portugal. No entanto, se a busca é por uma relativa (deve-se levar em consideração também a estrutura que o médico tem para trabalhar) melhor qualidade de vida, estar submetido a um Estado que fornece melhor retorno dos impostos pagos pela população através de políticas eficientes de distribuição de renda, educação e saúde públicas, a mudança pode ser profícua.

Mas nem só de critérios pessoais se baseia a decisão. Entender como é a dinâmica da medicina do lugar e suas características é relevante também. Dessa forma, o país conta com cerca de 49 mil médicos para uma população de pouco mais de 10 milhões de habitantes. Destes profissionais, aproximadamente 30 mil trabalham no serviço público de saúde. No entanto, o número não é suficiente, faltam médicos de família para atender em centros de saúde, assim como algumas especialidades dependendo da cidade.

Sobre isso, dados do Diário da República de Portugal apontam que as especialidades médicas em que faltam profissionais são:

-Psiquiatria

-Urologia

-Pediatria

-Ortopedia

-Cardiologia

-Cirurgia Geral

-Medicina Interna

-Ginecologia Obstetrícia

Quanto à prática médica, para exercer a profissão em Portugal, é necessário validar o diploma do curso superior e fazer provas que podem variar de acordo com o histórico e ementa curricular do candidato. No que diz respeito à residência, o ideal é ir ao país ibérico com uma experiência superior a 3 anos e com residência médica concluída – no país o tempo de residência é de 5 a 7 anos.

O primeiro passo para a validação é escolher uma universidade portuguesa. As universidades de Lisboa, do Porto e Coimbra são as mais conceituadas nesse quesito. Os documentos devem ser apostilados, seguindo o protocolo da Apostila de Haia, nos cartórios autorizados (link para processo completo para validação do diploma em Portugal https://www.eurodicas.com.br/validar-diploma-em-portugal/ ). Após a entrega dos documentos na universidade (pessoalmente ou por procuração), é necessário a equivalência. Para isso, é requisitado apresentação oral, dissertação em monografia ou relatório curricular. A nota mínima necessária na banca é 10 (de 20).

Após a equivalência do diploma na universidade, é necessário pagar a taxa da Ordem dos Médicos de Portugal, cerca de 220 euros. Quem possui mais de 3 anos de atividade pode pedir a autonomia de trabalho como médico.

Posterior à validação, exercer a profissão já é possível a quem tem cidadania portuguesa. O imigrante brasileiro sem cidadania deve solicitar o pedido de visto de trabalho no consulado de Portugal no Brasil. O pedido leva cerca de 30 dias para ser analisado. O tempo total de validação até a aptidão ao trabalho pode levar cerca de 13 meses.

Aspecto importante também é o rendimento financeiro. O salário do médico em Portugal, em início de carreira, fica em torno de 2.700 euros por 40 horas semanais no serviço público. No setor privado, os salários podem ultrapassar os 4.ooo euros. Os valores variam de acordo com o tempo de experiência e a especialidade escolhida. Vale lembrar que o serviço público de saúde no país é melhor que a rede privada.

Por fim, tendo esses pontos em mente e analisando o próprio perfil profissional e aspirações de vida, pode-se fazer a escolha acertada quanto a sair ou não do Brasil rumo a Portugal para construir a carreira. Qualquer que seja a escolha, exercer uma medicina de qualidade, de técnica elevada , eficiente e humana é primordial para o sucesso do médico e bem estar do paciente.

Referências:

https://www.eurodicas.com.br/medico-em-portugal/

https://www.eurodicas.com.br/validar-diploma-em-portugal/

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/07/numero-de-medicos-brasileiros-em-portugal-cresce-e-deve-ser-recorde-em-2018.shtml

Empreendedorismo na Medicina

Empreendedorismo na Medicina

Segundo o SEBRAE, empreendedorismo é a capacidade que uma pessoa tem de identificar problemas e oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos na criação de algo positivo para a sociedade. Pode ser um negócio, um projeto ou mesmo um movimento que gere mudanças reais e impacto no cotidiano das pessoas. Não é diferente quando se trata de empreendedorismo na saúde. Nessa área, algumas características daqueles que se dispõem a empreender são notavelmente positivas como a capacidade de correr riscos, rapidez na tomada de decisões e foco.

Ser um empreendedor na saúde, na verdade, é muito semelhante a ser em qualquer outro tipo de negócio. No entanto, há muito mais em jogo do que somente produzir-vender-lucrar. O foco deve ser criações que promovam tratamento e atendimento de excelência a pacientes. Assim, com vidas nas mãos todos os dias, a indústria da saúde, ao mesmo tempo em que encoraja inovação, opera em um ambiente avesso a riscos. Nesse sentido, o empreendedor deve encontrar uma maneira de assumir esses riscos, mantendo em segurança aqueles que confiam as vidas em suas mãos. Um exemplo de sucesso em assumir riscos com responsabilidade é a empresa de dispositivos médicos Titan Spine. Todos os seus produtos comercializados possuem garantia de 5 anos. Isso não tira a responsabilidade da empresa em fazer produtos de qualidade devido à certeza de reposição em caso de erro. Pelo contrário, a garantia estendida dos produtos faz com que haja maior zelo em projetos e produção, gerando impacto positivo no mercado.

Além de aceitar os riscos, outra característica marcante dos empreendedores em saúde é a rápida tomada de decisões. Nesse caso, o interesse em absorver, adquirir e compreender novas tecnologias para um rápido diagnóstico de problemas é essencial, além, obviamente, de utilizar os dados dos erros para promover imediata correção das falhas.

Outro aspecto marcante é o foco. Embora não seja claramente perceptível, tudo o que um profissional faz durante sua vida é uma preparação para o empreendedorismo. Desde o vestibular, o médico está trabalhando seu lado empresário, através da iniciativa e do autodirecionamento. Dessa forma, quando o médico empreendedor decide em que se tornar expert e encontrar meios de trazer à realidade suas ideias, tem um certo preparo para trilhar com maestria o caminho certeiro que o levará ao sucesso, sabendo filtrar melhor todas as ramificações e possibilidades tentadoras (muitas vezes não tão profícuas) de negócios que não edificarão o que está em seu eixo principal.

Desse modo, a própria preparação acadêmica do médico e seu estilo de vida o deixam em posição de liderança quando o assunto é desenvolver soluções e inovar. Capacidade de correr riscos, rapidez na tomada de decisões e foco fazem parte do cotidiano desse profissional e tendem a impulsioná-lo ao sucesso, independente do caminho escolhido para trilhar na carreira. Assim, não divergente, o empreendedorismo.

 

Referências:

 

https://www.forbes.com/sites/larrymyler/2016/03/14/what-does-entrepreneurship-look-like-in-healthcare/#4fa2dd56155e

 

http://capitalcontabilidade.com/como-ser-um-medico-empreendedor-de-sucesso/

 

http://blog.sebrae-sc.com.br/o-que-e-empreendedorismo/

Radiologia

Radiologia

. Vantagens

a)Menor tempo de formação;

b)Alto rendimento financeiro a curto prazo;

c)Maior importância devido à necessidade de exames de imagem na atualidade;

d)Aumento de procedimentos de radiologia intervencionista, com alto rendimento;

e)Possibilidade de trabalho a distância;

f)Menor estresse pós-trabalho – sem pacientes ligando fora do horário comercial, sem responsabilidade de tratamento de pacientes.

. Desvantagens

a)Poucas vagas para realização de residência e especialização;

b)Alto custo para iniciar o próprio negócio;

c)Necessidade de estar empregado em algum serviço, dificultando administração dos próprios horários;

d)Setor de radiologia intervencionista ainda fechado para maioria dos radiologistas;

e)Maior parte da vida terá que dar plantão, dificultando, novamente, administração dos próprios horários;

f)Profissão mais solitária, com menor interação com outras pessoas.

Oftalmologia

Oftalmologia

. Vantagens

a)Presença de procedimentos que agregam valor à consulta;

b)Procedimentos cirúrgicos;

c)Outras especialidades não tratam doenças oftalmológicas;

d)Alta demanda para pouca mão-de-obra;

e)Facilidade de administrar próprios horários;

f)Menor tempo de formação;

. Desvantagens

a)Necessidade de trabalhar com convênios;

b)Alto custo inicial para implantação de consultório;

c)Acompanhamento irregular da maioria dos pacientes – ida ao oftalmologista 1x ao ano;

d)Plantões da especialidade pagam pouco;

e)Necessidade de estar associado inicialmente a algum local para realizar procedimentos cirúrgicos;

f)Poucas vagas para realização de residência e especialização.

Psiquiatria

Psiquiatria

. Vantagens

a)Menor tempo de formação;

b)Menor necessidade de obtenção de convênios;

c)Alta demanda para pouca mão-de-obra;

d)Menor dependência de outras especialidades;

e)Maior facilidade de administrar os próprios horários;

f)Patologias crônicas que muitas vezes necessitam de acompanhamento pelo resto da vida com receituário controlado;

g)Menor custo para começar o próprio negócio.

. Desvantagens

a)Remuneração maior apenas a longo prazo;

b)Ausência de procedimentos que agreguem valor a consulta;

c)Trabalho com sofrimento emocional importante;

d)Patologias tratadas por outros especialistas (neurologistas, cardiologistas e geriatras);

e)Patologias crônicas com respostas muitas vezes parciais ao tratamento;

f)Plantões da especialidade pagam pouco.

Liderança na Medicina

Liderança na Medicina

Apesar de acompanharmos uma crescente tendência da medicina ao fortalecimento da preocupação com a saúde primária, em que o médico da família começa a recuperar um espaço que até pouco tempo atrás era ínfimo, a estrutura da saúde ainda tem forte relação com a forma centralizada institucional, com os hospitais. Dessa forma, há a necessidade incontestável de uma formação médica que privilegie, além de uma medicina técnica de qualidade, uma abordagem de temas relacionados à liderança e à gestão.

Há cerca de 200 anos, tendo em vista o mundo ocidental, os tratamentos médicos eram fornecidos, na maioria das vezes, por profissionais que levavam atendimento aos pacientes em seus próprios lares. No entanto, o século XX mudou a dinâmica populacional das cidades, trazendo abrupto crescimento da quantidade de pessoas vivendo nelas e seu adensamento. Da mesma maneira, os hospitais passaram a concentrar grande número de profissionais da saúde, progredindo na dificuldade de administrar e gerenciar esse contingente. Tudo isso fez com que se enxergasse a conveniência da criação de mecanismos para aumentar a eficiência e manter alto o padrão de satisfação no atendimento aos pacientes. Tornou-se pertinente, portanto, o incremento de questões de liderança e gestão na formação médica.

Essa pertinência se comprova quando um levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União e publicado no Globo, mostra que o caos no SUS, única porta de entrada na saúde para grande parte dos brasileiros, aponta que muito da ineficiência da estrutura é proveniente do mal generalizado de gestão inepta. Da mesma maneira, o sistema privado de saúde também sofre dessa falha. A maior parte do turn-over dos hospitais, segundo o SaúdeBusiness, é causada por má gestão e líderes que não conseguem motivar as equipes.

Fica claro, dessa maneira, a importância da formação de lideranças na medicina para que haja eficiência e qualidade nos serviços prestados. Essa liderança, considerando a dinâmica atual de mercado, segundo o editor do SaúdeBusiness Osvaldo Rodrigues, leva em conta 5 características primordiais: respeito, participação, delegação de poder, envolvimento e trabalho em equipe.

Grandes transformações estão acontecendo na área da saúde com fusões, aquisições e joint venture, o que está mudando o mundo corporativo na medicina de forma veloz e multidisciplinar, envolvendo todas as áreas de formação da equipe de trabalho. Portanto, o líder não é mais aquele que tem o conhecimento, mas o que sabe compartilhar. Assim, “a saúde necessita formar líderes capazes de transformar as relações interpessoais e que tragam soluções ainda não experimentadas” para conseguir aperfeiçoar o atendimento nessa estrutura centralizada de funcionamento, atendendo (ou superando) as expectativas dos pacientes.

 

Referências:

 

https://saudebusiness.com/noticias/a-saude-precisa-de-lideranca/

 

https://oglobo.globo.com/opiniao/saude-publica-do-pais-sofre-de-ma-gestao-12010246

 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2687916/

Residência Médica na Alemanha

Residência Médica na Alemanha

Na Alemanha não há prova para entrar no programa de residência médica específico. A vaga como residente é dada através de análise de currículo.

No entanto, é necessário ter nível B2-C1 de alemão comprovado.

Além disso, praticamente todos os estados alemães exigem a Fachsprachprüfung, uma prova que testa se o candidato sabe se comunicar em alemão com colegas alemães com termos técnicos, em situações como passagem de plantão, resumo de alta…

Também existe a Prova da Approbation, que geralmente engloba cirurgia, clinica e mais duas outras disciplinas como, por exemplo, Radiologia e Oftalmo.

 

Fonte: Médica brasileira na Alemanha

Residência Médica na França

Residência Médica na França

Para se fazer uma especialização médica na França, há dois caminhos: fazer todo o curso de medicina lá ou, no caso de brasileiros formados no Brasil (ou graduados em medicina em qualquer outro país não-membro da União Europeia), passar por um processo que inicia com a revalidação do diploma.

Ele começa com o Procedimento de Autorização de Exercício (PAE), destinado a médicos diplomados fora da França. Esse processo de regularização teve início em 1995, com a lei Weil. A partir daí, os médicos estrangeiros que estavam no serviço público, passaram a ter os mesmos direitos dos colegas franceses e europeus em exercício. O PAE consiste em provas teóricas e práticas em medicina geral, além de avaliações do domínio da língua francesa.

Após a aprovação na revalidação via PAE, o médico deve fazer o Exame Nacional Classificatório e concorrer com os outros estudantes franceses e da União Europeia a vagas de residência.

 

Fonte: Editora Sanar

Residência nos Estados Unidos: Passos Para Revalidação do Diploma e Acesso

Residência nos Estados Unidos: Passos Para Revalidação do Diploma e Acesso

Um dos destinos mais cobiçados por médicos brasileiros para fazer a residência e/ou praticar a medicina são os Estados Unidos. Por isso é também um dos que tem o processo de revalidação mais complicado. A seguir traremos os passos simplificados para esclarecer dúvidas frequentes e auxiliar interessados a buscar o caminho certeiro para alcançar o sucesso na aplicação.

 

Etapas:

 

A primeira parte é a burocrática junto ao ECFMG (Educational Comission for Foreign Medical Graduates) e consiste em provar que a identidade do candidato é real e que estudou onde estudou. Uma vez vencido esse passo, o candidato está apto para agendar as provas.

 

Logo depois, é necessário fazer três provas, os USMLE Steps. Os graduandos de medicina dos EUA fazem essas provas ao longo da faculdade como processo obrigatório para aplicar na residência médica. O que fazemos é igual ao que eles fazem.

 

As provas são: Step 1 (conhecimentos equivalentes ao ciclo básico); Step 2 Clinial Knowledge (prova similar às nossas de residência);  Step 2 Clinical Skills (prova prática clínica). Após o candidato ser aprovado em todas, está pronto para aplicar para a especialização desejada.

 

Período de prestar as provas:

 

Alguns contextos devem ser levados em consideração. A maioria dos casos de aplicação para as provas caem em dois cenários: Terminar a faculdade e já ingressar logo em seguida em uma residência médica nos EUA, ou terminar a residência no Brasil e aplicar para um Fellowship de 1 a 2 anos lá fora.

 

Se o objetivo for o de ir direto para a residência fora, é melhor seguir os moldes de quem está fazendo a graduação lá. Geralmente prestam o Step 1 no segundo ano de Med School, mais ou menos equivalente ao nosso terceiro ou quarto ano da faculdade. Esse período é o ideal porque a prova consiste em conhecimentos equivalentes ao nosso ciclo básico. Ou seja, escolhendo fazer a prova antes do terceiro ano, o conteúdo todo pode não ter sido visto ainda. Por outro lado, se deixada para fazer muito depois do nosso terceiro ano, teria interferência com o internato,  além do conhecimento de bioquímica&CIA ficar cada vez mais distante.

Se essa for a opção escolhida, deve-se tirar uma nota alta, especialmente no Step 1, para competir entre as melhores universidades.

 

Se o objetivo for fazer um Fellowship, a prova pode ser prestada assim que essa escolha for feita. O processo é longo e difícil e o trabalho duro não deve ser postergado. Por outro lado, nessa modalidade as notas não são tão essenciais. Boas cartas de recomendação e currículo contam mais. Vale lembrar que se o objetivo for morar nos Estados Unidos definitivamente, essa não é a melhor opção. O livre exercício da medicina lá só ocorre com a revalidação do diploma e residência médica dentro do país. É possível morar lá sem fazer a residência, mas é necessário já ter um vinculo com algum hospital, consciente de que este hospital será seu único local de atuação e que assim que esse vinculo chegar a um fim você será convidado a retornar ao Brasil.

 

Burocracias:

 

O Candidato deverá inicialmente se cadastrar no ECFMG. Dentro dele, os passos são tomados pelos serviços online, cujo sistema é chamado OASIS. Através dele, você preenche uma Application para cada Step e tem que pagar uma taxa –generosa – para um, além de receber uma grande lista de documentos necessários para efetivar sua candidatura. Para que as provas possam ser marcadas, toda a documentação tem que estar correta e ser verificada pelo órgão, algo que demora cerca de um mês a partir do momento que eles recebem lá.

Uma vez todos os documentos aceitos e taxas pagas, as provas podem ser agendadas. Você escolhe um 3-month period para as duas provas testes já no momento da Application inicial e depois escolhe o dia exato da prova pelo site do órgão que terceiriza a prova aqui no Brasil, o Prometric. As duas provas testes podem ser feitas no Brasil mediante taxa de $150,00. A prática tem que ser feita em uma das cinco cidades elegíveis dos EUA: Los Angeles, Houston, Atlanta, Chicago e Filadelfia. As vagas são bem limitadas, então o agendamento deve ser feito assim que possível (ele pode ser remarcado sem custo adicional se feito com mais de 15 dias de antecedência).

 

 

 

STEP 1:

 

É a prova mais difícil. Não só pelo conteúdo, que é mais abrangente do que o que é dado no currículo brasileiro, mas pela necessidade de notas altas. Quanto mais fresco o conteúdo da faculdade estiver, melhor o momento para fazer. Mas o estudo deve ser intenso e focado para os moldes da prova deles.

A prova consiste de 7 blocos de 1 hora, com 46 testes cada. O candidato tem 1 hora de intervalo que pode dispor como quiser ao longo das 8 horas totais. É um grande teste de resistência, de concentração e resiliência.  Importante fazer bem descansado, com boa hidratação e comida leve ao longo do dia.

Existem cursinhos americanos para auxiliar os estudos. Os mais famosos são o Kaplan e o First Aid.

Existem também alguns simuladores de provas, como o USMLE World.

É possível agendar um simulado oficial, no mesmo lugar onde será feita a prova, pagando uma taxa.

Para a realização da prova, é necessário RG, papel de identificação do ECFMG, comidas leves. Não precisa de caneta.

 

Step 2 CK

 

Para quem se preparou para prestar uma prova de residência no Brasil, essa parte é mais simples. É semelhante em conteúdo e não cobra muitas notas de rodapé.

A prova consiste em 8 blocos de 1 hora, com 44 testes cada um. Novamente você tem 1 hora de intervalo para dispor como quiser ao longo das 9 horas totais.

Pode-se estudar fazendo as questões do USMLE World e também utilizar o Kaplan e First Aid como material didático.

Levar para a prova os mesmos materiais do Step 1.

 

Step 2 CS:

 

É a prova prática. Não há um resultado quantitativo, apenas Fail ou Pass. Por essa razão, sua aprovação só tem a finalidade de habilitar o médico e não a de classificar.

Deve-se levar para essa prova jaleco e estetoscópio. Não é necessário caneta, comida, prancheta e instrumentos de propedêutica. Tudo é disponibilizado lá.

 

Quando todas as provas forem finalizadas, o ECFMG emite um certificado e envia para o Brasil. Porém, basta o seu número de inscrição para a maioria dos processos internos, pois os dados ficam disponíveis online.

 

Uma vez aprovado nos Steps e com um vinculo com um hospital já estabelecido, ainda será necessário uma permissão do estado (equivalente ao nosso CRM) e do visto americano (de estudante ou trabalhador temporário). O processo para ambos só pode ser iniciado após a aprovação nos Steps e também exigem uma documentação específica e taxas. Os hospitais geralmente ajudam nessas etapas e até cobrem algumas taxas.

 

É necessário, ainda, um Official Transcript do ECFMG para os hospitais que estão sendo contemplados. Há um formulário para solicitação, que custa $60,00 e dá direito ao envio de 10 cópias para endereços da escolha do candidato.

 

Concluindo, as provas são difíceis e trabalhosas, mas a formação no Brasil é geralmente muito boa e equivalente à dos EUA, o que torna bem possível, com certo esforço, alcançar a validação.

 

Fonte: Academia Médica

Atividades extracurriculares

Atividades extracurriculares

Pergunta: Andre Gehler (Universidade Federal de Pelotas)

Olá, estou no segundo ano de medicina da minha universidade e gostaria de saber que atividades seriam sugeridas, extracurriculares, que eu poderia fazer e seria benefício para mim no momento. Obrigado

Resposta :

Durante a faculdade, considerando que a grade curricular já beneficia as diferentes áreas da medicina, o aluno não deve desviar muito sua atenção do currículo e deve investir em fazer bem as cadeiras da faculdade.

Estágios extracurriculares logo no inicio da faculdade, de um modo geral são feitos em serviços sem muita orientação e os acadêmicos ficam “largados”, com chance de realizarem procedimentos errados e prejudicarem não apenas os pacientes, mas também sua própria consciência.

As monitorias das faculdades são interessantes e valem pontos nas análises curriculares posteriores, assim como algumas cadeiras eletivas que a maioria das faculdades de medicina oferece.

Por volta ou após o quinto ano médico, se a faculdade não proporcionar isso, é fundamental que o acadêmico passe pelo menos 6 meses num serviço de emergência, tipo pronto atendimento e 6 meses numa UTI.

Esses 2 estágios são fundamentais na formação de qualquer profissional médico, independente da especialidade que vá seguir.

Sucesso

Mário Novais