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Edição de genes: a realidade que intriga a OMS

Edição de genes: a realidade que intriga a OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira, 4, que pretende convocar especialistas do mundo inteiro para discutir novas normas para a edição de genes em humanos. O anúncio acontece uma semana depois que o pesquisador chinês He Jiankui afirmou ter utilizado a técnica para modificar o DNA de bebês com a intenção de reduzir o risco de infecção por HIV – vírus causador da AIDS. Desde o anúncio, a comunidade científica tem se posicionado contra o procedimento, destacando os riscos envolvidos no uso da edição genética – que é proibida em diversos países.

Segundo He, as alterações genéticas foram feitas por intermédio da CRISPR-Cas9, tecnologia capaz de reparar as falhas em embriões criados por meio de fertilização in vitro; a técnica torna possível alterar o DNA para inserir um gene necessário ou desativar aqueles que causam problemas.

Apesar de parecer a solução para doenças genéticas, especialistas alertam para o risco de que a edição de genes traga consequências graves. “A edição ainda é experimental e está associada com mutações em genes não modificados, podendo causar problemas genéticos no início ou mais tarde na vida, incluindo o desenvolvimento de câncer”, explicou Julian Savulescu, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, ao The Guardian.

Apesar de reconhecer a importância das técnicas de edição do genoma humano para entender as causas das doenças e beneficiar a saúde humana, a OMS advertiu que ainda há muitas questões que precisam ser abordadas cuidadosamente. “O uso dessas tecnologias deve ser regulado por meio de padrões de supervisão ética e de direitos humanos. Estamos falando de seres humanos, a edição genética não deveria comprometer o futuro do indivíduo”, comentou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, durante coletiva de imprensa.

Fonte:

Veja

10 coisas que você precisa saber sobre Diabetes Tipo 2

10 coisas que você precisa saber sobre Diabetes Tipo 2

O diabetes tipo 2 caracteriza-se pela produção insuficiente de insulina, pelo pâncreas, ou pela incapacidade do organismo de utilizar a insulina produzida de forma eficiente. É mais comum em pessoas com mais de 40 anos, acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação. Porém, vem crescendo o número de diagnósticos do tipo 2 em indivíduos mais jovens.

Confira 10 coisas que você precisa saber sobre o diabetes tipo 2:

  1. O número de casos de diabetes tipo 2 (DM2) vem aumentando nas últimas décadas, em decorrência do aumento do sedentarismo e piora dos hábitos alimentares que caracterizam a vida urbana moderna, levando a consequentes excesso de peso e obesidade.
  2. O DM2 manifesta-se apenas em pessoas geneticamente susceptíveis, de modo que ter familiares com diabetes já é um fator de risco para desenvolver a doença.
  3. O diagnóstico de diabetes é feito utilizando valores de glicemia de jejum (maior ou igual a 126 mg/dl em duas ocasiões) ou após a ingestão de uma quantidade específica de glicose (colhendo-se a glicemia 2 horas depois com valor maior ou igual a 200 mg/dl).
  4. Em glicemia aleatória colhida em qualquer momento um valor maior ou igual a 200 mg/dl, na presença dos sintomas clássicos também confere o diagnóstico de diabetes.
  5. O desenvolvimento do DM2 ocorre ao longo de anos e pessoas com valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dl e/ou entre 140 e 199 mg/dl são diagnosticadas como portadoras de pré-diabetes. Estes valores já não são mais normais, porém não são tão elevados para classificar o indivíduo como diabético.
  6. Quem tem pré-diabetes não apresenta os sintomas clássicos de diabetes: aumento da sede, do volume urinário e perda não explicada de peso. No entanto, já possui maiores chances de apresentar problemas graves de saúde como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.
  7. As mudanças de estilo de vida são o primeiro passo para redução do peso corporal e controle dos valores da glicemia. Reduzir as atividades sedentárias e aumentar a atividade física programada (tais como caminhada, corrida, natação) ou espontânea (por exemplo, subir escadas, não utilizar o carro para percorrer pequenas distâncias) é fundamental.
  8. A mudança na alimentação não deve ser realizada utilizando como base dietas da moda. É necessário reduzir a ingestão calórica, o consumo de carnes gordas e embutidos, aumentar o consumo de fibras, com o aumento de grãos integrais, leguminosas hortaliças e frutas e limitar a ingestão de bebidas e comidas açucaradas.
  9. Embora haja evidência de uma relação entre bactérias intestinais e obesidade com suas alterações metabólicas, até o momento não há nada conclusivo para se recomendar mudanças alimentares baseadas nestes achados.
  10. O DM2 é caracterizado por uma combinação de resistência à ação da insulina e deficiência na produção deste hormônio, além de alterações na resposta incretínica intestinal. o DM2 é o tipo mais comum de diabetes, correspondendo a 95% dos casos no mundo.

Fonte:

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

O papel da família na prevenção e no controle do diabetes

O papel da família na prevenção e no controle do diabetes

Em todo o globo, mais de 425 milhões de pessoas têm diabetes – no Brasil, esse número é de 13 milhões. Os dados são da International Diabetes Federation (IDF), responsável pela campanha mundial que, para este ano, chama atenção ao papel do núcleo familiar para prevenção e controle da doença. Por meio do Novembro Diabetes Azul, a iniciativa mobiliza pessoas envolvidas no cuidado ao paciente que, em todo o mundo, atuam para difundir informação de qualidade e promover educação acerca da patologia.
Nacionalmente, o Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, contará com atividades de Norte a Sul, que podem ser conferidas no site oficial da campanha. No país, a ação é promovida pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), instituição responsável pela reinserção do Novembro Diabetes Azul no Calendário de Eventos do Ministério da Saúde. “Foi um avanço importante da Advocacy da Sociedade com a ADJ Brasil e a FENAD, além de mais um grande passo para a integração com o staff técnico-político do Ministério da Saúde”, comenta Hermelinda Pedrosa, médica endocrinologista e presidente da SBD.

Apoio familiar impacta diretamente o manejo do diabetes

De acordo com a especialista, o tema da campanha chama atenção para influências comportamentais e clínicas da família, que representa o grupo primário de relacionamentos e é capaz de impactar a saúde de seus integrantes. “O diabetes é uma doença crônica e exige mudanças efetivas nos hábitos cotidianos do paciente e da família, inclusive na relação com alimentos e exercícios físicos. É um processo educacional contínuo”, afirma.
Tal questão é ainda mais presente quando o diabetes acomete crianças e adolescentes. Isso porque as atitudes familiares repercutem na aceitação ou não dos mecanismos de enfrentamento da doença. Assim, Pedrosa destaca que todo o núcleo familiar deve estar envolvido, já que no diabetes tipo 1 é dos pais a responsabilidade dos cuidados.
“O manejo da doença é complexo e demanda integração com todas as atividades diárias. O ambiente no qual a pessoa está inserida tem papel fundamental na forma como ela lida com o diabetes, e isso impacta o sucesso ou a falha do tratamento”, avalia a presidente da SBD.

Cuidado específico para cada tipo de diabetes

O diagnóstico do diabetes tipo 1 acontece geralmente na infância e adolescência, o que aumenta a responsabilidade familiar. Aqui, englobam-se alimentação saudável, controle da glicemia, condução da insulinoterapia, identificação e ação perante episódios de hipoglicemia. “A atenção especial da família ao processo de transição, conforme a criança cresce e chega à adolescência, é fundamental para que a conscientização e o autocuidado se ampliem naturalmente”, reforça Pedrosa.
Já o diabetes tipo 2 surge, em geral, na fase adulta e está ligado à resistência à ação e diminuição da produção de insulina no pâncreas, ação deficiente de hormônios intestinais, dentre outros. A obesidade, dislipidemia (elevação do colesterol e triglicerídeos), hipertensão arterial, histórico familiar da doença ou de diabetes gestacional, e o processo de envelhecimento são os principais fatores de risco. O tratamento demanda mudanças no estilo de vida – ao receber o diagnóstico do diabetes, as adaptações da rotina devem ser intensificadas, sobretudo na eliminação de alimentos inadequados e do sedentarismo.  Principalmente nesse caso, a família também pode ter impacto tanto positivo quando negativo na qualidade de vida.
“O envolvimento proativo da família aumenta o comprometimento de quem recebeu o diagnóstico, seja criança, adolescente, adulto ou uma pessoa idosa, e motiva um seguimento com mais chance de êxito resultando em melhor controle, mais qualidade de vida e menor frequência de complicações. Além disso, favorece o engajamento a associações de pessoas com diabetes, para buscar melhorias para o tratamento nas esferas governamentais e, claro, em campanhas de alerta para prevenção”, afirma a presidente da SBD.

Fonte:

Snif Doctor

Células tronco no tratamento contra o câncer de medula óssea

Células tronco no tratamento contra o câncer de medula óssea

O sangue contido no cordão umbilical tem a função de levar oxigênio e nutrientes essenciais da mãe para o bebê durante todo o período gestacional. Há alguns anos, esse sangue era totalmente descartado após o parto. Hoje, no entanto, inúmeras pesquisas buscam identificar como as células-tronco, presentes no sangue do cordão umbilical, podem ajudar a salvar vidas.

Segundo o hematologista Dr. Nelson Tatsui, as células-tronco do sangue de cordão umbilical são utilizadas há muitos anos para substituir o transplante com células provenientes da medula óssea no tratamento de leucemia, linfoma e algumas enfermidades imunológicas. “Essas células são usadas para recuperar o sistema imunológico e hematopoiético (que produz as células sanguíneas) de pacientes submetidos à quimioterapia e/ou à radioterapia. Nessas situações, a infusão é vital, uma vez que esses tratamentos destroem o tecido que produz sangue (células-tronco) do paciente”, explica.

Para esclarecer as dúvidas que permeiam o assunto, o hematologista responde algumas dúvidas.

1.       A TERAPIA CELULAR COM CÉLULAS-TRONCO PRESENTES NO SANGUE DE CORDÃO UMBILICAL, APRESENTA METODOLOGIA E RESULTADOS SEMELHANTES AOS DO TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA?

Apesar dos resultados serem equivalentes, o processo para obter, armazenar e disponibilizar as células-tronco do sangue do cordão umbilical é mais simplificado do que o processo que envolve a doação de medula. Ao coletar a medula óssea de um doador, realizam-se várias punções em um osso chamado de esterno e/ou em outro chamado ilíaco. Este procedimento é realizado no centro cirúrgico, sob anestesia. Porém, tem-se um processo mais complexo do que a obtenção do sangue de cordão, que não envolve nenhum método invasivo. Uma vez realizado o transplante, as células se multiplicam no organismo e substituem as células doentes em poucas semanas.

2.       NOS CASOS DE FAMÍLIA COM HISTÓRICO DE CÂNCER, É RECOMENDÁVEL O CONGELAMENTO?

Certamente. É importante destacar que as células-tronco, além de serem compatíveis com o próprio bebê, possuem uma chance aumentada de compatibilidade entre irmãos. Com as células criopreservadas, há maior rapidez no tratamento e diminuição dos riscos de rejeição e efeitos colaterais após o transplante.

3.       O SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL, RICO EM CÉLULAS-TRONCO, DEVE SER COLETADO LOGO APÓS O NASCIMENTO DA CRIANÇA?

Sim. Após a separação do bebê da mãe, a coleta ocorre de forma rápida. A drenagem do sangue é feita por meio de uma punção na veia umbilical do cordão e seu acondicionamento é realizado em uma bolsa contendo anticoagulante. Todo o processo de coleta deve ser concretizado com cuidados de esterilidade. O tempo de transporte entre a coleta e o processamento deve ser no máximo de 48 horas.

4.       QUAIS AS FORMAS DE APLICAÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO?

A terapia celular possibilita duas possíveis formas de aplicação de células-tronco. Uma delas é o transplante autólogo, no qual as células (do próprio paciente), previamente armazenadas, são utilizadas. Já no transplante alogênico, as células são provenientes de outro indivíduo.

5.       É POSSÍVEL COLETAR CÉLULAS-TRONCO DE PREMATUROS OU EM PARTOS DE EMERGÊNCIA?

Sim, é possível. O procedimento poderá ser realizado a partir de 32 semanas de gestação, conforme descrito na legislação que rege o funcionamento dos bancos de cordão umbilical e placentário. No caso dos partos de emergência, em todas as cidades que possuem enfermeiros treinados. O médico que fará o parto também poderá coletar as células-tronco. Por ser um procedimento simples, também pode ser facilmente executado por um médico assistente. De forma geral, a coleta é sempre realizada com autorização da mãe ou dos pais.

6.       UMA VEZ DOADO, O SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL PODERÁ SER UTILIZADO PELA FAMÍLIA A QUALQUER TEMPO?

No caso de doação, o sangue ficará armazenado em uma unidade do banco público da rede BrasilCord à espera de um paciente compatível portador de uma doença hematológica grave. Nesse caso, a família não poderá reivindicar o sangue de cordão, uma vez que foi doado. No sistema privado, a família paga pelo serviço de coleta e armazenamento do cordão, ficando assim, disponível para o próprio bebê e para potencial uso na própria família.

Fonte:

Snif Doctor

Relógio capaz de fazer ECG só está aprovado nos Estados Unidos

Relógio capaz de fazer ECG só está aprovado nos Estados Unidos

O modelo mais novo do Apple Watch, lançado em setembro, possui um monitor de frequência cardíaca com
sensores, segundo a empresa, capazes de fazer um eletrocardiograma
(ECG) do usuário e avisar caso ele tenha fibrilação atrial. Apesar de polêmicos, os novos recursos foram aprovados pela American Heart Association (AHA) e liberados pela Food and Drug Administration (FDA) – uma espécie de Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) dos Estados Unidos – como um novo tipo de dispositivo médico.

O presidente a AHA, Ivor Benjamin, participou do evento anual da Apple e afirmou que “capturar dados significativos sobre o coração de alguém em tempo real está mudando a forma como praticamos a Medicina”. Já a FDA fez um comunicado logo após o lançamento afirmando que “trabalhou junto da empresa, à medida que eles desenvolveram e testaram esses produtos de software, que podem ajudar milhões de usuários a identificar preocupações com a saúde mais rapidamente”. A agência encaminhou documento à Apple citando como um fator de risco o potencial do equipamento sinalizar um problema por engano, levando ao tratamento desnecessário.

No Brasil, a Associação Brasileira de Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial/Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial (ABEC/DECA), que é um departamento da SBCCV, emitiu nota oficial ressaltando o uso de novas tecnologias associado à educação da população: “A entidade acredita que o relógio pode ser bom para pacientes que têm ritmos cardíacos irregulares e que podem não perceber, ou para aqueles que possuem fibrilação atrial e que nem sempre apresentam sintomas perceptíveis, condição para a qual o relógio faria a triagem.

Em uma situação ideal, alguém que não sabe que tem um problema pode receber um aviso do relógio e encaminhar esses dados ao médico. Porém também existe a preocupação de que o uso generalizado de ECGs, sem iniciativa educacional igualmente ampla, possa sobrecarregar um sistema de saúde que já atua acima do limite”, diz trecho
da nota.

A Apple afirmou que a funcionalidade estará disponível em outros países assim que a aprovação necessária for concedida pelas autoridades locais.

Fonte:

Jornal Sociedade Brasileira de Cardiologia Nº196-11/2018

A Polêmica das Vacinas

A Polêmica das Vacinas

Em 1904 a cidade do Rio de Janeiro sofria com sérios problemas de saúde pública. O então presidente Rodrigues Alves nomeou Diretor Geral de Saúde Pública Oswaldo Cruz, que ficou responsável por promover um saneamento na cidade, em que a principal iniciativa foi tornar compulsória a administração de vacinas especificas. Estava implantado o estopim para a Revolta da Vacina, movimento que ficou conhecido pela grande resistência da população em aderir ao plano de imunização devido, principalmente, à falta de informação. Atualmente, temos, ao redor do mundo, uma nova tendência antivacinista que tem preocupado os imunologistas.  Cabe aos profissionais da saúde discutir e esclarecer os motivos que levam os pais a não vacinarem as crianças, refletirem sobre os efeitos das imunizações e a importância de mantê-las em dia.

Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, um dos motivos que explicam o menor índice em 16 anos de cobertura de vacinação em crianças menores de um ano é o fato de que as vacinas estão culturalmente vinculadas à percepção do risco da doença. Quando se trata de doenças erradicadas, a população tem mais dificuldade de enxergar seus perigos. Além disso, alguns grupos antivacinistas acusam órgãos mundiais de introduzir no corpo toxinas capazes de provocar doenças autoimunes e danos cerebrais, sendo o medo de eventos adversos o principal embasamento para o surgimento desses movimentos.

No entanto, segundo Guido Levi, também da Sociedade Brasileira de Infectologia, em entrevista para a revista Galileu, a maioria desses temores são absolutamente infundados cientificamente. Para ele, os efeitos da imunização consistem não apenas na proteção individual, mas é um dever social. “Se toda a população estiver vacinada, a doença pode ser extinta. Agora, se tiver 5% da população sem a vacina, a quantidade de pessoas infectadas vai crescendo, afetando gente que nunca recusou a vacina, mas acaba infectada por ainda não ter se vacinado”.

Dessa forma, entramos no âmbito da importância de manter a vacinação em dia. Quando temos uma população imunizada, há redução nos números de doenças infecciosas em toda a comunidade, uma vez que a transmissão é diminuída. Os impactos disso podem ser sentidos na diminuição do número de hospitalizações, redução de gastos com medicamentos, redução da mortandade e erradicação de doenças.

Fica claro, assim, que os programas de imunização são positivos e devem ser mantidos e incentivados. O que se faz necessário de forma imediata é tornar acessível à população a informação sobre a importância de se submeter à vacinação. Por falta dela, estamos na iminência do ressurgimento de doenças quase erradicadas, além da possibilidade de uma Revolta da Vacina contemporânea em escala global em forma de resistência às imunizações, o que carregará os impactos contrários ao ato de manter a imunização em dia.

Referências:

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/05/como-recusa-em-vacinar-os-filhos-pode-afetar-toda-sociedade.html

https://g1.globo.com/bemestar/noticia/imunizacao-de-criancas-em-queda-por-que-os-pais-deixam-de-vacinar-os-filhos-veja-perguntas-e-respostas.ghtml

 

Humildade no Ato Médico

Humildade no Ato Médico

 

O dicionário da língua portuguesa define humildade como sendo a “qualidade de quem age com simplicidade, característica de pessoas que sabem assumir as suas responsabilidades, sem arrogância, prepotência ou soberba”. Dessa forma, a humildade é um sentimento extremamente relevante para o médico, que o faz reconhecer suas próprias limitações, com modéstia e ausência de orgulho. Mas a questão é: qual motivo faz com que essa característica seja extremamente importante para se ter uma carreira médica bem sucedida? Podemos elencar, na verdade, três vertentes principais que podem ser abordadas quando se fala de tal traço: impactos para os pacientes, para a equipe de trabalho e para a carreira.

O mais importante aforismo de Hipócrates postula “primeiro, não causar dano”. Para isso, o médico deve ter em mente que possui restrições na atuação, humildade ao lidar com os pacientes. Sua prepotência pode causar inúmeros danos à saúde daqueles que se submeteram a seus cuidados. O bom médico deve estar sempre disposto a mudar de acordo com o que for melhor para o paciente, seja quando se trata de técnicas cirúrgicas, seja para delineamento de condutas terapêuticas e atualização do conhecimento cientifico que, principalmente na área da saúde, tende a acontecer de maneira cada vez mais veloz. Além disso, o sentimento em questão traz o médico a uma realidade de horizontalidade, onde o paciente está exatamente em seu nível, não inferiorizado pela situação de vulnerabilidade por suas debilidades físicas enquanto o médico, em posição superior, detém o conhecimento para lidar com a doença. Essa situação tende a produzir um atendimento mais humano, atento, enxergando o paciente sob várias perspectivas que não somente a de um “organismo doente que necessita de reparo”.

A humildade também é extremamente necessária quando se trata da convivência do médico com os outros profissionais. Segundo o filósofo chinês Confúcio, “a humildade é a única base sólida para todas as virtudes”. Quando se trata de relacionamento médico com sua equipe, virtudes estão fortemente relacionadas à boa convivência e, portanto, com produtividade e eficiência, o que se prova verdade num mundo progressivamente mais conectado em que a multidisciplinaridade é grandemente difundida e praticada. Nesse sentido, nenhum médico é detentor da verdade absoluta e do conhecimento pleno, sendo profícuos a discussão de casos com os colegas, a troca de opiniões e o pedido de ajuda quando o benefício do paciente o requer. Colocar a vaidade profissional acima da atenção ao paciente causa deformação no bom agir médico. É preciso estar disposto a retificar a opinião, uma atitude que não supõe nenhum demérito, mas sim a procura humilde, com consciência de missão, do bem estar do paciente.

Quando se busca uma carreira bem sucedida, a humildade vem, novamente, ocupando lugar de grande importância para a construção de um profissional de excelência. Pelas palavras de Mario Sergio Cortella, “a humildade é a habilidade de reconhecer que ainda há o que aprender, que não se atingiu o ponto máximo de crescimento”. Nesse caso, o médico que deseja fazer crescer e prosperar a carreira não pode portar a impressão de que já obteve todo o conhecimento e que já realizou todas as ações possíveis para alcançar seus objetivos, mas ter a sensibilidade de perceber que há sempre algo inédito para buscar, inovações que o diferenciarão de outros profissionais e o tornarão acima das expectativas do mercado.

De Hipócrates e Confúcio a Mario Sergio Cortella, a visão de que a humildade é extremamente eficaz na construção de um profissional/cidadão brilhante é convergente. Assim, o médico, que desfruta de grande status social pelo simples fato de ser médico, deve cuidar para que a arrogância, a prepotência e a soberba não ofusquem sua missão ao cuidar dos pacientes, ao lidar com os parceiros de equipe e ao planejar e construir sua carreira.

Referências:

https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/viriato-moura/exercicio-da-medicina-humildade-e-preciso

https://www.prospectivedoctor.com/humility-role-medicine/

https://www.dicio.com.br/humildade/

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0738081X12002659

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2917943/

Vale a Pena Ser Médico em Portugal?

Vale a Pena Ser Médico em Portugal?

A medicina é uma profissão extremamente valorizada na maior parte dos países. Há, atualmente, uma tendência de brasileiros buscando construir uma carreira médica em Portugal. Pensando nisso, a dúvida que paira no ar é: vale a pena trocar a prática médica do Brasil pela de Portugal?

Depende. Alguns aspectos devem ser avaliados para definir essa troca como vantajosa ou não. Por exemplo, se o profissional busca reconhecimento e valorização financeira, a mudança de país provavelmente não será positiva. No Brasil os médicos recebem, de modo geral, mais que em Portugal. No entanto, se a busca é por uma relativa (deve-se levar em consideração também a estrutura que o médico tem para trabalhar) melhor qualidade de vida, estar submetido a um Estado que fornece melhor retorno dos impostos pagos pela população através de políticas eficientes de distribuição de renda, educação e saúde públicas, a mudança pode ser profícua.

Mas nem só de critérios pessoais se baseia a decisão. Entender como é a dinâmica da medicina do lugar e suas características é relevante também. Dessa forma, o país conta com cerca de 49 mil médicos para uma população de pouco mais de 10 milhões de habitantes. Destes profissionais, aproximadamente 30 mil trabalham no serviço público de saúde. No entanto, o número não é suficiente, faltam médicos de família para atender em centros de saúde, assim como algumas especialidades dependendo da cidade.

Sobre isso, dados do Diário da República de Portugal apontam que as especialidades médicas em que faltam profissionais são:

-Psiquiatria

-Urologia

-Pediatria

-Ortopedia

-Cardiologia

-Cirurgia Geral

-Medicina Interna

-Ginecologia Obstetrícia

Quanto à prática médica, para exercer a profissão em Portugal, é necessário validar o diploma do curso superior e fazer provas que podem variar de acordo com o histórico e ementa curricular do candidato. No que diz respeito à residência, o ideal é ir ao país ibérico com uma experiência superior a 3 anos e com residência médica concluída – no país o tempo de residência é de 5 a 7 anos.

O primeiro passo para a validação é escolher uma universidade portuguesa. As universidades de Lisboa, do Porto e Coimbra são as mais conceituadas nesse quesito. Os documentos devem ser apostilados, seguindo o protocolo da Apostila de Haia, nos cartórios autorizados (link para processo completo para validação do diploma em Portugal https://www.eurodicas.com.br/validar-diploma-em-portugal/ ). Após a entrega dos documentos na universidade (pessoalmente ou por procuração), é necessário a equivalência. Para isso, é requisitado apresentação oral, dissertação em monografia ou relatório curricular. A nota mínima necessária na banca é 10 (de 20).

Após a equivalência do diploma na universidade, é necessário pagar a taxa da Ordem dos Médicos de Portugal, cerca de 220 euros. Quem possui mais de 3 anos de atividade pode pedir a autonomia de trabalho como médico.

Posterior à validação, exercer a profissão já é possível a quem tem cidadania portuguesa. O imigrante brasileiro sem cidadania deve solicitar o pedido de visto de trabalho no consulado de Portugal no Brasil. O pedido leva cerca de 30 dias para ser analisado. O tempo total de validação até a aptidão ao trabalho pode levar cerca de 13 meses.

Aspecto importante também é o rendimento financeiro. O salário do médico em Portugal, em início de carreira, fica em torno de 2.700 euros por 40 horas semanais no serviço público. No setor privado, os salários podem ultrapassar os 4.ooo euros. Os valores variam de acordo com o tempo de experiência e a especialidade escolhida. Vale lembrar que o serviço público de saúde no país é melhor que a rede privada.

Por fim, tendo esses pontos em mente e analisando o próprio perfil profissional e aspirações de vida, pode-se fazer a escolha acertada quanto a sair ou não do Brasil rumo a Portugal para construir a carreira. Qualquer que seja a escolha, exercer uma medicina de qualidade, de técnica elevada , eficiente e humana é primordial para o sucesso do médico e bem estar do paciente.

Referências:

https://www.eurodicas.com.br/medico-em-portugal/

https://www.eurodicas.com.br/validar-diploma-em-portugal/

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/07/numero-de-medicos-brasileiros-em-portugal-cresce-e-deve-ser-recorde-em-2018.shtml

Empreendedorismo na Medicina

Empreendedorismo na Medicina

Segundo o SEBRAE, empreendedorismo é a capacidade que uma pessoa tem de identificar problemas e oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos na criação de algo positivo para a sociedade. Pode ser um negócio, um projeto ou mesmo um movimento que gere mudanças reais e impacto no cotidiano das pessoas. Não é diferente quando se trata de empreendedorismo na saúde. Nessa área, algumas características daqueles que se dispõem a empreender são notavelmente positivas como a capacidade de correr riscos, rapidez na tomada de decisões e foco.

Ser um empreendedor na saúde, na verdade, é muito semelhante a ser em qualquer outro tipo de negócio. No entanto, há muito mais em jogo do que somente produzir-vender-lucrar. O foco deve ser criações que promovam tratamento e atendimento de excelência a pacientes. Assim, com vidas nas mãos todos os dias, a indústria da saúde, ao mesmo tempo em que encoraja inovação, opera em um ambiente avesso a riscos. Nesse sentido, o empreendedor deve encontrar uma maneira de assumir esses riscos, mantendo em segurança aqueles que confiam as vidas em suas mãos. Um exemplo de sucesso em assumir riscos com responsabilidade é a empresa de dispositivos médicos Titan Spine. Todos os seus produtos comercializados possuem garantia de 5 anos. Isso não tira a responsabilidade da empresa em fazer produtos de qualidade devido à certeza de reposição em caso de erro. Pelo contrário, a garantia estendida dos produtos faz com que haja maior zelo em projetos e produção, gerando impacto positivo no mercado.

Além de aceitar os riscos, outra característica marcante dos empreendedores em saúde é a rápida tomada de decisões. Nesse caso, o interesse em absorver, adquirir e compreender novas tecnologias para um rápido diagnóstico de problemas é essencial, além, obviamente, de utilizar os dados dos erros para promover imediata correção das falhas.

Outro aspecto marcante é o foco. Embora não seja claramente perceptível, tudo o que um profissional faz durante sua vida é uma preparação para o empreendedorismo. Desde o vestibular, o médico está trabalhando seu lado empresário, através da iniciativa e do autodirecionamento. Dessa forma, quando o médico empreendedor decide em que se tornar expert e encontrar meios de trazer à realidade suas ideias, tem um certo preparo para trilhar com maestria o caminho certeiro que o levará ao sucesso, sabendo filtrar melhor todas as ramificações e possibilidades tentadoras (muitas vezes não tão profícuas) de negócios que não edificarão o que está em seu eixo principal.

Desse modo, a própria preparação acadêmica do médico e seu estilo de vida o deixam em posição de liderança quando o assunto é desenvolver soluções e inovar. Capacidade de correr riscos, rapidez na tomada de decisões e foco fazem parte do cotidiano desse profissional e tendem a impulsioná-lo ao sucesso, independente do caminho escolhido para trilhar na carreira. Assim, não divergente, o empreendedorismo.

 

Referências:

 

https://www.forbes.com/sites/larrymyler/2016/03/14/what-does-entrepreneurship-look-like-in-healthcare/#4fa2dd56155e

 

http://capitalcontabilidade.com/como-ser-um-medico-empreendedor-de-sucesso/

 

http://blog.sebrae-sc.com.br/o-que-e-empreendedorismo/

Radiologia

Radiologia

. Vantagens

a)Menor tempo de formação;

b)Alto rendimento financeiro a curto prazo;

c)Maior importância devido à necessidade de exames de imagem na atualidade;

d)Aumento de procedimentos de radiologia intervencionista, com alto rendimento;

e)Possibilidade de trabalho a distância;

f)Menor estresse pós-trabalho – sem pacientes ligando fora do horário comercial, sem responsabilidade de tratamento de pacientes.

. Desvantagens

a)Poucas vagas para realização de residência e especialização;

b)Alto custo para iniciar o próprio negócio;

c)Necessidade de estar empregado em algum serviço, dificultando administração dos próprios horários;

d)Setor de radiologia intervencionista ainda fechado para maioria dos radiologistas;

e)Maior parte da vida terá que dar plantão, dificultando, novamente, administração dos próprios horários;

f)Profissão mais solitária, com menor interação com outras pessoas.