Exame de sangue detecta tumores 15 anos antes de seu surgimento

Exame de sangue detecta tumores 15 anos antes de seu surgimento

A batalha contra o câncer é uma corrida entre a tartaruga – nós – e a lebre – a doença. Mas, como nos ensinou a fábula de Esopo, o vencedor nem sempre é evidente. É assim que a vê a pesquisadora Rocío Arroyo, diretora da Amadix, uma empresa de biotecnologia que inventou um exame de sangue que detecta, com 10 a 15 anos de antecedência, se uma pessoa saudável desenvolverá um tumor maligno de cólon.

Esta madrilenha de 45 anos, pesquisadora de farmacologia experimental, pendurou o avental branco para empreender na Espanha a aventura de converter o conhecimento científico em um modelo de negócio viável, para tentar materializar o sonho de todo pesquisador de melhorar o mundo com seus tubos de ensaio e pratos de cultura. Como ponto de partida, Arroyo conseguiu convencer investidores privados de Castela e Leão e assim nasceu a Amadix, em 2010, em Valladolid. Depois de muito trabalho, neste ano espera finalmente lançar no mercado o Colofast, o primeiro exame de sangue capaz de detectar um tumor de cólon antes que se desenvolva. “Esperamos comercializá-lo neste ano no mercado espanhol. Depois, vamos mirar os Estados Unidos, Europa e China. Até agora, foi testado em mais de 1.000 pessoas e em 20 hospitais europeus, e há estudos em andamento na Alemanha e na Polônia.” Fazer esse simples exame anualmente a partir dos 50 anos pode garantir uma vantagem fundamental na luta para vencer o câncer.

O Colofast é único no mundo (existem produtos semelhantes, mas não tão sensíveis: identificam o tumor quando já apareceu) e abre uma nova era na previsão da doença. Os tumores de cólon começam como pólipos que deixam rastros no sangue, proteínas e moléculas de RNA. A quantidade e a combinação desses marcadores genéticos determinam o que se tornarão. Se a nossa mão de cartas for perdedora, ou seja, o Colofast identifica pólipos pré-cancerosos, restaria uma ampla margem de ação: retirá-los com uma colonoscopia e ganhar. “O objetivo é prolongar a vida de pessoas saudáveis com este diagnóstico. É algo que nunca havia sido feito.” Arroyo e sua equipe já estão trabalhando em outros exames capazes de antecipar tumores de pulmão e de pâncreas. Eles estimam que possam ser uma realidade em cerca de dois anos.

Apesar de ser uma pequena startup com apenas um punhado de empregados, a Amadix está excepcionalmente bem posicionada para competir no diagnóstico preventivo oncológico, um mercado desejado pelos gigantes da indústria farmacêutica. “Não é fácil. O nexo que nos une é melhorar a vida das pessoas. É preciso buscar financiamento de forma permanente, pois ainda não estamos vendendo, dedicar horas a isso, ter uma equipe motivada. Estivemos perto de fechar várias vezes.”

A medicina preventiva representará uma revolução no diagnóstico. Os dados associados a uma pessoa – hábitos, alimentação, etc.– juntamente com algoritmos de inteligência artificial e a genômica do paciente construirão um prisma para descobrir as doenças que virão. Arroyo ressalta que o Instituto de Tecnologia de Massachusetts já desenvolveu um algoritmo que aprende a caçar as lesões de mama interpretadas erroneamente como malignas e que, portanto, evita cirurgias desnecessárias. “Todas as empresas estão na mesma corrida: encontrar um exame único que permita detectar qualquer tipo de tumor que se manifeste no futuro.

Fonte:

El País

O potencial da telemedicina nas doenças digestivas

O potencial da telemedicina nas doenças digestivas

As abordagens digitais de saúde começaram a transformar a maneira como os pacientes e os profissionais de saúde interagem, ajudando os pacientes a assumir um papel mais ativo na gestão de suas doenças por meio de consultas remotas e monitoramento de doenças. Há evidências para o uso de telemedicina em muitas doenças crônicas, como insuficiência cardíaca e diabetes, entre outras; De fato, quase um quarto dos cardiologistas e 15% dos endocrinologistas relataram o uso da telemedicina para interagir com os pacientes, de acordo com uma análise recente dos dados da Pesquisa de Referência de Atuação de 2016 da American Medical Association. Talvez seja surpreendente, então, que apenas 7,9% dos gastroenterologistas tenham relatado o uso de telemedicina para interagir com pacientes, ficando em penúltimo lugar entre as especialidades de medicina interna. A natureza crônica de muitas doenças digestivas deve torná-las as principais candidatas ao uso da telemedicina, então por que a demora na adesão?

Parte do problema pode ser a escassez de evidências robustas para a telemedicina em doenças digestivas. Embora os estudos mostrem que os pacientes aceitam muito e estão satisfeitos com o uso da telemedicina para ajudar a controlar sua doença gastrointestinal, há muito poucos estudos desse tipo. Uma revisão sistemática de 2018 sobre o uso de telemedicina e tecnologia de saúde móvel no manejo de doenças digestivas identificou apenas 20 estudos que focavam em resultados clínicos. Doze desses estudos focaram em doenças inflamatórias intestinais, seis na síndrome do intestino irritável e dois em câncer colorretal; Aproximadamente metade dos estudos em que a atividade da doença foi medida relatou melhorias estatisticamente significativas. Os pesquisadores também encontraram estudos individuais de telemedicina no tratamento de cirrose, disfagia e doenças diarreicas, mas estes não preenchiam todos os critérios de inclusão.

 

Talvez também a lentidão na aceitação seja a preocupação em limitar as interações diretas entre o paciente e o prestador de serviços de saúde e a possibilidade de falta ou desentendimento das informações na ausência de pistas verbais e não verbais em pessoa – preocupações não exclusivas das doenças digestivas. Mas com a ampla adoção de telefones inteligentes, as chamadas de vídeo de alta qualidade são agora uma realidade e podem ajudar a dissipar esses medos. Pacientes em alguns países, como os EUA, também podem se preocupar com o reembolso. No entanto, muitos estados dos EUA introduziram leis de paridade do pagador privado para telessaúde, que exigem que as seguradoras cubram o fornecimento de serviços de telemedicina da mesma forma que os serviços presenciais.

Essas preocupações são válidas, mas as vantagens oferecidas pela telemedicina para consultas e monitoramento remoto de doenças podem fazer pender a balança para muitos pacientes. Para as pessoas que vivem em áreas remotas ou rurais, por exemplo, receber consultas iniciais ou de acompanhamento via videoconferência provavelmente será consideravelmente mais conveniente e menos dispendioso em termos de custos de viagem reduzidos, tempo fora do trabalho. O monitoramento remoto regular também poderia facilitar o desenvolvimento de estratégias de tratamento mais personalizadas e intervenções mais precoces quando surgirem novos sintomas ou recaídas de doenças, representando potencial economia de custos, por exemplo, fazendo o melhor uso de medicamentos caros e reduzindo internações hospitalares.

Os prestadores de serviços de saúde também podem se beneficiar – a telemedicina pode ajudar a aliviar as limitações de tempo, reduzir os tempos de espera e facilitar a busca de consultas especiais ou segundas opiniões. Programas de tele-orientação como o Project ECHO, que liga especialistas em centros acadêmicos com médicos de atenção primária em comunidades locais, adotam uma abordagem de “ensino e aprendizagem”, na qual especialistas compartilham seus conhecimentos e habilidades com prestadores de serviços de saúde comunitários. Após os primeiros sucessos no combate ao ônus da hepatite C no Novo México, o Projeto ECHO agora possui centros em 34 países que oferecem serviços para uma gama diversa de condições crônicas.

No entanto, os serviços de telemedicina só podem ser um complemento às práticas existentes, em vez de um substituto. Testes e tratamentos diagnósticos invasivos obviamente necessitarão de interações face a face. Mas a telemedicina – quando usada de forma eficaz – provavelmente simplificará e melhorará a qualidade do atendimento ao paciente e reduzirá os custos com assistência médica. As tecnologias de telessaúde ainda são relativamente novas, e pesquisas adicionais sobre sua eficácia – tanto em termos clínicos quanto em termos de custo – em doenças digestivas são essenciais. Este é particularmente o caso das condições gastrointestinais superiores crônicas e distúrbios gastrointestinais e de mobilidade funcionais. Mas, em um cenário de crescente incidência de doenças crônicas, a telemedicina para doenças digestivas tem um grande potencial.

Fonte:

THE LANCET

Tratamento para Bronquiectasia

Tratamento para Bronquiectasia

A bronquiectasia é um distúrbio congênito ou adquirido dos grandes brônquios, caracterizado pela dilatação e destruição permanentes e anormais das paredes dos brônquios. Pode ser causada por inflamação recorrente ou infecção das vias aéreas e pode ser localizada ou difusa.

O tratamento das exacerbações agudas consiste em antibióticos, fisioterapia respiratória diária com drenagem postural e percussão torácica e broncodilatadores inalatórios. Dispositivos portáteis de válvula vibratória podem ser tão eficazes quanto a fisioterapia respiratória na limpeza de secreções. A antibioticoterapia deve ser guiada por baciloscopia e culturas anteriores. Se um patógeno bacteriano específico não puder ser isolado, a antibioticoterapia oral empírica por 10 a 14 dias é apropriada. Os esquemas comuns incluem amoxicilina ou amoxicilina-clavulanato (500 mg a cada 8 horas), ampicilina (250-500 mg quatro vezes ao dia), doxiciclina (100 mg duas vezes ao dia), trimetoprim-sulfametoxazol (160/800 mg a cada 12 horas) ou ciprofloxacina (500 –750 mg duas vezes por dia). É importante rastrear os pacientes quanto à infecção por micobactérias não tuberculosas, pois esses organismos podem estar por trás da falta de resposta ao tratamento. Às vezes, o tratamento preventivo ou supressivo é administrado a pacientes ambulatoriais estáveis, com bronquiectasias e expectoração abundante e purulenta. A terapia macrolídica prolongada (azitromicina 500 mg três vezes por semana durante 6 meses ou 250 mg por dia durante 12 meses) reduziu a freqüência de exacerbações em comparação ao placebo.

Ciclos alternados dos antibióticos listados acima administrados por via oral por 2 a 4 semanas também são usados ​​em pacientes que não são colonizados com Pseudomonas, embora essa prática não seja apoiada por dados de ensaios clínicos. Em pacientes com fibrose cística subjacente, os aminoglicosídeos inalados em aerossol reduzem a colonização por espécies de Pseudomonas, melhoram o VEF1 e reduzem as hospitalizações; em pacientes com bronquiectasias não fibrocísticas, o papel dos aminoglicosídeos inalados em aerossol não é claro.

As complicações da bronquiectasia incluem hemoptise, cor pulmonale, amiloidose e abscessos viscerais secundários em locais distantes (por exemplo, cérebro). A broncoscopia às vezes é necessária para avaliar a hemoptise, remover as secreções retidas e descartar a obstrução das lesões das vias aéreas. Hemoptise maciça pode exigir embolização de artérias brônquicas ou ressecção cirúrgica. A ressecção cirúrgica é reservada para os poucos pacientes com bronquiectasia localizada e função pulmonar adequada nos quais o tratamento conservador falha.

Fonte:

Current Medical Diagnosis & Treatment – 2019, Lange

Conselho Federal de Medicina regulamenta consulta, diagnóstico e cirurgia online

Conselho Federal de Medicina regulamenta consulta, diagnóstico e cirurgia online

Médicos brasileiros vão poder realizar consultas online, telecirurgias e telediagnóstico, entre outras formas de atendimento à distância, conforme a Resolução nº 2.227/18, do Conselho Federal de Medicina (CFM). O texto estabelece a telemedicina como exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde, podendo ser realizada em tempo real ou off-line.

Por meio de nota, o conselho avaliou que as possibilidades que se abrem com a mudança normativa são “substanciais”, mas precisam ser utilizadas por médicos, pacientes e gestores “com obediência plena” às recomendações. No âmbito da saúde pública, o órgão considera a inovação “revolucionária” ao permitir a construção de linhas de cuidado remoto, por meio de plataformas digitais.

“Além de levar saúde de qualidade a cidades do interior do Brasil, que nem sempre conseguem atrair médicos, a telemedicina também beneficia grandes centros, pois reduz o estrangulamento no sistema convencional causado pela grande demanda, ocasionada pela migração de pacientes em busca de tratamento”, destacou o CFM. A resolução deve ser publicada nesta semana no Diário Oficial da União.

Sigilo médico

Para assegurar o sigilo médico, o texto estabelece que todos os atendimentos deverão ser gravados e guardados, com envio de um relatório ao paciente. Outro ponto destacado é a concordância e autorização expressa do paciente ou representante legal − por meio de consentimento informado, livre e esclarecido, por escrito e assinado – sobre a transmissão ou gravação de imagens e dados.

Teleconsulta

A teleconsulta é definida pela norma como consulta médica remota, mediada por tecnologias, com médico e paciente localizados em diferentes espaços geográficos. A primeira consulta deve ser presencial, mas, no caso de comunidades geograficamente remotas, como florestas e plataformas de petróleo, pode ser virtual, desde que o paciente seja acompanhado por um profissional de saúde.

Nos atendimentos por longo tempo ou de doenças crônicas, é recomendada a realização de consulta presencial em intervalos não superiores a 120 dias. No caso de prescrição médica à distância, a resolução fixa que o documento deverá conter identificação do médico, incluindo nome, número do registro e endereço, identificação e dados do paciente, além de data, hora e assinatura digital do médico.

Telediagnóstico

A emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet é definida pela resolução como telediagnóstico. O procedimento deve ser realizado por médico com Registro de Qualificação de Especialista na área relacionada ao procedimento.

Teleinterconsulta

A teleinterconsulta ocorre quando há troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente, para auxílio diagnóstico ou terapêutico, clínico ou cirúrgico. É muito comum, segundo o CFM, quando um médico de Família e Comunidade precisa ouvir a opinião de outro especialista sobre determinado problema do paciente.

Telecirurgia

Na telecirurgia, o procedimento é feito por um robô, manipulado por um médico que está em outro local. A resolução estabelece, no entanto, que um médico, com a mesma habilitação do cirurgião remoto, participe do procedimento no local, ao lado do paciente, para garantir que a cirurgia tenha continuidade caso haja alguma intercorrência, como uma queda de energia.

A teleconferência de ato cirúrgico, por videotransmissão síncrona, também é permitida pela norma, desde que o grupo receptor das imagens, dados e áudios seja formado por médicos.

Teletriagem

A teletriagem médica acontece quando o médico faz uma avaliação, à distância, dos sintomas apresentados para a definição e o direcionamento do paciente ao tipo adequado de assistência necessária.

Teleorientação e teleconsultoria

A teleorientação permite a declaração de saúde para a contratação ou adesão a plano de saúde. Já na teleconsultoria, médicos, gestores e profissionais de saúde poderão trocar informações sobre procedimentos e ações de saúde.

Telemonitoramento

Por fim, o telemonitoramento, muito comum, de acordo com o conselho, em casas de repouso para idosos, vai permitir que um médico avalie as condições de saúde dos residentes, evitando idas desnecessárias a unidades de pronto-socorro. O médico remoto poderá, por exemplo, averiguar se uma febre de um paciente que já é acompanhada por ele merece uma ida ao hospital.

Segurança

Para garantir a segurança das informações, o texto estabelece que os dados e imagens dos pacientes devem trafegar na internet com infraestrutura que assegure guarda, manuseio, integridade, veracidade, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional das informações.

Empresas voltadas a atividades na área de telemedicina, seja de assistência ou educação continuada a distância, também deverão cumprir os termos da resolução. Será obrigatório o registro da empresa no Cadastro de Pessoa Jurídica do Conselho Regional de Medicina da jurisdição, com a respectiva responsabilidade técnica de um médico regularmente inscrito.

Quando se tratar de prestador de serviços pessoa física, deve se tratar de médico devidamente habilitado junto ao conselho e caberá a ele estabelecer vigilância constante e avaliação das técnicas de telemedicina no que se refere à qualidade da atenção, relação médico-paciente e preservação do sigilo profissional.

Fonte:

Veja

Quanto tempo de exercício é necessário após passar um dia inteiro sentado?

Quanto tempo de exercício é necessário após passar um dia inteiro sentado?

Com exceção dos músculos dos dedos, fundamentais para digitar no computador, trocar mensagens no celular ou usar o controle remoto, passamos muitas horas por dia praticamente sem fazer movimento algum. Somos cada vez mais sedentários, e médicos e instituições de saúde já não sabem mais como dizê-lo: 60% da população mundial não pratica atividade física necessária, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e isso pode levar a sérios problemas de saúde, como a obesidade, o excesso de peso, o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes. E, gostemos ou não, a única maneira de evitar essas doenças é fazendo exercícios físicos.

A recomendação da OMS estabelece um mínimo de 150 minutos semanais de atividade física aeróbica, de intensidade moderada, ou 75 minutos de exercício vigoroso. Mas mesmo esse tempo pode ser insuficiente. Pelo menos essa é a conclusão de um novo estudo realizado por especialistas da Universidade Columbia (EUA), recentemente publicado na revista American Journal of Epidemiology. O trabalho conclui que o tempo mínimo de atividade física necessário para compensar um dia inteiro sentado é de 30 minutos diários ou três horas e meia por semana.

Depois de avaliar 8.000 adultos de 45 anos ou mais, os pesquisadores observaram que, se levantarmos da cadeira por meia hora e usarmos esse tempo para fazer exercícios de baixa intensidade, os riscos de problemas de saúde são reduzidos em 17%. E se a atividade física for moderada ou vigorosa, os benefícios são ainda maiores: a redução pode chegar a 35%. Por outro lado, quanto mais tempo passamos sentados, maior é o risco de morte, segundo estudos anteriores realizados pela mesma equipe.

“Se você tem um emprego ou um estilo de vida que requer ficar muitas horas sentado, pode reduzir o risco de morrer cedo simplesmente movimentando-se com mais frequência, pelo tempo que quiser e que sua capacidade permita. Ou seja, valem tanto uma aula de spinning de alta intensidade quanto atividades de menor intensidade, como caminhar”, diz Keith Diaz, professor associado da Universidade Columbia e autor da pesquisa.

O estudo não esclarece se a meia hora tem que ser contínua ou pode ser dividida ao longo do dia, mas outros estudos conduzidos por especialistas da Universidade McMaster (Canadá) sugerem que é possível fazer várias atividades curtas, chamadas pelos pesquisadores de snacks (lanches), ao longo do dia.

Para sua primeira pesquisa, avaliaram um grupo de mulheres sedentárias que receberam a recomendação de fazer séries de 20 segundos subindo escadas, descansando vários minutos antes de voltar a fazer o exercício. Cada sessão durava um total de 10 minutos. Após seis semanas, a capacidade física das mulheres estudadas melhorou em 12%.

Na segunda pesquisa, os especialistas estudaram um grupo de universitários com estilos de vida sedentários. Nessa ocasião, pediram que realizassem rotinas que incluíssem exercícios como polichinelo, agachamentos, estocadas e subir 60 degraus (cerca de três andares) o mais rápido que pudessem. Os participantes tinham que realizar essa rotina curta de exercício três vezes ao dia. Depois de seis semanas, haviam melhorado seu condicionamento físico em 5%. Esses estudos parecem indicar que dividir a atividade física também é uma opção para aqueles que não podem encaixar meia hora seguida de exercício em suas agendas. Em outras palavras, não é tão complicado encontrar o tempo necessário para fazer exercícios.

Fonte:

El Pais

Alergias Alimentares: pode não ser o que parece

Alergias Alimentares: pode não ser o que parece

O estudo “Prevalence and Severity of Food Allergies Among US Adults” divulgado em Janeiro de 2019 levantou a seguinte questão: Quais são a prevalência e a severidade de alergias alimentares nos adultos dos EUA? Com base nessa pergunta, os pesquisadores entrevistaram 40.443 americanos, dos quais 19% afirmaram ter alergia a algum alimento – e quase metade dessas pessoas relatou já ter procurado atenção hospitalar por conta disso. Os principais e mais comuns alérgenos reportados foram: ostras, leite, amendoim, nozes e peixe. Contudo, a pesquisa além das respostas para sua pergunta encontrou outro dado interessante: dos 19% de adultos que afirmaram ter alergia a algum alimento, apenas 10% realmente tinha evidências clínicas após realizados os questionários sobre as reações pós ingestão dos alimentos supostamente alérgenos. Esse grupo não relatou apresentar um conjunto de sintomas específicos (como inchaço, vermelhidão, vômitos, dificuldade respiratória e tontura, entre outros), que de fato caracterizam a presença de alergia. Ou seja, quase metade dos pacientes acreditavam ter alergia a algum alimento, enquanto na verdade não sofriam de tal condição. Segundo os pesquisadores, os pacientes provavelmente estão confundindo alergia com intolerância alimentar, que apresenta sintomas similares ao da alergia, porém mais brandos e inespecíficos como dor de barriga, diarreia e náuseas. Além disso, existe a possibilidade de estarem ingerindo produtos estragados. “É muito importante que os adultos com suspeita de alergia alimentar façam testes confirmatórios, para garantir que eles não evitem determinadas comidas sem necessidade e sua qualidade de vida seja indevidamente prejudicada”, conclui o estudo.

Por Caio Melo

Fonte: https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2720064

Hormônio do sono pode aumentar o sucesso de transplante de medula

Hormônio do sono pode aumentar o sucesso de transplante de medula

Já utilizada no tratamento de distúrbios do sono e alvo de estudos clínicos para combater o câncer e outras doenças, a melatonina também pode ajudar a aumentar o sucesso de transplantes de medula. O hormônio produzido à noite pela glândula pineal, no cérebro, e que tem a função de informar o organismo que está escuro e prepará-lo para o repouso noturno, também regula a disponibilidade de células-tronco na medula óssea.

A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), em colaboração com colegas do Instituto Weizmann de Ciências, de Israel, e de outras instituições do exterior. Resultado de um projeto de pesquisa apoiado pela FAPESP, o estudo foi publicado na revista Cell Stem Cell.

“Descobrimos que a proliferação e a liberação de células-tronco são menores durante o dia do que à noite, quando essas células são estocadas na medula, e que a melatonina produzida pelo organismo à noite é responsável por essa diferença”, disse Regina Pekelmann Markus, professora do IB-USP e coordenadora da pesquisa, à Agência FAPESP.

“Essa descoberta sugere que o horário da coleta de células-tronco pode influenciar o sucesso de um transplante de medula óssea no tratamento de câncer”, avaliou.

O grupo da pesquisadora no IB-USP tem focado seus estudos na relação entre a melatonina e o controle do sistema imunológico – o eixo imune-pineal. Já os pesquisadores do Instituto Weizmann, liderados pelo professor Tsvee Lapidot, têm se destacado no estudo da imunologia da medula óssea e mobilização de células-tronco.

Em estudos anteriores, o grupo do IB-USP já tinha constatado que a melatonina controla a mobilidade de células do sangue para os tecidos, saudáveis e infectados. No caso de infecção, a produção noturna de melatonina é bloqueada, e as células de defesa invadem o tecido infectado.

Por sua vez, os pesquisadores israelenses observaram que, na medula, as células progenitoras que dão origem às de defesa ficam protegidas em nichos próximos ao osso, aninhadas por células de defesa do organismo (macrófagos). Continuamente elas se soltam dos nichos, se proliferam e dão origem a células precursoras de linhagens sanguíneas e ossos. Por essa razão têm sido usadas no tratamento de câncer e de outras doenças.

“Fizemos uma série de experimentos que demostraram que os processos de liberação e proliferação dessas células, assim como a estocagem delas nos nichos dos ossos da medula, são mediados pela melatonina, que atua sobre os macrófagos”, explicou Markus.

Por meio do novo estudo, os pesquisadores determinaram a quantidade de células-tronco na medula de camundongos ao longo de 24 horas. Os resultados das análises indicaram que ocorrem dois picos diários de produção dessas células – às 11h e às 23h –, regulados pela transição entre as fases de mudança na entrada do dia ou da noite.

 

Os picos de produção das células-tronco eram impulsionados pelo aumento ou diminuição dos níveis de duas substâncias na medula óssea dos camundongos: a norepinefrina (NE) e o fator de necrose tumoral (TNF).

“Vimos que o TNF, que é conhecido por causar morte celular e inflamação, atua como um sinal fisiológico de produção da melatonina na medula. Essa molécula aparece na transição do dia para noite, ou o contrário, e gera picos de produção das células-tronco progenitoras”, afirmou Markus.

“A secreção de TNF e NE na medula óssea induz a proliferação celular e, portanto, há dois picos de intensa produção, um de dia e outro de noite. Mas aí entra a melatonina. Durante o dia, apenas a melatonina local está presente e as células saem da medula e vão para o sangue”, explicou.

Ao bloquear o TNF e a NE em camundongos, os pesquisadores observaram que cessaram os picos diários de produção de células-tronco na medula óssea dos animais – o que sugere que essas moléculas são essenciais para a produção, alternativamente, de células indiferenciadas e maduras.

“Quando são 11 horas, as células-tronco da medula se proliferam e se diferenciam para formar células do sangue, e às 23h se proliferam, mas ficam estocadas nos nichos dos ossos. Isso permite a existência de um ciclo diário de produção e reabastecimento dessas células na medula óssea”, explicou Markus.

Estratégias de transplante

Os pesquisadores também fizeram outro experimento em que injetaram melatonina em camundongos durante o dia para avaliar se era possível inverter os picos diários de produção de células-tronco. Os resultados confirmaram essa possibilidade. O típico pico noturno, com grandes quantidades de células-tronco indiferenciadas, passou a acontecer pela manhã.

Ao transplantar células-tronco produzidas à noite, também em camundongos, foi constatado que elas foram duas vezes mais eficientes do que as células colhidas durante o pico matinal.

“Esses achados podem dar origem a estratégias para aumentar a eficiência da coleta de células-tronco em transplantes de medula em humanos”, avaliou Markus.

Uma das estratégias seria coletar as células-tronco da medula de um doador durante o dia, porque as células colhidas à noite vão para a medula mais rapidamente, onde ficam ancoradas e guardadas nos nichos dos ossos. Outra possibilidade seria realizar nos doadores de medula, antes do transplante, um pré-tratamento com melatonina ou outras moléculas reguladoras dos ciclos de luz e escuridão.

“Uma vez que, em transplantes de medula, o objetivo é coletar as células-tronco do doador e fazer com que possam ser mobilizadas o mais rapidamente para o receptor, vimos que a injeção de melatonina durante o dia permite atingir esse objetivo”, disse Markus.

“A utilização de células-tronco da medula para transplante poderia ser controlada farmacologicamente por meio da aplicação da melatonina”, avaliou Markus.

De acordo com a pesquisadora, uma das perguntas para a qual pretendem encontrar resposta, agora, é como a medula consegue perceber a diferença entre claro e escuro, por meio do TNF.

“Sabemos que há influência da melatonina, mas queremos identificar a origem desse hormônio, se também vem do cérebro, na glândula pineal, trazida pela circulação, ou se é produzida pela medula”, disse Markus.

O artigo “Daily onset of light and darkness differentially controls hematopoietic stem cell differentiation and maintenance” (DOI: 10.1016/j.stem.2018.08.002), de Karin Golan, Tsvee Lapidot, Regina P. Markus e outros, pode ser lido na revista Cell Stem Cell.

Fonte:

Exame

Parecer Sobre a Triagem Oftalmológica de Recém Nascidos

Parecer Sobre a Triagem Oftalmológica de Recém Nascidos

Atualmente no Brasil, o teste do reflexo vermelho é usado como triagem de doenças oftalmológicas com potencial de desenvolvimento de cegueira em crianças e está́ regulamentado pela Lei do Teste do Olhinho em diversos estados e municípios. Por esta Lei, o pediatra ou médico assistente do recém-nascido fica obrigado a realizar o teste antes da alta hospitalar e, no caso de apresentar alteração, o recém-nascido deve ser encaminhado para um oftalmologista. O teste é tecnicamente simples e rápido de ser realizado, não invasivo, indolor, não necessita de dilatação das pupilas, utiliza equipamento simples e de baixo custo (oftalmoscópio direto) e pode detectar várias alterações oculares que se manifestam pela opacidade de meio incluindo catarata, retinoblastoma, hemorragias e inflamações intraoculares, além de descolamento de retina ou malformações da retina e nervo óptico como colobomas. O uso de fotografia de fundo de grande angular em crianças saudáveis como forma de triagem de doenças oftalmológicas, chamado de teste do reflexo vermelho ampliado tem sido discutido na literatura médica e meios de comunicação. Neste teste, o recémnascido é submetido a uma fotografia do fundo de olho que avalia o nervo óptico e a retina, incluindo a mácula e periferia. O exame tem alta sensibilidade para detectar doenças retinianas como alterações do nervo óptico, hemorragias retinianas, retinopatia da prematuridade, cicatrizes corioretinianas, entre outras. A alteração de fundo de olho mais comum observada em recém-nascidos é a hemorragia retiniana, presente principalmente em bebês nascidos de parto vaginal com eventual uso de fórceps. No entanto, essas alterações raramente causam problemas visuais em longo prazo, visto que desaparecem espontaneamente em 1-2 semanas. Portanto, há́ na literatura médica um questionamento sobre a validade do uso desta ferramenta de forma indiscriminada em crianças saudáveis, tendo em vista o alto custo em relação ao benefício questionável, já que as alterações mais frequentemente detectadas não necessitam de tratamento específico nem apresentam potencial de cegueira. Por outro lado, é indiscutível a vantagem do uso desta tecnologia em crianças com doenças como retinoblastoma, uveíte posterior e retinopatia da prematuridade. No caso da retinopatia da prematuridade, a fotografia de fundo de grande angular é usada em alguns centros em países como os Estados Unidos para triagem de prematuros que preencham critérios de inclusão bem estabelecidos. Esta doença é uma das principais causas de cegueira na infância e há uma limitação de profissionais capacitados para o seu atendimento em todo o mundo. Desta forma, o uso de imagem permite a realização de telemedicina e possibilita uma abrangência maior no cuidado desta doença. No Brasil, alguns centros têm usado a fotografia de fundo também para avaliação e seguimento de crianças com retinoblastoma e cicatrizes corioretinianas decorrentes do zika vírus e toxoplasmose. A SBOP e a SBP, baseadas nas recomendações da Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo (AAPOS) e na literatura médica disponível, considera que o uso de fotografia de fundo de grande angular é uma excelente ferramenta para seguimento de crianças com doenças como retinoblastoma, retinopatia da prematuridade e cicatrizes corioretinianas. No entanto, o diagnóstico de tais doenças é ainda recomendado pela realização do teste do olhinho como triagem e do mapeamento de retina nos casos cujo teste esteja alterado. Nos prematuros em risco de apresentar retinopatia prematuridade (abaixo de 32 semanas de idade gestacional ou com peso ao nascimento menor ou igual a 1500g), a recomendação é de realizar o mapeamento de retina aos 30 dias de vida e depois, sequencialmente, conforme indicado pelo oftalmologista. O Teste do reflexo vermelho (teste do olhinho) deve ser realizado pelo pediatra, conforme a Lei e é uma forma de triagem bem estabelecida, com excelente relação custo- benefício e adequada à realidade do nosso país. Já o uso irrestrito da fotografia de fundo para triagem de crianças saudáveis não deve ser recomendado no momento atual.

Diretoria SBOP 2017-2019 Diretoria SBP 2017-2019 Dr. Galton Vasconcelos Dra Luciana R. Silva

 

Por Caio Melo

 

Referências:

1-Fierson WM, Capone A Jr. American Academy of Pediatrics Section on Ophthalmology. Telemedicine for evaluation of retinopathy of prematurity Pediatrics. 2015;135(1):e238-54.

2-Goval P et al. Outcome of universal newborn eye screening with wide-field digital retinal image acquisition system: a pilot study. Eye (Lond). 2018; 32(1): 50–52.

3-Chee RI, Chan RVP. Universal newborn eye screening: an effective strategy to improve ocular health? Eye (Lond). 2017. Jul 21 (e-pub)

4-Sun M et al. Sensitivity and Specificity of Red Reflex Test in Newborn Eye Screening. J Pediatr. 2016;179:192-196.e4.

5-Teste do reflexo vermelho. Conselho brasileiro de Oftalmologia. http://www.cbo.com.br/novo/medico/pdf/jo/ed134/2.pdf 6-American Association for Pediatric Ophthalmology and Strabismus. https://aapos.org/resources/choosing_wisely/ 7- Diretrizes de Atenção à Saúde Ocular na Infância. Ministério da Saúde 2013

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O PROCESSO DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS ESTRANGEIROS

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O PROCESSO DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS ESTRANGEIROS

 O Conselho Federal de Medicina (CFM) vem a público prestar informações verídicas que contradizem notícias veiculadas em canais de redes sociais e na internet relacionadas à publicação da Resolução nº 2.216/2018, que dispõe sobre as atividades de estrangeiros e brasileiros formados no exterior, e sobre o processo de revalidação do diploma dos intercambistas do Programa Mais Médicos (PMM).

1. A referida Resolução, que adequa as regras à chamada Lei de Migração, em nada altera a obrigatoriedade da revalidação do diploma pelas vias legais para o exercício da Medicina no Brasil;

2. O parágrafo 2º do artigo 48 da Lei de Diretrizes e Base da Educação permanece vigente e também determina a obrigatoriedade da revalidação do Diploma para sua validade no território nacional;

3. Somente médicos com diploma revalidado e registro nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) podem exercer a profissão no Brasil e não há qualquer exceção a esta regra;

4. Cabe às autoridades brasileiras viabilizarem, na forma da lei, a alocação e atuação dos mais de 30 mil médicos com registro nos CRMs que se apresentaram ao PMM.

Assim, o CFM reitera o seu compromisso com a promoção e a preservação do ético desempenho da medicina na República, mantendo sua posição absolutamente contrária à possibilidade de profissionais sem registro e revalidação atuarem no País, prática que tem trazido riscos à saúde da população, sem agregar uma solução definitiva e estruturante para o acesso da população à assistência de qualidade.

 

Brasília, 28 de janeiro de 2019


CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

Grit, ou Garra: O Traço de Personalidade Marca das Pessoas de Sucesso

Grit, ou Garra: O Traço de Personalidade Marca das Pessoas de Sucesso

Você já pensou sobre o que faz as pessoas que se destacam em um certo campo – ou que possuem uma habilidade fora do comum – têm de diferente das outras? A psicóloga Angela Duckworth foi além do “pensar” e dedicou parte da sua carreira acadêmica a entender, de fato, o que as diferencia.

Parte das suas principais descobertas sobre o tema, ela detalha no livro Grit (em português, “Garra: o poder da paixão e da perseverança”), que leva o nome a característica-chave, segundo ela, para entender essas pessoas e seu sucesso.

“Não importa o domínio, os altamente bem sucedidos têm uma espécie de determinação feroz  (…) É essa combinação de paixão e perseverança que faz deles grandes realizadores. Em uma palavra, eles têm garra”, explica ela.

Esforço, e não talento, é o segredo

“Se enfatizarmos demais o talento, subestimamos todo o resto.”

Não que o talento seja um problema, é só que apontar ele como justificativa em toda ocasião em que alguém demonstrar enorme habilidade é simplificar demais. E, pior: ignorar o fato de que “a grandeza é factível” – ou seja, é completamente possível alcançá-la.

Existe um fator genético que influencia a existência – ou não – de traços de garra na personalidade. Mas isso é o que acontece com todos os traços psicológicos, e isso não é a única coisa que os afeta. De acordo com Duckworth, a experiência é muito importante. “A taxa com que desenvolvemos qualquer habilidade é também, crucialmente, uma função da experiência”, esclarece ela.

A mesma mentalidade que responsabiliza grandes habilidades ao talento – em consequência, torna impotentes os que não o têm – é também responsável, muitas vezes, por atribuir apenas a consequências externas o que dá errado. Conhecido como locus externo, na medida em que tira da mão de cada um a responsabilidade, também tira o poder de agir e de mudar.

 

4 aspectos que pavimentam o caminho

Tendo estudado a fundo o tema, Duckworth investigou também as razões que fazem as pessoas – os com “menos garra” – desistirem de seus objetivos. O que ela destaca sobre o assunto, de início, é que as justificativas clássicas “tenho preguiça”, “não tenho capacidade para persistir” nunca são a verdade. Em vez disso, o real motivo muitas vezes se parece com as alternativas seguintes:

  • “Estou entediado.”
  • “[Isso] não vale o esforço.”
  • “Isso não é importante para mim.”
  • “Não consigo fazer isso. É melhor, então, desistir.”

E é aqui que está a diferença em relação aos que têm alto nível de grit: eles não têm (mais) esse tipo de pensamento.

Ainda na tentativa de entender melhor como essas pessoas funcionam, a especialista mapeou quatro “ativos psicológicos” que têm em comum.

1 Interesse

Ou paixão pelo que fazem – o sentimento desencadeado quando se aprecia intrinsecamente a atividade.

2 Capacidade de praticar

“Uma forma de perseverança é a disciplina diária de tentar fazer as coisas melhor do que fizemos ontem”, escreve Duckworth em Grit.

3 Propósito

O que amadurece a paixão. É o sentir que seu trabalho realmente importa.

4 Esperança

Segundo a autora, a esperança é decisiva do começo ao fim do processo. Nesse caso, ela significa um constante esforço em continuar, mesmo quando as coisas estão difíceis ou há muitas dúvidas.

Quebrando a qualidade de garra nesses quatro pontos, ela mostra o quanto essa característica é passível de ser fomentada. Você pode descobrir, desenvolver e aprofundar seus interesses, treinar a disciplina para praticar, entender seu propósito e exercitar a persistência com base na esperança de alcançar.

Fonte:

Na Prática – Fundação Estudar

https://www.napratica.org.br/grit-garra-o-que-e/