Guilherme França – Página: 2 – Widoctor

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A busca pela excelência

A busca pela excelência

V – Compete ao médico aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício do paciente.

Há um princípio (aprimorar-se) prescrito por meio de uma atitude (melhor uso do progresso científico) em prol de uma causa (benefício do paciente).

A atualização constante é obrigação do profissional, cabendo a ele comprovar sua constante busca por conhecimentos caso seja questionado.[1] O Conselho Federal de Medicina alerta que:

O artigo 5º do CEM configura um dever do médico, qual seja aprimorar seus conhecimentos em benefício do paciente; exorta-o a estudar e instruir-se para servir melhor ao beneficiário. Configura um dever e constitui uma recomendação ao profissional para que busque renovar e aprimorar técnicas ou conhecimentos, quer seja mediante curso, congresso, simpósio ou leitura de livros e periódicos.[2]

Deixar de atualizar-se é negligência, que pode levar ao erro por imperícia.[3]

A caracterização desse erro necessita, além da demonstração do dano e do nexo causal, a demonstração de que uma conduta contrária às regras vigentes adotadas pela prudência e pelos cuidados habituais foi realizada, assim como é necessário demonstrar que o dano causado seria evitado caso outro profissional atuasse nas mesmas condições e circunstâncias.[4]

Há meios oficiais de comprovação da atualização, como o credenciamento de pontos a serem acreditados pelas associações de especialidades junto ao Conselho Federal de Medicina e à Associação Médica Brasileira. Outros modelos consistiriam, por exemplo, em provas periódicas.

A importância de adquirir uma boa formação com sólidas bases de conhecimento para prosseguir avançando ao longo da vida é uma antiga lição.

II. Aqueles treinados na arte médica por longo tempo têm seus meios à disposição, e descobriram tanto um princípio quanto um método, por meio dos quais as descobertas feitas ao longo de muito tempo são muitas e excelentes. E novas descobertas serão feitas se o inquiridor for competente, se conduzir suas pesquisas sobre o conhecimento já adquirido, tomando-os como ponto de partida. Mas qualquer um que deseja inquirir de forma alternativa ou seguindo outra orientação, deixando de lado e rejeitando tais meios, e afirma que encontrou algo, é e foi vítima do engano. Sua afirmação é impossível; e as causas dessa impossibilidade eu me esforçarei para expor por uma declaração e exposição do que a Arte é.[5]

O médico escuta desde novo que medicina não é e nem será fácil. É necessária uma boa inclinação à vida intelectual.

XVI. Considero uma importante parte da medicina a capacidade de estudar corretamente o que foi escrito. Penso que aquele que aprendeu e usa tais habilidades não cometerá grandes erros ao exercer a arte. Aprender de forma precisa cada compleição das estações assim como a doença, qual o elemento comum na compleição ou na doença que é bom, qual elemento é mau, qual doença é crônica e fatal, qual é crônica e pode terminar em remissão, qual doença aguda é fatal e qual acaba em remissão são coisas necessárias. Com esse conhecimento é fácil examinar o padrão nos momentos críticos e, deles, prognosticar. Quem tem conhecimento disso tudo pode saber quem deve ser tratado, assim como o tempo e o método para o tratamento.[6]

Muitas vezes algum médico poderá ficar tentado a delegar sua responsabilidade – elemento intransferível de seus atos – com a desculpa de que alguma situação é muito complexa e que o seu estudo não foi adequado. Tal desculpa não é uma possibilidade, e não cabe ao paciente arcar com a consequência da falta de estudos de determinado médico. O paciente, muito justamente, espera o que há de melhor, incluindo um médico bom, preocupado, atualizado, inteligente e habilidoso

Texto na íntegra:

https://academiamedica.com.br/blog/a-busca-pela-excelencia

“É difícil recuperar os neurônios da memória; é melhor evitar que eles morram”

“É difícil recuperar os neurônios da memória; é melhor evitar que eles morram”

Cientista norueguesa foi uma das descobridoras do ‘GPS’ com o qual nosso cérebro se orienta

 

Meu GPS cerebral está em apuros hoje”, ri a cientista norueguesa May-Britt Moser (Fosnavåg, 1963), comentando a jornada cheia de encontros e deslocamentos que a Fundação AstraZeneca organizou para ela em Madri – e na qual se inclui esta entrevista. A referência aos sistemas de navegação e localização é uma piada autorreferente: Moser, Edvard Moser (seu então marido) e o norte-americano John O’Keefe partilharam em 2014 o prêmio Nobel de Medicina por seus trabalhos com as células cerebrais que servem para a nossa orientação.

Os trabalhos premiados são de 12 anos atrás, mas a pesquisadora continua atuando no mesmo campo. Com um acréscimo: “Encontramos, em uma área irmã do cérebro, as células que determinam como se percebe o tempo, por que às vezes ele passa voando, e às vezes parece eterno”, explica.

Ela salienta que seu laboratório se dedica à ciência básica, a qual, se tudo correr bem, acabará chegando a um uso clínico. Mas, embora esse não seja seu objetivo primordial, não se furta a especular sobre a utilidade de suas descobertas. “Estudamos uma área muito importante para a navegação espacial do hipocampo”, a zona do cérebro onde ela encontrou os neurônios relacionados com a localização e o tempo. É uma região “fundamental no ser humano, e, quando estas células morrem, perdem-se funções”.

A médica não acredita que aspectos tão básicos para o indivíduo possam ser facilmente recuperados. A realidade nos hospitais de meio mundo confirma isso. Quando uma pessoa tem Alzheimer, por exemplo, não há, ao menos por enquanto, uma maneira de que volte a recordar o que esqueceu. Por isso “é difícil recuperar os neurônios da memória; é melhor evitar que morram”, afirma. Não acredita que a plasticidade do cérebro, sua capacidade de substituir um circuito perdido por outro, seja de grande utilidade quando funções tão básicas se deterioram. “Se não soubermos por que morrem, não podemos agir”, conclui.

Apesar do cansaço, Moser comenta sua visita com entusiasmo, especialmente os diversos encontros com jovens. “Minha mensagem é que é preciso trabalhar para explicar como o cérebro elabora as lembranças episódicas [de um fato concreto]. Por que, como e quando essas memórias são recuperadas.” Embora às vezes receba comentários muito desconcertantes nesses encontros. “Como esses jovens que chegaram até mim esta manhã e me disseram: ‘Puxa, então você é um ser humano’”, conta, rindo. Mas acha isso bom. “Se me virem como um ser humano, sabem que eles também podem chegar a fazer o que amam.”

No caso dessa cientista (as mulheres são apenas 5% dos ganhadores do Nobel), o prêmio não mudou muito a sua vida. Houve ofertas – “e pressões”, admite – para que deixasse o laboratório de Trondheim, no meio da Noruega, onde trabalha. Também a solicitam muito para que vá a eventos – “mas nunca faço algo que não queira”. “Certamente me chamam mais que ao meu ex-marido, talvez porque eu seja mulher”, diz, “e isso que ele é mais amável”.

Texto na íntegra:

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/26/internacional/1537983930_127674.html

Humildade no Ato Médico

Humildade no Ato Médico

Repost de outubro de 2018

O dicionário da língua portuguesa define humildade como sendo a “qualidade de quem age com simplicidade, característica de pessoas que sabem assumir as suas responsabilidades, sem arrogância, prepotência ou soberba”. Dessa forma, a humildade é um sentimento extremamente relevante para o médico, que o faz reconhecer suas próprias limitações, com modéstia e ausência de orgulho. Mas a questão é: qual motivo faz com que essa característica seja extremamente importante para se ter uma carreira médica bem sucedida? Podemos elencar, na verdade, três vertentes principais que podem ser abordadas quando se fala de tal traço: impactos para os pacientes, para a equipe de trabalho e para a carreira.

O mais importante aforismo de Hipócrates postula “primeiro, não causar dano”. Para isso, o médico deve ter em mente que possui restrições na atuação, humildade ao lidar com os pacientes. Sua prepotência pode causar inúmeros danos à saúde daqueles que se submeteram a seus cuidados. O bom médico deve estar sempre disposto a mudar de acordo com o que for melhor para o paciente, seja quando se trata de técnicas cirúrgicas, seja para delineamento de condutas terapêuticas e atualização do conhecimento cientifico que, principalmente na área da saúde, tende a acontecer de maneira cada vez mais veloz. Além disso, o sentimento em questão traz o médico a uma realidade de horizontalidade, onde o paciente está exatamente em seu nível, não inferiorizado pela situação de vulnerabilidade por suas debilidades físicas enquanto o médico, em posição superior, detém o conhecimento para lidar com a doença. Essa situação tende a produzir um atendimento mais humano, atento, enxergando o paciente sob várias perspectivas que não somente a de um “organismo doente que necessita de reparo”.

A humildade também é extremamente necessária quando se trata da convivência do médico com os outros profissionais. Segundo o filósofo chinês Confúcio, “a humildade é a única base sólida para todas as virtudes”. Quando se trata de relacionamento médico com sua equipe, virtudes estão fortemente relacionadas à boa convivência e, portanto, com produtividade e eficiência, o que se prova verdade num mundo progressivamente mais conectado em que a multidisciplinaridade é grandemente difundida e praticada. Nesse sentido, nenhum médico é detentor da verdade absoluta e do conhecimento pleno, sendo profícuos a discussão de casos com os colegas, a troca de opiniões e o pedido de ajuda quando o benefício do paciente o requer. Colocar a vaidade profissional acima da atenção ao paciente causa deformação no bom agir médico. É preciso estar disposto a retificar a opinião, uma atitude que não supõe nenhum demérito, mas sim a procura humilde, com consciência de missão, do bem estar do paciente.

Quando se busca uma carreira bem sucedida, a humildade vem, novamente, ocupando lugar de grande importância para a construção de um profissional de excelência. Pelas palavras de Mario Sergio Cortella, “a humildade é a habilidade de reconhecer que ainda há o que aprender, que não se atingiu o ponto máximo de crescimento”. Nesse caso, o médico que deseja fazer crescer e prosperar a carreira não pode portar a impressão de que já obteve todo o conhecimento e que já realizou todas as ações possíveis para alcançar seus objetivos, mas ter a sensibilidade de perceber que há sempre algo inédito para buscar, inovações que o diferenciarão de outros profissionais e o tornarão acima das expectativas do mercado.

De Hipócrates e Confúcio a Mario Sergio Cortella, a visão de que a humildade é extremamente eficaz na construção de um profissional/cidadão brilhante é convergente. Assim, o médico, que desfruta de grande status social pelo simples fato de ser médico, deve cuidar para que a arrogância, a prepotência e a soberba não ofusquem sua missão ao cuidar dos pacientes, ao lidar com os parceiros de equipe e ao planejar e construir sua carreira.

Referências:

https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/viriato-moura/exercicio-da-medicina-humildade-e-preciso

https://www.prospectivedoctor.com/humility-role-medicine/

https://www.dicio.com.br/humildade/

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0738081X12002659

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2917943/

A intensa vida do jovem presidente da Dasa

A intensa vida do jovem presidente da Dasa

Pedro de Godoy Bueno, herdeiro e presidente do Grupo Dasa.

Tudo acontece muito rápido – e muito cedo – na vida de Pedro de Godoy Bueno.

Aos 15 anos, iniciou um “duelo” com o pai, que queria mantê-lo como estagiário na empresa da família (o plano de saúde Amil). Pedro sonhava respirar novos ares, de preferência no exterior.

Aos 16, entrou no curso de economia da PUC-Rio.

Aos 20, participou do programa de trainees do banco BTG Pactual (marcando sua vitória no duelo citado no primeiro parágrafo). “Foi uma experiência sensacional”, diz. “Trabalhava das 8h da manhã até meia-noite, 2h da madrugada. Morava com meu pai e nem o via.”

Aos 22, retornou para a Amil. No mesmo ano, ela foi vendida para a gigante norte-americana UnitedHealth, e Pedro aproveitou o momento de vacas gordas no caixa para montar uma gestora de investimentos, a DNA. “Começamos a fazer uma série de investimentos – entre eles a Dasa.”

No segundo semestre de 2014, foi convidado para assumir a presidência do grupo de laboratórios, então avaliado em R$ 3 bilhões. Em janeiro de 2015, assumiu o cargo – aos 24 anos de idade, foi considerado o CEO mais jovem de uma empresa de capital aberto do Brasil.

Por sua pouca idade, seu estilo low profile (o oposto do pai) e sua “cara de criança”, a nomeação gerou protestos de sócios minoritários e desconfiança de colaboradores mais antigos. Mas Pedro contava com o respaldo do pai, Edson de Godoy Bueno, e de Dulce Pugliese (ex-mulher e sócia de Edson), que haviam assumido o controle acionário da Dasa. “Muita gente acha que foi meu pai que me indicou. Não foi. Foi um de nossos conselheiros independentes. Meu pai era até contra, achava que era cedo para um desafio tão grande, que eu podia me queimar na largada.”

Em fevereiro de 2017, Edson sofreu um infarto durante uma partida de tênis em sua casa, em Búzios. A morte repentina (mas não exatamente inesperada – ele já tinha oito stents) do pai e mentor fez os olhares novamente se voltarem para o jovem Pedro. Mais preocupado em gerar resultados do que em conversas de corredor, no entanto, o jovem executivo concentrou sua energia em expandir a rede de laboratórios, recuperar os níveis de qualidade das instalações e do atendimento e aumentar a rentabilidade do negócio – uma equação difícil até para os mais experientes gestores.

Em março de 2017, ele foi um dos destaques da FORBES Under 30, lista que elenca os jovens brasileiros mais relevantes em seus segmentos. Em agosto de 2018, aos 27 anos, ele se tornou o brasileiro mais jovem a figurar na lista de bilionários da FORBES, com patrimônio de R$ 2,7 bilhões (na 84ª posição; em anos anteriores, Edson aparecia entre os 20 mais ricos do país). O herdeiro não perdeu o foco nem deslumbrou-se: continuou perseguindo a meta de expandir e melhorar a qualidade e a saúde do negócio.

No quesito expansão, a rede superou 750 unidades. No quesito qualidade, basta entrar em uma das novas unidades do Alta Excelência Diagnóstica em São Paulo e no Rio de Janeiro para sair de lá impressionado. Quanto às finanças, depois do ano de estreia apertado (receita de R$ 2,79 bilhões contra despesa de R$ 2,77 bi), a curva foi pendendo a seu favor: 2017 fechou com faturamento de R$ 3,4 bilhões e lucro de R$ 134 milhões, e só o primeiro semestre de 2018 já rendeu um lucro de R$ 128 milhões.

Em outubro de 2018, uma notícia causou alvoroço e dúvida no setor: a Dasa anunciou uma reorganização interna, criando o cargo de diretor-geral – a ser ocupado pelo CFO Carlos de Barros, que será responsável por conduzir o dia a dia da operação – e alterando as atribuições do presidente, que passará a se dedicar a questões estratégicas, como expansão internacional, novos projetos, aquisições, parcerias e transformação digital.

Seria um sinal de perda de poder? Nem um pouco. “Continuo como presidente. O diretor-geral ficará abaixo de mim”, declarou Pedro. Sua família, afinal, já detém 98% da empresa. Sob o guarda-chuva da Dasa estão marcas como o Alta (para o público de alta renda), Delboni Auriemo, Lavoisier, Previlab e dezenas de outros laboratórios, que realizam 250 milhões de exames anuais e empregam quase 20 mil pessoas (2 mil delas, médicos). A família tem participação em outros negócios – incluindo na UnitedHealth, que comprou 90% da Amil em 2012 por R$ 10 bilhões.

“Fiz tudo muito jovem”, concorda Pedro, hoje com 28 anos. “Minha intenção era estudar fora aos 15 anos, mas meu pai já estava com problemas cardíacos e a gente achou melhor eu ficar no Brasil, perto dele, aprendendo e interagindo com ele. Concordei. E comecei a estagiar na Amil. Tínhamos feito um IPO em 2007 e eu era estagiário da área de relações com os investidores. Então tive oportunidade desde muito cedo de participar de reuniões de diretoria, onde se discutiam estratégias, fusões, aquisições”, lembra o executivo. “Nesse ponto, foi bom. Mas, por outro lado, trabalhar na empresa da família te deixa dentro de uma bolha: ninguém te dá bronca, ninguém te enfrenta… Seu desenvolvimento profissional fica prejudicado. Por isso eu queria sair. Demorei seis meses para convencer meu pai, ele não queria deixar de jeito nenhum. Até que, um dia, apelei para a chantagem: ‘OK, eu fico, mas todo dia, saindo da faculdade, vou direto à praia’. Ele achou melhor eu trabalhar em outro lugar.” Era o início dos dois anos intensos no BTG.

Mas por que trabalhar tanto assim “para os outros”? Perfeccionismo e orgulho explicam: ele achava os colegas “brilhantes” e não queria ficar para trás. Para se destacar, trabalhava em dobro.

SEGREDOS DO SUCESSO

Apesar de toda a precocidade, os sustos e percalços pelo caminho, o estilo do jovem executivo tem dado resultados. “Hoje temos inúmeros indicadores para mostrar que a gestão tem sido um sucesso. Ajudou muito o fato de eu ter entrado nisso com muita humildade. Tem muita gente jovem que, por não saber tudo nem ter experiência, sente necessidade de aparentar o contrário”, diz ele.

“Eu queria entender, perguntava muito, tive a sorte e talvez a competência de sempre me cercar das pessoas certas.” Para isso, não faltou coragem para fazer uma mudança radical logo no primeiro ano sob seu “reinado”. “Mudamos 80% da diretoria. Tenho esse mérito, o de ter escolhido as pessoas certas, todas com muita experiência e competência em
vários setores. Estávamos perdendo share para os concorrentes, alguns médicos tinham resistência em relação às nossas marcas, os números estavam em declínio. Era uma empresa que estava muito aquém de seu potencial”, lembra.

Aumentar a qualidade e a eficiência ao mesmo tempo foi um grande desafio. “Tivemos que mudar alguns conceitos internamente. Eficiência, por exemplo, não significa um corte de custos desenfreado. É você diminuir custos em coisas que não agregam ao paciente, ao médico, e direcionar os recursos para onde de fato eles fazem diferença. Um exemplo bobo: cortamos as copeiras da diretoria e contratamos mais recepcionistas nas unidades que tinham filas maiores.” Graças a essa e outras ações do tipo, o NPS (net promoter score, índice de satisfação e lealdade dos clientes), segundo ele, passou de 55 para 74.

O faturamento previsto para 2018 é de R$ 4,6 bilhões. Nada mau para quem ainda nem chegou aos 30. Mas acomodação não faz parte do vocabulário de Pedro Bueno. Ainda este ano, ele pretende concluir o processo de unificação dos sistemas das várias unidades do grupo e começar a lançar “inovações cada vez mais radicais”, contando para isso com a proximidade de startups de saúde – são parceiros do Cubo, o hub de inovação do Itaú. Outra grande aposta é a empresa de genética diagnóstica GeneOne. “Os tratamentos e principalmente a prevenção de doenças com base em informações genéticas são o futuro da medicina. Será possível determinar de forma muito mais assertiva o melhor remédio e o melhor tratamento para cada paciente, com resultados mais rápidos e mais qualidade de vida. Vai acabar esse negócio de tentativa e erro.”

Hoje ele não trabalha das 8h às 2h como na época do BTG, mas acorda às 6h30 (“tento dormir 7 horas por noite para não perder produtividade”), faz academia cinco vezes por semana, come regradamente e leva uma vida sem ostentação nem badalação, quase que totalmente focada no trabalho.

Diante de tanto entusiasmo e dedicação, volto à questão da chantagem que ele fez com o pai, aos 15 anos de idade, dizendo que viraria um “rato de praia”. “Você ia mesmo ficar o dia inteiro sem fazer nada na praia?”, pergunto. “Que nada. Foi um blefe.”

Fonte:

Forbes Brasil

Identificado um novo tipo de demência confundido até agora com o Alzheimer

Identificado um novo tipo de demência confundido até agora com o Alzheimer

Ronald Reagan morreu aos 93 anos sem lembrar que havia sido presidente dos EUA em plena Guerra Fria. Rita Hayworth faleceu aos 68 sem saber que protagonizara Gilda. E Adolfo Suárez partiu aos 81 tendo esquecido que foi o primeiro presidente democrático da Espanha depois da morte de Franco. A cada três segundos um novo caso de demência é diagnosticado no mundo, com resultados demolidores. Mais de um século após a descoberta do mal de Alzheimer, ainda não existe qualquer tratamento possível e nem sequer se compreendem bem as causas da doença.

Uma equipe internacional de cientistas publica agora um documento que poderia ajudar a explicar os motivos de estas terapias experimentais terem fracassado uma após a outra há anos. O Alzheimer nem sempre é Alzheimer. Os pesquisadores, encabeçados pelo norte-americano Peter Nelson, descreveram um novo tipo de demência, batizado LATE (acrônimo do difícil nome científico “encefalopatia TDP-43 límbico-predominante relacionada com a idade”) que aparentemente é tão habitual quando o Alzheimer nas pessoas com mais de 80 anos. Ele passou despercebido durante décadas. “Existem mais de 200 vírus diferentes que podem causar o resfriado comum. Por que pensar que só há uma causa par a demência?”, argumentou Nelson, da Universidade de Kentucky, em um comunicado.

Tradicionalmente, a comunidade científica assinalou duas proteínas por sua vinculação com o Alzheimer : a beta-amilóide, que se acumula entre os neurônios, e a tau, que também alcança níveis prejudiciais e forma novelos no cérebro. No novo tipo de demência, LATE, os pesquisadores apontam a outra proteína, a TDP-43, já implicada em outras doenças do sistema nervoso, como a esclerose lateral amiotrófica.

“Até agora, a demência senil mais prevalente é o mal de Alzheimer, que tem um pico de incidência entre os 65 e os 80 anos de idade”, explica o bioquímico Jesús Ávila, diretor científico da Fundação Centro de Investigação de Doenças Neurológicas (CEM) de Madri. “Agora, neste trabalho se indica, e há um consenso, de que existe outra patologia para os mais velhos. Isto é, conforme vai aumentando a vida média, vão aparecendo novos tipos de demência”, acrescenta Ávila.

Os autores do estudo sustentam que os sinais do LATE estão presentes em mais de 20% dos cérebros analisados de pessoas com mais de 80 anos. “Muitos dos ensaios clínicos de tratamentos contra o Alzheimer fracassam porque estão incluindo pacientes que deveriam ser excluídos”, alerta María Anjos Martín Requero, cujo laboratório no Centro de Investigações Biológicas (CSIC), em Madri, pesquisa o papel da proteína TDP-43 nas demências. “LATE provavelmente responde a diferentes tratamentos que o Alzheimer”, concorda a psicóloga Nina Silverberg, do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento dos EUA.

A equipe da neurocientífica Virginia Lee, da Universidade da Pensilvania, já observou em 2006 a presença de indícios da proteína TDP-43 na degeneração lobular frontotemporal do cérebro, um dos principais tipos de demência junto ao Alzheimer, a demência de corpos de Lewy e a demência vascular. No caso de LATE, a TDP-43 costuma se concentrar na amígdala e no hipocampo, duas áreas do cérebro relacionadas, respectivamente, com as emoções e com a memória autobiográfica.

Há anos Alberto Rábano vê essas acumulações de TDP-43 dentro dos neurônios. Ele dirige o banco de cérebros da Fundação CEM, com 155 órgãos doados por pacientes do Centro Alzheimer Fundação Reina Sofía, no bairro madrilenho de Vallecas. “Sempre dissemos que o Alzheimer, a partir de 85 anos, parece outra doença. Nessas idades tão extremas, a demência é uma soma de patologias. Vemos Alzheimer, Alzheimer com Parkinson, doença vascular cerebral, inclusões de TDP-43…”, ressalta ele.

Os autores do novo estudo, publicado na revista especializada Brain, alertam que cada vez há mais pessoas com mais de 80 anos em todo mundo e, portanto, “LATE tem um impacto crescente e pouco conhecido na saúde pública”. Há “uma necessidade urgente de investigação”, advertem. Rábano, por sua vez, aproveita para fazer um apelo à população: “Doem seus cérebros [para a ciência]”.

Fonte:

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/29/ciencia/1556556220_386317.html

 

Enriquecendo com saúde: qual a importância de fazer um planejamento financeiro pessoal?

Enriquecendo com saúde: qual a importância de fazer um planejamento financeiro pessoal?

Se você fica se perguntando o que é preciso fazer para conquistar a independência financeira, o primeiro passo a ser dado é realizar um planejamento financeiro para organizar o que entra e o que sai da sua conta.

Embora seja um tema negligenciado por boa parcela dos brasileiros, o planejamento financeiro pessoal é uma das ferramentas mais importantes para quem busca alcançar objetivos e realizar sonhos e, claro, para conquistar e manter a independência financeira. Afinal, com ele é possível planejar-se, criando um manto de proteção financeira.

O que é o planejamento financeiro?

Você se esforça muito para ganhar seu dinheiro, por isso ele precisa trabalhar para você. Além disso, caso não tenha o comando do planejamento financeiro nas suas mãos, pode acabar se endividando desnecessariamente.

Quem investe na organização das finanças pessoais consegue assegurar uma vida mais tranquila quanto ao planejamento financeiro. Mas, colocar as finanças em ordem não é somente saber o quanto você ganha e o quanto você gasta. Ter conhecimento de onde você despende seu dinheiro é fundamental para buscar o equilíbrio em sua conta corrente.

Portanto, ter equilíbrio financeiro nada mais é do que gastar menos do que se ganha. Para isso, é preciso monitorar receitas e despesas. A tecnologia é uma grande ajuda neste sentido: existem diversos aplicativos gratuitos que podem auxiliar no controle do que entra e do que sai da sua conta.

Mas, se você não é tão tecnológico, pode apostar no bom e velho caderno de anotações, desde que consiga categorizar suas despesas e conferir se os números batem com o saldo da sua conta corrente.

Para que serve esse tipo de planejamento financeiro?

Especialistas em finanças pessoais indicam que suas despesas fixas mensais não devem ultrapassar 65% dos seus rendimentos, afinal, além da necessidade de poupar para o futuro, você também pode sofrer com custos não previstos, como uma batida de carro ou gastos médicos.

O planejamento financeiro pessoal é a ferramenta ideal para ajudá-lo a manter esse controle de maneira eficiente e correta.

Quais são os benefícios de elaborar um planejamento financeiro pessoal?

Fazer um planejamento financeiro pessoal ajuda a economizar, evitando despesas desnecessárias, para poupar direcionado o dinheiro aos investimentos e reservas emergenciais.

Realizar esse tipo de plano permitirá que você tenha muito mais qualidade de vida, tanto hoje quanto no futuro. Ao ter a segurança material necessária para aproveitar os prazeres da vida, além de uma garantia para imprevistos, sua mente fica mais tranquila para curtir cada momento.

Fonte:

https://academiamedica.com.br/blog/qual-a-importancia-de-fazer-um-planejamento-financeiro-pessoal?utm_campaign=58beb9b38c3fb60932b35286&utm_source=whatsapp_share&utm_medium=social

 

Tratamento para colelitíase (cálculos biliares)

Tratamento para colelitíase (cálculos biliares)

Os medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (por exemplo, diclofenaco 50-75 mg por via intramuscular) podem ser usados ​​para aliviar a dor biliar. A colecistectomia laparoscópica é o tratamento de escolha para a doença sintomática da vesícula biliar. O alívio da dor após a colecistectomia é mais provável em pacientes com dor episódica (geralmente uma vez por mês ou menos), dor que dura de 30 minutos a 24 horas, dor no fim da tarde ou à noite e o início dos sintomas 1 ano ou menos antes da apresentação. Os pacientes podem ir para casa dentro de 1 dia do procedimento e retornar ao trabalho dentro de dias (em vez de semanas para aqueles submetidos à colecistectomia aberta). O procedimento é frequentemente realizado em nível ambulatorial e é adequado para a maioria dos pacientes, incluindo aqueles com colecistite aguda. A conversão para colecistectomia aberta convencional pode ser necessária em 2 a 8% dos casos (maior para colecistite aguda do que para colelitíase sem complicações).

Lesões do ducto biliar ocorrem em 0,1% dos casos feitos por cirurgiões experientes, e a taxa geral de complicações é de 11% e se correlaciona com as comorbidades do paciente, duração da cirurgia e internações por doença da vesícula biliar antes da colecistectomia. Geralmente, não há necessidade de colecistectomia profilática em uma pessoa assintomática, a menos que a vesícula biliar esteja calcificada, os cálculos biliares tenham 3 cm ou mais de diâmetro ou o paciente seja um nativo americano ou candidato a cirurgia bariátrica ou transplante cardíaco. A colecistectomia pode aumentar o risco de adenocarcinomas esofágicos, intestinais delgado e colônico proximais, devido ao aumento do refluxo duodenogástrico e às alterações na exposição intestinal à bile. Em pacientes grávidas, aconselha-se uma abordagem conservadora da dor biliar, mas para pacientes com ataques repetidos de dor biliar ou colecistite aguda, a colecistectomia pode ser realizada – mesmo por via laparoscópica – preferencialmente no segundo trimestre.

A enterolitotomia isolada é considerada tratamento adequado na maioria dos pacientes com íleo biliar.

A colecistectomia via cirurgia endoscópica transluminal por orifício natural foi realizada de forma limitada. O ácido ursodesoxicólico é um sal biliar que, quando administrado por via oral por até 2 anos, dissolve algumas pedras de colesterol e pode ser considerado em pacientes ocasionais selecionados que recusam a colecistectomia. A dose é de 8 a 13 mg / kg em doses divididas diariamente. É mais eficaz em pacientes com vesícula biliar em funcionamento, conforme determinado pela visualização da vesícula biliar na colecistografia oral, e múltiplos pequenos cálculos biliares “flutuantes” (representando não mais do que 15% dos pacientes com cálculos biliares). Em metade dos pacientes, os cálculos biliares recorrem dentro de 5 anos após o término do tratamento. O ácido ursodesoxicólico, 500-600 mg por dia, e dietas com maior teor de gordura reduzem o risco de formação de cálculos biliares com rápida perda de peso.

Fonte:

Papadakis, M; Mcphee, S; Current Medical Diagnosis & Treatment 58 ed. New York: Lange, 2019

 

PDI: O que é o Plano de Desenvolvimento Individual e como pode ser usado na vida pessoal e carreira?

PDI: O que é o Plano de Desenvolvimento Individual e como pode ser usado na vida pessoal e carreira?

E se fosse possível montar um roteiro para que você saia de onde está agora e chegue aonde gostaria de estar? Entenda como funciona o PDI e se inspire para traçar o mapa que vai te ajudar a alcançar seus objetivos.

Sabe aquela promoção que você está de olho há algum tempo mas sente que ainda não está preparado para chegar lá? Ou aquele projeto que você sempre quis tocar mas ainda não tem maturidade para tirar do papel? O PDI, sigla para Plano de Desenvolvimento Individual, pode ser um bom jeito de se desenvolver e se preparar para esses desafios.

Antes de mais nada, o PDI é um compromisso com o seu desenvolvimento. Trata-se de um plano que sistematiza diversas ações a serem tomadas para que você conquiste certo objetivo por meio do desenvolvimento pessoal e profissional. Em outras palavras, é um roteiro para que você saia de onde está agora e chegue onde gostaria de estar. Ou, ainda, torne-se quem gostaria de ser.

Como é um documento com metas e prazos, o Plano de Desenvolvimento Individual contribui para que você não perca o foco. Além disso, para que dê passos estrategicamente pensados e não se deixe levar por escolhas aleatórias.

Como funciona um Plano de Desenvolvimento Individual?

Segundo Stephanie Crispino, coach responsável pelo curso Autoconhecimento Na Prática, promovido pela Fundação Estudar, é uma prática bastante comum nas empresas. Usada, principalmente, para monitorar o desenvolvimento das competências de cada funcionário entre os ciclos de avaliação. Nesse caso, o PIano de Desenvolvimento Individual funciona como um plano de evolução que indica o caminho para que o funcionário suba cada novo degrau na escalada de carreira.

“Embora seja normalmente associado às empresas, é importante saber que o PDI também tem uma aplicação supraorganizacional. No fundo, está relacionado com o que você quer desenvolver de competências e como vai fazer isso”, ela explica. Assim, o PDI também pode ser uma técnica de autodesenvolvimento para os seus próprios objetivos, independente do seu gestor ou da sua função na empresa em que trabalha.

Como fazer um PDI?

Normalmente, esses planos estão atrelados a um objetivo específico. Seja uma promoção, um projeto, uma mudança de carreira ou até mesmo objetivos pessoais. Se nas empresas esse fim deve ser alinhado com seu gestor, no seu Plano de Desenvolvimento Individual pessoal a escolha é sua.

Com o objetivo em mente, o primeiro passo é entender quais são as competências que você precisa desenvolver para chegar lá. “Ao contrário do que muita gente pensa, não são só os pontos fracos que devem ser desenvolvidos, mas também os pontos fortes, que são os seus diferenciais”, explica Stephanie.

Então, a estratégia deve ser focar na construção de ativos a partir de seus pontos fortes e agir também sobre os pontos fracos que tem te impedido de alcançar seu objetivo.

Escolher habilidades pode ser um desafio, porém é uma das etapas mais importantes na criação de um Plano de Desenvolvimento Individual. “Não dá para desenvolver tudo do dia para a noite, é preciso escolher e priorizar as competências”, ela diz. Ainda acrescenta que a escolha errada das competências é o principal motivo por trás de PDIs que dão errado.

Mas, então, como realizar essa escolha e priorização? Stephanie sugere três critérios: impacto (o quanto essa habilidade contribui para o objetivo final), urgência (uma questão de timing, ou seja, o quanto essa habilidade é necessária agora), e também desejo (o quanto você quer desenvolver essa competência). “Se você não leva em conta o desejo, acaba atrapalhando na hora de fazer as ações e levar o PDI a sério. Fica um plano bonito mas que nunca sai do papel”, conta.

Os PDIs podem ser de curto, médio ou longo prazo e são planejados para durar, normalmente, de três meses a um ano. “Não pode ser muito curto, pois precisa envolver tempo suficiente para entrar na sua rotina. Mas também não pode ser muito longo, para que você consiga avaliar os resultados de tempos e tempos”, diz. “Na hora de escolher quais competências você vai desenvolver, foque nas próprias habilidades, não em coisas para fazer. Deixe as tarefas para o momento da ação.”

Desafios

Depois que as competências foram determinadas, como desenvolvê-las? Para essa etapa do “como”, Stephanie propõe que você determine alguns desafios relacionados a cada competência.

“O desafio tem que te tirar da sua zona de conforto e te obrigar a aplicar a habilidade que você quer desenvolver”, ela explica. Assim, o desafio não envolve atitudes como ler um livro, fazer um curso ou falar com pessoas mais experientes – tudo isso servirá apenas de suporte. Como alguém que queira desenvolver a oratória pode se desafiar a dar uma palestra ou apresentar resultados em uma grande reunião.

Na hora de estabelecer o desafio, reflita: “Qual seria a coisa mais desafiadora que eu poderia fazer sendo quem eu sou hoje?”. Evite situações irreais ou que te desviem do trabalho. Também busque associar os desafios a coisas que você precisaria fazer cedo ou tarde, como é o caso da reunião.

Metas e prazos

 

Além disso, outro ponto importante do Plano de Desenvolvimento Individual é definir metas para esses desafios. É uma forma de medir se você cumpriu ou não o que se propôs a fazer e em que medida. Assim, é necessário entender quais são as métricas adequadas para cada tipo de situação. No exemplo anterior, a meta poderia ser ter 30 pessoas na audiência. Uma meta maior também pode ser quebrada em metas menores, para dar ritmo ao seu desenvolvimento.

Ainda assim, não basta só saber “o que” e “como” – também é preciso definir o “quando”. Por isso é essencial que você tenha deadlines realistas para cumprir seus desafios.

Agora, com o seu PDI feito, é importante agir e correr atrás da realização dos seus desafios. “Se nenhuma ação for tomada, o plano não serve para nada e as horas ou dias que você gastou para criá-lo viram tempo perdido”, explica Stephanie. Por fim, ela adianta que o PDI não precisa ser estático. “Se ao longo do processo surgir a possibilidade de um novo desafio, você pode incluí-lo no plano. À medida em que você vai evoluindo, é comum que seu plano mereça alguns incrementos”.

Exemplo de PDI

Ser fluente em espanhol (dezembro 2018)

A desenvolver:

  1. Vocabulário
  • Ler livros de literatura em espanhol buscando palavras desconhecidas no dicionário e coletando-as em um caderno
    (um por mês / julho 2018 – outubro 2018)
  • Estudar palavras novas aprendidas
    (diariamente / julho 2018 – novembro 2018)
  1. Fala
  • Conversar com colegas em espanhol e pedir feedback
    (uma pessoa por semana / julho 2018 – dezembro 2018)
  • Assistir filmes em espanhol sem legenda
    (dois por semana / julho 2018 – dezembro 2018)
  • Gravar vídeos para Youtube em espanhol
    (dois por mês / setembro 2018 – dezembro 2018)
  • Ministrar oficina em espanhol para equipe
    (ao menos 20 pessoas / dezembro 2018)

E depois?

Ao final do Plano de Desenvolvimento Individual, você não deve pensar simplesmente se ele foi cumprido ou não. Porque o importante é o aprendizado dessa experiência e a reflexão sobre como ela ocorreu. O que deu errado e o que deu certo? Quais competências foram desenvolvidas? Se o objetivo não foi atingido, será que o problema foi na definição das competências? Ou, até, na execução do PDI?

Aqui, vale lembrar que “competência” vai além do conhecimento em si. É uma união entre conhecimentohabilidades (conhecimento aplicado de forma prática) e atitude (quando as habilidades se transformam em atitudes incorporadas em sua rotina). Dessa forma, o PDI é uma das maneiras mais eficazes de criar novos hábitos. E você, já sabe que hábitos quer mudar?

Fonte:

Na Prática – Fundação Estudar

Tratamento para Lúpus Eritematoso Cutâneo

Tratamento para Lúpus Eritematoso Cutâneo

Achados Clínicos

Sinais e sintomas: os sintomas geralmente são leves. As lesões consistem em placas violáceas, vermelhas, bem localizadas, simples ou múltiplas, com 5 a 20 mm de diâmetro, geralmente na cabeça em LED (lúpus eritematoso discóide) e no tronco em LECS (lúpus eritematoso cutâneo subagudo). No LED, o couro cabeludo, face e orelhas externas (conchal bowl) podem estar envolvidos. Nas lesões discóides, há atrofia, telangiectasia, despigmentação central, borda hiperpigmentada e tamponamento folicular. No couro cabeludo, perda de cabelo permanente significativa pode ocorrer em lesões de LED. No LECS, as lesões são placas eritematosas anulares ou psoriasiformes de até vários centímetros de diâmetro e aparecem mais na parte superior do tórax e das costas.

Tratamento

A-Medidas Gerais: utilização de roupa fotoprotetora e protetor solar com cobertura UVB e UVA diariamente. Cuidado: Evitar o uso de radioterapia ou medicamentos potencialmente fotossensibilizantes, quando possível.

B-Tratamento local: para lesões limitadas, o seguinte deve ser tentado antes da terapia sistêmica: cremes de corticosteróides de alta potência aplicados a cada noite e cobertos com filme plástico fino, hermético, flexível; ou creme ou pomada com corticosteróides de ultra-alta potência aplicados duas vezes ao dia, sem oclusão.

C-Infiltração local: a suspensão de acetonido de triamcinolona, ​​2,5 a 10 mg / mL, pode ser injetada nas lesões de LED uma vez por mês.

D-Tratamento sistêmico:

  1. Antimaláricos – Cuidado: esses medicamentos devem ser usados ​​somente quando o diagnóstico é seguro, porque eles têm sido associados a crises de psoríase, que podem estar no diagnóstico diferencial.
  2. Sulfato de hidroxicloroquina – 0,2 – 0,4 g por dia por via oral durante vários meses pode ser eficaz e é frequentemente usado antes da cloroquina. Recomenda-se uma avaliação mínima de 3 meses. A triagem para toxicidade ocular é necessária.
  3. Sulfato de cloroquina – 250 mg por via oral diariamente pode ser eficaz em alguns casos quando a hidroxicloroquina não é.
  4. Quinacrina (atabrina) – 100 mg por via oral por dia pode ser o mais seguro dos antimaláricos, uma vez que a toxicidade ocular não foi relatada. Colore a pele de amarelo e, portanto, não é aceitável para alguns pacientes. Pode ser adicionado aos outros antimaláricos para pacientes com respostas incompletas.
  5. Isotretinoína – A isotretinoína, 1 mg / kg / dia por via oral, é eficaz em lesões hipertróficas do LED.
  6. Talidomida – A talidomida é eficaz em casos refratários em doses de 50 a 300 mg por via oral diariamente. A lenalidomida (5-10 mg por via oral por dia) também pode ser eficaz com menor risco de neuropatia. A isotretinoína, a talidomida e a lenalidomida são teratógenos e devem ser usadas com contracepção e monitoramento adequados em mulheres em idade fértil.

Fonte:

Papadakis, M; Mcphee, S; Current Medical Diagnosis & Treatment 58 ed. New York: Lange, 2019

Tratamento para tinea corporis ou tinea circinata

Tratamento para tinea corporis ou tinea circinata

Considerações gerais

As lesões estão frequentemente em áreas expostas do corpo, como face e braços. Uma história de exposição a um animal de estimação infectado (que pode ter erupções escamosas ou manchas de alopecia) pode ocasionalmente ser obtida, geralmente indicando infecção por Microsporum. Trichophyton rubrum é o patógeno mais comum, geralmente representando extensão no tronco ou nas extremidades da tinea cruris, pedis ou manuum.

Achados clínicos

 A. Sintomas e sinais: a coceira pode estar presente. Nas lesões clássicas, os anéis de eritema têm uma borda escamosa avançada e uma clareira central.  

B. Laboratório: O diagnóstico deve ser confirmado por preparação ou cultura de KOH.

 Diagnósticos diferenciais

Estudos fúngicos positivos distinguem a tinea corporis de outras lesões de pele com configuração anular, como as lesões anulares da psoríase, lúpus eritematoso, sífilis, granuloma anular e pitiríase rósea. A psoríase apresenta lesões típicas nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e unhas. A sífilis secundária é frequentemente manifestada por lesões palmares plantares e membranas mucosas. Tinea corporis raramente tem o grande número de lesões simétricas vistas na pitiríase rósea. O granuloma anular carece de escala.

Tratamento  

A. Medidas Locais Tinea corporis responde à maioria dos antifúngicos tópicos, incluindo terbinafina, butenafina, econazol, miconazol e clotrimazol. Terbinafina e butenafina requerem cursos mais curtos e levam à resposta mais rápida. O tratamento deve ser continuado por 1 a 2 semanas após a limpeza clínica. O dipropionato de betametasona com clotrimazol (Lotrisona) não é recomendado. O uso inadequado a longo prazo pode resultar em efeitos colaterais do componente corticosteróide de alta potência, especialmente nas dobras corporais.

B. Medidas Sistêmicas O itraconazol, administrado por via oral numa única semana, com uma dosagem de 200 mg, é eficaz na tinea corporis. Terbinafina, 250 mg por via oral por dia durante 1 mês, é uma alternativa.

Fonte:

Papadakis, M; Mcphee, S; Current Medical Diagnosis & Treatment 58 ed. New York: Lange, 2019