Antibioticoprofilaxia em Cirurgia

Antibioticoprofilaxia em Cirurgia

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– Objetiva diminuir a probabilidade de infecção de ferida operatória no pós-operatório.
 
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– Exceções de profilaxia em cirurgias limpas:

  • Uso de material sintético (próteses ortopédicas, telas, etc);
  • Se a infecção existir, será catastrófica (cirurgias cardíacas, neurocirurgias e cirurgia vascular de grandes vasos).

 

– A primeira dose é administrada 30 minutos antes da incisão na pele, durante a indução anestésica;

– Em casos de sangramentos importantes durante a cirurgia, ou nas cirurgias prolongadas, recomenda- se a repetição da dose;

– Ao término da cirurgia, a profilaxia pode ser interrompida ou estendida por um período não superior a 24 horas.

Instrumental Cirúrgico parte 2

Instrumental Cirúrgico parte 2

Instrumentos de Exposição

Afastador de Farabeuf: exigem tração manual contínua (afastadores dinâmicos);
Afastador de Volkmann;
Afastador de Doyen;
Afastador de Finochietto.
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Instrumentos Especiais

Pinça de Allis: possui endentações em sua extremidade;
Pinça de Duval: extremidade distal no formato de uma letra ¨D¨ (usada para a preensão de vísceras);
Clamp intestinal: utilizado na interrupção do trânsito intestinal (coprostase);
Pinça de Backaus: fixa campos operatórios.
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Instrumentos de Síntese

Porta-agulhas de Hegar;
Porta agulhas de Mathieu.
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Instrumental Cirúrgico Parte 1

Instrumental Cirúrgico Parte 1

O procedimento cirúrgico se realiza através de 3 operações fundamentais: diérese, hemostasia e síntese.
 

Instrumentos de Diérese

Bisturi;

Tesoura de Metzenbaum: pode ser reta ou curva, sendo utilizada para a diérese de tecidos (extremidade distal mais delicada e estreita);

Tesoura de Mayo: também pode ser reta ou curva, sendo utilizada para a secção de fios e outros materiais (é considerada mais traumática).

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Instrumentos de Preensão

Pinça de Addison: utilizada em cirurgias mais delicadas, como as pediátricas;
Pinça anatômica;
Pinça dente de rato.
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Instrumentos de Hemostasia

Pinça Kelly: apresentam ranhuras transversais nas pontas e podem ser retas ou curvas;

Pinça Halstead: para vasos de pequeno calibre, devido a seu tamanho reduzido;

Pinça Mixter: ponta em ângulo reto (permite a ligadura de vasos de acesso mais difícil);

Pinça Kocher: seu uso mais habitual é na preensão e tração de tecidos grosseiros, como aponeuroses (apresenta dentes em sua extremidade).

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Asma: tratamento de manutenção

Asma: tratamento de manutenção

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– Se asma não controlada: verificar aderência, controle do ambiente e técnica do tratamento;

– Se asma controlada por 3 meses, retrocedemos um passo na terapia.

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Não utilizar beta2-agonistas de ação prolongada em crianças menores de 5 anos, pois os efeitos colaterais ainda não foram adequadamente estudados;

Xantinas possuem ação imunomoduladora, podendo ser associadas aos CI (droga de terceira linha);

– Os estabilizadores de membrana de mastócitos (cromoglicato de sódio e nedocromil sódico) e os antagonistas dos leucotrienos são alternativas na terapia de manutenção.

Morte Encefálica: o que eu preciso saber?

Morte Encefálica: o que eu preciso saber?

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– É a parada total e irreversível das funções encefálicas, sendo os critérios diagnósticos baseados na ausência de atividade cerebral, incluindo o tronco encefálico;

– Principais causas: TCE, AVE, encefalopatia anóxica e tumor cerebral primário;

– Pré-Requisitos:

  • Identificação e registro hospitalar;
  • Causa CONHECIDA;
  • Paciente não pode estar hipotérmico, hipotenso e nem usando drogas depressoras do SNC.

– Submetido a 2 exames neurológicos por profissionais diferentes (não podem ser da equipe de transplantes), sendo um obrigatoriamente da área de Neurologia;

Exame Clínico: coma aperceptivo, ausência de atividade motora supraespinhal (pupilas fixas e arreativas, ausência de reflexos corneopalpebral, oculocefálico e da tosse), apneia;

– Após o 2º exame clínico, é realizado exame complementar para confirmação (busca identificar ausência de perfusão sanguínea, atividade elétrica ou atividade metabólica cerebrais);

Notificação compulsória (Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos), independente do desejo do familiar ou da condição clínica do potencial doador;

– O óbito deve ser constatado no momento do diagnóstico de morte encefálica.

Você sabe a diferença entre medicamentos GENÉRICOS e SIMILARES?

Você sabe a diferença entre medicamentos GENÉRICOS e SIMILARES?

Crescimento no semestre é o maior desde 2003

Definições muito simples, mas que podem confundir na hora do concurso! Fiquem atentos:

  • Medicamento de referência: é o medicamento inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária (ou seja, é o medicamento lançado por uma empresa farmacêutica, que possui inicialmente sua patente e o vende por um nome fantasia… exemplo: Viagra, lançado pela Pfizer).

 

  • Medicamentos genéricos: em sua embalagem há uma tarja amarela contendo a letra “G”. Como não possui marca, o consumidor tem acesso apenas ao princípio ativo. Exemplo: Sildenafil.

 

  • Medicamentos similares: são identificados pela marca ou nome comercial. Exemplo: Pramil, o sildenafil da Novophar.

 

      Os medicamentos genéricos e similares devem possuir o mesmo princípio ativo, mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência. Mas note a diferença: por lei, somente os medicamentos genéricos podem ser intercambiáveis com os de marca. Os similares não podem ser substituídos pelos de referência quando prescritos pelo médico!

Zika e Chikungunya: O que preciso saber?

Zika e Chikungunya: O que preciso saber?

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ZIKA

– Família Flaviviridae;
– Vetor: Aedes aegypti e A. albopictus;
– Assintomáticos em 80% dos casos;
– Possível relação com epidemia de microcefalia, se infecção no primeiro trimestre de gestação;
– Possível associação com síndrome de Guillain-Barré;
– Quadro Clínico: “dengue mais branda”;
– Pode ser transmitido por via sexual;
– Pode ser encontrado no leite materno (discute-se a suspensão temporária do aleitamento);
– Tratamento sintomático (evitar AINEs).
 

FEBRE DE CHIKUNGUNYA

– Vetor: Aedes aegypti e A. albopictus;
– Termo significa “aqueles que se dobram”;
– Quadro Clínico: “dengue mais branda”, porém com maior sintomatologia articular (poliartralgia simétrica, principalmente em mãos, punhos e tornozelos);
Pode cronificar (artralgia inflamatória);
– Tratamento sintomático;
Repouso é fator protetor para evitar evolução para fase subaguda.

Hemoglobinúria Paroxística Noturna

Hemoglobinúria Paroxística Noturna

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– É uma desordem adquirida da célula tronco (forma células hipersensíveis ao sistema complemento, pela perda de dois fatores reguladores – CD55 e CD59);
– Doença de adultos jovens (30-40 anos);
– Tríade: tromboses abdominais (síndrome de Budd-Chiari é o evento mais clássico) + pancitopenia + hemólise intravascular;
– Paciente relata hemoglobinúria pela manhã, pois o episódio ocorre mais frequentemente à noite durante o sono;
– Trombogênese: as plaquetas se defendem do complexo de ataque à membrana removendo-o em pequenas vesículas de membrana (vesículas promovem a formação de trombina = hipercoagulabilidade e ativação plaquetária);
– Diagnóstico: citometria de fluxo (identifica deficiência de CD55 e CD59);
– Tratamento: eculizumab (inibe complemento).
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