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Captopril Sublingual

Existe uma confusão sobre a via de administração de alguns fármacos, principalmente em caso de emergência. Esse é o caso do Captopril.
Primeiro, vamos dar uma olhada na bula do medicamento:
http://www.iquego.com.br/pdf/bula_captopril.pdfhttp://www.bulas.med.br/bula/6048/captopril+generico.htm
Gostaria de destacar:
1.Via de administração oral
2. O CAPTOPRIL é rapidamente absorvido por via oral; os níveis sangüíneos máximos ocorrem por volta de 1 hora.
3. Início da ação 15 a 60 minutos. Tempo para atingir a concentração sérica de pico 30 a 90 minutos.
Vejamos o que fala o Goodman sobre a via de administração sublingual:
A utilização de medicamentos via sublingual depende da ionização e lipossolubilidade do fármaco(¹)
Então, para que uma medicação seja usada por via sublingual, ela, obrigatoriamente, deve ter: caráter iônico, lipossolubilidade, importante mecanismo de primeira passagem (metabolismo hepático). Essas não são características de: Nifedipina, Clonidina, Atenolol, Captopril, e outros frequentementes usados por via sublingual, na crise hipertensiva.
Fonte: http://www.fmrp.usp.br/revista/2003/36n2e4/18urgencias_emergencias_hipertensivas.pdf
Para o Captopril, tanto a rota sublingual quanto a oral tem efeitos similares sobre a PA e atividade da renina plasmática, não havendo estudos que demonstrem a superioridade do captopril sublingual sobre a via oral, devendo ser utilizada se a via oral não for factível.
Já com o nifedipino, foram descritos efeitos colaterais graves com o uso sublingual. A dificuldade de controlar o ritmo ou o grau de redução da PA, e a existência de alternativas eficazes e mais bem toleradas, torna o uso desse agente não recomendável nessa situação.
Alguns trabalhos demonstram que é muito pouco absorvido por via sub-lingual.
Fonte:http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/arquivos/assistenciafarmaceutica/clin-alert0101.pdf
Apesar de a prática de se ministrar Captopril, Nifedipina e semelhantes, pela via sublingual ser muito difundida (inclusive em outros países ), esse uso não tem comprovação científica. Portanto, reservemos o uso do Captopril sublingual para quando a administração oral não for possível.Captopril sub lingual

Especialidades : Valor de Plantões

Pergunta : Walisson ( Universidade de Brasília )
Boa tarde, dr.! Tudo bem?
Gostaria de saber quanto à remuneração dos plantões de especialidade: qual deles remunera melhor? Os plantões de anestesio, por exemplo, são mais bem recompensados do que os de outras áreas (clínica, cirurgia geral, etc)? E qual seria o valor dos médio dos plantões em cada área?
Muito obrigado!
Resposta :
Mesmo durante a residência os médicos recém formados começam a dar plantão como clínicos, geralmente em hospitais particulares, em serviços de emergência , que são mais pronto atendimento do que propriamente emergência.
Os valores para esses plantões variam de cidade para cidade; por exemplo no Rio de Janeiro, por cada plantão de 12 horas o médico recebe em torno de R$ 800,00 ou R$ 1.600,00 por cada 24 h. Se ele der um plantão de 24 h toda semana, estará recebendo mensalmente R$ 6.400,00 a R$ 8.000,00 ( dependendo se o mês tiver 4 ou 5 semanas ).
Apenas hospitais públicos ou hospitais de grande porte contam com especialistas de plantão. Nos demais hospitais os especialistas trabalham como “ alcançáveis “, o chamado sobreaviso e aí ele ganha por cada atendimento que fizer.
Alguns especialistas como neurocirurgiões ou cirurgiões gerais, muitas vezes tem negociado com esses hospitais em receber um valor fixo além dos procedimentos que realizar.
Quando um especialista é contratado através de concurso como por exemplo no corpo de médicos da marinha, do exército ou aeronáutica, ele vai receber de acordo com sua “patente militar “, independente de sua especialidade e o salário inicial fica em torno de R$ 7.000,00 a R$ 8.000,00 mensais.
Existe um projeto ( tramitando há anos e ainda não aprovado ) instituindo a chamada “carreira médica”, onde o médico em inicio de carreira trabalharia 20 horas semanais com um salário de R$ 10.000,00 , que aumentaria de acordo com o tempo de trabalho e também com as titulações conseguidas, tipo mestrado, doutorado…
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Mário Novais

Endocrino ou Dermatologia

Pergunta : Débora ( Universidade de Brasília )
Prezador Dr Mario, queria primeiramente agradecer pelas informações disponibilizadas. Eu me formei, e estou atualmente na Residência de Clínica Médica, no R2. Entretanto ainda não consegui definir qual a sub que eu gostaria de fazer, inclusive se realmente queria seguir na área da clínica médica. Eu prezo muito pela qualidade de vida, pelo próprio ganho salarial, por uma especialidade que eu não precise dar plantão futuramente, mas também sinto a necessidade de fazer a diferença na vida do próximo, na vida do meu paciente. E acabo sempre na dúvida entre Endocrinologia e Dermatologia. Com os crescentes números de pós graduação, também fico receosa em relação ao mercado, tanto da Endócrino, quanto da Dermatologia
A Endocrinologia me fascina pela Neuroendócrino, por poder realizar o tratamento e acompanhamento de Câncer de Tireoide, diabetes, trabalhar com mudança de estilo de vida, enfim. Entretanto, por ser uma especialidade em que não tem procedimentos, ser puramente ambulatorial, fico com medo de me sentir entediada no futuro, além da probabilidade de um menor retorno financeiro. Enquanto na Dermato, eu poderia atuar tanto nas patologias, quanto na parte estética e realizar procedimento. Entretanto eu tenho muito receio em não me realizar pessoalmente, por ser uma especialidade tão relacionada à estética, e ter essa sensação do distanciamento da Medicina mesmo.
Gostaria de saber sua visão sobre o mercado de ambas as especialidades, retorno financeiro, satisfação dos profissionais.
Resposta :
Gostar de duas especialidades não é pecado. No entanto tem que se decidir por apenas uma e não olhar mais para trás imaginando que poderia ter feito uma outra escolha.
As duas citadas por vc são excelentes especialidades, porém com pacientes e patologias bem diversas e vc tem que tentar ver em qual das duas situações de dia a dia vai se sentir mais feliz e mais confortável.
A endocrinologia é uma excelente especialidade, principalmente pelo aumento absurdo dos níveis de obesidade em todo o mundo e pela importância que se tem dado ao culto ao corpo. Além disso, são muito frequentes  as doenças da tireóide e os distúrbios hormonais ( menopausa e andropausa )em uma população que está nitidamente envelhecendo.
A endócrino também é uma boa especialidade porque além de permitir uma boa qualidade de vida e possibilitar uma boa remuneração, apesar de não permitir procedimentos e cirurgias que agreguem valor à consulta, é uma especialidade de boca-a-boca rápido na clientela e uma das poucas que permite ao profissional ser independente de convênios já que a clientela cresce rapidamente, principalmente em função da preocupação atual e futura com a obesidade e do aumento da expectativa de vida da população com consequente maior aparecimento de distúrbios da tireóide, do diabetes e alterações hormonais (menopausa e andropausa )
Cobrando, inicialmente, R$ 300,00 a consulta e realizando apenas 5 consultas por dia , o endocrinologista  pode ter no final do mês honorários acima de R$ 30.000,00.
Em relação aos cursos de pós-graduação comparados com a residência médica; a residência fornece uma base técnica bem mais sólida, o que vai facilitar seu trabalho no futuro e incrementar sua carreira.
Na residência vc recebe uma bolsa de R$ 3.000,00 e ainda pode dar pelo menos um plantão de 24 h por fora ( faixa de R$ 7.000,00/mês ) perfazendo um total de cerca de R$ 10.000,00 / mês. Na pós vc não recebe a bolsa iguala o do residente e ainda tem que pagar a mensalidade do curso de pós.
A dermato é uma especialidade de acesso direto. Os programas de residência médica em Dermato têm a duração de 3 anos, sendo que na maioria dos serviços o primeiro ano é basicamente de clínica médica.
A Dermatologia é uma das melhores especialidades, tanto pela boa qualidade de vida que permite , como pelos procedimentos pequenos e médios que agregam valor às consultas.
A crescente importância que se tem dado recentemente à prevenção e diagnóstico precoce do câncer de pele e mais a procura desesperada pela beleza, ainda por cima aliada à uma indústria fortíssima de cosméticos e produtos anti envelhecimento, fazem com que a clientela do dermatologista cresça rapidamente.
Como dermatologista, evidentemente vc pode trabalhar em Hospitais, apenas a clientela do hospital será um pouco diferente da clientela do seu consultório. No hospital vão predominar as patologias dermatológicas e no consultório predominará a parte cosmética, que inclusive é a mais lucrativa.
A remuneração do dermatologista, de um modo geral, é melhor do que a do endocrinologista a medida que ele utilize dos procedimentos estéticos da especialidade e consiga fazer um bom marketing para divulgação dos seus serviços.
Quanto ao tédio dentro da especialidade, isso é comum em todas as especialidades, já que os casos se repetem com muita frequência.
Concluindo : entre essas duas opções, qualquer que vc escolha vai estar fazendo uma boa opção, porém de acordo com seu perfil, talvez vc se sinta melhor como endocrinologista.
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Mário Novais

Infectologia e Medicina de Família

Pergunta : Raquel ( Universidade Federal de Minas Gerais )
Prezado Dr Mario, primeiramente gostaria de agradecer pela contribuição contínua que o site oferece informando sobre as especialidades. Sem dúvida é um serviço que ajuda muito nesta tão difícil escolha da residência médica.
Estou no último ano da graduação e estou em dúvida em relação à infectologia e medicina de família e comunidade. Como se trata da minha segunda graduação, características como mercado (no momento atual é no futuro), estabilidade e qualidade de vida são de grande importância na minha decisão. Gostaria de saber mais sobre essas características referentes a estas duas especialidades médicas.
Desde já agradeço a atenção.
Resposta:
A dúvida nesse momento é normal e muito comum. Serão muitos anos de atividade profissional e por isso a escolha deve ser feita de forma mais racional.
Na escolha, além de analisar a qualidade de vida e a remuneração que a especialidade vai te permitir é fundamental avaliar como é o dia a dia da especialidade, ou seja tipos de pacientes e tipos de patologias com as quais vai lidar.
Mais algumas informações sobre essas especialidades podem te ajudar na escolha :
A infectologia foi uma das especialidades que mais progrediu em termos de status nos últimos anos. Anteriormente rotulada como especialidade que tratava somente de doenças raras e crônicas como esquistossomose , calazar e doença de chagas, com o aparecimento da AIDS e novas doenças como Influenza H1N1, Zica, Dengue, evoluiu para um aumento significativo da clientela.
Além disso, desde a morte do presidente Tancredo Neves, vitima de infecção hospitalar, passou a ser exigido dos hospitais a criação das comissões de controle de infecção hospitalar com normas rígidas de funcionamento, abrindo um mercado interessante em termos de consultoria para os profissionais dessa especialidade.
O mercado ainda é carente de profissionais, tanto na área de consultórios como nas solicitações de pareceres em pacientes internados em aptos, enfermarias e unidades de tratamento intensivo.
Esse é o principal mercado em cidades grandes ( consultórios próprios que até independem de convênios porque lida com casos especiais, centros de saúde, pareceres em pacientes internados com infecções resistentes e consultoria na organização e acompanhamento de CCIHs )
No momento, as epidemias de Dengue, Zica, Febre Amarela em varias cidades tb estimula o mercado de infectologia.
Em cidades do norte do Brasil, o controle de doenças como febre amarela e malária tb é um mercado promissor para esses especialistas na área de saúde publica principalmente.
Pela AIDS, pelas novas doenças infecciosas que vão continuar aparecendo periodicamente, pelas CCIHs e pelo consequente aumento rápido da clientela, a DIP passou a ser uma das melhores especialidades do momento.
A Medicina de Família e Comunidade é a especialidade que mais poderia influenciar na saúde de uma população, já que a maior parte dos pacientes que procuram atendimento médico, o fazem com problemas banais que com um boa formação médica de base poderiam ser resolvidos por qualquer médico.
A abordagem familiar em relação a aspectos de saúde e mesmo em relação a aspectos psicológicos, de saúde mental, prevenção de doenças, sedentarismo, adaptação escolar, saúde bucal, crescimento e desenvolvimento…pode ter um resultado espetacular na saúde e inserção social de uma família.
No entanto, por mais que todos julguem importante esses aspectos, a maioria dos médicos acabam optando por escolher uma especialidade considerada por eles como mais técnica e de mais status.
O sistema de saúde do Brasil ( público ou privado ) que permite acesso direto aos diferentes especialistas por parte da clientela, termina por reduzir a provável clientela do médico de família e do generalista.
Abaixo reproduzo artigo publicado na Rev Med (São Paulo). 2012;91(ed. esp.):39-44
Por que escolher a Medicina de Família e Comunidade? Ademir Lopes Júnior
Graduação em Medicina pela Universidade de São Paulo, Consultor da Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Membro da Câmara Técnica de Medicina da Família e Comunidade, Delegado do CREMESP.
O que é a especialidade?
A Medicina de Família e Comunidade (MFC) é a especialidade médica que cuida das pessoas ao longo do tempo, independente do problema de saúde, do sexo, da idade, ou do órgão afetado pela doença.A MFC visa o atendimento integral das pes- soas, famílias e comunidade por meio decompetên- ciaspreventivas e terapêuticas.
O médico de família e comunidade (Mfc) é um especialista em atenção primária à saúde, portanto, deve ter formação geral que lhe permita ser o primeiro contato do paciente sempre que esse procure o servi- ço de saúde. É o pro ssional que coordena o cuidado ao longo do tempo com resolutividade de 85% a 95%, além do manejo de sintomas inespecí cos.
O fortalecimento da MFC está diretamente vin- culado a organização do sistema de saúde. Países com sistemas de saúde mais justos para toda a popu- lação têm forte atenção primária, com priorização do número de médicos com formação geral em relação aos demais especialistas.
No Brasil, embora a MFC seja reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1981, apenas após a criação da Estratégia de Saúde da Família (ESF), em 1994, a especialidade tornou-se mais conhecida.
Por que escolhi essa especialidade?
Entrei na FMUSP em 2000. Não tive nenhu- ma disciplina sobre atenção primária na graduação -apenas apuericultura no Centro de Saúde-Escola do Butantã e uma visita domiciliar no PSF da Zona Leste. Aliás, lembro até hoje dessa visita: um paciente com
Doença de Parkinson.
A intensa grade curricular da FMUSP pouco permitiavivenciaroutros espaços. Por isso, “tranquei” a faculdade para conhecer um pouco da USP: entre o 3o e 4o ano parei por 6 meses o curso enquanto frequenteicomo ouvinte disciplinas nas Faculda- des de Jornalismo, Psicologia e História.Durante o internato, “tranquei” mais três vezes: um mês de estágio de Medicina Tropical em Santarém, um mês de Geriatria no Canadá, e 15 dias de Oftalmologia e Otorrinolaringologia no HC-FMUSP (na época não haviam esses estágios). Ao todo, adiei em 9 meses minha formatura, e ainda restaram 2 meses para estudar para a prova de residência.
Apesar de já ter ouvido sobre a MFC no Brasil, apenas no Canadá conheci a prática de um Mfc. Isso me encantou: ser um pro ssional com ampla visão clínica evasto e variado repertório de pacientes. Mas como seria aqui no Brasil?
Para isso, fui visitar o programa de residência de MFC do Grupo Hospitalar Conceição no Rio Gran- de do Sul, um dos mais antigos do Brasil. Observei uma consulta não agendada de um paciente com lombalgia. A consulta foi muito diferente da queixa- conduta que eu estava habituado!
O médico já conheciao paciente, perguntou o que lhe preocupava, entendeu suas dúvidas, investi- gou e orientou os hábitos posturais eacordou as pos- sibilidades terapêuticas. A integralidade do cuidado se tornavareal ali na minha frente e em 10 minutos! Com o tempo, duranteminha residência, descobri que isso só era possível com a longitudinalidade e uso de“tecnologias leves”como a Medicina Centrada no Paciente ou do Teorema de Bayes.
 
Medicina de Família e Comunidade – Edição Especialidades Médicas.
Nesse estágio, também observei a discussão sobre a dinâmica familiardeum paciente acamado com múltiplas morbidades cujacuidadora com de- pressão nãoaderia às orientações. O que parecia um caos, cou claro e passível de intervenção com o uso das ferramentas da abordagem familiar. E, assim, foi possível construir um plano terapêutico que ostornassem mais autônomospara seus próprios projetos de vida.
Acompanhei pacientes em cuidados paliativos, pré-natal, crianças com asma. A MFC não era uma simples somatória de outras especialidades, havia algo próprio! Além disso, em várias situaçõesna mi- nha própria família e amigos (classe média) percebia o quanto fazia falta um pro ssionalpara coordenar o cuidado dos meus avós, pais e irmão.
Na minha graduação já havia pensado em fazer Pediatria, Geriatria, Psiquiatria e Infectologia. Mas como escolher? Conhecia inúmeros psiquiatras e pediatras com 30 anos de formação, mas nenhum Mfc! O que seria da MFC em 2040? Qual seria o risco de uma especialidade quasetodavinculada apenas ao sistema público? Teria alguma perspectiva nan- ceira? Teria reconhecimento pelos meus pares que sempre desprestigiavam essa especialidade?
Mas a MFC era uma especialidade em franca ascensão. Eu poderia integrar a prática clínica com outras áreas do conhecimento. Gostava disso!Eu poderia conversar com as pessoas, conhecendo seus hábitos e história de vida nas suas casas e cotidiano. Havia grande diversidade de atuação: de insu ciência cardíaca aos dé cits motores, de lesões de pele aos problemas de linguagem, das angústias com o ciclo de vida às crises psicóticas, da promoção à saúde à caquexia.
Os Mfc que conhecia erambastante requisi- tados nas universidades e serviços de saúde. Os programas de residência em MFC eram os que mais haviam se expandido no país. O ganho salarial, em- bora não fosse o maiorentre as especialidades, era
razoável e com boas garantias. Com o tempo, per- cebi que a MFC me oferecia ampla possibilidade de atuação no sistema públicoou privado, nas grandes ou pequenas cidades, nas comunidades ou casas, nas instituições de saúde ou ensino. Havia muita tecnologia envolvida,seja no uso das habilidades comunicacionais oude informática e telemedicina. Havia um novo espaço a se construir e eu poderia ter muita satisfação nesse processo.
A MFC, en m, não era uma especialidadede pobrespara pobres! Conheci experiências exitosas no próprio Brasil e quase todas as críticas ou descréditos à MFC vinham de outros especialistas que pouco ou nada conheciam da área. A ESF se consolidava, tanto que em 2011 a revista The Lancet publicou um número inteiro dedicado aos bons resultados da estratégia brasileira.
Resolvi arriscar e participar da criação de um novo momento no país. Apesar dos desincentivos de TODOS os preceptores dos estágios do meu internato, optei pela MFC. Estaria participando da construção de uma especialidade que, apesar de reconhecida desde 1981, apenas agora era mais evidente no cenário nacional.
Durante a residência, fui para Portugal, conheci médicos da Espanha, Inglaterra e Bélgica. Percebi o quanto os MFC eram reconhecidos em outros países. Desde então, inúmeras oportunidades se abriram para mim, seja no ensino, gestão ou assistência à saúde.
Por fim, certamente essa é uma especialidade a ser considerada por aqueles que gostam da clínica ampliada, da relação médico-paciente, que acham interessante o corpo humano em sua totalidade, bem como para aqueles se interessam pelosvários mo- mentos de vida em seus vários aspectos e contextos. Se você gostar de dessa os, vale à pena conversar com alguém que fez a residência em MFC, certamente serão lhe apresentadas oportunidades e vários caminhos a serem construídos e desvendados.
Concluindo : embora exista carência de bons médicos de saúde da família e ser essa uma especialidade ao mesmo tempo apaixonante (em termos de relacionamentos pessoais) e ao mesmo tempo enfadonha ( pela repetição de pequenos problemas ), o mercado de trabalho é ingrato para essa especialidade.
Sucesso
Mário Novais

Oftalmologia ou Ortopedia

Pergunta : Victor ( Universidade Federal de São Carlos )
Primeiramente gostaria de parabenizar e agradecer pelas informações que disponibilizam.
Sou acadêmico do 6º ano e estou indeciso sobre a escolha especialidade. As que mais me chamam a atenção são oftalmologia e ortopedia, principalmente por essas especialidades permitirem grande quantidade de procedimentos, cheguei a cogitar cirurgia geral, porém o tempo e o desgaste da residência me desanimam um pouco. Gostaria de saber quais destas especialidades permite uma melhor qualidade de vida e ganhos financeiros a curto e longo prazo e também sobre a rotina durante a residência em relação a tempo para plantões. Além disso, não tenho familiares na área e não tenho dinheiro para investir de imediato na especialidade e receio que isso possa interferir na escolha.
Resposta:
A escolha da especialidade deve ser bem racional e pensada com tranquilidade porque serão muitos anos de atividade profissional e vc deve se sentir feliz e confortável com o seu dia a dia profissional.
Oftalmologia e ortopedia são excelentes especialidades, porem lidam com pacientes e patologias diferentes; assim vc deve tentar imaginar em qual dia a dia vai se sentir melhor.
As duas permitem ótima remuneração, pois incluem procedimentos e cirurgias que agregam valor ao preço da consulta.
Ambas permitem boa qualidade de vida, sendo que o cotidiano do oftalmologista será mais tranquilo do que o do ortopedista.
A oftalmologia apresenta menor quantidade de emergências e as cirurgias são mais rápidas com menor desgaste do que nas cirurgias de ortopedia.
Em ambas as residências, mesmo sendo atividades muito mais trabalhosas do que são agora na rotina de faculdade, sempre há possibilidade para plantões fora da residência médica.
Embora na oftalmologia os custos de se montar um consultório próprio sejam bem maiores do que na ortopedia, de um modo geral o oftalmo inicia suas atividades trabalhando em clinicas já estabelecidas de outros oftalmologistas e com o tempo e devagar vai montando seu próprio consultório ou clínica.
Inicialmente vai ser um consultório simples com poucos equipamentos e a medida que a clientela vai aumentando, ele vai adquirindo novos equipamentos, o que pode ser através de financiamentos bancários ou mesmo diretamente com os fabricantes.
Além disso, no inicio do consultório, existe a opção de se adquirir equipamentos usados em bom estado por bons preços.
Sucesso
Mário Novais

Residência Médica ou Pós Graduação

Pergunta : Tiago ( Hospital São Leopoldo Mandic )
Boa tarde, parabéns pelo site que é de grande ajuda e muito útil para nos que estamos ingressando na carreira medica.
A minha dúvida é sobre os cursos de especialização lato sensu para a area de dermatologia. Seria uma alternativa a residência médica? Como é a relacao com a sociedade de dermatologia, visto que temos a Sociedade brasileira de dermatologia(SBD) e a SBDCC (sociedade brasileira de dermatologia clinica cirúrgica)? o profissional não oriundo da residência médica pode ter maior dificuldades futuras na área que escolher? Obrigado.
Resposta:
A formação básica do médico é extremamente importante e como a maioria das faculdades de Medicina é muito teórica, ao final do curso o profissional, agora já formado, precisa de um treinamento mais prático e a residência médica é o melhor caminho.
Por mais que existam bons cursos de pós graduação em diversas áreas da medicina, a residência ainda é , com toda certeza, o melhor caminho para esse aprimoramento do profissional.
A residência médica é fundamental na formação do profissional e para quem já teve que aguardar 6 anos na faculdade, vale a pena investir mais alguns anos para ficar com uma formação melhor.
Acho que os cursos de pós graduação deveriam ser pensados somente quando não se consegue de nenhuma maneira entrar para uma residência.
Quando se termina a residência, o médico pode registrar seu diploma de residente no Conselho Regional de Medicina e se intitular especialista naquela área. Os cursos de pós graduação não dão esse direito. Os cursos de pós( se forem reconhecidos pelo MEC) apenas permitem que ao final deles vc preste o concurso para conseguir o título fornecido pela sociedade da especialidade em conjunto com a AMB.
Outra desvantagem dos cursos de pós é que vc não receberá a bolsa que os residentes recebem ( faixa de R$ 3.000,00) e ainda vai ter que pagar uma mensalidade para fazer a pós.
Mesmo com a carga horária puxada da residência você sempre poderá ganhar algum dinheiro dando de 12 a 24 horas de plantão semanal fora da residência .
Concluindo : a primeira opção sempre deve ser a residência. Seus clientes precisarão de um médico competente e você poderá ter uma carreira mais brilhante se tiver uma excelente formação na especialidade.
Sucesso
Mário Novais

Anestesiologia ou Dermatologia

Pergunta : Lays ( Universidade Federal do Maranhão )
Comecei a preparação para a residência medica, mas ando muito confusa.. Sempre pensei em fazer cirurgia, mas atualmente, pensando no tempo de residência e nas dificuldades impostas na especialidade por ser mulher, venho pensando em fazer outras coisas. Tenho pensando bastante em anestesio e dermato, mas tenho algumas duvidas sobre ambas. Em primeiro lugar, gostaria de me estabelecer no mercado médico de São Paulo, e pensando na remuneração, qual das duas seria melhor? Sou apaixonada por centro cirúrgico e o fato do anestesista lidar com os pacientes “dormindo” fala muito a favor, além disso, gosto dos procedimentos (por isso o interesse na dermato, mas clinica mesmo nao gosto tanto). Meu maior sonho é fazer a residência na USP. Fazendo residência de anestesiologia na USP, seria garantia de um bom lugar no mercado de trabalho paulista ao fim da residência? Seria possível conseguir uma boa remuneração, um bom lugar no mercado de trabalho de São Paulo na anestesiologia? Obrigada!
Resposta:
Na escolha da especialidade é fundamental se analisar 3 fatores:

  • qual a qualidade de vida que a especialidade vai te permitir
  • qual a remuneração comum a essa especialidade
  • como vai ser teu dia a dia ( tipos de pacientes e tipos de patologias)

O fato de ser mulher não deve interferir na sua escolha.
Pelo seu perfil, anestesiologia poderia ser uma boa opção, embora vc tenha que reconhecer que a qualidade de vida fica prejudicada por vários anos até que vc consiga se estabelecer como anestesista de cirurgias eletivas; o que não é tão fácil.
Fazendo residência de anestesio na USP ou em outro local, vc não vai ter dificuldade de se colocar no mercado de trabalho, porque o próprio staff da residência vai “abrir espaços “no mercado para vc.
Se vc não gosta muito de relacionamentos ou não tem prazer em atender clientes, dermato não deverá ser uma boa opção.
Sucesso
Mário Novais

Como Avaliar Novos Negócios na Medicina

COMO AVALIAR NOVOS NEGÓCIOS

Durante o exercício da profissão médica, você será muitas vezes convidado a participar de novos negócios. Principalmente no inicio de carreira, são muitas as oportunidades de criarmos serviços e participar de novas sociedades.
Isto é um fato muito positivo, porém é fundamental que o jovem médico tenha capacidade para fazer uma avaliação criteriosa destas oportunidades.
Evidentemente antes de analisar qualquer negócio, você precisa fazer uma avaliação do perfil e da personalidade do proponente. Não entre em sociedades com pessoas de carater duvidoso ou mesmo de personalidade muito oposta a sua, somente porque o negócio é bom. Você poderá ter muitos problemas no futuro.
A primeira avaliação desta oportunidade oferecida deve ser feita levando-se em consideração alguns aspectos de Marketing :

  • Este negócio me propiciará prazer pessoal e profissional ?
  • A idéia é boa ? trás alguma novidade no mercado ?
  • Parece atender algum nicho de mercado
  • Existe produto semelhante no mercado ?
  • O serviço semelhante que existe está indo bem ?
  • Como é o mercado atual deste novo negócio ?
  • Quais devem ser as tendências deste mercado ?
  • Quais são as oportunidades para este novo tipo de serviço?
  • Quais são os riscos ?

Independente da análise financeira que será feita a seguir, é muito importante que você, neste momento, reflita sobre a oportunidade que lhe aparece e verifique se esta atividade será prazerosa para você, porque este é um aspecto que sempre deve ser analisado no início de um empreendimento empresarial.
Do ponto de vista de marketing é fundamental verificar a possibilidade que este produto seja inovador ou que possa aplicar-se a um segmento de mercado ainda não explorado, o que denominamos de nicho. Neste caso a chance de sucesso é maior.
Talvez você ainda esteja confuso e sentindo-se sem condições de definir se o investimento é interessante . Para aprofundar sua análise, responda a algumas outras
perguntas com o objetivo de avaliar aspectos operacionais e financeiros :

  • Terei disponibilidade para dedicar-me a esta nova empreitada ?
  • O negócio esta dentro da minha especialidade?
  • Estarei apto a desempenhar a parte técnica da qual assumirei a responsabilidade ?
  • Não estando apto, poderei aprimorar-me tecnicamente para isso ?
  • Quais são as barreiras de entrada para mim ?
  • Quais serão as barreiras de saída ?
  • Que recursos financeiros preciso para entrar neste negócio ?
  • Qual a capacidade de faturamento desta sociedade ?
  • Qual o ponto de equilíbrio do ponto de vista financeiro ?
  • Que margem de lucro posso ter nesta atividade ?
  • Quanto tempo levarei para recuperar o dinheiro empregado ?
  • O lucro mensal que terei nesta sociedade irá me satisfazer agora ?
  • Este lucro mensal continuará me satisfazendo daqui a vários anos ?

Não fique assustado com tantas perguntas, mas o momento certo de se fazer todos os questionamentos possíveis, é exatamente antes de iniciar a nova atividade.
Por melhor que possa parecer o empreendimento, se você não tiver disponibilidade para dedicar-se a ele, questione a validade de ir em frente. Dificilmente consegue-se sucesso, sem dedicação.
A análise das barreiras existentes para você entrar num empreendimento, tais como recursos financeiros, dedicação, necessidade de instalações especiais, perda de oportunidades alternativas, mudanças de objetivos de vida e força da concorrência, deve assumir papel importante na sua decisão.
A mesma importância deve ser dada à avaliação das barreiras de saída, ou seja, que dificuldades você enfrentará se em alguma ocasião resolver desistir do negócio. As principais barreiras deste tipo são : dificuldade de desfazer a sociedade, de vender os equipamentos, de rescindir o contrato de aluguel do imóvel, perda de prestígio junto à clientela, frustrações pessoais e profissionais e desgaste dentro da especialidade.
A análise financeira deve ser a mais minuciosa possível. Qual a quantia que necessito para entrar nesta empreitada ? Disponho dela ? tenho condição de consegui-la com algum familiar ou mesmo contrair um empréstimo bancário ? conseguirei absorver os juros deste empréstimo ?
Não esqueça que você precisará mais dinheiro do que imagina, já que sempre aparecem despesas extras e além disso você precisará ter algum capital de giro para garantir o funcionamento do negócio até que seja atingido o ponto de equilíbrio.
Conseguindo alguns dados no mercado, tal como preço de produto semelhante já existente, você poderá com facilidade calcular a sua capacidade máxima de faturamento, assim como também o seu ponto de equilíbrio.
É fundamental que sua análise seja bastante racional. Não aceite uma proposta qualquer, simplesmente porque foi o seu melhor amigo que a fez. Mais tarde certamente se arrependerá.
Se toda a avaliação for favorável, então aceite a sociedade e iniciem o planejamento final dela.
Obs. Texto extraído do livro “Como Ter Sucesso na Profissão Médica “, autor Dr. Mário Novais, Editora Atheneu

Medicina Legal e Perícia Médica

A Medicina Legal é vista como especialidade que “cuida de cadáveres”. Entretanto, seu campo é muito mais amplo: ela auxilia a ciência das normas, o Direito, aplicando conhecimentos médico-biológicos, para que a sociedade consiga atingir um bem maior: a justiça. Na prática cotidiana, o especialista em Medicina Legal utiliza a ciência médica para esclarecer fatos que interessam em um processo judicial ou administrativo. Para tanto, ele lança mão de conhecimentos de toda a Medicina, extrapolando, às vezes, para outras áreas das ciências biológicas. Sua área de atuação são as perícias médicas de qualquer natureza, que se constituem em elementos de prova fundamentais quando as normas (penais, civis, administrativas etc) exigem conhecimentos médicos para serem executadas. A formação de um perito médico exige, além de conhecimentos médicos e de adequadas noções de Direito, o aprendizado e o domínio de critérios específicos, que estabelecem a ligação entre os parâmetros médicos e os jurídicos. No Brasil essa formação é deficiente e deformada. O Programa de Residência Médica em Medicina Legal tem como principal objetivo formar profissionais capazes de atuarem nos diversos segmentos que compõe a Medicina Legal, visando resolver problemas da justiça na esfera pericial, como mostra o presente artigo ( informações fornecidas pelo site da Faculdade de Medicina da USP –artigo do dr Dr.Daniel Munoz- titular de Medicina Legal da USP.)
A especialidade é realmente “pesada “, tanto do ponto de vista técnico porque exige grandes conhecimentos de várias áreas da medicina como clinica, cirurgia, ortopedia, neurologia, anatomia, fisiologia…, como também exige profundos conhecimentos da área jurídica. É uma especialidade onde se lida muito com a burocracia, processos volumosos, trabalhos periciais, processos indenizatórios que podem influir fortemente em futuros de famílias inteiras…
Na variada temática objeto da Medicina Legal, pode-se traduzir sua divisão, da seguinte forma:
Antropologia forense – Procede ao estudo da identidade e identificação, como a datiloscopia, papiloscopia, irologia, exame de DNA, etc., estabelecendo critérios para a determinação indubitável e individualizada da identidade de um esqueleto ;
Traumatologia forense – Estudo das lesões e suas causas;
Asfixiologia forense – analisa as formas acidentais ou criminosas, homicídios e autocídios, das asfixias, sob o prisma médico e jurídico (esganadura, estrangulamento, afogamento, soterramento, etc.);
Sexologia forense – Trata da Erotologia, Himenologia e Obstetrícia forense, analisando a sexualidade em seu tríplice aspecto quanto aos efeitos sociais: normalidade, patológico e criminológico;
Tanatologia – Estudo da morte e do morto;
Toxicologia – Estudo das substâncias cáusticas, venenosas e tóxicas, efeitos das mesmas nos organismos. Constitui especialidade própria da Medicina, dada sua evolução.
Psicologia e Psiquiatria forenses – Estudo da vontade, das doenças mentais. Graças a elas determina-se a vontade, as capacidades civil e penal;
Polícia científica – atua na investigação criminal.
Além disso existem ainda as necrópsias, que nem todos os médicos têm facilidade para lidar com elas ( nem todos especialistas em medicina legal são obrigados a fazê-las ). É uma especialidade triste e complexa e o status desses profissionais deixa a desejar. Existe mesmo um preconceito da população em relação aos legistas ( a maioria das mães não gostaria de ver seus filhos casados com uma médica legista; prefeririam que eles casassem com um clínico, um pediatra ou um cirurgião ).
Por outro lado, o mercado de trabalho é bastante bom, desde que vc tenha um bom relacionamento no meio jurídico para que possa ser indicada com frequência para atuar como perita do juiz ou mesmo perita assistente das partes envolvidas em um processo.
Uma pericia simples como de uma lesão corporal média em um acidente automobilístico ( que o perito não vai gastar mais de 2 horas para confeccionar o laudo ) pode render ao perito cerca de R$ 5.000,00, mas uma perícia grande, tipo a de um homicídio, pode render honorários acima de R$ 50.000,00.
A residência médica em Medicina Legal e Perícia tem a duração de 3 anos e são oferecidas em poucos serviços e com um número reduzido de vagas.
Mário Novais

Especialidades e Remuneração

Pergunta : Raquel ( Hospital Cristo Redentor )
Qual a especialidade médica mais rentável na sua opinião, atualmente? Medicina intensiva em Santa Catarina vale a pena financeiramente? Parabéns pelo site! Esplêndido! Fonte riquíssima de informações!
Resposta :
Apesar de muitos médicos reclamarem de suas remunerações, se analisarmos dentro de um contexto geral de País relativamente pobre que é o Brasil, as remunerações dos médicos de qq especialidade é muito maior do que a remuneração média da população.
E dentre as especialidades, aquelas que possibilitam procedimentos, exames complementares e cirurgias, de um modo geral aumentam a remuneração, já que esses procedimentos agregam valor ao valor da consulta.
Por exemplo, o valor médio de um atendimento de convênio em pediatria ou clinica médica é na faixa de R$ 80 a 100,00 ( conforme o plano de saúde ), enquanto uma consulta de oftalmologia ( incluindo os exame complementares que gera ) fica na faixa de R$ 150 a 200,00.
As tabelas de anestesiologia também são boas e como os pacientes pagam diretamente ao anestesista, essa é uma das especialidades bem remuneradas.
Otorrino, oftalmo, ortopedia, dermatologia ( pela parte estética ) também são bem remuneradas.
Porém vários fatores interferem na remuneração dos médicos, tipo tempo de formado, cidade onde se trabalha, rede de relacionamentos, concorrência local, marketing que utilizar…
Medicina intensiva em Santa Catarina pode ser uma boa opção. O estado é ótimo, o povo é bem educado e sério e de acordo com a cidade, a rede hospitalar é boa. Antes de se decidir por uma cidade dessas, deve ir lá e estudar as possibilidades de emprego e o mercado de trabalho local.
Sucesso
Mário  Novais