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II COEMED e as Habilidades Médicas

II COEMED e as Habilidades Médicas

Sabe-se que toda atividade extracurricular é essencial para a formação e currículo do médico. Um avanço pelo interesse em assuntos que não são abordados nas salas de aula da graduação em medicina nem vistos diretamente na rotina intra-hospitalar / dentro dos consultórios, por sua vez, tem sido notado entre os estudantes brasileiros. De fato, diante da abertura de tantas faculdades de medicina no país a competição no mercado aumentará de maneira exponencial e os jovens deverão se aperfeiçoar em diferentes áreas para se destacar e obter êxito em suas escolhas – já que atualmente não é segredo para ninguém que os resultados da sala de aula representam pouca relação com um futuro próspero dos alunos. A busca por informações de outras áreas do conhecimento que se apresentam como pré-requisitos para a ‘carreira dos sonhos’  demonstra, portanto, a crescente necessidade dos médicos se destacaram não apenas na área científica mas também em outros quesitos desenvolvendo progressivamente vitais habilidades para o sucesso.

O II Congresso Estadual dos Estudantes de Medicina do Rio de Janeiro (COEMED-RJ) foi um sucesso e serve como exemplo para essa discussão. Entre os dias 31 de agosto a 02 de setembro, na Unifeso, em Teresópolis, foi realizado o evento que contou com palestras e atividades sobre temas de grande relevância na formação de todo profissional médico – tais como medicina atual, novas tecnologias, carreira militar, marketing médico, entre outros. Os três dias de encontros, ainda, atingiram cerca de 400 estudantes.

Um dos assuntos importantes que fizeram sucesso dentre os discutidos foi o Marketing médico. Convidada para participar como palestrante, a conselheira e coordenadora da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) do CREMERJ, Kássie Cargnin, discursou sobre ‘Marketing médico e mídias sociais: o que pode e o que não pode”. Na sua apresentação foram destacados os principais pontos da resolução CFM 1.974/11, que estabelece as regras da publicidade médica e veda ao médico, entre outros, fazer propaganda de técnica não reconhecida pelo CFM; oferecer seus serviços por meio de consórcio e similares; anunciar especialidade ou área de atuação para a qual não esteja qualificado e registrado no CRM, divulgar especialidade ou área de atuação não reconhecida pelo CFM. Além disso, abordou a resolução CFM 2.126/15, que normatiza as publicações nas redes sociais, proibindo os médicos de publicar selfies em situações de trabalho e de fazer a divulgação de imagens de “antes e depois” de procedimentos. Terminou com uma mensagem de cautela para a próxima geração de jovens médicos, dizendo para que tenham cuidado com todo tipo de informação oferecido pelas redes sociais. Para ela, as mídias estão diretamente relacionadas com a vida profissional dos médicos e até mesmo com seu sucesso, sem que, no entanto, substituam ou sejam extensões de sua atividade e seu papel dentro dos consultórios.

Desse modo, o intuito desse post foi alertar sobre a importância do desenvolvimento de diversas habilidades no presente e no futuro do médico brasileiro – nesse caso destaque para o Marketing ético, moral, legal e eficiente abordado no COEMED. Outras áreas deveriam ser estudadas e exploradas para benefício do médico para o sucesso em sua profissão, como networking, gestão de pessoas, oratória, lógica e resolução de problemas, administração etc. A aparência física, o comportamento e a maneira de se vestir também merecem destaque e são qualidades que também participam, portanto, dos pré-requisitos da ‘carreira dos sonhos’ citada anteriormente.

Fonte: CREMERJ

Cirurgia Pediátrica

Cirurgia Pediátrica

Vantagens

  • Menor número de profissionais no mercado
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Área valorizada por grande parcela da população
  • Baixo custo para abertura de consultório
  • Especialidade caracterizada como “feliz” pelos pacientes os quais atende
  • Pouca concorrência com outras especialidades para tratar das patologias

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Menor fidelidade do paciente no consultório – patologias agudas etc
  • Maior tempo de formação
  • Baixo número de vagas para a especialidade
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Necessidade de estar associado a algum serviço
  • Necessidade de realizar plantões por períodos mais longos
  • Diminuição geral da natalidade mundial deve fazer com que a clientela diminua
  • Remuneração à longo prazo
  • Baixa qualidade de vida pela quantidade de emergências e parentes preocupados que procuram o médico 24 horas por dia ao longo de toda a semana

Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Vantagens

  • Menor número de profissionais no mercado
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Especialidade considerada “triste” pelas patologias e pelo perfil dos pacientes os quais atende
  • Área valorizada por grande parcela da população
  • Aumento do número de patologias pelo aumento da expectativa de vida da população
  • Baixo custo para abertura de consultório

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Menor fidelidade do paciente no consultório – patologias agudas, retornos apenas após longos períodos, etc
  • Maior tempo de formação
  • Baixo número de vagas para a especialidade
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Necessidade de estar associado a algum serviço
  • Necessidade de realizar plantões por períodos mais longos
  • Alta remuneração a longo prazo

Currículo para Estágios Internacionais

Currículo para Estágios Internacionais

Não é segredo que todas as seleções para estágios internacionais cobram um currículo do candidato feito em inglês. Se enganam, contudo, os que acham que o documento solicitado pelas escolas médicas em outros países deve ser apenas a tradução do currículo utilizado rotineiramente em nosso país.

No intuito de esclarecer os principais pontos normalmente requisitados pela grandes escolas médicas mundiais aos candidatos a estágios e outros treinamentos esse post foi criado.

Pontos principais:

A) Informações essenciais ao respeito do candidato:

Full Name:

Nationality:

Age:

Birth information:

Adress:

Telephone number:

Email:

B) Informações Acadêmicas:

University:

Medical School Year:

Languages: – Portuguese – Native/Basic/Intermediate/Advanced
– English – Native/Basic/Intermediate/Advanced
– Spanish – Native/Basic/Intermediate/Advanced
– French – Native/Basic/Intermediate/Advanced
– Others…

C) Resumo de qualidades:

Abordar nessa etapa informações relacionadas à sua graduação e a sua proficiência em línguas.

(Summary of Qualification)

D) Experiência:

Aqui devem constar informações sobre sua experiência profissional tais como Monitorias voluntárias ou bolsistas já realizadas.

Example :

Teaching Assistant: Neuroanatomy (2016-2017)

E) Qualificações e Atividades Acadêmicas:

Informações referentes à atividades já realizadas ao longo de sua graduação, como Estágios, Workshops, Ligas Acadêmicas, Projetos de Iniciação Científica, Organização e/ou Participação em grandes eventos científicos entre outras ações de relevância devem ser descritos abaixo.

Exemplo:
Activity 1 –
UFRJ Surgery Academic League – Scientific Director – 2018

F) Serviços Comunitários

Nessa parte pode ser incluído algum trabalho voluntário, participação de campanhas ou projetos ligados à área médica.

Exemplo:
Activity 1 –
 Nucleus “Save one Life” of Brazilian Society of Anesthesiology – Instructor – 2016

G) Informações Adicionais

Incluir nessa área opcionalmente quaisquer outras informações relevantes a seu respeito, como interesse em esportes, músicas, teatro, social entre outros.

H) Referências

Indicações ou recomendações a respeito do candidato que sejam de relevância para os avaliadores da Universidade/Hospital no exterior.

———————

Por fim, selecionamos um documento em anexo genérico para ser utilizado por qualquer estudante interessado em intercâmbios internacionais.

Curriculum Vitae

Fonte: Jornal O Globo

 

Câncer e Nobel de Medicina

Nessa segunda-feira dia 01 de outubro de 2018 foi anunciado o resultado do prêmio Nobel de Medicina. O americano James Allison e o japonês Tasuku Honjo foram premiados por descobertas que levaram a avanços no tratamento do câncer. As informações são da agência de notícias Reuters. Em suas pesquisas, demonstraram variadas maneiras de inibir os freios do sistema imunológico no combate às células cancerígenas.

Descobertas no sistema imunológico

O primeiro dos cientistas, James Allison, de 70 anos, é professor no Cancer Center at The University of Texas. Sua linha de pesquisa aborda o funcionamento do sistema imunológico contra o câncer e como inibir uma proteína que segura as ações das células humanas humorais de defesa. Desse modo, o intuito seria um ataque maior dessas células de defesa do organismo aos tumores. A descoberta levou a tratamentos eficientes contra o câncer.

Honjo, por sua vez, que trabalha como professor na Kyoto University, no Japão, há 34 anos, descobriu outra proteína que, assim como a estudada por Alisson, atua interrompendo a ação das células do sistema imunológico e descreveu como ela opera — embora com ações diferentes. Terapias baseadas em seu método também promoveram mudanças efetivas no combate ao câncer.

Pesquisas como essas voltadas para tratamento de doenças crônicas, agressivas e de prognóstico ruim para os pacientes prometem impactar positivamente tanto a qualidade quanto a expectativa de vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. A medicina, portanto, ainda é a primeira categoria dos prêmios Nobel anunciados a cada ano desde a criação pelo inventor da dinamite e empresário Alfred Nobel em 1901.

Fonte: www.r7.com.br

Evolução dos Médicos no Brasil

Evolução dos Médicos no Brasil

Vivemos uma constante alteração no padrão de distribuição dos médicos e nos números proporcionais entre os profissionais e a população ao longo de todo o território brasileiro. Nesse contexto, nesse texto abordaremos brevemente a questão da demografia médica no Brasil.

Em janeiro de 2018 o Brasil apresentava 452.801 médicos – número correspondente à razão de 2,18 médicos por mil habitantes. Pelo motivo de alguns profissionais possuírem registro em mais de um Conselho Regional ao longo do país, na mesma data, o número de registros de médicos nos Conselhos Regionais de Medicina chegava a 491.468 – sendo a diferença de 38.667 entre os números de médicos e o de registros.

Note que, como o estudo foi realizado ao longo de 2017, alguns dados referiram-se ao quantitativo de médicos disponível no momento da análise. Mostram, portanto, a evolução do número de médicos e da população desde 1920, com intervalos de uma década.

Abaixo, na tabela apontada, no período de 1920 a 2017 o total de registros de médicos no País saltou de 14.031 para 451.777, crescimento de 2.219,8%, ou 32,2 vezes o número inicial de médicos. Nesse período, a população passou de 30.635.605 para 207.660.929 habitantes, aumento de 577,8%, ou 6,8 vezes a população inicial. Quando se compara um crescimento com o outro, vê-se que nesse período de 97 anos o número de médicos cresceu 3,7 vezes mais que o da população.

Verifica-se – em todos os quinquênios – que a proporção de crescimento do número de médicos é no mínimo duas vezes a da população. O ano de 2015, por exemplo, indica a taxa de crescimento de 15,1% dos médicos enquanto a da população de 5,4% em relação a 2010. A diferença nas taxas de crescimento – figura abaixo – leva a um aumento constante na razão médico/habitante.

Conclui-se, portanto, que o ritmo mais lento de crescimento da população geral está relacionado a alterações significativas nos níveis e padrões dos eventos vitais de fecundidade e mortalidade. Em contrapartida, o ritmo mais acelerado do aumento da população de médicos ocorre em períodos seguintes à abertura de novos cursos de Medicina e autorização de mais vagas de graduação sem o devido controle da qualidade dos mesmos – assunto a ser abordado em outra discussão.

Além disso, deve-se atentar para a questão de entrada e de saída de médicos do mercado de trabalho. O crescimento constante no número de médicos se deve à diferença a cada ano entre as entradas de recém-formados e as saídas, por morte, aposentadoria, invalidez, cancelamento ou cassação do registro. A entrada de número expressivo de médicos no mercado de trabalho muito devido ao intenso processo de expansão de cursos de Medicina no Brasil – extremamente maior do que a quantidade de médicos em idade de aposentadoria – somada à característica de longevidade profissional (muitos médicos mantêm-se ativos mesmo em idade avançada) proporcionou grande aumento do contingente de médicos em atividade no contexto da saúde brasileira.

No período entre 2000 e 2016, 220.993 novos médicos registraram-se nos CRMs, enquanto 23.124 cancelaram seu registro, seja por aposentadoria, morte ou outras razões. O saldo, nesse período de 16 anos, foi de 197.869. Considera-se, ainda, uma expectativa de aumento dos números apresentados pelo fato de algumas novas escolas médicas não terem concluído a formação de suas primeiras turmas – fato que provocará maior inserção de novos profissionais nos próximos anos.

Diante de todo o histórico apresentado, pode-se concluir que, dos 414.831 médicos em atividade em 2017, 53,3% – mais da metade deles – entraram no mercado de trabalho depois do ano 2000. A figura acima demonstra as entradas e saídas de médicos entre 2000 e 2016, destacando a evolução do saldo em cada ano. O intervalo entre as linhas indicativas da entrada e saída de médicos – verde e azul respectivamente – representa o quantitativo de profissionais acrescido ao total de médicos em atividade.

Fonte: SCHEFFER, M. et al. Demografia Médica no Brasil 2018. São Paulo, SP: FMUSP, CFM, Cremesp, 2018.

Código de Ética do estudante de Medicina

Código de Ética do estudante de Medicina

Na terça-feira – dia 14 de agosto de 2018 – durante a III Conferência Nacional de Ética Médica, realizada em Brasília (DF) –  foi lançado o Código de Ética do Estudante de Medicina (CEEM). O documento foi produzido baseado em experiências de códigos semelhantes editados em outros países, como Inglaterra, Estados Unidos e Canadá. No Brasil alguns conselhos regionais já haviam tomado iniciativa de redigir texto com o mesmo objetivo, mas com abrangência somente local.

O CEEM apresenta 45 artigos organizados em seis diferentes eixos destacando-se tópicos sobre atitudes, práticas e princípios morais e éticos. Contou com a participação de representantes institucionais, médicos, estudantes, academias e outras entidades da sociedade civil. O intuito do documento é orientar não somente aos alunos, mas também para os professores e responsáveis pelas instituições de ensino, encarregados da formação do profissional.

Segundo o coordenador da comissão elaboradora do CEEM Carlos Vital, o CFM e as entidades estudantis vinculadas ao ensino tinham a missão de divulgar o conhecimento nessa área dos princípios universais aos alunos – mais precisamente a honestidade, responsabilidade, competência e ética.

A previsão é de que a partir de setembro o novo Código de Ética do Estudante de Medicina seja encaminhado para as mais de 320 escolas em atividade em todo o País. Será disponibilizado no site do CFM e também distribuído em versão impressa.

O respeito e o sigilo foram outras questões destacadas nos textos descritos no CEEM. Foi reforçado que o aluno deve se posicionar contra qualquer tipo de prática ou trote com violência física, psíquica, sexual que ofereça danos moral e patrimonial.

O acesso restrito às informações de pacientes prezando pelo direito à privacidade e confidencialidade também foi abordada com destaque no documento. O estudante de medicina, de acordo com o CEEM, deve manusear e manter sigilo sobre informações contidas em prontuários, papeletas, exames e demais folhas de observações médicas.

Além desses tópicos, quatro artigos foram dedicados a relação dos estudantes com os demais profissionais de saúde. Segundo o CEEM, os acadêmicos devem se relacionar com os integrantes das equipes de maneira adequada e gentil, respeitando a atuação de cada um no atendimento multiprofissional ao paciente.

O manejo dos cadáveres, por sua vez, foi outra situação abordada pelo documento. Segundo relatado nos textos, o aluno deve agir respeitosamente no manuseio do cadáver, no todo ou em parte, incluindo qualquer peça anatômica, assim como modelos anatômicos utilizados com finalidade de aprendizado.

O trabalho conjunto foi decisivo na realização do Código de Ética do Estudante de Medicina. Desde sua criação em fevereiro de 2016, além dos conselheiros do CFM, integraram a comissão elaboradora representantes da Associação Médica Brasileira (AMB), da Associação dos Estudantes de Medicina do Brasil (AEMED-BR), da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM), da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), da Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), da Associação Brasileira de Ligas Acadêmicas em Medicina (ABLAM), além da seccional do International Federation of Medical Students Association (IFMSA-Brazil).

A função do Código é, portanto, se tornar um instrumento pedagógico para estimular a reflexão ética do estudante de medicina.

Principais pontos do Código de Ética Médica do Estudante 
Tema O que diz o texto
Sigilo Médico Orienta o estudante a guardar sigilo a respeito das informações obtidas a partir da relação com os pacientes e com os serviços de saúde. E veda ao acadêmico a quebra do sigilo.
Assédio moral

 

Orienta o estudante a se posicionar contra qualquer tipo de assédio moral ou relação abusiva de poder entre internos, residentes e preceptores.
Trotes Compreende como um direito o estudante participar da recepção dos ingressantes, mas em um ambiente saudável. Também destaca como dever a denúncia de qualquer prática de violência física, psíquica, sexual ou dano moral e patrimonial.
Exercício ilegal

 

Proíbe o acadêmico identificar-se como médico, podendo qualquer ato por ele praticado nessa situação ser caracterizado como exercício ilegal da medicina.
Remuneração O estudante de medicina não pode receber honorários ou salário pelo exercício de sua atividade acadêmica institucional, com exceção de bolsas regulamentadas.
Relação com cadáver Destaca o respeito com o cadáver, incluindo qualquer peça anatômica utilizados com finalidade de aprendizado.
Supervisão obrigatória Instrui que a realização de atendimento por acadêmico deverá obrigatoriamente ter supervisão médica.
Respeito pelo ;paciente Orienta o estudante a demonstrar empatia e respeito pelo paciente.
Respeito no atendimento e aparelhos eletrônicos Destaca como dever do estudante dedicar sua atenção ao atendimento ministrado, evitando distrações com aparelhos eletrônicos e conversas alheias à atividade.
Privacidade Garante o respeito a privacidade, que contempla, entre outros aspectos, a intimidade e o pudor dos pacientes.
Mensagens whatsapp

 

Permite o uso de plataformas de mensagens instantâneas para comunicação entre médicos e estudantes de medicina, em caráter privativo, para enviar dados ou tirar dúvidas sobre pacientes.
Equipe multidisciplinar

 

Orienta os estudantes a se relacionarem de maneira respeitosa e a respeitarem a atuação de cada profissional da saúde.

Fonte: Conselho Federal de Medicina

Autoestima e o Médico

Autoestima e o Médico

O processo de Globalização e IV Revolução Tecno-científica Informacional1 originada na segunda metade do século passado e em plena execução na segunda década do século XXI trouxe consigo um panorama de conflitos entre as saúdes mental e física de toda a população – refletindo nos médicos e na sua profissão. O foco na transmissão de dados e de notícias geralmente voltados para interesses econômicos das potências mundiais fez com que a programação neuropsíquica associativa do homem sofresse estímulos mais velozes do que estava acostumada a suportar. Assim, mesmo com todos os avanços nas pesquisas a respeito do cérebro e suas questões anátomo fisiológicas e da saúde mental nota-se um atraso na neuro plasticidade do ser humano em relação ao novo meio ambiente o qual está inserido. Nesse contexto, as estatísticas de prevalência da baixa autoestima e consequentemente da depressão e do suicídio aumentam diariamente enquanto de modo proporcional verifica-se uma queda na produtividade e na qualidade do serviço médico ofertado pelos profissionais.

Não é novidade que a autoestima é de vital importância para todo indivíduo – em especial, para o médico. Tratando-se do agente transformador da saúde, o equilíbrio da mente e do corpo é essencial para a boa prática de medicina. De acordo com o professor da Universidade de São Paulo Leandro Karnal indivíduos otimistas e com maior autoconfiança agem enfrentando os seus desafios e consequentemente podem alcançar maior produtividade e resultados positivos no exercício diário da profissão. Atualmente nas grandes empresas muitos workshops e seminários têm sido adotados como maneira de estimular a renovação dos conhecimentos e de técnicas de autodesenvolvimento no intuito de explorar essas questões. No meio médico, em contrapartida, não há razão evidente que justificasse o fato dessa inciativa de promover qualificação contínua dos profissionais continuar a ser executada de maneira tão lenta e discreta. Assim, a promoção da saúde global do indivíduo – leia-se harmonia entre a mente e o corpo – caracteriza-se em elevada autoestima, é de extremo valor para um alto desempenho dos médicos dentro de sua rotina e poderia ser mais bem exploradas por educação continuada.

A autoestima, também, é importante para uma melhor preparação prévia do médico para os desafios diários. Com o conhecimento antecipado de seus objetivos de maneira clara e consciente, o médico – e qualquer outro profissional – conquista a possibilidade de buscar um treinamento adequado e de recolher informações relevantes para o preparo de sua carreira e de suas habilidades cognitivas e técnicas. Seja no ingresso em um novo emprego seja na escolha da especialidade ou na abertura de seu consultório esse plano de metas promove maiores chances de alcançar sucesso nos novos projetos. Considerando a autoestima semelhante a uma alavanca, parafraseando o autor “Schaw Achor” no livro “O jeito Harvard de ser feliz”, a manutenção da autoestima em altos níveis permite elevar comportamentos que levam ao sucesso e sentimentos positivos e, ainda, pode representar uma fuga à depressão2 pelo rebaixamento dos sintomas das falhas diante dos obstáculos diários. É um mecanismo “fisiológico” de defesa do ser humano quando bem administrada e a atenção aos seus cuidados deveria ser considerada prioridade.

Já o psiquiatra, escritor e palestrante brasileiro Augusto Cury3 afirma que a ansiedade é o “mal do século”. Constatou que a velocidade de informações e de cobranças oferecidas ao homem nunca foi tão intensa e que isso representava uma necessidade de modificar as características psicossociais do ser humano. É plenamente difundido que tal ansiedade extrema se associa de maneira inversamente proporcional à autoestima. Identificam-se nesses casos de baixa autoestima diversas situações comuns, como a frustação diante de grandes expectativas criadas pela própria mente do indivíduo em relação a algo ou a alguém ou como a vivência no passado ou no futuro com impedimento que o presente esteja sendo vivido de maneira adequada com a devida programação por metas com objetivo de alcançar os sonhos pessoais vislumbrados no futuro. Nesse contexto, surge a depressão – doença com estimativa de prevalência de 4,4% da população mundial segundo a OMS4. No Brasil, de acordo com a organização, ocupa o segundo lugar na lista com o valor ultrapassando a referência mundial e chegando aos 5,8%. A evolução desse quadro clínico em tamanha parcela da população traduz os números apresentados no ano de 2015, quando 788 mil pessoas morreram por suicídio. Isso representou quase 1,5% de todas as mortes no mundo, figurando entre as 20 maiores causas de morte no ano do estudo. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a segunda maior causa de morte.

No artigo extraído do MedScape5 “Why So Many Doctors Lack Self-confidence, and How to Get It Back” encontram-se referências à baixa autoestima de estudante de medicina e de médicos nos EUA ao longo de suas graduações, de suas residências, de seus fellowships e nas suas rotinas de trabalho. Alguns indicam prejuízos na saúde mental por sentirem pressão em demasia ofertada pelos pacientes e pelos chefes nos hospitais – geralmente cobranças envolvendo um alto grau de resultado. Outros apresentam questões relacionadas à dificuldade de manusear a vida pessoal pela alta carga de honorários na prática diária e pela falta de disposição física para desfrutar dos pequenos momentos livres com os entes queridos. No Brasil a situação não é muito diferente. Os médicos sofrem com as questões relatadas pelos norte-americanos sem, contudo, contar com uma boa infraestrutura para exercer uma boa medicina. Isso sem levar em consideração a redução acentuada do reconhecimento do profissional por parte da população com o passar do tempo.

Há ainda a questão da aparência física dos médicos que não dispõem de tempo para se exercitar e cuidar da própria saúde. Além da redução da autoestima, a falta de cuidados com a saúde física gera grande indisposição para enfrentar rotinas desgastantes. Isso se associa com redução da produtividade, com o maior risco de depressão e suicídio e a uma queda da expectativa de vida. De acordo com pesquisa publicada no British Medical Journal6 a baixa autoestima reduz a vida dos indivíduos por uma série de motivos, dentre os quais aumento de doenças cardiovasculares, psiquiátricas e imunológicas. Nas palavras do Dr. Lair Ribeiro – médico, professor, palestrante e escritor brasileiro – “Ou você arruma um tempo para cuidar da sua saúde ou você terá de arrumar um tempo para cuidar de sua doença”. Nota-se, nesse sentido, um ciclo vicioso de relação direta entre a baixa autoestima e a má administração do tempo por parte do médico – imerso na rotina desgastante de trabalho – adotando hábitos que afetam a saúde física impactando consequentemente sua saúde global.

Mudanças na educação e na condução dos desenvolvimentos físico e psíquico das próximas gerações tornam-se necessárias no novo ambiente a qual o ser humano está inserido. Nas escolas de base e nas universidades – principalmente nos cursos de medicina – têm sido defendido em diversos seminários e debates relacionados à educação o modelo de ensino “Problem Bases Learning” (PBL). O modelo consiste em oferecer maior autonomia de busca pelo conhecimento aos alunos por meio da problematização e coordenação de um professor tutor. Surgido na década de 607 vem sendo implantado ao redor de todo o mundo – a partir disso no Brasil foi criada a lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei No. 9.394 de 1996). Desse modo, com a propagação desse método de ensino reformulado é esperado que os estudantes e futuros profissionais saíssem para o mercado de trabalho e para a vida mais bem preparados para resolução de problemas e eventuais obstáculos no dia a dia. Note que, com aprendizado relacionado à resolução de problemas, o sentimento de êxito promove o crescimento exponencial da autoestima. Representa, portanto, uma possibilidade de transformar positivamente por meio da autoestima elevada o exercício da profissão médica nas décadas seguintes.

Paralelamente ao PBL, uma reformulação do olhar da população para o papel dos psicólogos seria uma estratégia interessante para frear os avanços tanto da prevalência da baixa autoestima quanto dos seus sintomas. A maneira pela qual a maioria das pessoas lida com as frustrações é inadequada e tal fato deveria ser acompanhado por profissional capacitado – realidade bem distante da encontrada na sociedade brasileira. Nesse sentido, a criação do hábito de visitar os psicólogos – em especial o profissional médico que lida diariamente com desafios e situações impactantes para o emocional de qualquer ser humano – seria uma estratégia de grande valia para elevar a autoestima e reduziria os sintomas derivados de sua flutuação.

Não menos importante tratando-se de estratégias para aumentar a autoestima dos médicos seriam investidas para aprender a administrar melhor o tempo e cuidar da própria saúde. Sabe-se que pela desorganização ou até pela carga horária de afazeres diários extensos os profissionais acabam deixando pouco ou nenhum momento do dia para dedicar a si mesmo. Surgem, diante disso, todos os problemas familiares, sociais e aqueles relacionados ao aumento exacerbado de peso. Nesse contexto, seria interessante a criação de uma rotina saudável com prática regular de exercícios físicos ao menos três vezes na semana e com diversos momentos dedicados à família; a realização de planejamento diário no início da jornada de trabalho com prioridades destacadas e tempo para efetuar cada obrigação e o planejamento para ver os entes queridos para reestabelecimento da saúde global e, assim, da autoestima.

Outras indicações para combater a baixa autoestima verificada nos médicos americanos – sugerida pelo artigo5 – foram a interrupção dos abusos encontrados no sistema de saúde, tanto pela alta carga horária quanto pelos abusos de chefes, de colegas e dos demais líderes; a tolerância zero para práticas ofensivas de “bullying”; o oferecimento de um suporte de saúde mental para os profissionais no ambiente de trabalho para que possam receber os cuidados que oferecem aos seus pacientes; o estímulo a construção de relacionamentos sólidos com família, com cônjuges e com colegas e, por fim, a promoção de uma cultura de comunicação e respeito.

Tendo em vista que a relação entre o atual panorama do exercício da profissão médica e a autoestima possui atualmente um prognóstico ruim, alterações relevantes deveriam ser colocadas em vigência imediatamente para melhora da situação. No primeiro plano, os cuidados com a saúde mental dos médicos por profissional capacitado associado a um melhor preparo educacional dos indivíduos que serão inseridos no mercado no futuro seria essencial. Além disso, um interesse pela organização pessoal do médico no intuito de deixar de ser dominado pelo tempo seria fundamental para o seu sucesso pessoal, físico, mental e profissional. Posteriormente, deveria ser explicitamente publicado pelos Conselhos de Medicina por meio de campanhas a prevalência do respeito e do companheirismo nos ambientes de trabalho. Os Conselhos, ainda, deveriam oferecer controle rígido dos comportamentos inadequados. Por fim, a construção de uma família e de um ciclo social adequado para a personalidade de cada médico seria indispensável como apoio diante de uma rotina de trabalho tão desgastante. A união desses fatores impactaria a qualidade de vida dos médicos elevando sua autoestima e, consequentemente, provocaria grande aumento de sua produtividade e da qualidade de seu atendimento.

Referência Bibliográfica:
1 – https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/revolucao-tecnicocientificoinformacional.htm
2 – ACHOR, Shaw. O jeito Harvard de ser feliz. São Paulo: Saraiva, 1ª Edição: 2012.
3 – CURY, Augusto. Ansiedade: como enfrentar o mal do século. São Paulo: Saraiva, 2013.
4 – https://g1.globo.com/bemestar/noticia/depressao-cresce-no-mundo-segundooms-brasil-tem-maior-prevalencia-da-america-latina.ghtml
5 – https://www.medscape.com/viewarticle/849481_5
6 – https://www.bbc.com/portuguese/ciencia/story/2003/09/printable/030912_autoestimaebc.shtml
7 – http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422011000700029

Clínica Médica

Clínica Médica

Clínica Médica

 Vantagens
a) Menor tempo de formação na especialidade;
b) Muita oferta de vaga na residência médica;
c) Alta demanda para pouca mão-de-obra;
d) Baixo custo para iniciar o próprio negócio;
e) Visão geral da medicina;
f) Valorização atual do médico generalista.

Desvantagens
a) Maior remuneração apenas a longo prazo;
b) Necessidade de realizar plantões de clínica por período mais longo;
c) Maior dependência de outras especialidades para tratamento de determinados pacientes;
d) Maior necessidade de estar empregado em algum serviço (rotina de enfermaria), dificultando administração dos próprios horários;
e) Pouco reconhecimento perante outras especialidades médicas;
f) Baixa procura pelos pacientes às consultas, indo diretamente a especialistas.

Doença Ulcerosa Péptica

Doença Ulcerosa Péptica

Doença Ulcerosa Péptica

Helicobacter pylori

Epidemiologia

Cerca de 50% da população mundial é portadora dessa bactéria e, no Brasil, a prevalência da infecção é de, aproximadamente, 60%.

Associado à:

1. Gastrite (100% dos casos);
2. Úlceras Gástricas (60-80% dos casos);
3. Úlceras Duodenais (90-95% dos casos);
4. Adenocarcinoma gástrico (70% dos casos);
5. Linfoma gástrico tipo MALT (90% dos casos).

Não comprovado associação à: Dispepsia Funcional, Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e diversas manifestações extradigestivas (entre as quais Doença Coronariana, Câncer da Vesícula Biliar, Doença Vascular Cerebral e Urticária Crônica).

 

Fisiopatologia

É bem compreendida como desequilíbrio entre os fatores de defesa da mucosa (mucina, bicarbonato, prostaglandinas, óxido nítrico e outros peptídeos e fatores de crescimento) e fatores lesivos (ácido e pepsina).

Os pacientes com úlceras duodenais produzem mais ácidos do que indivíduos normais, principalmente à noite. Os pacientes com úlceras gástricas, por sua vez, podem ter produção de ácido normal ou até diminuída – apesar de as úlceras praticamente nunca existirem sem a presença de ácido.

A bactéria Helicbacter pylori interage à fármacos como AINEs de modo complexo para causar a úlcera.

Em torno de 60% das úlceras pépticas estão associadas à infecção do estômago pela bactéria. A infecção pode promover no comprometimento da atividade das células D – responsáveis por produzir Somatostatina, deixando, nesse caso, de inibir secreção de Gastrina e, portanto, ocorrendo hipergastrinemia com aumento da secreção ácida e redução da produção duodenal de bicarbonato.

A úlcera péptica é uma doença crônica com recidiva esperada em até 1 ano caso paciente não receba profilaxia para redução da secreção ácida. Sabendo que a maioria dos casos apresenta associação com a H. pylori, deve-se focar na eliminação do microorganismo do estômago.

Minimizar fármacos como os AINEs, com função de inibição às COX e, portanto, às prostaglandinas (principalmente PGI2 e PGE2), auxiliam no tratamento de úlceras e de sangramentos.

Tratamento

Cinco aspectos importantes para erradicação da infecção por H. pylori:

1. Uso de dois ou mais antibióticos (desenvolvem resitência sendo ineficazes isoladamente);
2. Administração de iBPs ou AH2 aos antibióticos (amoxicilina ou claritromicina) aumenta eficácia do tratamento;
3. Esquemas de tratamento com duração de 10-14 parecem melhor do que esquemas curtos;
4. Efeitos adversos dos fármacos associados ao elevado número de doses e de medicamentos afastam paciente da adesão ao tratamento. Diante disso, há disponíveis apresentações que combinam as doses diárias em apenas uma unidade;
5. Metronidazol e Claritromicina tem apresentado ineficácia no combate ao H. pylori pelo desenvolvimento de resistência. Estratégia adotada, então, é de usar amoxicilina no seu lugar. Em áreas de alta frequência de resistência aos antibióticos acima citados usa-se esquema de terapia quádruplo de 14 dias (3 atbs + 1 iBP).

Tratamento Tríplice (14 ou 7 dias – 2x ao dia):

  • iBP
  • Claritromicina 500mg
  • Amoxicilina 1g 2x dia
    (Podem ser substituídos por Tetraciclina 500mg)

Tratamento Quádruplo (14 dias):

  • iBP
  • Metronidazol 500mg 3x dia
  • (Subsalicilato de Bismuto 525mg)
  • Tetraciclina 500mg 4x dia
    OU
  • AH2 2x dia
  • Susalicilato de Bismuto 525mg
  • Metronidazol 250mg
  • Tetraciclina 500mg 4x dia

Doses de iBPs:

  • Omeprazol 20mg
  • Lansoprazol 30mg
  • Rabeprazol 20mg
  • Pantoprazol 40mg
  • Esomeprazol 40mg

Doses de AH2:

  • Cimetidina 400mg
  • Famotidina 20mg
  • Nizatidina 150mg
  • Ranitidina 150mg

Úlceras Hemorrágicas Agudas – Pantoprazol e Lansoprazol via IV (inibição máxida da secreção ácida consiste em apressar a cicatrização; além disso pH gástrico mais alcalino aumenta a formação de coágulo e retarda sua dissolução, sendo importante a ação veloz no tratamento da doença).

Úlceras Relacionadas aos AINEs – Suspensão dos AINEs se possível. Uso de fármacos supressores da secreção ácida em doses mais elevadas por período de tempo maior (8 semanas por exemplo). Os iBPs mais eficazes do que AH2 e Misoprostol em promover cicatrização das úlceras ativas e em prevenir recidiva das úlceras gastroduodenais em caso de uso contínuo de AINEs.

Úlceras Relacionadas ao Estresse – Surgem a partir de doença profunda ou traumatismo. Envolve etiologia diferente das outras úlceras pépticas: envolvem presença de ácido e isquemia da mucosa. Muitos pacientes que apresentam essa doença têm restrição a alguns fármacos por via oral. AH2 tem sido usado nesses casos via IV. Novos iBPs por via IV podem igualar a eficácia dos AH2 atualmente utilizados.

Obs: Existe certa preocupação quanto ao risco de pneumonia secundária à colonização gástrica por bactérias em meio alcalino. Sucralfato, nesses casos, pode proporcionar profilaxia razoável contra sangramento sem aumentar risco de pneumonia por aspiração.

Síndrome de Zollinger-Ellison – Desenvolvimento de gastrinomas pancreáticos ou duodenais que secretam grande quantidade de ácidos, no contexto de neoplasia. Pode levar à ulceração gastroduodenal grave e outras consequências de hipercloridria não controlada. Os iBPs são de escolha administrados com doses duas vezes maiores do que as utilizadas para úlceras pépticas – com objetivo de reduzir secreção de ácido.

Dispepsia não ulcerosa – Termo se refere a sintomas semelhantes aos da úlcera em pacientes sem ulceração gastroduodenal óbvia. Pode ocorrer em gastrites com ou sem H. pylori ou com uso de AINEs, porém patogenia da doença permanece controversa.