Vantagens e Desvantagens : Cirurgia Plástica e Neurocirurgia

 

 

  1. Cirurgia Plástica

. Vantagens

  1. Maior remuneração em relação a outras especialidades
  2. Realização de procedimentos cirúrgicos em sua maioria não cobertos por planos
  3. Pacientes em geral com menor gravidade
  4. Baixo custo para abrir próprio consultório

. Desvantagens

  1. Maior tempo de formação
  2. Maior número de processos legais devido a problemas operatórios
  3. Menor flexibilização de horários por ser uma especialidade cirúrgica e estar vinculado a um serviço
  4. Poucas vagas na residência
  5. Outras áreas cirúrgicas realizam cirurgias plásticas (otorrinolaringologia, cirurgião de cabeça e pescoço, oftalmologista)
  6. Maior ganho financeiro a longo prazo

 

  1. Neurocirurgia

. Vantagens

  1. Alta remuneração a longo prazo
  2. Alta demanda para pouca mão-de-obra
  3. Baixo custo com o próprio consultório
  4. Realização de procedimentos cirúrgicos que agregam valor a consulta
  5. Outras áreas não atuam em pacientes neurocirúrgicos

. Desvantagens

  1. Maior tempo de formação
  2. Alto ganho apenas a longo prazo
  3. Menor flexibilidade de horários por ser uma especialidade cirúrgica e estar atrelado a algum serviço para realização de procedimentos
  4. Pacientes com doenças graves, muitas vezes incapacitantes e terminais, podendo gerar maior sofrimento para o profissional
  5. Poucas vagas para realização de residência médica
  6. Carga de trabalho durante a formação é maior do que outras residências

Dúvida na Escolha da Especialidade

Pergunta : Gabriel Davini (Bom Jesus do Itabapoana)
Boa tarde Dr Mario. Primeiramente, gostaria de agradecer pelo site, que tem me ajudado e muito para escolher a minha especialidade. Ao fazer o teste vocacional, o top 5 ficou o seguinte: Fisiatria, Dermatologia, Endocrinologia, Alergia e Medicina do Adolescente. Gostaria que o senhor falasse sobre os aspectos de cada uma, como qualidade de vida, ganhos financeiros, estresse, entre outros. Gostaria de uma especialidade onde eu pudesse fazer a diferença na vida do paciente, porém não gostaria de dar plantões futuramente. Também gostaria de uma especialidade com qualidade de vida. Forte abraço.

Resposta :

Na escolha da especialidade devemos sempre priorizar 3 fatores :

  1. Qualidade de vida
  2. Remuneração
  3. Dia a dia confortável

De acordo com seu teste vocacional e comparando as especialidades apontada no teste, podemos sugerir:

  1. Afastaria fisiatria e medicina do adolescente; não são boas especialidades considerando os 3 fatores acima.
  2. Dermatologia seria a melhor opção, seguida da endocrinologia e depois a alergia.

Na seção carreira médica desse site vc encontrará mais informações sobre todas as especialidades apontadas no seu teste.

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Mário Novais

Ortopedia ou Psiquiatria

Pergunta : Tacianne ( UNIG – Itaperuna)
Prazer, estou formada há 3 anos. Comecei nutrologia via online, no qual não gostei da plataforma ,-além de uma apendicite evoluindo para pneumoperitonite quase me matar. Larguei a pós. Trabalhei mais um ano. Comecei esse ano pós de dermatologia. Porém não curti, achei chato ,porém mega difícil . Então agora estou na luta do que fazer entre ortopedia e psiquiatria. Quero qualidade de vida e ganhar bem. Comecei pensar em ortopedia devido 3 em 1 : procedimentos / clínica/ Cirurgia. psiquiatria devido ser uma profissão que ajuda o próximo. Enfim, estou perdida e confusa.

Resposta :

Reconhecer que se está perdido já é um bom começo, e vc ainda é jovem suficiente para dar uma parada, uma refletida sobre a especialidade e seguir em frente procurando um bom futuro.

Na escolha da especialidade devemos sempre levar em conta:

1.    Que remuneração vou conseguir na especialidade escolhida e se essa remuneração combina com minhas ambições financeiras.?

2.    Qual a qualidade de vida que vou conseguir com essa especialidade escolhida. ? é isso que quero em termos de tranquilidade ?

3.    Como será o meu dia a dia de acordo com minha escolha. Vou me sentir confortável com esse dia a dia por mais 40 anos de atividade laboral.?

Mais algumas informações sobre essas especialidades, poderão te ajudar na escolha : ( o teste vocacional do nosso site também pode te ajudar )

A ortopedia é uma das melhores especialidades do  momento: população envelhecendo ( o que aumenta o número de possíveis clientes ), população preocupada em aumentar atividades físicas ( boom das academias de ginástica com consequente maior frequência de lesões de esforço repetitivo ), grande frequência de pequenos procedimentos a nível ambulatorial assim como cirurgias pequenas, médias e grandes ( o que agrega valor ao preço da consulta ), indústria de órteses e próteses forte facilitando o trabalho do ortopedista e impulsionando a especialidade além de aumentar os ganhos financeiros, possibilidade de expandir os serviços com utilização da Medicina Desportiva ( Copa do Mundo e Olimpíada estimularam isso ) e da fisioterapia ( Pilates e RPG estão em franco crescimento ), incremento no País das atividades industriais e comerciais que levam a maiores vícios de postura ( as chamadas dores de coluna, que vão acabar no consultório do ortopedista ). Tudo isso faz com que a especialidade seja uma das mais bem remuneradas, perdendo um pouco apenas na qualidade de vida, o que pode ser minimizado se o médico conseguir se organizar bem e administrar adequadamente o tempo

A Psiquiatria é uma especialidade que depende muito pouco de convênios médicos, o que facilita uma boa remuneração . No entanto a clientela não aumenta tão rapidamente porque ainda existe muito preconceito em relação à especialidade.

Apesar de ser uma especialidade de acesso direto com a residência médica durando 3 anos, é sempre importante a formação analítica que leva mais 5 anos.

Uma das áreas interessantes para o psiquiatra, do ponto de vista mercado de trabalho, é o segmento que lida com usuários de drogas, problema nacional que está sendo muito debatido atualmente pelos órgãos governamentais.

A Psiquiatria Forense também permite boa remuneração aos especialistas.

Para driblar o preconceito, uma das estratégias de divulgação do psiquiatra pode ser a de promover palestras comunitárias com o titulo de “Saúde Global “, abordando aspectos físicos e mentais.

Um outro tema para essas palestras pode ser “Depressão,: Uma doença da modernidade “

A depressão é uma das doenças de maior prevalência no mundo todo e agora tem sido diagnosticada com frequência, o que facilita um aumento da clientela para o psiquiatra.

A Psiquiatria é uma especialidade que permite boa qualidade de vida para o profissional, mas está na lista das especialidades tristes, pelo tipo de paciente que atende.

A psiquiatria pode se tornar um pouco mais tranquila se você selecionar a clientela que vai atender (de um modo geral só vai poder fazer isso depois de algum tempo de formado) já que uma grande parte dos pacientes são pacientes com depressão e com bom prognóstico. Se vc também atuar numa área como a terapia analítica freudiana também lidará com patologias tranquilas para o profissional e terá uma boa qualidade de vida.

Então, o Mercado de trabalho da psiquiatria é muito bom, principalmente se levarmos em consideração a grande incidência de depressão na população e a diminuição lenta porem real da aceitação das pessoas em procurar um psiquiatra nesses casos de depressão.
Embora o psiquiatra possa trabalhar com convênios médicos, existe um bom mercado para clientela de pacientes particulares.
Os avanços da neurociência vem afetar positivamente a especialidade; alguns acreditam que todos os transtornos psicóticos e neuróticos em breve poderão ser tratados com medicamentos; o que aumentará ainda mais a clientela dos psiquiatras.
A qualidade de vida pode ser boa se o especialista “filtrar” sua clientela evitando algumas patologias mais trabalhosas como adição de drogas, esquizofrenias…
A remuneração também é boa, principalmente considerando a grande possibilidade de adquirir clientela particular.

A renda do psiquiatra pode ser boa dependendo do tempo de formado e da cidade onde estiver trabalhando, assim não haverá necessidade de vc dar plantões de clinica médica.

Com um bom tempo de formado, atendendo no consultório apenas pacientes particulares, se tiver uma média de 10 pacientes por dia , 4 dias da semana, cobrando um valor médio de R$ 300,00 por consulta, vc terá um faturamento mensal de R$ 51.600,00.

O empreendedorismo seria iniciar atividade de consultório o mais cedo possível, fazer um bom marketing para alavancar a clientela e depois partir para montar uma clinica maior onde poderia colocar outros médicos para trabalhar. E ainda, talvez, partir para uma clinica com internações de curta permanência.
Outro caminho especial seria criar um serviço de controle de obesidade com tratamento iniciando pela psiquiatria ao invés de ser iniciado pela endocrinologia, já que na obesidade existe um fator “compulsivo “ de difícil controle pelos endocrinologistas

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Mário Novais

 

 

Anestesiologia : Vantagens e Desvantagens da Especialidade

  1. Anestesiologia

. Vantagens

  1. Menor tempo de formação
  2. Maior remuneração a curto prazo
  3. Menor necessidade de aceitar convênios
  4. Trabalho exclusivo com procedimentos – maior remuneração
  5. Outras especialidades não realizam seu trabalho
  6. Baixo custo para iniciar próprio negocio – sem local fixo

. Desvantagens

  1. Necessidade de estar atrelado com equipe cirúrgica levando a menor flexibilização de horários
  2. Necessidade de inicialmente dar mais plantões
  3. Ganho a longo prazo semelhante ao de curto prazo, com tendência a redução devido a menor força de trabalho
  4. Necessita estar empregado em algum local ou estar inserido em uma equipe cirúrgica, estando “à mercê” do cirurgião – emprego instável
  5. Necessidade de deslocamentos maiores entre diversos hospitais por onde irá anestesiar
  6. Poucas vagas para realização de residência

Residência ou Pós Graduação

Pergunta : Lucas (Faculdade Ciências Médicas Santa Casa São Paulo)
Olá! Gostaria de saber quais são as alternativas de formação além da residência médica para um médico recém formado! Quais exemplos de caminhos serviria de sugestão para o profissional investir enquanto deixa os planos de uma residência mais pra frente? Obrigado!

Resposta :

A residência médica é fundamental na formação do profissional e para quem já teve que aguardar 6 anos na faculdade, vale a pena investir mais alguns anos para ficar com uma formação melhor.

As faculdades de medicina são muito teóricas e a prática real vc vai conseguir é mesmo na residência que é um ”treinamento em serviço” .

Acho que os cursos de pós graduação deveriam ser pensados somente quando não se consegue de nenhuma maneira entrar para uma residência.

Existem dois tipos de Pós Graduação :

  1. Pós Graduação – stricto senso – São Mestrado e Doutorado
  2. Pós Graduação – Lato senso – São Residência e Especialização.

A Especialização é na prática, simplesmente chamada de Pós Graduação.
As residências para ter valor devem ser credenciadas pelo MEC e fornece ao aluno uma bolsa de estudos de aproximadamente R$ 3.000,00 mensais.
Ao término da residência o aluno pode se intitular “especialista “na área e pode se cadastrar no Conselho Regional de Medicina do seu Estado como especialista. Essa titulação serve para concursos públicos da especialidade.
Paralelamente a isso, existem os chamados “ Títulos de Especialistas” fornecidos pelas Sociedades Científicas da Especialidade, em convênio com a Associação Médica Brasileira ( AMB ).
Para esses títulos é exigida um prova, que só pode ser feita depois de terminada a residência médica ou algum curso de Especialização ( aí as regras são ditadas por cada sociedade de especialidade ).
Muitos planos de saúde exigem esse título para credenciar os médicos, por isso é interessante se obter essa titulação, independente do título da residência médica.
Os cursos de Especialização, chamados de Pós, começaram a ser criados para atender a demanda que não era conseguida pelas vagas de residência. São cursos com carga horaria menor ( em alguns casos semelhantes ) do que a residência médica; o aluno não recebe nenhuma bolsa e de um modo geral tem que pagar uma mensalidade.
Quando esses cursos são oficialmente credenciados pelo MEC, ao término do curso, o ano pode prestar prova para conseguir o título de especialista fornecido pelas sociedades científicas da especialidade, quando então ele estará, do ponto de vista de titulação, equiparado ao residente que também prestou essa prova.
Na prática, embora existam exceções de cursos de Pós de alta qualidade, os cursos de Especialização fornecem formação médica inferior à formação oferecida pelos programas de residência médica .
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Mário Novais

Ortopedia : Mercado das Subespecialidades

Pergunta : Geraldo (UNICAMP)
Ola Dr! Gostaria muito da sua ajuda sobre o mercado de trabalho da ortopedia. Seria possível trabalhar somente com sua subespecialidade depois da residência? Especificamente cirurgia de coluna. Seria rentável trabalhar somente com esses pacientes somado a eventuais plantões de porta no inicio? Muito Obrigado!

Resposta:

O mercado de trabalho da ortopedia é um dos melhores, principalmente por duas razões: o envelhecimento da população e a importância que se tem dado recentemente à prática de exercícios e proliferação de academias.

Atualmente existe uma tendência dos ortopedistas de se sub especializarem após a residência de ortopedia geral, o que não é ruim, porém até se firmarem num mercado mais específico (o da sub especialidade), leva um tempo.

Por isso a sugestão é que o ortopedista sub especializado continue atendendo ortopedia geral até se colocar bem no mercado da sub especialidade, o que pode levar alguns anos, dependendo de qual é a sub especialidade ortopédica, além de outros fatores, tais como a cidade onde se está, a concorrência local, marketing utilizado …

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Mário Novais

Patologia e Medicina Legal

Pergunta : David (Escola Superior da Saúde – DF)
Doutor, o sr sabe como anda o mercado de trabalho para patologia? Será que é possível um bom crescimento profissional dentro da especialidade?

Resposta :

A patologia clínica realmente não é uma boa especialidade médica. Além do profissional  competir com farmacêuticos e bioquímicos, que normalmente gerenciam esses serviços e ficam enciumados com médicos ocupando o espaço que consideram deles, o mercado de laboratórios está cada vez mais “consolidado”, ou seja está sob o controle dos grandes grupos, que dominando o mercado, colocam os salários dos profissionais bem abaixo do que deveriam.

Não existe mais espaço para laboratórios pequenos e artesanais pois os planos de saúde pagam valores pequenos por exames e os laboratórios pequenos não conseguem ter escala para gerar altos faturamentos e ficam com equipamentos ociosos.

Os fabricantes dos equipamentos laboratoriais mais modernos, que são caros, trabalham em sistema de comodato e exigem compra mínima alta de kits, o que não é possível acompanhar com um laboratório pequeno.

Além disso, o médico especialista nessa área, não tem quase nenhum relacionamento com pacientes, perdendo o encantamento da medicina de se relacionar com pessoas e tratá-las de alguma doença.

A Medicina Legal é vista como especialidade que “cuida de cadáveres”. Entretanto, seu campo é muito mais amplo: ela auxilia a ciência das normas, o Direito, aplicando conhecimentos médico-biológicos, para que a sociedade consiga atingir um bem maior: a justiça. Na prática cotidiana, o especialista em Medicina Legal utiliza a ciência médica para esclarecer fatos que interessam em um processo judicial ou administrativo. Para tanto, ele lança mão de conhecimentos de toda a Medicina, extrapolando, às vezes, para outras áreas das ciências biológicas. Sua área de atuação são as perícias médicas de qualquer natureza, que se constituem em elementos de prova fundamentais quando as normas (penais, civis, administrativas etc) exigem conhecimentos médicos para serem executadas. A formação de um perito médico exige, além de conhecimentos médicos e de adequadas noções de Direito, o aprendizado e o domínio de critérios específicos, que estabelecem a ligação entre os parâmetros médicos e os jurídicos. No Brasil essa formação é deficiente e deformada. O Programa de Residência Médica em Medicina Legal tem como principal objetivo formar profissionais capazes de atuarem nos diversos segmentos que compõe a Medicina Legal, visando resolver problemas da justiça na esfera pericial, como mostra o presente artigo ( informações fornecidas pelo site da Faculdade de Medicina da USP –artigo do dr Dr.Daniel Munoz- titular de Medicina Legal da USP.)

A especialidade é realmente “pesada “, tanto do ponto de vista técnico porque exige grandes conhecimentos de várias áreas da medicina como clinica, cirurgia, ortopedia, neurologia, anatomia, fisiologia…, como também exige profundos conhecimentos da área jurídica. É uma especialidade onde se lida muito com a burocracia, processos volumosos, trabalhos periciais, processos indenizatórios que podem influir fortemente em futuros de famílias inteiras…

Na variada temática objeto da Medicina Legal, pode-se traduzir sua divisão, da seguinte forma:

Antropologia forense – Procede ao estudo da identidade e identificação, como a datiloscopia, papiloscopia, irologia, exame de DNA, etc., estabelecendo critérios para a determinação indubitável e individualizada da identidade de um esqueleto ;

Traumatologia forense – Estudo das lesões e suas causas;

Asfixiologia forense – analisa as formas acidentais ou criminosas, homicídios e autocídios, das asfixias, sob o prisma médico e jurídico (esganadura, estrangulamento, afogamento, soterramento, etc.);

Sexologia forense – Trata da Erotologia, Himenologia e Obstetrícia forense, analisando a sexualidade em seu tríplice aspecto quanto aos efeitos sociais: normalidade, patológico e criminológico;

Tanatologia – Estudo da morte e do morto;

Toxicologia – Estudo das substâncias cáusticas, venenosas e tóxicas, efeitos das mesmas nos organismos. Constitui especialidade própria da Medicina, dada sua evolução.

Psicologia e Psiquiatria forenses – Estudo da vontade, das doenças mentais. Graças a elas determina-se a vontade, as capacidades civil e penal;

Polícia científica – atua na investigação criminal.

Além disso existem ainda as necrópsias, que nem todos os médicos têm facilidade para lidar com elas ( nem todos especialistas em medicina legal são obrigados a fazê-las ). É uma especialidade triste e complexa e o status desses profissionais deixa a desejar. Existe mesmo um preconceito da população em relação aos legistas ( a maioria das mães não gostaria de ver seus filhos casados com uma médica legista; prefeririam que eles casassem com um clínico, um pediatra ou um cirurgião ).

Por outro lado, o mercado de trabalho é bastante bom, desde que vc tenha um bom relacionamento no meio jurídico para que possa ser indicada com frequência para atuar como perita do juiz ou mesmo perita assistente das partes envolvidas em um processo.

Uma pericia simples como de uma lesão corporal média em um acidente automobilístico ( que o perito não vai gastar mais de 2 horas para confeccionar o laudo ) pode render ao perito cerca de R$ 5.000,00, mas uma perícia grande, tipo a de um homicídio, pode render honorários acima de R$ 50.000,00.

A residência médica em Medicina Legal e Perícia tem a duração de 3 anos e são oferecidas em poucos serviços e com um número reduzido de vagas.

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Mario Novais

 

Dúvida na Escolha da Especialidade

Pergunta : Glauber (Universidade Luterana Brasil)
Boa tarde! Primeiramente agradeço a existência do teu site porque é extremamente esclarecedor. Gostaria de tirar uma dúvida contigo e também um conselho. Estou com algumas dúvidas sobre a viabilidade do caminho que penso (considerando que vou me formar com 33 anos já que sou advogado já) em seguir. Sou apaixonado por Medicina Intensiva, mas também por Pneumo, Reumato e Nefro. Na sua opinião, seria possível e viável seguir uma das 3 especialidades e aliar com intensiva? Considerando minha idade e mercado, qual o caminho o senhor me indicaria e, caso seja viável a Intensiva, deveria fazer ao final de uma das 3 especialidades mais 2 anos da RM em Intensiva? Desde já, agradecido!

Resposta :

É comum o estudante de medicina gostar de mais de uma especialidade, porém necessita escolher apenas uma, pois seria difícil conseguir se manter atualizado em mais de uma especialidade. Além disso, normalmente a classe médica não vê com bons olhos os profissionais que atuam em diferentes especialidades.

Ser Pneumo, Reumato ou Nefro e dar plantões em UTIs é até viável, mas nunca será visto como intensivista.

Além disso essas especialidades exigem pré requisito de clinica médica, o que vai retardar mais ainda sua formação se quiser fazer uma residência de Medicina intensiva.( exemplo 2 anos de clinica mais  2 anos de pneumo e mais  2 anos de medicina intensiva )

Os programas de residência médica em Medicina Intensiva tem duração de 2 anos e tem como pré requisito 2 anos de residência em Clínica Médica, anestesiologia ou cirurgia geral.

No seu caso, acredito que o melhor caminho seria a residência de clínica médica de 2 anos e depois a residência de medicina intensiva de mais dois anos.

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Mário Novais

Neurologia Cognitiva ou Distúrbios do Movimento

Pergunta : Igor (Universidade Federal de Pernambuco)
Dr, boa tarde! Parabéns pelo conteúdo! Sou médico residente do terceiro ano de Neurologia e estou na dúvida quanto à realização de fellowship nas áreas de Distúrbios do Movimento e Neurologia da Cognição. O senhor conseguiria me ajudar comparando as duas subespecialidades principalmente em relação ao mercado de trabalho? Obrigado!

Resposta :
Essas são duas sub especialidades bem específicas da Neurologia e do ponto de vista mercado, trata-se de um mercado relativamente pequeno até o momento e por isso é interessante que o neurologista que se especialize nessas área,  continue atendendo a neurologia geral, que terá um mercado maior.

A Neurologia Cognitiva é uma sub-especialidade da Neurologia que estuda as bases anatômicas e fisiológicas das funções cognitivas (como memória, linguagem, funções executivas, habilidades visuais, entre outras) e do comportamento, e os transtornos destas funções causados por doenças que afetam o cérebro.

Dentre essas doenças, muitas são mais freqüentes durante o processo de envelhecimento, como a doença de Alzheimer e outras formas de demência degenerativa, a doença vascular cerebral e a doença de Parkinson. Por este motivo é que este Departamento Científico da ABN recebe o nome de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento, reunindo neurologistas e outros profissionais e/ou investigadores interessados pela assistência, ensino e pesquisa nestas áreas.

​​​​​Distúrbios do M​ovimento

Movimentos involuntários são movimentos anormais excessivos e que não podem ser controlados pela vontade do indivíduo. São conhecidos como hipercinesias e incluem tremores, distonias, coreias, balismos, mioclonias e combinações variadas entre eles.

Há várias causas para o distúrbio do movimento. Elas podem ser definidas clinicamente por meio de exames ou de caracterização eletrofisiológica (eletroneuromiografia).

Tremores

Os tremores são movimentos involuntários rítmicos, oscilantes, de qualquer parte do corpo, causados por contrações alternadas de grupos musculares. O movimento pode estar presente em repouso (tremor de repouso ou estático), aparente apenas na movimentação (tremor cinético ou de ação) ou em determinada postura tremor postural.

É importante observar a posição em que o tremor aparece, assim como sua frequência (quantas vezes o movimento se repete por minuto). Esses dados são essenciais para analisar qual a causa do tremor e solicitar exames complementares para confirmá-la, ou não, de forma adequada.

O tempo de instalação do tremor, a distribuição no corpo e outros achados na história e exame físico também são valiosos.

Distonia

As distonias são contrações musculares sustentadas, causando abalos lentos, tremores, movimentos de torção e posturas anormais.

Ocorre a contração simultânea de músculos agonistas (que facilitam o movimento desejado) e antagonistas (que dificultam o movimento desejado).

Coreia

Coreia é uma palavra de origem grega que significa dança. Os movimentos involuntários coreicos têm início abrupto, explosivo, geralmente de curta duração, repetindo-se com intensidade e topografia variáveis, assumindo caráter migratório e errático, o que faz parecer que o indivíduo está realizando um tipo de dança ondulante.

Atetose

Atetoses são movimentos involuntários mais lentos, sinuosos, frequentemente contínuos, lembrando uma contorção, que envolvem predominantemente as extremidades.

Balismo

Balismos são movimentos involuntários amplos, de início e fim abruptos, que levam a deslocamentos bruscos, violentos, colocando em ação grandes massas musculares, assemelhando-se a chutes ou arremessos.

Em geral, o balismo ocorre apenas em um lado do corpo, sendo assim chamado de hemibalismo. Frequentemente associa-se a movimentos coreicos na extremidade distal do membro afetado, denominando-se assim hemicoreia/hemibalismo.

Pela definição da área de atuação dessas duas sub especialidades e pela tendência acentuada de envelhecimento da população, a área de neurologia de cognição apresentará um melhor mercado de trabalho  para o neurologista.

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Mário Novais

Neurocirurgia ou Cirurgia Plástica : Remuneração

Pergunta : Cesar (UNIFESP)
Olá,primeiramente gostaria de parabenizar a iniciativa de criar um site tão rico de informações como este. Minha pergunta é a seguinte: Tenho dúvida entre Neurocirurgia X Cirurgia Plástica, então qual a que me dará melhor retorno financeiro (valores)?

Resposta :

A remuneração de um profissional da medicina (independente da especialidade) vai depender de vários fatores, tais como : tempo de formado, formação técnica, mercado da especialidade, cidade onde se está praticando, concorrência local, rede de contatos do profissional da cidade e até mesmo do marketing que o médico utilizar para alavancar a sua carreira.

Tanto a cirurgia plástica quanto a neurocirurgia exigem um tempo de maturidade relativamente longa no mercado de trabalho. Provavelmente o cirurgião plástico leve mais tempo para fazer uma clientela do que o neurocirurgião.

Depois de vários anos de atuação ( pós residência ) ambos terão boas remuneração ( de um modo geral valores acima de R$ 30.000,00 mensais.
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Mário Novais