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Insatisfação Com a Otorrino

Pergunta : Michel ( Hospital da Base – Brasília )
Olá dr! Site sensacional muito obrigado! Dr estou com bastante duvida e gostaria de uma elucidação do senhor, estou no r1 de otorrino, mas vivo pensando na área de endocrinologia/nutrologia, amo esportes e distúrbios hormonais, e as disciplinas de orl não estão me chamando atenção! Falo q vou abandonar e todo mundo me chama de doido, uma vez que largaria p fazer uma pos graduação abrangendo essas áreas! Gostaria de uma opinião do senhor , se vc acha que nutrologia eh mesmo modinha como todo mundo fala, vejo o pessoal cuidar cada dia mais do corpo com a popularização de informações e do Instagram e fico com receio de largar orl e fazer a pós devido cada dia mais estar formando médicos e poucos farão residência penso então uma tendência a realizar pós graduações! Gostaria de uma posição do senhor ! Abraço

Resposta :

A qualquer momento dar um passo atrás buscando a felicidade é sempre possível, porém quando se vai largar uma especialidade boa como a otorrino e já tendo passado pela peneira da prova de residência, é preciso pensar duas vezes.

Nem sempre o dia a dia do especialista durante a residência é o mesmo que será depois de já estar especializado. Portanto é fundamental que vc procure conhecer mais da própria otorrino antes de largar. Analise como será sua qualidade de vida, sua remuneração na especialidade, conversando com alguns otorrinos e acima de tudo analise como será o dia a dia como otorrino, ou seja quais tipos de pacientes e tipos de patologias terá que lidar.

Se depois disso, realmente nao estiver se identificando com a otorrino, então tenha a coragem para largar tudo e se preparar para uma nova prova de residência visando outra especialidade.

Embora existam alguns cursos até bons de pós, o ideal é mesmo fazer a residência na nova especialidade que escolher. A formação profissional é fundamental para o sucesso na carreira e a residência vai te dar uma formação melhor do que os cursos de pós.

Analisando a especialidade citada por vc, a endócrino também é uma excelente especialidade, principalmente pelo envelhecimento da população; muita obesidade, muitos distúrbios de tireoide, muita diabetes, diversos casos de menopausa, andropausa…

A nutrologia especificamente ainda não emplacou como especialidade. A população ainda não consegue diferenciar o nutrólogo do nutricionista e a mídia a cada momento vai divulgando dietas milagrosas.

Conclusão : avalie bem a otorrino e se tiver a certeza que quer trocar, a residência de endocrinologia será uma boa opção .

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Mário Novais

Otorrinolaringologia

Otorrinolaringologia
Pergunta : Lucas ( UNICAMP )
Boa tarde! Ao longo dos anos fui percebendo que tinha mais dificuldade de gostar de algumas áreas, e que a possibilidade de escolher uma residência se daria mais por exclusão de outras. Permaneci com uma vontade entre Otorrinolaringologia, Neurologia ou Medicina Legal. Qualidade de vida é muito importante para mim, e admito que o aspecto financeiro tem pesado demais. Dessas áreas, percebo que neurologia (apesar de teoricamente ser fascinante) é muito triste e não tão resolutiva, o que acaba me afastando, além de muitos médicos conhecidos afirmarem que não há retorno financeiro bom. Já ORL se aproxima muito do que eu quero, tanto por ser resolutiva quanto por abordar diferentes faixas etarias (não fui tão fã de cirurgia durante o internato, o que me da um receio de entrar na orl, apesar de saber que são cirurgias completamente diferentes). Me preocupa a discussão sobre a saturação do mercado de trabalho e a dificuldade para se inserir, além das queixas de profissionais conhecidos de que “ganham mal”. A faculdade já terminou, e percebo que estou perto de escolher as áreas muito mais por aspectos teoricos do que vivência mesmo delas, e isso me assusta com medo de que possa não gostar quando vivenciá-las na pratica (praticamente não tive ORL, neuro ou medicina legal, e o contato, apesar de bom, é muito rapido). Converso com profissionais da área de otorrino e sinto que medicina legal parece ser mais fascinante na teoria do que na pratica. Como confirmar isso sem ter muitos contatos? Acho que talvez valorize mais a qualidade de vida e remuneração do que deveria, ao cogitar áreas que são mais propicias para isso mas que talvez não as conheça bem

Resposta :

Dentre as especialidades apontadas por vc, considerando qualidade de vida, e remuneração , a otoririno seria melhor opção, desde que vc se sinta confortável com os tipos de patologias inerentes à essa especialidade.

Não se preocupe com a chamada saturação do mercado, pois com o envelhecimento da população a tendência é crescer mais ainda a clientela do otorrino.

Também não se impressione com as lamúrias dos médicos, reclamando de seus salários, pois a realidade é que a classe médica é muito mais bem remunerada do que toda a população.

Conhece algum médico que não tenha um bom carro, que não more bem, que não viaje, que não tenha os filhos em boas escolas ?

É evidente que no inicio da carreira o médico ( e também o otorrino ) vai ter que “ralar” para se colocar no mercado e conseguir ter melhores rendimentos, porém isso acontece com qualquer profissão e com qualquer especialidade médica.

No nosso site na seção carreira médica ( onde sua pergunta vai ser publicada ) tem uma resposta detalhando a ottorrino mais profundamente.
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Mário Novais

Estágio ou Residência nos EUA

Estágio ou Residência nos EUA
Pergunta : Camila ( Universidade São Francisco )
Boa noite, gostaria de parabenizar pelo site, muito boa as informações para quem está perdido assim como eu, minha pergunta é: Como faço para arrumar um estágio em algum hospital dos EUA? Ja sou formada e gostaria de fazer residência por la, mas vi que precisaria de um estágio antes e não faço ideia de como conseguir um. Obrigada

Resposta :

A residência médica nos EUA é um processo longo e trabalhoso e as exigências são muitas, porém nada que não se possa conseguir. No nosso site na seção “medicina no exterior “ vc encontra detalhes desse processo.

Realmente um dos pré requisitos (necessário mas não 100 % obrigatório) é um estagio anterior em algum serviço de lá, mesmo que por um curto período de tempo.

Um dos programas mais interessantes onde se pode conseguir um desses estágios é o da Universidade de Miami- Jackson Memorial Hospital, onde existe um programa específico para estudantes e médicos da américa latina. “ The William Harrington – Medical Training Programs For Latin America and Caribbean “.

The William J. Harrington Medical Training Program for Latin America …

imi.med.miami.edu/education…/the-william-j.-harrington-progra…

That’s why the University of Miami Miller School of Medicine launched the William J. Harrington Medical Training Programs 50 years ago. And now, five decades …

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Mário Novais

Otorrino ou Imunologia

Otorrino ou Imunologia

Pergunta : Adelmo ( Universidade Federal do Rio de Janeiro )

Olá Dr. Mario, primeiramente parabéns pelo site, as informações nele contidas especialmente quanto as respostas às dúvidas dos alunos são de muita valia. Estou em dúvida entre me especializar em otorrinolaringologia ou alergia-imunologia. Sendo assim, analisando o mercado de trabalho, qualidade de vida, remuneração e dependência de convênios de saúde qual a melhor opção?

Resposta :

Embora essas duas especialidades lidem com patologias semelhantes, são duas especialidades diferentes e com caminhos diferentes.

A Imunologia é uma especialidade clínica com pré requisito de residência de clínica médica e a Otorrino é uma especialidade clínico – cirúrgica com acesso direto à residência médica.

Algumas informações sobre essas duas especialidades poderão te ajudar na escolha. :

Alergia / Imunologia :

A ASBAI( Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ) preconiza que o médico especialista em Alergia e Imunologia Clínica necessita ter conhecimentos gerais de medicina interna e de pediatria e seja capacitado para o atendimento de pacientes com doenças alérgicas de qualquer idade.

Objetivos específicos da ASBAI para o programa de Residência Médica em Alergia e Imunologia Clínica.

1- A residência médica na especialidade deve realizar-se num período de dois a três anos, tendo como pré requisito 2 anos de residência em clínica médica.

2- O objetivo do programa de residência médica em alergia e imunologia é :

Propiciar conhecimentos sobre os fundamentos e avanços da Imunologia Básica

Capacitar para o manejo de doenças alérgicas e imunológicas respiratórias

Capacitar para o manejo de doenças alérgicas e imunológicas da pele e mucosas

Capacitar para o manejo de doenças alérgicas e imunológicas do trato gastrintestinal

Capacitar para o manejo de doenças alérgicas e imunológicas oculares

Capacitar para o manejo de emergências alérgicas

Capacitar para o manejo de imunodeficiências primárias e secundárias

Propiciar conhecimentos sobre doenças auto-imunes, imunologia dos transplantes e da reprodução

Capacitar para a compreensão e interpretação dos métodos diagnósticos “in vivo” e “in vitro” utilizados na investigação das doenças alérgicas e imunodeficiências

Capacitar para compreensão e interpretação de provas funcionais respiratórias

Propiciar conhecimentos teóricos e práticos sobre a prevenção e tratamento de doenças alérgicas e imunodeficiências.

Capacitar para a prescrição, uso e preparo da imunoterapia específica.

Do ponto de vista mercado de trabalho, a especialidade pode ser considerada boa porque permite uma boa qualidade de vida e boa remuneração. A incidência de processos alérgicos na população é bastante grande, o que permite um aumento rápido da clientela. Os testes alérgicos e vacinas aplicados no consultório agregam valor ao preço da consulta, o que também é interessante.

É necessário que esse especialista tenha prazer e habilidade para lidar com crianças, pois uma grande parte da clientela é dessa faixa etária.

Um outro campo de atuação para esses especialistas está relacionado com as doenças imunológicas e transplantes, área em franco desenvolvimento.

Otorrinolaringologia :

A otorrino é uma das melhores especialidades.

Otorrinolaringologia é uma especialidade médica originalmente predisposta ao estudo das doenças do ouvido do nariz e da garganta.
A importância dessas três áreas e suas interligações com as rmais diversas regiões da cabeça e do pescoço vêm determinando que a abrangência de atuação desse profissional seja cada vez maior.
Isso significa também o envolvimento com os distúrbios respiratórios do sono, roncos e apnéias, com  a prevenção de alterações crânio maxilofaciais, com o manejo das fraturas faciais, com os tumores da base do crânio junto com a neurocirurgia, com  os distúrbios da deglutição, das glândulas salivares e estética facial.
Do ponto de vista prático, trata-se de uma profissão muito dinâmica com atuação clinica e cirúrgica pra doenças muito prevalentes e com elevado impacto na qualidade de vida dos indivíduos nas diferentes populações.
Esse impacto é facilmente compreendido na medida que estamos falando de áreas cujas patologias comprometem funções que nos diferenciam como seres humanos:

  • a comunicação: tanto pela aquisição e desenvolvimento da linguagem através da audição;
  • a incapacidade de verbalizar tal linguagem através da voz ;
  • e ainda pelo olfato e respiração apropriados.

Vejamos de forma sucinta as regiões de interesse à otorrinolaringologia :
Em um corte sagital da cabeça e do pescoço é possível visualizar o perfil da face, as fossas nasais e seios paranasais com seus limites com o sistema nervoso central,
a boca, língua e dentes. Também a rinofaringe, orofaringe, hipofaringe, com alguns componentes linfáticos do anel de waldeyer e a laringe e os seios piriformes.
No outro modelo, somente o aparelho auditivo, incluindo seus seguimentos externo, médio e interno além da comunicação com a rinofaringe através da tuba auditiva até o torus tubário.
Sempre permeado pela função de promover melhor qualidade de vida aos pacientes, o estudo do ouvido, nariz e garganta, é um desafio e uma fonte ininterrupta de pesquisa e aprendizado para as quais esperamos ter despertado a sua atenção com o vídeo.

Apesar dos procedimentos cirúrgicos serem mal remunerados pelos convênios (exceção feita às cirurgias de ouvido interno), é grande a relação de possíveis procedimentos diagnósticos ou terapêuticos na otorrino, o que pode agregar bastante valor ao preço das consultas.
A área de atuação da otorrino abrange cerca de 20 procedimentos diagnósticos e mais de 60 procedimentos cirúrgicos (ver tabela AMB).
É importante para qualquer especialista o encaminhamento feito por outros colegas, mas uma grande parte da clientela do otorrino vem diretamente em função do boca-a-boca de um cliente para outro.
O envelhecimento da população facilita consideravelmente a incidência de deficiências auditivas (o Brasil tem cerca de 4 milhões de deficientes auditivos). Mais de 60 % da população apresenta desvio de septo nasal. É muito grande a frequência de rinites alérgicas. Consequentemente esses fatos permitem um aumento rápido da clientela do otorrino
Além disso, a qualidade de vida desse profissional é boa porque a maior parte das cirurgias é eletiva.
A qualidade de vida nessas duas especialidades é boa  e a remuneração de ambas também é muito boa.
É difícil comparar a remuneração das duas pois existem vários fatores que interferem, como tempo de formado, formação médica, círculo de relacionamentos do profissional, cidade onde se está praticando, resultados dos tratamentos, concorrência local e acima de tudo do marketing que utilizar para alavancar a especialidade.
Procedimentos da especialidade ( otorrino ) :

Concluindo : mercado de trabalho e remuneração apontam otorrino como melhor que imunologia. Qualidade de vida talvez um pouco melhor para a alergia e imunologia.

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Mário Novais

Cirurgia Plástica : Futuro

Cirurgia Plástica : Futuro

Pergunta: Daniel ( Universidade Federal de Santa Catarina )

Olá Dr! Gostaria de saber mais sobre a especialidade de cirurgia plástica. Gosto muito da área, mas tenho receio quanto ao mercado após a residencia. O que o senhor fala sobre essa especialidade? Agradeço demais todas as informações extremamente pertinentes em todo o site.

Resposta :

O Mercado de Cirurgia Plástica é um dos mercados mais promissores. De acordo com dados atuais, por exemplo, uma cidade de 200.000 habitantes tem um potencial de cerca de 632 cirurgias plásticas por ano, ou seja 52 cirurgias plásticas por mês. Se a cidade tiver 3 cirurgiões dessa especialidade, isso representa aproximadamente 17 cirurgias plásticas por mês para cada cirurgião plástico, o que é uma ótima média, podendo significar mais de R$ 100.000,00 mensais.

A tendência do mercado não é o de saturar, mas sim o de aumentar, principalmente pela importância cada vez maior dada pela população ao aspecto “beleza” e também pelo fato dos homens começarem a se tornar clientes dessa especialidade.

Algumas informações detalhadas podem te ajudar a se definir:

A Cirurgia Plástica é uma boa especialidade e o Mercado está cada vez ficando maior. O Brasil é o segundo País do mundo em número de cirurgias plásticas. São aproximadamente 600.000 cirurgias por ano.

Outra vantagem dessa especialidade é que não depende de planos de saúde, as cirurgias plásticas, que na maioria são estéticas, são  sempre pagas diretamente pelos clientes.

Além disso, a qualidade de vida desses profissionais é muito boa porque na maioria das vezes, as cirurgias são eletivas.

O status do especialista nessa área também é excelente; é uma categoria médica elitizada e talvez por isso muitos alunos de Medicina, em algum momento, pensem em serem cirurgiões plásticos.

Alguns aspectos especiais devem ser considerados na escolha dessa especialidade:

Para ser um cirurgião plástico de conceito médio, a maioria dos médicos pode conseguir, já que muitos procedimentos são técnicos e relativamente fáceis de se aprender com uma boa residência médica.

No entanto, para ser um Cirurgião Plástico acima da média e de grande fama, será necessário uma grande “ habilidade artística “( que nem todos possuem), além de uma boa dose de marketing.

Além disso, o amadurecimento do profissional dentro da especialidade é um pouco demorado e a duração da carreira também é mais curta; uma cliente de cirurgia plástica não vai querer ser operada por um cirurgião recém formado e também não vai querer os serviços de um cirurgião muito velho. Ela vai preferir um profissional na faixa entre 45 e 50 anos de idade.

Muitos cirurgiões plásticos após a residência ficam angustiados porque o aumento da clientela é um pouco lento, mas como todo início de carreira isso é comum e tem mesmo que “ralar muito ” para se colocar no mercado.

A saída para esse especialista no inicio de carreira será os plantões como cirurgião geral ou mesmo como emergencista clinico e as cirurgias plásticas a nível de mercado popular em bairros mais simples.

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Mário Novais

Oncologia Clínica : Futuro

Oncologia Clínica : Futuro

Pergunta: Diogo (Universidade Federal de Santa Maria )

Doutor Mario, bom dia. Gostaria de saber como está o campo de oncologia ? Tem muito risco de terminar a residência e não conseguir se empregar na área? Tenho 37 anos e pretendo cursar a residência ano q vem…serão 5 anos….com esta idade ainda vale a pena? obrigado

Resposta :

O futuro da oncologia clínica é bastante promissor, tanto do ponto de vista científico quanto do ponto de vista do mercado de trabalho. O oncologista clínico não precisa realizar cirurgias, mas vai precisar trabalhar em equipe, referenciando seus pacientes cirúrgicos, assim como os que necessitem de radioterapia.
Embora ele não seja obrigado a realizar quimioterapias em sua clínica, a QT pode ser uma boa fonte de renda, embora muitos planos de saúde estejam criando seus próprios serviços ( principalmente em grandes centros); o que diminui o mercado para oncologistas empreendedores.
Existem vários pagamentos para a quimioterapia, dependendo do tipo. Nos tratamentos normalmente existe uma remuneração pela sessão inicial e depois separadamente pagamentos pelas seções subsequentes.
Uma quimioterapia intra tecal, por exemplo, tem uma remuneração bem melhor. Independente do procedimento médico, as clínicas de QT faturam bastante lucro com a medicação utilizada e as sessões são relativamente curtas permitindo um atendimento de muitos pacientes num mesmo turno de trabalho.
A oncologia é uma das especialidades que mais vai ser beneficiada com a nanotecnologia e com utilização de nano cápsulas e nano cristais. Alguns tratamentos com essa tecnologia já estão sendo empregados.
Um resumo geral da especialidade vai abaixo :
A oncologia é uma das especialidades que mais tem evoluído nos últimos tempos, já que muitos tipos de câncer passaram a ser tratados com bastante sucesso.
A clientela do oncologista (cancerologista clínico) vem aumentando bastante com a valorização  da importância que se tem dado ao diagnóstico precoce dos vários tipos de câncer, através de exames preventivos de rotina, como colonoscopia, mamografia, preventivo de câncer de colo uterino e de próstata, além da preocupação atual com o câncer de pele. A detecção destas patologias em estágio inicial faz com que a oncologia seja uma boa opção do ponto de vista mercadológico.
Como aspecto negativo para a oncologia, vale a pena ressaltar que é considerada uma especialidade “triste”, pelo tipo de paciente com que lida e com muitas patologias de mal prognóstico. Conviver com a morte de pacientes e com cuidados com pacientes terminais exige do profissional uma estrutura pessoal forte e nem todos conseguem lidar bem com isso.
A qualidade de vida do profissional é razoável, os ganhos financeiros são bons e o mercado é carente de bons profissionais.
O programa de residência médica em cancerologia clinica tem a duração de 3 anos, sendo exigido como pré requisito a residência em clinica médica.
No site da sociedade brasileira de oncologia clinica (www.sboc.org.br) vc pode encontrar mais informações sobre os serviços credenciados e sobre as competências exigidas para o profissional dessa área.

Atualmente as exigências técnicas são grandes para se abrir um clínica de oncologia com tratamentos no local. Veja abaixo as recomendações da Anvisa.:

Brasília, 14 de outubro de 2004 – 18h
Anvisa estabelece regras para quimioterapia
Estabelecimentos públicos e privados do país que realizam tratamento de quimioterapia terão um ano para adequar-se ao primeiro Regulamento Técnico de Funcionamento dos Serviços de Terapia Antineoplásica, que consta na Resolução RDC nº 220, de 21 de setembro de 2004.
A resolução estabelece requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços e normatiza o preparo e a administração dos medicamentos utilizados, bem como aspectos referentes às instalações físicas, aos materiais, aos equipamentos de proteção individual e coletiva, às questões de biossegurança e aos recursos humanos para minimizar riscos aos usuários e profissionais de saúde envolvidos.
A partir da regulamentação, os estabelecimentos de saúde deverão manter um local centralizado para o preparo desses medicamentos, em área restrita e exclusiva, dotada de cabine de segurança biológica. E o profissional de saúde deverá fazer uso de equipamentos de proteção individual. Até então esses procedimentos não estavam regulamentados.
Redução dos riscos – No conjunto de normas há ainda recomendações quanto aos cuidados com fluidos corpóreos dos pacientes e especificação dos itens do kit derramamento, composto por substâncias que devem ser utilizadas para inativação do medicamento em casos de acidente pessoal ou ambiental, entre outras recomendações.
Os antineoplásicos são considerados medicamentos de risco, que podem causar genotoxicidade (mutação genética), carcinogenicidade (câncer) e teratogenicidade (má-formação fetal). Daí a grande necessidade de regulamentação.
O regulamento foi elaborado por técnicos da Anvisa e de entidades representativas da área, entre janeiro e setembro de 2003. Durante o processo de consulta pública, aberto em novembro do mesmo ano, foram recebidas 52 contribuições de clínicas, hospitais, profissionais autônomos e instituições como o Instituto Nacional de Câncer (Inca), vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, conselhos regionais de Farmácia (CRF), conselhos regionais de Enfermagem (COREN) e da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), entre outros.
Atualmente, cerca de 100 mil pacientes passam por tratamento quimioterápico no Sistema Único de Saúde (SUS), que é responsável por 90% da cobertura no país e atendeu mais de 1,3 milhão de pessoas nesse tipo de procedimento no ano passado.
O descumprimento das determinações constitui infração de natureza sanitária, sujeitando o infrator a processo e penalidades previstas na Lei Federal 6.437.Como oncologista clínico, não fazendo QT no consultório, o mercado ainda é bom.SucessoMário Novais

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Empreendedorismo na Medicina

Empreendedorismo na Medicina

Pergunta : Nicolas (Universidade do Vale do Taquari – SC )

Olá Dr, muito obrigado por nos prestar informações tão importantes para auxiliar na grande dúvida que assombra todo estudante de medicina, qual residência escolher! Gostaria de saber sua opinião sobre qual especialidade permitiria melhores oportunidades de empreendedorismo de baixo a médio custo (nada faraônico como montar um serviço de hemodinâmica por exemplo). Estou inclinado para Neurologia ou cardiologia mas aceito sugestões de outras especialidades que me permitiriam empreender. Desde já, muito obrigado pela atenção!

Resposta :

O empreendedorismo é muito importante em qualquer profissão e especialmente  nas especialidades médicas. É necessário pensar que todos nos temos um ciclo de vida e em algum momento teremos que diminuir ou parar nossas atividades; por isso é fundamental que o médico tente criar um “negócio “que possa render independente do trabalho técnico e braçal dele.

A maioria das especialidades vai permitir empreender, embora de formas diferentes.

Por exemplo : um oftalmologista pode abrir uma clínica de oftalmo com vários oftalmos trabalhando nela. Um endocrino pode ter uma clínica de controle de obesidade com vários endócrinos trabalhando e também com nutricionistas e psicólogos. Um otorrino pode ter uma clínica de otorrino com vários otorrinos e com fonos e fazendo os vários exames da especialidade. Um ortopedista também pode ter sua clínica com vários profissionais trabalhando nela, como outros ortopedistas, fisioterapeutas…Um anestesista pode criar uma clínica da dor, como patrão ou como sócio de outros especialistas.

Conclusão : Empreender na Medicina é importante, porém também é fundamental que escolha acertadamente sua especialidade, de acordo com qualidade de vida, remuneração e o dia a dia da especialidade, para depois pensar em como empreender nessa especialidade.

Ortopedia, Oftalmologia, Otorrino, Geriatria, Neurologia, Endocrinologia, Dermatologia, gastroenterologia … são algumas com boa facilidade de empreendedorismo.

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Início de Carreira do Oftalmologista

Início de Carreira do Oftalmologista

Pergunta : Gabriel ( Unigranrio – RJ )
Boa noite. Estou no 10 período da faculdade de medicina e penso na área de oftalmologia. Tenho receio por ser uma área que dependa basicamente 100% de planos de saude, e tendo familiares médicos, sei o quanto tem que ralar para conseguir lucrar com os valores ínfimos que os planos pagam aos médicos. O que você acha sobre esse ponto da oftalmologia depender muito de planos de saude? isso prejudica um ganho mensal bom? Alem disso, não tenho familiares na área, e ja ouvi falar que isso e um empecilho para a entrada no mercado devido ao alto custo pra montar consultório/clinica. E em outra postagem eu li que o senhor tem 2 filhos oftalmologistas, poderia contar como foi a trajetória dos dois assim que se formaram, em relação a emprego, salário? Muito obrigado
Resposta:
A oftalmologia é uma das melhores especialidades do momento e existe uma ilusão de que precisa ter médicos na família ou se precisa muito dinheiro para comprar equipamentos. Isso, é claro poderia facilitar, porém não é absolutamente necessário.
O início da carreira para um oftalmologista que não tenha essas vantagens citadas é assim :
você entra pra residência de oftalmologia ( é fundamental isso para ter uma boa formação profissional – as melhores residências dessa especialidade estão em São Paulo – Unifesp – Usp – Unicamp )
Durante a residência vc vai ter que dar uns plantões como clínico para complementar a renda da residência.
No final do R2 vc poderá começar a trabalhar numa clínica de oftalmologia simples ( muitas em subúrbios ou baixada fluminense, por exemplo ), onde vc vai receber 50 % das consultas e 30 % dos exames que realizar )
No final do R3 vc poderá passar a trabalhar numa clínica de oftalmologia mais sofisticada e completa com todos os exames complementares ( por exemplo no rio de janeiro- Zona Sul – Barra da Tijuca.)
Depois de alguns anos trabalhando numa dessas clínicas vc já pode pensar em abrir seu próprio consultório, que pode começar apenas com equipamentos básicos, podendo adquirir equipamentos usados em bom estado ou mesmo conseguir um financiamento bancário. ( o banco santander tem financiamentos especiais para médicos ).
As chamadas “clínicas populares de oftalmologia” em bairros mais pobres podem ser um bom começo para oftalmos recém formados.
Aos poucos vc vai conseguindo alguns convênios ( o que não é facil ) e vai adquirindo outros equipamentos até estar com uma clínica completa.
Evidente que no início vai ter que ralar muito, porém isso acontece com todos os inícios profissionais.
E daí, depois de alguns anos estará tendo uma ótima remuneração e excelente qualidade de vida. É “correr pra galera…”

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Medicina Paliativa

Medicina Paliativa

PERGUNTA : Aline (UNIFESP)
Gostaria de saber sua percepção sobre a área de cuidados paliativos, se esta àrea será promissora futuramente e qual residência (pré requisito) eu teria maior contato com pacientes terminais? Obrigada.

RESPOSTA :
O acelerado envelhecimento populacional no Brasil acarretou mudanças significativas no perfil de adoecimento da população, com um aumento de casos câncer, doenças cardiovasculares, pulmonares, neurológicas, dentre outras. Os portadores dessas doenças têm indicações de receber cuidados que envolvam a atenção à saúde de forma integral, considerando os aspectos físicos, psicológicos, espirituais e sociais. O mesmo vale para seus familiares e membros da equipe de cuidados. A Organização Mundial da Saúde define Cuidados Paliativos como a “abordagem que promove a qualidade de vida de pacientes e seus familiares, que enfrentam doenças que ameacem a continuidade da vida, através da prevenção e alívio do sofrimento. Requer a identificação precoce, avaliação e tratamento da dor e outros problemas de natureza física, psicossocial e espiritual”.

A medicina paliativa é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina , não como especialidade médica, mas como area de atuação.
Mais algumas informações sobre essa area de atuação podem ser úteis para vc.:
Medicina Paliativa : Residência com duração de 1 ano : Especialidade para a qual será exigida a comprovação de pré-requisito em uma das seguintes áreas: Anestesiologia, Clínica Médica, Geriatria, Medicina de Família e Comunidade, Oncologia Clínica, em Residência credenciada pela CNRM.
1. A Residência Médica em Cuidados Paliativos é uma modalidade de treinamento em serviço seguindo os moldes estabelecidos pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e MEC. Todo seu conteúdo teórico-prático é voltado para familiarizar e treinar o médico a exercer as atividades inerentes a sua profissão voltadas para as condições onde não se pode curar, mas deve-se cuidar do paciente dignamente até que a morte aconteça.
2. O marco teórico para o desenvolvimento do currículo mínimo para este programa de Residência foi adaptado e segue as recomendações estabelecidas pela Força Tarefa da Associação Europeia de Cuidados Paliativos (Recommendations of the European Association for Palliative Care for the Development of postgraduate Curricula – Leading to Certification in Palliative Medicine), e busca desenvolver, no médico residente, as habilidades necessárias para atuar com os pacientes portadores de enfermidades crônicas e que se encontram fora de possibilidade de cura.
3. A ementa da Residência Médica em Medicina e Cuidados Paliativos desenvolver-se-á nos seguintes eixos principais:
a) Introdução aos Cuidados Paliativos (Definições e Princípios dos Cuidados Paliativos, História dos Cuidados Paliativos, Qualidades pessoais e atributos do Médico de Cuidados Paliativos)
b) Cuidados Físicos e Tratamentos: Manejo das doenças progressivas limitantes da vida; Processos de doenças específicos; princípios gerais do controle de sintomas; Outros sintomas e problemas físicos; Emergências em Cuidados Paliativos; Procedimentos Práticos; Farmacologia e Terapêutica; Reabilitação; Cuidados do paciente em fase de agonia e família;
c) Cuidados Psicossociais e intervenções: Relações familiares e Sociais; Comunicação com pacientes e família; Resposta psicológica de pacientes e Cuidadores para doenças ameaçadoras da vida e as perdas; Atitudes e respostas dos Médicos e outros profissionais; Luto; Finanças familiares e do paciente;
d) Cultura, Linguagem, Questões Religiosas e Espirituais;
e) Ética e Bioética: Ética Teórica e Ética Aplicada a Cuidados Paliativos;
f) Estrutura Legal: Morte, Tratamento e Relação Médico – Paciente;
g) Trabalho em Equipe;
h) Ensino e Aprendizado;
i) Pesquisa
j) Gerenciamento: Recursos Humanos, Recrutamento, Desenvolvimento de Pessoal, Habilidades em Liderança, Habilidades de Gerenciamento, Gerenciamento da Informação; Sistema de Saúde e suas relação com o Cuidado Paliativo; Auditoria; Documentação.
k) Habilidades Clínicas em Comunicação e aspectos correlatos (dar más notícias, comunicação com a equipe multiprofissional, conspiração do silêncio, dizer a verdade, gerenciamento do tempo de consulta, vinculação profissional, comunicação não- verbal)
II – OBJETIVOS DO CURSO:
2. Os objetivos específicos da Residência Médica em Medicina e Cuidados Paliativos são preparar o Médico para:
a) Conhecer a História, as definições, os valores e os princípios dos Cuidados Paliativos no mundo e no Brasil;
b) Reconhecer, diagnosticar e manejar os sintomas prevalentes em pacientes com enfermidades progressivas e ameaçadoras da vida
c) Aplicar de forma prática os princípios éticos, bioéticas e legais ‘as circunstâncias inerentes ‘as doenças crônicas, progressivas ameaçadoras da vida;
d) Se apropriar de técnicas de comunicação para utilizá-las com pacientes, familiares e a própria equipe;
e) Conhecer as reações e atitudes dos pacientes e familiares frente a situações ameaçadoras da vida, bem como contê-las e manejá-las;
f) Trabalhar com equipe multiprofissional de maneira interdisciplinar;
g) Adquirir noções de planejamento, gerenciamento e desenvolvimento de serviços e equipe;
h) Adquirir noções de pesquisa específica na área de cuidados paliativos;
i) Adquirir noções básicas de ensino.
A matéria a seguir , publicada no jornal O Estadão de São Paulo, também é interessante.:
Eram pouco mais de 15h20 de quarta-feira quando uma enfermeira da ala de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Estadual de São Paulo chamou o médico residente Bruno Reis, de 30 anos, ao leito 22. A família da paciente em tratamento contra um câncer terminal estava angustiada. Ao entrar no quarto, Reis constatou que a paciente já não respirava mais e sua morte foi registrada às 15h25. Coube a ele a missão de anunciar o fim da vida aos familiares.
Reis, de 30 anos, é o primeiro médico a cursar residência em medicina paliativa em São Paulo. Além dele, há também a médica Michelle Fontenele, de 31, que começou o mesmo tipo de residência no Instituto de Medicina Integral de Pernambuco (Imip). O Hospital do Servidor e o Imip são os dois primeiros do País a abrir residências nessa especialidade, que só foi reconhecida como área de atuação em 2011.
Mineiro de Raul Soares, uma cidade com pouco mais de 23 mil habitantes, Reis é o primeiro médico de uma família de comerciantes. Fez todo o ensino fundamental e médio em escolas públicas e escolheu prestar Medicina pelo desafio de um curso concorrido. Passou na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), fez residência em clínica médica, m
as ainda não estava satisfeito. Chegou a cogitar uma especialização em Oncologia, mas queria mais.
Além de tratar da saúde dos pacientes, Reis queria “cuidar” deles. E é nesse contexto que entra em cena a medicina paliativa, cujo foco é cuidar do doente e não da doença. É cuidar da “qualidade da morte”, para que ela aconteça de maneira menos dolorosa para o paciente e para a família.
As aulas da residência em medicina paliativa no Hospital do Servidor começaram em março, no 12.º andar, na ala para onde só vão os pacientes graves, com doenças praticamente sem chances de cura. São dez leitos em quartos individuais, com direito a acompanhante permanente. É nesse cenário que Reis passa o dia inteiro em contato com os pacientes e seus familiares.
Em menos de dois meses, ele já se deparou com a morte de 11 pacientes. Ainda chora por todos. Mas nada o faz desanimar. “É isso que eu vim buscar aqui, a prática. Ainda estou aprendendo a lidar com a morte, pois sou humano. Mas é muito bom poder fazer algo mais por essas famílias.”
Dor. Promover o alívio, diminuir casos de delírio, de depressão e até indicar cirurgias para os pacientes são algumas das características dos cuidados paliativos. “A gente lida com medicações que se forem mal usadas podem colocar a vida em risco”, diz a médica Maria Goretti Charles Maciel, que trabalha na ala de cuidados paliativos.
O pernambucano Severino Inácio da Lima, de 79 anos, por exemplo, está internado para aliviar as dores provocadas por um câncer de próstata e está com metástases no abdome. A solução para amenizar o problema é fazer uma cirurgia para implantar um catéter no rim. “Isso vai melhorar a qualidade de vida dele.” É dessa forma que a medicina paliativa tem tentado fazer mais pelos pacientes.
Brasil tem apenas 22 serviços estruturados
O movimento que difundiu os cuidados paliativos para pacientes com doenças avançadas e muitas vezes sem cura surgiu na Inglaterra em 1967, dentro da filosofia de evitar o prolongamento da vida com angústia.
No Brasil, o primeiro relato desse tipo de acompanhamento é do Instituto Nacional de Câncer (Inca) de 1989 – 22 anos após o dos ingleses -, mas ainda de forma tímida e superficial.
Nos anos 2000, alguns centros brasileiros começaram a se estruturar e oferecer cuidados paliativos. Hoje, segundo a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), são cerca de 65 serviços cadastrados, mas só 22 são reconhecidos com equipes minimamente estruturadas.
“O Brasil ainda possui poucos serviços e, isolados”, diz Luís Fernando Rodrigues, vice-presidente da ANCP. Segundo ele, um consenso mundial estabelece três parâmetros para avaliar como os países fazem o controle da dor e se eles têm cuidados paliativos.
Um deles é a quantidade de doses diárias de opioides (substâncias derivadas do ópio, usadas para controlar a dor), segundo a Organização Mundial da Saúde. Nos países desenvolvidos, o consumo médio é de 30 mil doses diárias de medicamento por milhão de habitantes. Já nos países da América do Sul, entre eles o Brasil, essa medida é de 200 doses por dia.
Outro parâmetro é um ranking da revista The Economist, feito em 2010, que avaliou a “qualidade de morte” em 40 países – o Brasil aparece em 38.º, atrás de Índia e Uganda. / F.B
Conclusão : Em termos de mercado, principalmente pelo envelhecimento da população, a escolha pela Medicina Paliativa pode ser boa, porém lembre que é uma especialidade triste e o profissional que trabalhar com esse tipo de paciente necessita ter uma estrutura pessoal mental bem equilibrada para lidar diariamente com o assunto.

Sucesso
Mário Novais

Escolha da Especialidade

Escolha da Especialidade

Pergunta : Luiza ( Centro Universitário do Espírito Santo )

Qual residência fazer ?

Resposta :

A residência médica é de fundamental importância na formação do profissional médico e deve ser vista não como opção, mas sim como uma obrigação.
No seu sistema de “treinamento em serviço “, a residência vai permitir ao recém formado adquirir a prática que a maioria das Faculdades não consegue fornecer em termos de intensidade.
Considerando que um médico, depois de concluído a residência, vai trabalhar naquela especialidade por mais 40 anos, é extremamente importante que a escolha seja bem feita e acima de tudo bastante racional.
Os aspectos fundamentais na escolha são :
qual a qualidade de vida que essa especialidade vai me permitir ? Essa qualidade está de acordo com meus planos de vida ?
que remuneração essa especialidade vai me permitir ? Essa remuneração combina com minhas ambições financeiras ?
como vai ser meu dia a dia de acordo com a especialidade que escolher ? Vou me sentir confortável com esse cotidiano ?
A chave do sucesso na escolha racional da especialidade é , sem dúvida, o melhor conhecimento de cada especialidade; principalmente em relação aos 3 itens citados.
O teste vocacional do nosso site poderá te ajudar, mas também procure conversar com alguns especialistas das áreas mais prováveis para vc e veja o grau de satisfação deles com a própria escolha.

Sucesso
Mário Novais