Categoria A Escolha da Especialidade

Pediatria ou Dermatologia

Pergunta : Maisa ( UNIFENAS – BH )
Boa noite! Me formo no final do ano e estou com dificuldade de escolher qual especialidade devo fazer prova. Sua opinião me ajudaria muito! Estou em dúvida entre dermatologia e pediatria. Pediatria: gosto de ter contato com o paciente, adulto ou criança e tenho maior facilidade com crianças. Porém, gosto de pequenos procedimentos, quero ter qualidade de vida e retorno financeiro. Dermatologia: gosto de procedimentos pequenos como biópsia, porém não me atrai medicina estética porque talvez não teria paciencia com a clientela. Qual a sua opinião sobre o que escolher? Desde já agradeço muito!!

Resposta :

Os aspectos fundamentais na escolha são :
1.Qual a qualidade de vida que essa especialidade vai me permitir ? Essa qualidade está de acordo com meus planos de vida ?
2. Que remuneração essa especialidade vai me permitir ? Essa remuneração combina com minhas ambições financeiras ?
3. Como vai ser meu dia a dia de acordo com a especialidade que escolher ? Vou me sentir confortável com esse cotidiano ?
A chave do sucesso na escolha racional da especialidade é , sem dúvida, o melhor conhecimento de cada especialidade; principalmente em relação aos 3 itens citados.
O teste vocacional do nosso site poderá te ajudar, mas também procure conversar com alguns especialistas das áreas citadas por vc e veja o grau de satisfação deles com a própria escolha.

Considerando os itens acima, a Dermatologia é melhor especialidade do que a Pediatria; melhor qualidade de vida, melhor remuneração e dia a dia mais tranquilo.

Porém, para o Dermatologista, não vale a pena desprezar o mercado da estética, pois é uma área bem tranquila e talvez a mais bem remunerada da especialidade e com o tempo você vai aprender a “tolerar” algumas clientes fúteis da dermatologia estética.

No nosso site, seção Carreira médica vc encontrará mais informações sobre essas duas especialidades.

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Mário Novais

 

Ultrassonografia Como Especialidade

Pergunta : Izabella ( Universidade Federal de Minas Gerais )
Boa noite! Gostaria de saber do mercado da ultrassonografiaafia. Há boas pós graduações na área. É um bom mercado? Hoje na radiologia o médico não consegue mais empresariar, trabalhando para grandes empresas. Acredito que que apenas o US na radiologias permite essa liberdade. Assim, não seria melhor fazer apenas US? Focar nisso?

Resposta :

Realmente na radiologia fica difícil empreender pelo alto custo dos equipamentos maiores.

A exceção é na área de ultrassonografia, onde o profissional pode conseguir comprar um aparelho financiado e prestar serviço em hospitais ou mesmo abrir um consultório ou uma clínica de ultrassonografia.

O caminho correto para o ultrassonografista é através da residência em radiologia, que vai permitir a ele atuar em toda a área de radiologia ( R-X, ultrassonografia, Tomografia, Ressonância e Mamografia, além da radiologia intervencionista ).

É um mercado amplo e não vale a pena ficar restrito à ultrassonografia.
Existem cursos específicos de ultrassonografia, tipo ultrassom de ginecologia, de obstetrícia, de neurologia, de cardiovascular, porém esses cursos devem ser dirigidos para os profissionais específicos dessas áreas, exemplo Ultrassom de GO para ginecologistas…j;a que o conhecimento científico da especialidade é indispensável nesses casos.

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Mário Novais

Teste Vocacional Para Escolha da Especialidade Médica

Pergunta : Joaquim ( Universidade Federal do Maranhão )
Dr. o tema do meu TCC é relacionado a escolha de residência médica por estudantes de medicina, gosto muito do seu questionário do teste vocacional. Eu queria saber se ele é validado

Resposta :

A partir de um trabalho feito originalmente nos EUA, que nós adaptamos para o Brasil, foi pesquisada a opinião de médicos de diferentes especialidades, onde eles mesmo deram notas em relação a algumas características de suas especialidades.
O teste foi montado em cima disso, com um tratamento matemático onde comparamos a importância que você daria para cada um desses itens (ex. ganhos financeiros, tempo livre, status etc.) com as opiniões dos especialistas que participaram da pesquisa.
Quanto maior for a semelhança entre suas notas e as notas dadas por aqueles especialistas, mais próximo você está daquela especialidade. Assim, não existe gabarito para o teste, mas sim uma comparação de prioridades.

O teste vocacional do nosso site é o único teste disponível no Brasil e já foi aplicado em mais de 50.000 situações através do próprio site.

Infelizmente ainda estamos buscando uma forma de validar o teste pois não temos como ter certeza da satisfação ou do sucesso dos profissionais dentro das especialidades escolhidas através do teste.

Talvez fosse interessante que o seu TCC fosse exatamente sobre a validação do teste e ai poderíamos te ajudar a montar esse projeto.

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Mário Novais

Otorrinolaringologia ou Medicina Legal

Pergunta : Lucas ( Faculdade de Medicina de Marília )
Bom dia! Gostaria de parabenizá-lo pelo site, que é excelente. Tenho muitas dúvidas a respeito de uma escolha. Irei prestar otorrino, mas tenho interesse também em Medicina Legal, e como só há residência na USP, pensei em prestar Med Legal lá! Porém, tenho receio de não ter um contato mais amplo com essa área, e acabar escolhendo ela mais pelo imaginário que ela proporciona do que talvez pela rotina em si. Não tenho tantos contatos com pessoas que fazem, e por isso não consigo saber exatamente como é a realidade. Você saberia melhor como funciona? Desde a rotina até salários, qualidade de vida e possibilidade de trabalhar no interior/litoral? As vezes me pego no receio de estar escolhendo pela remuneração/qualidade sem ter aquela certeza de como funciona realmente na pratica, abdicando de prestar otorrino (que me interesso muito também) na USP. Obrigado e otimo dia!

Resposta :

É comum nessa fase da vida na faculdade, o aluno ficar em grande dúvida porque gosta de mais de uma especialidade.

São 54 especialidades médicas, portanto é lógico que se possa identificar com várias. No entanto tem que escolher apenas uma e parar de olhar pra trás, pensando se deveria ter escolhido outra qualquer.

A analise para escolha deve ser feita de forma bem, racional avaliando-se a qualidade de vida que a especialidade vai te permitir, a remuneração própria da especialidade e acima de tudo como vai ser o seu dia a dia naquela especialidade, ou seja com que patologias vai lidar diariamente.

Comparando as duas especialidades apontadas por vc, a otorrino é melhor especialidade que a medicina legal, mas vc precisa conhecer bem as duas para fazer uma boa escolha.

Otorrinolaringologia :

A otorrino é uma das melhores especialidades.

Otorrinolaringologia é uma especialidade médica originalmente predisposta ao estudo das doenças do ouvido do nariz e da garganta.
A importância dessas três áreas e suas interligações com as rmais diversas regiões da cabeça e do pescoço vêm determinando que a abrangência de atuação desse profissional seja cada vez maior.
Isso significa também o envolvimento com os distúrbios respiratórios do sono, roncos e apnéias, com  a prevenção de alterações crânio maxilofaciais, com o manejo das fraturas faciais, com os tumores da base do crânio junto com a neurocirurgia, com  os distúrbios da deglutição, das glândulas salivares e estética facial.
Do ponto de vista prático, trata-se de uma profissão muito dinâmica com atuação clinica e cirúrgica pra doenças muito prevalentes e com elevado impacto na qualidade de vida dos indivíduos nas diferentes populações.
Esse impacto é facilmente compreendido na medida que estamos falando de áreas cujas patologias comprometem funções que nos diferenciam como seres humanos:

·       a comunicação: tanto pela aquisição e desenvolvimento da linguagem através da audição;

·       a incapacidade de verbalizar tal linguagem através da voz ;

·       e ainda pelo olfato e respiração apropriados.

Vejamos de forma sucinta as regiões de interesse à otorrinolaringologia :
Em um corte sagital da cabeça e do pescoço é possível visualizar o perfil da face, as fossas nasais e seios paranasais com seus limites com o sistema nervoso central,
a boca, língua e dentes. Também a rinofaringe, orofaringe, hipofaringe, com alguns componentes linfáticos do anel de waldeyer e a laringe e os seios piriformes.
No outro modelo, somente o aparelho auditivo, incluindo seus seguimentos externo, médio e interno além da comunicação com a rinofaringe através da tuba auditiva até o torus tubário.
Sempre permeado pela função de promover melhor qualidade de vida aos pacientes, o estudo do ouvido, nariz e garganta, é um desafio e uma fonte ininterrupta de pesquisa e aprendizado para as quais esperamos ter despertado a sua atenção com o vídeo.

Apesar dos procedimentos cirúrgicos serem mal remunerados pelos convênios (exceção feita às cirurgias de ouvido interno), é grande a relação de possíveis procedimentos diagnósticos ou terapêuticos na otorrino, o que pode agregar bastante valor ao preço das consultas.
A área de atuação da otorrino abrange cerca de 20 procedimentos diagnósticos e mais de 60 procedimentos cirúrgicos (ver tabela AMB).
É importante para qualquer especialista o encaminhamento feito por outros colegas, mas uma grande parte da clientela do otorrino vem diretamente em função do boca-a-boca de um cliente para outro.
O envelhecimento da população facilita consideravelmente a incidência de deficiências auditivas (o Brasil tem cerca de 4 milhões de deficientes auditivos). Mais de 60 % da população apresenta desvio de septo nasal. É muito grande a frequência de rinites alérgicas. Consequentemente esses fatos permitem um aumento rápido da clientela do otorrino
Além disso, a qualidade de vida desse profissional é boa porque a maior parte das cirurgias é eletiva.
A qualidade de vida nessas duas especialidades é boa  e a remuneração de ambas também é muito boa.
É difícil comparar a remuneração das duas pois existem vários fatores que interferem, como tempo de formado, formação médica, círculo de relacionamentos do profissional, cidade onde se está praticando, resultados dos tratamentos, concorrência local e acima de tudo do marketing que utilizar para alavancar a especialidade.
Procedimentos da especialidade ( otorrino ) :

·       Audiometria comportamental

·       Audiometria de tronco cerebral ( BERA )

·       Audiometria tonal e vocal

·       Avaliação do Processamento Auditivo Central

·       BERA – Potenciais Auditivos de Tronco Encefálico

·       Eletrococleografia

·       Emissão Otoacústica (Teste da Orelhinha)

·       Exames laboratoriais

·       Impedanciometria

·       Otocalorimetria a Ar

·       Polissonografia

·       Polissonografia da Noite Inteira

·       Polissonografia com CEPAP

·       Polissonografia – Incluindo Split Night

·       Teste e adptação de aparelho auditivo( Hi-pro e ganho de inserção )

·       Teste de Deglutição

·       Teste de Latências Múltiplas do Sono (TLMS)

·       Unidade de Estimulação Precoce

·       Vectonistagmografia

·       Vectoeletronistagmografia Digital

·       Vídeo Frenzel

·       Vídeo Nasofibroscopia Flexível

·       Vídeofaringolaringoscopia

·       Videoestroboscopia laríngea

Medicina Legal

A Medicina Legal é vista como especialidade que “cuida de cadáveres”. Entretanto, seu campo é muito mais amplo: ela auxilia a ciência das normas, o Direito, aplicando conhecimentos médico-biológicos, para que a sociedade consiga atingir um bem maior: a justiça. Na prática cotidiana, o especialista em Medicina Legal utiliza a ciência médica para esclarecer fatos que interessam em um processo judicial ou administrativo. Para tanto, ele lança mão de conhecimentos de toda a Medicina, extrapolando, às vezes, para outras áreas das ciências biológicas. Sua área de atuação são as perícias médicas de qualquer natureza, que se constituem em elementos de prova fundamentais quando as normas (penais, civis, administrativas etc) exigem conhecimentos médicos para serem executadas. A formação de um perito médico exige, além de conhecimentos médicos e de adequadas noções de Direito, o aprendizado e o domínio de critérios específicos, que estabelecem a ligação entre os parâmetros médicos e os jurídicos. No Brasil essa formação é deficiente e deformada. O Programa de Residência Médica em Medicina Legal tem como principal objetivo formar profissionais capazes de atuarem nos diversos segmentos que compõe a Medicina Legal, visando resolver problemas da justiça na esfera pericial, como mostra o presente artigo ( informações fornecidas pelo site da Faculdade de Medicina da USP –artigo do dr Dr.Daniel Munoz- titular de Medicina Legal da USP.)

A especialidade é realmente “pesada “, tanto do ponto de vista técnico porque exige grandes conhecimentos de várias áreas da medicina como clinica, cirurgia, ortopedia, neurologia, anatomia, fisiologia…, como também exige profundos conhecimentos da área jurídica. É uma especialidade onde se lida muito com a burocracia, processos volumosos, trabalhos periciais, processos indenizatórios que podem influir fortemente em futuros de famílias inteiras…

Na variada temática objeto da Medicina Legal, pode-se traduzir sua divisão, da seguinte forma:

Antropologia forense – Procede ao estudo da identidade e identificação, como a datiloscopia, papiloscopia, irologia, exame de DNA, etc., estabelecendo critérios para a determinação indubitável e individualizada da identidade de um esqueleto ;

Traumatologia forense – Estudo das lesões e suas causas;

Asfixiologia forense – analisa as formas acidentais ou criminosas, homicídios e autocídios, das asfixias, sob o prisma médico e jurídico (esganadura, estrangulamento, afogamento, soterramento, etc.);

Sexologia forense – Trata da Erotologia, Himenologia e Obstetrícia forense, analisando a sexualidade em seu tríplice aspecto quanto aos efeitos sociais: normalidade, patológico e criminológico;

Tanatologia – Estudo da morte e do morto;

Toxicologia – Estudo das substâncias cáusticas, venenosas e tóxicas, efeitos das mesmas nos organismos. Constitui especialidade própria da Medicina, dada sua evolução.

Psicologia e Psiquiatria forenses – Estudo da vontade, das doenças mentais. Graças a elas determina-se a vontade, as capacidades civil e penal;

Polícia científica – atua na investigação criminal.

Além disso existem ainda as necrópsias, que nem todos os médicos têm facilidade para lidar com elas ( nem todos especialistas em medicina legal são obrigados a fazê-las ). É uma especialidade triste e complexa e o status desses profissionais deixa a desejar. Existe mesmo um preconceito da população em relação aos legistas ( a maioria das mães não gostaria de ver seus filhos casados com uma médica legista; prefeririam que eles casassem com um clínico, um pediatra ou um cirurgião ).

Por outro lado, o mercado de trabalho é bastante bom, desde que vc tenha um bom relacionamento no meio jurídico para que possa ser indicada com frequência para atuar como perita do juiz ou mesmo perita assistente das partes envolvidas em um processo.

Uma pericia simples como de uma lesão corporal média em um acidente automobilístico ( que o perito não vai gastar mais de 2 horas para confeccionar o laudo ) pode render ao perito cerca de R$ 5.000,00, mas uma perícia grande, tipo a de um homicídio, pode render honorários acima de R$ 50.000,00.

A residência médica em Medicina Legal e Perícia tem a duração de 3 anos e são oferecidas em poucos serviços e com um número reduzido de vagas.

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Mário Novais

 

Anestesiologia : Mercado Competitivo

Pergunta : Renato ( Universidade Estácio de Sá – RJ )
Bom dia, Dr. Estou terminando a faculdade e penso em anestesiologia, gostaria de esclarecer 3 pontos. Primeiramente, sobre a saturação no mercado principalmente no RJ, ouço falar que muita gente está fazendo anestesio e tenho receio da competição ser muito grande. Segundo, ao longo da residência, já ocorre de ser chamado para realizar anestesia em cirurgias eletivas por fora para ganhar um dinheiro extra? se sim, o preço cobrado poderia ser o comercial mesmo ainda não sendo formado? . Por último, com o medo do mercado competitivo, eu já ouvi falar sobre alguns “grupos de anestesistas” como se fosse uma “empresa” ou “colegiado” de anestesia que acaba se vinculando a cirurgiões e fazendo rodízio entre eles ao longo das cirurgias, pode me explicar como isso funciona e como faz para entrar nesses grupos? se o pagamento seria mensal ou seria um percentual de cada anestesia. Obrigado! e parabéns pelo belo site

Resposta :

O mercado da Medicina em geral é mesmo competitivo para qualquer especialidade.

Mercados competitivos exigem boa formação profissional para disputar o mercado.

Não se deve ter medo da concorrência, mas sim se preparar tecnicamente para a disputa e se fizer isso com um bom marketing não deve ter receio.

A escolha da especialidade é fundamental que seja bem feita, porque vai trabalhar nela por muitos anos.

A anestesiologia é uma boa especialidade em termos de remuneração e mesmo inserção no mercado de trabalho, porém, com certeza, perde em qualidade de vida.
É muito importante, na escolha da especialidade, se analisar 3 aspectos : a qualidade de vida que se vai ter, a remuneração e acima de tudo se o candidato vai se sentir confortável com o dia a dia da especialidade.
Muitos estudantes ao se formar analisam apenas a possibilidade de remuneração na especialidade escolhida, e depois se arrependem porque não se adaptam ao cotidiano da especialidade e à qualidade de vida que vai ter.
Isso tem levado muitos recém formandos a optar pela anestesiologia.
Em relação à inserção no mercado de trabalho, não deveria se preocupar porque durante a própria residência seu staff vai te ajudando nisso.
Como todo inicio em qualquer especialidade, pode ser um pouco difícil a colocação dentro de uma equipe de anestesia e vc estará no final da lista do grupo, ralando mais do que os demais membros do grupo e tendo que participar das cirurgias mais chatas e de menor remuneração . Porém com o tempo vc irá se fortalecendo dentro do grupo e subindo na hierarquia, até conseguir priorizar as cirurgias eletivas.
Evidente que fazer um bom network ajudará bastante, principalmente com seus colegas de turma que optarem pelas especialidades cirúrgicas.

Os grupos de anestesistas representam uma maneira de se ter uma melhor qualidade de vida na especialidade e ao mesmo tempo se poder atender a um número maior de cirurgiões. Ë bastante útil e durante a residência mesmo vc já vai ter oportunidade de entrar em algum grupo desses.

Existem várias maneiras de se repartir o dinheiro em grupos de anestesia. Alguns funcionam como caixa única e no final do mês se divide o arrecadado de acordo com a produtividade de cada um. Porém a maioria dos grupos funciona com cada anestesista recebendo o valor integral da própria cirurgia que houver feito.

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Mário Novais

Especialidade Emergência Médica

Pergunta : Yago ( Multivix – Vitória – ES )
Olá, gostaria de saber qual sua opinião sobre a Residência de Medicina de Emergência, uma novidade em nosso país. Qual a expectativa de mercado nos próximos anos? Vantagens e desvantagens? Estava decido em fazer Clinica médica e cardiologia, mas vejo o mercado cada vez mais saturado, algo novo em uma área que gosto possa ser interessante. Obrigado e parabéns pelo belo trabalho do site.

Resposta :

A especialidade emergência recém foi reconhecida pelo CFM como especialidade médica e os programas ainda estão em organização, mas de um modo geral são baseados em alguns já existentes, como esse abaixo da UNIFESP :
O Programa foi credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica em 26/01/2016 sob o nº de Parecer 274/2016, iniciará com 9 vagas para acesso direto. O objetivo da residência é formar médicos para atender as principais emergências médicas, O programa será de 3 anos onde ele passará por diversos estágios, como: Emergências Clínicas, Cirúrgicas, Cardiológicas, Psiquiátricas, Neurológicas, Ortopédicas, ginecológicas e Obstétricas, estágio de Otorrinolaringologia, Oftalmologia, Terapia Intensiva, Cuidados Paliativos, Simulação, Gestão em Saúde, Atendimento Pré-Hospitalar, Regulação do sistema de emergência, Centro de Toxicologia e Optativos.
O Programa de Residência terá um programa teórico com formação em medicina baseada em evidências com curso de simulação realística, ensinamentos de emergências, curso de ultrassonografia em emergências. Além disso, o aluno terá a possibilidade de ingressar no Mestrado Profissional Associada à Residência Médica – MEPAREM.

Como a emergência somente foi reconhecida como especialidade médica bem recentemente e por isso o mercado de trabalho ainda não beneficia os que optarem por essa especialidade, já que no momento a maioria dos postos de trabalho em serviços de emergência é ocupada por médicos recém formados.
As perspectivas para essa especialidade são boas, porém a médio e longo prazo.
O emergencista precisa gostar de trabalhar sob pressão, com alto índice de estresse e a evolução dentro da especialidade vai ser a de trabalhar como plantonista , podendo posteriormente passar a exercer a função de chefe da emergência.

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Mário Novais

Atuar em Mais de Uma Especialidade

Pergunta : Luiz Felipe ( Escola Superior de Ciências da Saúde – Brasília )
Olá Dr. Mário. Me chamo Luiz felipe, tenho 34 anos e interesse em Psiquiatria. Porém sou apaixonado pela medicina interna. É viável fazer a residência antes para Clínica médica e posteriormente para Psiquiatria? Desejo trabalhar nas duas áreas de atuação. Obrigado.

Resposta :

Não é aconselhável trabalhar em mais de uma especialidade ao mesmo tempo.

Não vai conseguir acompanhar os progressos científicos das duas e acaba não sendo bom em nenhuma das duas especialidades.

Além disso a classe médica (e também a população em geral) não vê com bons olhos os profissionais que atuam em diferentes áreas ao mesmo tempo.

Somente em cidades pequenas existe espaço para o médico “faz tudo “, mas se pensar em trabalhar em uma cidade de pequeno porte, talvez seja mais interessante ir pelo lado da Medicina de Família.

Concluindo : Não é pecado gostar de mais de uma especialidade, porém deve escolher apenas uma e esquecer de vez as outras possibilidades.

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Mário Novais

Neurologia Direto ou Pós Clínica Médica

Pergunta : Cícero ( Universidade do Estado da Bahia )
Olá, Dr. Mário. Queria, primeiramente, agradecer pelas diversas dúvidas sanadas no site, ajuda bastante os jovens médicos pelo Brasil, certeza! Minha pergunta vai mais pela minha preocupação da minha carreira a longo prazo mesmo que sobre a atual decisão. Eu já escolhi desde o 3º ano que quero Neurologia clínica, é a coisa que mais me fascinou na faculdade até agora e parece a especialidade que nasci pra execer, sou realmente apaixonado pela área. Minha pergunta é sobre cursar ou não a Clínica Médica antes da residência de Neuro. Eu vejo diversos professores neurologistas que fizeram isso e vejo como uma oportunidade de expandir seu espaço profissional/pensamento clínico (apesar de saber que o 1º ano da Neuro é rodado na clínica). Não ligo muito para o tempo de me formar. Em termos de oportunidades e aperfeiçoamento profissional, vale a pena fazer os 2 anos de Clínica antes da Neuro? Outra pergunta: Fazer uma delas na cidade que eu quero viver (Salvador) ou numa cidade grande do país (SP/RJ) que tem mais oportunidades?

Resposta :

A neurologia é uma especialidade de acesso direto não havendo o pré requisito de residência prévia em clinica médica.

Optar pela residência de clínica médica antes da residência em neurologia é uma perda de tempo, pois embora possa parecer que vai te dar um melhor embasamento clínico na carreira, na residência de clinica médica vai estar lidando com patologias totalmente afastadas da neurologia. Vale mais a pena fazer direto a residência de neurologia e gastar mais tempo depois se aprofundando nos estudos da neurologia, que por si só já é uma área bem extensa de patologias.

Além disso, como neurologista, vc vai acabar não atendendo mais pacientes de clínica médica no seu consultório, pois isso prejudicaria o encaminhamento de pacientes de outros clínicos, que irão ficar com receio de te encaminhar os pacientes achando que vc vai lhes tomar os clientes.

A residência em grandes centros sempre é mais aconselhável, não somente pelo aprendizado técnico, mas também por aumentar seu circulo de relacionamentos e te dar um maior status quando voltar para sua cidade.

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Mário Novais

Dúvida na Escolha da Especialidade

Pergunta : Patricia ( Universidade do Estado do Pará )
Boa noite! Sou médica, tenho 29 anos, formei em 2012, trabalhei com urgência, em UTI e agora estou na atenção básica. Até hoje não fiz minha residência devido problemas financeiros. Mesmo assim tentei algumas provas para oftalmologia, sem estudar adequadamente e não passei. Esse ano decidi fazer “qualquer outra especialidade”. Tenho bom relacionamento com paciente e gosto de procedimentos. Acho que a especialidade ideal seria uma que casasse o consultório com procedimentos e que tivesse um ganho financeiro mais rápido e que fosse acesso direto. Porém, por ser mulher e penso em ter filhos gostaria de uma especialidade que me permitisse horários mais estáveis. Eis as minhas opções: Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Anestesiologia, Radiologia. Antes de entrar na atenção básica, nunca havia aventado a possibilidade de pediatria. Confesso que gostei, principalmente devido a possibilidade de varias subs. Aqui no interior do Pará, a especialidade é bem valorizada e tem muito mercado, tem poucos pediatras, e dos que tem, muitos só atendem particular (agenda lotada e consulta em media 300 reais). O problema que tenho vontade de mudar de cidade, e não sei como é a pediatria fora. Gostaria de saber sua opinião sobre essas especialidades.

Resposta :

A residência médica é fundamental na formação do profissional e vale a pena gastar mais um tempo para ter uma formação melhor; afinal lidamos com vidas e a nossa responsabilidade é muito grande como profissional.

Não é interessante decidir como vc diz “fazer qualquer especialidade …” pois vai trabalhar na especialidade por muitos anos e precisa se sentir bem com a escolha.

Das especialidades apontadas por vc, talvez a mais indicada no seu caso seria mesmo a oftalmologia, já que apresenta excelente qualidade de vida e de remuneração, além de ter um dia a dia bem tranquilo e de ter vários procedimentos ( que vc diz gostar ) .

Pediatria pode ser uma boa especialidade em cidades pequenas pela falta de pediatras, porém a qualidade de vida é bastante prejudicada. Em cidades pequenas o pediatra é solicitado a qualquer hora do dia ou da noite, até mesmo batendo na sua casa sem avisar.

Otorrino também e uma das melhores especialidades; clientela aumentando com o envelhecimento da população, vários procedimentos que agregam valor ao preço da consulta e cirurgia. A qualidade de vida é boa porque a maioria das cirurgias é eletiva. Mas a qualidade de vida do oftalmo é melhor do que a do otorrino.

A anestesio te permite uma boa remuneração a prazo mais curto, porém em algumas cidades menores, às vezes é difícil conseguir furar o bloqueio e entrar para equipes já formadas.

Radiologia é uma especialidade bem tranquila, com boa qualidade de vida, boa remuneração e dia a dia bem tranquilo, só que vai desperdiçar essa facilidade de comunicação com o paciente que vc afirma ter.

Concluindo : vc deve acima de tudo se imaginar no dia a dia de cada uma dessas especialidades e ver em que situação vai se sentir mais confortável.

Acho que a oftalmo seria uma boa opção para vc.

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Mário Novais

Residência em Cirurgia Geral

Pergunta : Danilo ( Universidade Federal de Minas Gerais )
Boa noite, sou de Brasília, mas estou terminando o quinto ano de faculdade em Belo Horizonte e planejo fazer cirurgia geral. Minha dúvida é: aonde fazer essa primeira residência? Eu tenho alguns locais preferidos aonde eu gostaria de fazer minha sub especialidade, mas a residência de cirurgia geral me traz muitas dúvidas. Em Belo Horizonte, vários dos hospitais de referência em cirurgia não tem residência em geral, apenas em especialidades cirúrgicas. Como escolher? Algum do SUS em que terei maior volume de pacientes? O da universidade, o qual já conheço e sei que o fluxo de pacientes é muito reduzido e os casos muito especializados, difíceis de resolução por um cirurgião geral? Ou um particular, em que poderia ser um meio termo de conforto/volume e oportunidade, mas que já ouvi que os residentes as vezes tem pouca autonomia já que se trata de um hospital particular? Outra dúvida é que eu ainda penso em voltar para Brasília, mas não tenho muita certeza, seria essa uma boa oportunidade para conhecer a medicina em Brasília ao fazer residência de geral lá e se eu me desapontasse, voltaria para Belo Horizonte e faria minha especialização aqui?

Resposta :

O ideal na residência médica ( modalidade de treinamento em serviço ) é que seja beneficiado 3 fatores :

1.     quantidade grande de pacientes ( talvez o mais importante )

2.     estrutura hospitalar adequada

3.     staff comprometido com o ensino.

De um modo geral as residências nos grandes centros ( principalmente RJ e SP ) são as mais indicadas porque além de dar uma formação técnica adequada, também oferece mais status ao médico se ele for trabalhar em uma cidade menor no futuro.

Mesmo havendo alguns hospitais particulares de excelente qualidade, a residência nesses hospitais fica prejudicada pelas limitações impostas pelos planos de saúde e mesmo pelos próprios pacientes particulares.

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Mário Novais