A Escolha da Especialidade – Widoctor

Categoria A Escolha da Especialidade

Medicina Desportiva e Médicos de Clubes de Futebol

Pergunta : Alexsander (Universidade Federal de Minas Gerais)
Olá, boa noite! Estou no último ano da faculdade e em dúvida quanto a escolha da minha residência médica. Me interesso bastante por Medicina do Esporte e Ortopedia, e principalmente em trabalhar em algum clube de futebol; Como vai o mercado para quem pretende atuar nesta área? É muito difícil para entrar em algum clube? A remuneração é compensável? obrigado.

Resposta :

É comum ao chegar próximo do final do curso médico, o estudante ficar em dúvida na escolha da especialidade pelo fato de se sentir atraído por mais de uma especialidade.

Isso é bem justificável se considerarmos que são 54 especialidades oficiais de acordo com o Conselho Federal de medicina, sendo comum se gostar de mais de uma delas.

De qq modo, a escolha deve ser o mais racional possível pois serão muitos anos de atividade laboral e o médico deve se sentir feliz e confortável com o seu dia a dia.

Na escolha da especialidade, devemos levar em consideração basicamente 3 aspectos :

  1. Que qualidade de vida essa especialidade me permite ?
  2. Quais são as possibilidades de ser bem remunerado ?
  3. Que tipo de paciente vou atender ?

A terceira pergunta deve ser fundamental na sua escolha, já que vai lidar com esse tipo de paciente por muitos anos, sendo importante que esse contato seja confortável para você.
Numa fase inicial, a escolha precisa apenas recair em :

  1. Uma especialidade cirúrgica – aí vai ter que passar primeiro na cirurgia geral.
  2. Uma especialidade clínica – aí vai precisar, primeiramente, passar pela residência de clínica médica.
  3. Uma especialidade de acesso direto- aí precisa conhecer bem essas possibilidades, ou seja quais são as características de : otorrino, oftalmo, ortopedia, radiologia, dermatologia, pediatria, neurocirurgia…

Especificamente no seu caso : Muitas vezes ser médico e ser apaixonado pelo futebol pode levar a uma ideia de se tornar médico de clube de futebol, porém a longo prazo em termos de qualidade de vida, não é assim tão bom; muitas viagens, mal remuneração (exceções para médicos de grandes clubes e de seleções ). Além disso é um mercado de difícil inserção.

Já a ortopedia é uma excelente especialidade e complementada por uma pós graduação na área de medicina desportiva, pode ser ótima escolha, porém se focar em esportes em geral e não apenas no futebol.

Sucesso

Mário Novais

Dúvida na Escolha da Especialidade Médica

Pergunta : Jayse (Universidade de Mogi das Cruzes)
olá Dr! estou concluindo 1 ano de formada e devido duvidas de especialidade acabei trabalhando por esse ano para prestar agora no final do ano. fiquei em duvida em especialidades distintas mas que a maioria seria pre requisito para clinica medica o que me deixa frustrada porque teoricamente o tempo de residência é algo que queria com menos tempo. mais pontuando em ordem decrescente de prioridade onde morar ( sou de campo grande -Ms quero exercer minha especialização lá apos terminar tudo aqui em são Paulo mesmo com medo do mercado de trabalho por não conhecer e não ter contato com hospitais de lá,  remuneração , rotina ( gosto de dinâmico estar em ambulatório , hospital , procedimentos invasivos ) , qualidade de vida queria ter pelo menos final de semana . enfim minha faculdade inteira foi voltada em cardiologia e esse ano pensei em dermatologia principalmente pela qualidade de vida . minha duvida é no mercado de trabalho de ambas e qual eu teria mais satisfação profissional , gosto de dinamismo , pacientes doentes mesmo que possa ter acrescentado em algo para ele . me ajudaaa !

Resposta :

A escolha da especialidade médica deve ser feita com bastante tranquilidade e bem racionalmente porque vc vai trabalhar nela por mais 30 ou 40 anos após a residência.

Assim, não deve se precipitar em escolher uma especialidade apenas, por exemplo, por ser de acesso direto e encurtar seu tempo de formação.

É comum ao chegar próximo do final do curso médico, o estudante ficar em dúvida na escolha da especialidade pelo fato de se sentir atraído por mais de uma especialidade.

Isso é bem justificável se considerarmos que são 54 especialidades oficiais de acordo com o Conselho Federal de medicina, sendo comum se gostar de mais de uma delas.

De qq modo, a escolha deve ser o mais racional possível pois serão muitos anos de atividade laboral e o médico deve se sentir feliz e confortável com o seu dia a dia.

Na escolha da especialidade, devemos levar em consideração basicamente 3 aspectos :

  1. Que qualidade de vida essa especialidade me permite ?
  2. Quais são as possibilidades de ser bem remunerado ?
  3. Que tipo de paciente vou atender ?

A terceira pergunta deve ser fundamental na sua escolha, já que vai lidar com esse tipo de paciente por muitos anos, sendo importante que esse contato seja confortável para você.
Numa fase inicial, a escolha precisa apenas recair em :

  1. Uma especialidade cirúrgica – aí vai ter que passar primeiro na cirurgia geral.
  2. Uma especialidade clínica – aí vai precisar, primeiramente, passar pela residência de clínica médica.
  3. Uma especialidade de acesso direto- aí precisa conhecer bem essas possibilidades, ou seja quais são as características de : otorrino, oftalmo, ortopedia, radiologia, dermatologia, pediatria, neurocirurgia…

Sugiro que vc faça o teste vocacional de nosso site e analise com carinho as 5 primeiras especialidades apontada no seu teste.
O teste procura “casar” sua personalidade com as características de cada especialidade
No nosso site, seção carreira médica vc encontra informações sobre praticamente todas as especialidades

De qq modo, entre Cardio e Dermato, talvez vc vá ser mais feliz com a Dermatologia, principalmente pela melhor qualidade de vida e mais fácil inserção no mercado de trabalho da sua cidade natal.

Sucesso

Mário Novais

Medicina Física e Reabilitação ( Fisiatria)

Pergunta : David (Escola Superior de Saúde DF)
Fiz o teste vocacional do site e uma das especialidades mais compatíveis com o perfil foi Fisiatria! Porém conheço pouco a respeito, será que o Sr pode me esclarecer um pouco sobre a especialidade

Resposta :

Medicina Física e Reabilitação ou Fisiatria é uma especialidade médica que se ocupa do diagnóstico e terapêutica de diferentes entidades tais como as consequentes a patologias traumáticas, a lesões do sistema nervoso central e periférico, orto-traumatológicas, cardio-respiratórias, reumatológicas, vasculares periféricas, pediátricas entre outras. A Medicina Física e de Reabilitação aplica diferentes estratégias terapêuticas que vão prevenir ou reduzir as múltiplas consequências clínicas das doenças agudas e crónicas, no âmbito das deficiências das incapacidades e das desvantagens.

Portanto o mercado de trabalho para o fisiatra é muito diversificado e o profissional precisa “focar” em alguma dessas áreas citadas acima. Muitos desses especialistas se dedicam à área ortopédica, mas nesses casos competem muito com os fisioterapeutas.

Na área de reabilitação cardiorespiratória para pacientes pós infartos, o mercado é carente de profissionais, mas exige espaços especiais como academias específicas e monitoração rigorosa.

Na área de doenças neurológicas ( seqüelas de AVE, paralisias cerebrais, síndromes genéticas…) a prática médica para o fisiatra é árdua e os resultados nem sempre são os que os pacientes e familiares esperam.

Vc também deve levar em consideração que essa especialidade é considerada uma especialidade “triste” e portanto exige uma estrutura pessoal forte do profissional.

A qualidade de vida e os ganhos financeiros do profissional vão depender de qual a área da medicina física ele vai se concentra

Abaixo transcrevemos matéria elucidativa publicada no site pebmed.com.br :

” No artigo dessa semana, da nossa série sobre Residência e as especialidades médicas, a Dra. Fernanda Martins fala tudo que você precisa saber sobre Medicina Física e Reabilitação.

1) O que é?

Fisiatria é a especialidade que estuda a reabilitação e a melhora de funções em pessoas com deficiências ou doenças incapacitantes. O termo deriva das palavras gregas physikos/fisio/fúsis (físicas, função) e Iatreia/íotrós (arte de curar, médico).

O fisiatra é um médico que criativamente emprega agentes físicos, bem como outras terapias médicas para ajudar na cura e reabilitação de um paciente. Portanto, fisiatra é o médico da função. Parece simples, mas para nós médicos que estudamos órgãos e funções de sistemas corporais e compartimentamos as especialidades por áreas de doenças, o campo da fisiatria pode parecer um pouco abstrato à primeira vista, pois função é a execução de uma atividade ou tarefa da atuação humana, o que é pode ser bem mais complexo do que estudar um órgão e suas doenças.

Ou seja, o tratamento médico em fisiatria envolve a pessoa toda e aborda as necessidades físicas, emocionais e sociais que devem ser satisfeitas para restabelecer a qualidade de vida do paciente ao seu potencial máximo, para que consiga retomar da melhor forma possível suas rotinas familiar e de trabalho após a instalação de uma deficiência, com olhar voltado não apenas para a doença e suas causas, mas também para o acolhimento e para o entendimento das necessidades de cada paciente.

Fisiatras são médicos que tratam de uma variedade de problemas médicos que afetam o cérebro, medula espinhal, nervos, ossos, articulações, ligamentos, músculos e tendões. O foco da especialidade é na restauração da função das pessoas, atuando na prevenção, diagnóstico e tratamento não-cirúrgico de distúrbios associados à deficiência física.

O fisiatra:

·       trata de pacientes de todas as idades

·       foca o tratamento na funcionalidade da pessoa

·       em um espectro de expertise médica que permite tratar de condições incapacitantes ao longo da vida da pessoa

·       diagnostica e trata dor resultante de uma lesão, doença ou deficiência

·       determina e lidera um plano de tratamento/prevenção

·       lidera uma equipe de profissionais que inclui fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e outros terapeutas e médicos para otimizar o cuidado ao paciente

·       trabalha com outros médicos que assistem ao paciente

Os fisiatras tratam de condições como por exemplo: dor aguda e crônica e distúrbios osteomusculares, pessoas com lesões na medula espinhal, lesões cerebrais, derrames, amputações, câncer e esclerose múltipla. Todos exigem um processo de reabilitação em longo prazo. A fisiatra pode tratar pacientes diretamente, liderar uma equipe interdisciplinar ou agir como um consultor.

Fisiatras oferecem um amplo espectro de serviços médicos, podendo prescrever medicamentos ou dispositivos auxiliares, como uma cinta ou membro artificial. Eles também prescrevem terapias diversas, tais como calor e frio, eletroterapias, massagem, biofeedback, tração e exercícios terapêuticos. Fisiatras tratam o indivíduo como um todo transpassando a esfera biológica e mecânica do corpo – tratam doenças, distúrbios, deficiências, incapacidades e limitações sociais. São tratadas todas as funções possíveis a um ser humano.

E o que é reabilitação? Reabilitação é definida como o desenvolvimento de uma pessoa ao máximo potencial físico, psicológico, social, profissional, vocacional e educacional compatível com suas limitações por deficiências anatômicas ou fisiológicas e questões ambientais. A equipe trabalha para obter a função ideal, mesmo com deficiência residual, mesmo que o prejuízo causado por um processo patológico não possa ser revertido. Os resultados previstos dos pacientes de um programa de reabilitação global e integrado devem incluir uma maior independência e uma melhor qualidade de vida.

2) Como é o dia a dia?

O dia a dia do fisiatra é muito variável, a depender do seu campo de trabalho. Pode desde passar os dias no seu consultório, atendendo consultas e realizando procedimentos diversos (infiltrações, bloqueios, tratamento por ondas de choque) até passar muitos dias no centro cirúrgico realizando Monitorização Intraoperatória.

O dia a dia em Centros de Reabilitação inclui consultas médicas, atendimentos com terapeutas ou técnicos ortesistas para analisar equipamentos (órteses, próteses, cadeira de rodas), realizar procedimentos como aplicações de toxina botulínica para espasticidade e discussões de caso em reuniões de equipe multidisciplinar (com assistente social, psicólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e enfermeiro).

Caso trabalhe em hospitais, pode atuar como interconsultor, avaliando pacientes desde a UTI até o ambulatório do Centro de Reabilitação.

Na Fisiatria, o dia a dia do médico pode ser escolhido de acordo com as oportunidades de trabalho e o que é o desejo do médico fisiatra para sua atuação.

3) Oportunidades de trabalho:

A Fisiatria é uma especialidade médica clínica em grande desenvolvimento na atualidade em todo o mundo, sobremaneira no Brasil com a instituição por decreto da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito do SUS em 2012.

Segundo a Organização Mundial de Saúde existe mais de 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo (OMS, 2011). No Brasil 24% da população, ou seja, 45 milhões de pessoas tem algum tipo de deficiência (IBGE, 2014). Atualmente um dos focos da OMS é atuar nessa grande população em todos os países, estimulando o desenvolvimento de acesso à reabilitação, recursos de acessibilidade e consequentemente inclusão da pessoa com deficiência na sociedade.

As oportunidades de trabalho com consultórios ou clínicas de reabilitação particulares são presentes em todo o país. Há demanda reprimida. Os empregos formais e busca de fisiatras pelo país tem aumentado.

Caso o fisiatra opte por realizar exames, na área de Neurofisiologia Clínica pode atuar com Monitorização Intraoperatória ou Eletroneuromiografia.

O trabalho em Centros de Reabilitação especializados ou que estão dentro de Hospitais gerais frequentemente ofertam novas vagas. Alguns planos de saúde suplementar tem contratado diretamente fisiatras para atuar com pacientes com Dor crônica, em Grupos de Dor, ou Centros de Reabilitação próprios. Atualmente, isso mostra-se uma tendência.

Atualmente temos 900 fisiatras registrados na Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação.

5) Curiosidades:

– A atuação enquanto fisiatra proporciona cada história… A sexualidade das pessoas é sempre um tema desafiador, posto que o médico em geral não está habilitado nesta questão. Os pacientes em reabilitação são estimulados a retomar diversos aspectos da vida, o que inclui a sexualidade – é cada causo que compartilhamos… sejam pacientes paraplégicos, adolescentes com deficiência, ou senhoras em pós-operatório ortopédico. Quando se fala de vida, de retomá-la, ainda que com adaptações, permanentes ou temporárias, o tema da sexualidade sempre traz boas risadas. As histórias em torno da promoção da autonomia das crianças com deficiência gera histórias engraçadíssimas – como todos se envolvem e se desconcertam – “mas ele pode fazer isso? Pegar sozinho o ônibus? Fazer compras?”. É curioso como tantas vezes ouvimos enquanto fisiatras as pessoas refletirem sobre a vida e dizerem (sim, é comum) – “depois do AVC eu sou mais feliz comigo mesmo e com a minha família”.

6) Especialidades correlacionadas:

A Fisiatria potencialmente se relaciona com todas as especialidades médicas clínicas, cirúrgicas ou anestesia.

Quanto trata-se de pacientes com dor crônica, muitas vezes o time dos Grupos de Dor compõem Fisiatra, Anestesista, Ortopedista, Neurocirurgião, Neurologista, Reumatologista, Geriatra e/ou Pediatra – os grupos se formam com os especialistas de maior interesse para atender o grupo de pacientes alvo.

A depender da incapacidade que o fisiatra mais atende, a interlocução se dá com especialistas diferentes. Por exemplo: se a atuação é com reabilitação hospitalar, a interlocução é com o especialista que aciona o fisiatra interconsultor – na reabilitação cardíaca pós infarto, trabalham juntos cardiologista, fisiatra e fisioterapeuta; na reabilitação oncológica, depende do que há com o paciente, pois pode ser somente um ombro congelado após mastectomia ou uma síndrome de compressão medular maligna. As publicações em Oncologia cada vez mais tem ressaltado a importância para qualidade de vida e sobrevida da reabilitação seja pré-cirúrgica, durante a quimioterapia ou após a finalização do tratamento ativo.

7) Área de atuação:

No Brasil, as áreas de atuação formais do Fisiatra são Neurofisiologia Clínica e Dor. Na prática, o fisiatra se subespecializa de acordo com sua área de interesse de estudo e campo de prática clínica. Nos Estados Unidos, a formação do Fisiatra contempla programas de fellowship em diversas áreas – por exemplo muskuloskeletal, sports, spinal cord injury, traumatic brain injury, pediatrics e oncology.

8) Mensagem para quem quer seguir essa especialidade:

A escolha da Fisiatria alinha-se ao princípio da escolha de ser médico. Após anos de atuação e trabalho com residentes, tenho a firme impressão de que a prática na área da Fisiatria nos coloca em cheque como médicos – com nossa habilidade de comunicação, nosso potencial de estabelecer diagnósticos funcionais e planejar o tratamento para a máxima recuperação, em sermos o médico que suporta/cuida do paciente desde a fase aguda de instalação da deficiência e por um longo período, muitas vezes. Muitas vezes trazemos más notícias – a real possibilidade física, contrabalançando delicadamente para não tirar a esperança.

Na Fisiatria, não se cuida de doenças, se cuida da pessoa – é um cuidado centrado na pessoa. Atendemos pessoas de todas as idades em diversas etapas do seu ciclo de vida, quando ocorre uma perda funcional. Cuidamos também da família – sozinho é muito desafiador cumprir a reabilitação plena. Óbvio que isso varia de acordo com o grau de incapacidade da pessoa – é diferente reabilitar um jovem após um trauma na perna e um jovem após um TCE grave. Nosso papel enquanto fisiatra é estabelecer o planejamento de reabilitação individualizado em cada caso.

A maioria dos fisiatras atua cuidando das pessoas com alguma incapacidade que de fato altera sua vida diária, muitas vezes instalada por experiências súbitas em sua vida (doenças, acidentes). O fisiatra sempre pode auxiliar o médico clínico (oncologista, pneumologista, etc) a maximizar o potencial do paciente tratado e prevenir complicações do tratamento.

Para saber mais, sugiro os links de interesse:
https://www.who.int/disabilities/en/
https://www.pmrismorethan.org/
https://www.aapmr.org/
https://abmfr.com.br/

 

Sucesso

Mário Novais

 

Empregos : Carreira Médica

Pergunta : Anderson Universidade Federal de Minas Gerais)
Olá, doutor! Estou simplesmente viciado em seu site. Muito útil, mesmo! Minhas pergunta é a seguinte: levando em conta grandes concursos públicos, como os da promotoria pública e do magistério, é possível alcançarmos a mesma qualidade de vida (leia-se a fração “remuneração/jornada de trabalho”) desses profissionais? Mais uma coisa: há concursos públicos tão atraentes quanto voltados aos médicos? Obrigado!

Resposta :

Quando comparamos remuneração desses profissionais da área jurídica (tipo juízes…) e os médicos, observamos que a curto prazo os médicos são menos bem remunerados, porem a longo prazo a remuneração dos médicos ultrapassa a remuneração daqueles outros profissionais.

Isso ocorre principalmente pela facilidade dos médicos de terem mais de um emprego e também de poderem enveredar pelo empreendedorismo com a criação de serviços particulares.

Paralelamente a isso, tem sido assunto de campanha dos conselhos regionais e do Conselho Federal de Medicina, a criação da chamada “\Carreira Médica”, semelhante ao que já existe para outras profissões e com ela, por exemplo, em todos os serviços públicos, o médico iniciaria com um período de trabalho de 20 h semanais e uma remuneração de cerca de R$ 12.000,00 iniciais mensais.

No momento existem poucos concursos públicos para médicos com bons salários. As forças armadas, a Rede Sarah e serviços de perícia são alguns desses concursos.

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Mário Novais

Cirurgia, Anestesiologia ou Medicina Intensiva

Pergunta : Camila (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Olá, boa noite! Estou no último ano da faculdade e em dúvida quanto a escolha da minha residência médica. Gosto de ambiente hospitalar, de emergências e de atividades que envolvam habilidades manuais, não me importo de não ter um horário fixo de trabalho e gostaria de ter uma boa remuneração.Fico em dúvida entre cirurgia, anestesiologia e medicina intensiva. Qual seria a opção que melhor se enquadra?

Resposta :

É comum ao chegar próximo do final do curso médico, o estudante ficar em dúvida na escolha da especialidade pelo fato de se sentir atraído por mais de uma especialidade.

Isso é bem justificável se considerarmos que são 54 especialidades oficiais de acordo com o Conselho Federal de medicina, sendo comum se gostar de mais de uma delas.

De qq modo, a escolha deve ser o mais racional possível pois serão muitos anos de atividade laboral e o médico deve se sentir feliz e confortável com o seu dia a dia.

Na escolha da especialidade, devemos levar em consideração basicamente 3 aspectos :

1.    Que qualidade de vida essa especialidade me permite ?

2.    Quais são as possibilidades de ser bem remunerado ?

3.    Que tipo de paciente vou atender ?

A terceira pergunta deve ser fundamental na sua escolha, já que vai lidar com esse tipo de paciente por muitos anos, sendo importante que esse contato seja confortável para você.
Numa fase inicial, a escolha precisa apenas recair em :

1.    Uma especialidade cirúrgica – aí vai ter que passar primeiro na cirurgia geral.

2.    Uma especialidade clínica – aí vai precisar, primeiramente, passar pela residência de clínica médica.

3.    Uma especialidade de acesso direto- aí precisa conhecer bem essas possibilidades, ou seja quais são as características de : otorrino, oftalmo, ortopedia, radiologia, dermatologia, pediatria, neurocirurgia…

No seu caso especifico Anestesio e Medicina Intensiva podem ser boas escolhas para você.

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Mário Novais

Plantões Durante a Residência Médica

Pergunta : Karen (Universidade das Américas)
Quais as residência médicas menos exigentes em relação a carga horária, pois tenho necessidade de dar plantões para pagar o meu financiamento . Porém, residências que me proporcionem um bom emprego com bom retorno financeiro.

Resposta :

A residência médica é fundamental na formação do profissional, pois é basicamente um “treinamento em serviço” e não pode ser escolhida apenas visando a maior facilidade de ingresso ou menor carga horaria.

Quem já ficou 6 anos no aperto financeiro da faculdade, deve esticar esse sofrimento mais alguns anos fazendo uma residência na área que mais se identificar.

Por mais exigente que seja a residência médica, sempre vai haver oportunidade para o residente dar mais ou menos 24 h de plantão semanal fora da residência (tipo 12 h noturnas durante a semana e 12 h diurnas ou noturnas nos finais de semana).

Dessa maneira o residente estará recebendo um valor de cerca de R$ 3.000,00 da residência e mais cerca de R$ 7 a 8.000,00 dos plantões, perfazendo mais de R$ 10.000,00 mensais; o que significa uma boa remuneração.

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Mário Novais

Habilidade Ortopédica

Pergunta :

Matheus (Faculdade de  Medicina de Petrópolis)

Bom dia, Dr. Mário . Gostaria de saber sua percepção sobre o mercado de trabalho da Ortopedia no RJ. Sou daqui e não penso em ir para o interior do pais. Sei que RJ e SP são os lugares mais concentrados de médicos, então gostaria de saber sobre a perspectiva futura da ortopedia por aqui mesmo com tamanha competição. Uma segunda duvida, gosto da área cirúrgica, fico animado quando acompanho qualquer cirurgia, porem, tenho receio de que não tenha dom ou mão cirúrgica. Isso poderá interferir na minha residência e trabalho futuro? sei que os maiores ganhos do ortopedista são nas cirurgias e apesar de gostar muito, não sei se sou capaz, tenho receio enquanto a isso

Resposta

A ortopedia é uma das melhores especialidades do momento. A procura cada vez maior pelas academias de ginástica, a importância que a população tem dado à manutenção da forma física e acima de tudo o envelhecimento da população apontam para uma tendência de aumento do mercado de trabalho para os ortopedistas.

Além disso os avanços tecnológicos em termos de equipamentos e materiais cirúrgicos atualmente são muito grandes, o que facilita a pratica cirúrgica da especialidade.

Habilidade cirúrgica se consegue com o tempo e com bastante treinamento e por isso a residência médica tem o papel fundamental na formação do ortopedista.

Com certeza, depois de 3 anos de residência de ortopedia vc estará habilitado para ser  um ótimo especialista.

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Mário Novais

Residência Médica na França

Pergunta : Ana Laura (Universidade de Ribeirão Preto)
boa tarde, sou estudante do sexto ano no Brasil. Tenho muito interesse em futuramente ter uma experiência na França. Tenho diploma do B2 em frances, e gostaria de saber quais são as possibilidades de estudar na França. É possível uma pós graduação? Residência médica? Obrigada desde já.

Resposta :

Para se fazer uma especialização médica na França, há dois caminhos: fazer todo o curso de medicina lá ou, no caso de brasileiros formados no Brasil (ou graduados em medicina em qualquer outro país não-membro da União Europeia), passar por um processo que inicia com a revalidação do diploma.

Ele começa com o Procedimento de Autorização de Exercício (PAE), destinado a médicos diplomados fora da França. Esse processo de regularização teve início em 1995, com a lei Weil. A partir daí, os médicos estrangeiros que estavam no serviço público, passaram a ter os mesmos direitos dos colegas franceses e europeus em exercício. O PAE consiste em provas teóricas e práticas em medicina geral, além de avaliações do domínio da língua francesa.

Após a aprovação na revalidação via PAE, o médico deve fazer o Exame Nacional Classificatório e concorrer com os outros estudantes franceses e da União Europeia a vagas de residência.

Futuro da Cirurgia Cardiovascular

Pergunta : Rubem (Universidade de Pernambuco)
Bom dia, Dr.! Estou com muitas dúvidas na cx cardiovascular, na questão de mercado de trabalho, tendência a diminuição dos procedimentos realizado pela especialidade. Pois é uma especialidade de pouco contato durante a formação médica. Gostaria de saber quais as expectativas para a especialidade nos próximos anos?

Resposta :

A mudança recente da residência de cirurgia cardiovascular para acesso direto foi um avanço conseguido pela sociedade científica da especialidade, pois diminui o tempo de formação do profissional sem prejudicar a qualidade técnica, e os cirurgiões cardiovasculares já não realizavam mesmo cirurgias gerais depois da formação especifica.
O Mercado de trabalho do cirurgião cardiovascular, realmente, vem diminuindo, já que vários procedimentos vem sendo disputados por outros especialistas como os hemodinamicistas, radiologistas intervencionistas, cirurgiões vasculares.
A área de atuação deve caminhar para procedimentos menos invasivos e patologias congênitas ou cirurgias vasculares periféricas.
Por outro lado a fuga dos estudantes dessa especialidade, pela lei da oferta e da procura, deve diminuir o número desses profissionais com consequente melhoria do mercado a médio e longo prazo.
Não seria uma boa opção para o cirurgião cardiovascular trabalhar como cardiologista clínico, já que essa é uma outra especialidade e que exige outros conhecimentos técnicos.
Concluindo a tendência do mercado não parece muito favorável paras esses especialistas.
Abaixo transcrevo artigo publicado na folha de são Paulo alguns anos atrás :
“Tradicionalmente considerada especialidade nobre e responsável por salvar muitas vidas, a cirurgia cardiovascular já não é a menina dos olhos dos estudantes de medicina. Dados nacionais de 2008 mostram que, das 321 vagas de residência na especialidade oferecidas pelo governo no país, apenas 53 estavam preenchidas.
O levantamento feito pela Associação Brasileira dos Residentes de Cirurgia Cardiovascular mostra que a procura não atinge seu total nem sequer em importantes centros hospitalares. No Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto havia apenas um residente para 12 vagas oferecidas.
Responsável por cirurgias, colocação de marcapasso e outros exames, o cirurgião cardiovascular perde espaço hoje para especialidades mais “atrativas” como dermatologia, em que há 32 candidatos por vaga de residência.
“A baixa procura está relacionada a uma formação longa e deficiente, contribuindo também para este problema um mercado de trabalho repleto de oportunidades ruins”, diz Anderson Dietrich, presidente da Associação dos Residentes em Cirurgia Cardiovascular.
Entre essas “oportunidades ruins” estão os baixos salários. Um cirurgião cardiovascular pode começar ganhando até R$ 2.500, segundo Gilberto Barbosa, presidente da SBCCV (Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular).
Ele afirma que a queda da procura pela profissão é um fenômeno mundial, ligado em parte à diminuição das operações. “As cirurgias de coronária, por exemplo, diminuíram 70% em razão dos avanços que possibilitaram dilatar as coronárias e colocar stents [espécie de tubo inserido na artéria para impedir o seu entupimento].”
A baixa remuneração acontece também em razão de as operações requererem a presença de equipes grandes.
Há ainda a formação longa: são seis anos de residência, sendo dois em cirurgia geral e quatro em cirurgia cardiovascular. Muitos acabam escolhendo carreiras em que possam começar a receber antes.
Outros acabam optando pela obtenção de título da SBCCV, o que pode ocorrer após quatro anos de treinamento e o cumprimento de uma série de requisitos, como número mínimo de cirurgias realizadas.
A sociedade estima que 20% a mais de cirurgiões se formam hoje por essa via em detrimento da residência.
Falta
A preocupação que surge com os dados da associação é a possível falta de cirurgião cardiovascular no país. Para Gilberto Barbosa, o certo é incentivar a escolha pela especialidade, principalmente das estudantes de medicina, que costumam não escolhê-la. “Em 15 anos haverá falta de cirurgião cardiovascular, já que vivemos em um país com uma população cada vez mais idosa.”
Já Anderson Dietrich diz que as vagas ociosas oferecidas pelo MEC hoje poderiam ser redirecionadas, pois incentivar mais profissionais na área seria criar uma reserva de mercado, contribuindo ainda mais para os baixos salários da carreira.
Segundo o diretor de Hospitais Universitários e Residências em Saúde da SESu (Secretaria de Educação Superior), do MEC, José Rubens Rebelatto, “estão em estudo na secretaria, em conjunto com a Comissão Nacional de Residência Médica, algumas ações para a reformulação das residências médicas com o objetivo de garantir um melhor aproveitamento dos recursos e a otimização da ocupação das bolsas”
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Mário Novais

Gastroenterologia

Pergunta: Brunna (Universidade Federal do Maranhão)
Olá, Dr., Estou entrando no internato no próximo semestre e venho pensando bastante na escolha da especialização. Gostaria então de saber como é o mercado para Gastroenterologista. Quais as expectativas do mercado, remuneração, qualidade de vida…? Obrigada

Resposta :

Considerando que um médico, depois de concluído a residência, vai trabalhar naquela especialidade por mais 40 anos, é extremamente importante que a escolha seja bem feita e acima de tudo bastante racional.
Os aspectos fundamentais na escolha são :
1. Qual a qualidade de vida que essa especialidade vai me permitir ? Essa qualidade está de acordo com meus planos de vida ?
2. Que remuneração essa especialidade vai me permitir ? Essa remuneração combina com minhas ambições financeiras ?
3. Como vai ser meu dia a dia de acordo com a especialidade que escolher ? Vou me sentir confortável com esse cotidiano ?
A chave do sucesso na escolha racional da especialidade é , sem dúvida, o melhor conhecimento de cada especialidade; principalmente em relação aos 3 itens citados.
O teste vocacional do nosso site poderá te ajudar, mas também procure conversar com alguns especialistas das áreas mais prováveis para vc e veja o grau de satisfação deles com a própria escolha.

Gastroenterologia ( incluindo a endoscopia digestiva ) é uma especialidade clínica com residência de 2 anos de duração e com pré requisito de 2 anos de residência em clinica médica.
Gastro é uma boa especialidade porque além de permitir boa qualidade de vida, é bastante rentável pela grande incidência de exames complementares como endoscopias altas e baixas, CPRE, gastrostomias endoscópicas e grande frequência na população de patologias dessa especialidade, como gastrites, úlceras, esofagites, diarréias, colites…
A Gastro permite aos seus especialistas boa qualidade de vida, bom tempo livre e ótima remuneração
Na gastro, mesmo atendendo somente convênios, se o profissional fizer 5 consultas ( juntamente com seus procedimentos) por dia e atender 5 dias da semana, terá um faturamento mensal de cerca de R$ 20.000,00 apenas dos convênios , além do faturamento de pacientes particulares.

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Mário Novais