Categoria A Escolha da Especialidade

Anestesiologia

Anestesiologia

Pergunta : Gabriel ( Unigranrio – RJ )
Boa noite! Estou no ultimo ano da faculdade de medicina e penso muito na área de anestesiologia. Tenho um parente cirurgião e me diz que essa especialidade e uma ”faca de duas pontas”, ja que o medico anestesista não tem seus próprios pacientes e depende do networking com cirurgiões para ser chamado e assim ganhar dinheiro. Tenho medo da inserção no mercado de trabalho. Ja ouvi falar que o Rio de Janeiro esta saturado de anestesistas, gostaria de saber sobre a atual situação no RJ para quem esta se formando na residência em anestesiologia, se consegue emprego sem dificuldade, se realmente esta saturado e a competição por cirurgiões esta grande. Abraços e obrigado desde já.

Resposta :
A anestesiologia é uma boa especialidade em termos de remuneração e mesmo inserção no mercado de trabalho, porém, com certeza, perde em qualidade de vida.
É muito importante, na escolha da especialidade, se analisar 3 aspectos : a qualidade de vida que se vai ter, a remuneração e acima de tudo se o candidato vai se sentir confortável com o dia a dia da especialidade.
Muitos estudantes ao se formar analisam apenas a possibilidade de remuneração na especialidade escolhida, e depois se arrependem porque não se adaptam ao cotidiano da especialidade e à qualidade de vida que vai ter.
Isso tem levado muitos recém formandos a optar pela anestesiologia.
Em relação à inserção no mercado de trabalho, não deveria se preocupar porque durante a própria residência seu staff vai te ajudando nisso.
Como todo inicio em qualquer especialidade, pode ser um pouco difícil a colocação dentro de uma equipe de anestesia e vc estará no final da lista do grupo, ralando mais do que os demais membros do grupo e tendo que participar das cirurgias mais chatas e de menor remuneração . Porém com o tempo vc irá se fortalecendo dentro do grupo e subindo na hierarquia, até conseguir priorizar as cirurgias eletivas.
Evidente que fazer um bom network ajudará bastante, principalmente com seus colegas de turma que optarem pelas especialidades cirúrgicas.
Sucesso
Mário Novais

Medicina do Tráfego, do Trabalho e Perícia Médica

Medicina do Tráfego, do Trabalho e Perícia Médica

Pergunta : Raquel ( Universidade do Sul – Santa Catarina )

Olá dr! Mais uma vez venho requisitar sua opinião! Gostaria de saber o que o senhor poderia me dizer sobre a situação financeira do médico legal fora do âmbito de concursos públicos, com formação na usp (residentes saem com título de médico do tráfego, médico do trabalho e perícia médica). Pretendo voltar para SC após a residência. Grata!!

Resposta :

A abrangência é muito grande para essa especialidade e vc precisará se definir em que área específica vai querer trabalhar.

A escolha, inclusive, pode depender de algumas características próprias da cidade onde vai estar e também que tipo de atividade vai te fazer mais confortável.

Algumas informações abaixo podem te fazer conhecer melhor essas áreas da especialidade.

MEDICINA DO TRÁFEGO

A especialidade Medicina do Tráfego ainda é pouco conhecida. Algumas informações retiradas da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego podem te esclarecer ( ver abaixo), mas o especialista dessa área deve ter bons conhecimentos de trauma, de emergências e também de planejamento, já que além do desempenho como médico socorrista, ele vai precisar atuar em programas de prevenção de acidentes de tráfego.

O Programa de Residência Médica em Medicina de Tráfego será de acesso direto, sem áreas de pré-requisitos e se desenvolverá em 2 anos.

A Instituição mantenedora do programa de Residência Médica deverá estar estruturada para atendimento de trauma.

Os preceptores deverão estar capacitados, treinados e familiarizados com as diretrizes da Especialidade.

  • Objetivos do primeiro ano de residência:
  • A- Objetivos Gerais:
  • 1- Abordar as questões decorrentes dos acidentes de tráfego e atender as necessidades dos setores públicos e privados na resolução da problemática situação atual, tornando mais produtivas e eficientes as ações médicas sistemáticas de educação, prevenção, assistência, perícia e planejamento.
  • 2- Orientar, analisar, realizar pesquisas e contribuir na organização educacional do trânsito. Identificar os fatores etiológicos, definir os grupos de alto risco para acidentes de trânsito e estabelecer programas de prevenção.
  • 
3- Atuar em empresas (públicas, privadas, autarquias ou sindicatos) de transporte terrestre, marítimo ou aéreo, na área de segurança de tráfego e saúde ocupacional.

B- Objetivos Específicos:

  • B- Objetivos Específicos:
  • 
1- Cuidar da prevenção das doenças dos motoristas profissionais, como a perda auditiva, surdez, zumbido, problemas respiratórios, doenças osteomusculares, neuroses e distúrbios comportamentais entre outros.
  • 2- Cuidar dos aspectos ergonômicos no exercício da profissão de motorista.
  • 
3- Atuar nas condições inseguras do tráfego e nos procedimentos médicos a serem implementados por ocasião dos exames admissionais, periódicos e demissionais de motoristas.
  • 4- Orientar o planejamento de viagens.
  • 5- Identificar as doenças infecto-contagiosas e os acidentes com animais peçonhentos prevalentes no percurso ou destino de interesse do viajante.
  • 6- Orientar a imunização para o viajante nas viagens dentro do território   nacional e para outros países, diagnosticar e tratar patologias relacionadas com o meio de transporte e com as mudanças geográficas como a altitude e o clima.
  • 7- Realizar perícias, avaliações e colaborar com o Poder Público na concepção, elaboração e aplicação de uma legislação adequada e eficiente relativa à medicina e à segurança de tráfego.
  • 8- Realizar o exame de aptidão física e mental para condutores e candidatos a condutores exigido pelo Código de Trânsito Brasileiro.
  • 9- Realizar exames para avaliação de aptidão médica de candidatos a obtenção de licença para vôo ou exames periódicos para Renovação da Habilitação.
  • 
10- Realizar exames para a obtenção da habilitação certificada pelo representante da autoridade marítima para Segurança do Tráfego Aquaviário para operar embarcações de esporte e/ou recreio, em caráter não profissional.

Objetivos do Segundo ano de residencia :

  • A- Objetivos Gerais:
  • 
1- Cuidar do atendimento no local do acidente (APH) e do transporte da vítima para o hospital (Resgate). Prestar atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde devidamente hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde.
  • B- Objetivos Específicos:
  • 1- Realizar a avaliação primária e secundária de um paciente no APH.
  • 2- Acionar sistemas de urgência e unidades de emergência.
  • 3- Realizar técnicas de controle das vias aéreas e ventilação no trauma.
  • 4- Realizar reanimação cardiorrespiratória.
  • 5- Realizar controle de hemorragias externas e choque
  • 6- Atuar em trauma de crânio, tórax; abdome e extremidades.
  • 7- Atuar em trauma da coluna e da medula.
  • 8- Proceder a avaliação inicial da gestante
  • 9- Atuar em trauma na criança
  • 10- Atuar no atendimento do queimado

Abaixo transcrevo artigo interessante sobre o assunto :

Rev Med (São Paulo). 2012 jan.-mar.;91(1):14-5.

Medicina de Tráfego
Flávio Adura1, Daniele Gianvecchio2, Daniel Romero Muñoz3

Medicina de Tráfego é o ramo da ciência médica que trata da manutenção do bem estar físico, psíquico e social do ser humano que se

desloca, qualquer que seja o meio que propicie a sua mobilidade. Estuda as causas do acidente de tráfego a fim de preveni-lo ou mitigar suas consequências, além de contribuir com subsídios técnicos para a elaboração do ordenamento legal e modificação do comportamento do usuário do sistema de circulação viária.

Áreas de Atuação

Suas principais áreas de atuação são: Medicina de Tráfego Preventiva, Curativa, Legal, Ocupacional, Securitária, Medicina do Viajante, Medicina de Tráfego Aeroespacial, Aquaviário, Ferroviário e Rodoviário.

A Medicina de Tráfego Preventiva identifica os fatores etiológicos dos acidentes; define os grupos de alto risco; caracteriza e divulga periodicamente índices de morbidade, mortalidade e o número de incapacidades produzidas pelos acidentes de trânsito; difunde o tema na comunidade, incluindo nos programas de prevenção e campanhas educativas as opiniões e experiências dos especialistas.

No contexto da Medicina de Tráfego Preventiva, o Exame de Aptidão Física e Mental é de grande importância, já que a adequada avaliação médica

permite o afastamento temporário ou definitivo do condutor de veículo, ou candidato a condutor, portador de doença de risco para a segurança de trânsito.

A Medicina de Tráfego Legal realiza perícias, avaliações e colabora com o Poder Público na concepção, elaboração e aplicação de uma legislação adequada e eficiente relativa à medicina e segurança de trânsito. Resoluções do Conselho Nacional de Trânsito tiveram ampla colaboração dos especialistas da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET).

A Medicina de Tráfego Curativa cuida do atendimento no local do acidente (Atendimento Pré- Hospitalar) e do transporte da vítima para o hospital. Um atendimento imediato e correto pode salvar muitas vítimas de acidentes de trânsito.

A Medicina de Tráfego Ocupacional cuida da prevenção das doenças dos motoristas profissionais, como perda auditiva, surdez, zumbido, problemas respiratórios, doenças osteomusculares, neuroses, fobias e distúrbios comportamentais. Preocupa-se com o stress físico e psíquico, riscos físico, químico, biológico e de acidente e com os aspectos ergonômicos do exercício da profissão de motorista. Estuda as condições inseguras do tráfego e a normatização dos exames a que devem ser submetidos os motoristas que dirigem profissionalmente, em acordo com os riscos a que estejam expostos, sugerindo

  • Professor do Departamento de Medicina Preventiva da UNIFESP. Diretor Científico da Associação Brasileira de Medicina no Tráfego (ABRAMET).
  • Graduação em Medicina pela Universidade de Mogi das Cruzes, especialização em Medicina Legal – Perícias Médicas pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
  • Professor Titular de Medicina Legal, Medicina do Trabalho e Bioética da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Endereço para correspondência: Daniel Romero Muñoz. Instituto Oscar Freire – FMUSP. Av. Dr. Arnaldo, 455, São Paulo, SP.

procedimentos médicos a serem implementados por ocasião dos exames admissionais, periódicos e demissionais.

A Medicina do Viajante estuda, entre outros, o planejamento da viagem, as doenças infecto- contagiosas prevalentes no percurso e destino do viajante, a imunização recomendada nas viagens dentro do território nacional e para outros países, as patologias relacionadas com o meio de transporte, com as mudanças geográficas como altitude e clima, os seguros de viagem e o ecoturismo.

A Medicina de Tráfego Aeroespacial especiali- za médicos para trabalhar em empresas aéreas, no transporte aéreo de doentes, nos aeroportos, nas inspeções de saúde dos trabalhadores das atividades aéreas e na orientação das pessoas que desejam via- jar. Com o avanço dos estudos de fatores de estresse na atividade aérea e suas conseqüências sobre o passageiro (paciente) e tripulantes é necessário que a equipe médica tenha profundo conhecimento da fisiologia aeroespacial e efeito dos fatores de estresse, para minimizá-los, e dos limites e normas de segurança durante o vôo.

A Medicina de Tráfego Securitária avalia danos físicos causados pelos acidentes de tráfego para efeito de recebimento de seguros pessoais.

Outros tipos de tráfego como o aquaviário, o ferroviário e o rodoviário também necessitam, da parte médica, de melhor atenção no estudo e atendimento de suas questões do que vêm sendo observado até então em nosso país.

A Medicina de Tráfego Aquaviário deverá avaliar a condição médica de candidatos a obtenção de habilitação para embarcações na categoria amador (esporte e/ou lazer), regulamentada pelo Anexo III da Portaria 0026/94 da Diretoria de Saúde da Marinha. A Medicina de Tráfego Ferroviário estuda as causas e as conseqüências dos acidentes ferroviários para contribuir na prevenção e no atendimento pré- hospitalar.

Formação Acadêmica em Medicina de Tráfego

Em 2003 a Comissão Nacional de Residência Médica aprovou o Programa de Residência em Medicina de Tráfego, que é desenvolvido em dois anos.

A formação também pode ser feita através de curso de especialização em Medicina de Tráfego, que confere ao pós-graduado treinamento e formação para atender todos os tipos de exigências da

especialidade.

Mercado de Trabalho do Especialista em Medicina de Tráfego

O campo de atuação do Médico de Tráfego é amplo e tanto a residência médica quanto os cursos de especialização têm como objetivo a capacitar médicos para:

-realizar o Exame de Aptidão Física e Mental para condutores e candidatos a condutores exigido pelo Código de Trânsito Brasileiro;

-atuar no atendimento pré-hospitalar de vítimas de acidentes de tráfego;

-atuar em empresas (públicas, privadas, autarquias ou sindicatos) de transporte terrestre, marítimo ou aéreo, na área de segurança de tráfego e saúde ocupacional;

-atuar como orientadores de viagens;

-atuar em perícias securitárias de vítimas de acidentes de trânsito;

-orientar, analisar, realizar pesquisas e contribuir na organização educacional e legal do trânsito.

O nível de remuneração em Medicina de Tráfego é variável, uma vez que o médico pode ser funcionário público, empregado de uma grande empresa ou profissional liberal. Ele pode ter, por exemplo, uma clínica credenciada pelo DETRAN para fazer exames de aptidão física e mental para condutores ou candidatos a condutores de veículos automotores. Em São Paulo as clínicas recebem R$ 60,00 (sessenta reais) por exame realizado. O médico pode, porém, fazer esse tipo de exame como plantonista do “Poupa Tempo”, recebendo o mesmo valor por exame efetuado. Ele atende, em média, 20 a 40 condutores ou candidatos a condutores em cada plantão de seis horas. Ele pode também trabalhar para a Prefeitura Municipal de São Paulo no Atendimento ao Suporte Avançado de Vida do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), recebendo salário mensal de R$ 7.000,00 (sete mil reais), tendo como obrigação fazer um plantão semanal.

REFERÊNCIAS

  • Adura FE. Medicina de tráfego. São Paulo: CLR Balieiro; 2011.
  • Alves Junior DR. Manual de saúde do motorista profissional. São Paulo: Ed. do autor; 2009.

MEDICINA DO TRABALHO

A Medicina do Trabalho é uma especialidade restrita ( são pouquissimos locais de residência e poucas vagas) e o mercado ficou ainda mais restrito porque apareceram várias empresas de prestação de serviços médicos que  terceirizam serviços para indústrias ou outras empresas (  que deveriam ter um médico do trabalho contratado).

Com isso diminui o mercado para profissionais dessa área, que poderiam ser contratados diretamente pelas empresas com melhores salários.

A residência em Medicina do Trabalho tem duração de 2 anos.

O perfil do profissional dessa área abrange : profissionais interessados em organizar, administrar e participar de serviços de medicina do trabalho, planejar e executar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), além das medidas de saúde preventiva ocupacional e de proteção ambiental em áreas industriais. São aptos também para planejar e participar do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e conhecem a legislação pertinente à medicina do trabalho

Se vc for contratado diretamente por uma empresa ou indústria , poderá ter bons salarios (conforme a  cidade, cêrca de R$ 10.000,00 por 20 h de trabalho).

Mas se vc, como médico do trabalho, simplesmente prestar serviços para empresas que são contratadas como terceirização de Medicina de trabalho, receberá valores pequenos como R$ 10,00 por exame admissional ou demissional que realizar.

Alguns médicos dessa especialidade conseguem auferir bons rendimentos realizando perícias médicas em relação a acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

MEDICINA LEGAL E PERÍCIA MÉDICA

A Medicina Legal é vista como especialidade que “cuida de cadáveres”. Entretanto, seu campo é muito mais amplo: ela auxilia a ciência das normas, o Direito, aplicando conhecimentos médico-biológicos, para que a sociedade consiga atingir um bem maior: a justiça. Na prática cotidiana, o especialista em Medicina Legal utiliza a ciência médica para esclarecer fatos que interessam em um processo judicial ou administrativo. Para tanto, ele lança mão de conhecimentos de toda a Medicina, extrapolando, às vezes, para outras áreas das ciências biológicas. Sua área de atuação são as perícias médicas de qualquer natureza, que se constituem em elementos de prova fundamentais quando as normas (penais, civis, administrativas etc) exigem conhecimentos médicos para serem executadas. A formação de um perito médico exige, além de conhecimentos médicos e de adequadas noções de Direito, o aprendizado e o domínio de critérios específicos, que estabelecem a ligação entre os parâmetros médicos e os jurídicos. No Brasil essa formação é deficiente e deformada. O Programa de Residência Médica em Medicina Legal tem como principal objetivo formar profissionais capazes de atuarem nos diversos segmentos que compõe a Medicina Legal, visando resolver problemas da justiça na esfera pericial, como mostra o presente artigo ( informações fornecidas pelo site da Faculdade de Medicina da USP –artigo do dr Dr.Daniel Munoz- titular de Medicina Legal da USP.)

A especialidade é realmente “pesada “, tanto do ponto de vista técnico porque exige grandes conhecimentos de várias áreas da medicina como clinica, cirurgia, ortopedia, neurologia, anatomia, fisiologia…, como também exige profundos conhecimentos da área jurídica. É uma especialidade onde se lida muito com a burocracia, processos volumosos, trabalhos periciais, processos indenizatórios que podem influir fortemente em futuros de famílias inteiras…

Na variada temática objeto da Medicina Legal, pode-se traduzir sua divisão, da seguinte forma:

Antropologia forense – Procede ao estudo da identidade e identificação, como a datiloscopia, papiloscopia, irologia, exame de DNA, etc., estabelecendo critérios para a determinação indubitável e individualizada da identidade de um esqueleto ;

Traumatologia forense – Estudo das lesões e suas causas;

Asfixiologia forense – analisa as formas acidentais ou criminosas, homicídios e autocídios, das asfixias, sob o prisma médico e jurídico (esganadura, estrangulamento, afogamento, soterramento, etc.);

Sexologia forense – Trata da Erotologia, Himenologia e Obstetrícia forense, analisando a sexualidade em seu tríplice aspecto quanto aos efeitos sociais: normalidade, patológico e criminológico;

Tanatologia – Estudo da morte e do morto;

Toxicologia – Estudo das substâncias cáusticas, venenosas e tóxicas, efeitos das mesmas nos organismos. Constitui especialidade própria da Medicina, dada sua evolução.

Psicologia e Psiquiatria forenses – Estudo da vontade, das doenças mentais. Graças a elas determina-se a vontade, as capacidades civil e penal;

Polícia científica – atua na investigação criminal.

Além disso existem ainda as necrópsias, que nem todos os médicos têm facilidade para lidar com elas ( nem todos especialistas em medicina legal são obrigados a fazê-las ). É uma especialidade triste e complexa e o status desses profissionais deixa a desejar. Existe mesmo um preconceito da população em relação aos legistas ( a maioria das mães não gostaria de ver seus filhos casados com uma médica legista; prefeririam que eles casassem com um clínico, um pediatra ou um cirurgião ).

Por outro lado, o mercado de trabalho é bastante bom, desde que vc tenha um bom relacionamento no meio jurídico para que possa ser indicada com frequência para atuar como perita do juiz ou mesmo perita assistente das partes envolvidas em um processo.

Uma pericia simples como de uma lesão corporal média em um acidente automobilístico ( que o perito não vai gastar mais de 2 horas para confeccionar o laudo ) pode render ao perito cerca de R$ 5.000,00, mas uma perícia grande, tipo a de um homicídio, pode render honorários acima de R$ 50.000,00.

A residência médica em Medicina Legal e Perícia tem a duração de 3 anos e são oferecidas em poucos serviços e com um número reduzido de vagas.

 

Sucesso

Mário Novais

 

 

 

 

Gastroenterologia ou Cirurgia Vascular

Gastroenterologia ou Cirurgia Vascular

Pergunta : Diego ( Centro universitário Unirg )

Parabéns pelo site! Minha dúvida é entre a gastroenterologia e a angiologia, quanto a ganhos financeiros, campos de trabalho e como funcionam na prática médica! Visto que não gastroenterologia temos a sua endoscopias bem rotineiras, e na angiologia os procedimentos de varizes, considerando uma capital onde os dois serviços já estão “lotados”, um bom marketing atrairia qual mais, varizes ou os problemas gastrointestinais?

Resposta :

As duas são boas especialidades, mas com caminhos diferentes; um pela clínica médica e outro pela clínica cirúrgica.
Nas duas a clientela cresce rapidamente pelo ótimo boca a boca. No curto prazo a clientela do vascular cresce um pouco mais rapidamente, porém a médio e longo prazo a gastro pode permitir ganhos maiores com melhor qualidade de vida.
Um bom marketing pode alavancar as duas especialidades da mesma forma, talvez mais rapidamente na vascular.

Sucesso

Mário Novais

Coloproctologia

Coloproctologia

Pergunta : Marcus ( Universidade Federal de Pelotas – RS )

Olá! Obrigado desde já por ser sempre solícito. Gostaria de saber um pouco mais sobre a Coloproctologia (mercado de trabalho, remuneração, qualidade de vida…) Um abraço

Resposta :
A residência em coloproctologia tem duração de 2 anos com pré requisito de residência em cirurgia geral.

A coloproctologia é uma boa especialidade pois permite uma boa qualidade de vida, bons ganhos financeiros e apresenta vários procedimentos diagnósticos e terapêuticos que agregam valor ao preço das consultas.

O envelhecimento da população e a atual importância que se tem dado à prevenção do Ca do tubo digestivo baixo, além do aumento dos casos de doenças hemorroidárias ( resultado de dietas extravagantes, constipação intestinal crônica e abuso de álcool ) fazem com que a clientela do proctologista aumente com rapidez, embora o boca-a-boca seja pequeno ( pacientes não gostam de dizer que foram ao proctologista.

É uma boa especialidade, com boa qualidade de vida porque a maioria dos procedimentos e as cirurgias são quase sempre eletivas.

Abaixo reproduzimos material da sociedade brasileira de coloproctologia :

SOCIEDADE BRASILEIRA DE COLOPROCTOLOGIA COMISSÃO DE ENSINO E APERFEIÇOAMENTO MÉDICO
ESTRUTURA E CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MÍNIMO NECESSÁRIOS PARA O CREDENCIAMENTO DE SERVIÇOS DE TREINAMENTO PLENO E RESIDÊNCIA MÉDICA EM COLOPROCTOLOGIA, COM O OBJETIVO DE FORMAÇÃO PARA OBTENÇÃO DE TÍTULO DE ESPECIALISTA, EXIGIDO PELA SOCIEDADE BRASILEIRA DE COLOPROCTOLOGIA (SBCP)

Rio de Janeiro, 1 de setembro de 2017

Introdução:
A presente regulamentação tem por objetivo definir e padronizar a estrutura e os procedimentos considerados necessários pela SOCIEDADE BRASILEIRA DE COLOPROCTOLOGIA (SBCP) para propiciar a um médico, já devidamente qualificado como Cirurgião Geral em programa credenciado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) ou Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), as habilidades cognitivas e psicomotoras mínimas fundamentais ao exercício da Especialidade de Coloproctologia em toda sua extensão, incluindo aquelas de alta complexidade, nas áreas de Cirurgia Coloproctológica e Endoscopia, permitindo o credenciamento como Serviço de Formação de Especialistas pela Sociedade.
O corpo docente do Serviço que se propõe a formar especialistas em Coloproctologia deverá ser constituído por um mínimo de 4 (quatro) médicos especialistas ou de reconhecida capacidade t cnico-profissional. Ao menos 2 desses deverão ser membros titulares da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

1. Objetivo Geral:
1.1. O programa de Estágio/Residência Médica em Coloproctologia deve ter duração mínima de dois (2) anos e habilitar o médico especialista nas seguintes funções, relacionadas à Especialidade de Coloproctologia:
1.1.1. Atendimento de pacientes em regime ambulatorial;
1.1.2. Atendimentodepacientesemregimedeinternaçãohospitalar;
1.1.3. Realização de procedimentos diagnósticos relacionados à Especialidade;
1.1.4. Realização de cirurgias ambulatoriais;
1.1.5. Realização de cirurgias de pequeno, médio e grande porte da Especialidade;
1.1.6. Capacitação para reconhecimento e atendimento pleno de Urgências em Coloproctologia.

2. Objetivos Específicos:
2.1. PRIMEIRO ANO DE FORMAÇÃO ESPECÍFICA:
Ao final do primeiro ano de residência ou estágio credenciados, o médico deverá ter alcançado os objetivos do treinamento, tornando-se apto a:
2.1.1. Atendimento a Pacientes: Atendimento rotineiro a pacientes portadores de afecções coloproctológicas em ambiente ambulatorial e de internação. Recomenda-se o número mínimo de cem (100) consultas mensais em ambulatório formalmente anunciado e registradoncomo específico da Especialidade de Coloproctologia .
2.1.2. Indicar e interpretar corretamente laudos de exames diagnósticos em geral, relacionados à Coloproctologia, dentre os quais:
• radiologia convencional,
• tomografia computadorizada,
• ressonância magnética,
• testes funcionais como manometria anorretal, defecografia,
• ultrassonografia transanal
2.1.3. Indicar e interpretar corretamente laudos de exames diagnósticos endoscópicos e executar procedimentos endoscópicos mais simples, relacionados à Especialidade, entendidos como:
• Anuscopia: mínimo de 400 exames realizados ao final do primeiro ano;
• Retossigmoidoscopia rígida: mínimo de 400 exames realizados ao final do primeiro ano;
• Retossigmoidoscopia flexível: mínimo de 50 retossigmoidoscopias flexíveis observadas ou realizadas durante o primeiro ano
• Colonoscopia: mínimo de 50 colonoscopias diagnósticas observadas ou realizadas ao final do primeiro ano.
2.1.4. Procedimentos Terapêuticos Cirúrgicos de pequeno porte:
Incluem-se, sob esta denominação, os procedimentos terapêuticos realizados em conjunto com a atividade de consultas clínicas em ambiente cirúrgico, sob anestesia local, locorregional ou sedação, ou mesmo sem assistência anestésica, quando em regime de consulta ambulatorial, obedecendo os parâmetros da resolução CFM 1.670/03, publicada no Diário Oficial da União, 14 jul 2003, secao I, pg 78, sobre necessidades de assistência e capacitação em anestesia. São eles:
• Cauterizações químicas ou cirúrgicas de pequenas lesões, como distúrbios de cicatrização, condilomas anais e outras doenças infecto-contagiosas que assim sejam tratadas protocolarmente;
• Tratamento minimamente invasivo ambulatorial de hemorróidas internas e prolapso mucoso do reto (ligaduras elásticas, fotocoagulação, esclerose, etc);
• Drenagens de processos inflamatórios e/ou infecciosos restritos e não complicados
• Exérese de pequenos plicomas anais
• Injeções de agentes miorrelaxantes, como toxina botulínica ou outras substâncias terapêuticas de conhecimento especializado;
• Dilatações anais leves a moderadas;
• Retirada de fecalomas e corpos estranhos via transanal, de baixa complexidade.
2.1.5. Procedimentos Terapêuticos de porte médio: Incluem-se sob esta denominação os procedimentos cirúrgicos de complexidade superior aos citados no item 2.1.3., requerendo, em sua maioria, a participação de anestesiologistas por meio da realização de bloqueios anestésicos ou anestesias gerais. São eles
• Doença hemorroidária não complexa
• Tratamento cirúrgico da fissura anal não complicada
• Fístulas anais e abscessos não complexos
• Doença pilonidal simples
• Estenoses anais simples
• Prolapsos mucosos
• Plicomas de grande porte
• Incontinência fecal de baixa complexidade
• Reparo de lesões traumáticas perineais de baixa
complexidade
O médico residente, ao final do primeiro, ano deverá ter participado de forma regular e ativa deste grupo de procedimentos, possibilitando o desenvolvimento cognitivo e manual de suas habilidades. Deve haver o mínimo de dez cirurgias deste grupo ao final do primeiro ano, realizadas de forma autônoma, sempre sob supervisão direta do especialista responsável. A formação nessa etapa também inclui a atuação como cirurgião auxiliar nos demais procedimentos de média e alta complexidade, contidos no programa do residente do segundo ano.
2.2. SEGUNDO ANO DE FORMAÇÃO ESPECÍFICA:
Ao final do segundo ano de residência o médico deverá ter alcançado
os seguintes objetivos, estando apto a:
2.2.1. Atendimento a Pacientes
Atendimento rotineiro a pacientes portadores de afecções coloproctológicas em ambiente ambulatorial e de internação. Recomenda-se o número mínimo de cem (100) consultas mensais em ambulatório formalmente anunciado como específico da Especialidade de Coloproctologia.
2.2.2. Indicar e interpretar exames diagnósticos da especialidade em geral, dentre os quais:
• radiologia convencional,
• tomografia computadorizada,
• ressonância magnética,
• testes funcionais como manometria anorretal, defecografia,
• ultrassonografia transanal
2.2.3. Indicar e interpretar exames diagnósticos endoscópicos e executar procedimentos endoscópicos simples e complexos, relacionados à Especialidade, entendidos como:
• Anuscopia;
• Retossigmoidoscopia rígida;
• Retossigmoidoscopia flexível: mínimo de 50 exames
efetivamente realizados ao final do segundo ano;
• Colonoscopia diagnóstica e terapêutica: o Serviço deverá oferecer um mínimo de 120 colonoscopias realizadas pelo residente/estagiário, sob supervisão do especialista habilitado, até o final do período de treinamento. Dentre estas, deverá haver ao menos 30 colonoscopias com finalidade terapêutica.
Considera-se finalidade terapêutica: polipectomia, mucosectomia, dissecção submucosa; ablação com argônio ou outro elemento destinado para tal, próteses endoscópicas, ligaduras mucosas por videoendoscopia, tatuagens, dilatações endoscópicas, tratamento endoscópico de volvo do cólon e de pseudo-obstrução, além de outros procedimentos terapêuticos que usem a colonoscopia como meio de execução. As biópsias por endoscopia, cromoscopia e magnificação de imagem são considerados procedimentos diagnósticos.
2.2.4. Procedimentos Terapêuticos Cirúrgicos: Além dos procedimentos de pequeno e médio porte, caberá ao médico residente do segundo ano a participação e execução de procedimentos de grande porte, sempre sob supervisão e auxílio do especialista devidamente capacitado. Incluem-se, sob esta denominação, os procedimentos cirúrgicos de maior complexidade da Especialidade, que requerem, em sua totalidade, a participação de anestesiologistas para bloqueios anestésicos, anestesias gerais ou supervisão de condições clínicas em pacientes sedados de forma leve, por serem de alto risco. São eles:
• Laparotomias e ressecções intestinais de qualquer natureza para tratamento de afecções coloproctológicas, tanto benignas quanto malignas, de diversas complexidades;
• Fechamentos de estomas intestinais;
• Ressecções intestinais extracorpóreas, como prolapso de estomas ou prolapsos retais por via perineal;
• Acessos posteriores à pelve e transanais;
• Cirurgias para doenças orificiais complexas, incluindo doença hemorroidária, fístulas e doença pilonidal complexas
• Abordagem cirúrgica das doenças inflamatórias intestinais
• Procedimentos perineais e anorretais de maior complexidade, incluindo ressecções tumorais, tratamento cirúrgico de lesões traumáticas, tratamento de prolapsos e alterações pélvicas com indicação cirúrgica.
• Exposição às tecnologias cirúrgicas mais modernas de uso corrente
O médico residente deverá participar deste grupo de procedimentos de forma regular na própria Instituição, para desenvolver suas habilidades, devendo realizar, de forma autônoma e sempre sob supervisão direta, um mínimo de vinte operações deste grupo.
2.2.5. Videocirurgias Colorretais
Definem-se assim os procedimentos cirúrgicos abdominais realizados para o tratamento de afecções coloproctológicas utilizando para tal o acesso videolaparoscópico por meio das seguintes modalidades:
2.2.5.1. Acesso Videolaparoscópico Exclusivo: todo o procedimento é realizado por meio dos portais laparoscópicos, excetuando- se a retirada de espécimes.
2.2.5.2. Acesso com assistência videolaparoscópica: o procedimento abdominal é realizado pelos portais laparoscópicos possibilitando uma abordagem laparotômica exclusivamente pélvica por meio de incisão mínima para a abordagem pélvica e retirada da peça.
2.2.5.3. Acesso videolaparoscópico com assistência manual: o procedimento abdominal e /ou-pélvico é realizado por meio da videolaparoscopia com assistência manual simultânea por meio de portais específicos
O médico residente do segundo ano deverá participar de um número mínimo de 15 videocirurgias colorretais, na própria instituição ou em instituição conveniada.
2.2.6. Atividades Recomendadas: Embora ainda não considerados como pré-requisitos determinantes para a existência do programa de formação em Coloproctologia, recomenda-se que seus participantes tenham acesso ao aprendizado de outros procedimentos diagnósticos e terapêuticos, em instalações próprias ou Serviços conveniados:
2.2.6.1. 2.2.6.2. 2.2.6.3. 2.2.6.4.
Manometria Anorretal
Defecografia
Ultrassonografia Anorretal
Tratamento avançado para incontinência fecal

3. Conteúdo Programático e Funcionamento do Serviço 3.1.Atendimento a Pacientes
Os Serviços de Coloproctologia responsáveis por programas de formação e que desejem o credenciamento da SBCP deverão incluir
rotina de atendimento a pacientes portadores de afecções coloproctológicas ambulatoriais ou sob internamento na própria Instituição, o que inclui os procedimentos cirúrgicos pertinentes à Especialidade. Tais atividades deverão ocorrer sempre com a participação diária e efetiva dos membros especialistas do Serviço. É vedado ao cirurgião, em período de formação, a realização de atendimentos a pacientes sem a devida supervisão.
3.1.1. As atividades relacionadas a Endoscopia diagnóstica e terapêutica, com exceção dos procedimentos de anuscopia e retossigmoidoscopia rígida, que deverão ser efetivamente realizados na Instituição de origem, poderão ser executadas em Serviços de Endoscopia habilitados e formalmente conveniados ao Serviço de Coloproctologia da Instituição de origem, com a finalidade de treinar os especializandos, com programa que obedeça às especificações mínimas aqui apontadas, garantindo a formação técnica adequada. Os documentos que comprovam a existência desses convênios com compromisso de ensino deverão ter cópias encaminhadas à SBCP juntamente com os demais documentos, por ocasião do pedido de credenciamento e renovações desse credenciamento, e mantidos sob guarda para o caso de serem solicitados a qualquer momento pelos Órgãos e Instituições reguladoras.
3.1.2. O treinamento em atividades relacionadas a testes funcionais, como manometria anorretal, defecografia, testes mais sofisticados de avaliação de trânsito intestinal e assoalho pélvico e endossonografia anorretal também poderá ser executado em Serviços habilitados e formalmente conveniados ao Serviço de Coloproctologia da Instituição de origem, com a finalidade de treinar os especializandos, garantindo a formação técnica adequada. Os documentos que comprovam esses convênios deverão ter cópias encaminhadas à SBCP, juntamente com os demais documentos, por ocasião do pedido de credenciamento, e mantidos sob guarda para o caso de serem solicitados a qualquer momento pelos Órgãos e Instituições reguladoras.
3.1.3. As atividades de Endoscopia e exames complementares específicos da Coloproctologia, sejam eles realizados na Instituição de origem ou em Serviços conveniados, deverão estar instalados em locais que cumpram as normas técnicas e resoluções expedidas pelo Ministérios da Saúde e outros órgãos reguladores pertinentes.
3.1.4. Os residentes/especializandos deverão ser expostos ao conhecimento específico destas normas técnicas, estando habilitados a executar e supervisionar a correta aplicação das mesmas no que diz respeito à segurança do paciente e à sua própria segurança física e jurídica, sejam elas executadas na Instituição de origem ou nos Serviços formalmente conveniados.
3.2. Estrutura de Ensino Além da supervisão prática aos cirurgiões em formação em suas atividades clínicas e cirúrgicas, deverá o programa incluir necessariamente atividades teóricas (com estudo de doenças e
técnicas relativas à coloproctologia, ética em pesquisa, aspectos técnicos e jurídicos relacionados ao exercício da profissão, etc) realizadas com periodicidade regular mínima uma vez por semana. Estas atividades teóricas podem ser executadas por meio de aulas, reuniões científicas, seminários, reuniões com outras especialidades, discussão de casos ou qualquer outro encontro que contemple em seu conteúdo temas relacionados aos diferentes aspectos da especialidade, com periodicidade mínima semanal.
3.3.Atividades de Pesquisa Os programas credenciados de formação em Coloproctologia deverão conter atividades relacionadas à pesquisa, para estimular o estudo dos conhecimentos e interesses necessários e contribuir com a organização e produtividade científica dos Serviços. Para tal, sugere-se a definição de linhas de pesquisa e o estabelecimento de metas de produtividade. Os resultados deste planejamento não deverão ser inferiores a três publicações por triênio em periódicos relevantes de circulação nacional e internacional, sendo ao menos uma ao ano publicada no Journal of Coloproctology, revista oficial da SBCP.

4. Estrutura médico-hospitalar necessária para que se constituam os locais de treinamento
É necessário que os programas de formação de especialistas em Coloproctologia tenham como sede principal estrutura hospitalar dotada dos recursos necessários para a realização de operações de pequeno, médio e grande porte, segundo as especificações ditadas pelo Ministério da Saúde e órgão reguladores, incluindo:
• Unidade de internação hospitalar com um mínimo de 50 leitos.
• Centro cirúrgico com um número mínimo de quatro salas de operações.
• Unidade de terapia intensiva com ao menos quatro leitos e dotada dos requisitos mínimos segundo normatização da Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva.
• Serviço de radiologia dispondo dos equipamentos necessários à realização de, no mínimo, os seguintes exames:
a. Radiologia convencional.
b. Ultrassonografia.
c. Tomografia computadorizada e/ou ressonância nuclear magnética.
d. Serviço de endoscopia digestiva
e. Serviçodeanatomiapatológica
f. Demais serviços hospitalares de apoio necessários para a
realização de operações de grande porte como serviço de nutrição, fisioterapia, comissão de infecção hospitalar e enfermagem dentro dos princípios mínimos de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde e respectivas sociedades profissionais.
Os itens a, b, c e f deverão estar disponíveis dentro da própria instituição hospitalar responsável pelo programa, enquanto os itens d, e e poderão ser constituídos em instituição conveniada com fácil acesso e disponibilidade.
O Serviço originalmente credenciado pela SBCP como centro de treinamento será co-responsável pela vigilância e cumprimento das normas sanitárias e de segurança profissional, seja na Instituição de origem, seja nas unidades de treinamento conveniadas, tanto para o atendimento dos pacientes quanto para a segurança dos estagiários/residentes. O descumprimento das regulamentações sanitárias para tal poderá implicar em descredenciamento do Serviço junto à SBCP.

5. Da avaliação do médico residente e do programa de residência médica
5.1. A cada ano a Instituição credenciada deverá atualizar dados cadastrais e informar à Secretaria da SBCP os nomes dos alunos que ingressam, bem como os egressos do programa, além do seu
Coordenador e Corpo Clínico, até o mês de maio.
5.2.Ao final de cada ano de estágio/residência médica em Coloproctologia
deverá haver avaliação do aprendizado, aplicada pela Instituição credenciada, que poderá ser aferido por meio de prova com conteúdo nos moldes da prova de Título de Especialista, determinado pela SBCP; prova prática, com avaliação de desempenho profissional clínico, endoscópico e cirúrgico e/ou apresentação de monografia, com avaliação de banca examinadora. Ao término de cada programa a SBCP deverá ser informada da aprovação do aluno.
5.3.A manutenção do programa de credenciamento do Serviço também dependerá da aprovação na prova para Título de Especialista de 1⁄4 dos residentes egressos do programa num período de quatro anos.
5.4. T odos os Serviços já credenciados pela SBCP ou que estejam pleiteando o credenciamento deverão encaminhar à SBCP, anualmente, o programa do Estágio/Residência proposto, com todas as atividades docentes e discentes previstas, bem como o edital de divulgação do concurso com programa específico em Coloproctologia, com duração mínima de dois anos, segundo portaria do MEC, que rege o ensino da especialidade. Não serão aceitos os programas incluídos em residências de cirurgia geral ou do aparelho digestivo ou qualquer outra cadeira cirúrgica de ensino, concomitante ao treinamento para formação de especialistas em Coloproctologia..
5.5.Os programas devidamente credenciados sofrerão reavaliação com intervalo máximo de 4 (quatro) anos, sendo visitados por um mínimo de dois membros da Comissão de Ensino e Residência Médica ou, na impossibilidade destes, por dois outros membros titulares, nomeados pelo Presidente da SBCP, que não tenham conflitos de interesse de qualquer natureza com o Serviço.
5.5.1. Tanto o Serviço credenciado quanto os médicos em treinamento, bem como os avaliadores nomeados têm a obrigação de declarar possíveis conflitos de interesse existentes nesse trâmite.
5.6.O médico residente/estagiário do programa de Coloproctologia para formação de especialistas deverá relatar à SBCP as irregularidades ao cumprimento das atividades propostas ou outras existentes no Serviço que o acolhe, imediatamente à percepção da existência das mesmas, para que a SBCP possa atuar auxiliando a Instituição na solução dos problemas que se apresentem, sob a pena de não ter sua formação reconhecida como minimamente suficiente para se aplicar à prova para obtenção do Título de Especialista junto à Sociedade, caso as medidas corretivas propostas não sejam tomadas durante o período de formação.
5.7.O corpo docente também tem obrigação de relatar à SBCP as irregularidades ao cumprimento das atividades propostas ou outras existentes no Serviço, quando a SBCP atuará auxiliando na solução das deficiências, seja localmente, seja apontando convênios com serviços que possam acolher o residente/ especialista em formação, garantindo ensino de qualidade.

Considerações Finais

O programa acima está em acordo com a legislação do Conselho Federal de Medicina (CFM), Resoluções números 1634/2002, 1666/2003 e 1785/2006, 2068/2013, 2116/2015 e da CNRM, Lei número 6932/1981, Decretos números 80281/1977 e 91364/1985 e Resolução da CNRM número 02/2006, todos relativos ao tema, assim, não havendo conflitos que impossibilitem sua aceitação pela Comissão Mista de Especialidades.

Após o cumprimento do estágio/residência médica dentro dos moldes propostos, o médico torna-se apto para prestar a prova de Título de Especialista junto à SBCP.

Maria Cristina Sartor
Presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia
Eduardo Pessoa Vieira
Secretário Geral da Sociedade Brasileira de Coloproctologia

 

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Mário Novais

Autor: Mário Novais

Oftalmologia sem cirurgias

Oftalmologia sem cirurgias

Pergunta : Arthur ( Universidade Federal de Uberaba )

Olá, dr. Mário! O site é realmente muito bom! Parabéns pela iniciativa! Gostaria de saber quanto à residência de oftalmologia: seria possível eu fazer sem operar? É a área que mais gosto na medicina e gosto muito de procedimentos, mas não gosto mesmo de ficar no bloco cirúrgico, realmente não quero realizar nenhuma cirurgia ao longo da minha carreira. Então isso está me limitando muito na confirmação da minha escolha para as provas de residência no final do ano. Muito obrigado!

Resposta :
A oftalmologia é uma das melhores especialidades do momento.
Ótima remuneração, ótima qualidade de vida, dia a dia bem tranquilo, muitos procedimentos que agregam valor ao preço da consulta, fidelidade da clientela, população envelhecendo o que aumenta a clientela do profissional.
Embora a cirurgia de catarata seja um dos fatores que aumente a remuneração do oftalmo, muitos oftalmologistas ficam apenas com a parte clínica e de exames complementares da especialidade, o que já faz com que mesmo sem cirurgias a remuneração do profissional seja ótima.

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Mário Novais

Autor: Mário Novais

Mercado de trabalho: Cidades Médias

Mercado de trabalho: Cidades Médias

Pergunta : Carlos ( Universidade Estadual de Uberaba )

Bom dia, dr.! Muito obrigado pelas respostas que ajudam a todas. Gostaria de saber quanto ao mercado de trabalho em uma cidade de médio porte para otorrino e para cardio. Qual provavelmente seria melhor? Na cardio, talves eu me especializaria em hemodinâmica. Muito obrigado

Resposta :
O seu sucesso no mercado de trabalho em cidades de médio porte vai depender de uma série de fatores, tais como população da cidade, concorrência local, vínculos que vc tiver na cidade, sua formação médica ( graduação e residência médica ), poder financeiro dos habitantes locais e acima de tudo do marketing que vc utilizar para impulsionar sua carreira.
Comparando as duas especialidades citadas por vc, talvez a cardiologia permita um mais facil ingresso no mercado local.
A longo prazo, principalmente se vc tiver facilidades financeiras de família ou de algum financiamento bancário, a otorrino vai permitir ganhos maiores, já que dispõe de exames complementares e cirurgias que agregam valor ao valor da consulta.
De qualquer modo, vc precisa analisar em que situação vai se sentir mais confortável no cotidiano; em relação aos tipos de pacientes e tipos de patologias com as quais vai lidar.

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Mário Novais

 

Autor: Mário Novais

Dermatologia ou Psiquiatria

Dermatologia ou Psiquiatria

Pergunta : Edna ( Universidade de Caxias do Sul )

Estou em dúvida entre psiquiatra e dermatologia. Seria possível uma orientação no sentido de ganhos remuneratórios (curto e médio prazo), mercado, grau de satisfação (afinal, persiste o ideal de curar as vezes, consolar sempre), a dificuldade em iniciar consultório e obter clientela e, por fim, a perspectiva futura dessas especialidades, tendo em vista, meu desejo de permanecer na região da Grande Florianópolis. Grata pela atenção.

Resposta :

Além da remuneração, a escolha da especialidade deve se basear também na qualidade de vida que o profissional pretende e como será seu cotidiano, em termos de pacientes e de tipos de doenças com as quais vai lidar.
A dermatologia ( principalmente pela parte estética que envolve) é uma especialidade mais tranquila, com ótima qualidade de vida e excelente remuneração. Evidente que o profissional vai levar algum tempo para adquirir uma grande clientela, o que vai depender de sua formação profissional, dos relacionamentos que tiver na cidade, da concorrência local, dos resultados que obtiver com os primeiros tratamentos e acima de tudo do marketing que utilizar para alavancar a clínica.
A psiquiatria é uma especialidade mais triste, com menor qualidade de vida e até pode ter uma boa remuneração já que a maioria desses especialistas não presta serviços para os planos de saúde e atendem apenas pacientes particulares em seu consultório. Ainda existe um pouco de preconceito em relação à especialidade por parte da população, porém como os casos de depressão são cada vez mais frequentes, a clientela tende a aumentar relativamente rápido.
As duas especialidades tem boas expectativas futuras e acredito que o que deve nortear sua escolha deva ser o tipo de qualidade de vida que pretende ter.

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Mário Novais

Autor: Mário Novais

Gastroenterologia ou Clínica Médica

Gastroenterologia ou Clínica Médica

Pergunta : Diego (Centro Universitário UniRG )

Primeiramente parabéns pelas repostas muito esclarecedoras, obrigado! Minha dúvida é sobre a clínica médica e gastroenterologia, sobre esse caminho. Já vi muitas respostas sua a respeito dizendo que tem boa qualidade de vida e boa remuneração, mas minha dúvida é a seguinte: com a grande quantidade de médico que irão passar a se formar, pretendo fazer uma residência que me diferencie muito do médico generalista, onde não são todos médicos que irão meter a mão , a gastroenterologia me fornece isso? E quanto a remuneração, mesmo em mercados saturados de gastro como Goiânia, a especialidade permite boa remuneração? Até porque em sua respostas o senhor cita a grande quantidade despropositada corriqueiras relacionado se gastro (gastro, refluxo, úlcera), mas se pensarmos bem, são coisas que praticamente todos os médicos tratam e sabem conduzir. E quanto a residência de clínica medica, o fato de tê-la no currículo, acrescenta em algo quanto a salário, valores de plantões e remunerações em geral? Agradeço muito se puder me responder, abraço!

Resposta :
O sucesso não vai depender de “fugir da concorrência “, mas sim de fazer uma boa formação médica, manter um bom círculo de relacionamentos, ser atencioso com os pacientes, em suma: fazer um bom marketing.
No sistema de saúde brasileiro os pacientes não gostam de passar por generalistas e logo que apresentam algum sintoma, procuram diretamente os especialistas.
A residência de clínica médica é pré requisito para a residência de gastro e além disso vai contribuir para uma boa base médica do ponto de vista técnico.
Um paciente que procura o gastro pode estar apresentando uma patologia de outro sistema que não o gastro e a sua formação de clínica vai ajudar a fazer o diagnostico.
Infelizmente, o generalista não é muito valorizado em nosso meio, por isso a maioria dos estudantes que optam pela clínica médica, acabam se especializando depois.
A residência de clínica médica, realmente vai facilitar empregos em plantões.

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Mário Novais

Autor: Mário Novais

Administração Hospitalar

Administração Hospitalar

 

Pergunta : Lucas ( Universidade de Uberaba)
Fazer residência/especialização em Administração Hospitalar e/ou Gestão em Saúde é uma boa alternativa para o futuro? O Hospital Albert Einstein, Sírio Libanês E Hospital Alemão Oswaldo Cruz possuem programas de ensino nessa nova área, mas ela seria uma boa escolha do ponto de vista de qualidade de vida e remuneração? Obrigado!

Resposta :

Apesar de existir uma carência no Brasil de profissionais na área de administração hospitalar, sugerimos que primeiramente vc faça uma residência de clínica médica, para tomar conhecimento da real prática da Medicina.

O bom administrador hospitalar médico vai ter mais facilidades de gestão se tiver alguma prática médica no seu dia a dia.

Depois disso, a carreira é bem remunerada e permite uma boa qualidade de vida.

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Mário Novais

Neurologia

Neurologia

Pergunta : Marina ( Fundação Técnico Educacional Souza Marques – RJ )

Boa noite, Dr.! Parabéns pelo site! Sou interna, moro no Rio (pretendo continuar aqui), e estou quase decidida em fazer residência em neurologia. Me interesso muito pelo SNC, por tudo que exige mais da lógica e do raciocínio, e amo atender paciente idosos, bem mais que de outras idades. Mas, preciso admitir que uma boa remuneração também é fundamental para mim. Infelizmente, eu nem cogito especialidades cirúrgicas, e dermatologia, apesar do mundo insistir que tenho exatamente “o perfil”, também não gosto… A questão é: dá para ganhar bem como neurologista? E quais são os caminhos dentro da especialidade com melhor remuneração? Não gosto muito de CTI, emergência. Prefiro ambientes mais tranquilos: consultório, clínica… Não me importo de precisar estudar muito, realmente gosto disso! E teria condições de fazer algum estudo extra no exterior, se fosse ajudar na carreira.
Resposta :
O estudante de Medicina pode gostar de mais de uma especialidade e poderá escolher entre as 54 especialidades reconhecidas pelo CFM.
a neurologia é especialidade de acesso direto com duração de 3 anos na residência.
O mercado é carente de bons profissionais nessa especialidade e o envelhecimento da população é um fator facilitador no aumento da clientela, os pacientes criam grande dependência com seu neurologista o que gera fidelidade da clientela, a qualidade de vida do profissional é razoável , mas é uma especialidade um pouco triste. Os ganhos financeiros podem ser bons se vc somente atender pacientes particulares. Se for trabalhar com convênios, vale a pena se especializar em alguns exames complementares como polissonografia, EEG, potencial evocado…
Para ter um ideia se vc atender no seu consultório apenas 5 pacientes particulares por dia ( o que vai levar um tempo para ter essa média de atendimentos ), cobrando R$ 300,00 a consulta, estará recebendo no final do mês cerca de R$ 30.000,00.
Se decidir pela neurologia, invista na sua formação médica, faça uma boa residência, faça um bom marketing e tudo vai dar certo.

Sucesso
Mário Novais

 

Autor: Mário Novais