Carreira Médica – Página: 2 – Widoctor

Residência Médica na França

Pergunta : Ana Laura (Universidade de Ribeirão Preto)
boa tarde, sou estudante do sexto ano no Brasil. Tenho muito interesse em futuramente ter uma experiência na França. Tenho diploma do B2 em frances, e gostaria de saber quais são as possibilidades de estudar na França. É possível uma pós graduação? Residência médica? Obrigada desde já.

Resposta :

Para se fazer uma especialização médica na França, há dois caminhos: fazer todo o curso de medicina lá ou, no caso de brasileiros formados no Brasil (ou graduados em medicina em qualquer outro país não-membro da União Europeia), passar por um processo que inicia com a revalidação do diploma.

Ele começa com o Procedimento de Autorização de Exercício (PAE), destinado a médicos diplomados fora da França. Esse processo de regularização teve início em 1995, com a lei Weil. A partir daí, os médicos estrangeiros que estavam no serviço público, passaram a ter os mesmos direitos dos colegas franceses e europeus em exercício. O PAE consiste em provas teóricas e práticas em medicina geral, além de avaliações do domínio da língua francesa.

Após a aprovação na revalidação via PAE, o médico deve fazer o Exame Nacional Classificatório e concorrer com os outros estudantes franceses e da União Europeia a vagas de residência.

Futuro da Cirurgia Cardiovascular

Pergunta : Rubem (Universidade de Pernambuco)
Bom dia, Dr.! Estou com muitas dúvidas na cx cardiovascular, na questão de mercado de trabalho, tendência a diminuição dos procedimentos realizado pela especialidade. Pois é uma especialidade de pouco contato durante a formação médica. Gostaria de saber quais as expectativas para a especialidade nos próximos anos?

Resposta :

A mudança recente da residência de cirurgia cardiovascular para acesso direto foi um avanço conseguido pela sociedade científica da especialidade, pois diminui o tempo de formação do profissional sem prejudicar a qualidade técnica, e os cirurgiões cardiovasculares já não realizavam mesmo cirurgias gerais depois da formação especifica.
O Mercado de trabalho do cirurgião cardiovascular, realmente, vem diminuindo, já que vários procedimentos vem sendo disputados por outros especialistas como os hemodinamicistas, radiologistas intervencionistas, cirurgiões vasculares.
A área de atuação deve caminhar para procedimentos menos invasivos e patologias congênitas ou cirurgias vasculares periféricas.
Por outro lado a fuga dos estudantes dessa especialidade, pela lei da oferta e da procura, deve diminuir o número desses profissionais com consequente melhoria do mercado a médio e longo prazo.
Não seria uma boa opção para o cirurgião cardiovascular trabalhar como cardiologista clínico, já que essa é uma outra especialidade e que exige outros conhecimentos técnicos.
Concluindo a tendência do mercado não parece muito favorável paras esses especialistas.
Abaixo transcrevo artigo publicado na folha de são Paulo alguns anos atrás :
“Tradicionalmente considerada especialidade nobre e responsável por salvar muitas vidas, a cirurgia cardiovascular já não é a menina dos olhos dos estudantes de medicina. Dados nacionais de 2008 mostram que, das 321 vagas de residência na especialidade oferecidas pelo governo no país, apenas 53 estavam preenchidas.
O levantamento feito pela Associação Brasileira dos Residentes de Cirurgia Cardiovascular mostra que a procura não atinge seu total nem sequer em importantes centros hospitalares. No Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto havia apenas um residente para 12 vagas oferecidas.
Responsável por cirurgias, colocação de marcapasso e outros exames, o cirurgião cardiovascular perde espaço hoje para especialidades mais “atrativas” como dermatologia, em que há 32 candidatos por vaga de residência.
“A baixa procura está relacionada a uma formação longa e deficiente, contribuindo também para este problema um mercado de trabalho repleto de oportunidades ruins”, diz Anderson Dietrich, presidente da Associação dos Residentes em Cirurgia Cardiovascular.
Entre essas “oportunidades ruins” estão os baixos salários. Um cirurgião cardiovascular pode começar ganhando até R$ 2.500, segundo Gilberto Barbosa, presidente da SBCCV (Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular).
Ele afirma que a queda da procura pela profissão é um fenômeno mundial, ligado em parte à diminuição das operações. “As cirurgias de coronária, por exemplo, diminuíram 70% em razão dos avanços que possibilitaram dilatar as coronárias e colocar stents [espécie de tubo inserido na artéria para impedir o seu entupimento].”
A baixa remuneração acontece também em razão de as operações requererem a presença de equipes grandes.
Há ainda a formação longa: são seis anos de residência, sendo dois em cirurgia geral e quatro em cirurgia cardiovascular. Muitos acabam escolhendo carreiras em que possam começar a receber antes.
Outros acabam optando pela obtenção de título da SBCCV, o que pode ocorrer após quatro anos de treinamento e o cumprimento de uma série de requisitos, como número mínimo de cirurgias realizadas.
A sociedade estima que 20% a mais de cirurgiões se formam hoje por essa via em detrimento da residência.
Falta
A preocupação que surge com os dados da associação é a possível falta de cirurgião cardiovascular no país. Para Gilberto Barbosa, o certo é incentivar a escolha pela especialidade, principalmente das estudantes de medicina, que costumam não escolhê-la. “Em 15 anos haverá falta de cirurgião cardiovascular, já que vivemos em um país com uma população cada vez mais idosa.”
Já Anderson Dietrich diz que as vagas ociosas oferecidas pelo MEC hoje poderiam ser redirecionadas, pois incentivar mais profissionais na área seria criar uma reserva de mercado, contribuindo ainda mais para os baixos salários da carreira.
Segundo o diretor de Hospitais Universitários e Residências em Saúde da SESu (Secretaria de Educação Superior), do MEC, José Rubens Rebelatto, “estão em estudo na secretaria, em conjunto com a Comissão Nacional de Residência Médica, algumas ações para a reformulação das residências médicas com o objetivo de garantir um melhor aproveitamento dos recursos e a otimização da ocupação das bolsas”
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Mário Novais

Gastroenterologia

Pergunta: Brunna (Universidade Federal do Maranhão)
Olá, Dr., Estou entrando no internato no próximo semestre e venho pensando bastante na escolha da especialização. Gostaria então de saber como é o mercado para Gastroenterologista. Quais as expectativas do mercado, remuneração, qualidade de vida…? Obrigada

Resposta :

Considerando que um médico, depois de concluído a residência, vai trabalhar naquela especialidade por mais 40 anos, é extremamente importante que a escolha seja bem feita e acima de tudo bastante racional.
Os aspectos fundamentais na escolha são :
1. Qual a qualidade de vida que essa especialidade vai me permitir ? Essa qualidade está de acordo com meus planos de vida ?
2. Que remuneração essa especialidade vai me permitir ? Essa remuneração combina com minhas ambições financeiras ?
3. Como vai ser meu dia a dia de acordo com a especialidade que escolher ? Vou me sentir confortável com esse cotidiano ?
A chave do sucesso na escolha racional da especialidade é , sem dúvida, o melhor conhecimento de cada especialidade; principalmente em relação aos 3 itens citados.
O teste vocacional do nosso site poderá te ajudar, mas também procure conversar com alguns especialistas das áreas mais prováveis para vc e veja o grau de satisfação deles com a própria escolha.

Gastroenterologia ( incluindo a endoscopia digestiva ) é uma especialidade clínica com residência de 2 anos de duração e com pré requisito de 2 anos de residência em clinica médica.
Gastro é uma boa especialidade porque além de permitir boa qualidade de vida, é bastante rentável pela grande incidência de exames complementares como endoscopias altas e baixas, CPRE, gastrostomias endoscópicas e grande frequência na população de patologias dessa especialidade, como gastrites, úlceras, esofagites, diarréias, colites…
A Gastro permite aos seus especialistas boa qualidade de vida, bom tempo livre e ótima remuneração
Na gastro, mesmo atendendo somente convênios, se o profissional fizer 5 consultas ( juntamente com seus procedimentos) por dia e atender 5 dias da semana, terá um faturamento mensal de cerca de R$ 20.000,00 apenas dos convênios , além do faturamento de pacientes particulares.

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Mário Novais

 

Medicina Legal e Perícia Médica

Pergunta : Reinaldo (Universidade CEUMA- Maranhão)

Olá, me interesso muito pela área de perícia médica e medicina legal e estou pensando em fazer residência. A vezes fico indeciso se seria mais interessante fazer residência em outra área e posteriormente fazer um curso de pós-graduação ou se arrisco e entro direto no programa de residência ofertado pela USP. Qual sua opinião sobre isso? A área de perícia seria secundária ou o médico perito tem bons rendimentos apenas exercendo essa área?

Resposta :

Existem dois caminhos para vc escolher e tudo vai depender muito de que maneira vc vai encarar o seu dia a dia no futuro.

Se fizer somente a residência em Perícia e Medicina legal o seu dia a dia será sempre o de assuntos dessa área.

O outro caminho seria vc fazer qualquer outro tipo de especialidade e depois alguns cursos de perícia secundariamente.

O médico perito poderá ter uma boa remuneração depois de algum tempo de formado e dependendo dos contatos que tiver feito em termos de network com a área judicial ( o que vai facilitar sua indicação por magistrados ).

Algumas informações sobre a especialidade poderão ser uteis para vc se imaginar no dia a dia dessa área.

A Medicina Legal é vista como especialidade que “cuida de cadáveres”. Entretanto, seu campo é muito mais amplo: ela auxilia a ciência das normas, o Direito, aplicando conhecimentos médico-biológicos, para que a sociedade consiga atingir um bem maior: a justiça. Na prática cotidiana, o especialista em Medicina Legal utiliza a ciência médica para esclarecer fatos que interessam em um processo judicial ou administrativo. Para tanto, ele lança mão de conhecimentos de toda a Medicina, extrapolando, às vezes, para outras áreas das ciências biológicas. Sua área de atuação são as perícias médicas de qualquer natureza, que se constituem em elementos de prova fundamentais quando as normas (penais, civis, administrativas etc) exigem conhecimentos médicos para serem executadas. A formação de um perito médico exige, além de conhecimentos médicos e de adequadas noções de Direito, o aprendizado e o domínio de critérios específicos, que estabelecem a ligação entre os parâmetros médicos e os jurídicos. No Brasil essa formação é deficiente e deformada. O Programa de Residência Médica em Medicina Legal tem como principal objetivo formar profissionais capazes de atuarem nos diversos segmentos que compõe a Medicina Legal, visando resolver problemas da justiça na esfera pericial, como mostra o presente artigo ( informações fornecidas pelo site da Faculdade de Medicina da USP –artigo do dr Dr.Daniel Munoz- titular de Medicina Legal da USP.)

A especialidade é realmente “pesada “, tanto do ponto de vista técnico porque exige grandes conhecimentos de várias áreas da medicina como clinica, cirurgia, ortopedia, neurologia, anatomia, fisiologia…, como também exige profundos conhecimentos da área jurídica. É uma especialidade onde se lida muito com a burocracia, processos volumosos, trabalhos periciais, processos indenizatórios que podem influir fortemente em futuros de famílias inteiras…

Na variada temática objeto da Medicina Legal, pode-se traduzir sua divisão, da seguinte forma:

Antropologia forense – Procede ao estudo da identidade e identificação, como a datiloscopia, papiloscopia, irologia, exame de DNA, etc., estabelecendo critérios para a determinação indubitável e individualizada da identidade de um esqueleto ;

Traumatologia forense – Estudo das lesões e suas causas;

Asfixiologia forense – analisa as formas acidentais ou criminosas, homicídios e autocídios, das asfixias, sob o prisma médico e jurídico (esganadura, estrangulamento, afogamento, soterramento, etc.);

Sexologia forense – Trata da Erotologia, Himenologia e Obstetrícia forense, analisando a sexualidade em seu tríplice aspecto quanto aos efeitos sociais: normalidade, patológico e criminológico;

Tanatologia – Estudo da morte e do morto;

Toxicologia – Estudo das substâncias cáusticas, venenosas e tóxicas, efeitos das mesmas nos organismos. Constitui especialidade própria da Medicina, dada sua evolução.

Psicologia e Psiquiatria forenses – Estudo da vontade, das doenças mentais. Graças a elas determina-se a vontade, as capacidades civil e penal;

Polícia científica – atua na investigação criminal.

Além disso existem ainda as necrópsias, que nem todos os médicos têm facilidade para lidar com elas ( nem todos especialistas em medicina legal são obrigados a fazê-las ). É uma especialidade triste e complexa e o status desses profissionais deixa a desejar. Existe mesmo um preconceito da população em relação aos legistas ( a maioria das mães não gostaria de ver seus filhos casados com uma médica legista; prefeririam que eles casassem com um clínico, um pediatra ou um cirurgião ).

Por outro lado, o mercado de trabalho é bastante bom, desde que vc tenha um bom relacionamento no meio jurídico para que possa ser indicada com frequência para atuar como perita do juiz ou mesmo perita assistente das partes envolvidas em um processo.

Uma pericia simples como de uma lesão corporal média em um acidente automobilístico ( que o perito não vai gastar mais de 2 horas para confeccionar o laudo ) pode render ao perito cerca de R

$ 5.000,00, mas uma perícia grande, tipo a de um homicídio, pode render honorários acima de R$ 50.000,00.

A residência médica em Medicina Legal e Perícia tem a duração de 3 anos e são oferecidas em poucos serviços e com um número reduzido de vagas.

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Mário Novais

Plantões Durante a Residência

Pergunta : Rodrigo ( Universidade Estácio de Sá – RJ)
Bom dia, dr. Minha duvida é sobre a possibilidade de dar plantões ao longo do R1. Estou me formando, pretendo casar e vou fazer residência de cirurgia geral para posterior sub especialização em urologia. Já pesquisei em algumas residências e vejo que a carga horaria semanal gira em torno de 60h semanais, ou seja 12h por dia de segunda a sexta. Você acha que é possível das plantões extra ao longo do R1 para complementar renda e poder bancar uma vida de recém casados?

Resposta :

Consideramos a residência médica de total importância na formação do profissional médico e por isso ela deve ser feita com bastante dedicação.

Existem residências mais puxadas ou menos puxadas, dependendo do serviço e das exigências das chefias, já que a carga horaria oficial é de 60 h semanais.

Algumas residências permitem um dia de folga durante a semana, mas não é a maioria, embora essa seja uma tendência futura, já que o ideal seria que o residente já pudesse ir se inserindo no mercado de trabalho o mais rápido possível.

O ideal seria que o médico somente se casasse quando terminasse a residência, porém como muitos ao terminar a faculdade já estão com namoradas fixas por muitos anos, isso fica difícil.

De qq modo durante o R1, passados os 2 primeiros meses de adaptação na residência, tranquilamente o residente pode assumir 24 horas de plantão extra residência, que pode por exemplo serem dois plantões noturnos de 12 h ou um plantão noturno (12 h) durante a semana e um plantão de 12 final de semana (diurno ou noturno).

Com isso teria uma remuneração de cerca de R$ 3.000,00 na residência e mais R$ 8.000,00 dos plantões extras (esse é o valor do Rj e varia conforme a cidade e estado).

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Mário Novais

Médica Generalista

Pergunta : Geovanna (Unic – Universidade de Cuiabá)
Olá! Estou no 6°ano da faculdade e ja pensei em fazer várias especialidades.. porém quanto mais penso, mais em duvida eu fico! Sou muito generalista, entre as minhas opções estão urgência e emergência, clinica médica e pediatria. Sobre a urgência, fica em terceiro lugar, principalmente pelo estilo e qualidade de vida. Porém a clínica médica e a pediatria me encantam por serem especialidades gerais, que abordam o paciente como um todo. Ao mesmo tempo penso que não gostaria de lidar somente com crianças por toda a vida, mas também não me vejo sendo especialista em nenhuma área da clínica médica. O que vc me indica, tendo em vista, mercado de trabalho, qualidade de vida e principalmente, gostar do que faz?

Resposta :

A medicina generalista é a medicina que mais resultados positivos consegue em termos de melhoria das condições de saúde de uma população, já que sabemos que em 80 a 85 % dos casos que procuram assistência médica poderiam ser resolvidos por um médico generalista.

Porém a maioria dos profissionais médicos acaba se encantando com alguma especialidade e não quer seguir pela área da medicina generalista, o que abre um bom mercado para esse profissional.

Com certeza existe espaço no mercado de saúde para profissionais que desejem ser bons generalistas.

A sugestão é que vc faça residência em clínica médica e se durante essa residência não se encantar com nenhuma sub especialidade clínica, então seja uma excelente medica generalista.

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Mário Novais

Geriatria

Pergunta : Marco Antonio (Universidade de Santo Amaro)
Dr, estou trabalhando ha algum tempo em PSFe PS antes de começar a residência. Já decidi que quero alguma clínica e que meu perfil é de consultório. Minha duvida é em relação a inserção no mercado. Tenho interesse em Geriatria, porem na cidade onde vivo, a maioria das “portas” de hospitais já estão fechadas, bem como dos convênios. É possível um geriatra ou cardiologista sobreviver no mercado, sem ter a retaguarda de um hospital? É possível ser um lobo solitário nessas especialidades?

Resposta :

A residência médica é fundamental na formação do profissional e por isso tenha cuidado para não se acostumar com plantões e remunerações nessa sua fase de vida profissional e acabar não priorizando a residência.

Se você gosta e estaria decidido pela geriatria, não deve fugir da competição; pois com maior ou menor dificuldade vc estará conseguindo se inserir no mercado. Além disso a geriatria tem uma tendência grande de aumento da clientela com o aumento da expectativa de vida da população.

Fazer uma boa formação profissional, engrossar o currículo e fazer um bom marketing vai te mostrar o caminho do sucesso.

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Mário Novais

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Coordenação Médica

Pergunta : Rodrigo (Unifacs – Universidade Salvador)
Olá gostaria de saber como é a rotina de um coordenador de residência em clínica médica e qual a remuneração de um coordenador ?

Resposta:

Esse tipo de remuneração vai depender muito da Instituição onde a residência esteja funcionando, além de características do serviço, número de residentes, especialidade, cidade onde está , se é um hospital universitário ou se é um hospital assistencial com residência médica, se vai estar envolvido com pesquisa…

Se for um hospital universitário ou da rede publica, de um modo geral, deverá passar por um concurso ( salário médio de R$ 6.000,00 por 40 h semanais, das quais 20 % podem ser destinadas  a pesquisas e 20 % destinadas a preparo de aulas ).

Se for uma universidade particular, tudo vai depender da negociação e do seu currículo, tipo ter mestrado ou doutorado.

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Mário Novais

Endocrino, Cardio, Nefro ou Pneumologia

Pergunta : Caroline ( Hospital São Lucas – RS )
Olá! Tenho 23 anos e estou no primeiro ano de residência em Clínica Médica. Sempre tive interesse nas áreas de endocrinologia, nefrologia e cardiologia. Porém, durante a residência passei a me interessar também pela área de pneumologia. Gostaria de saber qual a sua opinião sobre o mercado de trabalho nessa área, principalmente em comparação às demais especialidades clínicas citadas. Obrigada!

Resposta :

Uma vez que vc já se decidiu por uma área clínica, o ideal em termos de escolha da subespecialidade é que vc deixe para pensar nisso quando estiver terminando a sua residência de clínica médica. Até lá vc vai ter mais oportunidades de lidar com os diferentes tipos de pacientes e tipos de patologias e poderá fazer uma escolha mais racional.

Mais algumas informações sobre essas especialidades poderão ser úteis :

A endocrinologia é uma excelente especialidade, principalmente pelo aumento absurdo dos níveis de obesidade em todo o mundo e pela importância que se tem dado ao culto ao corpo. Além disso, são muito frequentes  as doenças da tireóide e os distúrbios hormonais ( menopausa e andropausa )em uma população que está nitidamente envelhecendo.
A endócrino também é uma boa especialidade porque além de permitir uma boa qualidade de vida e possibilitar uma boa remuneração, apesar de não permitir procedimentos e cirurgias que agreguem valor à consulta, é uma especialidade de boca-a-boca rápido na clientela e uma das poucas que permite ao profissional ser independente de convênios já que a clientela cresce rapidamente, principalmente em função da preocupação atual e futura com a obesidade e do aumento da expectativa de vida da população com consequente maior aparecimento de distúrbios da tireóide, do diabetes e alterações hormonais (menopausa e andropausa )
Cobrando, inicialmente, R$ 300,00 a consulta e realizando apenas 5 consultas por dia , o endocrinologista  pode ter no final do mês honorários acima de R$ 30.000,00.

Cardiologia :
Embora existam procedimentos diagnósticos que possam melhorar o rendimento do cardiologista, os planos de saúde não permitem que esse profissional realize esses exames no próprio consultório (apenas permitem o ECG, pagando cerca de R$15,00), assim é interessante para o cardiologista aprender a realizar esses exames ( tipo ecografia ), mas terá que fazê-los em alguma outra clínica especializada nesses tipos de procedimentos diagnósticos.
Uma área interessante de trabalho para o Cardiologista é a terapia intensiva (é necessário se especializar nisso após a residência de cárdio), onde um plantonista ganha de 8.000,00 a 10.000,00 por mês trabalhando um plantão de 24 h semanal-estes valores variam conforme o Estado.
Posteriormente, o plantonista de UTI pode passar a exercer a chefia do serviço, com um salário entre 12.000,00 e 20.000,00.
Embora a clientela particular de consultório demore a aumentar, se o cardiologista atender apenas 4 pacientes particulares por dia, cobrando 300,00 a consulta e trabalhando no consultório apenas 4 dias da semana, somente de pacientes particulares ele vai gerar um faturamento mensal de R$ 19.200,00, fora os ecg que fizer.

Nefrologia :
A nefrologia tem seu campo de atuação diminuído pelo fato da população não saber exatamente o papel do nefrologista ( na maioria das vezes, o paciente prefere procurar um urologista do que um nefrologista, quando tem um cálculo renal, por exemplo).
Assim, o nefrologista tem seu mercado de trabalho mais restrito aos serviços de diálise e talvez no futuro ao acompanhamento clinico de transplantes (área ainda pouco desenvolvida no Brasil).

A Pneumologia pode ser considerada uma boa especialidade, embora ainda haja um pouco de falta de conhecimento da população que imagina que pneumologistas atendam apenas casos de tuberculose.

Alguns fatores permitem um aumento da clientela do pneumologista, como: a grande utilização de tabaco, pneumonias secundárias em pacientes soropositivos, a maior importância à prevenção e ao diagnóstico precoce do CA pulmonar, o envelhecimento da população com consequente maior número de pacientes com enfisema e DPOC e ainda a poluição de grandes centros gerando mais casos de bronquites.

A qualidade de vida desse especialista é boa na maioria das vezes, embora existam algumas situações de emergência para esse profissional.

Na Pneumo existem ainda vários procedimentos que agregam valor ao preço das consultas, como provas de função respiratória, biópsias pulmonares e principalmente as endoscopias.

O profissional dessa área pode ainda se envolver no condicionamento cardiopulmonar de atletas ou no diagnóstico e tratamento de pacientes portadores de alergias respiratória.

Conclusão : Gostar de mais de um especialidade é absolutamente normal, porém precisa escolher apenas uma e quanto maior for o seu conhecimento sobre como será seu dia  a dia na especialidade, maior será a sua chance de estar feliz com a escolha.

Considerando qualidade de vida, mercado de trabalho e remuneração, das especialidades apontadas por vc, a mais interessante seria a endocrinologia, mas vc precisa analisar em que situação futura vc se sentiria mais confortável com os tipos de patologias com as quais vai lidar.

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Mário Novais

 

Anestesiologia

Lisleane (Universidade Federal dop Recôncavo da Bahia)
Olá Dr, gostaria de saber sobre a carreira de anestesiologista quanto a rotina, mercado, qualidade de vida e aspectos financeiros em comparação com Cirurgia. Obrigada!

Resposta :

A anestesiologia é uma boa especialidade em termos de remuneração e mesmo inserção no mercado de trabalho, porém, com certeza, perde em qualidade de vida.
É muito importante, na escolha da especialidade, se analisar 3 aspectos : a qualidade de vida que se vai ter, a remuneração e acima de tudo se o profissional vai se sentir confortável com o dia a dia da especialidade.
Muitos estudantes ao se formar analisam apenas a possibilidade de remuneração na especialidade escolhida, e depois se arrependem porque não se adaptam ao cotidiano da especialidade e à qualidade de vida que vai ter.
Isso tem levado muitos recém formandos a optar pela anestesiologia, o que a longo prazo pode interferir no mercado de trabalho para essa especialidade.
Em relação à inserção no mercado de trabalho, não deveria se preocupar porque durante a própria residência seu staff vai te ajudando nisso.
Como todo inicio em qualquer especialidade, pode ser um pouco difícil a colocação dentro de uma equipe de anestesia e vc estará no final da lista do grupo, ralando mais do que os demais membros do grupo e tendo que participar das cirurgias mais chatas e de menor remuneração . Porém com o tempo vc irá se fortalecendo dentro do grupo e subindo na hierarquia, até conseguir priorizar as cirurgias eletivas.
Evidente que fazer um bom network ajudará bastante, principalmente com seus colegas de turma que optarem pelas especialidades cirúrgicas.

Os grupos de anestesistas, uma tendência,  representam uma maneira de se ter uma melhor qualidade de vida na especialidade e ao mesmo tempo se poder atender a um número maior de cirurgiões. Ë bastante útil e durante a residência mesmo vc já vai ter oportunidade de entrar em algum grupo desses.

Existem várias maneiras de se repartir o dinheiro em grupos de anestesia. Alguns funcionam como caixa única e no final do mês se divide o arrecadado de acordo com a produtividade de cada um. Porém a maioria dos grupos funciona com cada anestesista recebendo o valor integral da própria cirurgia que houver feito.

Como em qualquer especialidade, a remuneração vai depender de uma série de fatores, como tempo de formado, cidade onde se está, rede de contatos do profissional, marketing que utilizar para alavancar a carreira…

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Mário Novais