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Micro-objetivos: como começar (e terminar) qualquer tarefa

Micro-objetivos: como começar (e terminar) qualquer tarefa

Os métodos mais simples para estimular a produtividade levam em conta o princípio de criar pequenas metas, os micro-objetivos. Entenda duas técnicas, com base nos micro-objetivos, que vão te ajudar a começar suas tarefas, e não parar até cumpri-las.

A forma mais simples de estimular a produtividade se baseia na ideia de começar, de qualquer forma, estipulando uma pequena meta. A eficácia dos “micro-objetivos” foi comprovada cientificamente: é possível enganar o cérebro para aumentar os níveis de dopamina – neurotransmissor que ativa os circuitos de recompensa – ao alcançá-los.

Para cada tarefa que precisa ser cumprida, o princípio dos micro-objetivos é fracioná-la nos menores pedaços possíveis e completar um de cada vez. Por exemplo, se a meta final é escrever um texto, um bom começo é abrir o documento no computador. O segundo objetivo pode ser redigir uma frase, o terceiro, a segunda, e assim por diante.

Com o aumento da dopamina, qualquer passo vai parecer uma maior realização do que é. Assim, a motivação cresce e consequentemente, a eficiência também. Esta premissa é utilizada em várias técnicas de produtividade – selecionamos duas das melhores.

 

Regra de 5 minutos

Esta método pertence à categoria de psicoterapia chamada Cognitivo Comportamental e consiste em se dedicar a uma atividade por apenas cinco minutos. Parece pouco, mas cinco minutos de atividade são bem mais do que fazer nada – ainda mais a médio ou longo prazo.

Grande parte da procrastinação vem da ansiedade de começar uma tarefa sem saber quanto tempo ela levará, ou exatamente que passos deverão ser realizados. Então, a regra que prevê o micro-objetivo de trabalhar por cinco minutos funciona porque é dá a impressão de ser completamente possível.

Seguindo esta técnica, há grandes chances da energia começar a fluir e, com ela, surgir também vontade de cumprir a meta. Por conta disso, na segunda, ou terceira vez, há chances de o período de trabalho se estender por muito mais do que os minutos previstos.

 

Regra de 2 Minutos (com base na Lei de Newton)

Se cinco minutos ainda parece muito, a Regra de 2 Minutos criada pelo escritor e empreendedor James Clear  pode ser o ideal. Ele também incrementou a abordagem de “apenas começar”, porém com base em uma teoria do físico Isaac Newton.

Esta regra prevê que para acabar com a procrastinação, a pessoa deve encontrar uma maneira – qualquer – de iniciar sua tarefa em menos de dois minutos.

O segundo princípio deste método é baseado no que diz a Primeira Lei de Newton. Também conhecida como Lei da Inércia, presume que um objeto permanece em repouso ou continua a se mover a uma velocidade constante, a menos que seja influenciado por uma força externa.

De acordo com a Lei da Inércia, James Clear diz que assim que conseguir iniciar a tarefa de dois minutos – ou seja, começar a ser produtivo -, vai ser muito mais fácil continuar. Sem perceber, todos os micro-objetivos serão cumpridos e as maiores metas, também.

Disponível em:

Micro-objetivos: como começar (e terminar) qualquer tarefa

Novo composto para tratar bactérias resistentes

Novo composto para tratar bactérias resistentes

A resistência antimicrobiana já é responsável por 25.000 mortes na União Europeia todos os anos. Esta pesquisa pode abrir caminho para um novo tratamento de superbactérias que ameaçam a vida.

Um novo composto que mata superbactérias resistentes a antibióticos foi descoberto por cientistas da Universidade de Sheffield e do Science and Technology Facilities Council (STFC).

A equipe, liderada pelo professor Jim Thomas, do Departamento de Química da Universidade de Sheffield, está testando novos compostos desenvolvidos por sua aluna de doutorado Kirsty Smitten sobre as bactérias gram-negativas resistentes a antibióticos, incluindo a E. coli patogênica.

Cepas de bactérias gram-negativas podem causar infecções, incluindo pneumoniainfecções do trato urinário e infecções da corrente sanguínea. Elas são difíceis de tratar, pois a parede celular das bactérias evita que as drogas entrem no microrganismo.

A menos que a ameaça da resistência antimicrobiana emergente rapidamente seja controlada, estima-se que em 2050 mais de 10 milhões de pessoas poderiam morrer todos os anos devido a infecções resistentes aos antibióticos.

Os médicos não tiveram disponível um novo tratamento para as bactérias gram-negativas nos últimos 50 anos, e nenhuma droga potencial entrou em ensaios clínicos desde 2010.

O novo composto de drogas tem uma série de oportunidades interessantes. Como o professor Jim Thomas explica: “Como o composto é luminescente, ele brilha quando exposto à luz. Isso significa que a absorção e o efeito sobre as bactérias podem ser seguidos pelas técnicas avançadas de microscópio disponíveis na Central Laser Facility (CLF) do STFC.

“Este avanço pode levar a novos tratamentos vitais contra superbactérias que ameaçam a vida e pode ser uma nova solução para o crescente risco representado pela resistência antimicrobiana”.

Os estudos em Sheffield e na CLF mostraram que o novo composto possui vários modos de ação, tornando mais difícil a resistência emergir nas bactérias. O próximo passo da pesquisa será testá-lo contra outras bactérias multirresistentes.

Em um relatório recente sobre patógenos resistentes aos antimicrobianos, a Organização Mundial da Saúde colocou várias bactérias gram-negativas no topo da sua lista, afirmando que novos tratamentos para essas bactérias eram “Priority 1 Critical” porque elas causam infecções com altas taxas de mortalidade, tornam-se rapidamente resistentes a todos os tratamentos disponíveis e são frequentemente identificadas em infecções hospitalares.

A pesquisa, publicada na revista ACS Nano, descreve o novo composto que mata E. coli gram-negativa, incluindo um agente patogênico resistente a múltiplos fármacos dito ser responsável por milhões de infecções resistentes a antibióticos em todo o mundo por ano.

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1339378/novo+composto+que+mata+superbacterias+resistentes+a+antibioticos+foi+descoberto+por+pesquisadores+da+universidade+de+sheffield.htm

Tratamento para Miastenia Gravis

Tratamento para Miastenia Gravis

A miastenia gravis ocorre em todas as idades, algumas vezes associada a um tumor tímico ou tireotoxicose, bem como na artrite reumatoide e no lúpus eritematoso. É mais comum em mulheres jovens com HLA-DR3; se o timoma está associado, os homens mais velhos são mais comumente afetados. O início geralmente é insidioso, mas o distúrbio às vezes é desmascarado por uma infecção coincidente que leva à exacerbação dos sintomas. As exacerbações também podem ocorrer antes do período menstrual e durante ou logo após a gravidez. Os sintomas são devidos a um grau variável de bloqueio da transmissão neuromuscular causada pela ligação de autoanticorpos aos receptores de acetilcolina; estes são encontrados na maioria dos pacientes com a doença e têm um papel principal na redução do número de receptores funcionais de acetilcolina. Além disso, a atividade imunológica celular contra o receptor é encontrada.

Tratamento:

Os medicamentos anticolinesterásicos fornecem benefícios sintomáticos sem influenciar o curso da doença. Neostigmina, piridostigmina ou ambas podem ser usadas, sendo a dose determinada individualmente. A dose habitual de neostigmina é de 7,5 a 30 mg (média de 15 mg) por via oral, tomada quatro vezes ao dia; de piridostigmina, 30-180 mg (média, 60 mg) por via oral quatro vezes ao dia. A supermedicação pode aumentar temporariamente a fraqueza. Uma ampla gama de medicamentos (por exemplo, aminoglicosídeos) pode exacerbar a miastenia gravis e deve ser evitada.

A timectomia deve ser realizada quando um timoma está presente. Um estudo randomizado multicêntrico demonstrou o benefício da timectomia, mesmo na ausência de um timoma radiologicamente identificável, com melhora da força, menor necessidade de imunossupressão e menor número de hospitalizações no grupo tratado cirurgicamente. Assim, a timectomia deve ser considerada em todos os pacientes com menos de 65 anos, a menos que a fraqueza seja restrita aos músculos extra-oculares. Se a doença é de início recente e apenas lentamente progressiva, a operação é às vezes adiada por um ano ou mais, na esperança de que a remissão espontânea ocorra.

O tratamento com corticosteróides é indicado para pacientes que responderam mal aos medicamentos anticolinesterásicos. Alguns pacientes experimentam exacerbação transitória de fraqueza e até desenvolvem insuficiência respiratória nas primeiras 1-2 semanas se os corticosteroides forem iniciados em altas doses (por exemplo, prednisona 1 mg / kg / dia). Portanto, em pacientes estáveis, os corticosteróides são introduzidos gradualmente no cenário ambulatorial. A prednisona pode ser iniciada com 20 mg por via oral diariamente e aumentada em incrementos de 10 mg por semana para um alvo de 1 mg / kg / dia (dose máxima diária de 100 mg). Para pacientes hospitalizados com miastenia gravis e tratados com imunoglobulina intravenosa ou plasmaférese, a dose mais alta pode ser dada inicialmente porque o início mais rápido da ação das duas primeiras terapias atenua a queda inicial na força devido aos corticosteróides. Os corticosteróides podem ser prescritos como tratamento em dias alternados ou diários, com a terapia em dias alternados reduzindo potencialmente os efeitos colaterais. Uma vez que o paciente tenha estabilizado na dose inicial alta, os corticosteroides podem gradativamente ser reduzidos a um nível de manutenção relativamente baixo (por exemplo, 10 mg de prednisona por via oral diariamente) à medida que a melhora ocorre; total retirada é difícil, no entanto.

O tratamento com azatioprina pode ser eficaz em permitir uma dose menor de corticosteróides. A dose habitual é de 2 a 3 mg / kg por via oral diariamente após uma dose inicial mais baixa. Outros agentes imunossupressores que são usados ​​na miastenia gravis para reduzir a dose de corticosteroides incluem micofenolato mofetil, rituximabe, ciclosporina, metotrexato e tacrolimus. Em pacientes com incapacidade maior, a plasmaferese ou a terapia com IVIG podem ser benéficas e ter eficácia semelhante. Também é útil para estabilizar os pacientes antes da timectomia e para gerenciar crises agudas.

 

Fonte:

Papadakis, M; Mcphee, S; Current Medical Diagnosis & Treatment 58 ed. New York: Lange, 2019

Correlação entre tempo de sono e diabetes

Correlação entre tempo de sono e diabetes

Um estudo publicado no periódico Diabetes Care em abril de 2019, por pesquisadores da Universidade de Chicago, analisou os impactos de distúrbios do sono e desajustes no ciclo circadiano nos índices glicêmicos de paciente portadores de Diabetes Tipo 2 (DM2).

O estudo foi realizado com base numa coorte de 962 pacientes com sobrepeso/obesos com pré-diabetes ou recentemente diagnosticados, ainda não tratados para DM2. Foi realizado um teste de tolerância oral a glicose e questionários para avaliar o padrão de sono dos participantes. Foi verificada má qualidade de sono em 54% dos entrevistados, e dentre esse grupo o risco de apneia do sono era mais elevado que o restante. A Hemoglobina Glicada (HbA1c) estava significativamente acima dos padrões para aqueles pacientes que dormiam menos que 5h por noite ou mais que 8h.

O estudo conclui que tanto o sono breve quanto o prolongado foram associados a medidas de glicemia adversas, e o sono de curta duração e trabalho por turnos foram associados a maiores índices de massa corporal (IMC). Por fim, os pesquisadores dizem que são necessárias mais análises profundas, com avaliações de sono mais objetivas e precisas para correlacionar melhor disfunções do sono e o índice glicêmico em diabéticos.

Fonte: http://care.diabetesjournals.org/content/early/2019/05/03/dc19-0298

10 dicas para estudar melhor, segundo a ciência

10 dicas para estudar melhor, segundo a ciência

O segredo para aprender e ir bem nas provas (de qualquer tipo) não é estudar mais, é estudar melhor e a eficiência é chave para não desacelerar o aprendizado. Confira 10 dicas cientificamente comprovadas para melhorar seus estudos.

Estudar é mais uma das atividades em que focar na eficiência é mais benéfico do que na quantidade. Inclusive, segundo a ciência, estudar muito – prática chamada pelos especialistas de “overlearning” – prejudica o aprendizado. Isso porque a capacidade das pessoas de relembrar um conteúdo tem um limite definitivamente menor do que sua capacidade de estudo.

Para aumentar a produtividade na hora de aprender – e diminuir tempo e estresse – o site americano que cataloga universidades Best Colleges compilou diversas dicas para estudar melhor (e menos!), comprovadas pela ciência.

 

10 dicas para estudar eficientemente, segundo especialistas

#1 Impeça a “curva do esquecimento”

Os cientistas começaram a explorar o fenômeno psicológico “curva do esquecimento” em 1885. Ainda hoje, continua sendo um fator importante a ser considerado quando se estuda. Essencialmente, ele diz que a primeira vez que você ouve uma aula ou estuda algo novo, tem a melhor chance de retenção, de até 80%, do que aprendeu apenas revendo o conteúdo novamente dentro de 24 horas.

E – bônus – isso tem um efeito cumulativo. Depois de uma semana, você terá capacidade de reter 100% das mesmas informações após apenas cinco minutos de análise. Geralmente, os psicólogos concordam que este tipo de intervalo estudando – e não estudando – é o melhor. Para otimizar seu tempo de estudo, aproxime-o mais do dia em que você teve contato com o material do que do dia da prova.

#2 Utilize material impresso

Tablets e outros meios eletrônicos são ótimos para conveniência e portabilidade. No entanto, pesquisas sugerem que, quando se trata de estudar na faculdade, os materiais impressos tradicionais ainda têm vantagem.

Mesmo que alguns pesquisadores argumentem que adotar novos hábitos ao usar uma interface digital melhora a experiência acadêmica, mais de 90% de alunos entrevistados em um estudocompreensivo disseram preferir uma cópia impressa a um dispositivo digital quando se trata de estudo e trabalho escolar.

Além disso, um professor de psicologia da Universidade de Leicester, na Inglaterra, descobriu que os alunos precisam de mais repetição para aprender quando leem na tela do computador em comparação a quando consultam apenas material impresso.

#3 Faça conexões

Muitos especialistas consideram que a diferença entre quem aprende rápido e devagar é a maneira como estudam: em vez de memorizar, os alunos mais rápidos fazem conexões entre as ideias.

Conhecido como aprendizagem contextual, o processo é crucial e exige que cada aluno personalize seus próprios métodos de aprendizagem, fazendo conexões que relacionem as informações para começar a se encaixar e fazer sentido.

#4 Estude quando estiver cansado – e descanse em seguida

A quarta das dicas para estudar melhor pode parecer contraintuitiva a princípio, de acordo com a ciência, faz sentido.

Estudar quando você está mais cansado imediatamente antes de dormir pode realmente ajudar seu cérebro a reter concentrações mais altas de habilidades novas, como falar uma língua estrangeira ou tocar um instrumento. Existe até um termo para isso: “sleep-learning” (em português, “aprendizado do sono”).

Isso porque o processo de consolidação da memória está em seu melhor momento durante o sono “de ondas lentas”. O que significa que a revisão do material antes de dormir pode realmente ajudar o cérebro a reter as informações.

#5 Não releia, relembre

Esse método de estudar foi tema em 2009, quando um professor de psicologia da Universidade de Washington em St. Louis publicou um artigo na Psychological Science aconselhando os alunos contra o hábito de leitura e releitura.

Segundo ele, ler e reler os materiais podem levar os estudantes a pensarem que conhecem bem o conteúdo, mesmo quando não é verdade.

Em vez disso, ele sugere que os alunos utilizem “recordação ativa”, fechando o livro e recitando tudo o que podem lembrar para praticar a memorização a longo prazo.

#6 Use o sistema Leitner

O sistema Leitner (na imagem destacada desta publicação) é o mais conhecido para utilizar “cartões de memorização”. Ele serve para que os estudantes aprendam o conteúdo com o qual estão menos familiarizados pela repetição.

Na prática, o aluno coloca todos os cartões com perguntas na caixa 1. Em seguida, pega cada cartão e tenta responder a pergunta. Se acertar a resposta, coloca-o na caixa 2. Se errar, deixa-o na caixa 1. O estudo passa para as caixas seguintes e a premissa permanece. A única diferença é que nas próximas se o estudante errar, deve voltar o cartão para a caixa anterior. Assim, os cartões na primeira caixa são estudados com mais frequência.

#7 Pense sobre o pensar

Especialistas defendem o uso do método testado e comprovado de aprendizagem chamado metacognição, ou “pensar sobre o pensar” – e essa é a sétima do compilado de dicas para estudar vindas da ciência.

Aplicado ao estudo, os alunos precisam avaliar constantemente seu nível de habilidade e progresso. Além disso, monitorar cuidadosamente seu bem-estar emocional quando realizam atividades potencialmente estressantes. A premissa é de que a metacognição ajude em uma retenção mais consciente e efetiva do conteúdo.

#8 Varie o conteúdo

Cientistas comprovaram que é melhor variar o tema ao estudar, em vez de se concentrar apenas em uma área. No entanto, é aceitável e até mesmo preferível unir campos de assuntos relacionadas ou semelhantes.

Por exemplo, em vez de apenas memorizar vocabulário em outro idioma, misture também a leitura. Se estiver estudando matemática, inclua vários conceitos juntos, em vez de apenas um.

#9 Mude de cenário

Embora isso possa ser óbvio para alguns alunos, outros podem esquecer que uma mudança tão simples quanto de cenário pode ter um grande impacto nas habilidades de aprendizado.

Um psicólogo da UCLA, por exemplo, apontou que trocar de local de estudo aumenta pode aumentar os níveis de retenção de informações e concentração.

Mudar de cômodo já é o bastante, mas os especialistas também recomendam ir “um passo além” estudando ao ar livre

#10 Assuma o papel de “professor” 

Pesquisas mostram que os alunos têm melhor chances de recordação ao aprenderem novas informações quando têm a expectativa de ensiná-las a outra pessoa. Além disso, estudos também sugerem que os alunos se engajam mais e instintivamente buscam métodos de recordação e organização para o papel de “professor”.

Por isso, a última das dicas para estudar mais eficientemente é: de tiver oportunidade, experimente ensinar o que aprendeu a um colega ou até a um “colega imaginário”. O importante é ter a expectativa de “ser professor” desde o momento de estudo, porque é ela que proporciona os benefícios.

Texto retirado de:

10 dicas para estudar melhor, segundo a ciência

Journal of Diabetes: diabetes tipo 2 aumenta risco de câncer em homens e mulheres

Journal of Diabetes: diabetes tipo 2 aumenta risco de câncer em homens e mulheres

O objetivo deste estudo foi investigar o risco de 23 tipos comuns de câncer entre pacientes com diabetes tipo 2 (DM2) em comparação com a população geral chinesa. Os resultados foram publicados no periódico Journal of Diabetes.

Com base no banco de dados do Shanghai Hospital Link, 410.191 pacientes com DM2 (idade 20-99 anos) foram identificados de julho de 2013 a dezembro de 2016, e foram acompanhados em relação à incidência de câncer até dezembro de 2017.

Ao todo, 8.485 casos de câncer recém-diagnosticados foram identificados. As taxas de incidência padronizadas (SIRs) do câncer total foram de 1,34 e 1,62 entre homens e mulheres, respectivamente.

Entre os homens com DM2, o risco de câncer de próstata (maior SIR de 1,86), sangue (leucemialinfoma), pele, tireoide, rim, fígado, pâncreas, pulmão, colorretal e estômago aumentou significativamente. Houve uma diminuição significativa no risco de câncer de esôfago.

Em mulheres com diabetes tipo 2, houve riscos significativamente maiores de câncer de nasofaringe (maior SIR de 2,33), fígado, esôfago, tireoide, pulmão, pâncreas, sangue (linfoma, leucemia), útero, colorretalmamacolo do útero e estômago. Em contraste, houve uma redução significativa do risco de câncer de vesícula biliar em mulheres com DM2.

Este estudo mostra riscos significativamente aumentados de cânceres gerais e alguns tipos específicos entre pacientes com DM2. Os pesquisadores sugerem que sejam estabelecidas estratégias para rastreamento específico de câncer e cuidados de prevenção em pacientes com DM2.

 

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1338198/journal+of+diabetes+diabetes+tipo+2+aumenta+risco+de+cancer+em+homens+e+mulheres+um+estudo+em+xangai+china.htm

Fonte: https://onlinelibrary.wiley.com/journal/17530407#pane-01cbe741-499a-4611-874e-1061f1f4679e01

Tempo de tela associado a problemas em pré-escolares

Tempo de tela associado a problemas em pré-escolares

Um estudo da Canadian Healthy Infant Longitudinal Development (CHILD), publicado em 17 de abril de 2019, mostrou que a exposição à telas de 2 horas ou mais por dia acarreta em alterações comportamentais e relevantes alterações clínicas no desenvolvimento dessas crianças.

“Descobrimos que o tempo de tela teve um impacto significativo no comportamento aos cinco anos de idade”, comenta Dr. Piush Mandhane (Universidade de Alberta), que liderou o estudo. “As atuais diretrizes canadenses não exigem mais de duas horas de tempo na tela por dia nessa idade. Nossa pesquisa sugere que menos tempo na tela é ainda melhor”.

O estudo de Coorte analisou mais de 2400 famílias, avaliando o tempo médio de exposição das crianças a telas. Comparando pacientes que tiveram um tempo de tela inferior a 30min/dia, aqueles que tiveram um tempo de exposição maior que 2h manifestaram 5 vezes mais chances de desenvolver alterações comportamentais como desatenção, além de terem 7 vezes mais critérios para TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).

“As duas grandes conclusões deste estudo são que crianças expostas a mais tempo de tela, com três ou cinco anos de idade, apresentaram problemas comportamentais e de atenção significativamente maiores aos cinco anos e que a associação entre tempo de tela e problemas comportamentais foi maior do que qualquer outra. Outro fator de risco que avaliamos, incluindo sono, estresse parental e fatores socioeconômicos”, comenta o primeiro autor do estudo, Dr. Sukhpreet Tamana, estagiário da AllerGen na Universidade de Alberta.

 

Fonte: https://childstudy.ca/2019/04/17/screen-time-associated-with-behavioural-problems-in-preschoolers/

Artigo: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0213995

Olimpíada Brasileira de Medicina Interna

Olimpíada Brasileira de Medicina Interna

Estão abertas as inscrições para a II Olimpíada Brasileira de Medicina Interna do Conselho Federal de Medicina (CFM). A proposta é incentivar a pesquisa científica e a competição pelo conhecimento entre estudantes do sexto ano de graduação de medicina e residentes em clínica médica.

O candidato será submetido a prova escrita objetiva realizada por meio eletrônico no dia 29 de maio, às 20h. Serão oitenta questões testes, com quatro alternativas cada, nas áreas básicas de Medicina Interna. Para essas questões, apenas uma alternativa será considerada correta.

 

Os prêmios serão atribuídos a cada um dos melhores desempenhos por categoria (sexto anista, R1, R2, R3 de clínica médica). “O objetivo dessa competição é incentivar, valorizar de forma lúdica, o profissional que tem interesse em se capacitar ou que está em treinamento na área de medicina interna”, destaca a coordenadora-adjunta da Câmara Técnica do CFM, Maria do Patrocínio Nunes.

 

As olimpíadas são totalmente gratuitas. Os participantes irão receber certificado e os vencedores receberão ajuda de custo e passagens para receber certificado de vencedor em Brasília durante o IV Fórum de Clínica Médica do CFM, no dia 12 de julho de 2019.

 

Fonte: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=28222:2019-05-14-13-17-56&catid=3

 

Inscrições/Edital: http://www.inscricoes.fmb.unesp.br/principal.asp

Exame de sangue pode ser utilizado para diagnosticar Sd. de Fadiga Crônica

Exame de sangue pode ser utilizado para diagnosticar Sd. de Fadiga Crônica

Dr. Ronald W. Davis, PhD, professor de bioquímica e genética e diretor do Stanford Genome Technology Center é o autor sênior de um artigo que descreve um exame de sangue que pode ser capaz de identificar a síndrome da fadiga crônica. Pessoas que sofrem com esta doença debilitante e muitas vezes desprezada podem em breve ter algo que vêm buscando há décadas, uma prova científica de sua doença.

“Muitas vezes, esta doença é categorizada como imaginária”, disse Ron Davis. Quando os indivíduos com a síndrome da fadiga crônica procuram ajuda de um médico, eles podem passar por uma série de testes laboratoriais que verificam as funções hepática, renal e cardíaca, bem como as contagens de células sanguíneas e imunológicas, tudo muito distante do diagnóstico a ser pensado. Estes pacientes retornam ao médico com resultados de exames normais e não recebem um olhar mais profundo.

Mas agora, Ron Davis, juntamente com Rahim Esfandyarpour, PhD e ex-associado de pesquisa de Stanford, e seus colegas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford criaram um teste que identificou com sucesso os participantes de um estudo com a síndrome da fadiga crônica. O exame, que ainda está em fase de testes, é baseado em como as células do sistema imunológico de uma pessoa respondem ao estresse. Com amostras de sangue de 40 pessoas — 20 com síndrome da fadiga crônica e 20 sem a síndrome — o teste produziu resultados precisos, acenando com precisão todos os pacientes com síndrome da fadiga crônica e nenhum dos indivíduos saudáveis.

A plataforma de diagnóstico poderia até mesmo ajudar a identificar possíveis medicamentos para tratar a síndrome da fadiga crônica. Ao expor as amostras de sangue dos participantes a medicamentos e reexecutar o teste de diagnóstico, os cientistas poderiam ver se a droga melhorou a resposta das células imunológicas. A equipe já está usando a plataforma para rastrear possíveis medicações que eles esperam poder ajudar pessoas com a síndrome.

O diagnóstico da síndrome da fadiga crônica, quando efetivo, baseia-se em sintomas — exaustão, sensibilidade à luz e dor inexplicável, entre outras queixas — e ocorre somente depois que outras possibilidades de doença foram eliminadas. Ela é também conhecida como encefalomielite miálgica e designada pela sigla ME/CFS. Estima-se que 2 milhões de pessoas nos Estados Unidos tenham síndrome da fadiga crônica, mas isso é uma suposição aproximada, disse Davis, e o número de acometidos é provavelmente muito maior.

A abordagem, da qual Esfandyarpour liderou o desenvolvimento, emprega um “ensaio nanoeletrônico”, que é um teste que mede mudanças em quantidades minúsculas de energia como um representante para a saúde das células imunes e do plasma sanguíneo. A tecnologia de diagnóstico contém milhares de eletrodos que criam uma corrente elétrica, bem como câmaras para armazenar amostras de sangue simplificadas compostas de células imunes e plasma. Dentro das câmaras, as células do sistema imunológico e o plasma interferem na corrente, alterando seu fluxo de uma ponta a outra. A mudança na atividade elétrica está diretamente correlacionada com a saúde da amostra.

A ideia é enfatizar as amostras de pacientes saudáveis e doentes usando sal e, em seguida, comparar como cada amostra afeta o fluxo da corrente elétrica. Mudanças na corrente indicam mudanças na célula: quanto maior a mudança na corrente, maior a mudança no nível celular. Uma grande mudança é um sinal de que as células e o plasmaestão se debatendo sob estresse e incapazes de processá-lo adequadamente. Todas as amostras de sangue de pacientes com ME/CFS criaram um claro aumento no teste, enquanto as amostras de controles saudáveis retornaram dados que estavam relativamente equilibrados.

“Não sabemos exatamente porque as células e o plasma estão agindo dessa forma, ou até mesmo o que estão fazendo”, disse Davis. “Mas há evidências científicas de que essa doença não é uma invenção da mente de um paciente. Os pesquisadores veem claramente uma diferença na maneira como as células imunitárias saudáveis e as com síndromeda fadiga crônica processam o estresse. Por isso, Esfandyarpour e Davis estão expandindo seu trabalho para confirmar as descobertas em um estudo mais amplo.

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1337613/pnas+exame+de+sangue+para+diagnostico+da+sindrome+da+fadiga+cronica+esta+sendo+estudado.htm

PDI: O que é o Plano de Desenvolvimento Individual e como pode ser usado na vida pessoal e carreira?

PDI: O que é o Plano de Desenvolvimento Individual e como pode ser usado na vida pessoal e carreira?

E se fosse possível montar um roteiro para que você saia de onde está agora e chegue aonde gostaria de estar? Entenda como funciona o PDI e se inspire para traçar o mapa que vai te ajudar a alcançar seus objetivos.

Sabe aquela promoção que você está de olho há algum tempo mas sente que ainda não está preparado para chegar lá? Ou aquele projeto que você sempre quis tocar mas ainda não tem maturidade para tirar do papel? O PDI, sigla para Plano de Desenvolvimento Individual, pode ser um bom jeito de se desenvolver e se preparar para esses desafios.

Antes de mais nada, o PDI é um compromisso com o seu desenvolvimento. Trata-se de um plano que sistematiza diversas ações a serem tomadas para que você conquiste certo objetivo por meio do desenvolvimento pessoal e profissional. Em outras palavras, é um roteiro para que você saia de onde está agora e chegue onde gostaria de estar. Ou, ainda, torne-se quem gostaria de ser.

Como é um documento com metas e prazos, o Plano de Desenvolvimento Individual contribui para que você não perca o foco. Além disso, para que dê passos estrategicamente pensados e não se deixe levar por escolhas aleatórias.

Como funciona um Plano de Desenvolvimento Individual?

Segundo Stephanie Crispino, coach responsável pelo curso Autoconhecimento Na Prática, promovido pela Fundação Estudar, é uma prática bastante comum nas empresas. Usada, principalmente, para monitorar o desenvolvimento das competências de cada funcionário entre os ciclos de avaliação. Nesse caso, o PIano de Desenvolvimento Individual funciona como um plano de evolução que indica o caminho para que o funcionário suba cada novo degrau na escalada de carreira.

“Embora seja normalmente associado às empresas, é importante saber que o PDI também tem uma aplicação supraorganizacional. No fundo, está relacionado com o que você quer desenvolver de competências e como vai fazer isso”, ela explica. Assim, o PDI também pode ser uma técnica de autodesenvolvimento para os seus próprios objetivos, independente do seu gestor ou da sua função na empresa em que trabalha.

Como fazer um PDI?

Normalmente, esses planos estão atrelados a um objetivo específico. Seja uma promoção, um projeto, uma mudança de carreira ou até mesmo objetivos pessoais. Se nas empresas esse fim deve ser alinhado com seu gestor, no seu Plano de Desenvolvimento Individual pessoal a escolha é sua.

Com o objetivo em mente, o primeiro passo é entender quais são as competências que você precisa desenvolver para chegar lá. “Ao contrário do que muita gente pensa, não são só os pontos fracos que devem ser desenvolvidos, mas também os pontos fortes, que são os seus diferenciais”, explica Stephanie.

Então, a estratégia deve ser focar na construção de ativos a partir de seus pontos fortes e agir também sobre os pontos fracos que tem te impedido de alcançar seu objetivo.

Escolher habilidades pode ser um desafio, porém é uma das etapas mais importantes na criação de um Plano de Desenvolvimento Individual. “Não dá para desenvolver tudo do dia para a noite, é preciso escolher e priorizar as competências”, ela diz. Ainda acrescenta que a escolha errada das competências é o principal motivo por trás de PDIs que dão errado.

Mas, então, como realizar essa escolha e priorização? Stephanie sugere três critérios: impacto (o quanto essa habilidade contribui para o objetivo final), urgência (uma questão de timing, ou seja, o quanto essa habilidade é necessária agora), e também desejo (o quanto você quer desenvolver essa competência). “Se você não leva em conta o desejo, acaba atrapalhando na hora de fazer as ações e levar o PDI a sério. Fica um plano bonito mas que nunca sai do papel”, conta.

Os PDIs podem ser de curto, médio ou longo prazo e são planejados para durar, normalmente, de três meses a um ano. “Não pode ser muito curto, pois precisa envolver tempo suficiente para entrar na sua rotina. Mas também não pode ser muito longo, para que você consiga avaliar os resultados de tempos e tempos”, diz. “Na hora de escolher quais competências você vai desenvolver, foque nas próprias habilidades, não em coisas para fazer. Deixe as tarefas para o momento da ação.”

Desafios

Depois que as competências foram determinadas, como desenvolvê-las? Para essa etapa do “como”, Stephanie propõe que você determine alguns desafios relacionados a cada competência.

“O desafio tem que te tirar da sua zona de conforto e te obrigar a aplicar a habilidade que você quer desenvolver”, ela explica. Assim, o desafio não envolve atitudes como ler um livro, fazer um curso ou falar com pessoas mais experientes – tudo isso servirá apenas de suporte. Como alguém que queira desenvolver a oratória pode se desafiar a dar uma palestra ou apresentar resultados em uma grande reunião.

Na hora de estabelecer o desafio, reflita: “Qual seria a coisa mais desafiadora que eu poderia fazer sendo quem eu sou hoje?”. Evite situações irreais ou que te desviem do trabalho. Também busque associar os desafios a coisas que você precisaria fazer cedo ou tarde, como é o caso da reunião.

Metas e prazos

 

Além disso, outro ponto importante do Plano de Desenvolvimento Individual é definir metas para esses desafios. É uma forma de medir se você cumpriu ou não o que se propôs a fazer e em que medida. Assim, é necessário entender quais são as métricas adequadas para cada tipo de situação. No exemplo anterior, a meta poderia ser ter 30 pessoas na audiência. Uma meta maior também pode ser quebrada em metas menores, para dar ritmo ao seu desenvolvimento.

Ainda assim, não basta só saber “o que” e “como” – também é preciso definir o “quando”. Por isso é essencial que você tenha deadlines realistas para cumprir seus desafios.

Agora, com o seu PDI feito, é importante agir e correr atrás da realização dos seus desafios. “Se nenhuma ação for tomada, o plano não serve para nada e as horas ou dias que você gastou para criá-lo viram tempo perdido”, explica Stephanie. Por fim, ela adianta que o PDI não precisa ser estático. “Se ao longo do processo surgir a possibilidade de um novo desafio, você pode incluí-lo no plano. À medida em que você vai evoluindo, é comum que seu plano mereça alguns incrementos”.

Exemplo de PDI

Ser fluente em espanhol (dezembro 2018)

A desenvolver:

  1. Vocabulário
  • Ler livros de literatura em espanhol buscando palavras desconhecidas no dicionário e coletando-as em um caderno
    (um por mês / julho 2018 – outubro 2018)
  • Estudar palavras novas aprendidas
    (diariamente / julho 2018 – novembro 2018)
  1. Fala
  • Conversar com colegas em espanhol e pedir feedback
    (uma pessoa por semana / julho 2018 – dezembro 2018)
  • Assistir filmes em espanhol sem legenda
    (dois por semana / julho 2018 – dezembro 2018)
  • Gravar vídeos para Youtube em espanhol
    (dois por mês / setembro 2018 – dezembro 2018)
  • Ministrar oficina em espanhol para equipe
    (ao menos 20 pessoas / dezembro 2018)

E depois?

Ao final do Plano de Desenvolvimento Individual, você não deve pensar simplesmente se ele foi cumprido ou não. Porque o importante é o aprendizado dessa experiência e a reflexão sobre como ela ocorreu. O que deu errado e o que deu certo? Quais competências foram desenvolvidas? Se o objetivo não foi atingido, será que o problema foi na definição das competências? Ou, até, na execução do PDI?

Aqui, vale lembrar que “competência” vai além do conhecimento em si. É uma união entre conhecimentohabilidades (conhecimento aplicado de forma prática) e atitude (quando as habilidades se transformam em atitudes incorporadas em sua rotina). Dessa forma, o PDI é uma das maneiras mais eficazes de criar novos hábitos. E você, já sabe que hábitos quer mudar?

Fonte:

Na Prática – Fundação Estudar