Artigos Científicos – Widoctor

Limitar o tempo de uso diário de redes sociais resulta em menor sintomas de Depressão

Limitar o tempo de uso diário de redes sociais resulta em menor sintomas de Depressão

Dada a amplitude de pesquisas de correlação que liga as mídias sociais

para um estado pior bem-estar, pesquisadores da Universidade de Pennsylvania realizaram um estudo experimental para investigar uma potencial relação de causa-efeito que as mídias sociais desempenham sobre o estado de bem-estar de seus usuários.

 

Os metodos utilizados foram distribuir aleatoriamente 143 estudantes de graduação em grupos  para limitar o uso do Facebook, Instagram e Snapchat a 10 minutos por aplicativo por dia, comparando a um controle em que se era permitido usar as mídias sociais de modo normal por três semanas.

 

O estudo utilizou 7 escalas diferentes para avaliar o nível de bem-estar dos participantes durante o experimento, que mensuravam os níveis de suporte social, medo de ser esquecido, solidão, ansiedade, depressão, autoestima, autonomia e auto aceitação.

Dentre esses parâmetros, o que teve maior significância no grupo alvo foi o medo de ser esquecido pelos amigos ao não usar frequentemente as redes sociais.

Em compensação, os pesquisadores descobriram que o grupo de uso limitado mostrou reduções significativas na solidão e depressão por três semanas em comparação com o grupo controle. Análises não revelaram diferenças significativas entre os dois grupos no apoio interpessoal, medo de perder, ansiedade, autoestima e bem-estar psicológico. No entanto, os pesquisadores observaram uma diminuição pequena, mas estatisticamente significativa para ambos os grupos, em relação ao medo de perder, bem como uma pequena diminuição na ansiedade em ambos os grupos. Os pesquisadores notaram que esses resultados sugerem um benefício do aumento do auto monitoramento.

Fonte: https://guilfordjournals.com/doi/10.1521/jscp.2018.37.10.751

Aumento mundial da Incidência de Asma pela Poluição do Ar

Aumento mundial da Incidência de Asma pela Poluição do Ar

A asma é a doença respiratória crônica mais prevalente no mundo, afetando cerca de 358 milhões de pessoas em 2015. Ambientes em que são encontrados altos índices de poluição aérea exacerbam crises de asma e também contribuem como fator de risco para desenvolver a mesma.

O estudo realizado pela Environmental Health Perspectives, divulgado em novembro de 2018, buscou estimar a relação entre o número de novos casos de asma que levaram o paciente a procurar emergências hospitalares e a concentração de Matéria Particulada Fina (PM 2.5), Ozônio e Dióxido de Nitrogênio no ar ambiente desses locais.

Foram utilizadas funções de impacto epidemiológico em saúde combinadas com dados descrevendo população, incidência e prevalência de asma basal e concentrações de poluentes.

Tias fatores de concentração-resposta para exacerbação e incidência de asma foram extraídos de metanálises de estudos epidemiológicos que combinaram múltiplos estudos individuais de diferentes países em estimativas de risco agrupadas, constituindo assim padrões de comparação para os novos resultados coletados.

Com isso, foi construido um novo conjunto de dados de taxas de visita a emergências nacionais e regionais entre as pessoas com asma usando dados de pesquisa publicados.

Os resultados estimaram que cerca de 9 a 23 milhões de casos de asma emergenciais podem ser atribuídos aos niveis elevados de Ozonio e PM 2.5, o que representa de 8 a 20% dos casos totais.

Esses achados estimam a magnitude da carga global de asma que poderia ser evitada pela redução da poluição do ar ambiente. Ou seja, a doença respiratória crônica mais prevalente do mundo poderia ter a incidência de casos agudos reduzida em 20% se a poluição aérea fosse controlada.

 

Fonte: https://ehp.niehs.nih.gov/doi/full/10.1289/EHP3766

Relação entre especialidade médica e sobrepeso

Relação entre especialidade médica e sobrepeso

No relatório de 2014 do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA sobre obesidade, foi constatado que cerca de 35% da população dos EUA era obesa, ou seja, apresentavam um índice de massa corporal (IMC) de ≥ 30.

Nesse contexto, a Medscape realizou uma pesquisa em que constatou que 8% dos médicos que respoderam ao questionário eram obesos, e que outros 34% deles estavam no sobrepeso. Ou seja, quase metade dos médicos americanos que participaram da pesquisa não estavam nos padrões de peso considerados saudaveis.

Os cirurgiões gerais relatam ser os médicos com maior incidencia de excesso de peso, com 49% sendo considerados obesos (IMC> 25). Os médicos de família seguem de perto a 48%. Dermatologistas são os menos pesados, com menos de um quarto deles (23%) relatando um IMC> 25, seguido por 29% dos oftalmologistas. De acordo com investigadores de um estudo recente usando dados do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição de 2003-2006, olhar para o IMC sozinho pode perder muitas pessoas em risco de doença cardiovascular. No estudo, cerca de um terço dos homens e quase metade das mulheres classificadas como não obesas tinham uma alta porcentagem de gordura corporal. Alguns especialistas sugerem o uso de um IMC> 27-28 para indicar a obesidade, que se correlaciona melhor com a porcentagem de gordura corporal versus o ponto de corte de 30

 

As diretrizes mais recentes da American Heart Association / American College of Cardiology sobre risco cardiovascular recomendam uma dieta do tipo mediterrânea (rica em frutas, legumes, grãos integrais, peixe, azeite, aves de capoeira, nozes, legumes). Quando os entrevistados da Medscape foram questionados quais dietas escolhiam rotineiramente, 62% dos médicos com peso normal e baixo peso indicaram dietas que recomendam essa quantidade diária saudável de frutas e vegetais, e dentre médicos com sobrepeso esse número cai para apenas 39%. Ainda pior, entre o grupo mais pesado, 44% relataram que rotineiramente escolhem “refeições em movimento” ou uma dieta americana típica (carne na maioria dos dias; carboidratos na maioria dos dias de arroz branco, batatas ou produtos de farinha branca; gordura alta). Além disso, foi constatado na pesquisa da Medscape que 72% dos médicos dentro dos padrões de peso se exercitavam pelo menos 2x na semana, enquanto apenas 32% dos médicos com sobrepeso fazem o mesmo.

 

Fonte: https://www.medscape.com/features/slideshow/lifestyle/2014/public/overview#1

Pesquisa mapeia uso de recursos tecnológicos pelos médicos

Pesquisa mapeia uso de recursos tecnológicos pelos médicos

Com o objetivo de mapear a utilização dos recursos tecnológicos nos universos da medicina e da saúde, o Global Summit Telemedicine & Digital Health e a APM – Associação Paulista Medicina realizaram pesquisa com médicos do estado de São Paulo entre os dias 9 e 26 de novembro de 2018.
O estudo, chamado “Tecnologia e Saúde”, busca entender a percepção dos médicos sobre a necessidade de avanços na incorporação da telemedicina e da telessaúde no dia a dia da prática profissional e, em especial, de avanços nos marcos regulatórios e no Código de Ética, com vistas a melhorar performances e beneficiar os pacientes.
Dos pesquisados, 84,67% afirmam usar ferramentas de Tecnologia de Informação para observação dos pacientes e otimização do tempo de consulta. A que mais utilizam é o prontuário eletrônico (76,75%), seguido de sistemas de agendamentos de consultas (12,81%) e sistemas de gestão de consultório (5,71%).
E a incorporação de outras tecnologias no dia a dia dos médicos – como inúmeras ferramentas da telemedicina – poderia ser muito maior, caso houvesse a devida normatização por parte dos órgãos responsáveis. Neste sentido, quase metade dos médicos (49,41%) entende que o CFM – Conselho Federal de Medicina não regula adequadamente as soluções digitais para a saúde e a medicina.
Outros 79,36% acham que o Ministério da Saúde não está disseminando tecnologias em favor da saúde dos pacientes. Além disso, 91,51% dos que responderam a pesquisa pensam que o Brasil está atrás de países como Estados Unidos, Japão e Alemanha.
“A tecnologia auxilia os médicos. Quando observamos o uso das novas ferramentas em todas as indústrias, entendemos que elas substituem funções muito rotineiras, mas não práticas complexas e humanas. Então, precisamos enxergar a tecnologia como algo que ajude os médicos e profissionais de saúde a realizarem seu trabalho de maneira mais eficiente. Ao substituirmos funções automatizadas, todos ganham, já que poderemos focar nas questões que realmente só os humanos podem fazer”. Essa é a avaliação de Robert Wah, chief medical officer da DXC Technology e ex-presidente da AMA – Associação Médica Americana, que participou do evento de apresentação da pesquisa, em São Paulo.
Ferramentas de comunicação
Entre os dados mais relevantes da pesquisa, o Prof. Dr. Jefferson Gomes Fernandes, presidente do Conselho Curador do Global Summit, destacou que, embora a maioria (57,9%) dos médicos seja contrária à realização de consultas a distância, 85% concordam com a utilização de ferramentas de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, entre médicos e pacientes.
E entre os que são favoráveis ao WhatsApp, 42,7% afirmaram que já o utilizam para responder dúvidas dos pacientes entre uma consulta e outra, 34% disseram que a ferramenta, inclusive, serve para receber exames e fotos para ajudar nos diagnósticos e tratamentos e 23,3% alegam que, apesar de concordarem com o uso do sistema de mensagens, ainda não o fazem. Por outro lado, 50,83% dos médicos discordam das prescrições serem feitas a distância.
Prof. Dr. Jefferson Gomes Fernandes, do Global Summit. Foto: Beto Assem “Trocar exames e fotos no celular é, de certa forma, uma consulta a distância. As respostas mostram que há um processo natural de transformação de cultura, além do entendimento do que são as ferramentas e como usá-las. Há a questão-chave da relação médicopaciente e o quão fundamental é a atividade presencial. Então, devemos pensar quando usar o WhatsApp e com qual finalidade. E entender o que percebemos como telemedicina, ou saúde conectada, responsável. É uma questão importante de mudança de mindset, que é algo progressivo”, declarou Fernandes.
Para Antonio Carlos Endrigo, diretor de TI da APM e presidente da Comissão Organizadora do Global Summit, é importante entender que essas ferramentas não foram criadas para a comunicação entre médicos e pacientes, embora sejam utilizadas para tal. “Um dos problemas disso é que não há registro de atendimento. Ou quando há, ele pode ser modificado, seja pelo paciente, seja pelo médico, causando problemas na relação. É importante, portanto, termos uma regulamentação que abra a possibilidade de empresas de tecnologia desenvolverem produtos adequados ao setor de saúde.”
A visão de Wah também vai nesse sentido. O especialista norteamericano reconhece que a alta frequência de utilização de aplicativos de mensagens instantâneas é devido à conveniência. Mas defende que não é porque algo é conveniente que é correto. E questiona: “Por que colocamos os nossos diagnósticos médicos nestes aplicativos se não colocamos informações como dados bancários e número do cartão de crédito?”
O diretor da DXC Technology contou, ainda, sobre um experimento que está conduzindo na China, em uma cidade com 7 milhões de habitantes, onde os cidadãos estão sendo integrados a um sistema de saúde todo digital. “Há um aplicativo para os médicos, o governo tem acesso aos dados, e os profissionais sabem, de acordo com o histórico do paciente, os procedimentos que devem fazer. Lançamos também para o paciente, que pode ver os resultados de seus exames, os diagnósticos e marcar consultas. É impressionante. É o que a sociedade quer ver e como enxergamos o papel da tecnologia, dando subsídio com informações para os médicos tomarem as decisões corretas”, relatou.

Futuro
Quanto à evolução do setor, 72,79% dos participantes da pesquisa concordaram com a frase “A tecnologia não vai substituir o médico, apenas o médico que não usa a tecnologia”. Por outro lado, 79,72% não acham viável que a tecnologia avance ao ponto de os pacientes poderem fazer seus próprios diagnósticos.
Para Endrigo, haverá redução de profissionais de saúde no futuro, além da transformação de outros, que atuarão de acordo com as tecnologias mais recentes. “Mas isso irá demorar. Hoje, um dos maiores problemas da saúde é o acesso. Muitos pacientes não conseguem atendimento pelas barreiras geográficas e muitos médicos têm ociosidade, pois os pacientes não chegam. Então, as novas tecnologias devem acomodar essa questão. Outro ponto é que aqueles que não se adaptarem às novas ferramentas sairão naturalmente do mercado.”
Fernandes acredita que quanto mais for possível automatizar processos manuais, maior eficiência haverá na área. De acordo com ele, há estudos que mostram que os médicos passam até 50% do seu tempo digitando, quando o mais interessante seria direcionar a maior parte de sua agenda para os cuidados com os pacientes.
“Quando inventaram os carros, pensaram o que fariam aqueles que trabalhavam com charretes. E o que houve? Aprenderam a manusear carros, houve mudanças, criou-se o mecânico. E assim caminha a humanidade. As tecnologias, aplicadas corretamente, nos farão melhores profissionais. Nada irá substituir o médico”, afirma.
“A minha visão, como médico e como alguém que trabalha com tecnologia ao redor do mundo, é de que o planeta está em uma jornada de transformação digital. As pessoas, hoje, ainda vão aos consultórios com vários papéis, mas estamos mudando para um sistema de armazenamento de informações em computadores. Poderemos, assim, cuidar melhor das pessoas. A tecnologia irá mudar tudo”, prevê Wah.

Armazenamento de dados
Noventa e três por cento dos participantes do levantamento entendem que é benéfico que as informações de saúde sejam disponibilizadas em nuvem digital, com proteção de dados, mas acessível ao médico, sob autorização do paciente. E outros 97,41% acham que esse compartilhamento seguro de informações trará benefícios aos médicos, aos pacientes e ao sistema.
Além disso, 78,3% dos médicos acreditam que os celulares funcionarão como “guardiões da saúde”, possibilitando que cada cidadão tenha o controle de sua própria situação, direto de casa; e 93,87% pensam que tecnologias como a impressão de tecidos 3D chegarão à medicina. Porém, 58,14% também afirmaram que seus locais de trabalho ainda não contam com os melhores recursos tecnológicos disponíveis.
A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 26 de novembro, por meio da ferramenta on-line SurveyMonkey, com 848 médicos, sendo 41% mulheres e 59% homens. Neste universo, houve praticamente unanimidade em afirmar que as novas tecnologias trarão avanços à assistência aos pacientes – apenas um participante acredita que não.

Evento
O Global Summit Telemedicine & Digital Health, realizado e promovido pela APM e pelo Transamerica Expo Center, acontecerá de 4 a 6 de abril de 2019, em São Paulo (SP). Seu objetivo é promover conteúdo que possa ser transformador para todos os participantes. Para tanto, serão mais de 50 palestrantes nos três dias de congresso, com a expectativa de mais de 1.500 pessoas.
Haverá, além das discussões e das mais de 70 horas de conteúdo, um hub tecnológico e um espaço de inovação, com startups do setor, representantes da indústria, dos hospitais, das operadoras de planos de
saúde, entre outros. O evento também abarca o 9º Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde.
Experiências únicas, como o Espaço Innovation Challenge, no qual será possível mostrar ideias e soluções inovadoras em um hackathon, também estão previstas. Será uma competição para o mercado da saúde, mostrando as tendências e promovendo a conexão com investidores que viabilizam os projetos a serem implementados.
“O objetivo é trazermos essa visão da tecnologia a serviço da vida. Tanto telemedicina quanto saúde digital, seja o nome que for, é algo que precisamos, como país, desenvolver. São novidades que contribuem para os cuidados, trazem mais acessibilidade e resolução, além de reduzirem custos. Queremos algo que seja transformador”, finaliza Jefferson Fernandes.

Informações: telemedicinesummit.com.br
Conteúdo originalmente publicado na Revista Hospitais Brasil edição 94, de novembro/dezembro de 2018. Para vê-la no original, acesse: portalhospitaisbrasil.com.br/edicao-94-revista-hospitais-brasil

apm.org.br/newsletter/comunicacao/2018/arquivos/pesquisa_a pm_tecnologia.pdf

Quanto tempo de exercício é necessário após passar um dia inteiro sentado?

Quanto tempo de exercício é necessário após passar um dia inteiro sentado?

Com exceção dos músculos dos dedos, fundamentais para digitar no computador, trocar mensagens no celular ou usar o controle remoto, passamos muitas horas por dia praticamente sem fazer movimento algum. Somos cada vez mais sedentários, e médicos e instituições de saúde já não sabem mais como dizê-lo: 60% da população mundial não pratica atividade física necessária, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e isso pode levar a sérios problemas de saúde, como a obesidade, o excesso de peso, o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes. E, gostemos ou não, a única maneira de evitar essas doenças é fazendo exercícios físicos.

A recomendação da OMS estabelece um mínimo de 150 minutos semanais de atividade física aeróbica, de intensidade moderada, ou 75 minutos de exercício vigoroso. Mas mesmo esse tempo pode ser insuficiente. Pelo menos essa é a conclusão de um novo estudo realizado por especialistas da Universidade Columbia (EUA), recentemente publicado na revista American Journal of Epidemiology. O trabalho conclui que o tempo mínimo de atividade física necessário para compensar um dia inteiro sentado é de 30 minutos diários ou três horas e meia por semana.

Depois de avaliar 8.000 adultos de 45 anos ou mais, os pesquisadores observaram que, se levantarmos da cadeira por meia hora e usarmos esse tempo para fazer exercícios de baixa intensidade, os riscos de problemas de saúde são reduzidos em 17%. E se a atividade física for moderada ou vigorosa, os benefícios são ainda maiores: a redução pode chegar a 35%. Por outro lado, quanto mais tempo passamos sentados, maior é o risco de morte, segundo estudos anteriores realizados pela mesma equipe.

“Se você tem um emprego ou um estilo de vida que requer ficar muitas horas sentado, pode reduzir o risco de morrer cedo simplesmente movimentando-se com mais frequência, pelo tempo que quiser e que sua capacidade permita. Ou seja, valem tanto uma aula de spinning de alta intensidade quanto atividades de menor intensidade, como caminhar”, diz Keith Diaz, professor associado da Universidade Columbia e autor da pesquisa.

O estudo não esclarece se a meia hora tem que ser contínua ou pode ser dividida ao longo do dia, mas outros estudos conduzidos por especialistas da Universidade McMaster (Canadá) sugerem que é possível fazer várias atividades curtas, chamadas pelos pesquisadores de snacks (lanches), ao longo do dia.

Para sua primeira pesquisa, avaliaram um grupo de mulheres sedentárias que receberam a recomendação de fazer séries de 20 segundos subindo escadas, descansando vários minutos antes de voltar a fazer o exercício. Cada sessão durava um total de 10 minutos. Após seis semanas, a capacidade física das mulheres estudadas melhorou em 12%.

Na segunda pesquisa, os especialistas estudaram um grupo de universitários com estilos de vida sedentários. Nessa ocasião, pediram que realizassem rotinas que incluíssem exercícios como polichinelo, agachamentos, estocadas e subir 60 degraus (cerca de três andares) o mais rápido que pudessem. Os participantes tinham que realizar essa rotina curta de exercício três vezes ao dia. Depois de seis semanas, haviam melhorado seu condicionamento físico em 5%. Esses estudos parecem indicar que dividir a atividade física também é uma opção para aqueles que não podem encaixar meia hora seguida de exercício em suas agendas. Em outras palavras, não é tão complicado encontrar o tempo necessário para fazer exercícios.

Fonte:

El Pais

Hormônio do sono pode aumentar o sucesso de transplante de medula

Hormônio do sono pode aumentar o sucesso de transplante de medula

Já utilizada no tratamento de distúrbios do sono e alvo de estudos clínicos para combater o câncer e outras doenças, a melatonina também pode ajudar a aumentar o sucesso de transplantes de medula. O hormônio produzido à noite pela glândula pineal, no cérebro, e que tem a função de informar o organismo que está escuro e prepará-lo para o repouso noturno, também regula a disponibilidade de células-tronco na medula óssea.

A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), em colaboração com colegas do Instituto Weizmann de Ciências, de Israel, e de outras instituições do exterior. Resultado de um projeto de pesquisa apoiado pela FAPESP, o estudo foi publicado na revista Cell Stem Cell.

“Descobrimos que a proliferação e a liberação de células-tronco são menores durante o dia do que à noite, quando essas células são estocadas na medula, e que a melatonina produzida pelo organismo à noite é responsável por essa diferença”, disse Regina Pekelmann Markus, professora do IB-USP e coordenadora da pesquisa, à Agência FAPESP.

“Essa descoberta sugere que o horário da coleta de células-tronco pode influenciar o sucesso de um transplante de medula óssea no tratamento de câncer”, avaliou.

O grupo da pesquisadora no IB-USP tem focado seus estudos na relação entre a melatonina e o controle do sistema imunológico – o eixo imune-pineal. Já os pesquisadores do Instituto Weizmann, liderados pelo professor Tsvee Lapidot, têm se destacado no estudo da imunologia da medula óssea e mobilização de células-tronco.

Em estudos anteriores, o grupo do IB-USP já tinha constatado que a melatonina controla a mobilidade de células do sangue para os tecidos, saudáveis e infectados. No caso de infecção, a produção noturna de melatonina é bloqueada, e as células de defesa invadem o tecido infectado.

Por sua vez, os pesquisadores israelenses observaram que, na medula, as células progenitoras que dão origem às de defesa ficam protegidas em nichos próximos ao osso, aninhadas por células de defesa do organismo (macrófagos). Continuamente elas se soltam dos nichos, se proliferam e dão origem a células precursoras de linhagens sanguíneas e ossos. Por essa razão têm sido usadas no tratamento de câncer e de outras doenças.

“Fizemos uma série de experimentos que demostraram que os processos de liberação e proliferação dessas células, assim como a estocagem delas nos nichos dos ossos da medula, são mediados pela melatonina, que atua sobre os macrófagos”, explicou Markus.

Por meio do novo estudo, os pesquisadores determinaram a quantidade de células-tronco na medula de camundongos ao longo de 24 horas. Os resultados das análises indicaram que ocorrem dois picos diários de produção dessas células – às 11h e às 23h –, regulados pela transição entre as fases de mudança na entrada do dia ou da noite.

 

Os picos de produção das células-tronco eram impulsionados pelo aumento ou diminuição dos níveis de duas substâncias na medula óssea dos camundongos: a norepinefrina (NE) e o fator de necrose tumoral (TNF).

“Vimos que o TNF, que é conhecido por causar morte celular e inflamação, atua como um sinal fisiológico de produção da melatonina na medula. Essa molécula aparece na transição do dia para noite, ou o contrário, e gera picos de produção das células-tronco progenitoras”, afirmou Markus.

“A secreção de TNF e NE na medula óssea induz a proliferação celular e, portanto, há dois picos de intensa produção, um de dia e outro de noite. Mas aí entra a melatonina. Durante o dia, apenas a melatonina local está presente e as células saem da medula e vão para o sangue”, explicou.

Ao bloquear o TNF e a NE em camundongos, os pesquisadores observaram que cessaram os picos diários de produção de células-tronco na medula óssea dos animais – o que sugere que essas moléculas são essenciais para a produção, alternativamente, de células indiferenciadas e maduras.

“Quando são 11 horas, as células-tronco da medula se proliferam e se diferenciam para formar células do sangue, e às 23h se proliferam, mas ficam estocadas nos nichos dos ossos. Isso permite a existência de um ciclo diário de produção e reabastecimento dessas células na medula óssea”, explicou Markus.

Estratégias de transplante

Os pesquisadores também fizeram outro experimento em que injetaram melatonina em camundongos durante o dia para avaliar se era possível inverter os picos diários de produção de células-tronco. Os resultados confirmaram essa possibilidade. O típico pico noturno, com grandes quantidades de células-tronco indiferenciadas, passou a acontecer pela manhã.

Ao transplantar células-tronco produzidas à noite, também em camundongos, foi constatado que elas foram duas vezes mais eficientes do que as células colhidas durante o pico matinal.

“Esses achados podem dar origem a estratégias para aumentar a eficiência da coleta de células-tronco em transplantes de medula em humanos”, avaliou Markus.

Uma das estratégias seria coletar as células-tronco da medula de um doador durante o dia, porque as células colhidas à noite vão para a medula mais rapidamente, onde ficam ancoradas e guardadas nos nichos dos ossos. Outra possibilidade seria realizar nos doadores de medula, antes do transplante, um pré-tratamento com melatonina ou outras moléculas reguladoras dos ciclos de luz e escuridão.

“Uma vez que, em transplantes de medula, o objetivo é coletar as células-tronco do doador e fazer com que possam ser mobilizadas o mais rapidamente para o receptor, vimos que a injeção de melatonina durante o dia permite atingir esse objetivo”, disse Markus.

“A utilização de células-tronco da medula para transplante poderia ser controlada farmacologicamente por meio da aplicação da melatonina”, avaliou Markus.

De acordo com a pesquisadora, uma das perguntas para a qual pretendem encontrar resposta, agora, é como a medula consegue perceber a diferença entre claro e escuro, por meio do TNF.

“Sabemos que há influência da melatonina, mas queremos identificar a origem desse hormônio, se também vem do cérebro, na glândula pineal, trazida pela circulação, ou se é produzida pela medula”, disse Markus.

O artigo “Daily onset of light and darkness differentially controls hematopoietic stem cell differentiation and maintenance” (DOI: 10.1016/j.stem.2018.08.002), de Karin Golan, Tsvee Lapidot, Regina P. Markus e outros, pode ser lido na revista Cell Stem Cell.

Fonte:

Exame

Warfarina e Anticoagulantes Orais: implicação dos custos associados

Warfarina e Anticoagulantes Orais: implicação dos custos associados

Variação no uso de Warfarina e Anticoagulantes Orais em Fibrilação Atrial e implicação dos custos associados

A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia mais comum dos Estados Unidos, afetando cerca de 6 milhões de adultos no país, com a estimativa de dobrar sua prevalência nos próximos 25 anos.

Os EUA têm um gasto anual de cerca de 6.65 bilhões de dólares com o tratamento de FA, fato que ultimamente , despertou a necessidade da otimização do tratamento da FA, visando uma melhor equidade e qualidade, assim como administração de custos do Sistema de Saúde Americano.

A Warfarina sempre foi o medicamento de referência na terapia de redução de risco de Acidente Vascular Encefálico (AVE) associado à FA, com isso, a pesquisa de novos anticoagulantes orais foi iniciada, introduzindo no mercado novas alternativas: Dabigatrana (2010), Rivaroxabana (2011), Apixabana (2014) e Edoxabana (2015), os chamados Anticoagulantes Orais (DOACs). Esses novos medicamentos comprovaram-se mais efetivos na redução de eventos tromboembólicos quando comparados à Warfarina. Tais medicamentos são em média de 2 a 3x mais caros que a Warfarina, porém a menor necessidade de vigilância clínica e menores efeitos colaterais tornaram seu custo-benefício atraente.

O artigo “Variation in the use of Warfarin and Direct Oral Anticoagulants in Atrial Fibrillation and associated cost implications” publicado em Janeiro de 2019 no The American Journal of Medicine, utilizou dados coletados como prescrição, uso, custo e diagnósticos médicos, e examinou a proporção  de pacientes que utilizavam Warfarina em relação aos que utilizavam os DOACs de acordo com distribuições sociodemográficas e em grupos clínicos.

O estudo mostrou um aumento no uso de anticoagulantes em geral 32,4% (2010) para 40,1% (2014), com um aumento significativo dos DOACs (de 0,56% para 17,2%), e um declínio no uso de Warfarina (32,8% para 22,9%). O artigo conclui que numa larga coorte nacional de adultos, observou-se um rápido crescimento no uso dos DOACs, com significativa disparidade no uso entre diferentes grupos sociodemográficos e grupos de risco clínico. Isso significa que há um aumento dos gastos com medicação devido ao aumento na preferência dos DOACs, o que representa um custo extra significativo para o Sistema de Saúde geral americano.

Portanto, essa nova preferência dos DOACs em relação à Warfarina devido ao seu bom custo-benefício implicará em custos adicionais não somente para o sistema público de saúde, mas também para os privados, e consequentemente ao consumidor.

Fonte: https://www.amjmed.com/article/S0002-9343(18)30949-5/fulltext

Sintomas depressivos em crianças e adolescentes de minorias sexuais, a partir dos 10 anos de idade

Sintomas depressivos em crianças e adolescentes de minorias sexuais, a partir dos 10 anos de idade

Os jovens de minorias sexuais têm sintomas depressivos maiores aos 10 anos de idade e uma maior probabilidade de lesões autoprovocadas na adolescência e na idade adulta jovem, de acordo com um estudo publicado na revista The Lancet Child & Adolescent Health.

Pesquisadores britânicos compararam trajetórias de sintomas depressivos em 4.828 adolescentes de minorias sexuais e heterossexuais que relataram sua orientação sexual aos 16 anos de idade. Quando os adolescentes tinham entre 10 e 21 anos de idade, os autores avaliaram os sintomas depressivos em sete momentos usando o Short Mood and Feelings Questionnaire (sMFQ).

Os pesquisadores descobriram que os sintomas depressivos eram mais altos nas minorias sexuais do que nos heterossexuais aos 10 anos de idade (sMFQ médio, 4,58 versus 3,79), e esses sintomas aumentaram com a idade. Em cada momento, os sintomas depressivos aumentaram em 0,31 e 0,49 pontos no sMFQ em heterossexuais e minorias sexuais, respectivamente. Em comparação com adolescentes heterossexuais, os adolescentes de minorias sexuais foram mais propensos a relatar automutilação no ano anterior, aos 16 e 21 anos de idade (odds ratio ajustado, 4,23); não houve evidência de que esta estimativa diminuiu com a idade. As minorias sexuais eram mais propensas a relatar autolesão ao longo da vida com intenção suicida em comparação com os heterossexuais aos 21 anos de idade (odds ratio, 4,53).

Segundo os autores, o fato de termos encontrado disparidades de saúde mental em uma idade tão jovem sugere que as intervenções precoces podem ser úteis para prevenir e tratar tais problemas de saúde mental.

Fonte: The Lancet Child & Adolescent Health. DOI: 10.1016/S2352-4642(18)30343-2.

© Bibliomed, Inc.

Médicos, Pacientes e Justiça

Médicos, Pacientes e Justiça

De acordo com o livro “Blink”, cujo autor é o americano Malcon Gadwell, as causas de os médicos serem processados ou não nos EUA seguem um padrão.
De forma resumida, 7 pontos foram destacados pelo livro:
1 – Os médicos que possuem boa relação com o paciente não são processados;
2 – Muitos dos processos ocorrem a partir de um mau tratamento oferecido pelo médico, e não por erro do profissional;
3 – Dificilmente médicos são processados por pacientes quando seus atendimentos englobam humanidade, respeito e dignidade;
4 – Por mais que o tempo de atendimento médico seja importante – diminuem os riscos de processo – o mais importante é a qualidade do tempo de serviço prestado. Uma consulta de 15 minutos pode ser muito mais produtiva do que uma consulta de 1 hora de duração;
5 – Em muitos casos, os especialistas mais bem qualificados e os mais arrogantes são mais processados;
6 – Os médicos que mais orientam e fazem escuta ativa do paciente são menos processados;
7 – Uso de comportamento com gestos autoritários – como voz elevada – aumenta as chances do médico ser processado.
Nesse contexto, o livro permitiu demonstrar que determinadas características ligadas à rotina do profissional favorecem ou não a ocorrência de processos médicos. Geralmente, o processo não se liga ao erro médico ou à sua negligência, mas, sobretudo, à forma como o médico se relacionou com o paciente.
Fonte: Livro Blink
Autor: Rafael Kader

A formação médica e relação médico-paciente

A formação médica e relação médico-paciente

Texto elaborado por Heitor Alvito – acadêmico do quinto período de medicina da UFRJ e diretor da Liga Acadêmica de Psiquiatria.
Você acha que a relação entre os médicos e os pacientes poderia ser melhor? Isso seria capaz de influenciar na qualidade de nossos serviços de saúde? A formação do estudante de medicina gera médicos preparados para lidar com a população?
A realidade da faculdade de Medicina impõe aos estudantes mudanças radicais em seu estilo de vida. Dentre eles, uma alta proporção está sofrendo com várias doenças mentais. Entre elas destacam-se: Ansiedade (31%); Depressão (30,6%); Burnout (13.1%); Abuso de álcool (32.9%); Baixa qualidade de sono (51,5%) e Sono durante o dia (46,1%). A incidência de Suicídios entre os estudantes de medicina é 4 a 5 vezes maior que a média da população na mesma faixa etária, sendo considerado como grupo vulnerável e suscetível ao desenvolvimento de doenças psiquiátricas e distúrbios emocionais relacionados à formação médica.
O contato íntimo e frequente com a dor e sofrimento, lidar com a intimidade corporal e emocional do outro, o atendimento de pacientes gravemente doentes ou terminais, e o enfrentamento da morte tornam a graduação em medicina especialmente angustiante.
O currículo do curso médico e suas atividades associadas exigem dedicação, havendo pouco espaço para tempo livre. Soma-se isso ao excesso de conteúdo ministrado, a quantidade exorbitante de disciplinas a serem estudadas e a busca incessante por atividades complementares que supram as deficiências acadêmicas e emocionais dos alunos.
Não bastasse o peso da formação acadêmica em si, o perfeccionismo é característica comum aos estudantes de medicina, que comumente apresentam histórico pessoal de sucesso e bom desempenho escolar, gerando uma tendência em estabelecer padrões elevados de qualidade. A possibilidade do erro gera preoucapação e insegurança, podendo levar os alunos a competições excessivas e dificuldades em lidar com as exigências internas.
Fadiga, cansaço, perda da liberdade pessoal, constante pressão, falta de orientação, excessiva cobrança por parte dos supervisores, falta de tempo para lazer, família, amigos, necessidades pessoais, obsessão pelo trabalho técnico, dificuldade de adaptação à universidade, frustrações relacionadas ao curso, dificuldades inerentes à relação professor-aluno e médico-paciente, são fatores estressantes comuns durante a graduação. Tudo isso leva o estudante a diminuir suas horas de sono, alimentar-se de forma inadequada, abrir mão de atividades físicas e convívio social.
Além disso, em algumas situações, a dificuldade de relacionamento com os professores é apontada como geradora de angústia. São frequentes conflitos interpessoais entre estudantes e professores, em situações que se assemelham àquelas relatadas por pacientes em relação à falta de escuta por parte do seu médico em que o médico inibe a capacidade de expressão do paciente ao desqualificar sua fala.
Na maior parte das escolas médicas, a ênfase na avaliação dos aspectos cognitivos e a prioridade dada às avaliações somativas, com caráter de prêmio ou punição aos examinandos, tem contribuído para uma imagem negativa das práticas de avaliação e tem provocado distorções na educação dos estudantes.  O uso mais extensivo de modalidades formativas e a escolha judiciosa de métodos mais adequados, válidos e fidedignos, podem contribuir para restaurar as funções educacionais mais genuínas da avaliação do estudante de Medicina. Na situação atual, o resultado é a formação de um estudante que, nos semestres finais do curso, dispõe de conhecimentos sobre as diferentes áreas biomédicas, mas apresenta deficiências no relacionamento com o ser humano que tem à sua frente.
O impacto dessas condições na vida do estudante pode afetar a sua capacidade de organizar suas demandas, gerenciar o tempo de horas de estudo socializar e ter uma boa performance acadêmica, uma vez que a empatia e o profissionalismo podem ser prejudicados. A avaliação abrangente do estudante de Medicina poderia cobrir os aspectos cognitivos, as habilidades e as competências práticas necessárias ao exercício da profissão, bem como as atitudes e as características pessoais dos alunos.
Estudantes que trabalham com PBL (Problem-based-learning) reportaram estarem mais satisfeitos com a sua qualidade de vida do que aqueles que têm um currículo tradicional. Tal percepção pode estar atrelada à quantidade de tempo livre que eles têm para dedicar ao estudo, na maior autonomia com o gerenciamento do tempo, e no primeiro contato com o paciente, promovendo sentimentos de utilidade e engajamento. Através do aprimoramento do currículo informal, com atividades que os alunos constroem espontaneamente como a iniciação científica, monitorias e ligas, os alunos do curso de medicina agregam habilidades e práticas que cooperam para a melhoria do cuidado de pacientes e para a sua sensação de utilidade e engajamento com a faculdade.
Em um estudo que comparou  estudantes brasileiros e americanos demonstrou-se que os brasileiros possuem maiores índices de depressão e estresse, principalmente devido diferenças socio-culturais, infraestruturas e curriculares. Além disso os estudantes americanos em geral eram mais velhos, as salas de aulas  possuíam metade dos alunos em comparação com as brasileiras, e o primeiro contato com o paciente ocorria mais cedo.
Outra diferença importante é que as escolas americanas oferecem apoio médico e psicológico para estudantes sem custos dentro do campus e suporte essencial para prevenir identificar e tratar condições que podem ter impacto na qualidade de vida do estudante sua performance acadêmica.
Quando a temática em questão é a forma de se relacionar com o paciente ou com o familiar, o ensino parece limitar-se apenas à demonstração, por parte do professor, da conduta a ser adotada, prescindindo de orientações verbais. Acredita-se, assim, que essa aprendizagem implícita é a forma de transmitir as normas de conduta da relação médico-paciente e que a formação médica consiste numa ação muito mais ampla do que aprender conhecimentos relativos a processos biológicos e terapêuticos; ela “envolve a compreensão de regras sobre sentimentos, erros e manuseio de nossas falhas; em outras palavras, está relacionada à aquisição de caráter e identidade de médico.
Acredita-se que uma compreensão melhor dos fatores identificados como geradores de angústia entre os estudantes de Medicina possa vir a colaborar para o melhor desempenho no processo de humanização dos cursos de Medicina.
Fontes:
1.      João P. Pacheco,Henrique T. Giacomin, Wilson W. Tam,Tássia B. Ribeiro, Claudia Arab,Italla M. Bezerra,Gustavo C. Pinasco. Mental health problems among medical students in Brazil: a systematic review and meta-analysis. Revista Brasileira de Psiquiatria. 2017;00
2. Giancarlo Lucchetti1 & Rodolfo Furlan Damiano2 & Lisabeth F. DiLalla3 &
Alessandra Lamas Granero Lucchetti1 & Ivana Lúcia Damásio Moutinho1 & Oscarina da Silva Ezequiel1 & J. Kevin Dorsey4 ; Cross-cultural Differences in Mental Health, Quality of Life, Empathy, and Burnout between US and Brazilian Medical Students. July 2017; Academic Psychiatry 2017
3. IFMSA BRAZIL POLICY STATEMENT
SAÚDE MENTAL DO ESTUDANTE DE MEDICINA . Novembro de 2016, Fortaleza, Ceará
4.      Tempski et al.: What do medical students think about
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12:106.
Autor: Rafael Kader.