NOVOS CRITÉRIOS PARA SEPSE!

NOVOS CRITÉRIOS PARA SEPSE!

A sepse é uma síndrome relacionada às infecções que vem ano a ano aumentando a incidência em todo mundo. Em 1991 foi realizado um consenso no qual pela primeira vez a sepse foi definida. Uma vez que a última atualização sobre o tema foi feita há 15 anos atrás em 2001, a Sociedade Europeia de Medicina Intensiva e a Sociedade de Medicina de Cuidados Críticos uniram 19 especialistas de diversas áreas numa força tarefa afim de rediscutir a sepse considerando o que há de mais novo em medicina baseada em evidências. O resultado desse trabalho foi publicado esta semana no JAMA. Os pontos chaves desta atualização são os seguintes.
A sepse agora é clinicamente definida como infecção associada à disfunção orgânica. Esta disfunção orgânica é identificada através do score Sequential Organ Failure Assessment, mais conhecido como SOFA. Uma variação aguda de 2 pontos ou mais no SOFA associada à infecção define o estado séptico. Abaixo temos uma tabela para o SOFA.
SOFA
 
 
A definição de choque séptico é: sepse acompanhada de hipotensão persistente mesmo após administração adequada de hidratação intravenosa, necessitando de aminas vasoativas para manter a pressão arterial média igual ou maior que 65mmHg num paciente com lactato maior que 2mmol/L.

  • Choque séptico = ressuscitação volêmica adequada + terapia vasopressora afim de manter PAM acima de 65 mmHg + lactato sérico maior que 2mmol/L

Outra novidade é que a força tarefa desenvolveu um novo score baseado no SOFA denominado qSOFA (quick SOFA) que serve como rastreio para pacientes que correm risco de desenvolver sepse. A grande utilidade do qSOFA é que ao contrário do score matriz, ele não usa qualquer variável laboratorial, tornando-o muito fácil de usar à beira do leito. Se pelo menos 2 das 3 variáveis forem encontradas, recomenda-se investigar disfunção orgânica através do SOFA, reavaliar a terapia, aumentar a monitorização e considerar referenciar o paciente a um especialista em medicina intensiva. Em pacientes sem suspeita de infecção, um qSOFA positivo deve levantar a hipótese de infecção.

qSOFA

Frequência respiratória maior ou igual a 22/min
Alteração do estado mental
Pressão sistólica menor ou igual a 100mmHg

Por último um algoritmo que resume a conduta frente a um possível caso de sepse.
algoritmo
Fonte: Singer M, Deutschman CS, Seymour C, et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016;315(8):801-810. doi:10.1001/jama.2016.0287.

O futuro da vacina contra a pólio

O futuro da vacina contra a pólio

A poliomielite hoje é uma doença viral praticamente extinta no mundo graças às metas criadas pela OMS. A estratégia de prevenção da doença baseia-se essencialmente na ampla cobertura da vacina Sabin, composta por vírus atenuado e administrada pela via oral.
Embora as cepas selvagens do vírus tenham sido erradicadas, existe o risco de reintrodução da doença na sociedade. Para fabricar a Salk, vacina de vírus inativado, grandes quantidades de vírus altamente virulento são necessárias. A etapa de produção deste tipo de vacina apresenta portanto um alto risco de biossegurança, uma vez que tais vírus poderiam escapar dos laboratórios para a sociedade. A OMS então recomendou o uso da Sabin em detrimento da Salk. O problema é que o vírus atenuado deste outro tipo de vacina pode sofrer mutações que o tornam infeccioso novamente.
Um grupo de pesquisadores do Reino Unido publicou esta semana que eles foram capazes de produzir uma nova cepa do vírus, mais segura do que as anteriores. Usando a cepa do tipo 3 da Sabin, eles alteraram determinado gene do vírus que eles reconheceram ser o pivô da mutação da forma inativada para infecciosa. Em laboratório, o novo vírus demonstrou ser altamente imunogênico, extremamente atenuado e geneticamente estável. Mais ainda, a nova cepa pode ser produzida em escala adequada para fabricação de vacinas.
Fonte: http://journals.plos.org/plospathogens/article?id=10.1371/journal.ppat.1005316

Colocação de stent e tratamento farmacológico de estenose ateroesclerótica de artéria renal

A estenose de artéria renal, presente em 1% a 5% da população hipertensa, frequentemente ocorre em conjunto com doenças das artérias periféricas ou coronárias. Resultados de um rastreio populacional sugerem que a prevalência em indivíduos acima de 65 anos pode ser de até 7%. A estenose de artéria renal pode ser resultado da hipertensão, nefropatia isquêmica ou diversas outras complicações crônicas.

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Resistência a antibióticos: a necessidade de soluções globais

As causas de resistência a antibióticos são complexas e incluem o comportamento humano nos diversos níveis da sociedade; as consequências afetam toda a população mundial. Tem sido grandes os esforços feitos na tentativa de descrever as mais variadas facetas da resistência a antibióticos e das intervenções necessárias para se combater este problema. Entretanto, falta uma ação coordenada, especialmente a nível político, tanto nacionalmente quanto internacionalmente.

 

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