Estudos – Página: 2 – Widoctor

Como vencer cada tipo de procrastinação

Como vencer cada tipo de procrastinação

Pesquisas apontam que os seres humanos são biologicamente programados para procrastinar. Independentemente das atividades exercidas, a nossa força de vontade vai se esgotando durante o dia. E já que nós não podemos evitar essa vontade de deixar tudo para depois, que tal usá-la a seu favor? A revista Fast Company reuniu dicas simples para virar o jogo e fazer da procrastinação algo funcional.

Não sabe por onde começar? Faça um plano.

Quando perdemos tempo sem um plano concreto, ficamos ansiosos sobre o que fazer em seguida. Portanto, crie uma lista de tarefas extensa e detalhada, com todas os afazeres pendentes e seu cronograma — de preferência seguindo o modelo de articulação de metas específicas, mensuráveis, realizáveis, realistas e limitadas no tempo. E não se esqueça dos possíveis imprevistos que podem aparecer. Depois de planejar seus objetivos, você se sentirá mais tranquilo até durante o tempo livre. Afinal, você tem um plano.

Mas cuidado. As listas de tarefas só funcionam se você se sentir confiante de que pode realmente realizar tudo o que foi anotado. Caso não sinta essa confiança, listar todas as suas responsabilidades irá paralisá-lo e você começará outra rodada de procrastinação. Neste caso, crie uma lista com tudo o que você realizou durante o dia ou a semana. Relembre os momentos em que você superou as esmagadoras. Se você já fez isso uma vez, pode se sentir motivado a fazer novamente.

Quando a exaustão bate à porta é hora de parar

Depois de uma semana de trabalho sem interrupção, você não consegue produzir mais nada de útil. Então, é hora de parar e recomeçar. Fazer algo de que você goste e ter um momento para si mesmo é importante para aguçar a criatividade, resistir ao estresse do trabalho e preparar o corpo e a mente para resolver problemas de maneiras inovadoras.

Os coaches recomendam curar a exaustão com moderação no trabalho. Da parte disso, significa delegar. Mas se você soubesse como moderar seus esforços, não teria se sobrecarregado até a exaustão. Ou seja, precisa aprender também a priorizar. Por meio da auto-reflexão, você chega lá.

O antigo CEO da Baxter International, Harry Kraemer, reflete por 15 minutos todas as noites. Essa rotina o ajudou a gerenciar 52 mil funcionários – driblando o estresse –, sem “correr como uma galinha com a cabeça cortada”.

A rotina noturna de auto-reflexão de Kraemer pode ser utilizada como seu roteiro para analisar as suas tarefas diárias. Este exercício permite que você diferencie o “tenho de fazer” do “seria legal fazer”. A partir daí, pode delegar o essencial para os colegas de trabalho e atingir um equilíbrio entre trabalho e vida mais saudável. Veja:

– O que eu disse que faria hoje em todos os aspectos da minha vida?
– O que eu realmente fiz hoje?
– Do que estou orgulhoso?
– Do que não estou orgulhoso?
– Como eu liderei pessoas?
– Como eu segui as pessoas?
– Se eu vivesse novamente, o que eu faria de maneira diferente?
– Com base no que aprendi hoje, o que vou fazer amanhã em todos os aspectos da minha vida?

Estipule um prazo

Quem impõe seus próprios prazos (como empreendedores) pode sofrer ainda mais com a procrastinação. O escritor Phyllis Korki, em um artigo do New York Times, atribui isso principalmente ao medo de falhar que acompanha qualquer busca criativa. Para superar a procrastinação baseada na insegurança, Korki recomenda impor uma falsa sensação de responsabilidade sobre si mesmo. Defina um prazo – mesmo que seja falso.

Caso uma data falsa não funcione, crie um grupo de coworking. Entre em contato com outros criativos em grupos – nas mídias sociais ou pessoalmente – e organize uma reunião semanal ou mensal para discutir o progresso em seus projetos.

Além de oferecer um ponto de controle, isso pode conectar você a outras pessoas que provavelmente estão lutando contra os mesmos problemas que o seus e pode ajuda-lo a aceitar seus medos como parte natural do processo criativo.

Medo do desconforto

De acordo com um artigo na Psychology Today, da Dra. Pamela Garcy, a procrastinação geralmente decorre da nossa tendência de evitar coisas que nos fazem sentir fisicamente ou psicologicamente desconfortáveis. Racionalmente, você provavelmente sabe que adiar esses projetos não alivia permanentemente o seu desconforto – ele apenas o atrasa. Mas através de atividades mais prazerosas, você pode lidar com esse desconforto antes que ele se torne um empecilho para seu projeto.

A improvisação pode ser uma boa alternativa para quem quer sair da sua zona de conforto e enfrentar o que lhe deixa desconfortável. Durante as aulas, o artista deverá desempenhar várias situações, mas não sabe o que vai fazer ou dizer no palco até que esteja lá. A única regra é dizer “sim”, por exemplo. Dizer “sim” obriga os artistas a aceitarem e se adaptarem às ações de seus parceiros e contribuir com suas próprias palavras e ações para a cena.

Essa atividade cultiva o tipo de adaptabilidade e mente aberta que ajuda os profissionais a superar o desconforto no local de trabalho, diz Tim Yorton, CEO da Second City Communications, que concede aulas de improvisação para executivos de empresas.

Procrastinação é seu procedimento operacional padrão

Como qualquer outro mau hábito, nossa procrastinação segue um padrão. Nós entramos em um projeto com as melhores intenções. Mas, no meio do caminho, encontramos um bloqueio. Conforme o prazo se aproxima, continuamos a dar desculpas e evitar o trabalho até o último momento.

Embora leve entre 18 e 254 dias para criar um padrão de comportamento duradouro, você ainda pode se motivar a terminar aquele trabalho que está procrastinando há um tempo com uma última dica: assista a um filme esportivo.

Todos adoram as histórias de superação em filmes esportivos. Podemos aplicar essa mesma narrativa ao nosso trabalho. Quando pensamos que estamos trabalhando para superar um grande desafio, nos sentimos mais motivados, de acordo com o escritor Nir Eyal.

Portanto, depois de ver seu atleta ou time favorito conquistar seu oponente, crie seu próprio oponente imaginário. Pense nas suas inseguranças e dúvidas e as atribua a esse inimigo imaginário invisível. Ele está dizendo que você é incompetente? Ao cumprir seus objetivos, irá provar sua competência para esse inimigo. E para você mesmo.

Fonte:

Época Negócios

Limitar o tempo de uso diário de redes sociais resulta em menor sintomas de Depressão

Limitar o tempo de uso diário de redes sociais resulta em menor sintomas de Depressão

Dada a amplitude de pesquisas de correlação que liga as mídias sociais

para um estado pior bem-estar, pesquisadores da Universidade de Pennsylvania realizaram um estudo experimental para investigar uma potencial relação de causa-efeito que as mídias sociais desempenham sobre o estado de bem-estar de seus usuários.

 

Os metodos utilizados foram distribuir aleatoriamente 143 estudantes de graduação em grupos  para limitar o uso do Facebook, Instagram e Snapchat a 10 minutos por aplicativo por dia, comparando a um controle em que se era permitido usar as mídias sociais de modo normal por três semanas.

 

O estudo utilizou 7 escalas diferentes para avaliar o nível de bem-estar dos participantes durante o experimento, que mensuravam os níveis de suporte social, medo de ser esquecido, solidão, ansiedade, depressão, autoestima, autonomia e auto aceitação.

Dentre esses parâmetros, o que teve maior significância no grupo alvo foi o medo de ser esquecido pelos amigos ao não usar frequentemente as redes sociais.

Em compensação, os pesquisadores descobriram que o grupo de uso limitado mostrou reduções significativas na solidão e depressão por três semanas em comparação com o grupo controle. Análises não revelaram diferenças significativas entre os dois grupos no apoio interpessoal, medo de perder, ansiedade, autoestima e bem-estar psicológico. No entanto, os pesquisadores observaram uma diminuição pequena, mas estatisticamente significativa para ambos os grupos, em relação ao medo de perder, bem como uma pequena diminuição na ansiedade em ambos os grupos. Os pesquisadores notaram que esses resultados sugerem um benefício do aumento do auto monitoramento.

Fonte: https://guilfordjournals.com/doi/10.1521/jscp.2018.37.10.751

Aumento mundial da Incidência de Asma pela Poluição do Ar

Aumento mundial da Incidência de Asma pela Poluição do Ar

A asma é a doença respiratória crônica mais prevalente no mundo, afetando cerca de 358 milhões de pessoas em 2015. Ambientes em que são encontrados altos índices de poluição aérea exacerbam crises de asma e também contribuem como fator de risco para desenvolver a mesma.

O estudo realizado pela Environmental Health Perspectives, divulgado em novembro de 2018, buscou estimar a relação entre o número de novos casos de asma que levaram o paciente a procurar emergências hospitalares e a concentração de Matéria Particulada Fina (PM 2.5), Ozônio e Dióxido de Nitrogênio no ar ambiente desses locais.

Foram utilizadas funções de impacto epidemiológico em saúde combinadas com dados descrevendo população, incidência e prevalência de asma basal e concentrações de poluentes.

Tias fatores de concentração-resposta para exacerbação e incidência de asma foram extraídos de metanálises de estudos epidemiológicos que combinaram múltiplos estudos individuais de diferentes países em estimativas de risco agrupadas, constituindo assim padrões de comparação para os novos resultados coletados.

Com isso, foi construido um novo conjunto de dados de taxas de visita a emergências nacionais e regionais entre as pessoas com asma usando dados de pesquisa publicados.

Os resultados estimaram que cerca de 9 a 23 milhões de casos de asma emergenciais podem ser atribuídos aos niveis elevados de Ozonio e PM 2.5, o que representa de 8 a 20% dos casos totais.

Esses achados estimam a magnitude da carga global de asma que poderia ser evitada pela redução da poluição do ar ambiente. Ou seja, a doença respiratória crônica mais prevalente do mundo poderia ter a incidência de casos agudos reduzida em 20% se a poluição aérea fosse controlada.

 

Fonte: https://ehp.niehs.nih.gov/doi/full/10.1289/EHP3766

Relação entre especialidade médica e sobrepeso

Relação entre especialidade médica e sobrepeso

No relatório de 2014 do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA sobre obesidade, foi constatado que cerca de 35% da população dos EUA era obesa, ou seja, apresentavam um índice de massa corporal (IMC) de ≥ 30.

Nesse contexto, a Medscape realizou uma pesquisa em que constatou que 8% dos médicos que respoderam ao questionário eram obesos, e que outros 34% deles estavam no sobrepeso. Ou seja, quase metade dos médicos americanos que participaram da pesquisa não estavam nos padrões de peso considerados saudaveis.

Os cirurgiões gerais relatam ser os médicos com maior incidencia de excesso de peso, com 49% sendo considerados obesos (IMC> 25). Os médicos de família seguem de perto a 48%. Dermatologistas são os menos pesados, com menos de um quarto deles (23%) relatando um IMC> 25, seguido por 29% dos oftalmologistas. De acordo com investigadores de um estudo recente usando dados do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição de 2003-2006, olhar para o IMC sozinho pode perder muitas pessoas em risco de doença cardiovascular. No estudo, cerca de um terço dos homens e quase metade das mulheres classificadas como não obesas tinham uma alta porcentagem de gordura corporal. Alguns especialistas sugerem o uso de um IMC> 27-28 para indicar a obesidade, que se correlaciona melhor com a porcentagem de gordura corporal versus o ponto de corte de 30

 

As diretrizes mais recentes da American Heart Association / American College of Cardiology sobre risco cardiovascular recomendam uma dieta do tipo mediterrânea (rica em frutas, legumes, grãos integrais, peixe, azeite, aves de capoeira, nozes, legumes). Quando os entrevistados da Medscape foram questionados quais dietas escolhiam rotineiramente, 62% dos médicos com peso normal e baixo peso indicaram dietas que recomendam essa quantidade diária saudável de frutas e vegetais, e dentre médicos com sobrepeso esse número cai para apenas 39%. Ainda pior, entre o grupo mais pesado, 44% relataram que rotineiramente escolhem “refeições em movimento” ou uma dieta americana típica (carne na maioria dos dias; carboidratos na maioria dos dias de arroz branco, batatas ou produtos de farinha branca; gordura alta). Além disso, foi constatado na pesquisa da Medscape que 72% dos médicos dentro dos padrões de peso se exercitavam pelo menos 2x na semana, enquanto apenas 32% dos médicos com sobrepeso fazem o mesmo.

 

Fonte: https://www.medscape.com/features/slideshow/lifestyle/2014/public/overview#1

Incor avança na pesquisa da vacina contra Febre Reumática

Incor avança na pesquisa da vacina contra Febre Reumática

A febre reumática já foi alvo de preocupação latente no Brasil. Era considerada uma das doenças mais importantes no país, cerca de uma década atrás, tanto por causa de sua incidência como por conta do gasto que representava para o sistema público de saúde. Hoje, ela voltou para a agenda dos médicos e da indústria, mas por um bom motivo: uma nova vacina pode mudar o curso da doença no Brasil e no mundo.

Decorrente de reações autoimunes desencadeadas por um tipo específico de faringite, a estreptocócica, a febre reumática atinge, em geral, crianças e adolescentes suscetíveis, por predisposição genética, à bactéria Streptococcus pyogenes. A doença se manifesta, geralmente, de duas a quatro semanas depois de contraída a faringite. Além da febre, que pode ou não ocorrer, ela provoca movimentos involuntários, dores nas articulações e indisposição. E, quando não tratada, acomete o miocárdio, podendo causar danos permanentes às válvulas do coração.

Um dos problemas de desenvolver esse tipo de valvopatia é que ela avança em silêncio. “A pessoa pode levar uma rotina normal, fazer exercícios e viver sem saber que tem a complicação. Mas, quando chega ao hospital, apresenta indícios de doença no músculo, com sintomas de insuficiência cardíaca”, explica Flavio Tarasoutchi – Diretor da Unidade de Valvopatias do Instituto do Coração desde 2014. A incidência da doença preocupa os cardiologistas. A prevalência de novos casos de febre reumática chega a 30.000 por ano no Brasil. E metade, aproximadamente, desenvolve a lesão nas válvulas. A doença é a causa principal de cardiopatias na região sul americana. No mundo, são 16 milhões de indivíduos que convivem com DRCs (Doenças Reumáticas Cardíacas), dos quais, aproximadamente 2 milhões têm doenças invasivas graves causadas por estreptococcias.

É, por isso, muito alentador o desenvolvimento da vacina brasileira contra a bactéria S. pyogenes. Além de ser uma possibilidade para a redução expressiva do número de novos casos de DRCs e melhora na qualidade de vida de milhares de crianças e jovens, representa um potencial tratamento para outras doenças autoimunes. “Somos, hoje, o país que, provavelmente, mais contribuiu para o conhecimento da febre reumática”, diz , pesquisadora do Laboratório de Imunologia do InCor e responsável pelo grupo de estudos em autoimunidade na Febre Reumática, que desenvolve a vacina contra o estreptococo pyogenes, um trabalho iniciado há mais de 20 anos. “A partir desse know-how, fomos buscar formas de prevenir a doença”.

Com uma equipe multiprofissional de médicos, biólogos e veterinários, o grupo de Guilherme conseguiu trabalhar em uma vacina que está pronta do ponto de vista científico. Falta, agora, passar pelos ensaios clínicos com humanos – um processo que está a caminho. “E se conseguirmos fazer da vacina uma medida eficaz, ela poderá se tornar um modelo para o desenvolvimento de vacina para outras doenças autoimunes”, diz a pesquisadora.

Fonte: http://www.incor.usp.br/news/artigos/Sintese-trabalho-Dra-Luiza-Guilherme.pdf

Texto original: https://referenciaincor.com.br/vacina-contra-febre-reumatica-pode-mudar-otratamento-de-doencas-autoimunes/

Matéria veiculada pela Globo: https://globoplay.globo.com/v/7392360/

 

Ferramentas para dominar o gerenciamento de tempo

Ferramentas para dominar o gerenciamento de tempo

Saber administrar suas horas é indispensável para uma rotina realmente produtiva, que, além de alta execução, inclua tempo livre para lazer ou outras atividades. Algumas ferramentas podem ajudar nessa jornada.

Gestão do tempo

Gestão do tempo, ou gerenciamento do tempo, basicamente é a prática de administrar o tempo disponível para cumprimento do que é necessário. Ao invés de, por exemplo, não pensar sobre ele e apenas executar, gestão do tempo é ativamente organizar de forma a otimizá-lo.

Com a velocidade das relações e atividades atual, gerir seu tempo é uma forma de garantir o cumprimento das tarefas e momentos alternativos, como destinados a lazer.

Dica: uma forma simples de começar a se atentar a isso é listar todas as tarefas e atividades previstas em um dia, estipular o tempo que levará para cumpri-las e organizá-las em um caderno ou agenda. Ordenar por prioridade é uma boa aqui também.

Gerenciar tempo no trabalho – desenvolva a concentração

No trabalho, gerenciar seu dia garante que, além do previsto, você consiga fazer análises mais complexas e, possivelmente, se destacar pela proatividade e aumento de responsabilidade.

Abaixo listamos algumas ferramentas que ajudam, mas um dos pontos a se trabalhar, nesse contexto, é a concentração. A falta dela pode fazer com que qualquer técnica seja inefetiva.

Para desenvolver a sua concentração, estipule um tempo para o trabalho sem interrupções e cumpra-o. Se parece difícil, comece determinando intervalos curtos. A técnica Pomodoro é ótima para o início.

Não se esqueça de controlar interferências tecnológicas. Desative notificações, bloqueie redes sociais e agende um tempo livre para checá-las. Literalmente: marque na sua agenda 5 minutos de pausa para olhar o Instagram, por exemplo.

Gerenciar tempo de estudo – “compre” a responsabilidade

A importância de gerir o tempo extrapola o âmbito profissional: se boa parte das suas tarefas são ligadas a estudo, é preciso gerenciar o tempo dedicado a ele também. Aqui, no entanto, apesar da concentração ser também um desafio, as circunstâncias se diferem e uma delas pode ser um desafio extra para alguns.

O fato de que não há uma responsabilização externa direta – como um projeto com prazo estipulado pelo seu chefe – pode significar mais chances de procrastinação para alguns.

Ferramentas de gerenciamento de tempo

Método Getting Things Done

Getting Things Done (GTD) é uma metodologia de gerenciamento de tempo e produtividade bastante conhecida, que dá o nome a um livro de David Allen (em português, a “A arte de fazer acontecer – O método GTD”), que é seu idealizador.

Basicamente, seu objetivo é tirar o que está na cabeça, para deixá-la livre e também incentivar a execução. A GTD prevê cinco passos grandes – que podem possuir subdivisões:

  1. Capturar – coletar o que precisa da sua atenção: utilize qualquer forma de registro, como uma gravação de áudio, nota em um caderno, de tudo que chama ou precisa da sua atenção (tarefas, ideias, projetos, etc.)
  2. Clarificar – explicar o que significa: é algo em que você pode agir? Se não, elimine a “coisa” ou arquive-a como referência. Se levaria menos de dois minutos para ser feita, faça-a imediatamente. E, se for levar mais tempo, delegue-a ou coloque em uma lista para depois.
  3. Organizar – coloque no “lugar certo”: crie listas apropriadas para cada classe de atividade e, nesta etapa, divida as atividades entre elas.
  4. Revise – reflita sobre com frequência: olhe para as suas listas com a frequência necessária para saber o que fazer em seguida, mas também limpe-a e atualize-a, quando precisar.
  5. Execução – “apenas faça”: utilize seu sistema como base para realmente agir

Matriz de gerenciamento de tempo

Acumular atividades pode dispersar e favorecer a procrastinação, além de tornar a rotina mais cansativa. A matriz de gerenciamento de tempo é uma ferramenta visual que ajuda a priorizar e administrar as horas do dia de acordo com o que realmente importa.

A ferramenta, também conhecida como Matriz de Eisenhower (já discutimos sobre ela aqui na página, em técnicas de estudo), envolve uma grade simples, com quadro quadrantes:

  1. Importante e urgente
  2. Importante, mas não urgente
  3. Não importante, mas urgente
  4. Não importante e não urgente

É importante saber diferenciar entre importante e urgente: o que tem um prazo curto é urgente, importante é o que realmente vai ter resultados e te levar para mais perto de algum objetivo.

Assim como a imagem mostra, a ideia é que você deve priorizar o que está no primeiro quadrante (importante e urgente) e programar as tarefas do segundo. No terceiro, em relação ao que não é importante mas é urgente, se puder, delegue. E tente eliminar do seu dia o que está no quarto, já que não é importante para sua rotina e nem urgente.

Técnica 5W2H

A metodologia 5W2H se baseia na resposta de 7 perguntas – representadas pelo 5W e 2H do seu nome. Seu objetivo é avaliar a importância e fomentar o início de qualquer projeto.

5W:

  1. What? (o que será feito?)
  2. Why? (por que será feito?)
  3. Where? (onde será feito?)
  4. When? (quando?)
  5. Who (por quem será feito?)

2H:

  1. How (como será feito?)
  2. How much (quanto vai custar?)

Respondendo as questões, você já tem o passo inicial para começar, de fato, o trabalho. A técnica ajuda no gerenciamento do tempo na medida em que evita a procrastinação e determina uma data para finalizar o trabalho. Daí, basta dividir quebrar a sua responsabilidade em micro-objetivos e dividi-los durante os dias até o prazo final.

Texto na íntegra: https: //www.napratica.org.br/gerenciamento-de-tempo-ferramentas-dicas/

Reconhecendo a Depressão Pós-parto

Reconhecendo a Depressão Pós-parto

A Depressão pós-parto, um subconjunto da Depressão Perinatal (DPN), é a complicação obstétrica mais comum nos Estados Unidos. Mesmo quando os resultados da triagem são positivos, as mães frequentemente não recebem avaliação adicional, e mesmo quando a depressão é diagnosticada, as mães não recebem tratamentos baseados em evidências.

 

Estima-se que 80% das mulheres tenham o chamado baby blues, certa melancolia que aparece nos primeiros dias do bebê em casa, dura no máximo um mês, e tem mais a ver com a adaptação física e emocional à nova realidade, além das alterações hormonais bruscas que o corpo sofre nessa fase. Mas a Depressão pós-parto vai além, tanto na intensidade quanto na duração dos sintomas, geralmente notados de quatro a seis semanas após o parto e que podem se arrastar por um ano (ou mais, em alguns casos). Ansiedade, irritabilidade, mudanças de humor, cansaço e desânimo persistentes estão no topo da lista de indícios, que também passam por diminuição de apetite, insônia e sensação de incapacidade.

 

Recentemente, de acordo com uma declaração de política e relatório técnico publicado na revista Pediatrics, foi preconizado que os médicos pediatras devem avaliar as novas mães para detectar efetivamente situações de depressão pós-parto (DPP) em visitas de consultório dos bebês, e fazer uso dos recursos da comunidade para tratamento e encaminhamento. No artigo, os autores americanos observam que a triagem provou ser bem-sucedida na detecção da DPP, e com tratamento adequado e precoce, houve boa redução dos efeitos da depressão e melhora no relacionamento entre mãe e bebê.

 

Além disso, o Estudo revela que a DPP leva ao aumento dos custos de cuidados médicos, tratamento médico inadequado do lactente, descontinuação aleitamento materno, disfunção familiar e aumento do risco de abuso e negligência.

 

A DPP, especificamente, afeta negativamente este período inicial crítico de desenvolvimento do cérebro. A DPN é um exemplo de uma experiência adversa na infância que tem complicações adversas potenciais a longo prazo para a mãe, seu parceiro, o bebê e a relação mãe-bebê. No entanto, o DPN pode ser tratada de forma eficaz, e o estresse sobre o bebê pode ser reduzido. Os atendimentos pediátricos devem coordenar os cuidados de forma mais eficaz com o pré-natal, prestando de serviços, tratamento e acompanhamento psicológico para mulheres com depressão materna diagnosticada no período pré-natal. Além disso, devem estabelecer um sistema para implementar a triagem da DPP e organizar visitas de puericultura periódicas.

 

A Academia Americana de Pediatria, trabalhando com departamentos estaduais de saúde, junto a financiamentos públicos e privados e programas de saúde materna e infantil,

defendem que deve ser intensificado o treinamento para a triagem da DPN e tratamento da mesma. Desse modo, a Academia Americana de Pediatria espera que a triagem para DPN seja aperfeiçoada, de modo a otimizar o tratamento, evitando sequelas tanto para a criança quanto para a mãe.

 

Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30559120

Turismo Médico

Turismo Médico

“Turista médico” é usado para definir aqueles pacientes que viajam para outros países em busca de atendimento médico. O termo surgiu principalmente porque muitos cidadãos dos EUA passaram a viajar para fora do país em para procurar um atendimento médico mais barato. Ou seja, a principal razão para o “turismo médico” não é a busca por atendimento especializado, mas sim alternativas mais econômicas para sistemas de saúde que se tornaram onerosos demais para os pacientes.

O número de turistas médicos dentre todos os países em 2017 foi estimado em 14-16 milhões. Espera-se que o número de turistas médicos dos EUA e o número de turistas médicos no mundo aumentem em 25% ao ano. As implicações financeiras dessa nova modalidade de assistência médica são profundas. Estima-se que o custo médio de cada visitante médico seja de US $ 3.800 a US $ 6.000,00 por visita, e o total gasto por ano no mundo é estimado entre US $ 45 e US $ 72 bilhões, sendo o valor de todo o turismo médico por ano de aproximadamente US $ 439 bilhões.

Por conta disso, uma nova modalidade de negócio foi criada – as companhias, ou empresas, de turismo médico, que atuam tanto dentro dos EUA, quanto nos países receptores dos pacientes, vendendo pacotes que incluem passagem aéreas, admissões em hospitais, consultas com médicos conveniados, hospedagem. Em 2008 foram contabilizadas 68 empresas de turismo médico só nos EUA. Mesmo com todos os gastos adicionais, o custo total da internação, incluindo honorários médicos, passagens aéreas e despesas com hotel para o paciente e eventuais acompanhantes, ainda é muito menor do que o custo do procedimento nos Estados Unidos.

O top 10 de países destino de turismo médico são (não ordenados em ordem de frequência de visitas): Costa Rica, Índia, Malásia, México, Singapura, Coréia do Sul, Taiwan, Tailândia, Turquia e EUA. O top 10 de condições tratadas são: atendimento odontológico, cirurgias cosméticas, patologias cardíacas, fertilização in vitro, perda de peso, dermatologia, transplantes (rim e fígado) e neurocirurgias espinhais.

Vale ressaltar, ainda, que os EUA também são um destino de turismo médico devido à sua excelência, e atualmente o saldo entre visitas e saídas de pacientes ainda é positivo. Contudo o economista médio Uwe Reinhardt advertiu que “o turismo médico pode fazer para o sistema de saúde dos EUA o que a indústria automobilística japonesa fez com as montadoras americanas depois que os produtos japoneses desenvolveram uma boa relação qualidade / preço e confiabilidade”. Ou seja, se o custo de tratar-se internamente tornar-se tão alto, ou a oferta externa tornar-se muito atrativa, esse saldo entre visitas e saídas de pacientes pode inverter-se, gerando um ônus economico aos EUA.

 

Fonte: https://www.amjmed.com/article/S0002-9343(18)30620-X/abstract

As ameaças do movimento Antivacina

As ameaças do movimento Antivacina

A Organização Mundial da Saúde divulgou recentemente uma lista intitulada “Ten threats to global health in 2019” na qual cita os principais desafios que a saúde global terá que enfrentar no decorrer deste ano. Dentre os 10 pontos indicados pela OMS, está a “resistência a vacinação”, popularmente conhecido como Movimento Antivacina, ou Anti-vaxxers. Esse movimento cresceu de maneira assustadora nos últimos anos, principalmente nos EUA e Europa, com pessoas que recusavam a se vacinar e/ou vacinar seus filhos, utilizando-se dos mais variados argumentos.
O primeiro impulso do Movimento Antivacina ocorreu em 1998, após a publicação de estudo do pesquisador britânico Andrew Wakefield relacionando a vacina tríplice viral (contra caxumba, sarampo e rubéola) com o autismo. Anos depois, foi comprovado que o cientista havia falsificado boa parte do material utilizando para defender sua tese, mas muitos textos pela Internet ainda insistem em utilizar seu trabalho como prova dos perigos da vacinação entre as crianças. Além dessa correlação indevida entre vacinação e autismo, os antivacinas também afirmam, sempre baseadas em publicações científicas obscuras, que as vacinas são meios utilizados pelos governos para implantar chips de monitoramento na população ou mesmo promover esterilizações em massa. Em muitos casos, as teorias também apontam interesses escusos da indústria farmacêutica na criação e utilização de vacinas.
Os riscos da escolha de não se vacinar afeta muito além que o indivíduo. Uma população vacinada protege aqueles dentro da comunidade que por questão de saúde não podem ser vacinados (pacientes imunossuprimidos, pacientes HIV +), criando um ambiente não contaminado, um “escudo” para essas pessoas. Quando um indivíduo escolhe não se vacinar, ele abre uma brecha para a doença se instalar na comunidade.
De acordo com a OMS, os casos de Rubéola aumentaram em 30% no último ano, sendo que países que haviam erradicado a doença voltaram a reportar novos casos na mesma.
Recentemente, um surto de sarampo, há anos erradicada nos Estados Unidos, se desenvolveu a partir dos parques de diversão da Flórida. Durante as investigações, as autoridades de saúde do país identificaram uma criança não vacinada que iniciou a circulação do vírus. Nos últimos anos, também tem ocorrido diversos surtos de coqueluche no país, outra doença que era considerada fora de circulação. Em 2014, foram 48 mil casos, maior valor desde 1955.
Mesmo com inúmeras iniciativas para conscientizar a população sobre os comprovados benefícios da vacina e os riscos da não vacinação, o movimento continua a crescer. É comum a realização de fóruns e conferencias Antivaxxers, nos quais ganham gradativamente mais adeptos, divulgando teorias e notícias falsas, expandindo sua ideologia e causando a volta de doenças já superadas como tuberculose, catapora, caxumba, hepatite B e difteria.
Baseados em artigos científicos com pouco embasamento teórico – muito deles falsos, como visto anteriormente – e textos apócrifos divulgados na Internet, o movimento antivacina se concentra em países ricos da Europa e nos Estados Unidos. Um estudo internacional mostrou que, por conta de suas ações, algumas cidades do estado da Califórnia apresentam taxas de vacinação similares a de países africanos como o Sudão do Sul.
No Brasil, o pensamento contra o uso de imunizações vem ganhando espaço entre as classes mais altas, mas ainda têm difusão reduzida. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em
2012 revelou que 76% das famílias mais ricas vacinam seus filhos enquanto essa taxa sobe para 81% entre os mais pobres. O movimento antivacina, no entanto, merece atenção também no Brasil, onde muitas campanhas de vacinação têm obtido resultados abaixo do esperado nos últimos anos.
Os imunizantes parecem hoje ser vítimas do seu próprio sucesso. As pessoas esqueceram como era viver sem vacinas e passaram a desacreditar nas mesmas.

Fontes:
https://www.who.int/emergencies/ten-threats-to-global-health-in-2019
https://www.globalcitizen.org/en/content/everything-you-need-to-know-about-the-antivaxxer/
https://saude.ccm.net/faq/6060-movimento-antivacina-argumentos-e-riscos

Pesquisa mapeia uso de recursos tecnológicos pelos médicos

Pesquisa mapeia uso de recursos tecnológicos pelos médicos

Com o objetivo de mapear a utilização dos recursos tecnológicos nos universos da medicina e da saúde, o Global Summit Telemedicine & Digital Health e a APM – Associação Paulista Medicina realizaram pesquisa com médicos do estado de São Paulo entre os dias 9 e 26 de novembro de 2018.
O estudo, chamado “Tecnologia e Saúde”, busca entender a percepção dos médicos sobre a necessidade de avanços na incorporação da telemedicina e da telessaúde no dia a dia da prática profissional e, em especial, de avanços nos marcos regulatórios e no Código de Ética, com vistas a melhorar performances e beneficiar os pacientes.
Dos pesquisados, 84,67% afirmam usar ferramentas de Tecnologia de Informação para observação dos pacientes e otimização do tempo de consulta. A que mais utilizam é o prontuário eletrônico (76,75%), seguido de sistemas de agendamentos de consultas (12,81%) e sistemas de gestão de consultório (5,71%).
E a incorporação de outras tecnologias no dia a dia dos médicos – como inúmeras ferramentas da telemedicina – poderia ser muito maior, caso houvesse a devida normatização por parte dos órgãos responsáveis. Neste sentido, quase metade dos médicos (49,41%) entende que o CFM – Conselho Federal de Medicina não regula adequadamente as soluções digitais para a saúde e a medicina.
Outros 79,36% acham que o Ministério da Saúde não está disseminando tecnologias em favor da saúde dos pacientes. Além disso, 91,51% dos que responderam a pesquisa pensam que o Brasil está atrás de países como Estados Unidos, Japão e Alemanha.
“A tecnologia auxilia os médicos. Quando observamos o uso das novas ferramentas em todas as indústrias, entendemos que elas substituem funções muito rotineiras, mas não práticas complexas e humanas. Então, precisamos enxergar a tecnologia como algo que ajude os médicos e profissionais de saúde a realizarem seu trabalho de maneira mais eficiente. Ao substituirmos funções automatizadas, todos ganham, já que poderemos focar nas questões que realmente só os humanos podem fazer”. Essa é a avaliação de Robert Wah, chief medical officer da DXC Technology e ex-presidente da AMA – Associação Médica Americana, que participou do evento de apresentação da pesquisa, em São Paulo.
Ferramentas de comunicação
Entre os dados mais relevantes da pesquisa, o Prof. Dr. Jefferson Gomes Fernandes, presidente do Conselho Curador do Global Summit, destacou que, embora a maioria (57,9%) dos médicos seja contrária à realização de consultas a distância, 85% concordam com a utilização de ferramentas de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, entre médicos e pacientes.
E entre os que são favoráveis ao WhatsApp, 42,7% afirmaram que já o utilizam para responder dúvidas dos pacientes entre uma consulta e outra, 34% disseram que a ferramenta, inclusive, serve para receber exames e fotos para ajudar nos diagnósticos e tratamentos e 23,3% alegam que, apesar de concordarem com o uso do sistema de mensagens, ainda não o fazem. Por outro lado, 50,83% dos médicos discordam das prescrições serem feitas a distância.
Prof. Dr. Jefferson Gomes Fernandes, do Global Summit. Foto: Beto Assem “Trocar exames e fotos no celular é, de certa forma, uma consulta a distância. As respostas mostram que há um processo natural de transformação de cultura, além do entendimento do que são as ferramentas e como usá-las. Há a questão-chave da relação médicopaciente e o quão fundamental é a atividade presencial. Então, devemos pensar quando usar o WhatsApp e com qual finalidade. E entender o que percebemos como telemedicina, ou saúde conectada, responsável. É uma questão importante de mudança de mindset, que é algo progressivo”, declarou Fernandes.
Para Antonio Carlos Endrigo, diretor de TI da APM e presidente da Comissão Organizadora do Global Summit, é importante entender que essas ferramentas não foram criadas para a comunicação entre médicos e pacientes, embora sejam utilizadas para tal. “Um dos problemas disso é que não há registro de atendimento. Ou quando há, ele pode ser modificado, seja pelo paciente, seja pelo médico, causando problemas na relação. É importante, portanto, termos uma regulamentação que abra a possibilidade de empresas de tecnologia desenvolverem produtos adequados ao setor de saúde.”
A visão de Wah também vai nesse sentido. O especialista norteamericano reconhece que a alta frequência de utilização de aplicativos de mensagens instantâneas é devido à conveniência. Mas defende que não é porque algo é conveniente que é correto. E questiona: “Por que colocamos os nossos diagnósticos médicos nestes aplicativos se não colocamos informações como dados bancários e número do cartão de crédito?”
O diretor da DXC Technology contou, ainda, sobre um experimento que está conduzindo na China, em uma cidade com 7 milhões de habitantes, onde os cidadãos estão sendo integrados a um sistema de saúde todo digital. “Há um aplicativo para os médicos, o governo tem acesso aos dados, e os profissionais sabem, de acordo com o histórico do paciente, os procedimentos que devem fazer. Lançamos também para o paciente, que pode ver os resultados de seus exames, os diagnósticos e marcar consultas. É impressionante. É o que a sociedade quer ver e como enxergamos o papel da tecnologia, dando subsídio com informações para os médicos tomarem as decisões corretas”, relatou.

Futuro
Quanto à evolução do setor, 72,79% dos participantes da pesquisa concordaram com a frase “A tecnologia não vai substituir o médico, apenas o médico que não usa a tecnologia”. Por outro lado, 79,72% não acham viável que a tecnologia avance ao ponto de os pacientes poderem fazer seus próprios diagnósticos.
Para Endrigo, haverá redução de profissionais de saúde no futuro, além da transformação de outros, que atuarão de acordo com as tecnologias mais recentes. “Mas isso irá demorar. Hoje, um dos maiores problemas da saúde é o acesso. Muitos pacientes não conseguem atendimento pelas barreiras geográficas e muitos médicos têm ociosidade, pois os pacientes não chegam. Então, as novas tecnologias devem acomodar essa questão. Outro ponto é que aqueles que não se adaptarem às novas ferramentas sairão naturalmente do mercado.”
Fernandes acredita que quanto mais for possível automatizar processos manuais, maior eficiência haverá na área. De acordo com ele, há estudos que mostram que os médicos passam até 50% do seu tempo digitando, quando o mais interessante seria direcionar a maior parte de sua agenda para os cuidados com os pacientes.
“Quando inventaram os carros, pensaram o que fariam aqueles que trabalhavam com charretes. E o que houve? Aprenderam a manusear carros, houve mudanças, criou-se o mecânico. E assim caminha a humanidade. As tecnologias, aplicadas corretamente, nos farão melhores profissionais. Nada irá substituir o médico”, afirma.
“A minha visão, como médico e como alguém que trabalha com tecnologia ao redor do mundo, é de que o planeta está em uma jornada de transformação digital. As pessoas, hoje, ainda vão aos consultórios com vários papéis, mas estamos mudando para um sistema de armazenamento de informações em computadores. Poderemos, assim, cuidar melhor das pessoas. A tecnologia irá mudar tudo”, prevê Wah.

Armazenamento de dados
Noventa e três por cento dos participantes do levantamento entendem que é benéfico que as informações de saúde sejam disponibilizadas em nuvem digital, com proteção de dados, mas acessível ao médico, sob autorização do paciente. E outros 97,41% acham que esse compartilhamento seguro de informações trará benefícios aos médicos, aos pacientes e ao sistema.
Além disso, 78,3% dos médicos acreditam que os celulares funcionarão como “guardiões da saúde”, possibilitando que cada cidadão tenha o controle de sua própria situação, direto de casa; e 93,87% pensam que tecnologias como a impressão de tecidos 3D chegarão à medicina. Porém, 58,14% também afirmaram que seus locais de trabalho ainda não contam com os melhores recursos tecnológicos disponíveis.
A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 26 de novembro, por meio da ferramenta on-line SurveyMonkey, com 848 médicos, sendo 41% mulheres e 59% homens. Neste universo, houve praticamente unanimidade em afirmar que as novas tecnologias trarão avanços à assistência aos pacientes – apenas um participante acredita que não.

Evento
O Global Summit Telemedicine & Digital Health, realizado e promovido pela APM e pelo Transamerica Expo Center, acontecerá de 4 a 6 de abril de 2019, em São Paulo (SP). Seu objetivo é promover conteúdo que possa ser transformador para todos os participantes. Para tanto, serão mais de 50 palestrantes nos três dias de congresso, com a expectativa de mais de 1.500 pessoas.
Haverá, além das discussões e das mais de 70 horas de conteúdo, um hub tecnológico e um espaço de inovação, com startups do setor, representantes da indústria, dos hospitais, das operadoras de planos de
saúde, entre outros. O evento também abarca o 9º Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde.
Experiências únicas, como o Espaço Innovation Challenge, no qual será possível mostrar ideias e soluções inovadoras em um hackathon, também estão previstas. Será uma competição para o mercado da saúde, mostrando as tendências e promovendo a conexão com investidores que viabilizam os projetos a serem implementados.
“O objetivo é trazermos essa visão da tecnologia a serviço da vida. Tanto telemedicina quanto saúde digital, seja o nome que for, é algo que precisamos, como país, desenvolver. São novidades que contribuem para os cuidados, trazem mais acessibilidade e resolução, além de reduzirem custos. Queremos algo que seja transformador”, finaliza Jefferson Fernandes.

Informações: telemedicinesummit.com.br
Conteúdo originalmente publicado na Revista Hospitais Brasil edição 94, de novembro/dezembro de 2018. Para vê-la no original, acesse: portalhospitaisbrasil.com.br/edicao-94-revista-hospitais-brasil

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