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Quer aprender algo novo? Pesquisa de Yale revela quando o cérebro é mais eficiente

Quer aprender algo novo? Pesquisa de Yale revela quando o cérebro é mais eficiente

A incerteza pode ser muito estressante. Mas estar fora da sua zona de conforto e não saber o que vai acontecer envia sinais para que o cérebro comece a aprender. Pelo menos é o que mostra um novo estudo feito por pesquisadores de Yale.

“Nós só aprendemos quando há incerteza, e isso é uma coisa boa”, explica Daeyeol Lee, professor de neurociência, psicologia e psiquiatria de Yale. “Não queremos ficar aprendendo o tempo todo. Se o cérebro aprendesse sempre, nós provavelmente desistiríamos ao experimentar o fracasso, não persistiríamos.” Ou seja: situações instáveis podem ser desconfortáveis, mas são ajudam seu cérebro trabalhar à todo vapor

Estabilidade “desliga” o cérebro
Se você quiser maximizar o aprendizado, deve fazer coisas difíceis em 70% do seu tempo, aconselha a Inc. Se você não tem algum nível de estresse sobre o resultado de seu trabalho, seu cérebro ‘desliga’ o centro de aprendizado.

O estudo observou um grupo de macacos, que deveriam apertar botões de cores diferentes para receber uma recompensa. Mas não era sempre que o macaco recebia o petisco. Alguns botões tinham taxas estáveis – de 20% e 80%. Outros eram mais imprevisíveis e a frequência variava.

Os cientistas então mediram a atividade cerebral dos macacos. Quando eles conseguiam prever com que frequência receberiam um petisco, as regiões do cérebro associadas ao aprendizado se desligavam. Quando eles não sabiam o que aconteceria, essas áreas ficavam mais ativas.

Quando você descobre a melhor forma de se comportar em um ambiente, aprender novas técnicas tem pouco sentido. O que não é um problema se você está tentando descobrir quantos minutos precisa para cozinhar um ovo. Mas em outras áreas da vida, continuar aprendendo pode trazer vantagens.

“Talvez a descoberta mais importante do estudo seja a de que as capacidades do cérebro não são ‘fixas’, mas elas se adaptam conforme a estabilidade do ambiente. Quando você entra em um ambiente novo e volátil, isso pode aumentar a tendência do cérebro de absorver novas informações”, resume Lee.

Matéria originalmente publicada em Época Negócios

O que é inteligência emocional e como ela pode te ajudar a ser um profissional melhor

O que é inteligência emocional e como ela pode te ajudar a ser um profissional melhor

A inteligência emocional é influenciada por uma combinação de traços de personalidade. Níveis mais altos dela são associados com inúmeros benefícios, inclusive relacionados à carreira. Por isso, sua medida, o Quociente Emocional (QE), tem sido considerado como um bom radar para contratações em processos de recrutamento. Alguns especialistas até o colocam à frente do QI (Quociente de Inteligência) em questão da eficiência para determinar um bom profissional.

Atualmente um termo bastante utilizado, “inteligência emocional” foi aplicado pela primeira vez em documentos científicos no ano de 1966, em artigo do psicólogo americano Hanskare Leuner. Porém, sua concepção só foi aprofundada em 1989, primeiro pelo psiquiatra infantil Stanley Greenspan e, posteriormente, em 1990, pelos psicólogos Peter Salovey e John Mayer.

 

Em sua definição, a dupla Salovey e Mayer explica que IE é “a capacidade de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si próprio e nos outros”. Os dois psicólogos dividiram-na em quatro domínios básicos:

  • Percepção das emoções: a precisão com que uma pessoa identifica as emoções.
  • Raciocínio por meio das emoções: empregar as informações emocionais para facilitar o raciocínio
  • Entendimento das emoções: captar variações emocionais nem sempre evidentes e compreender a fundo as emoções (mais sofisticado do que o “identificar” do primeiro domínio)
  • Gerenciamento das emoções: aptidão para lidar com os próprios sentimentos

Daniel Goleman e a inteligência emocional

Apesar de não ter introduzido o conceito de IE, Daniel Goleman, psicólogo, escritor e PhD da Universidade de Harvard, é o grande responsável por popularizá-lo. Em 1995, quando atuava como jornalista científico do New York Times, lançou o livro “Inteligência Emocional”, em que traz à tona o embate entre o QE e o QI (Quociente de Inteligência).

Com mais de 5 milhões de cópias vendidas no mundo todo e tradução para 40 idiomas, o best-seller impulsionou a atenção das pessoas pelo tema, tornando o conceito acessível a vários segmentos da sociedade. A partir dele, a mídia e outras entidades acadêmicas começaram a explorar ainda mais o assunto.

Goleman descreve a inteligência emocional como a capacidade de uma pessoa de gerenciar seus sentimentos, de modo que eles sejam expressos de maneira apropriada e eficaz. Segundo o psicólogo, o controle das emoções é essencial para o desenvolvimento da inteligência de um indivíduo. Seu modelo sobre a IE foca em uma série de competências e habilidades que, de acordo com ele, propiciam melhores desempenhos profissionais – inclusive, como líder.

 

Fundamentos da IE

O modelo de Goleman posiciona a IE como o conjunto de competências e habilidades fundamentadas em cinco pilares:

  • Autoconsciência – capacidade de reconhecer as próprias emoções
  • Autorregulação – capacidade de lidar com as próprias emoções
  • Automotivação – capacidade de se motivar e de se manter motivado
  • Empatia – capacidade de enxergar as situações pela perspectiva dos outros
  • Habilidades sociais – conjunto de capacidades envolvidas na interação social

Além disso, ele identifica 12 domínios como sendo os principais para desenvolvê-la:

  1. Autoconhecimentoemocional
  2. Autocontrole emocional
  3. Adaptabilidade
  4. Orientação para realização
  5. Perspectiva positiva
  6. Empatia
  7. Consciência organizacional
  8. Influência
  9. Coache mentoria
  10. Administração de conflitos
  11. Trabalho em equipe
  12. Liderança inspiradora

Benefícios da IE, segundo a ciência

Há extensa pesquisa que fundamenta os benefícios de ter um nível alto de IE, inclusive relacionando-a à traços de generosidade. Um estudo mostrou que as pessoas com maior conhecimento sobre regulação emocional têm mais propensão a pensarem no “bem social” quando em face de um dilema.

Além disso, a IE influencia o sentimento de bem-estar. Pesquisadores descobriram, por exemplo, que existem relações inversas entre a capacidade de controle emocional e estresse no ambiente de trabalho.

Ter habilidade de identificar e gerenciar as emoções próprias e dos outros são atributos valiosos também para alcançar sucesso profissional, segundo pesquisadores de Harvard. O estudo, de mais de 20 anos, ainda mostrou que esta habilidade caracteriza mais êxito na vida social.

Empreendedores com bons níveis de IE também são mais resilientes quando enfrentam obstáculos e lidam melhor com seus funcionários e clientes.

E os profissionais são melhores líderes. Uma análise que compreendeu diversos documentos científicos revelou que há uma relação positiva clara entre a IE e a eficácia da liderança nas empresas.

Parte da “automotivação” (um dos pilares da IE, segundo Goleman), a capacidade de ter perspectivas positivas – ou “otimismo” – está associada com maior habilidade de venda e maior taxa de sucesso acadêmico.

Para os estudiosos, a diferença primordial entre os pessimistas e otimistas é que, quando falham, os otimistas tendem a fazer atribuições causais externas, específicas e temporárias, enquanto os outros fazem atribuições internas e permanentes. Ou seja, após contratempos, possuem mais facilidade para se recompor e agir em prol de resultados.

Inteligência emocional tem tanto a ver com saber quando e como expressar emoções quanto com o controle delas – e esta capacidade é valiosa. Pesquisadores da Universidade de Yale descobriram que demonstrar emoções positivas pode beneficiar trabalhos em equipe. De acordo com eles, elas levaram à melhora na cooperação e na performance do grupo, além de maior preocupação com o que é justo.

Embora existam aspectos permanentes que determinam o temperamento e a personalidade – herança genética, por exemplo -, Goleman defende que muitos dos circuitos cerebrais da mente humana são maleáveis e podem ser trabalhados, impactando o nível de inteligência emocional.

Revisar mentalmente as habilidades que ela envolve e perceber em quais precisa trabalhar é o primeiro passo para aumentá-la. O psicólogo defende que o feedback externo também é um ótimo medidor para se orientar e desenvolver a IE.

Fonte:

Na Prática – Fundação Estudar.

Pesquisa mostra resultados positivos de novo esquema de tratamento para Tuberculose resistente

Pesquisa mostra resultados positivos de novo esquema de tratamento para Tuberculose resistente

Em artigo publicado na New England Journal of Medicine, foi mostrado que estudos de coorte em Bangladesh tiveram taxas de cura promissoras em pacientes com Tuberculose multidroga resistente, sendo utilizados medicamentos por um tempo menor do que o recomendado pela OMS em 2011.

A doença afeta quase 500.000 novas pessoas em todo o mundo a cada ano e é consideravelmente mais difícil de tratar do que a tuberculose suscetível as drogas convencionais (esquema RIPE: Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etanbutol) por conta do seu extenso tempo de tratamento, 20 meses de acordo com a recomendação da OMS.

Afim de procurar alternativas para melhorar os índices de adesão ao tratamento, e consequentemente cura para a doença, um estudo de coorte randomizado fase 3 foi encomendado para comparar um regime de tratamento mais curto em relação ao tratamento longo vigente.

Os pacientes analisados eram portadores de Tuberculose resistente a rifampicina, mas suscetíveis a fluroquinolonas e aminoglicosídeos

Foram utilizados 424 pacientes no total, sendo 383 o grupo alvo e os restantes, o grupo controle. No grupo que seguiu o tratamento de longa duração recomendado pela OMS (20 meses de tratamento), o percentual de cura foi de 79,8%. Enquanto o grupo que utilizou o tratamento alternativo (11 meses), o percentual de cura foi de 18,8%.

Desse modo, os pesquisadores mostraram que o tratamento em regime curto obtinha uma taxa de cura muito semelhante ao tratamento de regime longo, com um índice de segurança também semelhante, sendo assim uma alternativa viável de tratamento.

“Embora os resultados deste estudo sejam encorajadores, pesquisas adicionais continuam sendo essenciais para encontrar um regime curto e simples para a tuberculose multirresistente, que resulte em resultados de eficácia e segurança semelhantes aos da tuberculose suscetível a drogas”, finalizam os autores.

 

Fonte: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1811867?query=featured_home

Pesquisadores brasileiros identificam bactérias que facilitam diagnóstico de câncer intestinal

Pesquisadores brasileiros identificam bactérias que facilitam diagnóstico de câncer intestinal

Pesquisadores brasileiros publicaram nesta segunda-feira (1º), na revista científica “Nature”, os resultados de um estudo que pode ajudar no diagnóstico precoce do câncer de intestino, o terceiro mais comum no mundo e no Brasil.

Em conjunto com especialistas da Universidade de Trento, na Itália, pesquisadores do hospital A.C Camargo e da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram identificar um conjunto de bactérias que servem como “marcadores” em um teste para o diagnóstico da doença.

No estudo, os pesquisadores analisaram o material genético em amostras extraídas das fezes de 969 pessoas com e sem câncer. Foram usadas amostras de populações da Alemanha, França, Itália, China, Japão, Canadá e Estados Unidos.

Eles descobriram 16 micro-organismos que só estão presentes na microbiota intestinal ou fecal do intestino de pessoas com câncer intestinal. A expectativa dos pesquisadores é que a capacidade de verificar com testes se esses micro-organismos estão no organismo dos pacientes ajude a identificar mais facilmente indivíduos com este tipo de câncer.

O biólogo Andrew Thomas, um dos participantes da pesquisa, explica que descoberta pode ajudar o trabalho de oncologistas.

“Esse estudo mostra que a microbiota de fezes é um indicador forte para a presença do câncer colorretal, independentemente da população sendo estudada ou da dieta das pessoas. Com isso, poderemos empregar testes que utilizam a microbiota fecal em conjunto com o teste do sangue oculto (feito para verificar a presença de sangue nas fezes) para obter detecções mais sensíveis e específicas, inclusive nos estágios iniciais da doença”, diz Thomas.

 

Bactéria causadora ou associada?

Segundo os pesquisadores, no caso do câncer de intestino, não era claro qual o papel ou a relação que os micro-organismos da flora intestinal tinham com a doença, enquanto que já era conhecido que o câncer de estômago só pode ser causado por uma única espécie bacteriana, a H. pylori.

O biólogo explica que ainda não é possível afirmar, com base no estudo, que uma ou mais bactérias específicas causem o câncer intestinal. Entretanto, a pesquisa abre possibilidade para novos estudos que investiguem se algumas dietas podem estar associadas ao desenvolvimento da doença.

“Um dos achados do nosso estudo foi o aumento de uma enzima microbiana que degrada a colina em pacientes com câncer intestinal. A colina é um nutriente presente na dieta (em carne vermelha e ovos), que ao ser degradada libera acetaldeído, um composto altamente carcinogênico, e trimetil-amina (TMA), que já foi fortemente associado a doenças cardiovasculares como a aterosclerose”, explica.

Ainda segundo o biólogo, o alto consumo de carne vermelha já foi associado a um maior risco de câncer colorretal, e o estudo atual abre um caminho para que essa interligação entre dieta, microbiota e o câncer colorretal seja confirmada.

 

Base heterogênea

Segundo o estudo, a identificação destes micro-organismos com dados de diferentes regiões do mundo pode funcionar como uma base de dados heterogêneos e importante para o diagnóstico e tratamento dos pacientes com câncer.

Além disso, pacientes que sofrem com doença de Crohn e retocolite ulcerativa também se beneficiariam, já que ambas não têm cura, mas podem ser controladas a partir de um diagnóstico precoce.

Fonte:

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/04/01/pesquisadores-brasileiros-identificam-bacterias-que-facilitam-diagnostico-de-cancer-intestinal.ghtml

Pesquisa da UFRJ mostra que vacina contra Febre Amarela pode ser efetiva contra Zika

Pesquisa da UFRJ mostra que vacina contra Febre Amarela pode ser efetiva contra Zika

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Fundação Oswaldo Cruz publicaram online um trabalho em que mostram que a vacina contra a febre amarela protege camundongos do vírus Zika.

O vírus Zika (ZIKV) surgiu como um importante agente de doenças infecciosas no Brasil em 2016. A infecção geralmente leva a sintomas leves, mas distúrbios neurológicos congênitos graves e síndrome de Guillain-Barré foram relatados após a exposição ao vírus. O desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o ZIKV é uma prioridade de saúde pública, incentivando os estudos pré-clínicos e clínicos de diferentes estratégias vacinais.

Neste trabalho, pesquisadores brasileiros descreveram o efeito protetor de uma vacina atenuada contra a febre amarela já licenciada (17DD) em camundongos geneticamente modificados para desativar o receptor de interferon do tipo I (A129) e camundongos imunocompetentes (BALB/c) infectados com ZIKV.

A vacinação contra o vírus da febre amarela resulta em proteção robusta contra o ZIKV, com diminuição da mortalidade nos camundongos A129, redução da carga viral cerebral em todos os camundongos e prevenção da perda de peso nos camundongos BALB/c. Apesar da limitação da vacina contra a febre amarela (17DD) para elicitar a produção de anticorpos e a atividade neutralizante contra o ZIKV, os estudiosos descobriram que a imunização contra a febre amarela evitou o desenvolvimento de comprometimento neurológico induzido pela inoculação do vírus intracerebral em adultos.

Embora tenham utilizado duas doses de vacina no presente protocolo, uma dose única foi protetora, reduzindo a carga viral cerebral. Diferentes modelos de vacina contra zika vírus foram testados, no entanto, este trabalho mostra que uma vacina eficiente e certificada, já disponível para uso há várias décadas, protege efetivamente camundongos contra a infecção pelo zika vírus.

Esses achados abrem a possibilidade de usar uma vacina disponível e barata para uma imunização em larga escala no caso de um surto causado pelo vírus Zika.

 

Original: https://www.news.med.br/p/saude/1336013/vacina+contra+febre+amarela+protege+camundongos+contra+infeccao+pelo+virus+zika+publicacao+de+pesquisadores+da+ufrj+e+da+fundacao+oswaldo+cruz.htm

Fonte:

https://www.biorxiv.org/content/10.1101/587444v1v

Cigarros eletrônicos auxiliam a parar de fumar, conclui artigo divulgado pela New England Journal of Medicine

Cigarros eletrônicos auxiliam a parar de fumar, conclui artigo divulgado pela New England Journal of Medicine

Um estudo recente sugere que os cigarros eletrônicos são mais eficazes para a cessação do tabagismo do que a terapia de reposição de nicotina.

Os 886 participantes que frequentavam serviços para ajudar a parar de fumar do UK National Health Service, no Reino Unido, foram aleatoriamente designados para receber durante 3 meses ou produtos de reposição de nicotina da sua preferência ou um pacote inicial de cigarros eletrônicos (um e-cigarette recarregável de segunda geração). Ambos os grupos receberam apoio comportamental semanal e individual por pelo menos 4 semanas.

A taxa de abstinência de um ano, que foi validada bioquimicamente, foi de 18,0% no grupo que usou cigarros eletrônicos (e-cigarettes) em comparação com 9,9% no grupo de reposição de nicotina. Entre aqueles que pararam, 80% dos participantes do grupo e-cigarettes versus 9% dos que estavam no grupo de reposição de nicotina continuaram a usar os produtos de nicotina.

No geral, a irritação da garganta ou da boca foi relatada com mais frequência no grupo de cigarro eletrônico (65,3% versus 51,2% no grupo de reposição de nicotina) e náusea com mais frequência no grupo de reposição de nicotina (37,9% versus 31,3% no grupo e-cigarette). O grupo e-cigarette relatou maiores declínios na incidência de tosse e produção de catarro desde o início até 52 semanas do que o grupo de reposição de nicotina. Não houve diferenças significativas entre os grupos quanto à incidência de sibilos ou falta de ar.

Embora o uso prolongado de cigarros eletrônicos possa apresentar danos ao organismo, também pode prevenir a recaída ao tabagismo, escreveram os autores.

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1336073/cigarros+eletronicos+ajudam+a+parar+de+fumar+segundo+artigo+do+nejm.htm

Imunoterapia com atezolizumabe é aprovada para Câncer de mama

Imunoterapia com atezolizumabe é aprovada para Câncer de mama

A aprovação da imunoterapia com atezolizumabe (Tecentriq, Genentech/Roche) foi realizada pela US Food and Drug Administration (FDA), para ser usada juntamente com a quimioterapia com paclitaxel ligado à albumina ou nab-paclitaxel (Abraxane, Celgene), no tratamento de primeira linha do câncer de mama triplo negativo de pacientes PD-L1 positivos, com tumores localmente avançados ou metastáticos, irressecáveis.

O atezolizumabe é a primeira imunoterapia a ser aprovada para o câncer de mama. A aprovação é baseada em resultados de segurança e eficácia do estudo IMpassion130, um estudo randomizado, multicêntrico, duplo-cego, controlado por placebo, com dados que foram apresentados no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO) de 2018 e publicado simultaneamente pelo The New England Journal of Medicine (NEJM).

Neste ensaio analisado na população por intenção de tratar, o atezolizumabe significativamente reduziu o risco de progressão da doença ou morte (sobrevivência livre de progressão; PFS) em comparação com o placebo. Também melhorou a sobrevivência global mediana (OS), mas a significância estatística não foi recebida no momento da análise provisória.

Os pesquisadores relataram que os eventos adversos (EAs) foram consistentes com os perfis de segurança dos medicamentos do estudo. Não foram identificados novos sinais de segurança com a associação de atezolizumabe e nab-paclitaxel. Eventos adversos de graus 3 e 4 ocorreram em 49% do grupo atezolizumabe vs 42% do grupo placebo. Os mais comuns foram neutropenia (8%), neuropatia periférica (6%), diminuição da contagem de neutrófilos (5%), fadiga (4%) e anemia (3%).

 

Original: https://www.news.med.br/p/pharma-news/1334988/fda+aprova+o+atezolizumabe+a+primeira+imunoterapia+para+cancer+de+mama.htm

Inovação do tratamento de Retinopatia Diabética vence o prêmio Empreenda Saúde 2018

Inovação do tratamento de Retinopatia Diabética vence o prêmio Empreenda Saúde 2018

A fundação everis, que tem por objetivo apoiar e promover o empreendedorismo por meio de atividades em diferentes esferas da sociedade, anunciou no final de 2018 o vencedor da 4ª edição do Prêmio Empreenda Saúde, iniciativa que, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, visa a estimular profissionais e estudantes de diferentes áreas a criarem soluções que contribuam para a melhoria das práticas, processos, tecnologias e métodos de gestão no setor de saúde.

O vencedor foi o tratamento farmacológico não invasivo para retinopatia diabética, projeto que desenvolveu uma nova formulação de base nanotecnológica para o tratamento não invasivo (colírio) da retinopatia diabética. Esta formulação carrega o princípio ativo para a parte interna do olho, liberando-o gradativamente. Atualmente, as modalidades terapêuticas para o tratamento dessa complicação ocular são fotocoagulação a laser da retina, injeção intraocular de medicações ou mesmo cirurgias intraoculares, todas invasivas, caras, arriscadas e com reservado prognóstico visual.

É importante ressaltar que a retinopatia diabética é a maior causa de cegueira irreversível em pessoas diabéticas em idade produtiva. Dados da Federação Internacional do Diabetes mostram que existem hoje cerca de 380 milhões de pessoas com diabetes no mundo e aproximadamente outras 46 milhões que convivem com o diabetes, sem saber do diagnóstico. Estima-se, ainda, que um a cada dois ou três pacientes diabéticos apresentará alguma forma de retinopatia diabética, com risco de perder a visão.

“A retinopatia diabética (RD) é a principal causa de cegueira em pessoas com idade produtiva em diversos países, contribuindo com 12% – cerca de 5 mil – de todos os novos casos de cegueira por ano no mundo. E me incomoda muito continuar vendo pessoas com perda de visão causada por essa doença no meu dia a dia. Esta foi a principal motivação para desenvolver esse trabalho”, afirma a líder do projeto Jacqueline Mendonça Lopes de Faria, médica pós-doutorada pela Universidade de Harvard, pesquisadora e professora da pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas/UNICAMP.

“Foi o começo de uma história que, tenho certeza, irá evoluir para outra fase e causar grande impacto positivo para muita gente no mundo, graças a essa inesperada premiação da fundação everis. Estou muito satisfeita, feliz e orgulhosa de estar nesse meio, conhecendo pessoas importantes que farão parte dessa história”, finaliza.

A 4ª edição do Prêmio Empreenda Saúde recebeu mais de 200 projetos com foco na melhoria do setor. Todos os trabalhos foram submetidos a uma comissão de avaliação e um corpo de jurados com representantes das áreas de ensino, pesquisa, inovação e empresários dos mais diversos âmbitos da saúde no Brasil. A análise dos projetos levou em conta os critérios de aplicabilidade (relevância do problema), inovação, e nível de contribuição para melhoria do sistema de saúde (tamanho da população beneficiada). Além do prêmio equivalente a R$ 50 mil reais, o vencedor receberá orientação profissional especializada da everis para colocar sua ideia em prática no mercado brasileiro.

Original: https://ipnews.com.br/everis-anuncia-vencedor-do-premio-empreenda-saude-2018/

CFM atualiza lista de especialidades médicas

CFM atualiza lista de especialidades médicas

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou no início de 2019 a nova resolução para atualizar a lista de especialidades médicas no Brasil, com isso foi criada uma área de atuação, a medicina aeroespacial, e também foi ampliada para cinco anos o tempo necessário para a formação do cirurgião cardiovascular. Essas são algumas das mudanças na formação de especialistas previstas na Resolução CFM nº 2.221/18 (acesse o texto aqui), que atualiza a relação de especialidades e áreas de atuação médica. O normativo, aprovado pela Comissão Mista de Especialidades (CME) e homologado pelo plenário do CFM, vai substituir a Resolução nº 2.162/17. A Resolução nº 2.221/18 foi publicado no Diário Oficial da União nessa quinta-feira (24/02) e entra em vigor imediatamente.

Formada por representantes do CFM, da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Ministério da Educação, representado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), a CME tem a competência para, periodicamente, atualizar a lista de especialidades médicas e de áreas de atuação, além de estabelecer as regras para a formação de especialistas. “É natural que ocorra essa atualização, já que novas especialidades e áreas de atuação podem surgir, assim como algumas podem desaparecer ou se transformar”, argumenta o relator da Resolução nº 2.221/18, conselheiro federal pela AMB, Aldemir Humberto Soares.

A Resolução 2.221/18 manteve os mesmos números de especialidades e áreas de atuação já reconhecidas anteriormente: 55 e 59, respectivamente. Apesar de a medicina aeroespacial ter sido incluída como nova área de atuação, a medicina de urgência deixou de existir, pois foi incorporada à especialidade Medicina de Emergência, criada nos últimos anos.

Na formação de especialistas, a resolução manteve os três anos para a formação de novos pediatras e cirurgiões gerais a partir de 2019, sendo que, a partir de 2020, passam a vigorar as respectivas Matrizes de Competências dos Programas de Residência Médica destas especialidades.

A nova resolução também definiu a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, respectivamente, como as responsáveis por realizar os concursos para a obtenção de títulos nas duas especialidades. Além das provas aplicadas pelas sociedades, os candidatos a especialistas também poderão cursar os programas de residência médica, cuja duração varia de acordo com a especialidade.

 

Fonte: https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2018/2221

https://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=28053:cfm-atualiza-lista-de-especialidades&catid=3

Segundo caso de cura da AIDS na história da medicina

Segundo caso de cura da AIDS na história da medicina

Em matéria divulgada pelo New York Times na primeira semana de março de 2019, foi relatado o segundo caso de cura de HIV na história.

Por 12 anos os pesquisadores tentaram replicar o procedimento realizado há 12 anos, quando conseguiram pela primeira vez erradicar uma infecção pelo HIV.

Os investigadores devem publicar o seu relatório na revista Nature e apresentar alguns dos detalhes na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas em Seattle.

 

Publicamente, os cientistas estão descrevendo o caso como uma remissão a longo prazo. Em entrevistas, a maioria dos especialistas está chamando o caso como de cura, com a ressalva de que é difícil saber como definir a palavra quando há apenas duas instâncias conhecidas.

 

O procedimento da “cura”, foi realizada por meio de transplante de medula óssea nos pacientes, juntos à terapia antirretroviral. Curiosamente, o objetivo inicial do procedimento não era a cura da AIDS, mas sim tratar a leucemia dos pacientes.

“Isso vai inspirar as pessoas que a cura não é um sonho”, disse Annemarie Wensing, virologista do Centro Médico da Universidade de Utrecht, na Holanda. “É alcançável.”

Fonte: https://www.nytimes.com/2019/03/04/health/aids-cure-london-patient.html?smid=fb-nytimes&smtyp=cur&fbclid=IwAR2lbUhBzezBGaewaXNrRn_Y9GSDmC8yTvfeiFoDWdatZqsXgHXAqbXx08k