Técnicas de Estudo – Widoctor

Está tendo problemas para manter o foco? 2 técnicas de mindfulness para treinar a concentração

Está tendo problemas para manter o foco? 2 técnicas de mindfulness para treinar a concentração

A prática de mindfulness – ou atenção plena – pode ajudar a recuperar o foco quando a mente se distrai durante uma atividade. Especialista no tema explica técnicas que ajudam a treinar a concentração e ser mais produtivo.

Algumas atividades podem ser feitas no “modo automático”, mas, muitas outras, principalmente ligadas a estudo e trabalho, precisam de concentração. Se parece que está cada vez mais difícil se concentrar com toda a disponibilidade de distração que o mundo moderno traz, é porque é verdade.

Uma pesquisa recente mostrou que no ano de 2000 as pessoas se concentravam completamente por 12 segundos. Em 2015, esse tempo caiu para 8.25 segundos. Para comparação, o estudo constata que um peixe dourado se concentra por cerca de 9 segundos.

Não ajuda o fato de que, com mais acontecimentos demandando atenção ao mesmo tempo, é fácil cair na tentação do multitasking (realizar várias tarefas ao mesmo tempo). O aumento de produtividade que o multitasking traz é apenas aparente. Na realidade, as pessoas têm pouco poder de dividir a atenção, segundo o médico e pesquisador da área, Marcelo Demarzo.

Trabalhando no modo multitask, o que acontece é a “mudança rápida do foco de atenção”, diz ele. Para a eficiência, isso é ruim: “a mente tem um tempo de latência para estarmos completamente imersos em uma atividade. Quando é interrompido, demoramos até 10 vezes mais para focar novamente”, esclarece Marcelo. O multitasking, além disso, provoca mais cansaço, o que também pode afetar a produtividade.

Como mindfulness pode ajudar a concentração

Marcelo é especialista na prática mindfulness (atenção plena), coordenador do curso de especialização no tema da UNIFESP e fundador do Centro Brasileiro de Mindfulness e Promoção da Saúde. Ele defende que a prática de atenção plena, que tem resultados comprovados em desempenho e bem-estar, pode aumentar a facilidade com que se concentra.

Os exercícios de mindfulness “treinam a consciência para, quando estamos desatentos, perceber e conseguir redirecionar a atenção”, conta o médico. A frequência do treino de atenção plena, que são tipos de meditação, provoca a neuroplasticidade – adaptação do cérebro – e faz com que voltar ao foco se torne uma habilidade.

De acordo com o especialista, quando se trata de diminuir a tendência pessoal à divagação, a prática do mindfulness pode provocar uma melhora. No entanto, Marcelo reitera que a capacidade de redirecionamento da atenção, que é estimulada ao treinar a concentração, é o mais importante. Isso porque as distrações sempre vão depender de várias circunstâncias, algumas delas externas – como o ambiente em que se está.

Exercícios para treinar a concentração

As formas mais simples de praticar a atenção plena de mindfulness são baseadas em criar um ponto de atenção – chamado de âncora. Para treinar a concentração, os exercícios devem ser feitos com regularidade, em ambientes silenciosos e posições confortáveis. Quando as distrações tiram o foco durante uma atividade, eles também podem ser feitos para reajustar a atenção.

  • 3 minutos (ou 3 passos) de mindfulness

De olhos fechados, levar a atenção para o corpo – pode ser para as sensações físicas ou até pensamentos e sentimentos. Em seguida, se concentrar em movimentos ou sensações da respiração. E, o terceiro passo, voltar a atenção para o corpo, incluindo as percepções do local.

  • Mindfulness da respiração

Também consiste em levar a atenção para o corpo – que serve como a âncora. Mas, nesse caso, deixar que a mente divague naturalmente. Então, ao perceber a distração, levá-la de volta para o corpo. O ideal é fazer isso quantas vezes forem necessárias durante o tempo em que pratica o exercício.

Micro-objetivos: como começar (e terminar) qualquer tarefa

Micro-objetivos: como começar (e terminar) qualquer tarefa

Os métodos mais simples para estimular a produtividade levam em conta o princípio de criar pequenas metas, os micro-objetivos. Entenda duas técnicas, com base nos micro-objetivos, que vão te ajudar a começar suas tarefas, e não parar até cumpri-las.

A forma mais simples de estimular a produtividade se baseia na ideia de começar, de qualquer forma, estipulando uma pequena meta. A eficácia dos “micro-objetivos” foi comprovada cientificamente: é possível enganar o cérebro para aumentar os níveis de dopamina – neurotransmissor que ativa os circuitos de recompensa – ao alcançá-los.

Para cada tarefa que precisa ser cumprida, o princípio dos micro-objetivos é fracioná-la nos menores pedaços possíveis e completar um de cada vez. Por exemplo, se a meta final é escrever um texto, um bom começo é abrir o documento no computador. O segundo objetivo pode ser redigir uma frase, o terceiro, a segunda, e assim por diante.

Com o aumento da dopamina, qualquer passo vai parecer uma maior realização do que é. Assim, a motivação cresce e consequentemente, a eficiência também. Esta premissa é utilizada em várias técnicas de produtividade – selecionamos duas das melhores.

 

Regra de 5 minutos

Esta método pertence à categoria de psicoterapia chamada Cognitivo Comportamental e consiste em se dedicar a uma atividade por apenas cinco minutos. Parece pouco, mas cinco minutos de atividade são bem mais do que fazer nada – ainda mais a médio ou longo prazo.

Grande parte da procrastinação vem da ansiedade de começar uma tarefa sem saber quanto tempo ela levará, ou exatamente que passos deverão ser realizados. Então, a regra que prevê o micro-objetivo de trabalhar por cinco minutos funciona porque é dá a impressão de ser completamente possível.

Seguindo esta técnica, há grandes chances da energia começar a fluir e, com ela, surgir também vontade de cumprir a meta. Por conta disso, na segunda, ou terceira vez, há chances de o período de trabalho se estender por muito mais do que os minutos previstos.

 

Regra de 2 Minutos (com base na Lei de Newton)

Se cinco minutos ainda parece muito, a Regra de 2 Minutos criada pelo escritor e empreendedor James Clear  pode ser o ideal. Ele também incrementou a abordagem de “apenas começar”, porém com base em uma teoria do físico Isaac Newton.

Esta regra prevê que para acabar com a procrastinação, a pessoa deve encontrar uma maneira – qualquer – de iniciar sua tarefa em menos de dois minutos.

O segundo princípio deste método é baseado no que diz a Primeira Lei de Newton. Também conhecida como Lei da Inércia, presume que um objeto permanece em repouso ou continua a se mover a uma velocidade constante, a menos que seja influenciado por uma força externa.

De acordo com a Lei da Inércia, James Clear diz que assim que conseguir iniciar a tarefa de dois minutos – ou seja, começar a ser produtivo -, vai ser muito mais fácil continuar. Sem perceber, todos os micro-objetivos serão cumpridos e as maiores metas, também.

Disponível em:

Micro-objetivos: como começar (e terminar) qualquer tarefa

10 dicas para estudar melhor, segundo a ciência

10 dicas para estudar melhor, segundo a ciência

O segredo para aprender e ir bem nas provas (de qualquer tipo) não é estudar mais, é estudar melhor e a eficiência é chave para não desacelerar o aprendizado. Confira 10 dicas cientificamente comprovadas para melhorar seus estudos.

Estudar é mais uma das atividades em que focar na eficiência é mais benéfico do que na quantidade. Inclusive, segundo a ciência, estudar muito – prática chamada pelos especialistas de “overlearning” – prejudica o aprendizado. Isso porque a capacidade das pessoas de relembrar um conteúdo tem um limite definitivamente menor do que sua capacidade de estudo.

Para aumentar a produtividade na hora de aprender – e diminuir tempo e estresse – o site americano que cataloga universidades Best Colleges compilou diversas dicas para estudar melhor (e menos!), comprovadas pela ciência.

 

10 dicas para estudar eficientemente, segundo especialistas

#1 Impeça a “curva do esquecimento”

Os cientistas começaram a explorar o fenômeno psicológico “curva do esquecimento” em 1885. Ainda hoje, continua sendo um fator importante a ser considerado quando se estuda. Essencialmente, ele diz que a primeira vez que você ouve uma aula ou estuda algo novo, tem a melhor chance de retenção, de até 80%, do que aprendeu apenas revendo o conteúdo novamente dentro de 24 horas.

E – bônus – isso tem um efeito cumulativo. Depois de uma semana, você terá capacidade de reter 100% das mesmas informações após apenas cinco minutos de análise. Geralmente, os psicólogos concordam que este tipo de intervalo estudando – e não estudando – é o melhor. Para otimizar seu tempo de estudo, aproxime-o mais do dia em que você teve contato com o material do que do dia da prova.

#2 Utilize material impresso

Tablets e outros meios eletrônicos são ótimos para conveniência e portabilidade. No entanto, pesquisas sugerem que, quando se trata de estudar na faculdade, os materiais impressos tradicionais ainda têm vantagem.

Mesmo que alguns pesquisadores argumentem que adotar novos hábitos ao usar uma interface digital melhora a experiência acadêmica, mais de 90% de alunos entrevistados em um estudocompreensivo disseram preferir uma cópia impressa a um dispositivo digital quando se trata de estudo e trabalho escolar.

Além disso, um professor de psicologia da Universidade de Leicester, na Inglaterra, descobriu que os alunos precisam de mais repetição para aprender quando leem na tela do computador em comparação a quando consultam apenas material impresso.

#3 Faça conexões

Muitos especialistas consideram que a diferença entre quem aprende rápido e devagar é a maneira como estudam: em vez de memorizar, os alunos mais rápidos fazem conexões entre as ideias.

Conhecido como aprendizagem contextual, o processo é crucial e exige que cada aluno personalize seus próprios métodos de aprendizagem, fazendo conexões que relacionem as informações para começar a se encaixar e fazer sentido.

#4 Estude quando estiver cansado – e descanse em seguida

A quarta das dicas para estudar melhor pode parecer contraintuitiva a princípio, de acordo com a ciência, faz sentido.

Estudar quando você está mais cansado imediatamente antes de dormir pode realmente ajudar seu cérebro a reter concentrações mais altas de habilidades novas, como falar uma língua estrangeira ou tocar um instrumento. Existe até um termo para isso: “sleep-learning” (em português, “aprendizado do sono”).

Isso porque o processo de consolidação da memória está em seu melhor momento durante o sono “de ondas lentas”. O que significa que a revisão do material antes de dormir pode realmente ajudar o cérebro a reter as informações.

#5 Não releia, relembre

Esse método de estudar foi tema em 2009, quando um professor de psicologia da Universidade de Washington em St. Louis publicou um artigo na Psychological Science aconselhando os alunos contra o hábito de leitura e releitura.

Segundo ele, ler e reler os materiais podem levar os estudantes a pensarem que conhecem bem o conteúdo, mesmo quando não é verdade.

Em vez disso, ele sugere que os alunos utilizem “recordação ativa”, fechando o livro e recitando tudo o que podem lembrar para praticar a memorização a longo prazo.

#6 Use o sistema Leitner

O sistema Leitner (na imagem destacada desta publicação) é o mais conhecido para utilizar “cartões de memorização”. Ele serve para que os estudantes aprendam o conteúdo com o qual estão menos familiarizados pela repetição.

Na prática, o aluno coloca todos os cartões com perguntas na caixa 1. Em seguida, pega cada cartão e tenta responder a pergunta. Se acertar a resposta, coloca-o na caixa 2. Se errar, deixa-o na caixa 1. O estudo passa para as caixas seguintes e a premissa permanece. A única diferença é que nas próximas se o estudante errar, deve voltar o cartão para a caixa anterior. Assim, os cartões na primeira caixa são estudados com mais frequência.

#7 Pense sobre o pensar

Especialistas defendem o uso do método testado e comprovado de aprendizagem chamado metacognição, ou “pensar sobre o pensar” – e essa é a sétima do compilado de dicas para estudar vindas da ciência.

Aplicado ao estudo, os alunos precisam avaliar constantemente seu nível de habilidade e progresso. Além disso, monitorar cuidadosamente seu bem-estar emocional quando realizam atividades potencialmente estressantes. A premissa é de que a metacognição ajude em uma retenção mais consciente e efetiva do conteúdo.

#8 Varie o conteúdo

Cientistas comprovaram que é melhor variar o tema ao estudar, em vez de se concentrar apenas em uma área. No entanto, é aceitável e até mesmo preferível unir campos de assuntos relacionadas ou semelhantes.

Por exemplo, em vez de apenas memorizar vocabulário em outro idioma, misture também a leitura. Se estiver estudando matemática, inclua vários conceitos juntos, em vez de apenas um.

#9 Mude de cenário

Embora isso possa ser óbvio para alguns alunos, outros podem esquecer que uma mudança tão simples quanto de cenário pode ter um grande impacto nas habilidades de aprendizado.

Um psicólogo da UCLA, por exemplo, apontou que trocar de local de estudo aumenta pode aumentar os níveis de retenção de informações e concentração.

Mudar de cômodo já é o bastante, mas os especialistas também recomendam ir “um passo além” estudando ao ar livre

#10 Assuma o papel de “professor” 

Pesquisas mostram que os alunos têm melhor chances de recordação ao aprenderem novas informações quando têm a expectativa de ensiná-las a outra pessoa. Além disso, estudos também sugerem que os alunos se engajam mais e instintivamente buscam métodos de recordação e organização para o papel de “professor”.

Por isso, a última das dicas para estudar mais eficientemente é: de tiver oportunidade, experimente ensinar o que aprendeu a um colega ou até a um “colega imaginário”. O importante é ter a expectativa de “ser professor” desde o momento de estudo, porque é ela que proporciona os benefícios.

Texto retirado de:

10 dicas para estudar melhor, segundo a ciência

Quer aprender algo novo? Pesquisa de Yale revela quando o cérebro é mais eficiente

Quer aprender algo novo? Pesquisa de Yale revela quando o cérebro é mais eficiente

A incerteza pode ser muito estressante. Mas estar fora da sua zona de conforto e não saber o que vai acontecer envia sinais para que o cérebro comece a aprender. Pelo menos é o que mostra um novo estudo feito por pesquisadores de Yale.

“Nós só aprendemos quando há incerteza, e isso é uma coisa boa”, explica Daeyeol Lee, professor de neurociência, psicologia e psiquiatria de Yale. “Não queremos ficar aprendendo o tempo todo. Se o cérebro aprendesse sempre, nós provavelmente desistiríamos ao experimentar o fracasso, não persistiríamos.” Ou seja: situações instáveis podem ser desconfortáveis, mas são ajudam seu cérebro trabalhar à todo vapor

Estabilidade “desliga” o cérebro
Se você quiser maximizar o aprendizado, deve fazer coisas difíceis em 70% do seu tempo, aconselha a Inc. Se você não tem algum nível de estresse sobre o resultado de seu trabalho, seu cérebro ‘desliga’ o centro de aprendizado.

O estudo observou um grupo de macacos, que deveriam apertar botões de cores diferentes para receber uma recompensa. Mas não era sempre que o macaco recebia o petisco. Alguns botões tinham taxas estáveis – de 20% e 80%. Outros eram mais imprevisíveis e a frequência variava.

Os cientistas então mediram a atividade cerebral dos macacos. Quando eles conseguiam prever com que frequência receberiam um petisco, as regiões do cérebro associadas ao aprendizado se desligavam. Quando eles não sabiam o que aconteceria, essas áreas ficavam mais ativas.

Quando você descobre a melhor forma de se comportar em um ambiente, aprender novas técnicas tem pouco sentido. O que não é um problema se você está tentando descobrir quantos minutos precisa para cozinhar um ovo. Mas em outras áreas da vida, continuar aprendendo pode trazer vantagens.

“Talvez a descoberta mais importante do estudo seja a de que as capacidades do cérebro não são ‘fixas’, mas elas se adaptam conforme a estabilidade do ambiente. Quando você entra em um ambiente novo e volátil, isso pode aumentar a tendência do cérebro de absorver novas informações”, resume Lee.

Matéria originalmente publicada em Época Negócios

Como vencer cada tipo de procrastinação

Como vencer cada tipo de procrastinação

Pesquisas apontam que os seres humanos são biologicamente programados para procrastinar. Independentemente das atividades exercidas, a nossa força de vontade vai se esgotando durante o dia. E já que nós não podemos evitar essa vontade de deixar tudo para depois, que tal usá-la a seu favor? A revista Fast Company reuniu dicas simples para virar o jogo e fazer da procrastinação algo funcional.

Não sabe por onde começar? Faça um plano.

Quando perdemos tempo sem um plano concreto, ficamos ansiosos sobre o que fazer em seguida. Portanto, crie uma lista de tarefas extensa e detalhada, com todas os afazeres pendentes e seu cronograma — de preferência seguindo o modelo de articulação de metas específicas, mensuráveis, realizáveis, realistas e limitadas no tempo. E não se esqueça dos possíveis imprevistos que podem aparecer. Depois de planejar seus objetivos, você se sentirá mais tranquilo até durante o tempo livre. Afinal, você tem um plano.

Mas cuidado. As listas de tarefas só funcionam se você se sentir confiante de que pode realmente realizar tudo o que foi anotado. Caso não sinta essa confiança, listar todas as suas responsabilidades irá paralisá-lo e você começará outra rodada de procrastinação. Neste caso, crie uma lista com tudo o que você realizou durante o dia ou a semana. Relembre os momentos em que você superou as esmagadoras. Se você já fez isso uma vez, pode se sentir motivado a fazer novamente.

Quando a exaustão bate à porta é hora de parar

Depois de uma semana de trabalho sem interrupção, você não consegue produzir mais nada de útil. Então, é hora de parar e recomeçar. Fazer algo de que você goste e ter um momento para si mesmo é importante para aguçar a criatividade, resistir ao estresse do trabalho e preparar o corpo e a mente para resolver problemas de maneiras inovadoras.

Os coaches recomendam curar a exaustão com moderação no trabalho. Da parte disso, significa delegar. Mas se você soubesse como moderar seus esforços, não teria se sobrecarregado até a exaustão. Ou seja, precisa aprender também a priorizar. Por meio da auto-reflexão, você chega lá.

O antigo CEO da Baxter International, Harry Kraemer, reflete por 15 minutos todas as noites. Essa rotina o ajudou a gerenciar 52 mil funcionários – driblando o estresse –, sem “correr como uma galinha com a cabeça cortada”.

A rotina noturna de auto-reflexão de Kraemer pode ser utilizada como seu roteiro para analisar as suas tarefas diárias. Este exercício permite que você diferencie o “tenho de fazer” do “seria legal fazer”. A partir daí, pode delegar o essencial para os colegas de trabalho e atingir um equilíbrio entre trabalho e vida mais saudável. Veja:

– O que eu disse que faria hoje em todos os aspectos da minha vida?
– O que eu realmente fiz hoje?
– Do que estou orgulhoso?
– Do que não estou orgulhoso?
– Como eu liderei pessoas?
– Como eu segui as pessoas?
– Se eu vivesse novamente, o que eu faria de maneira diferente?
– Com base no que aprendi hoje, o que vou fazer amanhã em todos os aspectos da minha vida?

Estipule um prazo

Quem impõe seus próprios prazos (como empreendedores) pode sofrer ainda mais com a procrastinação. O escritor Phyllis Korki, em um artigo do New York Times, atribui isso principalmente ao medo de falhar que acompanha qualquer busca criativa. Para superar a procrastinação baseada na insegurança, Korki recomenda impor uma falsa sensação de responsabilidade sobre si mesmo. Defina um prazo – mesmo que seja falso.

Caso uma data falsa não funcione, crie um grupo de coworking. Entre em contato com outros criativos em grupos – nas mídias sociais ou pessoalmente – e organize uma reunião semanal ou mensal para discutir o progresso em seus projetos.

Além de oferecer um ponto de controle, isso pode conectar você a outras pessoas que provavelmente estão lutando contra os mesmos problemas que o seus e pode ajuda-lo a aceitar seus medos como parte natural do processo criativo.

Medo do desconforto

De acordo com um artigo na Psychology Today, da Dra. Pamela Garcy, a procrastinação geralmente decorre da nossa tendência de evitar coisas que nos fazem sentir fisicamente ou psicologicamente desconfortáveis. Racionalmente, você provavelmente sabe que adiar esses projetos não alivia permanentemente o seu desconforto – ele apenas o atrasa. Mas através de atividades mais prazerosas, você pode lidar com esse desconforto antes que ele se torne um empecilho para seu projeto.

A improvisação pode ser uma boa alternativa para quem quer sair da sua zona de conforto e enfrentar o que lhe deixa desconfortável. Durante as aulas, o artista deverá desempenhar várias situações, mas não sabe o que vai fazer ou dizer no palco até que esteja lá. A única regra é dizer “sim”, por exemplo. Dizer “sim” obriga os artistas a aceitarem e se adaptarem às ações de seus parceiros e contribuir com suas próprias palavras e ações para a cena.

Essa atividade cultiva o tipo de adaptabilidade e mente aberta que ajuda os profissionais a superar o desconforto no local de trabalho, diz Tim Yorton, CEO da Second City Communications, que concede aulas de improvisação para executivos de empresas.

Procrastinação é seu procedimento operacional padrão

Como qualquer outro mau hábito, nossa procrastinação segue um padrão. Nós entramos em um projeto com as melhores intenções. Mas, no meio do caminho, encontramos um bloqueio. Conforme o prazo se aproxima, continuamos a dar desculpas e evitar o trabalho até o último momento.

Embora leve entre 18 e 254 dias para criar um padrão de comportamento duradouro, você ainda pode se motivar a terminar aquele trabalho que está procrastinando há um tempo com uma última dica: assista a um filme esportivo.

Todos adoram as histórias de superação em filmes esportivos. Podemos aplicar essa mesma narrativa ao nosso trabalho. Quando pensamos que estamos trabalhando para superar um grande desafio, nos sentimos mais motivados, de acordo com o escritor Nir Eyal.

Portanto, depois de ver seu atleta ou time favorito conquistar seu oponente, crie seu próprio oponente imaginário. Pense nas suas inseguranças e dúvidas e as atribua a esse inimigo imaginário invisível. Ele está dizendo que você é incompetente? Ao cumprir seus objetivos, irá provar sua competência para esse inimigo. E para você mesmo.

Fonte:

Época Negócios

Ferramentas para dominar o gerenciamento de tempo

Ferramentas para dominar o gerenciamento de tempo

Saber administrar suas horas é indispensável para uma rotina realmente produtiva, que, além de alta execução, inclua tempo livre para lazer ou outras atividades. Algumas ferramentas podem ajudar nessa jornada.

Gestão do tempo

Gestão do tempo, ou gerenciamento do tempo, basicamente é a prática de administrar o tempo disponível para cumprimento do que é necessário. Ao invés de, por exemplo, não pensar sobre ele e apenas executar, gestão do tempo é ativamente organizar de forma a otimizá-lo.

Com a velocidade das relações e atividades atual, gerir seu tempo é uma forma de garantir o cumprimento das tarefas e momentos alternativos, como destinados a lazer.

Dica: uma forma simples de começar a se atentar a isso é listar todas as tarefas e atividades previstas em um dia, estipular o tempo que levará para cumpri-las e organizá-las em um caderno ou agenda. Ordenar por prioridade é uma boa aqui também.

Gerenciar tempo no trabalho – desenvolva a concentração

No trabalho, gerenciar seu dia garante que, além do previsto, você consiga fazer análises mais complexas e, possivelmente, se destacar pela proatividade e aumento de responsabilidade.

Abaixo listamos algumas ferramentas que ajudam, mas um dos pontos a se trabalhar, nesse contexto, é a concentração. A falta dela pode fazer com que qualquer técnica seja inefetiva.

Para desenvolver a sua concentração, estipule um tempo para o trabalho sem interrupções e cumpra-o. Se parece difícil, comece determinando intervalos curtos. A técnica Pomodoro é ótima para o início.

Não se esqueça de controlar interferências tecnológicas. Desative notificações, bloqueie redes sociais e agende um tempo livre para checá-las. Literalmente: marque na sua agenda 5 minutos de pausa para olhar o Instagram, por exemplo.

Gerenciar tempo de estudo – “compre” a responsabilidade

A importância de gerir o tempo extrapola o âmbito profissional: se boa parte das suas tarefas são ligadas a estudo, é preciso gerenciar o tempo dedicado a ele também. Aqui, no entanto, apesar da concentração ser também um desafio, as circunstâncias se diferem e uma delas pode ser um desafio extra para alguns.

O fato de que não há uma responsabilização externa direta – como um projeto com prazo estipulado pelo seu chefe – pode significar mais chances de procrastinação para alguns.

Ferramentas de gerenciamento de tempo

Método Getting Things Done

Getting Things Done (GTD) é uma metodologia de gerenciamento de tempo e produtividade bastante conhecida, que dá o nome a um livro de David Allen (em português, a “A arte de fazer acontecer – O método GTD”), que é seu idealizador.

Basicamente, seu objetivo é tirar o que está na cabeça, para deixá-la livre e também incentivar a execução. A GTD prevê cinco passos grandes – que podem possuir subdivisões:

  1. Capturar – coletar o que precisa da sua atenção: utilize qualquer forma de registro, como uma gravação de áudio, nota em um caderno, de tudo que chama ou precisa da sua atenção (tarefas, ideias, projetos, etc.)
  2. Clarificar – explicar o que significa: é algo em que você pode agir? Se não, elimine a “coisa” ou arquive-a como referência. Se levaria menos de dois minutos para ser feita, faça-a imediatamente. E, se for levar mais tempo, delegue-a ou coloque em uma lista para depois.
  3. Organizar – coloque no “lugar certo”: crie listas apropriadas para cada classe de atividade e, nesta etapa, divida as atividades entre elas.
  4. Revise – reflita sobre com frequência: olhe para as suas listas com a frequência necessária para saber o que fazer em seguida, mas também limpe-a e atualize-a, quando precisar.
  5. Execução – “apenas faça”: utilize seu sistema como base para realmente agir

Matriz de gerenciamento de tempo

Acumular atividades pode dispersar e favorecer a procrastinação, além de tornar a rotina mais cansativa. A matriz de gerenciamento de tempo é uma ferramenta visual que ajuda a priorizar e administrar as horas do dia de acordo com o que realmente importa.

A ferramenta, também conhecida como Matriz de Eisenhower (já discutimos sobre ela aqui na página, em técnicas de estudo), envolve uma grade simples, com quadro quadrantes:

  1. Importante e urgente
  2. Importante, mas não urgente
  3. Não importante, mas urgente
  4. Não importante e não urgente

É importante saber diferenciar entre importante e urgente: o que tem um prazo curto é urgente, importante é o que realmente vai ter resultados e te levar para mais perto de algum objetivo.

Assim como a imagem mostra, a ideia é que você deve priorizar o que está no primeiro quadrante (importante e urgente) e programar as tarefas do segundo. No terceiro, em relação ao que não é importante mas é urgente, se puder, delegue. E tente eliminar do seu dia o que está no quarto, já que não é importante para sua rotina e nem urgente.

Técnica 5W2H

A metodologia 5W2H se baseia na resposta de 7 perguntas – representadas pelo 5W e 2H do seu nome. Seu objetivo é avaliar a importância e fomentar o início de qualquer projeto.

5W:

  1. What? (o que será feito?)
  2. Why? (por que será feito?)
  3. Where? (onde será feito?)
  4. When? (quando?)
  5. Who (por quem será feito?)

2H:

  1. How (como será feito?)
  2. How much (quanto vai custar?)

Respondendo as questões, você já tem o passo inicial para começar, de fato, o trabalho. A técnica ajuda no gerenciamento do tempo na medida em que evita a procrastinação e determina uma data para finalizar o trabalho. Daí, basta dividir quebrar a sua responsabilidade em micro-objetivos e dividi-los durante os dias até o prazo final.

Texto na íntegra: https: //www.napratica.org.br/gerenciamento-de-tempo-ferramentas-dicas/

Gerenciamento de Tempo Com a Matriz de Einsehower

Gerenciamento de Tempo Com a Matriz de Einsehower

Para evitar a sensação de que a pilha de afazeres só cresceu ao longo do dia, organização é essencial. E, para conseguir se organizar, é importante entender qual é a melhor maneira de estruturar seu dia.

O tópico de hoje é algo que pode ajudar sua rotina diária: a matriz de Eisenhower, nomeada em homenagem ao general e ex-presidente americano Dwight Eisenhower, que pode ajudá-lo na priorização de tarefas.

 

A ferramenta é dividida nos seguintes quadrantes:

  • Importante e urgente (ou seja, faça imediatamente)
  • Importante, mas não urgente (boa para tarefas que devem ser desenvolvidas no médio ou longo prazo)
  • Urgente, mas não importante (como fazer ligações, e-mails e reuniões)
  • Não urgente, não importante (tarefas que estão na lista, mas podem esperar ou serem eliminadas)

 

Importante ou urgente?

Para utilizar a matriz da melhor maneira, é preciso entender primeiro a diferença entre as tarefas importantes e as urgentes.

Importantes são aquelas tarefas relacionadas a objetivos ou metas, como um relatório mensal ou um projeto que precisa ser desenvolvido.

Já as urgentes são aquelas que têm prazo, como marcar uma reunião ou fazer uma inscrição;  ou acontecem até uma certa data ou não acontecem mais (pelo menos, não da melhor maneira).

Também há tarefas urgentes que você pode delegar para outra pessoa de sua equipe, caso você trabalhe em um grupo ou tenha assistentes e colegas que podem tirar isso do seu prato.

Às vezes, claro, uma tarefa tem uma natureza dupla: um projeto que precisa ser entregue até certa terça-feira, por exemplo, é importante. E ganha urgência conforme essa terça-feira se aproxima.

Caso seja necessário, é possível dar um nível de prioridade para cada tarefa, que vai de 1 (mais prioritária e seu foco) a 4 (menos prioritária). Não é uma ciência exata: é você que decide qual peso cada uma delas tem.

 

Matriz de Eisenhower: fluxo contínuo

O objetivo é que a lista esteja em constante mudança. Conforme você lida com as tarefas mais prioritárias, vai abrindo espaço para gerenciar as menos prioritárias e, eventualmente, tirá-las da lista de afazeres.

Ao colocar aquilo que precisa fazer dentro de cada quadrante, você começa a enxergar quais são as maiores prioridades, o que você pode passar para frente e o que pode deixar para depois, ou mesmo deixar de lado.

Por fim, lembre-se que interrupções, sejam elas uma conversa com um colega, uma reunião desnecessária sejam checar constantemente o celular, custam caro à produtividade.

Você pode combinar a matriz de Einsehower com alternativas para gerenciar melhor seu tempo e realmente enfrentar suas tarefas, como aplicativos Pomodoro (uma técnica que reserva blocos ininterruptos de 25 minutos), estabelecer horários para checar e-mails e mesmo sair da internet por um dado período todos os dias.

Outra coisa que atrapalha o rendimento é esquecer-se de cuidar de si mesmo. Exercitar-se todos os dias, meditar, fazer intervalos curtos para recuperar a energia e mesmo se alimentar melhor  podem fazer uma grande diferença em sua rotina.

Fonte:

Fundação Estudar

Técnica de Pomodoro e a Eficiência nos Estudos

Técnica de Pomodoro e a Eficiência nos Estudos

Você já ouviu falar da Técnica Pomodoro? Provavelmente sim, porque ela é bem conhecida. Mas se não, fique tranquilo, a gente explica. “Pomodoro”, em italiano, significa “tomate”. Mas, não, você não vai precisar de um tomate de verdade para colocar em prática essa técnica de estudo. Esse nome foi escolhido depois que o criador, o italiano Francesco Cirillo, usou um daqueles cronômetros de cozinha com o formato de um tomate para gerenciar o seu tempo.

Elaborada no fim da década de 1980, a técnica se baseia na ideia de que fluxos de trabalho divididos em blocos podem melhorar a agilidade do cérebro e estimular o foco. Depois de muita pesquisa, Cirillo chegou ao período de 25 minutos como sendo o tempo ideal para esses blocos, também conhecidos como “pomodoros”.

A técnica funciona assim:

1) Faça uma lista com as tarefas que estão pendentes

2) Programe um cronômetro para 25 minutos (vale usar o despertador do celular, não precisa ser esse timer em formato de tomate)

3) Escolha uma das tarefas e trabalhe nela sem interrupções (por exemplo, não vale entrar no Facebook e nem no WhatsApp)

4) Quando o despertador tocar, faça uma pausa de 5 minutos (a sugestão mais indicada é que você se levante e faça algum exercício, como caminhada ou alongamento, mas vale qualquer outra coisa que ajude a relaxar).

5) Risque a tarefa da sua lista depois que terminá-la

6) Retome o trabalho depois da pausa por mais um “pomodoro” (25 minutos)

7) A cada quatro “pomodoros”, faça uma pausa mais longa: 30 minutos até voltar ao trabalho

Repita isso todos os dias que precisar estudar. Comece fazendo a lista diária (isso ajuda a estabelecer o seu foco) e anote quantos “pomodoros” usou, ao lado de cada tarefa da sua lista.A ideia é que, com o passar do tempo, você descubra quantos “pomodoros” usa para fazer suas atividades (isso vai ajudar a estimar prazos).

Como nem tudo é perfeito, temos algumas observações quanto ao método:

– Quando o criador do método diz que é pra fazer “sem interrupções”, é sem interrupções mesmo. Você só vai parar se for extremamente urgente. Se lembrar de algo que precisa fazer ou tiver uma ideia enquanto executa um “pomodoro”, anote em um papel como “atividades não planejadas” e volte a trabalhar até terminar os 25 minutos. Se a interrupção for externa (sua mãe chamando, o chefe ligando) e não der para adiar, você deve cancelar o “pomodoro” e começar outro quando retomar. É um método bem rígido, justamente para evitar distrações e forçar a sua concentração.

– O descanso de até 5 minutos pode ser pouco, se a atividade mental tiver sido muito exigente e cansativa. A nossa recomendação é que você descanse mais, se precisar, para não correr o risco de retomar a próxima etapa de estudos exausto (só não vale uma pausa de dois dias, né?).

– Muitas vezes você já está animado com um trabalho, mas o tempo do cronômetro está acabando e você acaba fazendo a pausa. A parada pode fazer com que você demore mais pra “pegar no tranco” de novo e se concentrar outra vez. Essa é outra desvantagem… Que tal tentar encontrar o melhor tempo para você? Faça testes e adapte o tempo à atividade que estiver fazendo.

– Para atividades que exijam um esforço criativo maior, como fazer uma redação, esse método pode não funcionar. A “inspiração” nem sempre aparece na hora que a gente quer, muito menos quando o tempo é limitado a 25 minutos. Estender esse prazo pode dar mais certo, uma vez que as próprias bancas dos vestibulares recomendam reservar no mínimo 1 hora para a produção do texto.

A Técnica Pomodoro é bem interessante para evitar a procrastinação (afinal, um “pomodoro” só dura 25 minutos, é relativamente fácil controlar a ansiedade pra não mexer no celular por esse tempo, né?) e é boa para quem precisa de uma ajudinha pra se concentrar. Só que fica a dica: se for preciso, encontre a melhor maneira de adaptar a técnica a sua necessidade.

Fonte:

https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/dicas-estudo/veja-como-aumentar-a-sua-produtividade-nos-estudos-com-a-tecnica-pomodoro/

Como Ser Aprovado na Residência Médica

Como Ser Aprovado na Residência Médica

Passos para conseguir ser aprovado nas provas de residência médica.:
1. Matricule-se num curso preparatório, tipo medcurso, medcel ou semelhante. Descubra qual o total de  páginas das apostilas de todo o ano ( em média são 1.600 páginas ).

  1. Organize um método de estudo, distribuindo a quantidade de matéria pelo número de semanas do início dos estudos até o início das provas ( geralmente outubro ou novembro ), o que dá um total de cerca de 10 meses ou 40 semanas.
  2. dividindo 1.600 páginas por 40 semanas, significa que vc terá que estudar cerca de 40 páginas por semana.
  3. Use 3 dias da semana para estudar essas apostilas, ou seja 13 páginas por cada um desses 3 dias e faça os exercícios dessas páginas.( não obrigatoriamente esse estudo vai coincidir com as aulas do cursinho ).
  4. Separe 2 dias da semana par fazer revisão da matéria. Para a revisão ser eficiente vc deve ou fazer resumo das apostilas ou “marcar” com caneta colorida palavras-chaves em cada parágrafo da apostila. A revisão da matéria é a chave do sucesso para aprovação.
  5. Use o sétimo dia da semana para fazer uma prova de concursos anteriores ( é fácil conseguir isso na internet ). Acompanhe sua pontuação e preste atenção nas respostas erradas conferindo no gabarito.
  6. Faça um planilha com a pontuação obtida nas provas de anos anteriores e veja como está indo seu desenvolvimento. No inicio do ano, geralmente vc estará pontuando faixa de 50 % pois muita matéria ainda não vai estar estudada. Com o passar do tempo vc irá melhorando sua pontuação. Para conseguir aprovação em oftalmo, por exemplo, seu objetivo é pontuar por volta de 80 %.
  7. treine fazer as provas de anos anteriores com bastante tranquilidade, prestando bastante atenção nos enunciados das questões e gastando as 4 horas que normalmente é o tempo das provas dos concursos. Se tiver terminado antes de completar as 4 horas, use o restante do tempo para rever suas respostas.
  8. Sucesso . Mário Novais

Método dos 3Rs de estudo

Método dos 3Rs de estudo

Infelizmente, as escolas médicas no Brasil pouco evoluíram em questão de pedagogia e didatismo em comparação com o quanto o conhecimento médico cresceu nos últimos 50 anos. Na prática o que acontece é que o aluno tem uma carga sobrenatural de conteúdo a ser estudado, e mesmo que tudo seja visto e lido, o aproveitamento é muito baixo, já que muito pouco é recordado em pouquíssimo tempo. Uma vez que a faculdade não oferece recursos para facilitar a retenção de conteúdo, devemos buscar meios de estudar de forma inteligente por conta própria.

Uma maneira de otimizar o estudo pela leitura é o método dos 3 Rs (Read, Recite, Review). Ele é feito da seguinte maneira:

  1. Ao lermos um texto, começamos com um pequeno trecho, de tamanho definido. Pode ser um parágrafo ou uma página por exemplo.
  2. Feito isso, tentamos, em voz alta recordar o máximo possível do que foi lido, sem olhar o texto.
  3. Por último, é feita uma segunda leitura do trecho.
  4. Terminada a releitura, seguimos para o próximo trecho e repetimos os passos de 1 a 4.

Um estudo que comparou a leitura simples, leitura com anotações e o método 3R demonstrou a superioridade deste último. Segundo o artigo, o método é o mais eficaz em fixar o conhecimento, podendo até mesmo tomar menos tempo que as outras estratégias de estudo.

Fonte: The Read-Recite-Review Study Strategy: Effective and Portable. Mark A. McDaniel, Daniel C. Howard and Gilles O. Einstein. Psychological Science.Vol. 20, No. 4 (April 2009) , pp. 516-522.

Autor: Yan Carvalho