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Inteligência não é o fator mais importante para atingir o sucesso. Entenda por quê!

Inteligência não é o fator mais importante para atingir o sucesso. Entenda por quê!

Autora de um bestseller sobre o assunto, a psicóloga Angela Lee Duckworth ganhou milhões de adeptos com sua TED Talk e afirma que talento e inteligência não são os únicos indicadores de sucesso; “Garra é ter resistência”, falou

Em maio de 2013, Angela Lee Duckworth apresentou sua teoria sobre o sucesso em uma TED Talk. Ela levou apenas seis minutos para explicar por que a garra (ou grit, em inglês) era fundamental.

Quatro anos, um bestseller e uma bolsa de estudos da Fundação McArthur (conhecida como o “prêmio dos gênios”) depois, a ideia continua ganhando adeptos pelo mundo.

Basicamente, garra é a habilidade pessoal de escolher um objetivo de longo prazo e não abandoná-lo, apesar dos obstáculos e dificuldades que inevitavelmente surgirão no caminho.

Isso exige uma mistura intensa de paixão e perseverança. Mas será que essas características podem ser desenvolvidas?

A faísca da pesquisa veio quando a acadêmica tinha 27 anos e começou a ensinar matemática para crianças no sétimo ano. Analisando suas notas, ela percebeu uma relação inusitada entre os melhores desempenhos e inteligência: não eram necessariamente os mais inteligentes ou talentosos que iam bem, e sim os mais determinados.

“Eu tinha plena certeza de que cada um dos meus alunos era capaz de aprender o conteúdo caso se dedicasse tanto quanto necessário”, contou.

A ideia ganhou forma durante seu mestrado em Psicologia na University of Pennsylvania, onde ela é professora atualmente. Foi lá que Duckworth desenvolveu a “escala de grit”, que previa o sucesso de alunos em uma instituição militar ou uma competição de soletração, por exemplo, ambos cenários bastante desafiadores.

“Minha pergunta era: ‘Quem aqui é bem sucedido e por quê?’”, lembra. “Em diferentes contextos, uma característica se destacou como um indicador significativo de sucesso – e não foi a inteligência social, a boa aparência, a saúde física ou o Q.I. Foi a garra.”

Garra e growth mindset

Para começar, é preciso ser realista. A psicóloga diz que é impossível obrigar-se a se interessar por algo que você não se interessa, mas ao ativamente buscar e aprofundar seus interesses, é possível criar garra para se aprimorar naqueles assuntos.

Essa garra, assim como um sentimento de esperança ou resiliência, vai mantê-lo no caminho mesmo quando surgirem inevitáveis contratempos.

Um dos jeitos que Duckworth oferece para desenvolvê-la na prática é saber mais sobre a mentalidade de crescimento, ou growth mindset.

Desenvolvido por Carol Dweck, uma professora da Stanford University, esse conceito afirma que, ao aprender como o cérebro humano funciona e responde a desafios, o indivíduo tem uma probabilidade maior de perseverar depois de um fracasso porque entende que aquilo não é uma falha pessoal ou permanente.

“Em um estudo, ensinamos às crianças que todas as vezes que elas se forçam a sair de sua zona de conforto para aprender algo novo e difícil, os neurônios em seus cérebros conseguem formar conexões novas e mais fortes, e com o tempo, elas podem ficar mais espertas”, explicou Dueck.

“Estudantes que não aprenderam a cultivar essa mentalidade continuaram a apresentar notas cada vez mais baixas, mas aqueles que aprenderam essa lição deram um grande salto.”

Quando o significado de esforço e dificuldade é transformado, como é o caso da mentalidade de crescimento, as dificuldades servem como estímulos – e fortalecem o sentimento de garra.

Garra, no fim, é saber manter-se resiliente apesar dos obstáculos, sejam eles externos ou internos. “É viver a vida como se fosse uma maratona, não uma simples corrida”, resume Duckworth. Sem isso, objetivos ambiciosos e de longo prazo simplesmente não serão atingidos, pois a pessoa não saberá se manter firme ao persegui-los.

Vídeo disponível em:

 

Fonte:

Na Prática

 

A busca pela excelência

A busca pela excelência

V – Compete ao médico aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício do paciente.

Há um princípio (aprimorar-se) prescrito por meio de uma atitude (melhor uso do progresso científico) em prol de uma causa (benefício do paciente).

A atualização constante é obrigação do profissional, cabendo a ele comprovar sua constante busca por conhecimentos caso seja questionado.[1] O Conselho Federal de Medicina alerta que:

O artigo 5º do CEM configura um dever do médico, qual seja aprimorar seus conhecimentos em benefício do paciente; exorta-o a estudar e instruir-se para servir melhor ao beneficiário. Configura um dever e constitui uma recomendação ao profissional para que busque renovar e aprimorar técnicas ou conhecimentos, quer seja mediante curso, congresso, simpósio ou leitura de livros e periódicos.[2]

Deixar de atualizar-se é negligência, que pode levar ao erro por imperícia.[3]

A caracterização desse erro necessita, além da demonstração do dano e do nexo causal, a demonstração de que uma conduta contrária às regras vigentes adotadas pela prudência e pelos cuidados habituais foi realizada, assim como é necessário demonstrar que o dano causado seria evitado caso outro profissional atuasse nas mesmas condições e circunstâncias.[4]

Há meios oficiais de comprovação da atualização, como o credenciamento de pontos a serem acreditados pelas associações de especialidades junto ao Conselho Federal de Medicina e à Associação Médica Brasileira. Outros modelos consistiriam, por exemplo, em provas periódicas.

A importância de adquirir uma boa formação com sólidas bases de conhecimento para prosseguir avançando ao longo da vida é uma antiga lição.

II. Aqueles treinados na arte médica por longo tempo têm seus meios à disposição, e descobriram tanto um princípio quanto um método, por meio dos quais as descobertas feitas ao longo de muito tempo são muitas e excelentes. E novas descobertas serão feitas se o inquiridor for competente, se conduzir suas pesquisas sobre o conhecimento já adquirido, tomando-os como ponto de partida. Mas qualquer um que deseja inquirir de forma alternativa ou seguindo outra orientação, deixando de lado e rejeitando tais meios, e afirma que encontrou algo, é e foi vítima do engano. Sua afirmação é impossível; e as causas dessa impossibilidade eu me esforçarei para expor por uma declaração e exposição do que a Arte é.[5]

O médico escuta desde novo que medicina não é e nem será fácil. É necessária uma boa inclinação à vida intelectual.

XVI. Considero uma importante parte da medicina a capacidade de estudar corretamente o que foi escrito. Penso que aquele que aprendeu e usa tais habilidades não cometerá grandes erros ao exercer a arte. Aprender de forma precisa cada compleição das estações assim como a doença, qual o elemento comum na compleição ou na doença que é bom, qual elemento é mau, qual doença é crônica e fatal, qual é crônica e pode terminar em remissão, qual doença aguda é fatal e qual acaba em remissão são coisas necessárias. Com esse conhecimento é fácil examinar o padrão nos momentos críticos e, deles, prognosticar. Quem tem conhecimento disso tudo pode saber quem deve ser tratado, assim como o tempo e o método para o tratamento.[6]

Muitas vezes algum médico poderá ficar tentado a delegar sua responsabilidade – elemento intransferível de seus atos – com a desculpa de que alguma situação é muito complexa e que o seu estudo não foi adequado. Tal desculpa não é uma possibilidade, e não cabe ao paciente arcar com a consequência da falta de estudos de determinado médico. O paciente, muito justamente, espera o que há de melhor, incluindo um médico bom, preocupado, atualizado, inteligente e habilidoso

Texto na íntegra:

https://academiamedica.com.br/blog/a-busca-pela-excelencia

Humildade no Ato Médico

Humildade no Ato Médico

Repost de outubro de 2018

O dicionário da língua portuguesa define humildade como sendo a “qualidade de quem age com simplicidade, característica de pessoas que sabem assumir as suas responsabilidades, sem arrogância, prepotência ou soberba”. Dessa forma, a humildade é um sentimento extremamente relevante para o médico, que o faz reconhecer suas próprias limitações, com modéstia e ausência de orgulho. Mas a questão é: qual motivo faz com que essa característica seja extremamente importante para se ter uma carreira médica bem sucedida? Podemos elencar, na verdade, três vertentes principais que podem ser abordadas quando se fala de tal traço: impactos para os pacientes, para a equipe de trabalho e para a carreira.

O mais importante aforismo de Hipócrates postula “primeiro, não causar dano”. Para isso, o médico deve ter em mente que possui restrições na atuação, humildade ao lidar com os pacientes. Sua prepotência pode causar inúmeros danos à saúde daqueles que se submeteram a seus cuidados. O bom médico deve estar sempre disposto a mudar de acordo com o que for melhor para o paciente, seja quando se trata de técnicas cirúrgicas, seja para delineamento de condutas terapêuticas e atualização do conhecimento cientifico que, principalmente na área da saúde, tende a acontecer de maneira cada vez mais veloz. Além disso, o sentimento em questão traz o médico a uma realidade de horizontalidade, onde o paciente está exatamente em seu nível, não inferiorizado pela situação de vulnerabilidade por suas debilidades físicas enquanto o médico, em posição superior, detém o conhecimento para lidar com a doença. Essa situação tende a produzir um atendimento mais humano, atento, enxergando o paciente sob várias perspectivas que não somente a de um “organismo doente que necessita de reparo”.

A humildade também é extremamente necessária quando se trata da convivência do médico com os outros profissionais. Segundo o filósofo chinês Confúcio, “a humildade é a única base sólida para todas as virtudes”. Quando se trata de relacionamento médico com sua equipe, virtudes estão fortemente relacionadas à boa convivência e, portanto, com produtividade e eficiência, o que se prova verdade num mundo progressivamente mais conectado em que a multidisciplinaridade é grandemente difundida e praticada. Nesse sentido, nenhum médico é detentor da verdade absoluta e do conhecimento pleno, sendo profícuos a discussão de casos com os colegas, a troca de opiniões e o pedido de ajuda quando o benefício do paciente o requer. Colocar a vaidade profissional acima da atenção ao paciente causa deformação no bom agir médico. É preciso estar disposto a retificar a opinião, uma atitude que não supõe nenhum demérito, mas sim a procura humilde, com consciência de missão, do bem estar do paciente.

Quando se busca uma carreira bem sucedida, a humildade vem, novamente, ocupando lugar de grande importância para a construção de um profissional de excelência. Pelas palavras de Mario Sergio Cortella, “a humildade é a habilidade de reconhecer que ainda há o que aprender, que não se atingiu o ponto máximo de crescimento”. Nesse caso, o médico que deseja fazer crescer e prosperar a carreira não pode portar a impressão de que já obteve todo o conhecimento e que já realizou todas as ações possíveis para alcançar seus objetivos, mas ter a sensibilidade de perceber que há sempre algo inédito para buscar, inovações que o diferenciarão de outros profissionais e o tornarão acima das expectativas do mercado.

De Hipócrates e Confúcio a Mario Sergio Cortella, a visão de que a humildade é extremamente eficaz na construção de um profissional/cidadão brilhante é convergente. Assim, o médico, que desfruta de grande status social pelo simples fato de ser médico, deve cuidar para que a arrogância, a prepotência e a soberba não ofusquem sua missão ao cuidar dos pacientes, ao lidar com os parceiros de equipe e ao planejar e construir sua carreira.

Referências:

https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/viriato-moura/exercicio-da-medicina-humildade-e-preciso

https://www.prospectivedoctor.com/humility-role-medicine/

https://www.dicio.com.br/humildade/

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0738081X12002659

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2917943/

A intensa vida do jovem presidente da Dasa

A intensa vida do jovem presidente da Dasa

Pedro de Godoy Bueno, herdeiro e presidente do Grupo Dasa.

Tudo acontece muito rápido – e muito cedo – na vida de Pedro de Godoy Bueno.

Aos 15 anos, iniciou um “duelo” com o pai, que queria mantê-lo como estagiário na empresa da família (o plano de saúde Amil). Pedro sonhava respirar novos ares, de preferência no exterior.

Aos 16, entrou no curso de economia da PUC-Rio.

Aos 20, participou do programa de trainees do banco BTG Pactual (marcando sua vitória no duelo citado no primeiro parágrafo). “Foi uma experiência sensacional”, diz. “Trabalhava das 8h da manhã até meia-noite, 2h da madrugada. Morava com meu pai e nem o via.”

Aos 22, retornou para a Amil. No mesmo ano, ela foi vendida para a gigante norte-americana UnitedHealth, e Pedro aproveitou o momento de vacas gordas no caixa para montar uma gestora de investimentos, a DNA. “Começamos a fazer uma série de investimentos – entre eles a Dasa.”

No segundo semestre de 2014, foi convidado para assumir a presidência do grupo de laboratórios, então avaliado em R$ 3 bilhões. Em janeiro de 2015, assumiu o cargo – aos 24 anos de idade, foi considerado o CEO mais jovem de uma empresa de capital aberto do Brasil.

Por sua pouca idade, seu estilo low profile (o oposto do pai) e sua “cara de criança”, a nomeação gerou protestos de sócios minoritários e desconfiança de colaboradores mais antigos. Mas Pedro contava com o respaldo do pai, Edson de Godoy Bueno, e de Dulce Pugliese (ex-mulher e sócia de Edson), que haviam assumido o controle acionário da Dasa. “Muita gente acha que foi meu pai que me indicou. Não foi. Foi um de nossos conselheiros independentes. Meu pai era até contra, achava que era cedo para um desafio tão grande, que eu podia me queimar na largada.”

Em fevereiro de 2017, Edson sofreu um infarto durante uma partida de tênis em sua casa, em Búzios. A morte repentina (mas não exatamente inesperada – ele já tinha oito stents) do pai e mentor fez os olhares novamente se voltarem para o jovem Pedro. Mais preocupado em gerar resultados do que em conversas de corredor, no entanto, o jovem executivo concentrou sua energia em expandir a rede de laboratórios, recuperar os níveis de qualidade das instalações e do atendimento e aumentar a rentabilidade do negócio – uma equação difícil até para os mais experientes gestores.

Em março de 2017, ele foi um dos destaques da FORBES Under 30, lista que elenca os jovens brasileiros mais relevantes em seus segmentos. Em agosto de 2018, aos 27 anos, ele se tornou o brasileiro mais jovem a figurar na lista de bilionários da FORBES, com patrimônio de R$ 2,7 bilhões (na 84ª posição; em anos anteriores, Edson aparecia entre os 20 mais ricos do país). O herdeiro não perdeu o foco nem deslumbrou-se: continuou perseguindo a meta de expandir e melhorar a qualidade e a saúde do negócio.

No quesito expansão, a rede superou 750 unidades. No quesito qualidade, basta entrar em uma das novas unidades do Alta Excelência Diagnóstica em São Paulo e no Rio de Janeiro para sair de lá impressionado. Quanto às finanças, depois do ano de estreia apertado (receita de R$ 2,79 bilhões contra despesa de R$ 2,77 bi), a curva foi pendendo a seu favor: 2017 fechou com faturamento de R$ 3,4 bilhões e lucro de R$ 134 milhões, e só o primeiro semestre de 2018 já rendeu um lucro de R$ 128 milhões.

Em outubro de 2018, uma notícia causou alvoroço e dúvida no setor: a Dasa anunciou uma reorganização interna, criando o cargo de diretor-geral – a ser ocupado pelo CFO Carlos de Barros, que será responsável por conduzir o dia a dia da operação – e alterando as atribuições do presidente, que passará a se dedicar a questões estratégicas, como expansão internacional, novos projetos, aquisições, parcerias e transformação digital.

Seria um sinal de perda de poder? Nem um pouco. “Continuo como presidente. O diretor-geral ficará abaixo de mim”, declarou Pedro. Sua família, afinal, já detém 98% da empresa. Sob o guarda-chuva da Dasa estão marcas como o Alta (para o público de alta renda), Delboni Auriemo, Lavoisier, Previlab e dezenas de outros laboratórios, que realizam 250 milhões de exames anuais e empregam quase 20 mil pessoas (2 mil delas, médicos). A família tem participação em outros negócios – incluindo na UnitedHealth, que comprou 90% da Amil em 2012 por R$ 10 bilhões.

“Fiz tudo muito jovem”, concorda Pedro, hoje com 28 anos. “Minha intenção era estudar fora aos 15 anos, mas meu pai já estava com problemas cardíacos e a gente achou melhor eu ficar no Brasil, perto dele, aprendendo e interagindo com ele. Concordei. E comecei a estagiar na Amil. Tínhamos feito um IPO em 2007 e eu era estagiário da área de relações com os investidores. Então tive oportunidade desde muito cedo de participar de reuniões de diretoria, onde se discutiam estratégias, fusões, aquisições”, lembra o executivo. “Nesse ponto, foi bom. Mas, por outro lado, trabalhar na empresa da família te deixa dentro de uma bolha: ninguém te dá bronca, ninguém te enfrenta… Seu desenvolvimento profissional fica prejudicado. Por isso eu queria sair. Demorei seis meses para convencer meu pai, ele não queria deixar de jeito nenhum. Até que, um dia, apelei para a chantagem: ‘OK, eu fico, mas todo dia, saindo da faculdade, vou direto à praia’. Ele achou melhor eu trabalhar em outro lugar.” Era o início dos dois anos intensos no BTG.

Mas por que trabalhar tanto assim “para os outros”? Perfeccionismo e orgulho explicam: ele achava os colegas “brilhantes” e não queria ficar para trás. Para se destacar, trabalhava em dobro.

SEGREDOS DO SUCESSO

Apesar de toda a precocidade, os sustos e percalços pelo caminho, o estilo do jovem executivo tem dado resultados. “Hoje temos inúmeros indicadores para mostrar que a gestão tem sido um sucesso. Ajudou muito o fato de eu ter entrado nisso com muita humildade. Tem muita gente jovem que, por não saber tudo nem ter experiência, sente necessidade de aparentar o contrário”, diz ele.

“Eu queria entender, perguntava muito, tive a sorte e talvez a competência de sempre me cercar das pessoas certas.” Para isso, não faltou coragem para fazer uma mudança radical logo no primeiro ano sob seu “reinado”. “Mudamos 80% da diretoria. Tenho esse mérito, o de ter escolhido as pessoas certas, todas com muita experiência e competência em
vários setores. Estávamos perdendo share para os concorrentes, alguns médicos tinham resistência em relação às nossas marcas, os números estavam em declínio. Era uma empresa que estava muito aquém de seu potencial”, lembra.

Aumentar a qualidade e a eficiência ao mesmo tempo foi um grande desafio. “Tivemos que mudar alguns conceitos internamente. Eficiência, por exemplo, não significa um corte de custos desenfreado. É você diminuir custos em coisas que não agregam ao paciente, ao médico, e direcionar os recursos para onde de fato eles fazem diferença. Um exemplo bobo: cortamos as copeiras da diretoria e contratamos mais recepcionistas nas unidades que tinham filas maiores.” Graças a essa e outras ações do tipo, o NPS (net promoter score, índice de satisfação e lealdade dos clientes), segundo ele, passou de 55 para 74.

O faturamento previsto para 2018 é de R$ 4,6 bilhões. Nada mau para quem ainda nem chegou aos 30. Mas acomodação não faz parte do vocabulário de Pedro Bueno. Ainda este ano, ele pretende concluir o processo de unificação dos sistemas das várias unidades do grupo e começar a lançar “inovações cada vez mais radicais”, contando para isso com a proximidade de startups de saúde – são parceiros do Cubo, o hub de inovação do Itaú. Outra grande aposta é a empresa de genética diagnóstica GeneOne. “Os tratamentos e principalmente a prevenção de doenças com base em informações genéticas são o futuro da medicina. Será possível determinar de forma muito mais assertiva o melhor remédio e o melhor tratamento para cada paciente, com resultados mais rápidos e mais qualidade de vida. Vai acabar esse negócio de tentativa e erro.”

Hoje ele não trabalha das 8h às 2h como na época do BTG, mas acorda às 6h30 (“tento dormir 7 horas por noite para não perder produtividade”), faz academia cinco vezes por semana, come regradamente e leva uma vida sem ostentação nem badalação, quase que totalmente focada no trabalho.

Diante de tanto entusiasmo e dedicação, volto à questão da chantagem que ele fez com o pai, aos 15 anos de idade, dizendo que viraria um “rato de praia”. “Você ia mesmo ficar o dia inteiro sem fazer nada na praia?”, pergunto. “Que nada. Foi um blefe.”

Fonte:

Forbes Brasil

Olimpíada Brasileira de Medicina Interna

Olimpíada Brasileira de Medicina Interna

Estão abertas as inscrições para a II Olimpíada Brasileira de Medicina Interna do Conselho Federal de Medicina (CFM). A proposta é incentivar a pesquisa científica e a competição pelo conhecimento entre estudantes do sexto ano de graduação de medicina e residentes em clínica médica.

O candidato será submetido a prova escrita objetiva realizada por meio eletrônico no dia 29 de maio, às 20h. Serão oitenta questões testes, com quatro alternativas cada, nas áreas básicas de Medicina Interna. Para essas questões, apenas uma alternativa será considerada correta.

 

Os prêmios serão atribuídos a cada um dos melhores desempenhos por categoria (sexto anista, R1, R2, R3 de clínica médica). “O objetivo dessa competição é incentivar, valorizar de forma lúdica, o profissional que tem interesse em se capacitar ou que está em treinamento na área de medicina interna”, destaca a coordenadora-adjunta da Câmara Técnica do CFM, Maria do Patrocínio Nunes.

 

As olimpíadas são totalmente gratuitas. Os participantes irão receber certificado e os vencedores receberão ajuda de custo e passagens para receber certificado de vencedor em Brasília durante o IV Fórum de Clínica Médica do CFM, no dia 12 de julho de 2019.

 

Fonte: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=28222:2019-05-14-13-17-56&catid=3

 

Inscrições/Edital: http://www.inscricoes.fmb.unesp.br/principal.asp

Enriquecendo com saúde: qual a importância de fazer um planejamento financeiro pessoal?

Enriquecendo com saúde: qual a importância de fazer um planejamento financeiro pessoal?

Se você fica se perguntando o que é preciso fazer para conquistar a independência financeira, o primeiro passo a ser dado é realizar um planejamento financeiro para organizar o que entra e o que sai da sua conta.

Embora seja um tema negligenciado por boa parcela dos brasileiros, o planejamento financeiro pessoal é uma das ferramentas mais importantes para quem busca alcançar objetivos e realizar sonhos e, claro, para conquistar e manter a independência financeira. Afinal, com ele é possível planejar-se, criando um manto de proteção financeira.

O que é o planejamento financeiro?

Você se esforça muito para ganhar seu dinheiro, por isso ele precisa trabalhar para você. Além disso, caso não tenha o comando do planejamento financeiro nas suas mãos, pode acabar se endividando desnecessariamente.

Quem investe na organização das finanças pessoais consegue assegurar uma vida mais tranquila quanto ao planejamento financeiro. Mas, colocar as finanças em ordem não é somente saber o quanto você ganha e o quanto você gasta. Ter conhecimento de onde você despende seu dinheiro é fundamental para buscar o equilíbrio em sua conta corrente.

Portanto, ter equilíbrio financeiro nada mais é do que gastar menos do que se ganha. Para isso, é preciso monitorar receitas e despesas. A tecnologia é uma grande ajuda neste sentido: existem diversos aplicativos gratuitos que podem auxiliar no controle do que entra e do que sai da sua conta.

Mas, se você não é tão tecnológico, pode apostar no bom e velho caderno de anotações, desde que consiga categorizar suas despesas e conferir se os números batem com o saldo da sua conta corrente.

Para que serve esse tipo de planejamento financeiro?

Especialistas em finanças pessoais indicam que suas despesas fixas mensais não devem ultrapassar 65% dos seus rendimentos, afinal, além da necessidade de poupar para o futuro, você também pode sofrer com custos não previstos, como uma batida de carro ou gastos médicos.

O planejamento financeiro pessoal é a ferramenta ideal para ajudá-lo a manter esse controle de maneira eficiente e correta.

Quais são os benefícios de elaborar um planejamento financeiro pessoal?

Fazer um planejamento financeiro pessoal ajuda a economizar, evitando despesas desnecessárias, para poupar direcionado o dinheiro aos investimentos e reservas emergenciais.

Realizar esse tipo de plano permitirá que você tenha muito mais qualidade de vida, tanto hoje quanto no futuro. Ao ter a segurança material necessária para aproveitar os prazeres da vida, além de uma garantia para imprevistos, sua mente fica mais tranquila para curtir cada momento.

Fonte:

https://academiamedica.com.br/blog/qual-a-importancia-de-fazer-um-planejamento-financeiro-pessoal?utm_campaign=58beb9b38c3fb60932b35286&utm_source=whatsapp_share&utm_medium=social

 

PDI: O que é o Plano de Desenvolvimento Individual e como pode ser usado na vida pessoal e carreira?

PDI: O que é o Plano de Desenvolvimento Individual e como pode ser usado na vida pessoal e carreira?

E se fosse possível montar um roteiro para que você saia de onde está agora e chegue aonde gostaria de estar? Entenda como funciona o PDI e se inspire para traçar o mapa que vai te ajudar a alcançar seus objetivos.

Sabe aquela promoção que você está de olho há algum tempo mas sente que ainda não está preparado para chegar lá? Ou aquele projeto que você sempre quis tocar mas ainda não tem maturidade para tirar do papel? O PDI, sigla para Plano de Desenvolvimento Individual, pode ser um bom jeito de se desenvolver e se preparar para esses desafios.

Antes de mais nada, o PDI é um compromisso com o seu desenvolvimento. Trata-se de um plano que sistematiza diversas ações a serem tomadas para que você conquiste certo objetivo por meio do desenvolvimento pessoal e profissional. Em outras palavras, é um roteiro para que você saia de onde está agora e chegue onde gostaria de estar. Ou, ainda, torne-se quem gostaria de ser.

Como é um documento com metas e prazos, o Plano de Desenvolvimento Individual contribui para que você não perca o foco. Além disso, para que dê passos estrategicamente pensados e não se deixe levar por escolhas aleatórias.

Como funciona um Plano de Desenvolvimento Individual?

Segundo Stephanie Crispino, coach responsável pelo curso Autoconhecimento Na Prática, promovido pela Fundação Estudar, é uma prática bastante comum nas empresas. Usada, principalmente, para monitorar o desenvolvimento das competências de cada funcionário entre os ciclos de avaliação. Nesse caso, o PIano de Desenvolvimento Individual funciona como um plano de evolução que indica o caminho para que o funcionário suba cada novo degrau na escalada de carreira.

“Embora seja normalmente associado às empresas, é importante saber que o PDI também tem uma aplicação supraorganizacional. No fundo, está relacionado com o que você quer desenvolver de competências e como vai fazer isso”, ela explica. Assim, o PDI também pode ser uma técnica de autodesenvolvimento para os seus próprios objetivos, independente do seu gestor ou da sua função na empresa em que trabalha.

Como fazer um PDI?

Normalmente, esses planos estão atrelados a um objetivo específico. Seja uma promoção, um projeto, uma mudança de carreira ou até mesmo objetivos pessoais. Se nas empresas esse fim deve ser alinhado com seu gestor, no seu Plano de Desenvolvimento Individual pessoal a escolha é sua.

Com o objetivo em mente, o primeiro passo é entender quais são as competências que você precisa desenvolver para chegar lá. “Ao contrário do que muita gente pensa, não são só os pontos fracos que devem ser desenvolvidos, mas também os pontos fortes, que são os seus diferenciais”, explica Stephanie.

Então, a estratégia deve ser focar na construção de ativos a partir de seus pontos fortes e agir também sobre os pontos fracos que tem te impedido de alcançar seu objetivo.

Escolher habilidades pode ser um desafio, porém é uma das etapas mais importantes na criação de um Plano de Desenvolvimento Individual. “Não dá para desenvolver tudo do dia para a noite, é preciso escolher e priorizar as competências”, ela diz. Ainda acrescenta que a escolha errada das competências é o principal motivo por trás de PDIs que dão errado.

Mas, então, como realizar essa escolha e priorização? Stephanie sugere três critérios: impacto (o quanto essa habilidade contribui para o objetivo final), urgência (uma questão de timing, ou seja, o quanto essa habilidade é necessária agora), e também desejo (o quanto você quer desenvolver essa competência). “Se você não leva em conta o desejo, acaba atrapalhando na hora de fazer as ações e levar o PDI a sério. Fica um plano bonito mas que nunca sai do papel”, conta.

Os PDIs podem ser de curto, médio ou longo prazo e são planejados para durar, normalmente, de três meses a um ano. “Não pode ser muito curto, pois precisa envolver tempo suficiente para entrar na sua rotina. Mas também não pode ser muito longo, para que você consiga avaliar os resultados de tempos e tempos”, diz. “Na hora de escolher quais competências você vai desenvolver, foque nas próprias habilidades, não em coisas para fazer. Deixe as tarefas para o momento da ação.”

Desafios

Depois que as competências foram determinadas, como desenvolvê-las? Para essa etapa do “como”, Stephanie propõe que você determine alguns desafios relacionados a cada competência.

“O desafio tem que te tirar da sua zona de conforto e te obrigar a aplicar a habilidade que você quer desenvolver”, ela explica. Assim, o desafio não envolve atitudes como ler um livro, fazer um curso ou falar com pessoas mais experientes – tudo isso servirá apenas de suporte. Como alguém que queira desenvolver a oratória pode se desafiar a dar uma palestra ou apresentar resultados em uma grande reunião.

Na hora de estabelecer o desafio, reflita: “Qual seria a coisa mais desafiadora que eu poderia fazer sendo quem eu sou hoje?”. Evite situações irreais ou que te desviem do trabalho. Também busque associar os desafios a coisas que você precisaria fazer cedo ou tarde, como é o caso da reunião.

Metas e prazos

 

Além disso, outro ponto importante do Plano de Desenvolvimento Individual é definir metas para esses desafios. É uma forma de medir se você cumpriu ou não o que se propôs a fazer e em que medida. Assim, é necessário entender quais são as métricas adequadas para cada tipo de situação. No exemplo anterior, a meta poderia ser ter 30 pessoas na audiência. Uma meta maior também pode ser quebrada em metas menores, para dar ritmo ao seu desenvolvimento.

Ainda assim, não basta só saber “o que” e “como” – também é preciso definir o “quando”. Por isso é essencial que você tenha deadlines realistas para cumprir seus desafios.

Agora, com o seu PDI feito, é importante agir e correr atrás da realização dos seus desafios. “Se nenhuma ação for tomada, o plano não serve para nada e as horas ou dias que você gastou para criá-lo viram tempo perdido”, explica Stephanie. Por fim, ela adianta que o PDI não precisa ser estático. “Se ao longo do processo surgir a possibilidade de um novo desafio, você pode incluí-lo no plano. À medida em que você vai evoluindo, é comum que seu plano mereça alguns incrementos”.

Exemplo de PDI

Ser fluente em espanhol (dezembro 2018)

A desenvolver:

  1. Vocabulário
  • Ler livros de literatura em espanhol buscando palavras desconhecidas no dicionário e coletando-as em um caderno
    (um por mês / julho 2018 – outubro 2018)
  • Estudar palavras novas aprendidas
    (diariamente / julho 2018 – novembro 2018)
  1. Fala
  • Conversar com colegas em espanhol e pedir feedback
    (uma pessoa por semana / julho 2018 – dezembro 2018)
  • Assistir filmes em espanhol sem legenda
    (dois por semana / julho 2018 – dezembro 2018)
  • Gravar vídeos para Youtube em espanhol
    (dois por mês / setembro 2018 – dezembro 2018)
  • Ministrar oficina em espanhol para equipe
    (ao menos 20 pessoas / dezembro 2018)

E depois?

Ao final do Plano de Desenvolvimento Individual, você não deve pensar simplesmente se ele foi cumprido ou não. Porque o importante é o aprendizado dessa experiência e a reflexão sobre como ela ocorreu. O que deu errado e o que deu certo? Quais competências foram desenvolvidas? Se o objetivo não foi atingido, será que o problema foi na definição das competências? Ou, até, na execução do PDI?

Aqui, vale lembrar que “competência” vai além do conhecimento em si. É uma união entre conhecimentohabilidades (conhecimento aplicado de forma prática) e atitude (quando as habilidades se transformam em atitudes incorporadas em sua rotina). Dessa forma, o PDI é uma das maneiras mais eficazes de criar novos hábitos. E você, já sabe que hábitos quer mudar?

Fonte:

Na Prática – Fundação Estudar

Quer aprender algo novo? Pesquisa de Yale revela quando o cérebro é mais eficiente

Quer aprender algo novo? Pesquisa de Yale revela quando o cérebro é mais eficiente

A incerteza pode ser muito estressante. Mas estar fora da sua zona de conforto e não saber o que vai acontecer envia sinais para que o cérebro comece a aprender. Pelo menos é o que mostra um novo estudo feito por pesquisadores de Yale.

“Nós só aprendemos quando há incerteza, e isso é uma coisa boa”, explica Daeyeol Lee, professor de neurociência, psicologia e psiquiatria de Yale. “Não queremos ficar aprendendo o tempo todo. Se o cérebro aprendesse sempre, nós provavelmente desistiríamos ao experimentar o fracasso, não persistiríamos.” Ou seja: situações instáveis podem ser desconfortáveis, mas são ajudam seu cérebro trabalhar à todo vapor

Estabilidade “desliga” o cérebro
Se você quiser maximizar o aprendizado, deve fazer coisas difíceis em 70% do seu tempo, aconselha a Inc. Se você não tem algum nível de estresse sobre o resultado de seu trabalho, seu cérebro ‘desliga’ o centro de aprendizado.

O estudo observou um grupo de macacos, que deveriam apertar botões de cores diferentes para receber uma recompensa. Mas não era sempre que o macaco recebia o petisco. Alguns botões tinham taxas estáveis – de 20% e 80%. Outros eram mais imprevisíveis e a frequência variava.

Os cientistas então mediram a atividade cerebral dos macacos. Quando eles conseguiam prever com que frequência receberiam um petisco, as regiões do cérebro associadas ao aprendizado se desligavam. Quando eles não sabiam o que aconteceria, essas áreas ficavam mais ativas.

Quando você descobre a melhor forma de se comportar em um ambiente, aprender novas técnicas tem pouco sentido. O que não é um problema se você está tentando descobrir quantos minutos precisa para cozinhar um ovo. Mas em outras áreas da vida, continuar aprendendo pode trazer vantagens.

“Talvez a descoberta mais importante do estudo seja a de que as capacidades do cérebro não são ‘fixas’, mas elas se adaptam conforme a estabilidade do ambiente. Quando você entra em um ambiente novo e volátil, isso pode aumentar a tendência do cérebro de absorver novas informações”, resume Lee.

Matéria originalmente publicada em Época Negócios

Reconhecendo a Depressão Pós-parto

Reconhecendo a Depressão Pós-parto

A Depressão pós-parto, um subconjunto da Depressão Perinatal (DPN), é a complicação obstétrica mais comum nos Estados Unidos. Mesmo quando os resultados da triagem são positivos, as mães frequentemente não recebem avaliação adicional, e mesmo quando a depressão é diagnosticada, as mães não recebem tratamentos baseados em evidências.

 

Estima-se que 80% das mulheres tenham o chamado baby blues, certa melancolia que aparece nos primeiros dias do bebê em casa, dura no máximo um mês, e tem mais a ver com a adaptação física e emocional à nova realidade, além das alterações hormonais bruscas que o corpo sofre nessa fase. Mas a Depressão pós-parto vai além, tanto na intensidade quanto na duração dos sintomas, geralmente notados de quatro a seis semanas após o parto e que podem se arrastar por um ano (ou mais, em alguns casos). Ansiedade, irritabilidade, mudanças de humor, cansaço e desânimo persistentes estão no topo da lista de indícios, que também passam por diminuição de apetite, insônia e sensação de incapacidade.

 

Recentemente, de acordo com uma declaração de política e relatório técnico publicado na revista Pediatrics, foi preconizado que os médicos pediatras devem avaliar as novas mães para detectar efetivamente situações de depressão pós-parto (DPP) em visitas de consultório dos bebês, e fazer uso dos recursos da comunidade para tratamento e encaminhamento. No artigo, os autores americanos observam que a triagem provou ser bem-sucedida na detecção da DPP, e com tratamento adequado e precoce, houve boa redução dos efeitos da depressão e melhora no relacionamento entre mãe e bebê.

 

Além disso, o Estudo revela que a DPP leva ao aumento dos custos de cuidados médicos, tratamento médico inadequado do lactente, descontinuação aleitamento materno, disfunção familiar e aumento do risco de abuso e negligência.

 

A DPP, especificamente, afeta negativamente este período inicial crítico de desenvolvimento do cérebro. A DPN é um exemplo de uma experiência adversa na infância que tem complicações adversas potenciais a longo prazo para a mãe, seu parceiro, o bebê e a relação mãe-bebê. No entanto, o DPN pode ser tratada de forma eficaz, e o estresse sobre o bebê pode ser reduzido. Os atendimentos pediátricos devem coordenar os cuidados de forma mais eficaz com o pré-natal, prestando de serviços, tratamento e acompanhamento psicológico para mulheres com depressão materna diagnosticada no período pré-natal. Além disso, devem estabelecer um sistema para implementar a triagem da DPP e organizar visitas de puericultura periódicas.

 

A Academia Americana de Pediatria, trabalhando com departamentos estaduais de saúde, junto a financiamentos públicos e privados e programas de saúde materna e infantil,

defendem que deve ser intensificado o treinamento para a triagem da DPN e tratamento da mesma. Desse modo, a Academia Americana de Pediatria espera que a triagem para DPN seja aperfeiçoada, de modo a otimizar o tratamento, evitando sequelas tanto para a criança quanto para a mãe.

 

Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30559120

Turismo Médico

Turismo Médico

“Turista médico” é usado para definir aqueles pacientes que viajam para outros países em busca de atendimento médico. O termo surgiu principalmente porque muitos cidadãos dos EUA passaram a viajar para fora do país para procurar um atendimento médico mais barato. Ou seja, a principal razão para o “turismo médico” não é a busca por atendimento especializado, mas sim alternativas mais econômicas para sistemas de saúde que se tornaram onerosos demais para os pacientes.

O número de turistas médicos dentre todos os países em 2017 foi estimado em 14-16 milhões. Espera-se que o número de turistas médicos dos EUA e o número de turistas médicos no mundo aumentem em 25% ao ano. As implicações financeiras dessa nova modalidade de assistência médica são profundas. Estima-se que o custo médio de cada visitante médico seja de US $ 3.800 a US $ 6.000,00 por visita, e o total gasto por ano no mundo é estimado entre US $ 45 e US $ 72 bilhões, sendo o valor de todo o turismo médico por ano de aproximadamente US $ 439 bilhões.

Por conta disso, uma nova modalidade de negócio foi criada – as companhias de turismo médico, que atuam tanto dentro dos EUA, quanto nos países receptores dos pacientes, vendendo pacotes que incluem passagem aéreas, admissões em hospitais, consultas com médicos conveniados, hospedagem. Em 2008 foram contabilizadas 68 empresas de turismo médico só nos EUA. Mesmo com todos os gastos adicionais, o custo total da internação, incluindo honorários médicos, passagens aéreas e despesas com hotel para o paciente e eventuais acompanhantes, ainda é muito menor do que o custo do procedimento nos Estados Unidos.

O top 10 de países destino de turismo médico são (não ordenados em ordem de frequência de visitas): Costa Rica, Índia, Malásia, México, Singapura, Coréia do Sul, Taiwan, Tailândia, Turquia e EUA. O top 10 de condições tratadas são: atendimento odontológico, cirurgias cosméticas, patologias cardíacas, fertilização in vitro, perda de peso, dermatologia, transplantes (rim e fígado) e neurocirurgias espinhais.

Vale ressaltar, ainda, que os EUA também são um destino de turismo médico devido à sua excelência, e atualmente o saldo entre visitas e saídas de pacientes ainda é positivo. Contudo o economista médio Uwe Reinhardt advertiu que “o turismo médico pode fazer para o sistema de saúde dos EUA o que a indústria automobilística japonesa fez com as montadoras americanas depois que os produtos japoneses desenvolveram uma boa relação qualidade / preço e confiabilidade”. Ou seja, se o custo de tratar-se internamente tornar-se tão alto, ou a oferta externa tornar-se muito atrativa, esse saldo entre visitas e saídas de pacientes pode inverter-se, gerando um ônus economico aos EUA.

 

Fonte: https://www.amjmed.com/article/S0002-9343(18)30620-X/abstract