Liderança na Medicina

Liderança na Medicina

Apesar de acompanharmos uma crescente tendência da medicina ao fortalecimento da preocupação com a saúde primária, em que o médico da família começa a recuperar um espaço que até pouco tempo atrás era ínfimo, a estrutura da saúde ainda tem forte relação com a forma centralizada institucional, com os hospitais. Dessa forma, há a necessidade incontestável de uma formação médica que privilegie, além de uma medicina técnica de qualidade, uma abordagem de temas relacionados à liderança e à gestão.

Há cerca de 200 anos, tendo em vista o mundo ocidental, os tratamentos médicos eram fornecidos, na maioria das vezes, por profissionais que levavam atendimento aos pacientes em seus próprios lares. No entanto, o século XX mudou a dinâmica populacional das cidades, trazendo abrupto crescimento da quantidade de pessoas vivendo nelas e seu adensamento. Da mesma maneira, os hospitais passaram a concentrar grande número de profissionais da saúde, progredindo na dificuldade de administrar e gerenciar esse contingente. Tudo isso fez com que se enxergasse a conveniência da criação de mecanismos para aumentar a eficiência e manter alto o padrão de satisfação no atendimento aos pacientes. Tornou-se pertinente, portanto, o incremento de questões de liderança e gestão na formação médica.

Essa pertinência se comprova quando um levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União e publicado no Globo, mostra que o caos no SUS, única porta de entrada na saúde para grande parte dos brasileiros, aponta que muito da ineficiência da estrutura é proveniente do mal generalizado de gestão inepta. Da mesma maneira, o sistema privado de saúde também sofre dessa falha. A maior parte do turn-over dos hospitais, segundo o SaúdeBusiness, é causada por má gestão e líderes que não conseguem motivar as equipes.

Fica claro, dessa maneira, a importância da formação de lideranças na medicina para que haja eficiência e qualidade nos serviços prestados. Essa liderança, considerando a dinâmica atual de mercado, segundo o editor do SaúdeBusiness Osvaldo Rodrigues, leva em conta 5 características primordiais: respeito, participação, delegação de poder, envolvimento e trabalho em equipe.

Grandes transformações estão acontecendo na área da saúde com fusões, aquisições e joint venture, o que está mudando o mundo corporativo na medicina de forma veloz e multidisciplinar, envolvendo todas as áreas de formação da equipe de trabalho. Portanto, o líder não é mais aquele que tem o conhecimento, mas o que sabe compartilhar. Assim, “a saúde necessita formar líderes capazes de transformar as relações interpessoais e que tragam soluções ainda não experimentadas” para conseguir aperfeiçoar o atendimento nessa estrutura centralizada de funcionamento, atendendo (ou superando) as expectativas dos pacientes.

 

Referências:

 

https://saudebusiness.com/noticias/a-saude-precisa-de-lideranca/

 

https://oglobo.globo.com/opiniao/saude-publica-do-pais-sofre-de-ma-gestao-12010246

 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2687916/

Moedas Digitais

Moedas Digitais

Não dá pra negar, o assunto do momento são as moedas digitais. Seja na timeline do Linkedin, do Facebook, do Instagram, ou de qualquer outra rede social, você encontrará muita informação sobre elas. Seja na conversa de bar, entre amigos, na faculdade ou no trabalho, alguém provavelmente já comentou com você sobre esse assunto.

Não é verdade?

Contudo, mesmo com essa quantidade imensa de informações rolando pela internet e inúmeros influenciadores dialogando sobre elas, ainda surgem muitas dúvidas na mente das pessoas que, conhecedoras do mercado financeiro ou não, resolvem estudar o assunto para conhecimento próprio ou até, possivelmente, se tornarem investidoras.

Pensando nisso, recorri aos meus amigos do Linkedin para encontrar alguém que tivesse conhecimento em moedas digitais e pudesse bater um papo sobre o assunto. Nessa busca, encontrei Dioner Segala. Economista de formação e investidor em moedas digitais, ele atendeu ao meu pedido e respondeu às minhas perguntas sobre elas.

É claro que, registrei o nosso bate-papo e o transformei em um grande conteúdo para o Linkedin. Desta forma, eu espero que muitas pessoas, assim como eu, tenham acesso às informações necessárias para sanarem as suas dúvidas e adquirem mais conhecimento sobre essa tendência que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado.

Confira a seguir, então, quem é Dioner Segala e o nosso bate-papo, na íntegra.

Antes de tudo, quem é Dioner Segala?

Sou economista, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina. Tenho interesse por diversos assuntos, incluindo estatística, finanças e moedas digitais. Minha monografia teve como tema as causas e consequências da inflação durante o Plano Real, na perspectiva da Escola Austríaca de Economia. Estudo filosofia, invisto em bitcoins e sou amante dos livros.

O que é uma moeda digital?

Antes de falar sobre a moeda digital, é importante fazer um breve comentário sobre o que é a moeda. Uma moeda é o bem mais líquido de uma sociedade, i.e., um bem que as pessoas utilizam para facilitar as trocas. Historicamente, as moedas surgiram a partir do  mercado, emergindo da interação de diversos indivíduos, para facilitar as trocas – antes era preciso trocar aquilo que produzia por aquilo que queríamos comprar. Hoje, quando queremos comprar algo, vendemos nossos produtos/serviços – a mão de obra, por exemplo – em troca de um salário, em moeda, e aí vamos até o mercado e compramos aquilo que desejamos. Uma moeda tem três funções básicas: unidade de conta, reserva de valor, e como meio de troca. Com essa breve explanação sobre a moeda e sua origem, fica mais fácil explicar o que é uma moeda digital.

Assim, uma criptomoeda (ou uma moeda digital), é um ativo digital, intangível, que possui (ou pretende possuir) as mesmas qualidades e funções de uma moeda tradicional. Elas são baseadas em criptografia, e a sua mineração (termo utilizado para explicar o processo de produção de uma criptomoeda) consiste na resolução desta criptografia. Não existem fisicamente, ou seja, não podem ser tocadas, como um metal precioso ou papel-moeda (como Real ou Dólar).

Qual a origem das moedas digitais?

Em 2008, Satoshi Nakamoto (ninguém sabe se é uma pessoa ou um grupo) publicou um paper, em que demonstrava o Bitcoin, dizendo “usem se quiserem”. Especula-se que ela foi criada para que não houvesse a necessidade da aprovação de terceiros (como os métodos de pagamento digitais). Foi a primeira moeda digital e somente alguns anos depois que começou a ser realmente conhecida. Um dos fatores que a fizeram ser conhecida foi sua rápida valorização e ainda mais rápida desvalorização em 2013. É difícil dizer, com certeza, o que motivou Nakamoto a criar esse código de criptografia, mas, há grande chance de que a explicação resida nos problemas apresentados pelos métodos de pagamento tradicionais, centralizados.

Por que temos tantas moedas atualmente, e qual a diferença entre elas?

O Bitcoin foi o pioneiro no mercado de criptomoedas, e devido ao seu sucesso (dentro de suas possibilidades), a sua valorização, e também aos seus defeitos, diversas pessoas criaram uma miríade de novas criptomoedas. Não é possível dizer exatamente quais são as diferenças entre elas, dado que são muitas alternativas, mas, em geral, as diferenças estão no tempo de confirmação das transações, nas taxas cobradas pelas transações, na dificuldade de resolução da criptografia, e até mesmo pela interpretação dada a algumas características do Bitcoin que levaram a uma divisão da rede bitcoin, criando moedas virtuais alternativas. De qualquer forma, todas elas têm o mesmo princípio, da intangibilidade, na ideia de serem moedas deflacionárias por terem uma oferta limitada, etc.

Qual a diferença entre o nosso dinheiro, o real, o dólar, o euro, para as moedas digitais?

Há diversas diferenças. A principal, eu diria, é o fato de que todas as moedas citadas são emitidas por Bancos Centrais, isto é, são emitidas de maneira centralizadas por bancos que, em geral, são controladas por governos, enquanto que as principais criptomoedas são exatamente o oposto: a “emissão” está nas mãos dos indivíduos que compõe o mercado, e cabe apenas aos indivíduos a decisão de aceitá-las, valorizá-las ou não.

Partindo desta grande diferença, a emissão de moedas tradicionais traz alguns problemas: como os Bancos Centrais são controlados por governos, sempre há a possibilidade de que, ao precisarem se financiar, emitam mais moedas, diminuindo o poder de compra de cada unidade monetária, isto é, tornando a moeda inflacionária. Além disso, a maior parte dos governos tem uma lei, chamada lei de curso forçado, que obriga os cidadãos daquele território a aceitarem apenas aquela moeda, pois a justiça só garante os contratos celebrados naquela moeda.

Já as criptomoedas, em especial o Bitcoin, tem uma oferta limitada (no caso do Bitcoin, chegará ao máximo de 21 milhões de bitcoins “emitidos”). Como para qualquer bem ou serviço, dada uma oferta fixa, ao aumentar a demanda por tal bem, o seu valor aumenta; o valor de uma moeda é o seu poder de compra. Assim, tudo o mais constante, se a demanda por Bitcoin aumentar, o seu poder de compra irá aumentar. É uma moeda nova (está para fazer 10 anos) e não tem nenhuma lei obrigando as pessoas a aceitarem, dependendo exclusivamente de sua reputação como unidade de conta, meio de troca ou reserva de valor.

Por que nós “investimos” em moedas digitais, e não “recebemos”, como o nosso dinheiro?

Veja, todo moeda é um ativo em potencial para ser investido. Quando nós compramos dólar, também pode ser considerado um investimento, pois esperamos obter uma valorização no momento em que formos vender (ou trocar por bens) no futuro. O bitcoin (e outras moedas digitais) também pode ser recebido como fruto de trabalho; você pode vender produtos e ou serviços, e cobrar em bitcoin (ou outras moedas digitais). Além disso, você também pode ser um intermediário, comprando aqui bitcoin aqui e vendendo ali, obtendo seu rendimento pela intermediação de moedas, como casas de câmbio. Ainda, há a necessidade de mineração de algumas moedas, pela qual as pessoas são remuneradas em bitcoins.

O bitcoin (ou qualquer moeda digital) ainda é uma “moeda” em formação, e tem grande potencial para ser uma moeda no futuro. No entanto, ele tem sido mais utilizado como investimento, esperando-se obter a diferença entre o preço de compra e o preço de venda (mais ou menos como as pessoas fazem com o dólar). Como disse, é possível sim você receber bitcoins (ou qualquer outra moeda digital) como pagamento pelo teu trabalho – aqui em Floripa, onde eu moro, conheço um restaurante e uma casa de hambúrguer que aceitam bitcoins como pagamento.

O que faz as moedas digitais se tornarem um investimento seguro e não uma bolha?

Essa é uma pergunta bastante capciosa. Se alguém andou por aí dizendo que é um investimento seguro, está bastante equivocado; nenhum investimento é 100% seguro. Mesmo ativos considerados livres de risco (os títulos das dívidas públicas soberanas) ainda contém um grau de risco, isto é, de os governos darem um calote e não quitarem essa dívida. As moedas digitais são investimentos arriscados, mas isso, por si só, não é nenhuma indicativo de bolha.

Bolhas se formam quando o preço de um ativo está descolado de seus rendimentos. No caso de uma moeda, não há fundamentos, como nas ações (os fundamentos de uma ação são os dividendos que ela paga, por exemplo). O preço subir rapidamente pode ser um sinal de bolha, mas se o volume de transações está acompanhando esse crescimento, então o aumento do preço (cotado em outras moedas, como Dólar ou Real) não é, necessariamente, uma bolha, como vi diversos economistas afirmarem.

Diversos indicadores devem ser analisados para começar a investir, para tentar minimizar o risco de exposição, e isso vale para qualquer ativo financeiro, seja ele uma criptomoeda, seja ele uma ação na Bolsa de Valores.

O que é Blockchain?

Blockchain é a tecnologia por trás do Bitcoin. É como se fosse um livro razão, em que todas as transações são gravadas nele. Uma vez minerado um bloco no Blockchain, não é mais possível voltar nele. Recomendo, fortemente, o livro do Fernando Ulrich, Bitcoin – Moeda na Era Digital. O Fernando é um dos maiores, senão o maior, especialista do Brasil em criptomoedas.

Como investir em moedas digitais?

É bem fácil. Basta abrir uma wallet (carteira) em alguma carteira disponível na internet. Cada carteira tem sua taxa própria, suas exigências próprias. Depois disso, você pode depositar dinheiro nelas (em Real ou em dólar, ou outras moedas), e começar a comprar bitcoins nas casas de câmbio que operam com moedas digitais. Você não precisa comprar um bitcoin inteiro, é possível comprar apenas uma fração, assim como em outras moedas digitais.

Quais os riscos que devem ser avaliados ao investir em moedas digitais?

Essa é uma pergunta difícil de responder, porque ela depende de cada indivíduo. Depende de por que você quer investir em moedas digitais. Se você tem pretensão de ganhar algum retorno rapidamente, aí vai o principal ensinamento da análise de investimentos: comprar na baixa para vender na alta. E para você saber se está comprando na alta ou na baixa, eu acredito que entender o funcionamento das moedas digitais, como se forma o preço de uma moeda, possíveis impactos das políticas dos governos, etc, são conhecimentos essenciais. Agora, se você acredita que moedas digitais são o futuro, e que no longo prazo elas terão uma valorização gigantesca, então entrar agora ou daqui a alguns dias, com o preço que for, pode ser irrelevante. É preciso ter consciência de que é um mercado recente e muito volátil, e que em pouco tempo, todo o seu dinheiro pode virar pó. Costumo dizer que o dinheiro a investir em moedas digitais deve ser um dinheiro que sobra, e não tirar dinheiro das coisas básicas para investir. Olhar alguns gráficos também é interessante, para se ter uma ideia do histórico.

Como economista, você acredita no futuro das moedas digitais?

Sim, acredito. Tanto que compro Bitcoins. Confesso que não comprei outras moedas digitais, por pura falta de tempo em estudar, e levei algum tempo estudando até começar a comprar Bitcoins. Qualquer análise sobre bitcoins deve ser levado em conta se o analista está com skin on the game, um conceito que o Nassim Taleb cunhou. Quer dizer se o analista está colocando a sua pele em risco, se ele está apostando naquilo que ele está analisando.

Acho que as moedas digitais são o futuro, para diminuir a sanha inflacionária dos governos, que ano após ano retiram o poder de compra, que atinge, principalmente, os mais pobres. Além disso, isso diminui também o poder do governo, e a sua arrecadação, obrigando-o ou a diminuir suas despesas e tamanho, (a alternativa seria a emissão de mais dívida, o que é freado pela possibilidade de total colapso da moeda e, até mesmo, do governo).

Fonte: Guilherme Bogo – https://www.linkedin.com/pulse/10-perguntas-que-fiz-para-um-economista-sobre-moedas-digitais-bogo

 

Educação Financeira: CDB

Educação Financeira: CDB

Os certificados de depósito bancário (CDB) é um título de renda fixa pelo qual o investidor, ao comprar um CDB, nada mais faz do que emprestar dinheiro ao banco.  Esse tipo de investimento pode ser pré-fixado ou pós-fixado (já explicamos anteriormente na nossa série esses termos). Há também CDBs que “mistos”,  que pagam juros mais um índice de inflação.

No caso dos CDBs pós-fixados, o principal índice de referência para remuneração é o certificado de depósito interbancário (CDI), que geralmente acompanha a Selic. Exemplo: título X com vencimento em 01/01/2022 com rentabilidade de 80% do CDI.

O CDI  por sua vez é um empréstimo que um banco toma de outro, de prazo de UM (!) dia, para que possa encerrar o dia com caixa positivo, como regulamenta o BC. Resumindo, o juros que os bancos usam entre si são usados como referência para remuneração quando você empresta dinheiro para o banco.

Autor: Yan Carvalho

Educação Financeira: Títulos do Governo

Educação Financeira: Títulos do Governo

Comprar um título do governo nada mais é do que fazer um empréstimo a ele e, em troca, posteriormente receber o valor de volta mais uma fração de lucro. Hoje se fala muito no Tesouro Direto, que é um programa  do Tesouro Nacional que permite que pessoas físicas comprem esses papéis com facilidade (o investimento mínimo é de 30 reais somente e é feito pela Internet) e com o mínimo de intermediação, isto é, com menores ou nenhuma taxas de administração.

De uma maneira geral, os títulos são divididos em pré-fixados e pós-fixados. Nos pré-fixados, ao comprar o título você já sabe quanto será o rendimento dele na data do vencimento. Em outros palavras, você sabe qual o valor dos juros a serem pagos antes de fazer o resgate do título. É importante perceber que o lucro deste papel pode ser corroído caso a inflação do período supere os juros do título.

Já os pós-fixados possuem uma taxa de juros basal + a correção de um indexador (Selic ou IPCA), o que torna este investimento mais seguro em relação à volatilidade da economia.

Os principais títulos comercializados pela União são:

  • Letra do Tesouro Nacional (LTN) -> Possui fluxo de pagamento simples, isto é, você receberá o valor investido acrescido da rentabilidade na data de vencimento ou resgate do título. Em outras palavras, o pagamento ocorre de uma só vez, no final da aplicação. Sendo assim, é mais interessante para quem pode esperar receber o seu dinheiro até o final do período do investimento, ou seja, é indicado para quem não necessita complementar sua renda desde já. Caso necessite vender o título antecipadamente, o Tesouro Nacional pagará o seu valor de mercado, de modo que a rentabilidade poderá ser maior ou menor do que a contratada na data da compra, dependendo do preço do título no momento da venda. Por essa razão, recomendamos que você procure conciliar a data de vencimento do título com o prazo desejado para o investimento.
  • Letra Financeira do Tesouro (LFT) -> Indicado se você acredita que a tendência da taxa Selic é de elevação, já que a rentabilidade desse título é indexada à taxa de juros básica da economia. O valor de mercado desse título apresenta baixa volatilidade, evitando perdas no caso de venda antecipada. Por essa razão, é considerado um título indicado para um perfil mais conservador. É indicado também para o investidor que não sabe exatamente quando precisará resgatar seu investimento. Você receberá o valor investido acrescido da rentabilidade na data de vencimento ou resgate do título.
  • Nota do Tesouro Nacional (NTN)

A grande vantagem deste tipo de investimento é a segurança dele, visto que o governo geralmente honra seus compromissos com os investidores.

Fonte: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto

Autor: Yan Carvalho

Educação Financeira: APP Guiabolso

Educação Financeira: APP Guiabolso

Na nossa seção Educação Financeira nós já falamos sobre como é importante controlar quais são os nossos gastos versus quais são as nossas rendas. Entretanto, seria extremamente ultrapassado fazer a nossa planilha financeira no papel. Mais ainda, fazer uma planilha virtual em Excel ou programa similar pode ser algo ainda monótono, mesmo para aqueles que dominam estes programas. Isso sem falar na dificuldade em controlar as suas finanças tanto em casa pelo PC como fora dela pelo smartphone. É aí que entra o GuiaBolso.

Trata-se de um app GRATUITO muito interessante que faz todo o trabalho por você. Ele funciona da seguinte maneira: você insere os dados da sua(s) conta(s) bancária(s) e ele automaticamente não só obtém o(s) seu saldo(s) como também disponibiliza seus gastos separados por categoria e monta gráficos para que você possa planejar com facilidade as suas finanças. O sistema usa suas informações somente para fins de consulta do seu extrato e é protegido por sistemas de segurança de alto padrão, equivalente aos usados pelos bancos.

Ele ainda possui outras ferramentas igualmente interessantes. Uma delas é uma aba que permite que você estabeleça metas de custos e renda para que você faça aquela viagem ou compre um carro novo com mais facilidade. Uma outra ferramenta legal é o menu Saúde Financeira, que atribui uma nota à sua contabilidade dependendo de quão bem você usa o seu dinheiro.

Essa é sem sombra de dúvida uma ferramenta sensacional quase que obrigatória para todas as pessoas que querem controlar melhor o seu dinheiro de forma prática e fácil.

Autor: Yan Carvalho

Educação Financeira: Juros

Educação Financeira: Juros

A taxa de juros nada mais é do que uma taxa de retorno prometida. É o que fazer o credor ter lucro quando ele concede um empréstimo. Três fatores influenciam as taxas de juros: a moeda de pagamento, prazo do título e o risco de inadimplência. As principais taxas de juros que temos são:

  • Over Selic: é a média das taxas das operações diárias do mercado com títulos públicos federais
  • CDI Over: uma taxa de juro diária que é a média das taxas cobradas nos empréstimos feitos entre bancos
  • Taxa básica financeira (TBF): taxa baseada nas taxas cobradas pelas 30 maiores instituições financeiras por volume de captação de depósitos
  • Taxa referencial (TR): é calculada pelo BC considerando os juros cobrados pelo mercado bancário, como no caso de CDBs
  • Taxa de juro de longo prazo (TJLP): criada para empréstimos de longa duração pelo BNDES. É calculada, com base na estimativa da inflação e na média ponderada dos títulos da dívida externa federal e dos títulos da dívida interna federal

Existe uma opção de investimento chamado fundo de renda fixa que utiliza o CDI como taxa. Quando você compra um título deste fundo, você está emprestando dinheiro ao emissor do título, que irá pagar frações fixas regularmente (juros) até o dia do vencimento do papel, quando é feito o resgate do título, o último pagamento.

Por um outro lado, existe a renda variável, como é o caso das ações. Isto porque quando você compra papéis de uma ação, você não sabe quanto será seu lucro (ou prejuízo) a priori. O retorno da ação dependerá da valorização ou desvalorização da empresa na bolsa de valores.

Autor: Yan Carvalho

Educação Financeira: Mercado Financeiro

Educação Financeira: Mercado Financeiro

O crescimento econômico é um objetivo universal. Na sociedade, temos dois tipos de pessoas (tanto físicas como jurídicas): aqueles que possuem excesso de dinheiro em caixa e aqueles que não possuem recursos suficientes. O mercado financeiro é o intermediário entre quem precisa de dinheiro e quem pode conceder capitais, por isso a sua importância para uma economia saudável.

O mercado financeiro possui dois braços, o de crédito e o de capitais. O mercado de capitais compreende o mercado de ações e o de divida. Este último é onde temos os títulos de renda fixa. Quando compramos um título de renda fixa, nos tornamos o credor de alguém. Já as ações nada mais são do que frações da sociedade de uma empresa.

Os investidores podem ser institucionais ou individuais.

Investidores institucionais são entidades que administram capitais que serão usados no pagamento de despesas futuras, tais como pensões, aposentadorias e indenizações de seguro. Fundos mútuos, fundos de pensão e seguradoras são investidores institucionais. É como se cada um dos contribuintes concedesse o dinheiro para as seguradoras para que estas o administrem.

Os investidores institucionais são pessoas físicas ou jurídicas que participam sozinhas de seus investimentos, portanto não existe uma administradora da aplicação.

Autor: Yan Carvalho

Educação Financeira: Glossário Financeiro

Educação Financeira: Glossário Financeiro

Introduzimos agora alguns termos e siglas que serão mencionados futuramente nos próximos artigos. Basta usa a função ctrl + F do seu navegador e digitar a palavra que procura.

Ações – Títulos que indicam a participação do possuidor na propriedade de uma determinada companhia e lhe dão direito a parte dos lucros. O tipo e o número de ações adquiridas definem a extensão da participação na propriedade. Quando uma empresa precisa de recursos, procura uma corretora de valores credenciada na bolsa, que divide o capital da empresa em frações. Quando uma empresa passa por esse processo, está abrindo seu capital e ganha a denominação legal de sociedade anônima. Em relação aos direitos que conferem, as ações se dividem em dois tipos: ordinárias e preferenciais. As ordinárias dão direito a voto nas decisões administrativas importantes, como eleição de diretoria. Mas representam risco maior. De fato, esses acionistas só recebem os dividendos depois dos portadores de ações preferenciais. Estes têm prioridade na distribuição de lucros. Em compensação, não têm direito a voto nas assembleias de acionistas. O poder de um acionista de influir na administração ou de receber dividendos, ou as duas coisas, está relacionado à soma de dinheiro investida na empresa e, portanto, ao número e tipo de ações que possui.

Acionista – É o proprietário de ações de uma empresa. Há dois tipos de acionistas: o majoritário e o minoritário. O majoritário é aquele que possui pelo menos metade das ações de uma companhia e mais uma ação. É quem detém o controle da companhia. O minoritário possui cotas pequenas de ações sem direito a voto.

Ações de segunda linha – Papéis que não despertam muito interesse nos investidores, porque são considerados investimentos mais arriscados. Em geral, são ações baratas e o retorno pode ser um lucro vantajoso ou um prejuízo monumental.

Ágio – Diferença entre o que vale e o que se paga por determinado bem ou produto. Se essa diferença for positiva existe ágio, se for negativa, deságio.

Alavancagem – Relação entre o capital de uma empresa e a quantia que ela toma emprestado no mercado. Quanto mais alavancada, mais endividada está a empresa e, portanto, há mais risco de ter problemas financeiros.

American Depositary Receipts (ADR) – Certificados que representam ações de companhias sediadas fora dos Estados Unidos. São emitidos por bancos norte-americanos. Várias empresas brasileiras usam as ADRs como mecanismo para captar recursos no exterior fugindo das altas taxas de juros dos empréstimos em seu próprio país.

Amortização – 
Redução gradual de uma dívida por meio de pagamentos periódicos combinados entre o credor e o devedor. Empréstimos bancários e hipotecas são, em geral, pagos dessa forma.

Âncora Cambial – Recurso utilizado pelo governo para brecar a cotação de uma moeda em relação ao dólar, por exemplo. Isso acontece ao se fixar o valor da moeda na taxa cambial. Este foi o instrumento utilizado pela equipe econômica brasileira até 1999, quando US$ 1 passou a valer R$ 1,21, taxa definida para a conversão. O objetivo era segurar a inflação.

Arbitragem – Operação em que se compram mercadorias numa praça (especialmente commodities e moedas estrangeiras) para vender em outra por um preço mais alto. Onde há aumento de demanda por mercadorias ou moedas o preço tende a subir, ocorrendo o inverso nos locais onde o preço é mais elevado. Há, então, um equilíbrio forçado no mercado.

Ataque Especulativo – Venda ostensiva de moedas feita por investidores que pretendem forçar o governo a promover uma desvalorização. Foi o que aconteceu no Brasil no início de 1999, quando o governo adotou o câmbio livre.

Ativos – Bens, créditos ou valores que formam o patrimônio de uma empresa. Os três principais tipos de ativos são: o circulante, o fixo e o financeiro. O ativo circulante é o dinheiro que a companhia tem em caixa, ou qualquer outra coisa que possa ser transformada em dinheiro vivo imediatamente. O ativo fixo é tudo o que a empresa não tem intenção de vender no curto prazo, como prédios, móveis, máquinas e equipamentos. Ativo financeiro são as aplicações feitas no mercado financeiro. Aí entram títulos de renda fixa públicos e privados, caderneta de poupança, ações, ouro, moedas estrangeiras, entre outros.

B2B – “Business to Business“. O comércio de B2B é o comércio eletrônico feito diretamente entre empresas, via Internet, com redução de custos e conseqüente maior margem nas vendas e menor custo nas compras.

B2C – “Business to Consumers“. O chamado B2C é o comércio eletrônico efetuado diretamente entre a empresa produtora e o consumidor final. Em geral o consumidor adquire os produtos a preço mais competitivo pois evita o “atravessador”.

Balança Comercial – Resultado das exportações e importações realizadas por um País. Quando as exportações são maiores que as importações registra-se um superávit na balança. O contrário significa déficit.

Balanço – 
Informações econômico-financeiras que uma empresa apresenta ao mercado com determinada periodicidade. Entram nesta lista bens, créditos, dívidas e compromissos da companhia. Quem negocia ações na Bolsa de Valores é obrigado a publicar o balanço para que sirva de referência a investidores na hora de decidir comprar papéis daquela empresa.

Balanço de pagamentos – Consiste no registro de todas as transações realizadas entre os residentes de um país e os residentes de outros países durante determinado período de tempo (usualmente, um ano). O Balanço de pagamentos pode ser preliminarmente dividido em duas grandes contas: Transações Correntes (que inclui a Balança Comercial e o Balanço de Serviços) e a conta de Capital.

Banco Central (BC ou Bacen) – Autoridade monetária do País responsável pela execução da política financeira do governo. Cuida ainda da emissão de moedas, fiscaliza e controla a atividade de todos os bancos no País.

Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – Órgão internacional que visa ajudar países subdesenvolvidos e em desenvolvimento na América Latina. A organização foi criada em 1959 e está sediada em Washington, nos Estados Unidos.

Banco Mundial – Nome pelo qual o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) é conhecido. Órgão internacional ligado a ONU, a instituição foi criada para ajudar países subdesenvolvidos e em desenvolvimento.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – Empresa pública federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que tem como objetivo financiar empreendimentos para o desenvolvimento do Brasil.

Base Monetária – É o total de moeda do País. Inclui além das cédulas e moedas em circulação os depósitos a vista e a prazo, títulos, poupança, entre outros.

Benchmark – Do inglês, ponto de referência ou termo de comparação. É o indicador usado para comparar a rentabilidade entre investimentos, produtos, serviços e taxas. Um exemplo: as taxas de juro dos títulos de 90 dias do Tesouro americano servem como benchmark para todas as taxas de juro dos EUA.

Bens – Tudo aquilo que tem utilidade, com ou sem valor econômico. O ar, por exemplo, é um bem livre, mas o minério de ferro é um bem econômico, porque é escasso e depende do trabalho humano para ser obtido. Os bens econômicos se dividem em cinco grupos principais. São eles: bens de capital ou de produção (máquinas e equipamentos); bens de consumo (brinquedos, um par de sapatos – aqueles que podem ser comprados pelas pessoas depois de um processo de produção ou industrialização); bens de consumo durável (máquina de lavar roupa, imóvel – que só são trocados após períodos longos de uso); bens de consumo semi-durável (carro, roupa – os que precisam ser trocados periodicamente); bens de consumo não-durável (alimentos).

Blue-chips – São as ações de primeira linha, papéis de empresas que têm facilidade de negociá-los e que, por isso, são consideradas as mais seguras do mercado.

Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) – Sediada em São Paulo, ela realiza dois tipos de negócios: a vista ou futuro. Quem paga a vista movimenta um mercado em que são fechados contratos de compra e venda de commodities, principalmente mercadorias agropecuárias (gado, café, açúcar, feijão e soja) e o ouro. Nas negociações futuras entram os contratos de dólar, boi gordo, o índice Bovespa, juros, e a maioria das commodities. Quem recorre a esses mercados geralmente tem um objetivo: proteger-se de flutuações nos preços dos produtos ou mercadorias.

Bolsa de Valores – Local onde se negociam títulos emitidos por empresas privadas ou estatais. O título dá ao portador o direito de propriedade sobre uma quantia em dinheiro, pela qual responde o emissor do documento. Tais operações servem para as empresas captarem recursos dos quais não dispõem.

As bolsas de valores têm origem nas feiras de mercadorias da Antiguidade. Na forma atual surgem em 1487, quando é criada em Bruges, na Bélgica, a primeira bolsa. Elas facilitam o desenvolvimento econômico da época, sobretudo por permitir a mobilização de grandes somas de capitais, essenciais para o financiamento das expedições colonizadoras.

As bolsas de valores funcionam como uma associação, um clube, cujos sócios são as corretoras de valores. Elas representam os interesses das empresas e negociam em nome delas. As bolsas negociam ações e debêntures.

É onde as transações acontecem. Só participam dele operadores de corretoras credenciadas que negociam verbalmente os contratos. A oferta e a procura determinam o preço pelo qual um título é negociado. Assim que se fecha um contrato, os operadores registram a transação em terminais. A informação vai para um telão que indica a posição dos títulos. Existem dois tipos de contrato: à vista e a termo. No primeiro caso, o comprador tem de pagar em três dias. No contrato a termo, paga em parcelas mensais em até 180 dias.

Dentro do pregão, as ações são classificadas da seguinte maneira: as ações mais negociadas e com maior valor são chamadas de bluechips ou de primeira linha. As ações de grandes empresas ou instituições financeiras são as de segunda linha nobre. As de segunda linha dizem respeito às empresas de médio e grande porte. E as de terceira linha correspondem a ações de empresas de pequeno porte. São negociadas somente a longo prazo, o que lhes confere pouca liquidez.

No final do pregão apura-se um índice que representa o volume de negócios e a tendência geral do mercado – de queda ou valorização. Esse índice é calculado com base no comportamento das principais ações negociadas na bolsa, geralmente bluechips. Para cada ação é conferido um peso, determinado pelo volume de negócios daquele título. A comparação das transações naquele dia com o peso (revisto em períodos regulares) dá um determinado número de pontos. Comparados aos do dia anterior, resultam numa variação porcentual que traduz o comportamento da bolsa. No Brasil há duas bolsas de valores importantes: em São Paulo (BOVESPA) e no Rio de Janeiro. Nelas, a maior parte dos negócios se concentra em poucas ações, aspecto típico de mercados emergentes.

Bônus – Gratificação dada aos funcionários de uma empresa após um determinado período (normalmente um ano) que costuma ser proporcional aos resultados obtidos pela empresa naquele período. O termo vale ainda para ações distribuídas gratuitamente aos sócios quando a empresa aumenta seu capital. Também se refere aos títulos da dívida pública emitidos em série ao portador e com vencimento em data predeterminada, usados pelo governo adiantar receitas e pagar débitos fiscais.

Brazilian Depositary Recepts (BDR) – Títulos emitidos por bancos nacionais de empresas estrangeiras interessadas em fazer negócios ou captar investimentos no País.

Break Even Point – 
Ponto de equilíbrio, em português. É o empate entre despesas e receitas de uma empresa. Receita maior que a despesa significa que a companhia tem lucro. Abaixo, é prejuízo. O termo também se aplica a cotações de ações e outros ativos. Com cotações superiores ao break even point o investidor ganha; com valores inferiores, perde.

Cade – Órgão do governo criado em 1965 com a finalidade de defender a livre concorrência, encarregando-se de prevenir e repreender abusos de poder econômico como, por exemplo, a formação de cartéis.

Caderneta de poupança – 
Contas bancárias especiais, criadas a partir de 1966, cujos depósitos recebem correção monetária e juros definidos em 6% ao ano.

Caixa 2 – 
Expressão que define o dinheiro não registrado que entra em uma empresa e que, por isso, pode ser utilizado sem que sobre ele incidam impostos. Esta prática é enquadrada judicialmente como crime por sonegação de impostos.

Câmbio – Operação financeira de venda, troca ou compra de valores em moedas de outros países. É um elemento do sistema monetário internacional, regulamentado durante a Conferência de Bretton Woods (New Hampshire, EUA, 1944), com o objetivo de facilitar as transações entre países. A partir desta Conferência, todas as moedas passam a ter o dólar americano como padrão em substituição ao ouro. Até 1976, o valor das moedas, baseado nas reservas de dólar, varia no máximo 2,25%. Com os Acordos da Jamaica (1976), a comunidade internacional abandona este sistema e legaliza as taxas de câmbio (preço de uma moeda em relação à outra) flutuantes. Taxa de câmbio é a medida pela qual a moeda de um país pode ser convertida em moeda de outro país de modo a viabilizar transações comerciais ou financeiras. Em geral, usa-se como referência cotar uma moeda em relação ao dólar norte-americano, porém também são utilizados o marco alemão (especialmente na Europa) e o iene – japonês (na Ásia). Variações na taxa de câmbio – A taxa de câmbio de um país, como qualquer preço da economia, varia em função da oferta e da procura.

Câmbio flutuante – É o sistema em que as operações de compra e venda de moedas funcionam sem controle sistemático do governo. Neste caso, o valor das moedas estrangeiras flutua de acordo com o interesse e com a oferta e a procura no mercado.

Capital – 
É o dinheiro investido em atividades em que existe possibilidade de perdas. Normalmente estes investimentos são feitos por empresas ou instituições privadas. As empresas de capital aberto são aquelas sociedades anônimas autorizadas a vender ações nas bolsas de valores.

Capitalização – 
Aumento do patrimônio de uma empresa com a injeção de dinheiro novo. Há basicamente duas formas disso acontecer: pela emissão de ações ou títulos (que são vendidos, e o dinheiro resultante é incorporado ao capital da empresa) ou pela venda de parte da companhia a um novo sócio.

Carteira – 
Valor que uma pessoa física ou jurídica possui em um tipo de investimento. Quem aplica em Bolsa, por exemplo, tem uma carteira de ações.

Cartel – 
O termo é usado normalmente para definir grupos empresariais que se unem para controlar a oferta de determinado produto e obter preços mais altos. Para fazer isso, esses grupos impedem que novas empresas atuem no setor. Quando isso acontece, eles passam a praticar preços artificialmente baixos, até que o novo concorrente não consiga mais vender seus produtos e acabe quebrando.

Casa da Moeda – 
Instituição que fabrica moedas e imprime cédulas no Brasil sob determinação do Banco Central. Ela detém ainda o monopólio sobre a impressão de passaportes e selos postais.

CDB (Certificado de Depósito Bancário) – 
Documento que comprova que seu proprietário tem um depósito bancário na instituição financeira emissora. Pode ser comprado e vendido e rende juros.

CDI – 
Taxa média dos empréstimos feitos entre os bancos. Esses empréstimos são registrados por uma instituição chamada Cetip (Central de Custódia e Liquidação de Títulos Privados).

CEO – 
Iniciais da expressão em inglês chief executive officer, que significa o diretor-presidente de uma companhia ou seu diretor-executivo mais importante e com maiores poderes.

Cesta de moedas – 
Recurso usado como índice de variação de ativos financeiros para evitar variações bruscas de uma única moeda. Na prática, estabelece-se um conjunto de moedas de diferentes países (geralmente desenvolvidos) que entram na cesta. Determina-se então uma média ponderada para cada uma delas e o resultado é uma espécie de moeda internacional que corresponde aos direitos de saque no FMI. A medida foi adotada pela primeira vez em 1971, com a desvalorização do dólar americano e está sendo implantada pela Argentina.

Circuit-Break – 
Artifício de segurança acionado nas bolsas de valores para interromper o pregão. Na Bovespa isso acontece quando o índice Bovespa (ibovespa) cai em 10%. Soa-se então uma sirene que pára as negociações durante meia hora. O sistema volta a funcionar se a queda persistir e chegar a 15%.

City – 
A City é uma região, no centro de Londres, que concentra as principais instituições financeiras do país e onde se situa também o banco central inglês (o Bank of England).

CMN (Conselho Monetário Nacional) – 
Formado por órgãos públicos e entidades privadas, ele atua como uma espécie de fiscal da política econômica. Faz parte de suas atribuições corrigir surtos de inflação ou deflação, fixar normas para a política cambial, coordenar as políticas de crédito, monetária, fiscal, orçamentária e a dívida pública (interna e externa). Também fixa normas da política cambial, aprova orçamentos monetários, limita as taxas de juros e disciplina o crédito.

Cofins – 
Taxa cobrada pelo governo federal equivalente a 3% da receita bruta mensal das empresas. Os recursos são destinados à Previdência Social.

Comissão Nacional de Bolsas de Valores (CNBV) – 
Entidade civil brasileira que reúne todas as Bolsas de Valores do País.

Commodity – 
Termo usado em transações comerciais internacionais para designar um tipo de mercadoria em estado bruto ou com um grau muito pequeno de industrialização. As principais commodities são produtos agrícolas (como café, soja e açúcar) ou minérios (cobre, aço e ouro, entre outros).

Concordata – 
Recurso jurídico que permite a uma empresa incapaz de quitar seus débitos em prazos pré-determinados continuar em funcionamento.

Contas públicas – 
Total de receitas e gastos de todas as esferas do poder. Entram nesta conta o Produto Interno Bruto (PIB), a renda nacional, o consumo, os gastos do governo, os impostos recebidos pelo Tesouro, as transações com o exterior e o capital consolidado. Os valores são apresentados em termos correntes e também corrigidos pela inflação acumulada no período do cálculo.

Conversibilidade – 
É a possibilidade de converter a moeda de um país por outra, estrangeira. É o que acontece na Argentina, onde a conversibilidade é lei: qualquer pessoa pode trocar um peso, a moeda local, por um dólar. No Brasil isso não acontece.

Copom – 
Conselho ligado ao Banco Central que se reúne duas vezes por mês para definir a taxa de juros básica da economia — aquela que remunera os títulos do governo, e que serve de referência para os bancos fixarem as suas taxas de juros. Inspirado no modelo americano, o Copom foi criado em 1996, com o objetivo de proporcionar maior transparência ao processo decisório.

Core inflation – 
Em inglês significa núcleo da inflação. É um índice calculado pela Fundação Getúlio Vargas com base no IPC-DI, um dos índices que mostram a evolução dos preços ao consumidor. O “core inflation” é considerado um índice puro porque desconta dos preços de alguns produtos a sazonalidade. Alguns produtos, como alimentos e vestuário, sobem ou não dependendo da época do ano. Esta variação de preço não é considerada no core inflation. Neste índice só entram variações de preços determinadas pela lei de oferta e procura. Por isso o índice é considerado puro pelos economistas.

Correção monetária – 
É o reajuste periódico de certos preços na economia pelo valor da inflação passada, com o objetivo de compensar a perda do poder aquisitivo da moeda.

Corretagem – 
É o ato de intermediar uma transação entre comprador e vendedor de títulos, ações, imóveis e outras mercadorias

Cota – 
Fração com que cada sócio participa do capital de determinada empresa de responsabilidade limitada.

Cotação – 
Preço de cada um dos títulos, ações, moedas estrangeiras ou mercadorias negociadas na Bolsa da Valores ou na Bolsa de Mercados e Futuros.

CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) – 
Imposto cobrado pelo governo federal e que incide sobre movimentações financeiras de pessoas ou empresas. O percentual é de 0,38% sobre todos os saques feitos em conta corrente. É por isso que ele foi apelidado de imposto do cheque.

Crédito Internacional – Transações financeiras entre bancos, empresas e governos de países diferentes, pelas quais uma parte empresta dinheiro mediante compromisso de restituição. A origem dos recursos pode ser um governo, organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, e bancos ou instituições privadas.

Currency Board – Método de administração monetária em que um país só pode emitir moeda quando possui reservas em igual valor de moeda estrangeira. É um sistema que parte da idéia da conversibilidade — ou seja, da possibilidade de trocar moeda nacional por dólar ou outra moeda forte.

Custo Brasil – 
Nome genérico dado à série de custos ou despesas que incidem sobre a produção, tornando difícil ou desvantajoso para o exportador colocar seus produtos no mercado internacional ou competir com importados no Brasil. Entram nesta lista custos que vão desde os encargos sociais e o excesso de impostos cobrados sobre os produtos até a falta de estradas para transportar as mercadorias, por exemplo.

CVM (Comissão de Valores Mobiliários) – 
Criada em 1976 para, juntamente com o Conselho Monetário Nacional, estabelecer as normas e diretrizes de funcionamento do mercado de valores, tem, sob sua jurisdição as Bolsas de Valores e sociedades corretoras, os bancos de investimento, as sociedades distribuidoras, as companhias abertas, agentes autônomos de investimento e as carteiras de depósito de valores mobiliários, fundos e sociedades de investimento, auditores independentes, consultores e analistas mobiliários.

Day-trade – Operação em que uma corretora compra e venda determinado ativo (ouro, por exemplo) em mesma quantidade e no mesmo dia. O objetivo é obter ganhos, já que não há alteração na posição de investimento da corretora.

Dealer – 
Instituições financeiras autorizadas pelo BC a participar de leilões informais de câmbio e títulos públicos. São escolhidos entre os bancos mais ativos no mercado e têm a responsabilidade de informar os demais bancos sobre o leilão, sob pena de descredenciamento.

Debêntures – A debênture é um título emitido para obtenção de empréstimos a longo prazo. Ao contrário das ações, representa uma dívida da empresa, garantida pela hipoteca de seu patrimônio. É utilizada por companhias que auferem lucros regularmente e possuem patrimônio sólido.

Default – Termo de origem francesa que significa calote de uma dívida.

Déficit – 
Resultado de uma conta em que as despesas são sempre maiores que as receitas. Ou seja, sai mais dinheiro que entra. Quando há esse desequilíbrio nas contas públicas, dizemos que há um déficit público. Esse, pode ser déficit (público) primário – que não inclui gastos com juros das dívidas interna e externa – ou nominal – que leva em conta as despesas com juros das duas dívidas.

Deflação – 
É o oposto de inflação, a queda no índice de preços. Mas nem sempre isso é bom. Com deflações sucessivas, um país mergulha em recessão porque há queda no consumo. As empresas, então, baixam seus preços para tentar reverter a situação. Se isso não ocorre, pode haver demissões e redução nos investimentos.

Demanda – 
Nome dado às necessidades ou desejo de consumo, individual ou coletivo, de bens e serviços. A relação entre oferta e demanda é um dos fatores determinantes de preços no mercado. Se a oferta for maior que a demanda, por exemplo, o preço tende a cair. Já, se a oferta não der conta da demanda, o preço tende a aumentar.

Derivativos – 
Operações feitas no mercado financeiro em que o valor das transações deriva do comportamento futuro de outros mercados, como o de ações ou de juros, por exemplo. Há portanto, um alto risco nessas aplicações, uma vez que o grau de incerteza que envolve essas previsões é sempre muito alto. Mas também os ganhos podem ser exorbitantes. Há três tipos de derivativos: futuros – que servem para proteger o investidor das flutuações nos preços normais – mercadorias negociadas pelo seu preço de entrega no futuro (dias, meses, anos). Opções – muito usadas no mercado de commodities e mercado futuro de ações – contratos que reservam ao seu possuidor o direito de comprar ou vender mercadorias ou título em uma data futura e a um preço pré-determinado. Swaps – do inglês, troca, permuta – contrato que permite trocar em uma data futura pré-determinada, um investimento por outro. Dessa forma, é possível fazer um swap de ações por opções, por exemplo.

Desemprego – 
Situação em que pessoas pertencentes a população economicamente ativa e que se encontram sem emprego formal, com registro em carteira.

Dívida externa – Dívida externa é a somatória dos débitos de um país, resultantes de empréstimos e financiamentos contraídos no exterior pelo próprio governo, por empresas estatais ou privadas. Esses recursos podem ser provenientes de governos, entidades financeiras internacionais (FMI, Banco Mundial, etc.), bancos ou empresas privadas.

Dívida interna – Total de débitos assumidos pelo governo junto às pessoas físicas e jurídicas residentes no país. Quando as despesas do governo superam a receita, há necessidade de dinheiro para cobrir o déficit. Para enfrentar essa situação, o governo tem três opções: emissão de papel-moeda, aumento da tributação e lançamento de títulos.

Dividendo – Valor pago, quase sempre em dinheiro, aos acionistas de uma empresa, quando reparte parte dos seus lucros. Isso acontece, em geral, uma vez por ano.

Dolarização – 
Substituição total das moedas de um país pelo dólar americano. Foi o que fez o Equador em fevereiro de 2000, e a Guatemala, no início de maio de 2001.

Dow Jones – 
Índice que mostra a variação das 30 ações mais negociadas na Bolsa de Nova York.

Dumping – 
Venda de produtos a preços inferiores ao valor gasto para produzi-los, com a finalidade de eliminar os concorrentes do mercado.

E-Card – Cartão virtual utilizado apenas para compras feitas pela Internet.

Economia clássica – A ciência econômica é consolidada com a escola clássica. O marco fundamental é a obra Uma Investigação sobre a Natureza e Causas da Riqueza das Nações (1776), do escocês Adam Smith (1723-1790). Após a morte de Smith, três nomes aperfeiçoam e ampliam suas ideias: o francês Jean-Baptiste Say (1767-1832) e os ingleses Thomas Malthus (1766-1834) e David Ricardo (1772-1823).

O pensamento clássico se desenvolve na segunda metade do século XVIII e no século XIX. Desse modo centra suas reflexões nas transformações do processo produtivo, trazidas pela Revolução Industrial. Adam Smith afirma que não é a prata ou o ouro que determina a prosperidade de uma nação, mas sim o trabalho humano. Em conseqüência, qualquer mudança que aprimore as forças produtivas enriquece uma nação. A principal delas – além da mecanização – é a divisão social do trabalho, amplamente estudada por ele. A escola também aborda as causas das crises econômicas, as implicações do crescimento populacional e a acumulação de capital.

Os clássicos defendem o liberalismo e elaboram o conceito de racionalidade econômica, no qual o indivíduo deve satisfazer suas necessidades sem se preocupar com o bem-estar coletivo. Essa busca egoísta e competitiva, no entanto, estaria na origem de todo o bem público porque qualquer intervenção nessas leis naturais do comportamento humano bloquearia o desenvolvimento das forças produtivas. Usando a metáfora econômica de Smith, os homens, conduzidos por uma “mão invisível”, acabam promovendo um fim que não era intencional.

Economia Neoclássica – A escola surge no fim do século XIX com o austríaco Carl Menger (1840-1921), o inglês William Stanley Jevons (1835-1882) e o francês Léon Walras (1834-1910). Posteriormente se destacam o inglês Alfred Marshall (1842-1924), o austríaco Knut Wicksell (1851-1926), o italiano Vilfredo Pareto (1848-1923) e o norte-americano Irving Fisher (1867-1947).

Os neoclássicos negam a teoria clássica do valor-trabalho. Amparados pelas idéias do filósofo inglês Jeremy Bentham (1748-1832), criador do utilitarismo, eles afirmam que o valor de um produto é uma grandeza subjetiva: relaciona-se com a utilidade que ele tem para cada um. Essa utilidade, por sua vez, depende da quantidade do bem de que o indivíduo dispõe. Nos desertos, por exemplo, a água é um produto valioso, ao passo que em regiões chuvosas o valor cai consideravelmente. Dessa maneira, o preço das mercadorias e dos serviços passa a ser definido pelo equilíbrio entre a oferta e a procura. Essa lei do mercado, para os neoclássicos, conduz à estabilidade econômica.

Equity – É o capital livre de uma empresa ou de uma pessoa, ou seja, seu patrimônio líquido.

Escola Keynesiana – Conjunto de teorias que derivam das idéias do inglês John Maynard Keynes (1883-1946). A obra Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936) revoluciona o pensamento econômico da época, então dominado pelos neoclássicos. A enorme repercussão do seu trabalho também se deve ao momento histórico de seu lançamento: a grande depressão econômica dos anos 30.

Keynes contesta as hipóteses neoclássicas de que as forças do mercado conduzem ao equilíbrio econômico. Mostra que é possível, em uma economia de mercado, a permanência de longas crises, marcadas pela recessão e pelo desemprego. Segundo o autor, elas ocorrem quando o investimento na economia é relativamente reduzido, não sendo suficiente para garantir o pleno emprego da força de trabalho existente. Para superá-las, recomenda o aumento do gasto público, com o objetivo de suprir a deficiência de demanda do setor privado. As obras estatais, por exemplo, criam novos postos de trabalho, diminuindo o desemprego.

Especulação – Operação financeira feita no mercado com o objetivo de obter ganho rápido. Um especulador, em geral, compra títulos ou commodities que estão com o preço em baixa para vende-los em alta. Mas como é difícil prever o comportamento do mercado, pode-se ganhar fortunas ou registrar perdas estrondosas.

Exportação – 
Vendas de bens e serviços de um país em outro. É uma importante ferramenta de política econômica porque com as exportações superando as importações há saldo na balança comercial. Ou seja: dólares em caixa.

Factoring – Atividade em que empresas especializadas compram títulos (duplicatas, promissórias e até cheques pré-datados) com desconto. Pagam esses títulos a vista, o que gera, nas empresas que detinham esses documentos, dinheiro em caixa.

Falência – Sentença judicial decretada pela falta de pagamento aos credores. Pode ser voluntária ou involuntária, como resultado de ações dos credores da empresa.

Faturamento – Valor total recebido com a venda de produtos ou serviços de uma empresa. Entram ainda nesta conta os ganhos obtidos com aplicações financeiras ou venda de ativos. É diferente de receita

Federal Reserve Bank (Fed) – É o Banco Central americano.

Fisiocracia – No século XVIII, o francês François Quesnay (1694-1774) funda a escola fisiocrata, que contesta o pensamento mercantilista. Outro representante é o francês Anne Robert Jacques Turgot (1727-1781), autor de Reflexões sobre a Formação e a Distribuição da Riqueza (1766).

Os fisiocratas defendem as sociedades agrícolas porque, para eles, a terra é a única fonte de riqueza de uma nação. A indústria e o comércio são necessários, porém produtivos por se limitar a transformar uma coisa em outra ou a transferir de lugar mercadorias preexistentes. O estudo Quadro Econômico (1756), de Quesnay, é a primeira análise do equilíbrio global da economia. Nele, o autor demonstra como a renda gerada na agricultura é redistribuída na comunidade. Ao contrário dos mercantilistas, os fisiocratas rejeitam a interferência do governo nas atividades que seguem leis naturais da economia – oferta e procura. A expressão laissez-faire, laissez-passer (deixar fazer, deixar passar), que se converte na máxima do liberalismo, nasce com os fisiocratas.

Fluxo de Caixa – Movimentação do caixa de uma empresa resultante de pagamento ou recebimento de dinheiro.

Franchising – 
Método de comercialização em que se paga uma quantia em dinheiro durante determinado período pelo uso de uma marca, passando-se a operar de acordo com um padrão estabelecido de funcionamento. É o sistema de venda das lanchonetes McDonald´s, por exemplo. Cada uma das lojas é chamada de franquia.

Franquia – 
Livre entrada (ou saída) de mercadorias em um país, sem pagamento de impostos ou controle alfandegário.

Fundo de investimento – 
É uma espécie de condomínio de investidores que funciona da seguinte maneira: o dinheiro é entregue a um profissional que irá administrá-lo. Cabe a ele encontrar os investimentos disponíveis no mercado (ações, títulos, entre outros) que podem oferecer a melhor rentabilidade à bolada que irá aplicar.

Fundo Monetário Internacional (FMI) – 
Agência especializada das Organizações das Nações Unidas (ONU) criada em 1944 para promover a cooperação financeira entre os países-membros. Cada um deles tem direito à cota de saques durante o ano e existe ainda um esquema paralelo de ajuda a países em dificuldades financeiras.

Globalização – Processo de interdependência econômica mundial que acontece com a abertura do comércio internacional. Significa um avanço do capitalismo, um mecanismo que busca a redução de custos e o aumento da produtividade na fabricação de mercadorias. Há dois ingredientes fundamentais para a consolidação desse fenômeno: a queda de barreiras alfandegárias entre os países e a revolução tecnológica, em particular no campo da informação (computador, telefone, televisor e internet). A combinação desses fatores provoca drásticas mudanças no processo produtivo, liderado por empresas transnacionais, e na forma como são feitos os investimentos mundiais.

Hedge – Em inglês significa resguardar-se, safar-se. No mercado financeiro o termo define a operação de venda de contratos na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) como soja, café, ouro, dólar e até juros. Como é difícil saber o comportamento do preço dos produtos agrícolas no futuro, por exemplo, os produtores costumam fechar contratos com preços pré-definidos. Assim, se lá na frente o preço da saca de café ou soja estiver abaixo daquele acertado na data do fechamento do contrato, garantem um lucro mínimo ao invés de registrarem perdas. Esta lógica é a mesma para negócios feitos com o dólar ou juros ou demais tipos de ativos negociados na BM&F.

Hiperinflação – 
Diz-se hiperinflação quando os preços aumentam tanto e tão rápido que todos gastam o dinheiro assim que o recebem. Essa velocidade no consumo se dá devido ao temor de que o dinheiro perca seu valor. A partir daí, a confiança da população na estabilidade da moeda é destruída e busca-se investir em moedas estrangeiras, ouro, imóveis. Nos anos 20, a Alemanha chegou a registrar o caso mais famoso de hiperinflação do mundo: 1 trilhão por cento entre agosto de 1922 e novembro de 1923. No Brasil, a hiperinflação registrada foi mais amena, mesmo assim, chegou a bater os 80% em um único mês (março de 1990).

Holding – 
Empresa que possui a maioria das ações de outras empresas e que as controla por isso. As multinacionais são exemplo, porque costumam controlar suas subsidiárias espalhadas pelo mundo a partir de uma holding.

Home broker – 
Serviço eletrônico oferecido por algumas corretoras e que permite comprar e vender ações ou fazer outras aplicações pela Internet.

Ibovespa – Índice que mostra a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. É o mais usado porque reflete o resultado do pregão.

IBX – 
Índice que espelha o comportamento das 100 ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Imposto de Renda (IR) – Tributo cobrado sobre os rendimentos recebidos durante o período de um ano. Criado em 1922, é cobrado de pessoas físicas e jurídicas com taxas proporcionais ao patrimônio e rendimentos.

Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – 
Imposto embutido nos preços de mercadorias e serviços. O percentual varia conforme o produto (ou serviço) e o Estado, que tem autonomia para defini-lo. Para alterá-lo a situação é diferente. É preciso ter a aprovação do Conselho de Política Fazendária (Confaz), um colegiado composto pelos secretários da Fazenda de todos os Estados.

Inadimplência – Situação em que uma pessoa ou empresa deixa de cumprir um contrato, particularmente no que se refere a prazos de pagamentos.

Indexação – 
Mecanismo de política econômica que atrela rendimentos monetários a índices fixados pelo governo. É uma forma de conter a desvalorização de salários, pensões e alugueis quando há inflação. Com a estabilização do Real, a indexação foi parcialmente eliminada no Brasil.

Índice de Sharpe – 
Índice que relaciona o risco oferecido por uma aplicação e o prêmio que ela paga ao investidor.

Índices Financeiros – Valores numéricos utilizados para o cálculo de um determinado produto, setor ou da inflação entre um mês e outro e calculados por institutos de pesquisas, fundações especializadas, departamentos sindicais e órgãos governamentais, tomando-se por base determinados produtos ou serviços. Para saber tudo sobre cada índice financeiro brasileiro atualizado, seu histórico e ainda a composição de cada um deles, clique aqui e visite cada seção específica.

Índice Geral de Preços (IGP) – Índice de inflação calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que leva em conta três outros índices: Índice de Preços por Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e pelo Índice Nacional de Custo da Construção Civil (INCC).

Inflação – A inflação é usualmente conceituada como um aumento contínuo e generalizado no nível geral de preços, que resulta em perda ininterrupta do poder aquisitivo da moeda. Altas esporádicas e localizadas em alguns preços, portanto, não podem ser qualificadas como um processo inflacionário. A inflação é medida por meio de índices calculados por entidades governamentais ou privadas. (Clique aqui para ler sobre os índices financeiros brasileiros e suas respectivas cotações).

Inflation targeting – É um sistema de administração monetária em que o governo define uma meta para o índice de inflação em um determinado período. No Brasil este modelo vigora desde 1999 e definiu a meta de inflação em 6% ao ano, com uma tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Ou seja: ela deve ficar entre 4% e 8% ao ano.

INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) – 
Índice de inflação apurado pelo IBGE em dez regiões metropolitanas do País.

Inside information – 
Termo em inglês usado no mercado financeiro para definir informações sigilosas sobre empresas e instituições com ações negociadas nas Bolsas de Valores. Quem obtém essas informações privilegiadas pode obter lucros ao manipulá-las. A prática é criminosa e há penas severas previstas em lei.

Investimento estrangeiro – O investimento estrangeiro consiste na aquisição de empresas, equipamentos, instalações, estoques ou interesses financeiros de um país por empresas, governos ou indivíduos de outros países. O investimento de capital estrangeiro pode ser direto ou indireto.investimento estrangeiro direto é aquele aplicado na participação acionária de empresas já existentes ou na criação de novas empresas.O investimento estrangeiro indireto assume a forma de empréstimos e financiamentos a longo prazo.Os investimentos privados no exterior visam, principalmente, a obtenção de lucro maior ou com facilidades fiscais, a busca de variações de câmbio favoráveis ou por temor de mudanças políticas ou fiscais no país de origem.O investimento governamental é realizado por razões políticas, diplomáticas ou militares, independente de possíveis rendimentos econômicos, mas pode ter a função de equilibrar, a longo prazo, o balanço de pagamentos do país de origem.

IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) – Imposto pago por pessoas físicas e jurídicas quando fazem empréstimos, recebem valores de um seguro e compram ou vendem moeda estrangeira, títulos ou ouro.

IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) – 
Criado em 1966, incide na produção de mercadorias no País. Este imposto é então embutido no preço do produto e pago pelo consumidor na hora da compra. A alíquota é variável. Artigos considerados supérfluos (como cigarros e bebidas) têm imposto mais alto. Para gêneros de primeira necessidade, o IPI é menor. Produtos de exportação estão isentos.

IPO (Inicial Public Offering) – 
Em português, Oferta Pública Inicial. É a etapa inicial antes de uma empresa vender ações nos Estados Unidos.

Joint Venture – Em inglês esta expressão significa ” união de risco”. Ela é usada para definir uma associação, ou fusão, de empresas que pretendem ampliar mais sua participação no mercado. Nos últimos anos esta foi a maneira encontrada por companhias estrangeiras que se uniam às nacionais para entrar no mercado brasileiro.

Juros – Juro é a remuneração que o tomador de um empréstimo tem que pagar ao proprietário do capital emprestado. O juro pode ser simples ou composto. O juro é simples quando calculado sobre o montante do capital. É composto quando o juro vencido e não pago é somado ao capital emprestado, formando um montante sobre o qual é calculado o juro seguinte (capitalando) e assim sucessivamente. O juro composto é sempre maior do que o juro simples  na medida em que é calculado sobre um montante cada vez maior. Juro nominal é o juro correspondente a um empréstimo ou financiamento, incluindo a correção monetária do montante emprestado. Quando a inflação é zero, inexistindo a correção monetária, o juro nominal é equivalente ao juro real. Juro real é o juro cobrado ou pago sobre empréstimo ou financiamento sem contar a correção monetária do montante emprestado. Os juros flutuantes (ou variáveis), ao contrário dos juros fixos, pagos por todo o período do empréstimo, segundo taxa preestabelecida em contrato, trazem surpresas aos devedores, pois podem elevar-se acentuadamente antes do final do pagamento de um empréstimo, onerando o serviço da dívida.

Lastro – Garantia de que as cédulas e moedas que circulam na praça têm, de fato, valor. Um exemplo: no passado, o lastro das moedas em circulação eram barras de ouro que ficavam depositadas nos cofres do governo.

Market share – Expressão em inglês que significa participação no mercado. É a fatia das vendas de um produto que cada fabricante detém. Um exmeplo: se o mercado brasileiro de biscoitos é de 5 bilhões de unidades vendidas e um dos fabricantes participa com 3 bilhões de unidades, então ele tem um market share de 60% e é líder deste mercado.

Marxismo – Seu principal expoente é o alemão Karl Heinrich Marx (1818-1883), cujas idéias – expostas em Contribuição à Crítica da Economia Política (1857) e em O Capital (1867-1869) – exercem influência em várias áreas das ciências humanas. Também é determinante a colaboração de Friedrich Engels (1820-1895). Com o tempo, o marxismo recebe importantes contribuições, como a de Lênin, que, além de líder e teórico da Revolução Russa, escreve O Imperialismo, Etapa Superior do Capitalismo (1916).

A teoria econômica marxista procura explicar como o modo de produção capitalista propicia a acumulação contínua de capital. A resposta está na confecção das mercadorias. Elas resultam da combinação de meios de produção (ferramentas, máquinas e matéria-prima) e do trabalho humano. No marxismo, a quantidade de trabalho socialmente necessária para produzir uma mercadoria é o que determina seu valor. A ampliação do capital ocorre porque o trabalho produz valores superiores ao dos salários (força de trabalho). A esse diferencial Marx dá o nome de “mais-valia”, conceito fundamental de sua teoria por ser considerado a fonte dos lucros e da acumulação capitalista.

Maxidesvalorização – Desvalorização drástica de uma moeda.

Mercado de balcão – É o onde são negociadas ações de empresas que não têm autorização para operar na Bolsa de Valores. As operações de compra e venda são, então, fechadas por telefone ou por um sistema eletrônico de negociação.

Mercado de capitais – 
Rede formada pelas Bolsas de Valores e instituições financeiras (bancos, corretoras e seguradoras) que negociam papéis (ações e títulos) a longo prazo. Sua função é direcionar recursos para financiamentos ao comércio, indústria e até para o governo. Está, portanto, relacionado ao crescimento econômico do País.

Mercado Financeiro – Setor da economia responsável pela captação de recursos entre investidores para financiar atividades produtivas ou simplesmente gerar lucros para quem empresta dinheiro. Tanto o governo quanto as instituições privadas podem fazer a captação. Mas, em geral, ela acontece nas diversas bolsas de valores, corretoras, bancos e seguradoras. O gerenciamento dessa prática é regulado pelo governo dos países por meio de uma rede de instituições, em que se destaca o banco central. É dele que partem as regras de política monetária, que define a taxa de juros a ser paga a quem empresta dinheiro, e de política cambial, que fixa as regras para estabelecer a cotação da moeda local em relação às demais, em particular o dólar.

Mercado monetário – Conjunto formado por bancos comerciais e empresas financeiras de crédito que também participam do mercado de capitais. A diferença é que operam no curto ou curtíssimo prazo.

Mercantilismo – Conjunto de princípios que orienta os Estados europeus para a expansão comercial ocorrida entre os séculos XV e XVII. Seus expoentes são os ingleses Thomas Mun (1571-1641) e Josiah Child (1630-1699), os franceses Barthélemy de Laffemas (1545-1612), Jean-Baptiste Colbert (1619-1683) e Antoine de Montchrestien (1575-1621) e, o italiano Antonio Serra.

A riqueza de uma nação, segundo os mercantilistas, provém de suas reservas de metais preciosos, em especial o ouro e a prata – moedas correntes na época. O Estado, portanto, deve acumular reservas pela descoberta de novas jazidas de minério ou pela obtenção de superávit comercial (exportando mais do que importando).

Mercosul – O Mercado Comum do Cone Sul é um acordo comercial assinado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai em 1991. Há ainda dois membros associados: o Chile (desde 1996) e a Bolívia (desde 1997). Ambos negociam a entrada no bloco econômico, que pretende fixar tarifas externas comuns para todos esses países e eliminar barreiras alfandegárias.

Merval – 
Índice que reflete a variação das ações na Bolsa de Valores de Buenos Aires, na Argentina.

Moeda – Unidade de valor-padrão utilizada como instrumento de troca por uma comunidade. É o meio pelo qual os preços são expressos, as dívidas liquidadas, as mercadorias e os serviços pagos e a poupança efetuada. A moeda corrente é o dinheiro oficial de um país para todos os tipos de transação. Como o controle da moeda é vital não apenas para o equilíbrio da economia de um país mas também para as relações comerciais entre nações, é criado um sistema monetário internacional.

Monopólio – Situação em que uma empresa domina sozinha a produção ou comércio de uma matéria-prima, produto ou serviço e que, por isso, pode estabelecer o preço à vontade.

Moratória – 
Prorrogação do prazo concedido para pagamento de uma dívida, obtida em acordo entre o devedor e o credor. Nas relações comerciais internacionais, a palavra é usada para definir a declaração unilateral de um país de que ele não pagará sua dívida no prazo determinado.

Nasdaq – Criada nos Estados Unidos, em 1971, a National Association of Security Dealers Automated Quotation System foi a primeira bolsa do mundo a negociar exclusivamente ações de empresas de Internet, informática e tecnologia. Como as operações de compra e venda são feitas por meio de computadores no mercado de balcão, a Nasdaq ficou conhecida como a “bolsa eletrônica”.

Neoliberalismo – A expressão é usada para designar as políticas econômicas com ênfase no livre mercado que vêm sendo adotadas pela maioria dos países. Atualmente, uma das principais expressões do neoliberalismo são as medidas estabelecidas no chamado Consenso de Washington, encontro realizado no início dos anos 90. Elas enfatizam a abertura da economia por meio da liberalização financeira e comercial e da eliminação de barreiras aos investimentos estrangeiros diretos; a estabilização econômica obtida pela disciplina fiscal, pela reforma tributária, pela estabilidade da taxa de câmbio e pelo redirecionamento dos gastos do Estado, dando prioridade à saúde, à educação e à infra-estrutura; e a diminuição da participação do Estado na economia para permitir maior autonomia ao setor privado, ocorrida por meio dos programas de privatização e da desregulamentação, por exemplo, do preço de alguns produtos antes controlados pelo Estado. No neoliberalismo, o papel do Estado restringe-se a disciplinar o mercado com o objetivo de combater os excessos da livre concorrência e, dessa forma, garantir sua sobrevivência.

Nikkey – Índice da Bolsa de Valores de Tóquio, que reflete o preço das 225 ações mais negociadas no mercado japonês.

NTN (Nota do Tesouro Nacional) – 
Título com juros pós-fixados e valor nominal, emitido pelo governo para o financiamento da dívida do Tesouro.

Nyse (New York Stock Exchange) – 
É a Bolsa de Valores de Nova York, a maior e mais importante Bolsa de Valores do mundo. Localizada na Wall Street, Nova York, ali são negociados títulos e ações das principais empresas dos Estados Unidos e do mundo. O índice que mostra a evolução desses negócios é o Dow Jones.

Oligopólio – Grupo de empresas que detém o controle de determinado mercado, seja ele o fornecimento de um produto, serviço ou matéria-prima. Alguns economistas acreditam que esta prática é nociva porque, dominando um mercado, essas empresas limitariam custos de produção e ditariam o preço dos produtos para aumentar a margem de lucro. Mas, recentemente, há uma tendência em se defender o contrário. Com a formação de vários conglomerados concorrentes, seria possível garantir preço estável, inibindo a formação de cartéis.

Oligopsônio – 
Grupo formado de pequenos compradores que têm condições de negociar em condições privilegiadas, definindo o preço vendido por seus fornecedores.

OMC (Organização Mundial do Comércio) – 
Órgão internacional criado em 1995 para regulamentar o livre comércio entre os seus países-membros. Enquanto isso não acontece, ela trata de administrar tratados bilaterais, estabelecer fóruns de negociação comercial, mediar disputas e monitorar políticas comerciais nacionais.

Orçamento da União – 
Planejamento anual feito pelo governo federal para calcular as quantias que devem entrar e sair dos cofres públicos. É daí que saem recursos para financiar obras e pagar funcionários, por exemplo. Esta conta é sempre apresentada como projeto ao Congresso Nacional, onde pode ser aprovada na íntegra ou receber emendas (os deputados e senadores podem mudar o destino de verbas ou cortar gastos previstos). Depois de aprovado, segue para sanção do presidente da República e vira lei. O orçamento sempre tem validade para o ano seguinte de sua aprovação.

Overnight – 
Operações de troca de dinheiro por um dia, para resgate no primeiro dia útil seguinte. No mercado é comum usar a abreviação over para este tipo de operação.

Paraísos fiscais – Pequenos países onde os impostos são muito baixos ou inexistentes, o que atrai multinacionais. Para fugir da alta tributação em seu país de origem, elas acabam instalando suas filiais nesses paraísos. Outro atrativo é a garantia absoluta de sigilo bancário. É por isso que muitas pessoas depositam ali o dinheiro obtido em operações ilegais. São paraísos fiscais: Bahamas, Libéria, Ilhas Cayman, Luxemburgo e Suíça.

Passivos – 
Conjunto das dívidas e obrigações de uma empresa. É o oposto do ativo.

Patrimônio – 
Conjunto dos bens de uma pessoa ou empresa administrados de forma a dar lucro ou gerar renda. No caso de uma empresa, o patrimônio é a diferença entre o que a companhia tem (ativo) e suas dívidas (passivo). Se o resultado é positivo, obtém-se o patrimônio líquido. Se for negativo, o passivo líquido.

Penhor – 
Entrega de bens móveis (jóias, por exemplo) a um credor como garantia de pagamento da dívida. Em casos de o devedor não quitar seus débitos na data prevista, o credor toma posse do bem penhorado. É diferente de penhora.

Penhora – 
Apreensão judicial de bens de um devedor no valor equivalente ao total de sua dívida. Isso pode acontecer se ele não quitar sua dívida no prazo acertado com o credor.

Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) – Produto de previdência privada que serve para complementar a renda de aposentados pelo Instituto Nacional de Securidade Social (INSS). Quem compra um plano desses paga uma mensalidade calculada sobre o valor final do benefício que pretendem receber. Esse dinheiro é aplicado em fundo de investimento e a bolada vai crescendo ao longo dos anos. Em geral, os participantes contribuem durante 30 anos. Quem compra um PGBL consegue abater 12% no imposto de renda anual até começar a receber o benefício. É possível sacar o dinheiro a qualquer momento, mas paga-se imposto de renda na hora do saque (varia entre 15% e 27,5%). Mas, ao contrário, das demais aplicações do mercado financeiro, o governo não cobra imposto sobre os rendimentos dos PGBLs. O que torna esses planos mais atrativos que os demais vendidos pelas seguradoras é o fato de que todos os lucros obtidos nas aplicações financeiras são repassados aos clientes. Apesar disso, não há a garantia mínima de retorno dada pelos planos tradicionais, que repassam 75% dos lucros obtidos mais a correção da inflação. Ou seja, enquanto os planos tradicionais garantem um mínimo mesmo se as aplicações derem prejuízo, no PGBL essa garantia não existe, mas todos os lucros obtidos são repassados ao segurado. Como é praticamente impossível de registrarem prejuízo, os planos PGBL estão chamando a atenção.

PIB – Sigla de “Produto Interno Bruto”, principal indicador da atividade econômica. É o valor de todos os bens e serviços produzidos dentro das fronteiras de um país, independentemente da nacionalidade do produtor. Existem dois tipos: o PIB total é expresso em valores do ano analisado; o PIB real é a “tradução” dos resultados para valores atuais, descontando-se a inflação e a variação da taxa de câmbio (uma vez que geralmente é expressa em dólares norte-americanos).

PNB – Sigla de “Produto Nacional Bruto”, que é a expressão em valor monetário de todos os bens e serviços produzidos com recursos de um país, empregados dentro ou fora do território nacional, pertencentes a pessoas ou empresas. Ao contrário do PIB, inclui o resultado de empresas no exterior e desconta os investimentos de capital estrangeiro dentro do território nacional. Na prática, a diferença entre PIB e PNB representa o tamanho da renda enviada ao exterior ou recebida dele. Quando o PNB é inferior ao PIB, o país remete mais renda do que recebe. Se a relação for inversa, o país recebe mais renda que envia.

População economicamente ativa (PEA) – Parcela da população disponível para o trabalho assalariado. Não quer dizer, necessariamente, que todas as pessoas nesta situação estejam empregadas, mas que estejam na faixa etária considerada com aptidão para exercer uma função remunerada.

Precatórios – 
Dívidas do próprio Estado cujo pagamento é determinado pela Justiça. Ou seja: não há mais chances de questioná-las nos tribunais. Se ainda assim não forem pagas, o Supremo Tribunal Federal (STF) pode decretar intervenção federal no Estado devedor. A lei garante que, para quitar os débitos, é possível emitir títulos correspondentes ao valor da dívida. Entretanto, valendo-se desta lei, alguns Estados emitiram papéis de forma irregular desviando os recursos. As operações, feitas entre 1994 e 1996, ficaram conhecidas como o “escândalo dos precatórios”.

Pregão – 
Sessão em que se efetuam negócios em uma Bolsa de Valores. Funciona da seguinte maneira: os operadores das diversas corretoras anunciam em voz alta quais são as ações que eles querem comprar ou vender, e a que preço. Os negócios são fechados assim, aos gritos na sala do pregão, e formalizados no final do dia.

Previdência privada – 
Sistema de pensão administrado por instituições financeiras e que tem como finalidade complementar a aposentadoria paga pela previdência pública oficial.

Prime rate – 
Taxa de juros cobrada por bancos norte-americanos de clientes preferenciais (como grandes corporações) que têm chances remotas de dar um calote.

Privatização – 
Processo de venda em leilão de uma estatal para uma companhia ou consórcio de empresas do setor privado.

Procon – 
Instituições de proteção e defesa do consumidor, encarregadas de defender as pessoas contra o abuso econômico.

Rating – Avaliação que expressa principalmente o risco oferecido por fundos de investimento, empresas ou países. Ele é expresso em uma espécie de nota calculada por diversas agências especializadas. O rating serve de referência aos investidores na hora de decidir onde aplicar seus recursos.

Recessão – 
É uma fase em que a atividade econômica se encontra em contração. Os principais indicadores de que um país está em recessão são queda da produção, aumento do desemprego, diminuição das taxas de lucro e crescimento do número de falências e concordatas.

Renda fixa – São títulos cujo rendimento está previamente definido. Esse rendimento pode ser pré-fixado ou pós-fixado. Entre os investimentos de renda fixa estão os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), cadernetas de poupança e a maioria dos títulos públicos.

Renda per Capita – A renda per capita representa quanto cada habitante receberia se o valor do produto nacional bruto (PNB) de um país fosse distribuído igualmente entre todos sem considerar a concentração de riquezas.A renda per capita, obtida a partir da divisão da renda total de um país pela população, é um indicador usado para medir o grau de desenvolvimento de uma nação.

Rentabilidade – É a taxa que indica o retorno de um investimento. Calcula-se dividindo o lucro obtido pelo valor do investimento inicial.

Reservas – 
Recursos que um país tem disponíveis para gastar imediatamente, caso tenha urgência. São usadas, principalmente, para cobrir déficits nas contas internacionais, como o pagamento de juros de dívidas, e garantir a estabilidade da moeda, evitando ataques especulativos, por exemplo.

Resgate – 
Saque em dinheiro dos dividendos pagos por um lote de ações ou fundo de investimento, depois de um período de aplicação. Ao sacar, o investidor está vendendo seus papéis ou suas cotas em um fundo.

Risco – 
Possibilidade de um investidor ganhar ou perder dinheiro. Para compensá-la, pagam-se juros com o objetivo de oferecer lucros. Quanto maior o risco, maior a rentabilidade. O investidor somente deve aplicar seu dinheiro num investimento quando conseguir entender o nível de risco que está assumindo. No cenário internacional, avalia-se também a chance de um país mudar sua política a ponto de interferir nos pagamentos a credores estrangeiros. Este risco está embutido na taxa de juros cobrada por empréstimos estrangeiros

Royalty (Royalties) – 
Porcentagem definida sobre as vendas de um produto, marca, patente, processo de produção ou uma obra original pelos direitos de sua exploração comercial.

S&P500 – Índice calculado pela consultoria americana Standard&Poor´s que reflete o desempenho de 500 maiores empresas industriais norte-americanas.

Securitização – 
Operação que, na prática, significa trocar uma dívida por outra. Muito usada por países com dívidas externas, consiste na emissão de títulos em valor correspondente ao da dívida que está para vencer. Esses papéis são lançados no mercado e quem os compra terá a garantia de receber em longo ou médio prazo seu dinheiro de volta corrigido com uma taxa de juros vantajosa. O dinheiro obtido com esta operação é então usado para quitar a dívida que bate à porta.

Seguridade Social – Conjunto de políticas governamentais de auxílio ou proteção a desempregados, aposentados, inválidos ou pessoas impossibilitadas de gerar renda. Divide-se em dois setores: a previdência e a assistência social. A primeira é voltada para o pagamento de benefícios aos trabalhadores que se aposentam depois de décadas de contribuição. Assiste também os pensionistas, aqueles que, por motivos especiais, recebem ajuda mensal, mesmo sem ter contribuído. A cobertura engloba, em geral, acidentes de trabalho, afastamento por doença, seguro-saúde e seguro-desemprego. A assistência social se estende a toda a população, inclusive a quem não paga impostos, oferecendo auxílio, como a renda para idosos, cuidados com saúde (tratamento médico, hospitalização e compra de medicamentos), e, em determinadas nações, ajuda financeira a pessoas incapazes de garantir a própria subsistência.

Selic – Sigla de Sistema Especial de Liquidação e Custódia. É um sistema computadorizado do Banco Central onde são registradas todas as operações de débitos e créditos feitas apenas entre bancos e demais instituições financeiras credenciadas. Seu funcionamento é parecido com o sistema de compensação de cheques só que para títulos públicos. É por meio dessas trocas que o governo consegue dinheiro emprestado dos bancos. Pelo Selic, portanto, é possível calcular a média dos juros que o governo paga aos bancos que lhe emprestam dinheiro. Essa média, que é a Taxa Over-Selic, serve de referência para o cálculo de todas as outras taxas de juros do País. Por isso ela é também chamada de taxa de juro básico.

Sociedade anônima – 
Empresa cujo capital é dividido em ações (negociadas ou não nas Bolsas de Valores). Quem tem o maior número de ações é responsável pela sua administração.

Spread – 
Taxa cobrada pelas instituições financeiras em empréstimos ou financiamentos internacionais. Ela varia de acordo com o risco da operação. Um exemplo: se um país pede empréstimo e há chances de não honrar seus compromissos, o spread é alto. Quanto maior o risco, maior a taxa.

Subscrição – 
Preferência garantida aos acionistas de uma empresa na hora de comprar novos papéis da companhia emitidos para aumentar o seu capital. Em geral, o preço das ações é mais baixo.

Taxa de Juros Real – Taxa obtida subtraindo-se o índice de inflação de determinado período da taxa de juros nominal. Ela reflete a correção monetária necessária para compensar a desvalorização da moeda. Um exemplo: se a taxa de inflação é de 9% ao ano e no mesmo período os juros nominais são de 8%, então o resultado é uma taxa de juros real negativa. Isso significa que esta taxa não é suficiente para compensar a desvalorização da moeda.

Teorias econômicas – A ciência econômica visa entender como as sociedades utilizam seus recursos materiais e humanos para produzir e distribuir bens e serviços que atendam às necessidades dos indivíduos. As principais teorias econômicas são mercantilismo, fisiocracia, economia clássica, marxismo, economia neoclássica e escola keynesiana.

Títulos Públicos (ou títulos da dívida pública) – Emitidos pelo Banco Central e pelo Tesouro Nacional, são papéis vendidos no mercado para captar recursos financeiros e financiar a dívida pública federal, estadual e municipal. Em troca, pagam taxas de remuneração.

TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) – 
É a taxa usada para corrigir empréstimos feitos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por empresas com projetos industriais.

TR (Taxa Referencial de Juros) – 
É aquela que serve de referência nas transações financeiras realizadas no país. É calculada pelo Banco Central baseado em juros pagos pelos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) das trinta maiores instituições financeiras.

Ufir (Unidade Fiscal de Referência) – É um índice usado para atualização monetária de tributos e multas.

União Européia (UE) – Bloco econômico formado por 15 países europeus. Em sua área de abrangência não existe apenas uma união aduaneira. Os cidadãos desses países têm direito de livre acesso a qualquer país, sem restrições. Existe, inclusive, a moeda única (o euro). Apesar de não ser usado ainda como forma de pagamento, serve de referência para operações do mercado financeiro e contratos comerciais. Fazem parte do bloco os seguintes países: Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália, Luxemburgo, Dinamarca, Irlanda, Reino Unido, Espanha, Grécia, Portugal, Áustria, Finlândia e Suécia.

Valor – Atributo que confere a qualquer produto a qualidade de bem econômico.

Valor de mercado – 
Também definido como valor venal, representa o valor com que determinado produto pode ser comercializado, de acordo com a lei de oferta e procura. Por isso, não tem a ver com o valor real de um produto que incorpora, inclusive, os custos de fabricação.

Viés – 
Termo que designa tendência. No Brasil passou a ser utilizado nas reuniões do Copom (Conselho de Política Monetária). Uma vez por mês o comitê divulga a taxa básica de juros (Selic) e seu respectivo viés, que pode ser de alta ou baixa. Neste caso, o viés indica o que pode acontecer com a taxa no mês seguinte.

Volatilidade – 
É a intensidade e freqüência de variação de preços de um ativo financeiro ou de índices de uma Bolsa de Valores.

Wall Street – Nome da rua de Nova York onde se concentram a Bolsa de Valores, várias Bolsas de Mercadorias e a sede das mais importantes instituições financeiras dos Estados Unidos.

Fonte: https://www.portalbrasil.net/economia_glossario.htm

Autor: Yan Carvalho

Educação Financeira: Introdução às aplicações

Educação Financeira: Introdução às aplicações

Existem várias maneiras de se “guardar” o dinheiro que sobra. A maioria das pessoas coloca 100% da sua reserva financeira na poupança. Isto é errado. Como já foi dito em outro artigo, o rendimento da poupança é muito baixo e geralmente o que está guardado acaba sendo corroído pela inflação. Mais ainda, devemos ter “cofres” separados dependendo do uso que iremos fazer do dinheiro economizado. Em outras palavras, se o uso que você faz ou fará do dinheiro é variado (ex: pagar contas, comprar a casa dos sonhos, abrir uma empresa…), por que deveríamos guardar a totalidade das nossas reservas em um único lugar?

De uma maneira geral, devemos ter três tipos diferentes de reservas:

Note o tamanho de cada reserva. Quanto maior o porquinho, maior é o montante que devemos guardar nele.

O nosso cofre de emergência é reservado para as situações que não foram previstas, como desemprego por exemplo. Isto significa que este dinheiro deve ter uma cifra significativa para termos segurança e deve ser facilmente disponível para que possamos movimentá-lo rapidamente.

O segundo cofre nada mais é que a nossa conta corrente. É onde a movimentação financeira é maior, pois é por onde entra a nossa renda (salário, lucro da empresa…) e também por onde sai a maior parte do nosso capital (pagando contas mensais, aluguel, financiamento do carro…). O nosso objetivo é manter o mínimo de dinheiro aqui, pois este tipo de fundo só serve para pagar o nosso custo de vida, uma vez que não existe rendimento do dinheiro aplicado.

O terceiro cofre é o mais rico, pois aqui quanto mais dinheiro tivermos, mais dinheiro teremos no futuro. Ele até pode ser também usado em emergências, mas apenas em casos excepcionais. O dinheiro aqui será usado apenas depois de muito tempo, pois é ele que irá patrocinar nossos sonhos. Isto depende de você. Pode ser desde comprar a casa própria até fazer aquela volta ao mundo que sempre quis.

Agora vamos falar dos 3 fatores que influenciam as aplicações e, consequentemente, cada um dos nossos cofrinhos.

O primeiro deles é o risco. Como o próprio nome já diz, ele se refere à chance dos seus planos darem errado. A poupança apresenta risco quase nulo, pois sabemos que todo mês ela tem rendimento praticamente previsto. Desconsiderando a inflação, ninguém nunca perdeu dinheiro com a poupança. Isso explica porque tantos leigos a usam. Já a bolsa de valores pode ter risco muito alto, dependendo de qual empresa você comprou as ações. Uma empresa nova no mercado geralmente possui papéis de alto risco, pois como ela não está bem estabelecida no mercado, ela pode quebrar da noite para o dia e os acionistas podem ficar a ver navios.

Já a rentabilidade trata de quanto sua aplicação cresce em relação a um período de tempo. Em geral fala-se de rentabilidade de X% ao mês ou ao ano. Exemplo: rentabilidade de 1% ao mês significa que para cada 100 reais aplicados em um mês, no mês seguinte você terá 1 real a mais do que o mês anterior.

O último fator é a liquidez, que nada mais é do que a facilidade de retirar de volta o dinheiro. A poupança apresenta liquidez imediata, pois não existe carência e o dinheiro é facilmente usado para ser sacado ou pagar contas. Já as ações tem liquidez não tão alta. Se eu comprei papéis da Petrobras e agora quero retirar o dinheiro aplicado, o processo é um pouco mais complicado e não é imediato.

Por último, é importante ressaltar que existe um tradeoff entre risco, rentabilidade e liquidez. Para se ter um deles alto, pelo menos um dos outros dois será baixo. Ainda usando o exemplo da conta poupança, note que ela tem baixo risco e altíssima liquidez. Muito bom isso não? Pois é, pena que a rentabilidade é muito baixa. Já o mercado mobiliário (de ações) pode ter alta rentabilidade, mas a liquidez é menor e o risco pode ser alto (pergunte para quem tinha ações da Petrobras).

Agora que temos em mente os 3 fatores que regem as aplicações, vamos usá-los para analisar cada um dos nossos cofres.

O cofre de emergência deve ter essencialmente alta liquidez e baixo risco, por isso aqui uma poupança seria talvez uma boa opção.

Já o cofre corrente deve ser a conta corrente mesmo, pois apenas a liquidez importa.

Já para os investimentos o que buscamos depende do perfil do investidor. Alguns arriscam mais, outros menos, mas na maioria das vezes aqui a liquidez será baixa.

O melhor investimento dependerá do objetivo que temos para ele. Pretendo retirar esse dinheiro daqui a 40 anos para usar como previdência privada ou daqui a 5 para fazer a lua de mel em Fiji?

Nos próximos artigos iremos destrinchar melhor os diferentes tipos de investimento.

Autor: Yan Carvalho

Educação Financeira: Controle de Gastos

Educação Financeira: Controle de Gastos

Este é o primeiro artigo da série Educação Financeira, na qual abordaremos diversas questões sobre dinheiro. Explicaremos como fazer um planejamento financeiro adequado, discutiremos aposentadoria, as diversas opções de investimento, etc. Enfim, um assunto não médico, mas extremamente importante para qualquer pessoa, seja ela um profissional autônomo, um empreendedor, um assalariado ou alguém que viva de renda.

O primeiro e mais importante passo para cuidar bem do seu dinheiro é fazer um planejamento receita vs gastos. A melhor maneira disso é fazer uma tabela na qual comparamos o dinheiro que entra no nosso bolso com o dinheiro que sai dele. Essa tabela deve ser feita preferencialmente no computador usando o Microsoft Excel ou similar, porque isso permite que o programa faça as somas e subtrações automaticamente, nos dando o lucro líquido com muito mais facilidade do que se fizéssemos tudo “no braço” com a calculadora, papel e caneta. Mais ainda, o arquivo virtual dificilmente será perdido e não ocupa qualquer espaço físico. Abaixo temos um modelo bem genérico de tabela de controle de gastos.

Isto pode parecer muito simples e óbvio, mas muitas pessoas não fazem esse tipo de planejamento ou por não terem ideia do que é isso ou por preguiça mesmo. Portanto acabam “cuidando” do dinheiro de forma totalmente subjetiva e dificilmente conseguem poupar. Como tudo aquilo que fazemos na vida, a organização e a disciplina são as chaves do sucesso.

Se você montou a sua tabela e seu saldo mensal é positivo, continue assim. Caso o seu saldo seja negativo, está na hora de aumentar a sua receita e reduzir seus custos. Como aumentar a receita geralmente não é algo instantâneo (todos nós sabemos que ganhar dinheiro não é fácil), diminuir os gastos é a medida mais rápida e eficaz. Você deve focar seus cortes nos gastos arbitrários, pois estes são em geral custos não essenciais e que alguns itens podem ser zerados, e nos gastos variáveis, pois mesmo que estes sejam úteis e não possam ser removidos totalmente, sempre conseguimos aqui reduzir o nosso consumo.

Autor: Yan Carvalho