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Quer aprender algo novo? Pesquisa de Yale revela quando o cérebro é mais eficiente

Quer aprender algo novo? Pesquisa de Yale revela quando o cérebro é mais eficiente

A incerteza pode ser muito estressante. Mas estar fora da sua zona de conforto e não saber o que vai acontecer envia sinais para que o cérebro comece a aprender. Pelo menos é o que mostra um novo estudo feito por pesquisadores de Yale.

“Nós só aprendemos quando há incerteza, e isso é uma coisa boa”, explica Daeyeol Lee, professor de neurociência, psicologia e psiquiatria de Yale. “Não queremos ficar aprendendo o tempo todo. Se o cérebro aprendesse sempre, nós provavelmente desistiríamos ao experimentar o fracasso, não persistiríamos.” Ou seja: situações instáveis podem ser desconfortáveis, mas são ajudam seu cérebro trabalhar à todo vapor

Estabilidade “desliga” o cérebro
Se você quiser maximizar o aprendizado, deve fazer coisas difíceis em 70% do seu tempo, aconselha a Inc. Se você não tem algum nível de estresse sobre o resultado de seu trabalho, seu cérebro ‘desliga’ o centro de aprendizado.

O estudo observou um grupo de macacos, que deveriam apertar botões de cores diferentes para receber uma recompensa. Mas não era sempre que o macaco recebia o petisco. Alguns botões tinham taxas estáveis – de 20% e 80%. Outros eram mais imprevisíveis e a frequência variava.

Os cientistas então mediram a atividade cerebral dos macacos. Quando eles conseguiam prever com que frequência receberiam um petisco, as regiões do cérebro associadas ao aprendizado se desligavam. Quando eles não sabiam o que aconteceria, essas áreas ficavam mais ativas.

Quando você descobre a melhor forma de se comportar em um ambiente, aprender novas técnicas tem pouco sentido. O que não é um problema se você está tentando descobrir quantos minutos precisa para cozinhar um ovo. Mas em outras áreas da vida, continuar aprendendo pode trazer vantagens.

“Talvez a descoberta mais importante do estudo seja a de que as capacidades do cérebro não são ‘fixas’, mas elas se adaptam conforme a estabilidade do ambiente. Quando você entra em um ambiente novo e volátil, isso pode aumentar a tendência do cérebro de absorver novas informações”, resume Lee.

Matéria originalmente publicada em Época Negócios

Reconhecendo a Depressão Pós-parto

Reconhecendo a Depressão Pós-parto

A Depressão pós-parto, um subconjunto da Depressão Perinatal (DPN), é a complicação obstétrica mais comum nos Estados Unidos. Mesmo quando os resultados da triagem são positivos, as mães frequentemente não recebem avaliação adicional, e mesmo quando a depressão é diagnosticada, as mães não recebem tratamentos baseados em evidências.

 

Estima-se que 80% das mulheres tenham o chamado baby blues, certa melancolia que aparece nos primeiros dias do bebê em casa, dura no máximo um mês, e tem mais a ver com a adaptação física e emocional à nova realidade, além das alterações hormonais bruscas que o corpo sofre nessa fase. Mas a Depressão pós-parto vai além, tanto na intensidade quanto na duração dos sintomas, geralmente notados de quatro a seis semanas após o parto e que podem se arrastar por um ano (ou mais, em alguns casos). Ansiedade, irritabilidade, mudanças de humor, cansaço e desânimo persistentes estão no topo da lista de indícios, que também passam por diminuição de apetite, insônia e sensação de incapacidade.

 

Recentemente, de acordo com uma declaração de política e relatório técnico publicado na revista Pediatrics, foi preconizado que os médicos pediatras devem avaliar as novas mães para detectar efetivamente situações de depressão pós-parto (DPP) em visitas de consultório dos bebês, e fazer uso dos recursos da comunidade para tratamento e encaminhamento. No artigo, os autores americanos observam que a triagem provou ser bem-sucedida na detecção da DPP, e com tratamento adequado e precoce, houve boa redução dos efeitos da depressão e melhora no relacionamento entre mãe e bebê.

 

Além disso, o Estudo revela que a DPP leva ao aumento dos custos de cuidados médicos, tratamento médico inadequado do lactente, descontinuação aleitamento materno, disfunção familiar e aumento do risco de abuso e negligência.

 

A DPP, especificamente, afeta negativamente este período inicial crítico de desenvolvimento do cérebro. A DPN é um exemplo de uma experiência adversa na infância que tem complicações adversas potenciais a longo prazo para a mãe, seu parceiro, o bebê e a relação mãe-bebê. No entanto, o DPN pode ser tratada de forma eficaz, e o estresse sobre o bebê pode ser reduzido. Os atendimentos pediátricos devem coordenar os cuidados de forma mais eficaz com o pré-natal, prestando de serviços, tratamento e acompanhamento psicológico para mulheres com depressão materna diagnosticada no período pré-natal. Além disso, devem estabelecer um sistema para implementar a triagem da DPP e organizar visitas de puericultura periódicas.

 

A Academia Americana de Pediatria, trabalhando com departamentos estaduais de saúde, junto a financiamentos públicos e privados e programas de saúde materna e infantil,

defendem que deve ser intensificado o treinamento para a triagem da DPN e tratamento da mesma. Desse modo, a Academia Americana de Pediatria espera que a triagem para DPN seja aperfeiçoada, de modo a otimizar o tratamento, evitando sequelas tanto para a criança quanto para a mãe.

 

Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30559120

Turismo Médico

Turismo Médico

“Turista médico” é usado para definir aqueles pacientes que viajam para outros países em busca de atendimento médico. O termo surgiu principalmente porque muitos cidadãos dos EUA passaram a viajar para fora do país em para procurar um atendimento médico mais barato. Ou seja, a principal razão para o “turismo médico” não é a busca por atendimento especializado, mas sim alternativas mais econômicas para sistemas de saúde que se tornaram onerosos demais para os pacientes.

O número de turistas médicos dentre todos os países em 2017 foi estimado em 14-16 milhões. Espera-se que o número de turistas médicos dos EUA e o número de turistas médicos no mundo aumentem em 25% ao ano. As implicações financeiras dessa nova modalidade de assistência médica são profundas. Estima-se que o custo médio de cada visitante médico seja de US $ 3.800 a US $ 6.000,00 por visita, e o total gasto por ano no mundo é estimado entre US $ 45 e US $ 72 bilhões, sendo o valor de todo o turismo médico por ano de aproximadamente US $ 439 bilhões.

Por conta disso, uma nova modalidade de negócio foi criada – as companhias, ou empresas, de turismo médico, que atuam tanto dentro dos EUA, quanto nos países receptores dos pacientes, vendendo pacotes que incluem passagem aéreas, admissões em hospitais, consultas com médicos conveniados, hospedagem. Em 2008 foram contabilizadas 68 empresas de turismo médico só nos EUA. Mesmo com todos os gastos adicionais, o custo total da internação, incluindo honorários médicos, passagens aéreas e despesas com hotel para o paciente e eventuais acompanhantes, ainda é muito menor do que o custo do procedimento nos Estados Unidos.

O top 10 de países destino de turismo médico são (não ordenados em ordem de frequência de visitas): Costa Rica, Índia, Malásia, México, Singapura, Coréia do Sul, Taiwan, Tailândia, Turquia e EUA. O top 10 de condições tratadas são: atendimento odontológico, cirurgias cosméticas, patologias cardíacas, fertilização in vitro, perda de peso, dermatologia, transplantes (rim e fígado) e neurocirurgias espinhais.

Vale ressaltar, ainda, que os EUA também são um destino de turismo médico devido à sua excelência, e atualmente o saldo entre visitas e saídas de pacientes ainda é positivo. Contudo o economista médio Uwe Reinhardt advertiu que “o turismo médico pode fazer para o sistema de saúde dos EUA o que a indústria automobilística japonesa fez com as montadoras americanas depois que os produtos japoneses desenvolveram uma boa relação qualidade / preço e confiabilidade”. Ou seja, se o custo de tratar-se internamente tornar-se tão alto, ou a oferta externa tornar-se muito atrativa, esse saldo entre visitas e saídas de pacientes pode inverter-se, gerando um ônus economico aos EUA.

 

Fonte: https://www.amjmed.com/article/S0002-9343(18)30620-X/abstract

Sub Especialidades Oftalmológicas

Pergunta : Diogo ( Santa Casa de São Paulo )
Obrigado pelo site! Sobre oftalmologia, há grande necessidade de fazer essas subs depois ? (Catarata, Retina…), Ou só de terminar a residência de oftalmologia já posso sair fazendo tudo da área? E como funciona essas subs, são residências tbm com processo seletivo concorrido?

Resposta :

A residência em oftalmologia habilita o profissional médico a desempenhar as atividades do dia a dia da especialidade, com capacidade técnica para atender todas as patologias da área, inclusive as cirúrgicas.

No entanto, atualmente, existe uma tendência a se procurar uma sub especialidade após a residência de 3 anos e daí apareceram os chamados R4 ou os Fellowship, que duram de 1 ano a 3 anos, dependendo do serviço e que são relativamente bem disputados.

Uma residência de oftalmologia bem feita, com staff comprometido com o ensino, com uma boa estrutura hospitalar e com um numero grande de pacientes e de cirurgias ( vc precisa realizar pelo menos umas 150 cirurgias de catarata por faco durante a residência )  vai habilitar o profissional a exercer a especialidade com segurança, mesmo sem ter feito nenhum fellow.

Evidente que vc deve ter a humildade para encaminhar os pacientes mais específicos para os sub especialistas.

Por outro lado se vc quer ser cada vez mais competitivo no mercado de oftalmologia uma sub especialidade pode ser útil para alavancar sua carreira.

Sucesso

Mário Novais

Residência Médica no Exterior- Validação no Brasil

Pergunta : Ludmilla ( Centro Universitário de Belo Horizonte )
Olá, tudo bem? Estou terminando o sexto ano da faculdade de medicina aqui no Brasil, e tenho interesse em morar alguns nos EUA. No caso, tentarei a residência de lá, mas o que eu gostaria de saber é se após terminar a residência nos EUA eu poderia atuar como especialista no Brasil direto, ou se teria que passar por algum processo de validação do diploma de especialista. Se houver um processo, saberia me informar mais detalhes por favor? Obrigada e parabéns pelo site! Muito bom o conteúdo!

Resposta :

No nosso site vc encontra todas as informações necessárias para fazer a residência nos EUA, o que cada vez está mais difícil e mesmo sendo aprovada nos vários steps, ainda assim vai ter dificuldades de conseguir vaga na residência médica de algumas especialidades muito procuradas.

Mas nada impossível de ser aprovada e de conseguir. Corra atrás dos seus sonhos…

Tendo feita a residência nos EUA e voltando para o Brasil, vai poder exercer qualquer especialidade, uma vez que o simples registro do médico no Conselho Regional de Medicina, já dá esse direito.

Porem se quiser ter o título de especialista no Brasil, vai ter que se submeter às provas da Sociedade Científica da Especialidade em conjunto com a AMB ou então entrar com pedido de validação da residência obtida no exterior junto à Comissão Nacional de Residência Médica.

Sucesso
Mário Novais

Grit, ou Garra: O Traço de Personalidade Marca das Pessoas de Sucesso

Grit, ou Garra: O Traço de Personalidade Marca das Pessoas de Sucesso

Você já pensou sobre o que faz as pessoas que se destacam em um certo campo – ou que possuem uma habilidade fora do comum – têm de diferente das outras? A psicóloga Angela Duckworth foi além do “pensar” e dedicou parte da sua carreira acadêmica a entender, de fato, o que as diferencia.

Parte das suas principais descobertas sobre o tema, ela detalha no livro Grit (em português, “Garra: o poder da paixão e da perseverança”), que leva o nome a característica-chave, segundo ela, para entender essas pessoas e seu sucesso.

“Não importa o domínio, os altamente bem sucedidos têm uma espécie de determinação feroz  (…) É essa combinação de paixão e perseverança que faz deles grandes realizadores. Em uma palavra, eles têm garra”, explica ela.

Esforço, e não talento, é o segredo

“Se enfatizarmos demais o talento, subestimamos todo o resto.”

Não que o talento seja um problema, é só que apontar ele como justificativa em toda ocasião em que alguém demonstrar enorme habilidade é simplificar demais. E, pior: ignorar o fato de que “a grandeza é factível” – ou seja, é completamente possível alcançá-la.

Existe um fator genético que influencia a existência – ou não – de traços de garra na personalidade. Mas isso é o que acontece com todos os traços psicológicos, e isso não é a única coisa que os afeta. De acordo com Duckworth, a experiência é muito importante. “A taxa com que desenvolvemos qualquer habilidade é também, crucialmente, uma função da experiência”, esclarece ela.

A mesma mentalidade que responsabiliza grandes habilidades ao talento – em consequência, torna impotentes os que não o têm – é também responsável, muitas vezes, por atribuir apenas a consequências externas o que dá errado. Conhecido como locus externo, na medida em que tira da mão de cada um a responsabilidade, também tira o poder de agir e de mudar.

 

4 aspectos que pavimentam o caminho

Tendo estudado a fundo o tema, Duckworth investigou também as razões que fazem as pessoas – os com “menos garra” – desistirem de seus objetivos. O que ela destaca sobre o assunto, de início, é que as justificativas clássicas “tenho preguiça”, “não tenho capacidade para persistir” nunca são a verdade. Em vez disso, o real motivo muitas vezes se parece com as alternativas seguintes:

  • “Estou entediado.”
  • “[Isso] não vale o esforço.”
  • “Isso não é importante para mim.”
  • “Não consigo fazer isso. É melhor, então, desistir.”

E é aqui que está a diferença em relação aos que têm alto nível de grit: eles não têm (mais) esse tipo de pensamento.

Ainda na tentativa de entender melhor como essas pessoas funcionam, a especialista mapeou quatro “ativos psicológicos” que têm em comum.

1 Interesse

Ou paixão pelo que fazem – o sentimento desencadeado quando se aprecia intrinsecamente a atividade.

2 Capacidade de praticar

“Uma forma de perseverança é a disciplina diária de tentar fazer as coisas melhor do que fizemos ontem”, escreve Duckworth em Grit.

3 Propósito

O que amadurece a paixão. É o sentir que seu trabalho realmente importa.

4 Esperança

Segundo a autora, a esperança é decisiva do começo ao fim do processo. Nesse caso, ela significa um constante esforço em continuar, mesmo quando as coisas estão difíceis ou há muitas dúvidas.

Quebrando a qualidade de garra nesses quatro pontos, ela mostra o quanto essa característica é passível de ser fomentada. Você pode descobrir, desenvolver e aprofundar seus interesses, treinar a disciplina para praticar, entender seu propósito e exercitar a persistência com base na esperança de alcançar.

Fonte:

Na Prática – Fundação Estudar

https://www.napratica.org.br/grit-garra-o-que-e/

Gerenciamento de Tempo Com a Matriz de Einsehower

Gerenciamento de Tempo Com a Matriz de Einsehower

Para evitar a sensação de que a pilha de afazeres só cresceu ao longo do dia, organização é essencial. E, para conseguir se organizar, é importante entender qual é a melhor maneira de estruturar seu dia.

O tópico de hoje é algo que pode ajudar sua rotina diária: a matriz de Eisenhower, nomeada em homenagem ao general e ex-presidente americano Dwight Eisenhower, que pode ajudá-lo na priorização de tarefas.

 

A ferramenta é dividida nos seguintes quadrantes:

  • Importante e urgente (ou seja, faça imediatamente)
  • Importante, mas não urgente (boa para tarefas que devem ser desenvolvidas no médio ou longo prazo)
  • Urgente, mas não importante (como fazer ligações, e-mails e reuniões)
  • Não urgente, não importante (tarefas que estão na lista, mas podem esperar ou serem eliminadas)

 

Importante ou urgente?

Para utilizar a matriz da melhor maneira, é preciso entender primeiro a diferença entre as tarefas importantes e as urgentes.

Importantes são aquelas tarefas relacionadas a objetivos ou metas, como um relatório mensal ou um projeto que precisa ser desenvolvido.

Já as urgentes são aquelas que têm prazo, como marcar uma reunião ou fazer uma inscrição;  ou acontecem até uma certa data ou não acontecem mais (pelo menos, não da melhor maneira).

Também há tarefas urgentes que você pode delegar para outra pessoa de sua equipe, caso você trabalhe em um grupo ou tenha assistentes e colegas que podem tirar isso do seu prato.

Às vezes, claro, uma tarefa tem uma natureza dupla: um projeto que precisa ser entregue até certa terça-feira, por exemplo, é importante. E ganha urgência conforme essa terça-feira se aproxima.

Caso seja necessário, é possível dar um nível de prioridade para cada tarefa, que vai de 1 (mais prioritária e seu foco) a 4 (menos prioritária). Não é uma ciência exata: é você que decide qual peso cada uma delas tem.

 

Matriz de Eisenhower: fluxo contínuo

O objetivo é que a lista esteja em constante mudança. Conforme você lida com as tarefas mais prioritárias, vai abrindo espaço para gerenciar as menos prioritárias e, eventualmente, tirá-las da lista de afazeres.

Ao colocar aquilo que precisa fazer dentro de cada quadrante, você começa a enxergar quais são as maiores prioridades, o que você pode passar para frente e o que pode deixar para depois, ou mesmo deixar de lado.

Por fim, lembre-se que interrupções, sejam elas uma conversa com um colega, uma reunião desnecessária sejam checar constantemente o celular, custam caro à produtividade.

Você pode combinar a matriz de Einsehower com alternativas para gerenciar melhor seu tempo e realmente enfrentar suas tarefas, como aplicativos Pomodoro (uma técnica que reserva blocos ininterruptos de 25 minutos), estabelecer horários para checar e-mails e mesmo sair da internet por um dado período todos os dias.

Outra coisa que atrapalha o rendimento é esquecer-se de cuidar de si mesmo. Exercitar-se todos os dias, meditar, fazer intervalos curtos para recuperar a energia e mesmo se alimentar melhor  podem fazer uma grande diferença em sua rotina.

Fonte:

Fundação Estudar

Especialidades Médicas : Vantagens e Desvantagens

Cirurgia Pediátrica

Cirurgia Pediátrica

Vantagens

  • Menor número de profissionais no mercado
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Área valorizada por grande parcela da população
  • Baixo custo para abertura de consultório
  • Especialidade caracterizada como “feliz” pelos pacientes os quais atende
  • Pouca concorrência com outras especialidades para tratar das patologias

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Menor fidelidade do paciente no consultório – patologias agudas etc
  • Maior tempo de formação
  • Baixo número de vagas para a especialidade
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Necessidade de estar associado a algum serviço
  • Necessidade de realizar plantões por períodos mais longos
  • Diminuição geral da natalidade mundial deve fazer com que a clientela diminua
  • Remuneração à longo prazo
  • Baixa qualidade de vida pela quantidade de emergências e parentes preocupados que procuram o médico 24 horas por dia ao longo de toda a semana

Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Vantagens

  • Menor número de profissionais no mercado
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Especialidade considerada “triste” pelas patologias e pelo perfil dos pacientes os quais atende
  • Área valorizada por grande parcela da população
  • Aumento do número de patologias pelo aumento da expectativa de vida da população
  • Baixo custo para abertura de consultório

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Menor fidelidade do paciente no consultório – patologias agudas, retornos apenas após longos períodos, etc
  • Maior tempo de formação
  • Baixo número de vagas para a especialidade
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Necessidade de estar associado a algum serviço
  • Necessidade de realizar plantões por períodos mais longos
  • Alta remuneração a longo prazo

Cirurgia Geral

Cirurgia Geral

Vantagens

  • Menor tempo de formação
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Alta remuneração a curto prazo
  • Alto número de vagas para acesso a especialidade
  • Maior diversidade de patologias
  • Área valorizada por grande parcela da população

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Menor fidelidade do paciente no consultório – patologias agudas, retornos apenas após longos períodos, etc
  • Outras especialidades tratam este tipo de patologia/população
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Pouco reconhecimento perante outras especialidades
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Necessidade de estar associado a algum serviço
  • Necessidade de realizar plantões por períodos mais longos

Ginecologia e Obstetrícia

Ginecologia e Obstetrícia

Vantagens

  • Menor tempo de formação na especialidade;
  • Alta demanda para pouca mão-de-obra;
  • Menor dependência de outras especialidades;
  • Menores custos para começar consultório próprio;
  • Maior fidelidade do paciente no consultório – patologias crônicas, acompanhamento mesmo na ausência de doença;
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Nenhuma ou poucas especialidades tratam este tipo de patologia/população
  • Alto número de vagas para acesso a especialidade

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Alta remuneração apenas a longo prazo
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Menor diversidade de patologias – mais monótono
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Maior custo para começar consultório próprio caso realização de exames diagnósticos
  • Necessidade de estar associado a algum serviço

Clínica Médica

Clínica Médica

Clínica Médica

 Vantagens
a) Menor tempo de formação na especialidade;
b) Muita oferta de vaga na residência médica;
c) Alta demanda para pouca mão-de-obra;
d) Baixo custo para iniciar o próprio negócio;
e) Visão geral da medicina;
f) Valorização atual do médico generalista.

Desvantagens
a) Maior remuneração apenas a longo prazo;
b) Necessidade de realizar plantões de clínica por período mais longo;
c) Maior dependência de outras especialidades para tratamento de determinados pacientes;
d) Maior necessidade de estar empregado em algum serviço (rotina de enfermaria), dificultando administração dos próprios horários;
e) Pouco reconhecimento perante outras especialidades médicas;
f) Baixa procura pelos pacientes às consultas, indo diretamente a especialistas.

Otorrinolaringologia

Otorrinolaringologia

Otorrinolaringologia

Vantagens:

a) Menor tempo de formação;
b) Muitos procedimentos que agregam valor à consulta;
c) Bom prognóstico dos pacientes;
d) Boa qualidade de vida pela menor ocorrência de emergências e pela facilidade de administrar os próprios horários;
e) Maior diversidade de patologias – menos monótono;
f) Área com potencial crescimento no mercado nos próximos anos;
Alta demanda para pouca mão-de-obra;
g) Menor custo para começar consultório próprio;
h) Diversos procedimentos cirúrgicos;

Desvantagens:
a) Poucas vagas de residência médica;
b) Boa remuneração apenas a longo prazo;
c) Pouco reconhecimento perante outras especialidades;
d) Dependência de plantões no início da carreira para se sustentar;
e) Maior dependência de planos de saúde;
f) Plantões da especialidade pagam pouco.

Pediatria

Pediatria

Pediatria

Vantagens:

a) Especialidade de acesso direto de duração de 3 anos;
b) Especialidade caracterizada como “feliz” pelos pacientes os quais atende;
c) Alta demanda para pouca mão de obra;
d) Maior fidelidade dos pacientes;
e) Alto número de vagas para residência;
f) Pouca concorrência com outras especialidades para tratar das patologias;
g) Maior remuneração por plantão do que outras especialidades.

Desvantagens:

a) Baixa qualidade de vida pela quantidade de emergências e parentes preocupados que procuram o médico 24 horas por dia ao longo de toda a semana;
b) Dependência de plantões muitas vezes ao longo de toda a vida profissional;
c) Poucos procedimentos que agreguem valor à consulta;
d) Diminuição geral da natalidade mundial deve fazer com que a clientela diminua;
e) Remuneração à longo prazo;
f) Dificuldade de conseguir convênios;
g) Sucesso terapêutico depende mais dos parentes do que dos pacientes.

Radiologia

Radiologia

. Vantagens

a)Menor tempo de formação;

b)Alto rendimento financeiro a curto prazo;

c)Maior importância devido à necessidade de exames de imagem na atualidade;

d)Aumento de procedimentos de radiologia intervencionista, com alto rendimento;

e)Possibilidade de trabalho a distância;

f)Menor estresse pós-trabalho – sem pacientes ligando fora do horário comercial, sem responsabilidade de tratamento de pacientes.

. Desvantagens

a)Poucas vagas para realização de residência e especialização;

b)Alto custo para iniciar o próprio negócio;

c)Necessidade de estar empregado em algum serviço, dificultando administração dos próprios horários;

d)Setor de radiologia intervencionista ainda fechado para maioria dos radiologistas;

e)Maior parte da vida terá que dar plantão, dificultando, novamente, administração dos próprios horários;

f)Profissão mais solitária, com menor interação com outras pessoas.

Oftalmologia

Oftalmologia

. Vantagens

a)Presença de procedimentos que agregam valor à consulta;

b)Procedimentos cirúrgicos;

c)Outras especialidades não tratam doenças oftalmológicas;

d)Alta demanda para pouca mão-de-obra;

e)Facilidade de administrar próprios horários;

f)Menor tempo de formação;

. Desvantagens

a)Necessidade de trabalhar com convênios;

b)Alto custo inicial para implantação de consultório;

c)Acompanhamento irregular da maioria dos pacientes – ida ao oftalmologista 1x ao ano;

d)Plantões da especialidade pagam pouco;

e)Necessidade de estar associado inicialmente a algum local para realizar procedimentos cirúrgicos;

f)Poucas vagas para realização de residência e especialização.

Psiquiatria

Psiquiatria

. Vantagens

a)Menor tempo de formação;

b)Menor necessidade de obtenção de convênios;

c)Alta demanda para pouca mão-de-obra;

d)Menor dependência de outras especialidades;

e)Maior facilidade de administrar os próprios horários;

f)Patologias crônicas que muitas vezes necessitam de acompanhamento pelo resto da vida com receituário controlado;

g)Menor custo para começar o próprio negócio.

. Desvantagens

a)Remuneração maior apenas a longo prazo;

b)Ausência de procedimentos que agreguem valor a consulta;

c)Trabalho com sofrimento emocional importante;

d)Patologias tratadas por outros especialistas (neurologistas, cardiologistas e geriatras);

e)Patologias crônicas com respostas muitas vezes parciais ao tratamento;

f)Plantões da especialidade pagam pouco.

Humildade no Ato Médico

Humildade no Ato Médico

 

O dicionário da língua portuguesa define humildade como sendo a “qualidade de quem age com simplicidade, característica de pessoas que sabem assumir as suas responsabilidades, sem arrogância, prepotência ou soberba”. Dessa forma, a humildade é um sentimento extremamente relevante para o médico, que o faz reconhecer suas próprias limitações, com modéstia e ausência de orgulho. Mas a questão é: qual motivo faz com que essa característica seja extremamente importante para se ter uma carreira médica bem sucedida? Podemos elencar, na verdade, três vertentes principais que podem ser abordadas quando se fala de tal traço: impactos para os pacientes, para a equipe de trabalho e para a carreira.

O mais importante aforismo de Hipócrates postula “primeiro, não causar dano”. Para isso, o médico deve ter em mente que possui restrições na atuação, humildade ao lidar com os pacientes. Sua prepotência pode causar inúmeros danos à saúde daqueles que se submeteram a seus cuidados. O bom médico deve estar sempre disposto a mudar de acordo com o que for melhor para o paciente, seja quando se trata de técnicas cirúrgicas, seja para delineamento de condutas terapêuticas e atualização do conhecimento cientifico que, principalmente na área da saúde, tende a acontecer de maneira cada vez mais veloz. Além disso, o sentimento em questão traz o médico a uma realidade de horizontalidade, onde o paciente está exatamente em seu nível, não inferiorizado pela situação de vulnerabilidade por suas debilidades físicas enquanto o médico, em posição superior, detém o conhecimento para lidar com a doença. Essa situação tende a produzir um atendimento mais humano, atento, enxergando o paciente sob várias perspectivas que não somente a de um “organismo doente que necessita de reparo”.

A humildade também é extremamente necessária quando se trata da convivência do médico com os outros profissionais. Segundo o filósofo chinês Confúcio, “a humildade é a única base sólida para todas as virtudes”. Quando se trata de relacionamento médico com sua equipe, virtudes estão fortemente relacionadas à boa convivência e, portanto, com produtividade e eficiência, o que se prova verdade num mundo progressivamente mais conectado em que a multidisciplinaridade é grandemente difundida e praticada. Nesse sentido, nenhum médico é detentor da verdade absoluta e do conhecimento pleno, sendo profícuos a discussão de casos com os colegas, a troca de opiniões e o pedido de ajuda quando o benefício do paciente o requer. Colocar a vaidade profissional acima da atenção ao paciente causa deformação no bom agir médico. É preciso estar disposto a retificar a opinião, uma atitude que não supõe nenhum demérito, mas sim a procura humilde, com consciência de missão, do bem estar do paciente.

Quando se busca uma carreira bem sucedida, a humildade vem, novamente, ocupando lugar de grande importância para a construção de um profissional de excelência. Pelas palavras de Mario Sergio Cortella, “a humildade é a habilidade de reconhecer que ainda há o que aprender, que não se atingiu o ponto máximo de crescimento”. Nesse caso, o médico que deseja fazer crescer e prosperar a carreira não pode portar a impressão de que já obteve todo o conhecimento e que já realizou todas as ações possíveis para alcançar seus objetivos, mas ter a sensibilidade de perceber que há sempre algo inédito para buscar, inovações que o diferenciarão de outros profissionais e o tornarão acima das expectativas do mercado.

De Hipócrates e Confúcio a Mario Sergio Cortella, a visão de que a humildade é extremamente eficaz na construção de um profissional/cidadão brilhante é convergente. Assim, o médico, que desfruta de grande status social pelo simples fato de ser médico, deve cuidar para que a arrogância, a prepotência e a soberba não ofusquem sua missão ao cuidar dos pacientes, ao lidar com os parceiros de equipe e ao planejar e construir sua carreira.

Referências:

https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/viriato-moura/exercicio-da-medicina-humildade-e-preciso

https://www.prospectivedoctor.com/humility-role-medicine/

https://www.dicio.com.br/humildade/

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0738081X12002659

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2917943/

Liderança na Medicina

Liderança na Medicina

Apesar de acompanharmos uma crescente tendência da medicina ao fortalecimento da preocupação com a saúde primária, em que o médico da família começa a recuperar um espaço que até pouco tempo atrás era ínfimo, a estrutura da saúde ainda tem forte relação com a forma centralizada institucional, com os hospitais. Dessa forma, há a necessidade incontestável de uma formação médica que privilegie, além de uma medicina técnica de qualidade, uma abordagem de temas relacionados à liderança e à gestão.

Há cerca de 200 anos, tendo em vista o mundo ocidental, os tratamentos médicos eram fornecidos, na maioria das vezes, por profissionais que levavam atendimento aos pacientes em seus próprios lares. No entanto, o século XX mudou a dinâmica populacional das cidades, trazendo abrupto crescimento da quantidade de pessoas vivendo nelas e seu adensamento. Da mesma maneira, os hospitais passaram a concentrar grande número de profissionais da saúde, progredindo na dificuldade de administrar e gerenciar esse contingente. Tudo isso fez com que se enxergasse a conveniência da criação de mecanismos para aumentar a eficiência e manter alto o padrão de satisfação no atendimento aos pacientes. Tornou-se pertinente, portanto, o incremento de questões de liderança e gestão na formação médica.

Essa pertinência se comprova quando um levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União e publicado no Globo, mostra que o caos no SUS, única porta de entrada na saúde para grande parte dos brasileiros, aponta que muito da ineficiência da estrutura é proveniente do mal generalizado de gestão inepta. Da mesma maneira, o sistema privado de saúde também sofre dessa falha. A maior parte do turn-over dos hospitais, segundo o SaúdeBusiness, é causada por má gestão e líderes que não conseguem motivar as equipes.

Fica claro, dessa maneira, a importância da formação de lideranças na medicina para que haja eficiência e qualidade nos serviços prestados. Essa liderança, considerando a dinâmica atual de mercado, segundo o editor do SaúdeBusiness Osvaldo Rodrigues, leva em conta 5 características primordiais: respeito, participação, delegação de poder, envolvimento e trabalho em equipe.

Grandes transformações estão acontecendo na área da saúde com fusões, aquisições e joint venture, o que está mudando o mundo corporativo na medicina de forma veloz e multidisciplinar, envolvendo todas as áreas de formação da equipe de trabalho. Portanto, o líder não é mais aquele que tem o conhecimento, mas o que sabe compartilhar. Assim, “a saúde necessita formar líderes capazes de transformar as relações interpessoais e que tragam soluções ainda não experimentadas” para conseguir aperfeiçoar o atendimento nessa estrutura centralizada de funcionamento, atendendo (ou superando) as expectativas dos pacientes.

 

Referências:

 

https://saudebusiness.com/noticias/a-saude-precisa-de-lideranca/

 

https://oglobo.globo.com/opiniao/saude-publica-do-pais-sofre-de-ma-gestao-12010246

 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2687916/