Formação Médica – Página: 2 – Widoctor

Sub Especialidades Oftalmológicas

Pergunta : Diogo ( Santa Casa de São Paulo )
Obrigado pelo site! Sobre oftalmologia, há grande necessidade de fazer essas subs depois ? (Catarata, Retina…), Ou só de terminar a residência de oftalmologia já posso sair fazendo tudo da área? E como funciona essas subs, são residências tbm com processo seletivo concorrido?

Resposta :

A residência em oftalmologia habilita o profissional médico a desempenhar as atividades do dia a dia da especialidade, com capacidade técnica para atender todas as patologias da área, inclusive as cirúrgicas.

No entanto, atualmente, existe uma tendência a se procurar uma sub especialidade após a residência de 3 anos e daí apareceram os chamados R4 ou os Fellowship, que duram de 1 ano a 3 anos, dependendo do serviço e que são relativamente bem disputados.

Uma residência de oftalmologia bem feita, com staff comprometido com o ensino, com uma boa estrutura hospitalar e com um numero grande de pacientes e de cirurgias ( vc precisa realizar pelo menos umas 150 cirurgias de catarata por faco durante a residência )  vai habilitar o profissional a exercer a especialidade com segurança, mesmo sem ter feito nenhum fellow.

Evidente que vc deve ter a humildade para encaminhar os pacientes mais específicos para os sub especialistas.

Por outro lado se vc quer ser cada vez mais competitivo no mercado de oftalmologia uma sub especialidade pode ser útil para alavancar sua carreira.

Sucesso

Mário Novais

Residência Médica no Exterior- Validação no Brasil

Pergunta : Ludmilla ( Centro Universitário de Belo Horizonte )
Olá, tudo bem? Estou terminando o sexto ano da faculdade de medicina aqui no Brasil, e tenho interesse em morar alguns nos EUA. No caso, tentarei a residência de lá, mas o que eu gostaria de saber é se após terminar a residência nos EUA eu poderia atuar como especialista no Brasil direto, ou se teria que passar por algum processo de validação do diploma de especialista. Se houver um processo, saberia me informar mais detalhes por favor? Obrigada e parabéns pelo site! Muito bom o conteúdo!

Resposta :

No nosso site vc encontra todas as informações necessárias para fazer a residência nos EUA, o que cada vez está mais difícil e mesmo sendo aprovada nos vários steps, ainda assim vai ter dificuldades de conseguir vaga na residência médica de algumas especialidades muito procuradas.

Mas nada impossível de ser aprovada e de conseguir. Corra atrás dos seus sonhos…

Tendo feita a residência nos EUA e voltando para o Brasil, vai poder exercer qualquer especialidade, uma vez que o simples registro do médico no Conselho Regional de Medicina, já dá esse direito.

Porem se quiser ter o título de especialista no Brasil, vai ter que se submeter às provas da Sociedade Científica da Especialidade em conjunto com a AMB ou então entrar com pedido de validação da residência obtida no exterior junto à Comissão Nacional de Residência Médica.

Sucesso
Mário Novais

Grit, ou Garra: O Traço de Personalidade Marca das Pessoas de Sucesso

Grit, ou Garra: O Traço de Personalidade Marca das Pessoas de Sucesso

Você já pensou sobre o que faz as pessoas que se destacam em um certo campo – ou que possuem uma habilidade fora do comum – têm de diferente das outras? A psicóloga Angela Duckworth foi além do “pensar” e dedicou parte da sua carreira acadêmica a entender, de fato, o que as diferencia.

Parte das suas principais descobertas sobre o tema, ela detalha no livro Grit (em português, “Garra: o poder da paixão e da perseverança”), que leva o nome a característica-chave, segundo ela, para entender essas pessoas e seu sucesso.

“Não importa o domínio, os altamente bem sucedidos têm uma espécie de determinação feroz  (…) É essa combinação de paixão e perseverança que faz deles grandes realizadores. Em uma palavra, eles têm garra”, explica ela.

Esforço, e não talento, é o segredo

“Se enfatizarmos demais o talento, subestimamos todo o resto.”

Não que o talento seja um problema, é só que apontar ele como justificativa em toda ocasião em que alguém demonstrar enorme habilidade é simplificar demais. E, pior: ignorar o fato de que “a grandeza é factível” – ou seja, é completamente possível alcançá-la.

Existe um fator genético que influencia a existência – ou não – de traços de garra na personalidade. Mas isso é o que acontece com todos os traços psicológicos, e isso não é a única coisa que os afeta. De acordo com Duckworth, a experiência é muito importante. “A taxa com que desenvolvemos qualquer habilidade é também, crucialmente, uma função da experiência”, esclarece ela.

A mesma mentalidade que responsabiliza grandes habilidades ao talento – em consequência, torna impotentes os que não o têm – é também responsável, muitas vezes, por atribuir apenas a consequências externas o que dá errado. Conhecido como locus externo, na medida em que tira da mão de cada um a responsabilidade, também tira o poder de agir e de mudar.

 

4 aspectos que pavimentam o caminho

Tendo estudado a fundo o tema, Duckworth investigou também as razões que fazem as pessoas – os com “menos garra” – desistirem de seus objetivos. O que ela destaca sobre o assunto, de início, é que as justificativas clássicas “tenho preguiça”, “não tenho capacidade para persistir” nunca são a verdade. Em vez disso, o real motivo muitas vezes se parece com as alternativas seguintes:

  • “Estou entediado.”
  • “[Isso] não vale o esforço.”
  • “Isso não é importante para mim.”
  • “Não consigo fazer isso. É melhor, então, desistir.”

E é aqui que está a diferença em relação aos que têm alto nível de grit: eles não têm (mais) esse tipo de pensamento.

Ainda na tentativa de entender melhor como essas pessoas funcionam, a especialista mapeou quatro “ativos psicológicos” que têm em comum.

1 Interesse

Ou paixão pelo que fazem – o sentimento desencadeado quando se aprecia intrinsecamente a atividade.

2 Capacidade de praticar

“Uma forma de perseverança é a disciplina diária de tentar fazer as coisas melhor do que fizemos ontem”, escreve Duckworth em Grit.

3 Propósito

O que amadurece a paixão. É o sentir que seu trabalho realmente importa.

4 Esperança

Segundo a autora, a esperança é decisiva do começo ao fim do processo. Nesse caso, ela significa um constante esforço em continuar, mesmo quando as coisas estão difíceis ou há muitas dúvidas.

Quebrando a qualidade de garra nesses quatro pontos, ela mostra o quanto essa característica é passível de ser fomentada. Você pode descobrir, desenvolver e aprofundar seus interesses, treinar a disciplina para praticar, entender seu propósito e exercitar a persistência com base na esperança de alcançar.

Fonte:

Na Prática – Fundação Estudar

https://www.napratica.org.br/grit-garra-o-que-e/

Gerenciamento de Tempo Com a Matriz de Einsehower

Gerenciamento de Tempo Com a Matriz de Einsehower

Para evitar a sensação de que a pilha de afazeres só cresceu ao longo do dia, organização é essencial. E, para conseguir se organizar, é importante entender qual é a melhor maneira de estruturar seu dia.

O tópico de hoje é algo que pode ajudar sua rotina diária: a matriz de Eisenhower, nomeada em homenagem ao general e ex-presidente americano Dwight Eisenhower, que pode ajudá-lo na priorização de tarefas.

 

A ferramenta é dividida nos seguintes quadrantes:

  • Importante e urgente (ou seja, faça imediatamente)
  • Importante, mas não urgente (boa para tarefas que devem ser desenvolvidas no médio ou longo prazo)
  • Urgente, mas não importante (como fazer ligações, e-mails e reuniões)
  • Não urgente, não importante (tarefas que estão na lista, mas podem esperar ou serem eliminadas)

 

Importante ou urgente?

Para utilizar a matriz da melhor maneira, é preciso entender primeiro a diferença entre as tarefas importantes e as urgentes.

Importantes são aquelas tarefas relacionadas a objetivos ou metas, como um relatório mensal ou um projeto que precisa ser desenvolvido.

Já as urgentes são aquelas que têm prazo, como marcar uma reunião ou fazer uma inscrição;  ou acontecem até uma certa data ou não acontecem mais (pelo menos, não da melhor maneira).

Também há tarefas urgentes que você pode delegar para outra pessoa de sua equipe, caso você trabalhe em um grupo ou tenha assistentes e colegas que podem tirar isso do seu prato.

Às vezes, claro, uma tarefa tem uma natureza dupla: um projeto que precisa ser entregue até certa terça-feira, por exemplo, é importante. E ganha urgência conforme essa terça-feira se aproxima.

Caso seja necessário, é possível dar um nível de prioridade para cada tarefa, que vai de 1 (mais prioritária e seu foco) a 4 (menos prioritária). Não é uma ciência exata: é você que decide qual peso cada uma delas tem.

 

Matriz de Eisenhower: fluxo contínuo

O objetivo é que a lista esteja em constante mudança. Conforme você lida com as tarefas mais prioritárias, vai abrindo espaço para gerenciar as menos prioritárias e, eventualmente, tirá-las da lista de afazeres.

Ao colocar aquilo que precisa fazer dentro de cada quadrante, você começa a enxergar quais são as maiores prioridades, o que você pode passar para frente e o que pode deixar para depois, ou mesmo deixar de lado.

Por fim, lembre-se que interrupções, sejam elas uma conversa com um colega, uma reunião desnecessária sejam checar constantemente o celular, custam caro à produtividade.

Você pode combinar a matriz de Einsehower com alternativas para gerenciar melhor seu tempo e realmente enfrentar suas tarefas, como aplicativos Pomodoro (uma técnica que reserva blocos ininterruptos de 25 minutos), estabelecer horários para checar e-mails e mesmo sair da internet por um dado período todos os dias.

Outra coisa que atrapalha o rendimento é esquecer-se de cuidar de si mesmo. Exercitar-se todos os dias, meditar, fazer intervalos curtos para recuperar a energia e mesmo se alimentar melhor  podem fazer uma grande diferença em sua rotina.

Fonte:

Fundação Estudar

Especialidades Médicas : Vantagens e Desvantagens

Cirurgia Pediátrica

Cirurgia Pediátrica

Vantagens

  • Menor número de profissionais no mercado
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Área valorizada por grande parcela da população
  • Baixo custo para abertura de consultório
  • Especialidade caracterizada como “feliz” pelos pacientes os quais atende
  • Pouca concorrência com outras especialidades para tratar das patologias

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Menor fidelidade do paciente no consultório – patologias agudas etc
  • Maior tempo de formação
  • Baixo número de vagas para a especialidade
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Necessidade de estar associado a algum serviço
  • Necessidade de realizar plantões por períodos mais longos
  • Diminuição geral da natalidade mundial deve fazer com que a clientela diminua
  • Remuneração à longo prazo
  • Baixa qualidade de vida pela quantidade de emergências e parentes preocupados que procuram o médico 24 horas por dia ao longo de toda a semana

Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Vantagens

  • Menor número de profissionais no mercado
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Especialidade considerada “triste” pelas patologias e pelo perfil dos pacientes os quais atende
  • Área valorizada por grande parcela da população
  • Aumento do número de patologias pelo aumento da expectativa de vida da população
  • Baixo custo para abertura de consultório

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Menor fidelidade do paciente no consultório – patologias agudas, retornos apenas após longos períodos, etc
  • Maior tempo de formação
  • Baixo número de vagas para a especialidade
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Necessidade de estar associado a algum serviço
  • Necessidade de realizar plantões por períodos mais longos
  • Alta remuneração a longo prazo

Cirurgia Geral

Cirurgia Geral

Vantagens

  • Menor tempo de formação
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Alta remuneração a curto prazo
  • Alto número de vagas para acesso a especialidade
  • Maior diversidade de patologias
  • Área valorizada por grande parcela da população

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Menor fidelidade do paciente no consultório – patologias agudas, retornos apenas após longos períodos, etc
  • Outras especialidades tratam este tipo de patologia/população
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Pouco reconhecimento perante outras especialidades
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Necessidade de estar associado a algum serviço
  • Necessidade de realizar plantões por períodos mais longos

Ginecologia e Obstetrícia

Ginecologia e Obstetrícia

Vantagens

  • Menor tempo de formação na especialidade;
  • Alta demanda para pouca mão-de-obra;
  • Menor dependência de outras especialidades;
  • Menores custos para começar consultório próprio;
  • Maior fidelidade do paciente no consultório – patologias crônicas, acompanhamento mesmo na ausência de doença;
  • Realização de procedimentos diagnósticos e/ou cirúrgicos – maior remuneração
  • Nenhuma ou poucas especialidades tratam este tipo de patologia/população
  • Alto número de vagas para acesso a especialidade

Desvantagens

  • Maior necessidade de obtenção de convênios
  • Maior dificuldade de administrar os próprios horários – necessidade de estar atrelado a algum serviço, realização de plantões e de cirurgias, etc
  • Alta remuneração apenas a longo prazo
  • Maior estresse – responsabilidade no tratamento direto do paciente, patologias mais graves e com resposta terapêutica parcial, período de trabalho não restringido apenas as horas de trabalho, etc
  • Menor diversidade de patologias – mais monótono
  • Baixa remuneração comparativamente a outras especialidades
  • Maior custo para começar consultório próprio caso realização de exames diagnósticos
  • Necessidade de estar associado a algum serviço

Clínica Médica

Clínica Médica

Clínica Médica

 Vantagens
a) Menor tempo de formação na especialidade;
b) Muita oferta de vaga na residência médica;
c) Alta demanda para pouca mão-de-obra;
d) Baixo custo para iniciar o próprio negócio;
e) Visão geral da medicina;
f) Valorização atual do médico generalista.

Desvantagens
a) Maior remuneração apenas a longo prazo;
b) Necessidade de realizar plantões de clínica por período mais longo;
c) Maior dependência de outras especialidades para tratamento de determinados pacientes;
d) Maior necessidade de estar empregado em algum serviço (rotina de enfermaria), dificultando administração dos próprios horários;
e) Pouco reconhecimento perante outras especialidades médicas;
f) Baixa procura pelos pacientes às consultas, indo diretamente a especialistas.

Otorrinolaringologia

Otorrinolaringologia

Otorrinolaringologia

Vantagens:

a) Menor tempo de formação;
b) Muitos procedimentos que agregam valor à consulta;
c) Bom prognóstico dos pacientes;
d) Boa qualidade de vida pela menor ocorrência de emergências e pela facilidade de administrar os próprios horários;
e) Maior diversidade de patologias – menos monótono;
f) Área com potencial crescimento no mercado nos próximos anos;
Alta demanda para pouca mão-de-obra;
g) Menor custo para começar consultório próprio;
h) Diversos procedimentos cirúrgicos;

Desvantagens:
a) Poucas vagas de residência médica;
b) Boa remuneração apenas a longo prazo;
c) Pouco reconhecimento perante outras especialidades;
d) Dependência de plantões no início da carreira para se sustentar;
e) Maior dependência de planos de saúde;
f) Plantões da especialidade pagam pouco.

Pediatria

Pediatria

Pediatria

Vantagens:

a) Especialidade de acesso direto de duração de 3 anos;
b) Especialidade caracterizada como “feliz” pelos pacientes os quais atende;
c) Alta demanda para pouca mão de obra;
d) Maior fidelidade dos pacientes;
e) Alto número de vagas para residência;
f) Pouca concorrência com outras especialidades para tratar das patologias;
g) Maior remuneração por plantão do que outras especialidades.

Desvantagens:

a) Baixa qualidade de vida pela quantidade de emergências e parentes preocupados que procuram o médico 24 horas por dia ao longo de toda a semana;
b) Dependência de plantões muitas vezes ao longo de toda a vida profissional;
c) Poucos procedimentos que agreguem valor à consulta;
d) Diminuição geral da natalidade mundial deve fazer com que a clientela diminua;
e) Remuneração à longo prazo;
f) Dificuldade de conseguir convênios;
g) Sucesso terapêutico depende mais dos parentes do que dos pacientes.

Radiologia

Radiologia

. Vantagens

a)Menor tempo de formação;

b)Alto rendimento financeiro a curto prazo;

c)Maior importância devido à necessidade de exames de imagem na atualidade;

d)Aumento de procedimentos de radiologia intervencionista, com alto rendimento;

e)Possibilidade de trabalho a distância;

f)Menor estresse pós-trabalho – sem pacientes ligando fora do horário comercial, sem responsabilidade de tratamento de pacientes.

. Desvantagens

a)Poucas vagas para realização de residência e especialização;

b)Alto custo para iniciar o próprio negócio;

c)Necessidade de estar empregado em algum serviço, dificultando administração dos próprios horários;

d)Setor de radiologia intervencionista ainda fechado para maioria dos radiologistas;

e)Maior parte da vida terá que dar plantão, dificultando, novamente, administração dos próprios horários;

f)Profissão mais solitária, com menor interação com outras pessoas.

Oftalmologia

Oftalmologia

. Vantagens

a)Presença de procedimentos que agregam valor à consulta;

b)Procedimentos cirúrgicos;

c)Outras especialidades não tratam doenças oftalmológicas;

d)Alta demanda para pouca mão-de-obra;

e)Facilidade de administrar próprios horários;

f)Menor tempo de formação;

. Desvantagens

a)Necessidade de trabalhar com convênios;

b)Alto custo inicial para implantação de consultório;

c)Acompanhamento irregular da maioria dos pacientes – ida ao oftalmologista 1x ao ano;

d)Plantões da especialidade pagam pouco;

e)Necessidade de estar associado inicialmente a algum local para realizar procedimentos cirúrgicos;

f)Poucas vagas para realização de residência e especialização.

Psiquiatria

Psiquiatria

. Vantagens

a)Menor tempo de formação;

b)Menor necessidade de obtenção de convênios;

c)Alta demanda para pouca mão-de-obra;

d)Menor dependência de outras especialidades;

e)Maior facilidade de administrar os próprios horários;

f)Patologias crônicas que muitas vezes necessitam de acompanhamento pelo resto da vida com receituário controlado;

g)Menor custo para começar o próprio negócio.

. Desvantagens

a)Remuneração maior apenas a longo prazo;

b)Ausência de procedimentos que agreguem valor a consulta;

c)Trabalho com sofrimento emocional importante;

d)Patologias tratadas por outros especialistas (neurologistas, cardiologistas e geriatras);

e)Patologias crônicas com respostas muitas vezes parciais ao tratamento;

f)Plantões da especialidade pagam pouco.

Humildade no Ato Médico

Humildade no Ato Médico

 

O dicionário da língua portuguesa define humildade como sendo a “qualidade de quem age com simplicidade, característica de pessoas que sabem assumir as suas responsabilidades, sem arrogância, prepotência ou soberba”. Dessa forma, a humildade é um sentimento extremamente relevante para o médico, que o faz reconhecer suas próprias limitações, com modéstia e ausência de orgulho. Mas a questão é: qual motivo faz com que essa característica seja extremamente importante para se ter uma carreira médica bem sucedida? Podemos elencar, na verdade, três vertentes principais que podem ser abordadas quando se fala de tal traço: impactos para os pacientes, para a equipe de trabalho e para a carreira.

O mais importante aforismo de Hipócrates postula “primeiro, não causar dano”. Para isso, o médico deve ter em mente que possui restrições na atuação, humildade ao lidar com os pacientes. Sua prepotência pode causar inúmeros danos à saúde daqueles que se submeteram a seus cuidados. O bom médico deve estar sempre disposto a mudar de acordo com o que for melhor para o paciente, seja quando se trata de técnicas cirúrgicas, seja para delineamento de condutas terapêuticas e atualização do conhecimento cientifico que, principalmente na área da saúde, tende a acontecer de maneira cada vez mais veloz. Além disso, o sentimento em questão traz o médico a uma realidade de horizontalidade, onde o paciente está exatamente em seu nível, não inferiorizado pela situação de vulnerabilidade por suas debilidades físicas enquanto o médico, em posição superior, detém o conhecimento para lidar com a doença. Essa situação tende a produzir um atendimento mais humano, atento, enxergando o paciente sob várias perspectivas que não somente a de um “organismo doente que necessita de reparo”.

A humildade também é extremamente necessária quando se trata da convivência do médico com os outros profissionais. Segundo o filósofo chinês Confúcio, “a humildade é a única base sólida para todas as virtudes”. Quando se trata de relacionamento médico com sua equipe, virtudes estão fortemente relacionadas à boa convivência e, portanto, com produtividade e eficiência, o que se prova verdade num mundo progressivamente mais conectado em que a multidisciplinaridade é grandemente difundida e praticada. Nesse sentido, nenhum médico é detentor da verdade absoluta e do conhecimento pleno, sendo profícuos a discussão de casos com os colegas, a troca de opiniões e o pedido de ajuda quando o benefício do paciente o requer. Colocar a vaidade profissional acima da atenção ao paciente causa deformação no bom agir médico. É preciso estar disposto a retificar a opinião, uma atitude que não supõe nenhum demérito, mas sim a procura humilde, com consciência de missão, do bem estar do paciente.

Quando se busca uma carreira bem sucedida, a humildade vem, novamente, ocupando lugar de grande importância para a construção de um profissional de excelência. Pelas palavras de Mario Sergio Cortella, “a humildade é a habilidade de reconhecer que ainda há o que aprender, que não se atingiu o ponto máximo de crescimento”. Nesse caso, o médico que deseja fazer crescer e prosperar a carreira não pode portar a impressão de que já obteve todo o conhecimento e que já realizou todas as ações possíveis para alcançar seus objetivos, mas ter a sensibilidade de perceber que há sempre algo inédito para buscar, inovações que o diferenciarão de outros profissionais e o tornarão acima das expectativas do mercado.

De Hipócrates e Confúcio a Mario Sergio Cortella, a visão de que a humildade é extremamente eficaz na construção de um profissional/cidadão brilhante é convergente. Assim, o médico, que desfruta de grande status social pelo simples fato de ser médico, deve cuidar para que a arrogância, a prepotência e a soberba não ofusquem sua missão ao cuidar dos pacientes, ao lidar com os parceiros de equipe e ao planejar e construir sua carreira.

Referências:

https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/viriato-moura/exercicio-da-medicina-humildade-e-preciso

https://www.prospectivedoctor.com/humility-role-medicine/

https://www.dicio.com.br/humildade/

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0738081X12002659

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2917943/

Liderança na Medicina

Liderança na Medicina

Apesar de acompanharmos uma crescente tendência da medicina ao fortalecimento da preocupação com a saúde primária, em que o médico da família começa a recuperar um espaço que até pouco tempo atrás era ínfimo, a estrutura da saúde ainda tem forte relação com a forma centralizada institucional, com os hospitais. Dessa forma, há a necessidade incontestável de uma formação médica que privilegie, além de uma medicina técnica de qualidade, uma abordagem de temas relacionados à liderança e à gestão.

Há cerca de 200 anos, tendo em vista o mundo ocidental, os tratamentos médicos eram fornecidos, na maioria das vezes, por profissionais que levavam atendimento aos pacientes em seus próprios lares. No entanto, o século XX mudou a dinâmica populacional das cidades, trazendo abrupto crescimento da quantidade de pessoas vivendo nelas e seu adensamento. Da mesma maneira, os hospitais passaram a concentrar grande número de profissionais da saúde, progredindo na dificuldade de administrar e gerenciar esse contingente. Tudo isso fez com que se enxergasse a conveniência da criação de mecanismos para aumentar a eficiência e manter alto o padrão de satisfação no atendimento aos pacientes. Tornou-se pertinente, portanto, o incremento de questões de liderança e gestão na formação médica.

Essa pertinência se comprova quando um levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União e publicado no Globo, mostra que o caos no SUS, única porta de entrada na saúde para grande parte dos brasileiros, aponta que muito da ineficiência da estrutura é proveniente do mal generalizado de gestão inepta. Da mesma maneira, o sistema privado de saúde também sofre dessa falha. A maior parte do turn-over dos hospitais, segundo o SaúdeBusiness, é causada por má gestão e líderes que não conseguem motivar as equipes.

Fica claro, dessa maneira, a importância da formação de lideranças na medicina para que haja eficiência e qualidade nos serviços prestados. Essa liderança, considerando a dinâmica atual de mercado, segundo o editor do SaúdeBusiness Osvaldo Rodrigues, leva em conta 5 características primordiais: respeito, participação, delegação de poder, envolvimento e trabalho em equipe.

Grandes transformações estão acontecendo na área da saúde com fusões, aquisições e joint venture, o que está mudando o mundo corporativo na medicina de forma veloz e multidisciplinar, envolvendo todas as áreas de formação da equipe de trabalho. Portanto, o líder não é mais aquele que tem o conhecimento, mas o que sabe compartilhar. Assim, “a saúde necessita formar líderes capazes de transformar as relações interpessoais e que tragam soluções ainda não experimentadas” para conseguir aperfeiçoar o atendimento nessa estrutura centralizada de funcionamento, atendendo (ou superando) as expectativas dos pacientes.

 

Referências:

 

https://saudebusiness.com/noticias/a-saude-precisa-de-lideranca/

 

https://oglobo.globo.com/opiniao/saude-publica-do-pais-sofre-de-ma-gestao-12010246

 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2687916/

Moedas Digitais

Moedas Digitais

Não dá pra negar, o assunto do momento são as moedas digitais. Seja na timeline do Linkedin, do Facebook, do Instagram, ou de qualquer outra rede social, você encontrará muita informação sobre elas. Seja na conversa de bar, entre amigos, na faculdade ou no trabalho, alguém provavelmente já comentou com você sobre esse assunto.

Não é verdade?

Contudo, mesmo com essa quantidade imensa de informações rolando pela internet e inúmeros influenciadores dialogando sobre elas, ainda surgem muitas dúvidas na mente das pessoas que, conhecedoras do mercado financeiro ou não, resolvem estudar o assunto para conhecimento próprio ou até, possivelmente, se tornarem investidoras.

Pensando nisso, recorri aos meus amigos do Linkedin para encontrar alguém que tivesse conhecimento em moedas digitais e pudesse bater um papo sobre o assunto. Nessa busca, encontrei Dioner Segala. Economista de formação e investidor em moedas digitais, ele atendeu ao meu pedido e respondeu às minhas perguntas sobre elas.

É claro que, registrei o nosso bate-papo e o transformei em um grande conteúdo para o Linkedin. Desta forma, eu espero que muitas pessoas, assim como eu, tenham acesso às informações necessárias para sanarem as suas dúvidas e adquirem mais conhecimento sobre essa tendência que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado.

Confira a seguir, então, quem é Dioner Segala e o nosso bate-papo, na íntegra.

Antes de tudo, quem é Dioner Segala?

Sou economista, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina. Tenho interesse por diversos assuntos, incluindo estatística, finanças e moedas digitais. Minha monografia teve como tema as causas e consequências da inflação durante o Plano Real, na perspectiva da Escola Austríaca de Economia. Estudo filosofia, invisto em bitcoins e sou amante dos livros.

O que é uma moeda digital?

Antes de falar sobre a moeda digital, é importante fazer um breve comentário sobre o que é a moeda. Uma moeda é o bem mais líquido de uma sociedade, i.e., um bem que as pessoas utilizam para facilitar as trocas. Historicamente, as moedas surgiram a partir do  mercado, emergindo da interação de diversos indivíduos, para facilitar as trocas – antes era preciso trocar aquilo que produzia por aquilo que queríamos comprar. Hoje, quando queremos comprar algo, vendemos nossos produtos/serviços – a mão de obra, por exemplo – em troca de um salário, em moeda, e aí vamos até o mercado e compramos aquilo que desejamos. Uma moeda tem três funções básicas: unidade de conta, reserva de valor, e como meio de troca. Com essa breve explanação sobre a moeda e sua origem, fica mais fácil explicar o que é uma moeda digital.

Assim, uma criptomoeda (ou uma moeda digital), é um ativo digital, intangível, que possui (ou pretende possuir) as mesmas qualidades e funções de uma moeda tradicional. Elas são baseadas em criptografia, e a sua mineração (termo utilizado para explicar o processo de produção de uma criptomoeda) consiste na resolução desta criptografia. Não existem fisicamente, ou seja, não podem ser tocadas, como um metal precioso ou papel-moeda (como Real ou Dólar).

Qual a origem das moedas digitais?

Em 2008, Satoshi Nakamoto (ninguém sabe se é uma pessoa ou um grupo) publicou um paper, em que demonstrava o Bitcoin, dizendo “usem se quiserem”. Especula-se que ela foi criada para que não houvesse a necessidade da aprovação de terceiros (como os métodos de pagamento digitais). Foi a primeira moeda digital e somente alguns anos depois que começou a ser realmente conhecida. Um dos fatores que a fizeram ser conhecida foi sua rápida valorização e ainda mais rápida desvalorização em 2013. É difícil dizer, com certeza, o que motivou Nakamoto a criar esse código de criptografia, mas, há grande chance de que a explicação resida nos problemas apresentados pelos métodos de pagamento tradicionais, centralizados.

Por que temos tantas moedas atualmente, e qual a diferença entre elas?

O Bitcoin foi o pioneiro no mercado de criptomoedas, e devido ao seu sucesso (dentro de suas possibilidades), a sua valorização, e também aos seus defeitos, diversas pessoas criaram uma miríade de novas criptomoedas. Não é possível dizer exatamente quais são as diferenças entre elas, dado que são muitas alternativas, mas, em geral, as diferenças estão no tempo de confirmação das transações, nas taxas cobradas pelas transações, na dificuldade de resolução da criptografia, e até mesmo pela interpretação dada a algumas características do Bitcoin que levaram a uma divisão da rede bitcoin, criando moedas virtuais alternativas. De qualquer forma, todas elas têm o mesmo princípio, da intangibilidade, na ideia de serem moedas deflacionárias por terem uma oferta limitada, etc.

Qual a diferença entre o nosso dinheiro, o real, o dólar, o euro, para as moedas digitais?

Há diversas diferenças. A principal, eu diria, é o fato de que todas as moedas citadas são emitidas por Bancos Centrais, isto é, são emitidas de maneira centralizadas por bancos que, em geral, são controladas por governos, enquanto que as principais criptomoedas são exatamente o oposto: a “emissão” está nas mãos dos indivíduos que compõe o mercado, e cabe apenas aos indivíduos a decisão de aceitá-las, valorizá-las ou não.

Partindo desta grande diferença, a emissão de moedas tradicionais traz alguns problemas: como os Bancos Centrais são controlados por governos, sempre há a possibilidade de que, ao precisarem se financiar, emitam mais moedas, diminuindo o poder de compra de cada unidade monetária, isto é, tornando a moeda inflacionária. Além disso, a maior parte dos governos tem uma lei, chamada lei de curso forçado, que obriga os cidadãos daquele território a aceitarem apenas aquela moeda, pois a justiça só garante os contratos celebrados naquela moeda.

Já as criptomoedas, em especial o Bitcoin, tem uma oferta limitada (no caso do Bitcoin, chegará ao máximo de 21 milhões de bitcoins “emitidos”). Como para qualquer bem ou serviço, dada uma oferta fixa, ao aumentar a demanda por tal bem, o seu valor aumenta; o valor de uma moeda é o seu poder de compra. Assim, tudo o mais constante, se a demanda por Bitcoin aumentar, o seu poder de compra irá aumentar. É uma moeda nova (está para fazer 10 anos) e não tem nenhuma lei obrigando as pessoas a aceitarem, dependendo exclusivamente de sua reputação como unidade de conta, meio de troca ou reserva de valor.

Por que nós “investimos” em moedas digitais, e não “recebemos”, como o nosso dinheiro?

Veja, todo moeda é um ativo em potencial para ser investido. Quando nós compramos dólar, também pode ser considerado um investimento, pois esperamos obter uma valorização no momento em que formos vender (ou trocar por bens) no futuro. O bitcoin (e outras moedas digitais) também pode ser recebido como fruto de trabalho; você pode vender produtos e ou serviços, e cobrar em bitcoin (ou outras moedas digitais). Além disso, você também pode ser um intermediário, comprando aqui bitcoin aqui e vendendo ali, obtendo seu rendimento pela intermediação de moedas, como casas de câmbio. Ainda, há a necessidade de mineração de algumas moedas, pela qual as pessoas são remuneradas em bitcoins.

O bitcoin (ou qualquer moeda digital) ainda é uma “moeda” em formação, e tem grande potencial para ser uma moeda no futuro. No entanto, ele tem sido mais utilizado como investimento, esperando-se obter a diferença entre o preço de compra e o preço de venda (mais ou menos como as pessoas fazem com o dólar). Como disse, é possível sim você receber bitcoins (ou qualquer outra moeda digital) como pagamento pelo teu trabalho – aqui em Floripa, onde eu moro, conheço um restaurante e uma casa de hambúrguer que aceitam bitcoins como pagamento.

O que faz as moedas digitais se tornarem um investimento seguro e não uma bolha?

Essa é uma pergunta bastante capciosa. Se alguém andou por aí dizendo que é um investimento seguro, está bastante equivocado; nenhum investimento é 100% seguro. Mesmo ativos considerados livres de risco (os títulos das dívidas públicas soberanas) ainda contém um grau de risco, isto é, de os governos darem um calote e não quitarem essa dívida. As moedas digitais são investimentos arriscados, mas isso, por si só, não é nenhuma indicativo de bolha.

Bolhas se formam quando o preço de um ativo está descolado de seus rendimentos. No caso de uma moeda, não há fundamentos, como nas ações (os fundamentos de uma ação são os dividendos que ela paga, por exemplo). O preço subir rapidamente pode ser um sinal de bolha, mas se o volume de transações está acompanhando esse crescimento, então o aumento do preço (cotado em outras moedas, como Dólar ou Real) não é, necessariamente, uma bolha, como vi diversos economistas afirmarem.

Diversos indicadores devem ser analisados para começar a investir, para tentar minimizar o risco de exposição, e isso vale para qualquer ativo financeiro, seja ele uma criptomoeda, seja ele uma ação na Bolsa de Valores.

O que é Blockchain?

Blockchain é a tecnologia por trás do Bitcoin. É como se fosse um livro razão, em que todas as transações são gravadas nele. Uma vez minerado um bloco no Blockchain, não é mais possível voltar nele. Recomendo, fortemente, o livro do Fernando Ulrich, Bitcoin – Moeda na Era Digital. O Fernando é um dos maiores, senão o maior, especialista do Brasil em criptomoedas.

Como investir em moedas digitais?

É bem fácil. Basta abrir uma wallet (carteira) em alguma carteira disponível na internet. Cada carteira tem sua taxa própria, suas exigências próprias. Depois disso, você pode depositar dinheiro nelas (em Real ou em dólar, ou outras moedas), e começar a comprar bitcoins nas casas de câmbio que operam com moedas digitais. Você não precisa comprar um bitcoin inteiro, é possível comprar apenas uma fração, assim como em outras moedas digitais.

Quais os riscos que devem ser avaliados ao investir em moedas digitais?

Essa é uma pergunta difícil de responder, porque ela depende de cada indivíduo. Depende de por que você quer investir em moedas digitais. Se você tem pretensão de ganhar algum retorno rapidamente, aí vai o principal ensinamento da análise de investimentos: comprar na baixa para vender na alta. E para você saber se está comprando na alta ou na baixa, eu acredito que entender o funcionamento das moedas digitais, como se forma o preço de uma moeda, possíveis impactos das políticas dos governos, etc, são conhecimentos essenciais. Agora, se você acredita que moedas digitais são o futuro, e que no longo prazo elas terão uma valorização gigantesca, então entrar agora ou daqui a alguns dias, com o preço que for, pode ser irrelevante. É preciso ter consciência de que é um mercado recente e muito volátil, e que em pouco tempo, todo o seu dinheiro pode virar pó. Costumo dizer que o dinheiro a investir em moedas digitais deve ser um dinheiro que sobra, e não tirar dinheiro das coisas básicas para investir. Olhar alguns gráficos também é interessante, para se ter uma ideia do histórico.

Como economista, você acredita no futuro das moedas digitais?

Sim, acredito. Tanto que compro Bitcoins. Confesso que não comprei outras moedas digitais, por pura falta de tempo em estudar, e levei algum tempo estudando até começar a comprar Bitcoins. Qualquer análise sobre bitcoins deve ser levado em conta se o analista está com skin on the game, um conceito que o Nassim Taleb cunhou. Quer dizer se o analista está colocando a sua pele em risco, se ele está apostando naquilo que ele está analisando.

Acho que as moedas digitais são o futuro, para diminuir a sanha inflacionária dos governos, que ano após ano retiram o poder de compra, que atinge, principalmente, os mais pobres. Além disso, isso diminui também o poder do governo, e a sua arrecadação, obrigando-o ou a diminuir suas despesas e tamanho, (a alternativa seria a emissão de mais dívida, o que é freado pela possibilidade de total colapso da moeda e, até mesmo, do governo).

Fonte: Guilherme Bogo – https://www.linkedin.com/pulse/10-perguntas-que-fiz-para-um-economista-sobre-moedas-digitais-bogo

 

Educação Financeira: CDB

Educação Financeira: CDB

Os certificados de depósito bancário (CDB) é um título de renda fixa pelo qual o investidor, ao comprar um CDB, nada mais faz do que emprestar dinheiro ao banco.  Esse tipo de investimento pode ser pré-fixado ou pós-fixado (já explicamos anteriormente na nossa série esses termos). Há também CDBs que “mistos”,  que pagam juros mais um índice de inflação.

No caso dos CDBs pós-fixados, o principal índice de referência para remuneração é o certificado de depósito interbancário (CDI), que geralmente acompanha a Selic. Exemplo: título X com vencimento em 01/01/2022 com rentabilidade de 80% do CDI.

O CDI  por sua vez é um empréstimo que um banco toma de outro, de prazo de UM (!) dia, para que possa encerrar o dia com caixa positivo, como regulamenta o BC. Resumindo, o juros que os bancos usam entre si são usados como referência para remuneração quando você empresta dinheiro para o banco.

Autor: Yan Carvalho

Educação Financeira: Títulos do Governo

Educação Financeira: Títulos do Governo

Comprar um título do governo nada mais é do que fazer um empréstimo a ele e, em troca, posteriormente receber o valor de volta mais uma fração de lucro. Hoje se fala muito no Tesouro Direto, que é um programa  do Tesouro Nacional que permite que pessoas físicas comprem esses papéis com facilidade (o investimento mínimo é de 30 reais somente e é feito pela Internet) e com o mínimo de intermediação, isto é, com menores ou nenhuma taxas de administração.

De uma maneira geral, os títulos são divididos em pré-fixados e pós-fixados. Nos pré-fixados, ao comprar o título você já sabe quanto será o rendimento dele na data do vencimento. Em outros palavras, você sabe qual o valor dos juros a serem pagos antes de fazer o resgate do título. É importante perceber que o lucro deste papel pode ser corroído caso a inflação do período supere os juros do título.

Já os pós-fixados possuem uma taxa de juros basal + a correção de um indexador (Selic ou IPCA), o que torna este investimento mais seguro em relação à volatilidade da economia.

Os principais títulos comercializados pela União são:

  • Letra do Tesouro Nacional (LTN) -> Possui fluxo de pagamento simples, isto é, você receberá o valor investido acrescido da rentabilidade na data de vencimento ou resgate do título. Em outras palavras, o pagamento ocorre de uma só vez, no final da aplicação. Sendo assim, é mais interessante para quem pode esperar receber o seu dinheiro até o final do período do investimento, ou seja, é indicado para quem não necessita complementar sua renda desde já. Caso necessite vender o título antecipadamente, o Tesouro Nacional pagará o seu valor de mercado, de modo que a rentabilidade poderá ser maior ou menor do que a contratada na data da compra, dependendo do preço do título no momento da venda. Por essa razão, recomendamos que você procure conciliar a data de vencimento do título com o prazo desejado para o investimento.
  • Letra Financeira do Tesouro (LFT) -> Indicado se você acredita que a tendência da taxa Selic é de elevação, já que a rentabilidade desse título é indexada à taxa de juros básica da economia. O valor de mercado desse título apresenta baixa volatilidade, evitando perdas no caso de venda antecipada. Por essa razão, é considerado um título indicado para um perfil mais conservador. É indicado também para o investidor que não sabe exatamente quando precisará resgatar seu investimento. Você receberá o valor investido acrescido da rentabilidade na data de vencimento ou resgate do título.
  • Nota do Tesouro Nacional (NTN)

A grande vantagem deste tipo de investimento é a segurança dele, visto que o governo geralmente honra seus compromissos com os investidores.

Fonte: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto

Autor: Yan Carvalho