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Anvisa determina recolhimento de remédios para pressão alta

Anvisa determina recolhimento de remédios para pressão alta

A Anvisa vem adotando uma série de medidas após a detecção de impurezas, chamadas de nitrosaminas, nos princípios ativos conhecidos como “sartanas”, como a losartana e a valsartana, que são dos ingredientes utilizados na fabricação de medicamentos para o tratamento de hipertensão arterial (pressão alta). Uma das medidas já executadas pelo órgão é a determinação do recolhimento de lotes específicos do produto, visando a proteção da saúde da população.

O recolhimento determinado pela Agência atinge apenas lotes específicos de medicamentos, estratégia adotada em diversos países para os mesmos produtos. Desde julho de 2018, a Anvisa tem realizado publicações e ações alinhadas com agências do mundo inteiro, tais como a Agência de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos da América (FDA) e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), visando a segurança da saúde da população e a qualidade dos produtos consumidos.

No Brasil, além do recolhimento de lotes de medicamentos, as ações da Anvisa incluem a suspensão da fabricação, importação, distribuição, comercialização e uso dos insumos farmacêuticos ativos com suspeita de contaminação. No total, foram efetuadas 14 suspensões de três insumos (losartana, valsartana e irbesartana) de dez fabricantes internacionais.

Também foi determinada a fiscalização de todas as empresas fabricantes de medicamentos contendo “sartanas” disponíveis no mercado brasileiro. Até o momento, foram avaliadas 29 empresas e 111 medicamentos comercializados em 2018. Com relação ao recolhimento, ao todo os lotes recolhidos já somam aproximadamente 200.

A Anvisa também determinou a avaliação dos processos de qualificação dos fornecedores para os medicamentos à base de “sartanas” e a realização de testes para os produtos com insumos farmacêuticos ativos com possível formação de nitrosaminas durante a sua síntese química, entre outras medidas.

“É importante notar que essa é uma ação conjunta, que envolve esforços da Anvisa e de todos os fabricantes dos medicamentos, que estão ajudando a detectar quais são os lotes afetados pelo problema e voluntariamente recolhendo os produtos do mercado”, informa o gerente geral da área de Inspeção e Fiscalização Sanitária (GGFIS) da Agência, Ronaldo Gomes.

Para o consumidor, a Anvisa preparou uma lista com os números de lotes dos medicamentos que devem ser recolhidos, que pode ser rapidamente consultada. Basta verificar o número do lote que consta na caixa do medicamento.

Embora o risco seja muito pequeno, estudos apontam que as nitrosaminas têm potencial ou provável risco de causar câncer caso os medicamentos sejam consumidos todos os dias, em sua dose máxima, durante cinco anos seguidos.

Nessas condições, autoridades europeias calcularam que o risco de câncer associado ao consumo contínuo do medicamento é de 0,00017%, ou um caso para cada grupo de 6.000 pessoas. Portanto, o risco é muito baixo e está associado ao consumo diário e contínuo, em altas doses e por um longo período.

Por estes motivos, a Anvisa esclarece que o consumo desses medicamentos não oferece risco imediato para as pessoas que fazem uso deles e que eles são eficazes para o tratamento de pressão alta, mas recomenda que sejam trocados por outro de igual valor terapêutico.

Para quem tem em casa o medicamento com o mesmo número de algum lote recolhido, a Agência orienta que o tratamento de hipertensão não seja interrompido até que se faça a troca por outro medicamento. Isso porque a interrupção pode causar sérios prejuízos imediatos, como risco de morte por derrame, ataques cardíacos e insuficiência renal.

De acordo com a Anvisa, existem diversas alternativas medicamentosas para terapias de pressão alta e, por isso, não há risco de desabastecimento ou falta de medicamentos.  Ou seja, há no mercado brasileiro medicamentos da mesma classe terapêutica e com os mesmos princípios ativos e concentração.

A troca do medicamento deve ser feita mediante orientação de um médico ou de um farmacêutico.  O cidadão também pode entrar em contato com a empresa, por meio do serviço de atendimento ao consumidor, e solicitar a troca do seu medicamento que consta na lista de lote recolhido.

 

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/adocao-de-medidas-para-medicamentos-para-pressao-alta/219201?p_p_auth=YZizDbi6&inheritRedirect=false

A intensa vida do jovem presidente da Dasa

A intensa vida do jovem presidente da Dasa

Pedro de Godoy Bueno, herdeiro e presidente do Grupo Dasa.

Tudo acontece muito rápido – e muito cedo – na vida de Pedro de Godoy Bueno.

Aos 15 anos, iniciou um “duelo” com o pai, que queria mantê-lo como estagiário na empresa da família (o plano de saúde Amil). Pedro sonhava respirar novos ares, de preferência no exterior.

Aos 16, entrou no curso de economia da PUC-Rio.

Aos 20, participou do programa de trainees do banco BTG Pactual (marcando sua vitória no duelo citado no primeiro parágrafo). “Foi uma experiência sensacional”, diz. “Trabalhava das 8h da manhã até meia-noite, 2h da madrugada. Morava com meu pai e nem o via.”

Aos 22, retornou para a Amil. No mesmo ano, ela foi vendida para a gigante norte-americana UnitedHealth, e Pedro aproveitou o momento de vacas gordas no caixa para montar uma gestora de investimentos, a DNA. “Começamos a fazer uma série de investimentos – entre eles a Dasa.”

No segundo semestre de 2014, foi convidado para assumir a presidência do grupo de laboratórios, então avaliado em R$ 3 bilhões. Em janeiro de 2015, assumiu o cargo – aos 24 anos de idade, foi considerado o CEO mais jovem de uma empresa de capital aberto do Brasil.

Por sua pouca idade, seu estilo low profile (o oposto do pai) e sua “cara de criança”, a nomeação gerou protestos de sócios minoritários e desconfiança de colaboradores mais antigos. Mas Pedro contava com o respaldo do pai, Edson de Godoy Bueno, e de Dulce Pugliese (ex-mulher e sócia de Edson), que haviam assumido o controle acionário da Dasa. “Muita gente acha que foi meu pai que me indicou. Não foi. Foi um de nossos conselheiros independentes. Meu pai era até contra, achava que era cedo para um desafio tão grande, que eu podia me queimar na largada.”

Em fevereiro de 2017, Edson sofreu um infarto durante uma partida de tênis em sua casa, em Búzios. A morte repentina (mas não exatamente inesperada – ele já tinha oito stents) do pai e mentor fez os olhares novamente se voltarem para o jovem Pedro. Mais preocupado em gerar resultados do que em conversas de corredor, no entanto, o jovem executivo concentrou sua energia em expandir a rede de laboratórios, recuperar os níveis de qualidade das instalações e do atendimento e aumentar a rentabilidade do negócio – uma equação difícil até para os mais experientes gestores.

Em março de 2017, ele foi um dos destaques da FORBES Under 30, lista que elenca os jovens brasileiros mais relevantes em seus segmentos. Em agosto de 2018, aos 27 anos, ele se tornou o brasileiro mais jovem a figurar na lista de bilionários da FORBES, com patrimônio de R$ 2,7 bilhões (na 84ª posição; em anos anteriores, Edson aparecia entre os 20 mais ricos do país). O herdeiro não perdeu o foco nem deslumbrou-se: continuou perseguindo a meta de expandir e melhorar a qualidade e a saúde do negócio.

No quesito expansão, a rede superou 750 unidades. No quesito qualidade, basta entrar em uma das novas unidades do Alta Excelência Diagnóstica em São Paulo e no Rio de Janeiro para sair de lá impressionado. Quanto às finanças, depois do ano de estreia apertado (receita de R$ 2,79 bilhões contra despesa de R$ 2,77 bi), a curva foi pendendo a seu favor: 2017 fechou com faturamento de R$ 3,4 bilhões e lucro de R$ 134 milhões, e só o primeiro semestre de 2018 já rendeu um lucro de R$ 128 milhões.

Em outubro de 2018, uma notícia causou alvoroço e dúvida no setor: a Dasa anunciou uma reorganização interna, criando o cargo de diretor-geral – a ser ocupado pelo CFO Carlos de Barros, que será responsável por conduzir o dia a dia da operação – e alterando as atribuições do presidente, que passará a se dedicar a questões estratégicas, como expansão internacional, novos projetos, aquisições, parcerias e transformação digital.

Seria um sinal de perda de poder? Nem um pouco. “Continuo como presidente. O diretor-geral ficará abaixo de mim”, declarou Pedro. Sua família, afinal, já detém 98% da empresa. Sob o guarda-chuva da Dasa estão marcas como o Alta (para o público de alta renda), Delboni Auriemo, Lavoisier, Previlab e dezenas de outros laboratórios, que realizam 250 milhões de exames anuais e empregam quase 20 mil pessoas (2 mil delas, médicos). A família tem participação em outros negócios – incluindo na UnitedHealth, que comprou 90% da Amil em 2012 por R$ 10 bilhões.

“Fiz tudo muito jovem”, concorda Pedro, hoje com 28 anos. “Minha intenção era estudar fora aos 15 anos, mas meu pai já estava com problemas cardíacos e a gente achou melhor eu ficar no Brasil, perto dele, aprendendo e interagindo com ele. Concordei. E comecei a estagiar na Amil. Tínhamos feito um IPO em 2007 e eu era estagiário da área de relações com os investidores. Então tive oportunidade desde muito cedo de participar de reuniões de diretoria, onde se discutiam estratégias, fusões, aquisições”, lembra o executivo. “Nesse ponto, foi bom. Mas, por outro lado, trabalhar na empresa da família te deixa dentro de uma bolha: ninguém te dá bronca, ninguém te enfrenta… Seu desenvolvimento profissional fica prejudicado. Por isso eu queria sair. Demorei seis meses para convencer meu pai, ele não queria deixar de jeito nenhum. Até que, um dia, apelei para a chantagem: ‘OK, eu fico, mas todo dia, saindo da faculdade, vou direto à praia’. Ele achou melhor eu trabalhar em outro lugar.” Era o início dos dois anos intensos no BTG.

Mas por que trabalhar tanto assim “para os outros”? Perfeccionismo e orgulho explicam: ele achava os colegas “brilhantes” e não queria ficar para trás. Para se destacar, trabalhava em dobro.

SEGREDOS DO SUCESSO

Apesar de toda a precocidade, os sustos e percalços pelo caminho, o estilo do jovem executivo tem dado resultados. “Hoje temos inúmeros indicadores para mostrar que a gestão tem sido um sucesso. Ajudou muito o fato de eu ter entrado nisso com muita humildade. Tem muita gente jovem que, por não saber tudo nem ter experiência, sente necessidade de aparentar o contrário”, diz ele.

“Eu queria entender, perguntava muito, tive a sorte e talvez a competência de sempre me cercar das pessoas certas.” Para isso, não faltou coragem para fazer uma mudança radical logo no primeiro ano sob seu “reinado”. “Mudamos 80% da diretoria. Tenho esse mérito, o de ter escolhido as pessoas certas, todas com muita experiência e competência em
vários setores. Estávamos perdendo share para os concorrentes, alguns médicos tinham resistência em relação às nossas marcas, os números estavam em declínio. Era uma empresa que estava muito aquém de seu potencial”, lembra.

Aumentar a qualidade e a eficiência ao mesmo tempo foi um grande desafio. “Tivemos que mudar alguns conceitos internamente. Eficiência, por exemplo, não significa um corte de custos desenfreado. É você diminuir custos em coisas que não agregam ao paciente, ao médico, e direcionar os recursos para onde de fato eles fazem diferença. Um exemplo bobo: cortamos as copeiras da diretoria e contratamos mais recepcionistas nas unidades que tinham filas maiores.” Graças a essa e outras ações do tipo, o NPS (net promoter score, índice de satisfação e lealdade dos clientes), segundo ele, passou de 55 para 74.

O faturamento previsto para 2018 é de R$ 4,6 bilhões. Nada mau para quem ainda nem chegou aos 30. Mas acomodação não faz parte do vocabulário de Pedro Bueno. Ainda este ano, ele pretende concluir o processo de unificação dos sistemas das várias unidades do grupo e começar a lançar “inovações cada vez mais radicais”, contando para isso com a proximidade de startups de saúde – são parceiros do Cubo, o hub de inovação do Itaú. Outra grande aposta é a empresa de genética diagnóstica GeneOne. “Os tratamentos e principalmente a prevenção de doenças com base em informações genéticas são o futuro da medicina. Será possível determinar de forma muito mais assertiva o melhor remédio e o melhor tratamento para cada paciente, com resultados mais rápidos e mais qualidade de vida. Vai acabar esse negócio de tentativa e erro.”

Hoje ele não trabalha das 8h às 2h como na época do BTG, mas acorda às 6h30 (“tento dormir 7 horas por noite para não perder produtividade”), faz academia cinco vezes por semana, come regradamente e leva uma vida sem ostentação nem badalação, quase que totalmente focada no trabalho.

Diante de tanto entusiasmo e dedicação, volto à questão da chantagem que ele fez com o pai, aos 15 anos de idade, dizendo que viraria um “rato de praia”. “Você ia mesmo ficar o dia inteiro sem fazer nada na praia?”, pergunto. “Que nada. Foi um blefe.”

Fonte:

Forbes Brasil

Olimpíada Brasileira de Medicina Interna

Olimpíada Brasileira de Medicina Interna

Estão abertas as inscrições para a II Olimpíada Brasileira de Medicina Interna do Conselho Federal de Medicina (CFM). A proposta é incentivar a pesquisa científica e a competição pelo conhecimento entre estudantes do sexto ano de graduação de medicina e residentes em clínica médica.

O candidato será submetido a prova escrita objetiva realizada por meio eletrônico no dia 29 de maio, às 20h. Serão oitenta questões testes, com quatro alternativas cada, nas áreas básicas de Medicina Interna. Para essas questões, apenas uma alternativa será considerada correta.

 

Os prêmios serão atribuídos a cada um dos melhores desempenhos por categoria (sexto anista, R1, R2, R3 de clínica médica). “O objetivo dessa competição é incentivar, valorizar de forma lúdica, o profissional que tem interesse em se capacitar ou que está em treinamento na área de medicina interna”, destaca a coordenadora-adjunta da Câmara Técnica do CFM, Maria do Patrocínio Nunes.

 

As olimpíadas são totalmente gratuitas. Os participantes irão receber certificado e os vencedores receberão ajuda de custo e passagens para receber certificado de vencedor em Brasília durante o IV Fórum de Clínica Médica do CFM, no dia 12 de julho de 2019.

 

Fonte: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=28222:2019-05-14-13-17-56&catid=3

 

Inscrições/Edital: http://www.inscricoes.fmb.unesp.br/principal.asp

Identificado um novo tipo de demência confundido até agora com o Alzheimer

Identificado um novo tipo de demência confundido até agora com o Alzheimer

Ronald Reagan morreu aos 93 anos sem lembrar que havia sido presidente dos EUA em plena Guerra Fria. Rita Hayworth faleceu aos 68 sem saber que protagonizara Gilda. E Adolfo Suárez partiu aos 81 tendo esquecido que foi o primeiro presidente democrático da Espanha depois da morte de Franco. A cada três segundos um novo caso de demência é diagnosticado no mundo, com resultados demolidores. Mais de um século após a descoberta do mal de Alzheimer, ainda não existe qualquer tratamento possível e nem sequer se compreendem bem as causas da doença.

Uma equipe internacional de cientistas publica agora um documento que poderia ajudar a explicar os motivos de estas terapias experimentais terem fracassado uma após a outra há anos. O Alzheimer nem sempre é Alzheimer. Os pesquisadores, encabeçados pelo norte-americano Peter Nelson, descreveram um novo tipo de demência, batizado LATE (acrônimo do difícil nome científico “encefalopatia TDP-43 límbico-predominante relacionada com a idade”) que aparentemente é tão habitual quando o Alzheimer nas pessoas com mais de 80 anos. Ele passou despercebido durante décadas. “Existem mais de 200 vírus diferentes que podem causar o resfriado comum. Por que pensar que só há uma causa par a demência?”, argumentou Nelson, da Universidade de Kentucky, em um comunicado.

Tradicionalmente, a comunidade científica assinalou duas proteínas por sua vinculação com o Alzheimer : a beta-amilóide, que se acumula entre os neurônios, e a tau, que também alcança níveis prejudiciais e forma novelos no cérebro. No novo tipo de demência, LATE, os pesquisadores apontam a outra proteína, a TDP-43, já implicada em outras doenças do sistema nervoso, como a esclerose lateral amiotrófica.

“Até agora, a demência senil mais prevalente é o mal de Alzheimer, que tem um pico de incidência entre os 65 e os 80 anos de idade”, explica o bioquímico Jesús Ávila, diretor científico da Fundação Centro de Investigação de Doenças Neurológicas (CEM) de Madri. “Agora, neste trabalho se indica, e há um consenso, de que existe outra patologia para os mais velhos. Isto é, conforme vai aumentando a vida média, vão aparecendo novos tipos de demência”, acrescenta Ávila.

Os autores do estudo sustentam que os sinais do LATE estão presentes em mais de 20% dos cérebros analisados de pessoas com mais de 80 anos. “Muitos dos ensaios clínicos de tratamentos contra o Alzheimer fracassam porque estão incluindo pacientes que deveriam ser excluídos”, alerta María Anjos Martín Requero, cujo laboratório no Centro de Investigações Biológicas (CSIC), em Madri, pesquisa o papel da proteína TDP-43 nas demências. “LATE provavelmente responde a diferentes tratamentos que o Alzheimer”, concorda a psicóloga Nina Silverberg, do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento dos EUA.

A equipe da neurocientífica Virginia Lee, da Universidade da Pensilvania, já observou em 2006 a presença de indícios da proteína TDP-43 na degeneração lobular frontotemporal do cérebro, um dos principais tipos de demência junto ao Alzheimer, a demência de corpos de Lewy e a demência vascular. No caso de LATE, a TDP-43 costuma se concentrar na amígdala e no hipocampo, duas áreas do cérebro relacionadas, respectivamente, com as emoções e com a memória autobiográfica.

Há anos Alberto Rábano vê essas acumulações de TDP-43 dentro dos neurônios. Ele dirige o banco de cérebros da Fundação CEM, com 155 órgãos doados por pacientes do Centro Alzheimer Fundação Reina Sofía, no bairro madrilenho de Vallecas. “Sempre dissemos que o Alzheimer, a partir de 85 anos, parece outra doença. Nessas idades tão extremas, a demência é uma soma de patologias. Vemos Alzheimer, Alzheimer com Parkinson, doença vascular cerebral, inclusões de TDP-43…”, ressalta ele.

Os autores do novo estudo, publicado na revista especializada Brain, alertam que cada vez há mais pessoas com mais de 80 anos em todo mundo e, portanto, “LATE tem um impacto crescente e pouco conhecido na saúde pública”. Há “uma necessidade urgente de investigação”, advertem. Rábano, por sua vez, aproveita para fazer um apelo à população: “Doem seus cérebros [para a ciência]”.

Fonte:

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/29/ciencia/1556556220_386317.html

 

Exame de sangue pode ser utilizado para diagnosticar Sd. de Fadiga Crônica

Exame de sangue pode ser utilizado para diagnosticar Sd. de Fadiga Crônica

Dr. Ronald W. Davis, PhD, professor de bioquímica e genética e diretor do Stanford Genome Technology Center é o autor sênior de um artigo que descreve um exame de sangue que pode ser capaz de identificar a síndrome da fadiga crônica. Pessoas que sofrem com esta doença debilitante e muitas vezes desprezada podem em breve ter algo que vêm buscando há décadas, uma prova científica de sua doença.

“Muitas vezes, esta doença é categorizada como imaginária”, disse Ron Davis. Quando os indivíduos com a síndrome da fadiga crônica procuram ajuda de um médico, eles podem passar por uma série de testes laboratoriais que verificam as funções hepática, renal e cardíaca, bem como as contagens de células sanguíneas e imunológicas, tudo muito distante do diagnóstico a ser pensado. Estes pacientes retornam ao médico com resultados de exames normais e não recebem um olhar mais profundo.

Mas agora, Ron Davis, juntamente com Rahim Esfandyarpour, PhD e ex-associado de pesquisa de Stanford, e seus colegas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford criaram um teste que identificou com sucesso os participantes de um estudo com a síndrome da fadiga crônica. O exame, que ainda está em fase de testes, é baseado em como as células do sistema imunológico de uma pessoa respondem ao estresse. Com amostras de sangue de 40 pessoas — 20 com síndrome da fadiga crônica e 20 sem a síndrome — o teste produziu resultados precisos, acenando com precisão todos os pacientes com síndrome da fadiga crônica e nenhum dos indivíduos saudáveis.

A plataforma de diagnóstico poderia até mesmo ajudar a identificar possíveis medicamentos para tratar a síndrome da fadiga crônica. Ao expor as amostras de sangue dos participantes a medicamentos e reexecutar o teste de diagnóstico, os cientistas poderiam ver se a droga melhorou a resposta das células imunológicas. A equipe já está usando a plataforma para rastrear possíveis medicações que eles esperam poder ajudar pessoas com a síndrome.

O diagnóstico da síndrome da fadiga crônica, quando efetivo, baseia-se em sintomas — exaustão, sensibilidade à luz e dor inexplicável, entre outras queixas — e ocorre somente depois que outras possibilidades de doença foram eliminadas. Ela é também conhecida como encefalomielite miálgica e designada pela sigla ME/CFS. Estima-se que 2 milhões de pessoas nos Estados Unidos tenham síndrome da fadiga crônica, mas isso é uma suposição aproximada, disse Davis, e o número de acometidos é provavelmente muito maior.

A abordagem, da qual Esfandyarpour liderou o desenvolvimento, emprega um “ensaio nanoeletrônico”, que é um teste que mede mudanças em quantidades minúsculas de energia como um representante para a saúde das células imunes e do plasma sanguíneo. A tecnologia de diagnóstico contém milhares de eletrodos que criam uma corrente elétrica, bem como câmaras para armazenar amostras de sangue simplificadas compostas de células imunes e plasma. Dentro das câmaras, as células do sistema imunológico e o plasma interferem na corrente, alterando seu fluxo de uma ponta a outra. A mudança na atividade elétrica está diretamente correlacionada com a saúde da amostra.

A ideia é enfatizar as amostras de pacientes saudáveis e doentes usando sal e, em seguida, comparar como cada amostra afeta o fluxo da corrente elétrica. Mudanças na corrente indicam mudanças na célula: quanto maior a mudança na corrente, maior a mudança no nível celular. Uma grande mudança é um sinal de que as células e o plasmaestão se debatendo sob estresse e incapazes de processá-lo adequadamente. Todas as amostras de sangue de pacientes com ME/CFS criaram um claro aumento no teste, enquanto as amostras de controles saudáveis retornaram dados que estavam relativamente equilibrados.

“Não sabemos exatamente porque as células e o plasma estão agindo dessa forma, ou até mesmo o que estão fazendo”, disse Davis. “Mas há evidências científicas de que essa doença não é uma invenção da mente de um paciente. Os pesquisadores veem claramente uma diferença na maneira como as células imunitárias saudáveis e as com síndromeda fadiga crônica processam o estresse. Por isso, Esfandyarpour e Davis estão expandindo seu trabalho para confirmar as descobertas em um estudo mais amplo.

Original: https://www.news.med.br/p/medical-journal/1337613/pnas+exame+de+sangue+para+diagnostico+da+sindrome+da+fadiga+cronica+esta+sendo+estudado.htm

Pesquisas com anticorpo que atua como Cavalo de Troia mostram novos resultados positivos

Pesquisas com anticorpo que atua como Cavalo de Troia mostram novos resultados positivos

Um anticorpo letal é a mais recente arma anunciada como parte de um amplo espectro de tratamentos contra múltiplas formas de câncer. Apelidado de “cavalo de troia”, a nova droga provou ser digna de seguir adiante na sequência de testes clínicos a fim de ser testada em uma variedade maior de pacientes.

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres, e do Royal Marsden NHS Foundation Trust testaram o novo tratamento em um ensaio clínico envolvendo 147 pacientes para avaliar seus potenciais benefícios e riscos de efeitos colaterais.

Chamado de tisotumab vedotin, ou pela abreviação TV, a substância é composta por um anticorpo monoclonal e um componente citotóxico que pode danificar fatalmente as células.

O anticorpo, se preferir, é um espetacular “cavalo de troia” batendo à porta do inimigo. Ele procura os sinalizadores das células presentes nas membranas, os chamados tubos conectores de entrada e saída de substâncias.

Embora todos os tipos de células saudáveis ​​tenham esse fator, uma ampla variedade de tumores o utiliza como uma maneira de crescer fora de controle, tornando-se um alvo capaz de atrair a arma química citotóxica de busca e destruição.

Neste caso, o componente encarregado deste trabalho assassino é o monometil auristatina E, uma molécula que impede as células de se reproduzirem.

“O que é muito interessante sobre esse tratamento é que seu mecanismo de ação é completamente novo — ele age como um ‘cavalo de troia’ para infiltrar-se nas células cancerosas e matá-las por dentro”diz o oncologista Johann de Bono, do Instituto de Pesquisa do Câncer“Nosso estudo inicial mostra que o procedimento tem potencial para tratar uma grande variedade de cânceres [câncer do colo de útero, câncer de bexiga, câncer de ovários, câncer de endométrio, câncer de esôfago e câncer de pulmão], e, particularmente, alguns com taxas de sobrevivência muito baixas.”

Os pacientes com câncer de bexiga tiveram a mais impressionante resposta ao tratamento. Para esse tipo de câncer, 27 por cento dos voluntários que participaram dos testes viram a doença se estabilizar. No outro extremo estava o câncer de endométrio, com um modesto registro de 7% dos indivíduos apresentando melhora.

“É animador ver o potencial mostrado pela tisotumab vedotin em vários tipos de cânceres difíceis de tratar”diz o diretor executivo do Instituto de Pesquisa do Câncer, Paul Workman“Estou ansioso para ver o progresso nos testes clínicos e espero que possa beneficiar os pacientes que atualmente estão sem opções de tratamento”.

O progresso está acontecendo aos poucos. Os ensaios clínicos de fase I começaram em 2013 com o teste da segurança da tisotumab vedotin em apenas 27 pacientes. Um ano e meio depois, surgiram sérios problemas de saúde nos pacientes, incluindo sinais de diabetes do tipo 2 (grave), inflamação da mucosa e febre. Doses mais baixas do composto diminuíram os efeitos colaterais mais preocupantes, embora o tratamento ainda esteja longe de ser livre de problemas, com hemorragias nasais, náusea e fadiga entre as queixas comuns.

Os testes de fase I deram lugar aos de fase II, que mostrou que a tisotumab vedotin pode fazer uma grande diferença para muitos pacientes com cânceres para os quais poucas opções de tratamento estão disponíveis.

“A tisotumab vedotin tem efeitos colaterais gerenciáveis, e vimos algumas boas respostas nos pacientes em nosso estudo, todos com câncer em estágio avançado que foram tratados com outras drogas e que ficaram sem outras opções”diz de Bono.

O próximo passo é expandir os testes da fase II para incluir cânceres do intestino e de pâncreas.

É importante notar que isso não é uma panacéia ou o fim do câncer como conhecemos. Mas quando tantos tratamentos que pareciam promissores não conseguem ultrapassar a linha de partida, é empolgante ver uma nova droga que oferece boas perspectivas fazer a diferença para uma ampla variedade de cânceres.

Se tudo correr bem, podemos esperar uma terceira fase de testes em vários anos, onde a eficácia e a segurança da droga são comparadas com tratamentos similares.

Isso tudo leva tempo e consome dinheiro, por isso não podemos esperar que até que  o TV fique disponível ainda vai levar algum tempo (se esse for o caso). Mas o sucesso demonstrado até aqui copiada de uma antiga estratégia militar aplicada para um medicamento anticancerígeno é um bom augúrio para tratamentos desse tipo.

“Precisamos desesperadamente de tratamentos inovadores como este, que podem atacar o câncer de novas maneiras e permanecem eficazes mesmo contra tumores que se tornaram resistentes às terapias padrão”, diz Workman.

Original: https://ciencianautas.com/novo-medicamento-advindo-de-antiga-estrategia-militar-trata-com-sucesso-seis-tipos-de-canceres-altamente-letais/?fbclid=IwAR2YPJ39OuWZc9hSVZs_6Jv_IGRx3izg7Sn7IKxpU_6uUanWz_jfFnoVH7I

Referência:

  1. BONO, Johann S. et al. “Tisotumab vedotin in patients with advanced or metastatic solid tumours (InnovaTV 201): a first-in-human, multicentre, phase 1–2 trial”; The Lancet Oncology, 2019.

Pesquisa da Cancer Research UK revela ganho de 20% de risco de câncer de intestino a cada 50g de carne vermelha consumida no dia.

Pesquisa da Cancer Research UK revela ganho de 20% de risco de câncer de intestino a cada 50g de carne vermelha consumida no dia.

Mesmo o consumo de quantidades pequenas de carne vermelha e processada – como uma fatia de bacon por dia – pode aumentar o risco de câncer de intestino.

É o que mostra uma pesquisa recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, financiada pela Cancer Research UK, organização britânica dedicada a combater a doença.

O estudo reforça as evidências de que a ingestão de carne vermelha e processada pode ser prejudicial à saúde, conforme alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Os pesquisadores analisaram informações de quase meio milhão de pessoas cadastradas no UK Biobank, banco de dados de saúde do Reino Unido.

Em seis anos de estudo, eles descobriram que 2.609 participantes desenvolveram câncer de intestino.

Eles identificaram que:

– Comer três fatias de bacon por dia, em vez de apenas uma, pode aumentar o risco de câncer de intestino em 20%.

– Para cada 10 mil pessoas que consumiram 21g por dia de carne vermelha e processada, 40 foram diagnosticadas com câncer de intestino.

– O valor comparativo para aqueles que ingeriram 76g, foi de 48 casos.

De acordo com o sistema de saúde público do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês), uma fatia de presunto ou bacon tem cerca de 23g de carne processada.

 

A Cancer Research UK afirma que 5,4 mil dos 41.804 casos de câncer de intestino registrados a cada ano no Reino Unido podem ser evitados se as pessoas não comerem carne processada de maneira alguma.

Mas a organização reconhece que fumar representa um risco muito maior – o cigarro é responsável por 54,3 mil casos de câncer por ano.

A Public Health England, agência vinculada ao serviço de saúde britânico, constatou, a partir de seus levantamentos, que muita gente come carne vermelha e processada em excesso.

Os especialistas aconselham quem consome grandes quantidades a encontrar maneiras de reduzir.

De acordo com o Departamento de Saúde, quem come mais de 90g por dia deve diminuir para 70g.

 

O professor Gunter Kuhnle, da Universidade de Reading, no Reino Unido, descreveu o estudo como uma análise bastante minuciosa da relação entre o consumo de carne e câncer de intestino (também conhecido como colorretal).

“Os resultados confirmam descobertas anteriores de que o consumo de ambos, carne vermelha e processada, aumenta o risco de câncer colorretal”, diz ele.

“O aumento de aproximadamente 20% no risco pelo acréscimo de 50g no consumo de carne vermelha e processada está de acordo com o que foi relatado anteriormente e confirma essas descobertas.”

“O estudo também mostra que a fibra alimentar reduz o risco de câncer colorretal. Um aumento no consumo de fibras, como mostrado neste estudo, seria consideravelmente mais benéfico”, destaca.

Já Carrie Ruxton, do Meat Advisory Panel, grupo de estudos sobre o consumo de carne financiado pela indústria, lembra os benefícios do alimento:

“A carne vermelha fornece nutrientes valiosos, como proteínas, ferro, zinco, vitaminas D e vitaminas B.”

“Uma série de fatores de estilo de vida têm um impacto significativo no risco de câncer de intestino, principalmente idade, genética, falta de fibra alimentar, sedentarismo e alto consumo de álcool”, pondera.

 

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-47959729

 

Paraguai expulsa 12 estudantes de medicina brasileiros

Paraguai expulsa 12 estudantes de medicina brasileiros

A Polícia Nacional do Paraguai cumpriu determinação do governo e expulsou 12 estudantes brasileiros de medicina. Os jovens foram entregues à Policia Federal no prédio da Imigração, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil. Eles estavam presos desde o dia 6 de abril.

Os estudantes, entre eles, três mulheres, foram colocados em veículos da PF e trazidos para Ponta Porã, cidade vizinha a Pedro Juan Caballero, e estão proibidos de entrar no país nos próximos 2 anos.

O Governo do Paraguai alega que a medida foi tomada porque os brasileiros não possuem documentação de imigração exigida por lei, e que no momento da prisão, o grupo estava em uma casa participando de uma festa regada a álcool e drogas e com o volume do som acima do permitido.

Estima-se que quase 10 mil brasileiros estão Pedro Juan Caballero cursando medicina. A expulsão dos estudantes foi anunciada pelo governo e executada nesta quarta-feira (24).

 

Expulsões

O Governo do Paraguai vem adotando a medida de expulsar brasileiros que se envolvem com crimes no país. Foi assim como o narcotraficante Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, conhecido como Marcelo Piloto, que estava preso em Assunção e expulso do país em novembro de 2018.

Notícia na íntegra:

https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2019/04/25/estudantes-brasileiros-de-medicina-sao-entregues-a-pf-e-expulsos-do-paraguai-12-forcados-a-voltar.ghtml

Aprendizado e Neuroplasticidade como tratamento para doenças cerebrais

Aprendizado e Neuroplasticidade como tratamento para doenças cerebrais

Cientistas brasileiros acabam de apresentar uma técnica de treinamento cerebral capaz de modificar as conexões neuronais em tempo recorde. O trabalho, publicado na Neuroimage, abre o caminho para novos tratamentos para o acidente vascular cerebral (AVC), a doença de Parkinson e até a depressão.

O cérebro se adapta a todo momento – um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. Essas mudanças na forma como funciona e conecta suas diferentes áreas são as bases do aprendizado e da memória.

Entender melhor essas interações permite o avanço na compreensão do comportamento humano, das emoções e das doenças que acometem o cérebro. “Tudo o que a gente é, faz, sente, todo o nosso comportamento é reflexo da maneira como o nosso cérebro funciona”, explica o neurocientista Theo Marins, um dos autores do estudo.

Algumas doenças, segundo o especialista, alteram esse funcionamento. E o cérebro passa a funcionar de maneira doente. “Ensinar” o cérebro a funcionar de maneira correta pode melhorar os sintomas de várias doenças.

Uma das ferramentas que vem sendo utilizadas para compreender melhor essas dinâmicas é o neurofeedback. Assim é chamado o treinamento do cérebro para modificar determinadas conexões. O estudo dos neurocientistas do Instituto D’OR de Ensino e Pesquisa e da UFRJ mostrou que o treinamento é capaz de induzir essas modificações em menos de uma hora.

Para fazer o trabalho, os cientistas contaram com 36 voluntários que se submeteram a exames de ressonância magnética. A atividade neuronal captada no exame é transformada em imagens apresentadas em computadores de acordo com a intensidade. Os voluntários acompanhavam as imagens em tempo real, aprendendo a controlar a própria atividade cerebral.

Enquanto 19 participantes receberam o treinamento real, outros 17 foram instruídos com falsa informação – o que funcionou como uma espécie de placebo. Antes e depois do treino, os pesquisadores registraram as imagens cerebrais que permitiam medir a comunicação (a conectividade funcional) e as conexões (a conectividade estrutural) entre as áreas cerebrais. O objetivo era observar como as redes neurais eram afetadas pelo neurofeedback.

Antes e depois

Ao comparar a arquitetura cerebral antes e depois do treinamento, os cientistas constataram que o corpo caloso (a principal ponte de comunicação entre os hemisférios esquerdo e direito) apresentou maior robustez estrutural. Além disso, a comunicação funcional entre as áreas também aumentou. Para os pesquisadores, é como se o todo o sistema tivesse se fortalecido.

“Sabíamos que o cérebro tem uma capacidade fantástica de modificação. Mas não tínhamos tanta certeza de que era possível observar isso tão rapidamente”, conta Marins.

Desta forma, o treinamento cerebral se revelou uma ferramenta poderosa para induzir a neuroplasticidade. Agora, os pesquisadores esperam utilizá-lo para promover as mudanças necessárias para recuperação da função motora em pacientes que sofreram um AVC, que foram diagnosticados com Parkinson e mesmo com depressão.

“O próximo passo será descobrir se pacientes que sofrem de desordens neurológicas também podem se beneficiar do neurofeedback, se ele é capaz de diminuir os sintomas dessas doenças”, disse a médica radiologista Fernanda Tovar Moll, presidente do Instituto D’OR. “Ainda falta muito para chegarmos a protocolos específicos. Quanto mais entendermos os mecanismos, mais terapias poderemos desenvolver.”

Original: https://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,cerebro-pode-ser-treinado-para-curar-doencas-diz-estudo,70002794391?utm_source=facebook:newsfeed&utm_medium=social-organic&utm_campaign=redes-sociais:042019:e&utm_content=:::&utm_term=

O peso do Smartphone

O peso do Smartphone

Vivemos na era do Smartphone, ou melhor, não vivemos mais sem ele. De acordo com o último estudo conduzido pelo instituto de pesquisas norte-americano Flurry Analytics, cerca de 300 milhões de pessoas, no mundo inteiro, são viciadas em dispositivos móveis. E  essas pessoas abrem apps no celular mais de 61 vezes em um único dia. Mas atenção, esse vício pode trazer sérios problemas.

Por todos os lados, em todos os lugares, tem alguém teclando, olhando, zapiando numa tela. Mas para isso, adotamos uma postura, que com o tempo, pode virar um problema. Você já parou para pensar quantas horas por dia você passa olhando para baixo, para tela do celular?

Aí que entra a questão, essa postura altera o estado normal do corpo, ele que, por sua vez, na tentativa de se adequar ao movimento, à nova posição, pode exigir compensações musculares que, com o tempo se transformam em dores. Explica o fisioterapeuta Dalton Faria, parceiro do Blog Esporte & Saúde.

O movimento de inclinar a cabeça para frente promove uma sobrecarga na musculatura do pescoço, principalmente de trapézios.

Um estudo recente (Assessment of Stresses in the Cervical Spine Caused by Posture and Position of the Head) avalia a sobrecarga na cervical com diferentes graus de inclinação.

O peso que a cabeça pode fazer na cervical assusta. Veja!

15° graus de inclinação a sobrecarga é de 12kg.

30° sobrecarga de 18kg.

45° sobrecarga de 22kg.

60° sobrecarga de 27kg.

E esse peso, com o tempo, pode provocar dores na região cervical, a que abrange a área do pescoço e ombros, muito conhecida também como Cervicalgia.

E ainda, de acordo com o estudo, o que se espera é um futuro de epidemia de dores cervicais oriundas de alterações posturais. Precisamos mudar isso!

De acordo com o Dr. Liszt Palmeira, Ortopedista e Traumatologista, parceiro do Blog Esporte & Saúde,  “Passar muito tempo nessa posição sobrecarrega músculos, articulações e ligamentos da coluna cervical, especialmente em quem já tem algum grau de degeneração articular. E a dor é o primeiro sintoma de que algo está errado. E ela pode aparecer na região do pescoço, das costas, nos cotovelos ou até nos punhos”.

Dr. Liszt sugere algumas medidas simples que podem evitar essas dores.

1) Praticar regularmente exercícios que mantenham os músculos com força e elasticidade adequadas para realizar as tarefas do dia a dia;

2) Diminuir o tempo de permanência na postura que causa problema;

3) Ao usar o celular, tentar colocá-lo nivelado com o rosto e não abaixo do peito.

“Não somente o smartphone, mas de acordo com a ergonomia, todo e qualquer objeto que tenhamos que visualizar, é interessante trabalhar na altura dos olhos com o pescoço ereto. Como visto acima, quanto maior a inclinação do pescoço, maior a sobrecarga em cima dele”, complementa Dr. Dalton Faria.

Original: http://www.danichristoffer.com/blog/o-peso-do-smartphone/