CREMESP: reivindicação de maiores investimentos na saúde

CREMESP: reivindicação de maiores investimentos na saúde

No início de agosto desse ano, as lideranças médicas do CREMESP fizeram uma manifestação na Avenida Paulista para reivindicar maires investimentos na área da saúde pelo Ministério da Saúde e também a saída do Ministro Ricardo Barros.
O constante fechamento de leitos públicos, o gerenciamento ineficiente das finanças da área da saúde, o congelamento de verbas para a área e a falta de investimentos foram os maiores motivos que levaram à manifestação. Além disso, a última declaração do ministro sobre “médicos que fingem que trabalham” voltou ao foco ao longo da reivindicação.
Foi destacado por parte das lideranças do movimento que o mesmo é apartidário e que seu intuito é de que os profissionais da saúde e os políticos se unam para melhorar a qualidade da saúde pública.
Paralelamente à manifestação, o CREMESP acionou a justiça por conta de improbidade administrativa contra o Ministério da Saúde. Tal fato decorre de uma reprovação ao Relatório Anual de Gestão de 2016 apresentado pelo Ministério – que não aplicou a quantidade mínima constitucional de investimentos em serviços e em ações de saúde pública. Houve, ainda, questionamento sobre a abertura de outros novos cursos de medicina privados – sendo seis no próprio estado de São Paulo – sem que fosse proposto um modelo de rígida fiscalização da qualidade do ensino oferecido pelas novas instituições e da garantia de uma boa formação dos futuros profissionais.
Fonte: Revista do CREMESP

Nova doença endêmica

Nova doença endêmica

De acordo com estudos de cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Fapesp, três a cada 100 mil habitantes são afetados pela nova doença endêmica no Brasil.  A paracoccidioidomicose é doença infecciosa causada pelo fungo P. brasiliensis. Acomete principalmente os trabalhadores rurais e sua é adquirido por via inalatória. Ao manejarem a terra no local onde exercem a profissão, acabam inalando o aerossol formado por poeira e pelo fungo patogênico.
O diagnóstico é clínico e microscópico, confirmado por cultura. O tratamento pode ser feito com azóis (p. ex., itraconazol), anfotericina B, ou sulfonamidas.
A doença se tornou endêmica no Centro-Oeste brasileiro se manifestando também em outras regiões e países sulamericanos – em especial as áreas de expansão da fronteira agrícola.
Fonte: Revista Ser Médico – CREMESP

OMS solicita atenção para carência de inovações de antibióticos

OMS solicita atenção para carência de inovações de antibióticos

Em comunicado recente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta sobre a carência de invenções de novos antibióticos. O fato pode contribuir para terapêuticas progressivamente menos eficientes contra bactérias cada vez mais resistentes. Nesse contexto, a OMS afirmou necessidade urgente de os investimentos no desenvolvimento farmacológico diante desta “crescente ameaça” à saúde mundial.

A OMS registrou, no total, 51 novos antibióticos em estudos ainda em fase de desenvolvimento clínico para combater os chamados agentes patógenos prioritários, a tuberculose e a infecção diarreica atribuída ao Clostridium difficile. São apenas 8, contudo, as inovações no quesito de tratamento capazes de integrar o “arsenal” já existente até o presente momento.

Em fevereiro, a OMS publicou uma lista de 12 famílias de bactérias resistentes – as chamadas “superbactérias” além da tuberculose, que a cada ano mata 250 mil pessoas no planeta. Contra essas famílias, por sua vez, a organização destaca a urgência no desenvolvimento de novos medicamentos, a exemplo de enterobactérias como Klebsiella e E.coli. Algumas destas famílias provocam infecções comuns, como pneumonia e do trato urinário. Caso não sejam tomadas atitudes inovadoras na terapêutica contra essas bactérias, haveria um risco de retroagirmos na âmbito do combate a esses microrganismos e quaisquer infecções comuns se tornariam temidas e pequenas cirurgias ofereceriam risco de vida.

Apenas para a tuberculose estimou-se necessidade de investimentos superiores a 800 milhões de dólares anuais na pesquisa de novos medicamentos. São muito poucas de acordo com a OMS, também, as soluções orais de antibióticos sendo criados, quando na realidade são fundamentais para uso em infecções tratadas fora de ambiente hospitalar.

Até 2050, há a possibilidade de as bactérias resistentes aos antibióticos matarem até 10 milhões de pessoas por ano – equiparando-se aos expressivos números registrados pelo câncer – de acordo com grupo de especialistas internacionais formado em 2014 no Reino Unido.

Por fim, vale ressaltar que não se trataria somente de desenvolvimento de novos antibióticos, mas também de avanços na profilaxia de doenças e evolução de estratégias terapêuticas existentes e futuras para um melhor controle dessa nova realidade em evidência.

Fonte: g1.globo.com/bemestar

Autor: Rafael Kader

Nova ferramenta identifica células cancerígenas de maneira rápida e precisa

Nova ferramenta identifica células cancerígenas de maneira rápida e precisa

Em artigo publicado por revista cietífica Science Translational Medicine, foi desenvolvida uma caneta – o MasSpec Pen – capaz de identificar células tumorais em dez segundos por cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Os pesquisadores afirmam que o utensílio permitiria que a cirurgia para a remoção de câncer seja realizada de maneira precisa, rápida e, principalmente, segura.

Os cientistas tem a expectativa de que a invenção se torne mais uma ferramenta à disposição dos médicos para evitar a reincidência do câncer. Os testes da caneta já feitos mostram resultados expressivos de precisão em 96% das vezes.

O MasSpec Pen trabalha avaliando o metabolismo singular das células cancerígenas. A bioquímica intracelular das células tumorais difere muito das demais células de um organismo saudável, principalmente por crescerem e se espalharem muito rápido, dentre outros fatores.

A invenção funciona da seguinte maneira: ao tocar em tecido cancerígeno, libera uma gotícula muito pequena de água. A partir daí, modificações nas células vivas acontecem provocando uma movimentação de substâncias químicas presentes em seu interior para a gotícula. Então, a pequena gota é sugada pela caneta para análise. No segundo momento, a caneta é conectada a um espectrômetro de massa sendo o resultado da avaliação uma “impressão digital química”, a partir da qual os médicos podem concluir se há identificado um tecido saudável ou de um tumor.

Nesse momento, apresenta-se um grande desafio dos cirurgiões: verificar a fronteira entre um câncer e um tecido normal. Apesar de em muitas situações a detecção do tumor ser mais simples, em outros, contudo, o limiar entre o tecido doente e o saudável não é tão visível. Retirar apenas uma parte do tecido pode fazer com que as células cancerosas remanescentes deem origem a um novo tumor. Mas remover muito tecido pode causar graves danos, especialmente em órgãos como o cérebro.

Nos testes, a tecnologia foi usada em 253 amostras como parte do estudo. O objetivo é dar continuidade aos testes para aprimorar o dispositivo antes de usá-lo durante cirurgias no ano que vem. Enquanto a caneta por si só é barata, o espectrômetro de massa é caro e volumoso, se apresentando como obstáculo na implementação dessa estratégia clínica na prática médica. Nesse contexto, pesquisadores também estão desenvolvendo um espectrômetro de massa um pouco menor, mais barato e adaptado para este fim, que possa ser transportado dentro e fora dos quartos com relativa facilidade.

O MasSpec Pen, portanto, faz parte de uma série de dispositivos com o objetivo de melhorar a precisão e qualidade das práticas cirúrgicas oncológicas.

Fonte: www.G1.globo.com

Autor: Rafael Kader

Dieta mais saudável: novas diretrizes

Dieta mais saudável: novas diretrizes

Estudo indica dieta mais saudável com maior consumo de gorduras e menos carboidratos
O estudo publicado no Lancet avaliou pessoas entre 35 e 70 anos de 18 diferentes países entre 2003 e 2013. Cientistas também recrutaram informações dos hábitos alimentares de outras 135.335 pessoas que foram acompanhadas por cerca de sete anos em outros estudos.

Na análise, cientistas identificaram 5.796 óbitos e 4.784 eventos cardiovasculares entre a população estudada. Assim que os pesquisadores dividiram em cinco grupos as pessoas envolvidas com base no consumo de carboidratos, descobriram que as pessoas que ingeriram mais carboidratos tinham 28% mais tendência de morrer por qualquer causa durante o estudo do que as que comiam o mínimo.

Mas, quando as pessoas foram separadas em cinco grupos agora baseadas na quantidade de gordura que consumiam, aquelas que realizaram ingestão de mais gordura – de qualquer tipo – tinham 23% de chances menores de morrer durante o estudo do que aquelas que comiam o mínimo. Os achados foram consistentes com qualquer tipo de gordura consumida.

Uma segunda análise do estudo também sugere que os benefícios de comer frutas e vegetais não são ilimitados. As diretrizes da OMS registram que o consumo ideal é de cinco porções de frutas, vegetais ou leguminosas diários, de acordo com a coautora da pesquisa Victoria Miller, da McMaster University. São diretrizes principalmente baseadas em evidências da América do Norte e da Europa. Em outras partes do mundo, entretanto, esse quantidade de frutas diárias podem ser muito caras.

Caso as indicações de ingestão de frutas na dieta fossem ajustadas para o consumo de uma quantidade menor, a adesão à dieta seria mais viável e mais pessoas atenderiam esse objetivo, de acordo com MillerA pesquisadora constatou, ainda, que as pessoas que estão seguindo o consumo diário adequado de frutas, legumes e leguminosas não devem considerar as descobertas como um pretexto para comer menos desses alimentos.


Fonte: www.G1.globo.com e Lancet

Autor: Rafael Kader

Uso exacerbado de aparelhos eletrônicos pode gerar problemas posturais

Uso exacerbado de aparelhos eletrônicos pode gerar problemas posturais

A pressão exercida pela inclinação da cabeça em diversas situações, como durante a utilização de celular ou de tablet, pode ocasionar em problemas de coluna – fato demonstrado por estudos recentes da revista científica Surgical Technology Internacional. Tendo em vista que o uso desses aparelhos tem sido cada vez mais comum desde a infância, torna-se necessário a atenção para evitar maiores danos à saúde.
O dr. Roberto Feres, coordenador do Núcleo de Ortopedia do Hospital Samaritano (Barra da Tijuca), explica como prevenir e tratar esses problemas. Na posição adequada, a cabeça pesa cerca de 5 kg no caso do adulto. Com a sua inclinação para baixo, o pescoço fica sobrecarregado por ter de sustentar sozinho a cabeça, de modo a comprometer a estrutura vertebral. Ao longo do tempo, caso o indivíduo repita esse posicionamento corporal errado, problemas de dores e de tensão poderão surgir na região do pescoço. Uma sugestão, de acordo com o especialista, seria usar os aparelhos na altura dos olhos; tanto quanto as telas de computadores de mesa e de notebooks deveriam estar na altura do campo de visão. Nos idosos, que apresentam tendência a ter esses lesões degenerativas da coluna cervical, como artrose e hérnias de disco, o uso exacerbado poderá desencadear ou agravar esses problemas.
Além de medicamentos, são aconselhados pelo médico como tratamento alguns exercícios para alongamento e fortalecimento da musculatura cervical – desde que com auxílio de fisioterapeuta – bem como atividades de readaptação postural. “Nas situações mais críticas, em que há agravamento dos sintomas e a presença de dor, poderão ser recomendados a total imobilização e o repouso”, alerta.

Outro ponto seria o uso excessivo de comunicadores estantâneos, como o WhatsApp e as redes sociais, que promovem digitação em tempo integral. Caso não haja uma pausa, podem ocorrer lesões por esforço repetitivo – tendinopatias nas mãos e nos punhos, além de alterações degenerativas, como a artrose. O médico diz, ainda, que apesar de ser inevitável estar conectado nessa era extremamente tecnológica, essencial seria 
usar os dispositivos de forma controlada, de maneira a conter movimentos repetitivos. Se surgirem os primeiros sintomas, nesse contexto, a procura por auxílio especializado deve ser imediata.
Fonte: http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2017/08/19/uso-excessivo-de-celular-e-tablet-pode-gerar-problemas-posturais/

Autor: Rafael Kader

Ministério oferece vacina do HPV a pessoas de até 26 anos

Ministério oferece vacina do HPV a pessoas de até 26 anos

No intuito de evitar o desperdício de vacinas, as cidades que tenham vacina de HPV com prazo de validade até setembro iniciaram, desde a sexta-feira – dia 18.08.17 – a aplicá-la em homens e mulheres com até 26 anos. A partir do término do estoque em questão que está prestes a vencer, as vacinas deverão voltar a ser administradas apenas para as pessoas de 9 a 15 anos, o público-alvo.
No dia 17 de agosto de 2017 o Ministério da Saúde aprovou tais alterações durante reunião com representantes dos governos federal, estaduais e municipais envolvidos na campanha de vacinação. 
A orientação para os indivíduos pertencentes ao grupo de faixa etária de 15 a 26 anos é manter o padrão de vacinação com duas doses, sendo o intervalo entre elas de seis meses. O Ministério da Saúde garante que as pessoas que tomarem a primeira neste período, excepcionalmente, terão a segunda dose garantida no próximo semestre no Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: https://saude.abril.com.br/medicina/ministerio-oferece-vacina-do-hpv-a-pessoas-de-ate-26-anos/
Autor: Rafael Kader

FDA alerta para mortes associadas ao uso de balão intragástrico

FDA alerta para mortes associadas ao uso de balão intragástrico

A Food and Drug Administration (FDA) – agência que regulamenta alimentos e medicamentos nos Estados Unidos – relata em novo documento que ao longo do ano de 2016 cinco pessoas tiveram sua morte relacionada ao uso de balões intragástricos como terapia da obesidade. Segundo o relatório, três das vítimas vieram a óbito alguns dias após a colocação do balão. Já as outras duas ocorreram cerca de um mês depois da inserção do balão, e foram associadas as possíveis complicações do tratamento, tais como perfuração no estômago ou no esôfago.
O balão intragástrico foi criado para auxiliar temporariamente na perda de peso e no controle do apetite de pacientes obesos. Ao reduzir o espaço disponível para alimentos no estômago, o uso do dispositivo repercute no organismo com sintomas associados a uma maior saciedade e a anorexia – perda de apetite, auxiliando no emagrecimento.
Por meio da endoscopia, um ou dois balões são introduzidos na boca, passando pelo esôfago e chegando no estômago ainda vazios. Em seguida, o dispositivo é preenchido com uma mistura de soro fisiológico e azul de metileno, que serve para alertar o rompimento do balão. Caso isso ocorra, a substância azulada denuncia tingindo a urina.
O prazo de validade é de seis meses e a necessidade do uso deve ser avaliada por um médico. O Conselho Federal de Medicina (CFM), no Brasil, indica que sua utilização são as mesmas do tratamento cirúrgico para obesidade: pessoas com índice de massa corporal (IMC) acima de 40 ou maior do que 35 com comorbidades (doenças agravadas pela obesidade) que tenham sido tratados clinicamente durante dois anos, sem sucesso.
Há, ainda, o risco de que o balão intragástrico – apesar de mais seguro hoje em dia – se rompa e siga ao intestino, provocando obstrução do fluxo intestinal ou até mesmo perfuração de outros órgãos. Cólicas, náuseas, refluxos e vômitos também podem surgir como sintomas associados à presença do corpo estranho no trato gastrointestinal – comum nas duas primeiras semanas. Outro ponto negativo é a eficácia limitada do dispositivo, já que, ao contrário da cirurgia, não provoca mudanças fisiológicas e hormonais capazes de controlar as comorbidades, como diabetes.
Tendo em vista as possíveis complicações nos pacientes que utilizam o balão intragástrico – como pancreatite aguda e inflamações – em feveiro deste ano, a FDA havia recomendado que os profissionais de saúde monitorassem esses indivíduos a fim de evitar esses efeitos colaterais. Apesar do alerta, a FDA afirma que ainda não há uma comprovação da associação direta entre o uso dos balões intragástrico e as mortes relatadas. Mais detalhes precisam ser colhidos e apurados para confirmação desse fato.
Fonte: http://veja.abril.com.br/saude
Autor: Rafael Kader

CREMESP condena a abertura de novos cursos de medicina

CREMESP condena a abertura de novos cursos de medicina

Na terça-feira (25/7) o Ministério da Educação (MEC) anunciou o credenciamento e a autorização para abertura de novos cursos privados de Medicina. No primeiro momento, as seis cidades paulistas beneficiadas seriam: Araras, Guarulhos, Mauá, Osasco, Rio Claro e São Bernardo do Campo.
A Lei Federal 12.871/2013 determina critérios rigorosos de qualidade para abertura de novas vagas em Medicina, sempre obedecendo a relevância e a necessidade social da oferta deste curso. A partir disso, para o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Lavínio Nilton Camarim, esta foi apenas mais uma decisão política do MEC, sem embasamento técnico, e que favorece apenas interesses de grupos protegidos, contrariando as próprias regras nacionais.
O Estado de São Paulo forma atualmente cerca de 4.500 médicos por ano. As cidades escolhidas no Estado para a criação das novas escolas são próximas de localidades onde já existem instituições de ensino médico. Além disso, fiscalizações realizadas pelo Cremesp, em 2015, demonstraram que algumas delas não possuem estrutura mínima necessária para promover o ensino médico adequado, como a carência de corpo docente qualificado e em número adequado e a falta de hospitais-escolas para a prática médica.
O presidente do Cremesp condena, novamente, a abertura de vagas de cursos de Medicina sem que haja condições éticas e profissionais para que o acadêmico realize seu estágio com supervisão e qualidade.
Fonte: site do Cremesp
Autor: Rafael Kader

FIOCRUZ lança projeto de prevenção ao HIV na América Latina

FIOCRUZ lança projeto de prevenção ao HIV na América Latina
Lançado no último dia 17 de julho pelo Instituto Nacional de Infectologia / FIOCRUZ, o ImPrEP – Projeto de Implantação de Profilaxia Pré-exposição ao HIV no Brasil, no México e no Peru –  possui o objetivo de contribuir para a introdução da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) como estratégia de prevenção ao HIV nos países em questão. O foco serão os grupos mais expostos ao vírus da população, compostos por: homens que fazem sexo com homens, mulheres transexuais e travestis. O Ministério da Saúde manifestou total apoio a esse projeto.

Será uma ótima oportunidade de combate à disseminação do vírus pela população latino-americana e, também, de promoção de saúde nos países envolvidos. Apesar de constantes avanços nos postos de saúde, no tratamento e na profilaxia da doença, a América Latina ainda possui números elevados de novas infecções. Atualmente, cerca de duas milhões de pessoas vivem com HIV e, por ano, por volta de cem mil são contaminadas pelo agente viral. O trabalho conjunto das diversas instituições envolvidas no projeto prevê muita utilidade na inovação das políticas públicas de combate ao vírus nos países da região.

O ImPrEP terá duração de três anos e deve beneficiar, no total, 7.500 pessoas. A realização é responsabilidade de um consórcio constituído por centros de pesquisa e Ministérios da Saúde dos três países participantes. Além de ofertar acesso à PreP, o projeto também ampliará o diagnóstico das Hepatites B e C, Sífilis, HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.
 
A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma estratégia preventiva que se baseia no uso diário de um medicamento que funciona como uma “barreira química” contra o vírus HIV. Os indivíduos que adotam a PrEP não devem abrir mão do uso de preservativos, tendo em vista que a mesma faz parte da estratégia combinada. O Brasil foi pioneiro na América Latina ao adotar a PrEP como política de saúde em 29 de maio deste ano.
 
Fonte: Site da Fiocruz e do CREMERJ

Autor: Rafael Kader