Estudo demonstra relação entre bebidas cafeinadas e dor de cabeça

Acometendo mais de um bilhão de adultos em todo o mundo, a enxaqueca é a terceira doença mais prevalente da atualidade. Além da dor de cabeça intensa, os sintomas da enxaqueca podem incluir náusea, alterações de humor, sensibilidade à luz e ao som, além de alucinações visuais e auditivas. Pessoas que sofrem de enxaqueca relatam que padrões climáticos, distúrbios do sono, alterações hormonais, estresse, medicamentos e certos alimentos ou bebidas podem causar ataques de enxaqueca. No entanto, poucos estudos avaliaram os efeitos imediatos desses fatores.

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Cientista recebe medalha por pesquisa sobre Alzheimer e Parkinson

A cientista Débora Foguel tem doutorado em bioquímica e é professora titular da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Membro da Academia Brasileira de Ciências e uma das coordenadoras da Rede Nacional de Ciência para a Educação, acaba de ser agraciada com a medalha Mietta Santiago, outorgada pela Câmara dos Deputados, junto com outras quatro personalidades. Seu campo de estudo é o enovelamento errado de proteínas, que tem despertado o interesse de pesquisadores no mundo todo, já que esse erro está associado a doenças como Alzheimer, Parkinson e a amiloidose senil, que pode afetar o coração de 15% dos indivíduos com mais de 80 anos.

A professora usa uma analogia: “em primeiro lugar, vale lembrar que as proteínas estão relacionadas a todas as atividades das nossas células. Da memória aos batimentos cardíacos, milhares delas estão por trás de cada função do nosso corpo. Cada proteína, quando é produzida dentro de uma célula, lembra o cadarço de um sapato, ou seja, é como um fio esticado. No entanto, para desempenhar sua função, ela precisa se dobrar com precisão sobre si mesma, como um cadarço quando se dá um nó e um laço. Nas doenças que estudo, determinadas proteínas não se dobram corretamente e acabam por se unir umas às outras, formando agregados, ou grumos, dentro ou fora das células. Com o envelhecimento, o que vemos é que aumenta a taxa de dobramento errado nas células e, por conseguinte, a quantidade de agregados que se formam e dão origem a doenças como o Alzheimer e o Parkinson”.

Quando as proteínas formam os grumos, ou agregados, acabam provocando a morte da célula. Se isso acomete os neurônios relacionados à nossa memória, o que aparece é o Alzheimer; se acomete os neurônios motores que produzem dopamina, causa o descontrole motor do Parkinson. “Esse é um processo que leva muitos anos, mas, quando os sintomas se manifestam, já há comprometimento dessas regiões do cérebro e os medicamentos de que dispomos no momento são apenas paliativos, isto é, não impedem a formação da doença”, afirma.

Para contextualizar o sentimento de urgência que envolve os cientistas, ela diz que apenas de 5% a 10% dos pacientes com Alzheimer apresentam alguma mutação que justifique a enfermidade: “em 90%, 95% dos casos, não se tem ideia do que está por trás desse processo de agregação de proteína que leva à doença”.

A doutora Débora Foguel se dedica justamente a desvendar os mecanismos que levam uma proteína a mudar sua estrutura. Já foram mapeadas cerca de 50 doenças causadas por esse enovelamento, ou dobramento incorreto, e a maioria está associada ao envelhecimento. Como estamos vivendo mais, essas enfermidades se tornarão cada vez menos raras, daí a necessidade do investimento em pesquisa: o objetivo é um dia descobrir como deter o processo.

 

Uma curiosidade sobre a medalha: Mietta Santiago é o pseudônimo de Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira. Nascida em Varginha, em Minas Gerais, ela questionou a proibição do voto feminino no Brasil em 1928, por meio de um mandado de segurança. Conseguiu o direito de votar e o de concorrer ao cargo de deputada federal. A condecoração foi criada no ano passado para homenagear iniciativas relacionadas aos direitos das mulheres.

Fonte:

https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2019/04/02/cientista-recebe-medalha-por-pesquisa-sobre-alzheimer-e-parkinson.ghtml

Fadiga Crônica: uma doença inflamatória

A síndrome da fadiga crônica – ou encefalomielite miálgica – apesar de ainda permanecer com muitas informações não elucidadas, é caracterizada por astenia inexplicável persistente ou recorrente de pelo menos um semestre de duração. O descanso não alivia seus sintomas e a doença é a causa de uma redução substancial dos níveis de atividades ocupacionais, educacionais, sociais e pessoais.
Os sintomas da doença não se restringem apenas à fadiga extrema, mas englobam – em diferentes níveis de intensidade e qualidade dependendo do indivíduo – comprometimento cognitivo, mal-estar, sono irreparável, cefaleia, mialgia, artralgia, dor de garganta, linfadenopatia, hipersensibilidade ao ruído, luz ou determinados alimentos, e distúrbios autonômicos.
Um estudo da Stanford University School of Medicine avaliou o perfil imunológico de pacientes doentes e hígidos avaliando as citocinas dos envolvidos na pesquisa de modo a buscar uma correlação entre as moléculas e a patologia.
Foi constatado um aumento de dezessete citocinas nos pacientes com alto nível de gravidade da doenças, de maneira que, das dezessete, trezes são pró-inflamatórias – fato que muito provavelmente contribui para o desenvolvimento dos sintomas dos doente.
Nesse contexto, o estudo confirma que síndrome da fadiga crônica ou encefalomielite miálgica é uma doença inflamatória. As citocinas identificadas na pesquisa, também, podem ser capazes de auxiliar no diagnóstico da doença e no estabelecimento de novas medidas terapêuticas.
Fonte: https://pebmed.com.br/estudo-comprova-que-fadiga-cronica-e-uma-doenca-inflamatoria/
Autor: Rafael Kader.

Morte Encefálica: o que eu preciso saber?

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– É a parada total e irreversível das funções encefálicas, sendo os critérios diagnósticos baseados na ausência de atividade cerebral, incluindo o tronco encefálico;

– Principais causas: TCE, AVE, encefalopatia anóxica e tumor cerebral primário;

– Pré-Requisitos:

  • Identificação e registro hospitalar;
  • Causa CONHECIDA;
  • Paciente não pode estar hipotérmico, hipotenso e nem usando drogas depressoras do SNC.

– Submetido a 2 exames neurológicos por profissionais diferentes (não podem ser da equipe de transplantes), sendo um obrigatoriamente da área de Neurologia;

Exame Clínico: coma aperceptivo, ausência de atividade motora supraespinhal (pupilas fixas e arreativas, ausência de reflexos corneopalpebral, oculocefálico e da tosse), apneia;

– Após o 2º exame clínico, é realizado exame complementar para confirmação (busca identificar ausência de perfusão sanguínea, atividade elétrica ou atividade metabólica cerebrais);

Notificação compulsória (Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos), independente do desejo do familiar ou da condição clínica do potencial doador;

– O óbito deve ser constatado no momento do diagnóstico de morte encefálica.

Via Óptica e Defeitos Campimétricos

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VIA ÓPTICA

– Retina temporal recebe os estímulos do campo nasal, a retina inferior do campo superior (e vice-e-versa);

– As fibras da retina nasal cruzam no quiasma óptico… desse modo, as fibras que compõem a radição óptica esquerda são aquelas da retina temporal esquerda e da retina nasal direita (dica: o hemisfério de um lado irá processar os estímulos do lado oposto!);
– O que determina a divisão entre campo nasal e temporal é a FÓVEA.

 

DEFEITOS CAMPIMÉTRICOS

Defeitos pré-quiasmáticos apresentam variadas formas e não respeitam o meridiano vertical;

Defeitos quiasmáticos são bilaterais e bitemporais, sempre respeitando a linha média vertical (exemplo clássico: compressão por um adenoma de hipófise);

Defeitos pós-quiasmáticos são bilaterais homônimos, respeitam a linha média e aparecem no lado oposto ao local acometido.

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QUESTÃO

Um homem de 44 anos é atendido no PA após um acidente automobilístico. Ele disse que ¨não tinha visto o carro vindo ao meu lado direito¨. Ao exame físico, as pupilas eram simétricas e fotorreagentes. A acuidade visual era normal; no entanto, havia defeitos no campo visual lateral de ambos os olhos. Qual é o achado mais provável de ser encontrado nessa situação?

a) descolamento de retina.
b) glioma do lobo occipital.
c) lesão do nervo óptico.
d) infarto no lobo parietal.
e) adenoma pituitário.

Acidente Vascular Encefálico : Quando suspeitar?

                                                                                                

   

 

 

 

 

  O Acidente Vascular Encefálico pode se apresentar de diferentes maneiras na prática médica. O quadro clínico do AVE isquêmico é o mais conhecido, mas um AVE hemorrágico pode passar desapercebido por um jovem médico, colocando em risco a saúde e a vida do paciente.

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Sonolência excessiva

Sonolência é definida como uma probabilidade aumentada para dormir.

Já a sonolência excessiva (SE), é uma propensão aumentada ao sono com compulsão subjetiva para dormir, tirar cochilos involuntários, quando o sono é inapropriado.

As principais causas de SE são:

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