Diuréticos, Diabetes e Hipertensão Arterial Sistêmica

De acordo com estudo PATHWAY3 a combinação de amilorida e hidroclorotiazida pode ser eficaz para o controle da pressão arterial.
O uso de inicial do tiazídico para controle da PA não tem sido utilizado com frequência na prática clínica, diante do risco do paciente desenvolver hiperglicemia e, então, Diabetes. De acordo com pesquisas com os fármacos, o desenvolvimento de Diabetes em pacientes chega a 30% dos casos. Pesquisadores acreditam que seu efeito hipoglicemiante está relacionado a hipocalemia ocasionada pelo seu uso. Então, houve a sugestão pela Sociedade Europeia de Cardiologia de associação de hidroclorotiazida com amilorida – um diurético poupador de potássio – no intuito de contrabalancear a perda do íon.
Envolveram em um estudo 440 pacientes com PA sistólica > 140mmHg, dividindo os participantes em três grupos:
I) Uso de apenas Hidroclorotiazida para controle da PA;
II) Uso de apenas Amilorida para controle de PA;
III) Uso de ambos os medicamentos.
Durante determinado períodos de tempo – 12 e 24 semanas – foram aferidas as pressões arteriais, a glicose e a concentração de potássio sanguínea dos pacientes.
O uso dos medicamentos isolados gerou uma queda semelhante da PA, sendo que a Amilorida provocou aumento dos níveis de potássio sem hiperglicemia. O oposto, contudo, ocorreu com o uso isolado de Hidroclorotiazida, que resultou em hipocalemia e hiperglicemia.
O uso associado dos diuréticos reduziu a PA a níveis menores e, ainda, preservou os níveis de potássio e glicose. Nesse contexto, houve confirmação da hipótese de relação entre os níveis de potássio e de glicose. Assim, a administração dos fármacos concomitantemente surgiu como uma maneira de controlar o risco de desenvolvimento de Diabetes em portadores de Hipertensão Arterial Sistêmica.
Fonte: European Society of Cardiology

Captopril Sublingual

Captopril Sublingual

Existe uma confusão sobre a via de administração de alguns fármacos, principalmente em caso de emergência. Esse é o caso do Captopril.
Primeiro, vamos dar uma olhada na bula do medicamento:
http://www.iquego.com.br/pdf/bula_captopril.pdfhttp://www.bulas.med.br/bula/6048/captopril+generico.htm
Gostaria de destacar:
1.Via de administração oral
2. O CAPTOPRIL é rapidamente absorvido por via oral; os níveis sangüíneos máximos ocorrem por volta de 1 hora.
3. Início da ação 15 a 60 minutos. Tempo para atingir a concentração sérica de pico 30 a 90 minutos.
Vejamos o que fala o Goodman sobre a via de administração sublingual:
A utilização de medicamentos via sublingual depende da ionização e lipossolubilidade do fármaco(¹)
Então, para que uma medicação seja usada por via sublingual, ela, obrigatoriamente, deve ter: caráter iônico, lipossolubilidade, importante mecanismo de primeira passagem (metabolismo hepático). Essas não são características de: Nifedipina, Clonidina, Atenolol, Captopril, e outros frequentementes usados por via sublingual, na crise hipertensiva.
Fonte: http://www.fmrp.usp.br/revista/2003/36n2e4/18urgencias_emergencias_hipertensivas.pdf
Para o Captopril, tanto a rota sublingual quanto a oral tem efeitos similares sobre a PA e atividade da renina plasmática, não havendo estudos que demonstrem a superioridade do captopril sublingual sobre a via oral, devendo ser utilizada se a via oral não for factível.
Já com o nifedipino, foram descritos efeitos colaterais graves com o uso sublingual. A dificuldade de controlar o ritmo ou o grau de redução da PA, e a existência de alternativas eficazes e mais bem toleradas, torna o uso desse agente não recomendável nessa situação.
Alguns trabalhos demonstram que é muito pouco absorvido por via sub-lingual.
Fonte:http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/arquivos/assistenciafarmaceutica/clin-alert0101.pdf
Apesar de a prática de se ministrar Captopril, Nifedipina e semelhantes, pela via sublingual ser muito difundida (inclusive em outros países ), esse uso não tem comprovação científica. Portanto, reservemos o uso do Captopril sublingual para quando a administração oral não for possível.Captopril sub lingual

Leucemia Infantil: Próximos passos

Leucemia Infantil: Próximos passos

Pesquisadores do Instituto Calos Chagas (ICC/ Fiocruz Paraná), em nova pesquisa realizada, abrem novas perspectivas para o tratamento de câncer, em especial da Leucemia Linfóide Aguda (LLA) – que atinge com mais frequência crianças e jovens.
Desde 1970, a terapêutica da doença é baseada no manuseio da enzima asparaginase extraída de bactérias. No Brasil, cerca de 4 mil pacientes dependem deste tipo de medicamento, importado e utilizado pelos serviços de oncologia do Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo desenvolveu uma versão inovadora da asparaginase humana, que após alterações estruturais tornou-se mais ativa bioquimicamente – conferindo a ela um potencial terapêutico. Tal descoberta permite novas perspectivas para o tratamento com uma enzima mais especifica e menos tóxica, uma contribuição importante para o tratamento da leucemia infantil.
Por não ser obtida a partir de bactérias, a asparaginase humana não apresenta forte reação do sistema imunológico, diminuindo assim os efeitos adversos no paciente. As células humanas produzem a asparaginase, porém a proteína nativa não apresenta atividade suficiente para utilização como medicamento. Diante da investigação da estrutura dessa molécula natural, então, o grupo de pesquisadores promoveram mudanças estruturais ao longo de quatro anos que resultaram em atividade compatível com potencial uso terapêutico.
Além da redução dos efeitos colaterais, outro fator muito importante seria a disponibilidade do fármaco no nosso país. Sabe-se que hoje o Brasil importe a asparaginase bacteriana utilizada no SUS. A partir do estudo, há esperança de produção nacional do biofármaco e seu posterior uso no tratamento da leucemia, melhorando o tratamento, barateando seu custo e reduzindo a dependência das importações.
Nesse contexto, essa pesquisa reforça a importância de avanços na pesquisa científica na área da sáude no nosso país. As próximas etapas – de acordo com os pesquisadores – se resume em otimizar a produção do fármaco, chegando a quantidades suficientes para realização de testes pré-clínicos a fim de confirmar o potencial farmacológico dessa enzima.
Fonte: Site do Cremerj

Tecnologia que permite previsão de piora de pacientes está próxima

Tecnologia que permite previsão de piora de pacientes está próxima

 
Aproximadamente 11% das mortes em hospitais acontecem pelo declínio do quadro do paciente, não sendo reconhecido logo ou tratado da maneira correta. No entanto, uma das principais organizações de saúde do mundo, a US Department of Veterans Affairs (VA), em parceria com a DeepMind, empresa focada em inteligência artificial, anunciou que está trabalhando para prever mudanças potencialmente fatais na condição de um paciente mesmo antes de qualquer sinal de advertência.
Para isso, especialistas e pesquisadores de renome mundial estão analisando os padrões de 700 mil registros médicos, a fim de determinar se a tecnologia de aprendizado da Learning Machine, equipamento capaz de prever a evolução do paciente, pode identificar com precisão os fatores de risco durante a internação hospitalar, prevendo corretamente a piora do enfermo. A princípio, a pesquisa se concentra nos fatores de risco da insuficiência renal aguda (IRA), que é a perda súbita da capacidade dos rins filtrarem resíduos, frequentemente ocorrendo, sem sinais de aviso, após procedimentos de rotina. A pesquisa também foca na pneumonia, porque seu início também é repentino e, muitas vezes, assintomático. Ambas podem ser fatais.
“Em um mundo onde quase todos os recursos hospitalares se destinam a solucionar sintomas depois que as pessoas já estão doentes, esperamos que técnicas de previsão possam pavimentar o caminho para melhores cuidados preventivos de saúde, evitando que as pessoas fiquem doentes.” – Dominic King, da DeepMind Health.
O Trabalho que a DeepMind e a VA estão realizando ainda é exploratório, mas há otimismo quanto ao potencial de longo prazo da tecnologia de aprendizagem da Learning Machine. Eles esperam aplicar abordagens semelhantes para outros sinais de declínio evitando que pacientes possam desenvolver infecções e condições graves. Em última análise, salvar vidas.
Fonte: DeepMind

Connectom: Tecnologia e Inovação em Neurociência

Connectom: Tecnologia e Inovação em Neurociência

Em uma das edições de aniversário da revista EXAME, que comemora seus 50 anos com uma série de reportagens sobre tecnologia e inovação em diversas esferas do conhecimento, a matéria “Cérebro, A Fronteira Final” traz como recorte temático o novo fôlego das pesquisas na área da neurociência. Com a finalidade de explicitar os impactos que esse tipo de pesquisa tem sobre a sociedade atual, o tema aborda a perspectiva de que compreender o funcionamento do cérebro será a chave para tratar doenças e criar hábitos saudáveis.
Apesar da importância do cérebro para o desenvolvimento das atividades humanas como conhecemos hoje, é espantoso o quão pouco se conhece sobre os mecanismos de ação desse órgão. Para tentar se obter um esclarecimento maior sobre seu funcionamento, em dezembro de 2016 foi instalado, no Instituto Max Planck para a Cognição Humana e Ciências do Cérebro, na cidade alemã de Leipzig, o poderoso aparelho de ressonância magnética chamado de CONNECTOM, produzido sob encomenda pelo conglomerado alemão Siemens. O equipamento é até quatro vezes mais poderoso que um aparelho moderno disponível num hospital, afirma o pesquisador Harald Möller, o que é importante por duas razões: obter imagens mais nítidas da massa encefálica e realizar pesquisas no nível celular em tempo real, ou seja, com o cérebro humano vivo. Esse fato permite que os cientistas consigam acompanhar a evolução das regiões cerebrais ao longo do tempo na tentativa de desvendar os mecanismos da aprendizagem, do raciocínio e das desordens mentais.
Para Nikolaus Weiskopf, um dos diretores do Instituto, a possibilidade de se ter toda essa visibilidade do cérebro é importante porque cada mudança sutil nas microestruturas cerebrais pode causar doenças. “Nós olhamos para a microestrutura ao mesmo tempo em que investigamos as funções cerebrais de determinadas áreas. Se eu encontrar diferenças nas estruturas, preciso saber como isso afeta a função”, diz.
Esse não é um grande potencial apenas para a neurociência, mas também para a psiquiatria. Problemas psiquiátricos estão associados a alguma alteração na estrutura cerebral. Por essa razão, compreender a plasticidade do cérebro através das técnicas de imagem, pode fornecer base para descobrir novos tratamentos para alcoolismo, desordens alimentares e estresse pós traumático, por exemplo. Além disso, os pesquisadores esperam que seja possível treinar o cérebro para driblar áreas lesionadas após um AVC ou atacar doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.
Por todos esses motivos, o Connectom apresenta para a sociedade científica uma nova possibilidade de compreensão eficiente do funcionamento do cérebro. A partir daí, transferir os conhecimentos adquiridos pelas pesquisas realizadas através do equipamento para tratar doenças, promover mudança de hábito e bem estar é apenas uma questão de tempo.
Fonte: Revista EXAME

Vantagens e Desvantagens da Pediatria

Vantagens e Desvantagens da Pediatria

Pediatria

Vantagens:
– Especialidade de acesso direto de duração de 3 anos;
– Especialidade caracterizada como “feliz” pelos pacientes os quais atende;
– Alta demanda para pouca mão de obra;
– Maior fidelidade dos pacientes;
– Alto número de vagas para residência;
– Pouca concorrência com outras especialidades para tratar das patologias;
– Maior remuneração por plantão do que outras especialidades.
Desvantagens:
– Baixa qualidade de vida pela grande quantidade de emergências;
– Dependência de plantões muitas vezes ao longo de toda a vida profissional;
– Poucos procedimentos que agreguem valor à consulta;
– Diminuição geral da natalidade mundial deve fazer com que a clientela diminua;
– Remuneração à longo prazo;
– Dificuldade de conseguir convênios;
– Sucesso terapêutico depende mais dos parentes do que dos pacientes.

Osteoartrose: pontos importantes para revisão

Osteoartrose: pontos importantes para revisão

Osteoatrose é a doença mais comum que acomete as articulações do organismo humano. Pode ser de origem primária ou secundária. Como fatores de mais incidência da doença, temos: sexo feminino; idade avançada; obesidade; profissão; prática de exercícios que lesionem articulações; traumas; genética e doenças ósseas ou musculares.
Degeneração da Cartilagem
+
Remodelação Óssea                   = OSTEOARTROSE
+
Inflamação Articular
Sabe-se que a cartilagem é idolor. Seu envelhecimento, entretanto, causa doença. A dor, então, surge dos ligamentos, dos músculos próximos, dos ossos, das periarticulações e da sinóvia.
Além disso, a cartilagem é avascular possuindo baixo metabolismo e nutrição por difusão.
Condrócitos: células do tecido cartilaginoso produtoras de colágeno II, proteoglicanos (dentre os quais ácido hialurônico) e metaloproteinases. Desse modo, de acordo com o balanço de produção de substâncias anabólicas e catabólicas temos maior síntese ou remodelação dos ossos (note que, nos idosos, há ineficiência de síntese de moléculas anabólicas – aumentando o risco de osteoartrose).
Anabolismo: Colágeno II, proteoglicanos entre outras substâncias.
X
Catabolismo: Metaloproteinases, IL-1, TNF-a, Óxido Nítrico, IL-6, IL-8 e PGE2.
O estresse mecânico que ocorre nas articulações libera óxido nítrico pelos sinoviócitos, que desencadeia apoptose dos condrócitos e degeneração da matriz óssea.
OBS: “Joint Faillure” – envelhecimento precoce da articulação.
Óxido Nítrico
+                                 = OSTEOARTROSE
Metaloproteinases
IL-1, TNF-a…
* A chamada Condromalácia acontece quando há envelhecimento da cartilagem associado à esclerose subcondral e surgimento de osteófitos, propiciando deformação da estrutura óssea e possível limitação de movimentos.
Como sinais da doença, destacam-se:
Crepitação palpável ou audível, espasmos e atrofia muscular, desalinhamento articular e sinovite discreta.
Como sintomas da doença, destacam-se:

  1. Gerais: Dor, enrijecimento pós-repouso, parestesias ou disestesias;
  2. Mãos: Nódulos de Heberden (interfalangeanas distais), nódulos de Bouchard (interfalangeanas proximais), rizartrose;
  3. Joelhos: Condromalácia de patela, desalinhamento articular, dor;
  4. Coluna Cervical: Nucalgia, cefaleia, disfagia;
  5. Coluna Torácica – raro e pouco sintomático;
  6. Coluna Lombar: Lombalgia mecânica, ciatalgia, enrijecimento pós-repouso.

Como locais atípicos para acometimento de articulações, podemos citar as articulações metacarpofalangeanas, os punhos, os cotovelos e a articulação glenoumeral dos ombros (a articulação acromioclavicular é acometida com maior frequência).
Os exames laboratoriais para investigação são: Provas inflamatórias, biomarcadores, biópsia de líquido sinovial.
Os exames radiológicos mostram – como consequência  da doença – esclerose subcondral, osteofitose, pseudo-cistos, desalinhamento articular, diminuição da interlinha articular e anquilose.
Os tratamentos, ainda, incluem uma série de opções:

  1. Tratamentos não-medicamentosos: Gelo e calor; fortalecimento muscular; órteses; redução da carga corporal e de citocinas do tecido adiposo e terapias complementares (acumpuntura etc).
  2. Tratamentos medicamentosos: Paracetamol e Opioides – Tramadol ou codeína – como analgésicos, AINEs (diclofenaco, ibuprofeno e naproxeno – não seletivos podendo geral distúrbios gastrointestinais – e celecoxib – seletivos da COX-2 (atenção para sangramentos)), corticoides intra-articulares, ácido hialurônico, sulfatos de condroitina ou glicosamina, colchicina, hidroxicloroquina, metatrexate ou diacereína.
  3. Tratamento Cirúrgico.

Câncer colorretal: negligência aos exames

Câncer colorretal: negligência aos exames

O câncer colorretal – responsável pela segunda maior incidência entre as mulheres e terceira entre os homens – por ano, mata mais de 15 mil indivíduos em nosso país. É possível, contudo, mesmo diante desse fato, detectar a neoplasia em seus estágios iniciais, quando a possibilidade de cura chega a 95%.
O que deveria ser feito?
Para verificar a presença ou não de câncer colorretal o paciente deve realizar um exame de rotina o qual avalia a presença de sangue oculto nas fezes. É um exame barato, simples e, infelizmente, negligenciado em muitas situações. Está indicado para todas as pessoas entre 50 e 75 anos e deve ser feito uma vez ao ano.
Se o resultado der negativo, não há necessidade de se preocupar com a patologia. Porém, caso o teste seja positivo, deve ser indicado a colonoscopia, que envolve introduzir uma pequena câmera pelo ânus para analisar as paredes do reto e do intestino grosso. Por meio da transmissão de imagem para um televisor, o especialista consegue visualizar e diagnosticar inflamações, verrugas (pólipos) e até a presença de massas cancerosas.
Um estudo realizado pelo A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo, realizou um estudo com 1 200 pacientes que tinham indicação de realizar o exame de sangue oculto no intuito de verificar maiores detalhes sobre o comportamento das pessoas em relação a esse checkup de rotina. O primeiro dado da pesquisa, contudo, espantou os pesquisadores: 540 participantes (45% do total) simplesmente não retornaram ao hospital sequer para entregar a amostra de fezes que seria analisada no laboratório.
De acordo com o oncologista envolvido na pesquisa, a falta de tempo para voltar ao médico é um dos fatores que mais contribuem para essa baixa adesão. Entre os 660 restantes (55% da amostra) que levaram o potinho com as fezes de volta ao A.C. Camargo, 33 (5%) tiveram um resultado positivo, ou seja, possuíam gotas de sangue coagulado. Como essa informação não é suficiente para fechar o diagnóstico de câncer colorretal, eles foram orientados a realizar o exame de colonoscopia.
Na etapa do exame de imagem, contudo, 10% dos indivíduos não voltaram para fazer o exame e estão sob risco de descobrir a doença numa fase mais avançada e até com metástase, quando a taxa de cura cai para apenas menos de 20%.
Dos 30 pacientes que foram submetidos à segunda etapa, 18 encontraram algum problema na porção final do intestino. Na grande maioria dos casos (90%), eram apenas pólipos, lesões iniciais que são retiradas na hora mesmo e não apresentam grandes ameaças. Somente dois foram diagnosticados de fato com câncer colorretal.
Para reverter a doença, geralmente é preciso recorrer às cirurgias. Em situações mais com elevado nível de risco ao paciente, ainda, são indicados o uso de quimioterapia ou de radioterapia.
Fonte: saude.abril.com.br

Jalecos e transmissão de patógenos: Novidades

Jalecos e transmissão de patógenos: Novidades

 
No cotidiano dos médicos brasileiros é comum verificar os profissionais utilizando na maioria do casos jalecos de mangas longas – existindo, inclusive, certo desprezo pelos modelos com as magas curtas. Os jalecos são fonte de contaminação por patógenos, porém, nenhuma evidência mostra que o uso mangas curtas reduz o risco de transmissão de patógenos.
Diante dessa perspectiva, a SHEA (Society for Healthcare of American) elaborou a seguinte hipótese testada em ensaio randomizado: a transmissão de agentes patogênicos ocorre com menor frequência quando os profissionais usam jaleco de manga curta quando comparado ao de manga comprida.
 
O estudo ocorreu com 34 profissionais da saúde, sendo eles submetidos ao VPI com mangas curtas ou longas enquanto realizavam exames em manequim contaminado com determinado vírus. O exame incluiu palpação e percussão do  tórax e abdômen e depois dorso e duraram aproximadamente 2 minutos. Foi divido em duas etapas de exame e, além disso, observações anônimas de grupos de médicos foram também realizadas durante rondas de trabalho.
 
Durante exames simulados, os punhos de manga comprida de jalecos brancos entraram em contato mais vezes com os manequins envolvidos. Contaminação com o marcador de DNA foi detectada significativamente mais frequentemente nas mangas e / ou punhos dos profissionais e em superfícies do ambiente adjacentes ao segundo manequim quando jalecos de manga longa foram usados. Embora as mãos sejam consideradas as principais fontes de transmissão de patógenos, formas de compartilhar os equipamentos portáteis também estão frequentemente direta ou indiretamente em contato com pacientes e podem contribuir para a transmissão de patógenos.
No estudo publicado, foram fornecidas evidências de que os punhos de jalecos brancos de mangas longas podem servir de vetor para a transmissão de patógenos. A transferência do marcador de DNA viral ocorreu significativamente mais frequentemente quando os jalecos de manga longa eram usados em relação aos de manga curta. Além disso, eles entraram em contato  com os pacientes e as superfícies mais frequentemente.
Mesmo frente aos dados colhidos ao longo do estudo, há necessidade de complementação de pesquisas nessa área, sem, contudo, dispensar a importância do suporte o qual tais informações fornecem para recomendação de que os profissionais usem jalecos de mangas curtas.
Fonte: Pebmed