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Humildade no Ato Médico

Humildade no Ato Médico

Repost de outubro de 2018

O dicionário da língua portuguesa define humildade como sendo a “qualidade de quem age com simplicidade, característica de pessoas que sabem assumir as suas responsabilidades, sem arrogância, prepotência ou soberba”. Dessa forma, a humildade é um sentimento extremamente relevante para o médico, que o faz reconhecer suas próprias limitações, com modéstia e ausência de orgulho. Mas a questão é: qual motivo faz com que essa característica seja extremamente importante para se ter uma carreira médica bem sucedida? Podemos elencar, na verdade, três vertentes principais que podem ser abordadas quando se fala de tal traço: impactos para os pacientes, para a equipe de trabalho e para a carreira.

O mais importante aforismo de Hipócrates postula “primeiro, não causar dano”. Para isso, o médico deve ter em mente que possui restrições na atuação, humildade ao lidar com os pacientes. Sua prepotência pode causar inúmeros danos à saúde daqueles que se submeteram a seus cuidados. O bom médico deve estar sempre disposto a mudar de acordo com o que for melhor para o paciente, seja quando se trata de técnicas cirúrgicas, seja para delineamento de condutas terapêuticas e atualização do conhecimento cientifico que, principalmente na área da saúde, tende a acontecer de maneira cada vez mais veloz. Além disso, o sentimento em questão traz o médico a uma realidade de horizontalidade, onde o paciente está exatamente em seu nível, não inferiorizado pela situação de vulnerabilidade por suas debilidades físicas enquanto o médico, em posição superior, detém o conhecimento para lidar com a doença. Essa situação tende a produzir um atendimento mais humano, atento, enxergando o paciente sob várias perspectivas que não somente a de um “organismo doente que necessita de reparo”.

A humildade também é extremamente necessária quando se trata da convivência do médico com os outros profissionais. Segundo o filósofo chinês Confúcio, “a humildade é a única base sólida para todas as virtudes”. Quando se trata de relacionamento médico com sua equipe, virtudes estão fortemente relacionadas à boa convivência e, portanto, com produtividade e eficiência, o que se prova verdade num mundo progressivamente mais conectado em que a multidisciplinaridade é grandemente difundida e praticada. Nesse sentido, nenhum médico é detentor da verdade absoluta e do conhecimento pleno, sendo profícuos a discussão de casos com os colegas, a troca de opiniões e o pedido de ajuda quando o benefício do paciente o requer. Colocar a vaidade profissional acima da atenção ao paciente causa deformação no bom agir médico. É preciso estar disposto a retificar a opinião, uma atitude que não supõe nenhum demérito, mas sim a procura humilde, com consciência de missão, do bem estar do paciente.

Quando se busca uma carreira bem sucedida, a humildade vem, novamente, ocupando lugar de grande importância para a construção de um profissional de excelência. Pelas palavras de Mario Sergio Cortella, “a humildade é a habilidade de reconhecer que ainda há o que aprender, que não se atingiu o ponto máximo de crescimento”. Nesse caso, o médico que deseja fazer crescer e prosperar a carreira não pode portar a impressão de que já obteve todo o conhecimento e que já realizou todas as ações possíveis para alcançar seus objetivos, mas ter a sensibilidade de perceber que há sempre algo inédito para buscar, inovações que o diferenciarão de outros profissionais e o tornarão acima das expectativas do mercado.

De Hipócrates e Confúcio a Mario Sergio Cortella, a visão de que a humildade é extremamente eficaz na construção de um profissional/cidadão brilhante é convergente. Assim, o médico, que desfruta de grande status social pelo simples fato de ser médico, deve cuidar para que a arrogância, a prepotência e a soberba não ofusquem sua missão ao cuidar dos pacientes, ao lidar com os parceiros de equipe e ao planejar e construir sua carreira.

Referências:

https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/viriato-moura/exercicio-da-medicina-humildade-e-preciso

https://www.prospectivedoctor.com/humility-role-medicine/

https://www.dicio.com.br/humildade/

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0738081X12002659

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2917943/

Enriquecendo com saúde: qual a importância de fazer um planejamento financeiro pessoal?

Enriquecendo com saúde: qual a importância de fazer um planejamento financeiro pessoal?

Se você fica se perguntando o que é preciso fazer para conquistar a independência financeira, o primeiro passo a ser dado é realizar um planejamento financeiro para organizar o que entra e o que sai da sua conta.

Embora seja um tema negligenciado por boa parcela dos brasileiros, o planejamento financeiro pessoal é uma das ferramentas mais importantes para quem busca alcançar objetivos e realizar sonhos e, claro, para conquistar e manter a independência financeira. Afinal, com ele é possível planejar-se, criando um manto de proteção financeira.

O que é o planejamento financeiro?

Você se esforça muito para ganhar seu dinheiro, por isso ele precisa trabalhar para você. Além disso, caso não tenha o comando do planejamento financeiro nas suas mãos, pode acabar se endividando desnecessariamente.

Quem investe na organização das finanças pessoais consegue assegurar uma vida mais tranquila quanto ao planejamento financeiro. Mas, colocar as finanças em ordem não é somente saber o quanto você ganha e o quanto você gasta. Ter conhecimento de onde você despende seu dinheiro é fundamental para buscar o equilíbrio em sua conta corrente.

Portanto, ter equilíbrio financeiro nada mais é do que gastar menos do que se ganha. Para isso, é preciso monitorar receitas e despesas. A tecnologia é uma grande ajuda neste sentido: existem diversos aplicativos gratuitos que podem auxiliar no controle do que entra e do que sai da sua conta.

Mas, se você não é tão tecnológico, pode apostar no bom e velho caderno de anotações, desde que consiga categorizar suas despesas e conferir se os números batem com o saldo da sua conta corrente.

Para que serve esse tipo de planejamento financeiro?

Especialistas em finanças pessoais indicam que suas despesas fixas mensais não devem ultrapassar 65% dos seus rendimentos, afinal, além da necessidade de poupar para o futuro, você também pode sofrer com custos não previstos, como uma batida de carro ou gastos médicos.

O planejamento financeiro pessoal é a ferramenta ideal para ajudá-lo a manter esse controle de maneira eficiente e correta.

Quais são os benefícios de elaborar um planejamento financeiro pessoal?

Fazer um planejamento financeiro pessoal ajuda a economizar, evitando despesas desnecessárias, para poupar direcionado o dinheiro aos investimentos e reservas emergenciais.

Realizar esse tipo de plano permitirá que você tenha muito mais qualidade de vida, tanto hoje quanto no futuro. Ao ter a segurança material necessária para aproveitar os prazeres da vida, além de uma garantia para imprevistos, sua mente fica mais tranquila para curtir cada momento.

Fonte:

https://academiamedica.com.br/blog/qual-a-importancia-de-fazer-um-planejamento-financeiro-pessoal?utm_campaign=58beb9b38c3fb60932b35286&utm_source=whatsapp_share&utm_medium=social

 

Tratamento para Cistite Intersticial

Tratamento para Cistite Intersticial

Não há cura para a cistite intersticial, mas a maioria dos pacientes obtém alívio sintomático de uma das várias abordagens, incluindo a hidrodistenção, que geralmente é feita como parte da avaliação diagnóstica. Aproximadamente 20 a 30% dos pacientes notam melhora sintomática após essa manobra. Também importante é a medição da capacidade da bexiga durante a hidrodistenção, uma vez que é improvável que pacientes com capacidades muito pequenas da bexiga (menos de 200 mL) respondam à terapia médica.

A amitriptilina (10 a 75 mg / dia por via oral) é frequentemente usada como terapia médica de primeira linha em pacientes com cistite intersticial. Ambos os mecanismos centrais e periféricos podem contribuir para a sua atividade.

Nifedipina (30-60 mg / dia por via oral) e outros bloqueadores dos canais de cálcio também demonstraram alguma atividade em pacientes com cistite intersticial. O polissulfato de sódio pentosano (Elmiron) é um polissacarídeo sintético sulfatado oral que ajuda a restaurar a integridade do epitélio da bexiga em um subgrupo de pacientes e foi avaliado em um ensaio controlado por placebo.

Outras opções incluem instilação intravesical de dimetilsulfóxido (DMSO) e heparina. O bacilo intravesical CalmetteGuérin (BCG) não é benéfico. Outras modalidades de tratamento incluem estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) e acupuntura.

A terapia cirúrgica para cistite intersticial deve ser considerada apenas como último recurso e pode requerer uretrocistectomia com derivação urinária.

Fonte:

Current Medical Diagnosis & Treatment – 2019, Lange

Saúde mental não deve ser tabu, avaliam pesquisadores

Saúde mental não deve ser tabu, avaliam pesquisadores

Falar sobre saúde mental, depressão, ansiedade e suicídio exige cuidados, mas os temas não podem ser deixados de lado sobretudo em um cenário de crescimento dos casos de autolesão em todo o mundo. De acordo com pesquisadores, a dificuldade existe porque há estigmas e pouca compreensão da sociedade dando margem, com frequência, a visões que carregam preconceito. Muitas vezes, o tabu interdita a circulação da informação, o que é importante para evitar novas ocorrências de suicídio.

“Faltam redes humanas de apoio, as pessoas vivem mudanças na configuração dos relacionamentos e tudo isso pode criar uma sensação de que você vive aquele sofrimento sozinho. Por isso, uma das apostas que fazemos em nosso atendimento preventivo é na expressão. Até para que se possa falar também das coisas ruins. Nas redes sociais, em geral, as pessoas falam das coisas maravilhosas. E é importante falar mais amplamente sobre os sentimentos”, diz a psicóloga Laura Quadros, chefe do Serviço de Psicologia Aplicada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Para Laura, o aumento das ocorrências que envolve diretamente a população mais jovem coloca o suicídio como uma emergência médica. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa é uma tendência em todo o mundo. Estimativas do órgão apontam que, depois da violência, o suicídio é o fator que mais mata jovens entre 15 e 29 anos. Anualmente, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida, número que representa 1,4% de todas as mortes do mundo.

Em sintonia com a tendência internacional, o país registrou, entre 2011 e 2016, um aumento dos casos notificados de lesão autoprovocada nos sexos feminino e masculino de 209,5% e 194,7%, respectivamente. Além disso, um levantamento feito pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) em todas as regiões do Brasil mostrou que 80% dos estudantes da graduação admitem ter enfrentado algum problema emocional, como ansiedade, desânimo, insônia, tristeza permanente, sensação de desatenção, desespero, falta de esperança e sentimento de desamparo e solidão.

Especialistas avaliam que adolescentes e jovens são mais suscetíveis a problemas emocionais e transtornos mentais, porque há muita expectativa e insegurança em relação ao futuro. Para Laura Quadros, o mundo atual cobra uma urgência pelo sucesso, e as tensões e pressões são mais exacerbadas. “Em um mundo mais lento, talvez conseguíssemos entender que esperar é um das possibilidades. Mas não é o que ocorre hoje”, avalia.

Cuidados

Há um consenso entre psicólogos e psiquiatras sobre a importância de que as abordagens de prevenção tenham como objetivo o estímulo a um ambiente favorável para que o jovem possa falar sobre seus sofrimentos com pessoas próximas e com profissionais capacitados. É o que tem feito a Uerj com a criação de diversos canais para receber demandas, sendo o principal deles o Núcleo de Atendimento ao Estudante. O Serviço de Psicologia Aplicada, coordenado por Laura, também é parte das medidas.

“Não é uma unidade de saúde assistencial. A missão principal é formar estudantes na prática de psicologia. Mas abrimos os espaços para atendimento. E essa procura tem aumentado bastante, tanto pela comunidade interna como pela comunidade externa”, explica.

No mês passado, foi aberto um período para triagem, momento em que o Serviço de Psicologia Aplicada escuta novas pessoas com o intuito de absorver em seu atendimento. Em apenas duas semanas, cerca 200 pessoas se apresentaram, relatando algum tipo de sofrimento. O volume da demanda impressionou e o período de triagem precisou ser encerrado. Atualmente, aproximadamente 300 pacientes já são atendidas pelo serviço.

O crescimento da procura, segundo a psicóloga, também reflete a crise econômica da saúde pública do Rio de Janeiro. “Esse é um ano muito crítico. Temos a tendência mundial e houve fechamento de vários ambulatórios na cidade, estufando nossos registros. E nós não temos estrutura para absorver toda a demanda. Tentamos atuar dentro das nossas possibilidades. Inclusive em sintonia com a tradição da Uerj, instituição que foi pioneira em políticas de ações afirmativas no país, que vem sempre junto de estratégias de acolhimento ao estudante”.

As medidas adotadas pela universidade visaram dar resposta aos casos que vinham ocorrendo, incluindo tentativas de suicídio que não se concretizaram.

A Uerj não é uma exceção. Nos últimos anos, diferentes instituições públicas de ensino espalhadas pelo país precisaram lidar com ocorrências de suicídio dentro de seus espaços. Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade de São Paulo (USP) registraram casos. As instituições não costumam divulgar levantamentos específicos sobre os casos, mas vêm se firmando como lugar de referência em estudos e em acompanhamento.

Imprensa

A relação entre os meios de comunicação e o suicídio é um foco de estudo que tem mobilizado pesquisadores de diferentes áreas. O jornalista Arthur Dapieve publicou em 2007 o livro Morreu na Contramão: o Suicídio Como Notícia, que se desdobrou da sua pesquisa de mestrado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio). Ele buscou entender porque raramente se noticiava suicídio e investigou o noticiário brasileiro publicado em 2004.

Foram encontradas reportagens que lembravam os 50 anos do suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas e algumas notícias relacionados a atos de terroristas. Ao mesmo tempo, o jornalista notou poucos registros de casos ocorridos no Rio de Janeiro ou mesmo no país. “O volume de notícias contrastava com as estatísticas. E era nítida uma diferença no tratamento em relação a outros crimes. Os jornais não demonstram medo em noticiar o homicídio ou o estupro, por exemplo. Mas o que eu observei é que a questão não é intrínseca à imprensa. A nossa sociedade tem um tabu em relação ao assunto. E a mídia, muitas vezes, reflete o que a sociedade pensa”, avalia Dapieve.

O jornalista destaca uma preocupação específica da imprensa, relacionado ao “Efeito Werther”, que se refere a um pico de tentativas suicídios após um caso ser amplamente divulgado. A expressão tem como referência o livro Os sofrimentos do Jovem Werther, escrito pelo autor alemão Goethe no final do século 18.

“É uma história de amor não correspondida onde o protagonista se suicida. Isso teria deflagrado uma onde de suicídios na Europa. Esse medo é ainda presente na imprensa em 2004, ano do foco da minha pesquisa. Acho que não mudou muito de lá para cá, mas vejo que tem havido mais noticiário e inclusive reportagens no sentido de tentar entender as razões, prevenir. E isso é positivo”.

A importância da existência de um noticiário sobre o assunto é consenso entre psicólogos e psiquiatras. Essa é também a posição da Organização Mundial da Saúde (OMS) que avalia que a imprensa tem papel fundamental e ativo na prevenção ao suicídio.

TEXTO RETIRADO DO SITE: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-08/saude-mental-nao-deve-ser-tabu-avaliam-pesquisadores

Otorrinolaringologia

Otorrinolaringologia

Otorrinolaringologia

Vantagens:

a) Menor tempo de formação;
b) Muitos procedimentos que agregam valor à consulta;
c) Bom prognóstico dos pacientes;
d) Boa qualidade de vida pela menor ocorrência de emergências e pela facilidade de administrar os próprios horários;
e) Maior diversidade de patologias – menos monótono;
f) Área com potencial crescimento no mercado nos próximos anos;
Alta demanda para pouca mão-de-obra;
g) Menor custo para começar consultório próprio;
h) Diversos procedimentos cirúrgicos;

Desvantagens:
a) Poucas vagas de residência médica;
b) Boa remuneração apenas a longo prazo;
c) Pouco reconhecimento perante outras especialidades;
d) Dependência de plantões no início da carreira para se sustentar;
e) Maior dependência de planos de saúde;
f) Plantões da especialidade pagam pouco.

Infectologia

Infectologia

Pergunta : Jennifer ( Universidade São Francisco – SP )
Olá! Parabéns e muito obrigado pelo trabalho de vocês! Minha dúvida é em relação à escolha da residência, pois eu gosto muito de infectologia, já fiz estágios na área e tenho certeza que seria feliz trabalhando com isso. Porém uma única coisa que me assusta é a remuneração: todos dizem que é muito baixa em comparação com as demais especialidades, inclusive outras que eu também me identifico como a psiquiatria, e os salários que eu vejo nos editais de concurso também me desanimaram bastante. Minha dúvida é se realmente os ganhos do infectologistas são tão baixos assim, e assim até que ponto vale a pena escolher algo que eu goste menos porém dá um retorno muito maior. Obrigado pela atenção!

Resposta :

A infectologia é uma das especialidades que mais cresceu nos últimos anos. O mercado de trabalho ainda é carente de profissionais. A necessidade de CCIH nos hospitais é uma ótima oportunidade de trabalho para esses profissionais e não exige muito tempo do especialista, que pode ter outra atividades como consultório particular, onde a clientela vem crescendo com o aparecimento de doenças como dengue, zica, H1N1, febre amarela, Aids e novas doenças infecciosas que tendem a aparecer.
O especialista nessa área pode ter contrato com mais de um hospital como responsável pela CCIH, dar pareceres em pacientes internados e ainda ter seu próprio consultório.
A qualidade de vida é boa e a remuneração também.

Sucesso

Mário Novais

 

Autor: Mário Novais

3 dicas importantes para estudar anatomia

3 dicas importantes para estudar anatomia

Até que enfim chegou um momento muito esperado: iniciar o curso de medicina! Junto a isso vem a árdua tarefa de estudar, estudar e estudar… memorizar, memorizar e memorizar. Logo no primeiro período/ano o montante de temas assusta. Diante desse novo mundo, tentaremos ajudar com algumas dicas!

Inicia-se o curso de medicina e uma das grandes expectativas dos novos alunos são as disciplinas a serem estudadas.  A anatomia surge, então, como uma grande novidade, que por um lado representa uma carga de felicidade, já que explicita rapidamente o tão aguardado estudo do corpo humano, principalmente em suas aulas práticas e, por outro, uma grande preocupação, uma vez que lança sobre o aluno uma imensa quantidade de detalhes que devem ser memorizados.

Então, o que fazer? 

  1. VISUALIZE! 

Criar associações é um bom caminho para o nosso cérebro. Para isso, a utilização de desenhos e mapas mentais costumam dar ótimos resultados. Saber onde se localizam as estruturas é indispensável.

Dessa forma, não fique como uma máquina apenas tentando decorar nomes de cada parte e de cada detalhe desse complexo “mundo” que é o corpo humano. A memorização é só mais um passo do processo. Visualizando, você poderá relacionar o nome à estrutura.

Cada estudante se adapta a uma melhor forma de associação. Assim, caso não conheça uma fórmula já estruturada, crie a sua!

 

  1. AULAS PRÁTICAS –  ANATÔMICO

 

Valorize esse momento! Agora é a sua oportunidade de ir além dos mapas mentais e das imagens de livro. É a hora em que poderá exercitar sua memória experiencial (se essa palavra é nova para você: que se desenvolve ou pode ser ocasionado a partir da experiência; cuja essência tem teor EXPERIMENTAL), que é ainda mais efetiva nesse processo de estudo.

Essa técnica, é claro, não exclui a anterior. Pelo contrário, devem ser trabalhadas concomitantemente. Estão intimamente relacionadas.

Se tiver oportunidade, disseque! Ponha em prática!

  1. MEMORIZE!

Nessa disciplina há uma quantidade muito grande de nomes a serem aprendidos. Nesse sentido, a capacidade de memorização deve ser exercitadaÉ mesmo um treino!

Apesar de esse tópico entrar como o último nas nossas dicas, não quer dizer que ele seja o menos importante ou que, ainda, deva ser feito somente após a visualização e a prática. É interessante e mais efetivo para o aprendizado da anatomia, que ele seja feito antes, para que, na presença das imagens e das peças anatómicas, se tenha uma boa noção do que se está visualizando.

Uma boa técnica é fazer a utilização de flashcards, pois, por meio deles, pode-se repassar rapidamente o novo vocabulário adquirido.

Mas o que escrever nos flashcards?

Depende do seu objetivo. Se quer memorizar definições, escreva de um lado do cartão o nome, por exemplo, de uma estrutura e do outro sua definição. Mas se seu objetivo é memorizar a função de uma dada estrutura, escreva de um lado o nome da mesma e do outro, claro, a função. Da mesma forma, pode-se aplicar essa técnica para associar as imagens aos seus nomes e/ou às suas funções.

Autor: Celso Neto

Os 10 melhores métodos de estudo

Os 10 melhores métodos de estudo

Association for Psychological Science publicou recentemente um trabalho realizado por um grupo de psicólogos, no qual foram analisadas 10 técnicas de estudo, sendo estas classificadas de acordo com sua eficiência: utilidade baixa, moderada e alta. Durante a preparação para concursos, dicas como estas podem ser uma “mão na roda”! Então vamos lá!

 

As técnicas consideradas de utilidade alta foram:

Realização de testes práticos: grandes exemplos são os simulados. Além disso, a pesquisa aponta duas variáveis que aumentam ainda mais a eficiência da técnica: quantidade (quanto mais testes, melhor) e repetição do teste quando não acertamos a questão.

Prática distribuída de estudos: consiste na programação de um cronograma de estudos. Principalmente nos concursos que exigem grande quantidade de matérias, a prática do “estudar tudo de uma vez” tem efeitos péssimos a longo prazo. Portanto, planeje-se a longo prazo, estabelecendo metas diárias de estudo.

Agora passaremos para as técnicas descritas como de utilidade moderada:

Elaboração de perguntas: consiste em criar perguntas que expliquem um fato, gerando explicações mais complexas sobre a veracidade do assunto. Sempre pergunte-se: “Por que isso é verdade?” ou “Por que isso faz sentido?”.

Explicar o conteúdo para si mesmo: trata-se de explicar como os conteúdos se relacionam entre si ou simplesmente explicar o passo a passo da lição. Quando terminamos de estudar determinado conteúdo, podemos ter certeza que estamos dominando-o completamente quando somos capazes de ensiná-lo para alguém (desse modo, atue simultaneamente nos papéis de aluno e professor).

Estudo intercalado de diferentes conteúdos: misturar diferentes matérias em uma mesma sessão de estudos ajuda a fixar o conteúdo, uma vez que o cérebro é obrigado a retomar um tema visto anteriormente, acessando a memória de longo prazo.

Por fim, as técnicas de baixa utilidade:

Resumo: o grande problema desta técnica é que nem sempre o estudante consegue saber quais são as ideias principais de um texto, correndo o risco de simplesmente reescrever o texto todo com outras palavras.

Grifar textos: compartilha o problema descrito anteriormente. Além disso, muitos estudantes grifam grandes blocos. Esse excesso de conteúdo prejudica a capacidade de relembrar o que era de fato importante.

Associação mnemônica: são as famosas associações, sejam com frases ou imagens. Entretanto, nem todos os conceitos podem ser associados a algo… Também não parece ser muito eficiente para a memorização a longo prazo.

Associação de imagens com textos: consiste, resumidamente, na elaboração dos mapas mentais. A técnica ajuda a organizar o assunto de uma maneira mais clara. Na realidade, foi classificada como de baixa utilidade porque os pesquisadores não conseguiram identificar com clareza em quais situações o método dá certo.       

Releitura: consiste na releitura de um texto, logo após uma leitura inicial, com o objetivo de relembrar os detalhes. Apesar da fácil execução, a técnica foi considerada muito ineficaz, quando comparada às demais. Na verdade, recomenda-se que a pausa entre a leitura e a revisão seja um pouco maior (alguns dias).

De posse destas informações, devemos utilizar nosso senso crítico: uma técnica pode ser muito boa para um, e um desastre para outro. Confesso que sou adepto de todas as técnicas descritas como de baixa utilidade, mas sempre foram muito úteis para mim. Procure técnicas que se adequem à sua realidade, tentando aproveitar ao máximo de todas as dicas possíveis! E vocês, quais são as técnicas de estudo que costumam usar? Deixe seu comentário, sua participação é muito importante! Até a próxima!

Fontes: Guia do Estudante – Editora Abril; www.psychologicalscience.org

Autor: Igor Torturella

Tipos de Aprendizado

Tipos de Aprendizado

Quando queremos aprender algo, devemos levar em conta que existem tipos de aprendizado: Informal, formal e acelerado.

Analisando cada um:

Quando queremos aprender algo, devemos levar em conta que existem tipos de aprendizado: Informal, formal e acelerado.

Analisando cada um:

  1. Informal: geralmente adquirido em discussão, perguntas, tentativa e erro. E envolvendo diversão, cooperação, como em jogos e gincanas (experiência real).
  2. Formal(estudo): através de livro-texto, leitura ou palestra. Esse aprendizado é geralmente feito sozinho, sob pressão. Torna-se maçante em pouco tempo.

O primeiro método é mais eficiente, pois usa um número maior de inteligências. É só se lembrar das músicas de ciranda da escola, você provavelmente tem maior lembrança dela do que dos livros que leu na mesma época.

  1. Acelerado: realizado com baixo estresse, combinando o lado esquerdo E direito do cérebro.

Usa os 7 tipos de inteligência:

física,
lógica,
lingüística,
visual/espacial,
intra-pessoal,
inter-pessoal,
musical.

Mais adiante falaremos dos 7 tipos de inteligência, que são igualmente importantes para aprendizado acelerado. Cada indivíduo tem pontos fortes e fracos. Devemos desenvolver os pontos mais fracos e usar as facilidades a nosso favor.

Vestuário e etiqueta médica

Vestuário e etiqueta médica

Se perguntarmos para um leigo qual a primeira imagem que lhe vem a cabeça quando ele pensa em um médico ele provavelmente pensará numa pessoa bem vestida, sapatos engraxados, camisa impecavelmente passada, jaleco imaculado e o trato de um erudito, um comportamento sóbrio e incomum, relacionado à sua sabedoria acumulada após muito estudo e experiência.
Isto na verdade, como bem sabemos, está bem longe da realidade, pelo menos quando se trata de jovens médicos. O uniforme do médico atual é tênis de corrida, calça jeans e camiseta. Nos dias especiais, quando se sente mais vaidoso, troca esta última pela camisa polo. O jaleco é puído e o bordado ilegível. A atitude e a aparência também são discrepantes: olheiras do plantão de 24h do dia anterior, barba por fazer, cabelo desgrenhado, antipático, frequentemente interrompe a consulta para responder mensagens no smartphone…
A princípio essas coisas todas obviamente são ruins, mas inócuas. O paciente não reclama pelas suas incessantes paradas para escrever no whatsapp, seu supervisor não vai te criticar pelas suas jeans um tanto curtas que você usa desde seus 16 anos, sua cara de sono não vai fazer o paciente deixar de seguir sua prescrição…
A questão é que existem consequências invisíveis, pelo menos num momento imediato, que só se mostram posteriormente, ou até mesmo nunca serão percebidas. Mais ainda, muitas vezes nem associamos que certas situações desfavoráveis foram influenciadas pela impressão que o(s) médico(s) causou.
Tenha em mente que hoje SER e PARECER são praticamente sinônimos para as pessoas, independente de idade, nível de instrução, poder aquisitivo, etc. A primeira impressão é sempre a mais marcante pois ele provoca nas pessoas sentimentos, e esses sentimentos podem ser bons ou ruins. Geralmente, estes últimos são mais frequentes. Se quando você estiver atendendo um doente você acidentalmente perder um pouco a paciência com ele, não vai adiantar pedir desculpas. Ele não vai querer saber que você se exaltou porque passou a madrugada num plantão de 12 horas direto sem dormir em condições extremamente estressantes.
Sentimentos são lembrados por muito mais tempo do que informações objetivas. Por exemplo: o paciente dificilmente esquecerá a repulsa que sentiu por te achar um desleixado, mas nunca irá lembrar de você comentando que alguém sem querer esbarrou em você e manchou seu jaleco de café no mesmo dia, antes de você chegar no ambulatório.
Arrisco dizer que de todas as carreiras, a profissão médica é ainda a de maior prestígio social, mesmo considerando que muito deste prestígio foi perdido no passado recente e atualmente por diversas questões, principalmente por eventos de grande projeção, como por exemplo negligência médica.
Por isso, troque as jeans por calça social ou de sarja. Aposente os tênis e use sapatos sociais de couro. Ao invés de camisas de manga curta, camisas sociais, sempre dentro das calças. Cinto obrigatório, sempre combinando com o sapato. Dependendo do seu nível de entusiasmo com a idéia, pode até arriscar uma gravata. Paletó ou blazer é desnecessário. Isto para nós pode parecer exagero, mas na Inglaterra e na Austrália é obrigatório desde a graduação que os médicos usem este tipo de traje (ironicamente os jalecos são dispensáveis, sendo usado somente por professors mais respeitados).
Só esta mudança pode ser o diferencial para conquistar novas oportunidades profissionais e sociais. Não se surpreenda caso um médico mais experiente te convide a escrever um artigo com ele, ou ser convidado pro casamento daquele colega que você nem é tão íntimo assim.
Mude também seu comportamento. Celular durante as consultas sempre desligado ou no silencioso, responda as ligações somente entre os atendimentos, não coma ou beba na frente dos pacientes… É tudo uma questão de bom senso e perspectiva: “O que eu pensaria se estivesse do outro lado?”.